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Legendado por: Mucanicz
H� um ditado sobre a ca�a que diz o seguinte:
"Os le�es nascem predadores.
Os ant�lopes percebem que s�o presas.
Os humanos s�o as �nicas criaturas
na Terra com direito a escolher.
N�o sei quem disse isso,
mas...
tenho a certeza que nunca imaginaram
um lugar como Pensacola.
Esta manh�, est� a ser oferecida
uma recompensa de 5 mil d�lares
pela fam�lia de Lucy Baylor,
uma menina de 16 anos de Pensacola
que desapareceu a semana passada.
Os investigadores do condado local
informaram numa confer�ncia de imprensa
esta ter�a-feira de manh�
que h� pessoas que gostariam
de questionar sobre os desaparecimentos
mas disseram que n�o s�o necessariamente suspeitos.
C'um cara�as!
A v�tima � uma caucasiana de aproximadamente 20 anos...
Um trauma devido...
N�o sabia que j� vos tinham chamado.
N�o, estava um pouco a este daqui.
Pensei vir dar uma olhada.
Est�s � vontade.
Pois, parece que ele arrastou-a para aqui desde a estrada.
N�o. Ela foi morta noutro s�tio
e depois largada aqui ontem � noite.
Como raios � que sabes isso tudo?
Temos uma identifica��o?
Sarah Kellogg.
26 anos, algumas posses, algumas solicita��es.
�ltima vez vista em Tallahassee.
N�o consegui encontrar o folheto de desaparecimento.
- Como est� a esposa? - Chata, como sempre.
Tirem fotos de qualidade destas marcas de dentes
- antes que o calor nos mate. - Pois.
- Ainda me deves uma cerveja. - Sim, eu sei.
N�o h� mais coca at� eu ver umas mamas
neste quarto.
Cala a boca, Walton!
Fecha a porta, cabra!
Tracey, vai-te embora daqui.
Boa noite, minha senhora.
Junta-se a umas panquecas comigo?
Precisas de um amigo, menina?
Anda l�, vamos tirar-te desta chuva.
Onde vais?
N�o me fa�as perseguir-te.
Est�s bem?
Est�s bem?
Anda, vamos l� levar-te para um lugar seguro.
Anda l�.
N�o me lixes hoje, Karl. Vai-te lixar.
- S� fa�o o meu trabalho. � isso. - Porque n�o trocamos?
E que tal vires para aqui abanares o cu
e eu fico no carro a comer burritos a noite toda?
Acho que o teu tipo est� aqui.
Entendido, Karl.
Truz, truz.
Tens de ser a cabra mais burra
de Pensacola.
Lembras-te de mim?
Vejo muitas pessoas, querido.
N�o como eu, n�o v�s.
�s sexy como tudo!
N�o te preocupes, eu mandei embora o teu "encontro"
portanto n�o acho que seremos incomodados.
Eu apanhei-te no Loxley, n�o foi?
O que torna esta segunda infra��o pun�vel, n�o �?
Merda.
Isto n�o � o alvo.
Bem, este � o meu lindo universo.
E tudo o que est� nele...
pertence-me.
Tal como a Terra pertence a Deus.
O qu�?
Portanto isso quer dizer que voc�s, putas,
pertencem-me tamb�m.
Entendes o que te digo?
Que se lixo isto, vou entrar.
N�o.
Tudo bem.
Ent�o �s daquelas putas, � isso?
N�o ouve se n�o levar. Bem.
Vou entrar. Isto n�o � o alvo.
- D�-me s� dois minutos. - Para qu�?
Vais meter maquilhagem?
Porque o que est� prestes a acontecer...
n�o tem nada a ver com ficar bonita.
Agora, levanta essa saia
e verga-te.
N�o.
Certo.
Olha o que tenho aqui.
Agora, eu podia largar-te num contentor do lixo
e dar-te de comer aos porquinhos.
E sabes que mais?
Ningu�m se importaria!
E tu?
O pap� batia muito na mam� l� em casa, era?
N�o!
- O que fizeste? - N�o � ele.
Porra!
- Karl. - Prometeste-me!
Querias que fizesse o qu�, Karl?
Ele estava-me a dar uma tareia.
- Isto vai ser mau - Karl...
- Vamos sair daqui, porra. - Est� bem, vamos l�.
Porra.
Ao atravessarmos o vale da sombra da morte,
vemos tenta��es ao nosso redor.
Quem entre n�s n�o se deixa levar
pelos prazeres da Terra
como o sexo, as drogas, e outros?
Quem entre n�s � imune
� vontade de participar em tais gratifica��es?
- Quem entre n�s... - � a minha filha. Bethany.
Vou a caminho de casa para v�-la.
Queres ficar connosco esta noite?
A minha filha amar-te-ia.
Sim.
Por favor.
Bem, est� decidido ent�o.
DEPARTAMENTO DA POL�CIA DE PENSACOLA
Eu compreendo que isto � emocional para ti, Byron.
N�o tem a ver com emo��o.
Porra, fic�mos todos abalados por este caso.
E verdade seja dita, ainda �s jovem.
E �s um pol�cia demasiado bom
para ficares assim preso a apenas um caso.
Desculpe. Sete homic�dios por resolver
s�o mais do que um caso, senhor.
Sabes que n�o podemos confirmar essas conex�es.
Oi�a, a cena de Sarah Kellogg, bate certo, senhor.
As marcas dos dentes, a posi��o, o perfil, tudo.
Deixa-me acabar com isto, Byron.
- N�o podes voltar a este caso. - Desculpe?
- Foste movido para outra coisa. - Quando?
- Agora. - Certo. Vamos... vamos chamar o FBI.
- Um infrator multi-jurisdicional. - Est�s a gozar, certo?
Tens que seguir em frente.
N�o temos escolha.
Tudo bem.
Sabe, nunca ningu�m defendeu estas raparigas.
E eu j� n�o consigo pensar o contr�rio.
A sede est� frustrada.
Ele tem sorte em estar vivo.
Eles afastaram-nos.
A opera��o "Auto-estrada segura"
vai sair de Florida.
- Quando? - Agora.
Para a I-5, no lindo noroeste.
N�o, vais � sede e dizes-lhes para se irem lixarem.
N�o � a tua opera��o.
No minuto em que fui usada como isco e armadilha,
tornou-se a minha opera��o e tu sabes disso, porra!
N�o h� nada que possa fazer.
Escuta, Karl, a confus�o de ontem foi culpa minha.
Est� bem. Lixei tudo. Pe�o desculpa.
Tenho estado a falar com mais de uma d�zia
de infratores criminais,
que andam atr�s destas raparigas.
O meu maior alvo � hoje � noite.
Estou farto desta conversa.
Vou apanh�-lo hoje � noite!
- Tretas! - Fica a ver.
O departamento do xerife
est� a trabalhar pr�ximo com as autoridades estaduais
para determinar se h� alguma conex�o entre este caso
e uma s�rie de outros casos de rapto semelhantes
que ocorreram ao longo da I-10 nos �ltimos meses.
O porta-voz do condado disse que n�o poderiam comentar,
visto ser uma investiga��o em curso.
Est�o a pedir a algu�m com informa��o, que se apresente.
- Posso ajud�-lo? - Boa tarde, minha senhora.
O meu nome � Byron Crawford.
Est� aqui para comprar a propriedade, Sr. Crawford?
Pois, n�o est� � venda.
N�o, minha senhora.
Sou da Pol�cia de Florida, e...
Posso lhe perguntar se tem alguma afinidade
com Sarah Kellogg?
Um pol�cia idiota ligou para c�
a fazer perguntas inusitadas.
Disse que a tinham encontrado mesmo � sa�da de Pensacola.
Lamento, minha senhora.
N�o devia ter acontecido desta forma.
Lamento imenso a sua perda.
Veio at� aqui s� para me dizer
que a minha filha tinha sido morta?
Sim, minha senhora.
� assim que devia ser.
Lamento ter ouvido o contr�rio.
Mais vale entrar e sentar-se um pouco.
Esta � a parte em que diz que n�o vai descansar
at� apanhar o cabr�o que matou a Sarah?
N�o, minha senhora.
Algu�m que lhe diga isso est� a mentir-lhe.
A sorte n�o est� a nosso favor.
Bem, voc� � s� conversa fiada, Sr. Crawford.
Porra!
Aprecio a honestidade, acho eu.
Talvez beba aquele copo de que falou.
Bem jogado.
H� dias que o melhor � beber.
Pois.
� de Panhandle, Sr. Crawford?
N�o, mais a norte, em Marianna.
Sempre viveram em Tallahassee?
Tallahassee? Porra.
A minha fam�lia vive nesta casa h� quase 100 anos.
Sou eu e a minha irm� g�mea, Caroline.
Ainda me lembro da data em que foi tirada.
A minha m�e n�o nos parava de chatear sobre os vestidos.
Ela morreu nesse ver�o,
num inc�ndio, na f�brica Coltier, em Thomasville.
Isso � terr�vel, lamento.
O meu pai foi ferido na Coreia.
Depois da morte da minha m�e,
foi como se...
um interruptor se tivesse desligado na sua cabe�a.
Ele bebia.
Come�ava de manh� e falava com ele pr�prio
quando cheg�vamos a casa depois da escola.
Assustava-me imenso.
N�s fug�amos e escondiamo-nos no mato grosso.
Brinc�vamos por horas.
Ficava de noite.
Nem d�vamos conta.
At� que ele vinha atr�s de n�s...
zangado como um c�o maluco.
Ainda consigo ouvir a voz dele.
�s vezes, apanhava-nos.
�s vezes, n�o.
Fic�vamos � espera.
S� nos restava esperar.
"At� o rel�gio dizer meia-noite," dizia a Caroline.
Tal como a Cinderella.
Quer uma cerveja em vez disso?
N�o, minha senhora, eu...
Estou bem.
A Sarah fazia-me lembrar tanto a Caroline.
As duas sempre h� procura de fugir.
E mau gosto em homens.
A Sarah tinha um namorado est�vel?
Porra, sei l� eu.
Ela estava desaparecida h� quase um ano.
Bem...
Vou-me embora.
Mas...
se precisar de algo...
d�-me um toque.
- Como � que ela morreu? - Desculpe?
Voc� sabe...
Como � que a Sarah foi morta?
Nesse caso, posso-lhe pedir um favor, Sr. Crawford?
Se por algum milagre...
algu�m conseguir apanhar este...
dem�nio que matou a minha filha,
pode voltar e bater nesta porta?
Boa noite, minha senhora.
RESID�NCIA DOS CRAWFORD
Quem vem l�?
Ol�, querido.
Meu deus, sou t�o sortudo.
� o pap�?
- Como foi o teu dia? - Nem queiras saber.
Recebi duas chamadas esta manh�.
A primeira era sobre uma pessoa desaparecida.
Uma rapariga de 16 anos que desapareceu
de uma paragem de cami�es � sa�da de Pensacola ontem � noite.
E antes disso, um vendedor de concreto
que encontrou um cad�ver na I-10, na linha fronteiri�a.
- Era ela? - N�o.
Era s� uma prostituta do este de Tallahassee.
Este trabalho...
Eu costumava sentir a presen�a de Deus,
mas agora...
J� n�o sei.
Tens o amor Dele no teu cora��o.
Sabes disso.
E � por isso que estas raparigas
precisam de algu�m como tu.
Eu tenho f� em ti.
Est� a queimar, mam�?
N�o, querida, � s� o vapor da �gua quente.
- Mesmo na hora certa. - Cheira bem.
Tira os cotovelos da mesa.
O que est�s a ler?
Chama-se "Watership Down."
Tens de ser a rapariga de oito anos mais inteligente
de Panhandle inteira.
Ela � mesmo jovem para ler aquele livro.
O que temos aqui?
- Rolo de carne! O meu favorito. - Rolo de carne, milho.
- Isto vai dar para o torto. - Est�s � vontade para ires embora.
- Ningu�m te est� a mandar ficar. - Podemos perder os crach�s.
N�o vamos perder os crach�s, Karl.
Tenho seguido este tipo desde Loxley.
Chama a pol�cia local.
Ningu�m se importa com estas raparigas.
Sabes disso. Se ningu�m anda � tua procura,
ent�o n�o est�s desaparecido.
N�o quero que te magoes.
- Certo. - A s�rio.
Est� bem, este � o �ltimo. Est� bem?
E depois fazemos as malas e vamos para a chuvosa Seattle.
- Eu n�o vou. - O qu�?
- A Kirsten vai-se divorciar de mim. - Tretas.
Ela tem a merda de um advogado.
N�o sabia, Karl.
Desculpa.
Que se lixe. Ele n�o aparece.
Vamos embora daqui.
O Johnson ainda est� doente. Vou ter de o ajudar
a levar a tralha dele para Mobile.
Hoje? Pete, �amos fazer aquela prateleira.
Eu sei, querida, mas h� tantos trabalhos
e quase nenhuns camionistas.
Sabes, estamos aqui no meio do nada
com dois vizinhos que mal conhecemos.
Bem, � assim que temos comida na mesa, n�o �?
� s� que acontece mais vezes do que queria.
Querias-me fora da estrada.
Um gerente tem de estar dispon�vel, querida.
� que fico t�o sozinha aqui �s vezes.
E n�o te consigo esquecer, Pete.
Acordo-te quando chegar a casa.
Pode ser?
Prometes?
Eu demito-me, se quiseres.
- Eu demito. - N�o, n�o demitias.
Podes crer, demitia-me agora.
- Queres que me demita? - N�o, n�o fa�as isso.
Tudo bem.
- Amo-te, querida. - Tamb�m te amo.
- Vai com cuidado. - Amo-te, querida.
- Boa noite, pap�. - Boa noite, querida.
Muito bem. Adeusinho.
Perdeu a chave?
N�o sejas t�mido, bonit�o.
Porque � que n�o vens beber algo?
Dava-me jeito a companhia.
Tudo bem.
Porque n�o?
N�o �s pol�cia, pois n�o?
Quantos anos tens?
20 anos.
Eu gosto mesmo desta can��o.
Adoraria se dan�asses comigo, querida.
� isso mesmo.
�s uma boa menina?
O que disseste, querido?
�s uma boa menina?
�s uma menina marota, n�o �s?
�s uma prostituta suja e nojenta!
Est� tudo bem.
Meu Deus.
A� est�s tu, Sra. Bola.
Pergunto-me se h� aqui alguma coisa.
Bethany! Anda para dentro! Hora de jantar!
J� vou, mam�.
Socorro!
Est� a� algu�m?
� uma �rea restrita. O chefe pediu fecho total.
- Quem manda nisto? - O detetive Yarborough.
Obrigada.
Tens de assinar os registos de seguran�a. V� l�!
- N�o leves a peito, puto. - Merda.
Faltei � troca de jurisdi��o, amigo?
N�o. Estou s� a ver.
Porque sinto que n�o est�s a ser honesto comigo, Crawford?
E isso n�o � bueno na minha cena de crime.
Estou s� a ser honesto contigo. S� estou aqui...
Desculpe. � voc� quem manda aqui?
- Tira estes palha�os daqui! - � amigo.
Somos do FBI.
Bem, � bom conhecer-vos, mas o que raio
fazem na minha cena de crime?
N�s ca�amos idiotas que perseguem menores,
muito provavelmente, raparigas traficadas.
Bem, escutem, Eu aprecio os vossos esfor�os
neste...
neste nosso pequeno mundo.
- Mas porque estamos a falar aqui? - T�nhamos colocado
uma armadilha de prostitui��o ontem � noite.
O xerife nunca me falou nada disso.
N�o � nada de mais.
Ao que parece, n�o �, certo?
Porque tenho ali uma rapariga de 20 anos
com o cr�nio partido em seis s�tios.
Este alvo de ontem, t�m algum nome?
N�o, n�o.
Isto j� foi longe demais, est� bem?
O protocolo diz que � o meu comandante
fala com o vosso superior, est� bem?
Portanto desiste enquanto podes, querida.
Eu matei aquela rapariga.
Espero que estejas a gozar.
N�o, quer dizer...
Aquela devia ter sido eu.
� suposto eu estar a proteger estas raparigas.
Tretas!
Podias ter morrido ontem � noite.
Ol�.
O meu nome � Byron Crawford,
e sou um agente da FDLE.
Tinham dito que este alvo j� tinha faltado
a uma reuni�o marcada antes?
Onde foi isso?
H� umas noites atr�s.
No motel Oasis.
Em Pensacola.
Receava isso.
Uma jovem reportou a sua irm� de 16 anos
como desaparecida.
Quinta-feira � noite, no exterior do Oasis.
Adorava ouvir algo mais que possam ter deste tipo.
Se se lembram de algo daquela noite, ou...
se conseguirem informa��o adicional sobre o suspeito,
liguem-me.
- Ol�, pap�. - Ol�, querida.
A trabalhar na prateleira?
A mam� ficaria t�o feliz.
Deixa-me ajudar-te.
- Amo-te, querida. - Tamb�m te amo, pap�.
Amo-te tanto.
Vamos l�, vamos brincar.
Est� bem.
Eu acho que vi aquela rapariga no Oasis.
Ela estava a caminhar para a entrada, parecia um zombie.
E que tal vires tu para aqui e abanares o cu
e eu fico no carro a comer burritos a noite toda?
N�o dei muita aten��o a isso.
E depois, houve aquela agress�o.
Meu Deus.
Bem...
Apanhamo-lo amanh�.
Levanta-te.
Lava os bra�os e as pernas com a esponja.
F�-lo.
Agora!
N�o consigo ver. N�o consigo...
N�o consigo ver!
Est� mesmo aqui, querida. Aqui tens.
Aqui tens. Vamos l�.
Est� melhor?
Usa a esponja. Toma.
- Ol�. - Ol�.
- O que te posso trazer, meu? - O que ela est� a beber, obrigado.
� a primeira vez que o FBI aparece voluntariamente, por aqui.
N�o parece haver falta de crime, pois n�o?
Bem, eu aprecio teres contactado.
Vou te meter ao corrente.
H� uns anos atr�s, foram-me atribu�dos
dois casos do tipo Jane Doe.
Ambos de prostitutas em paragens de cami�es.
Ambas largadas na I-10.
Ambas estranguladas, roubadas, mordidas,
e corpos colocados sugestivamente com vista para a auto-estrada.
Ningu�m queria tocar no caso.
Era quase imposs�vel de o decifrar.
Mas depois apareceu outro corpo.
E depois outro.
At� termos seis.
E um assassino em s�rie honesto.
Quem resolveu isso ao FBI?
Um analista g�nio do departamento de investiga��o
construiu o perfil,
FBI deu-o a um comportamentalista
para confirmarmos o que sab�amos.
Branco, macho, camionista, nos seus trintas,
mas nada revelador.
Algumas pessoas acham que...
as raparigas, as prostitutas e os drogados,
tiveram o que mereciam.
E o que achas tu?
Ter azar na vida n�o te faz menos humano.
Toda a gente precisa de uma hip�tese...
para se endireitar.
H� uns dias atr�s, um corpo foi descoberto
na linha fronteiri�a.
Tudo igual. E ontem � noite, no motel,
foi ele � mesma, mas foi apressado, improvisado.
- Porqu� a quebra na rotina? - Honestamente...
Eu acho que ele estava � tua procura.
A minha quest�o �...
Porqu�?
Eu comecei a falar com ele h� umas semanas
atrav�s de um an�ncio online.
Decidi encontrar-me com ele num motel em Loxley.
Alguns pol�cias locais apressaram-se demasiado,
come�aram a prender pessoas.
N�o fui descoberta.
Depois de mais algum...
namorisco virtual...
decidimos encontrar-nos no Oasis, umas noites atr�s,
mas um chulo de meia-tigela assustou-o.
Mesmo assim, n�o me largou.
Era suposto encontrarmo-nos no Mustang ontem � noite.
Ele j� deve ter desaparecido por esta altura.
Posso engan�-lo de novo.
� demasiado perigoso.
Isso nunca ser� autorizado.
Acabaste de dizer que achas que ele est� � minha procura.
Ele vai querer tentar de novo.
Achas que aquela rapariga que desapareceu do Oasis
ainda est� viva?
N�o sei.
Talvez.
Certo, ent�o quem a reportou
como desaparecida?
Recebi uma chamada da irm� dela, Heather Wallace.
Heather?
Fui eu que liguei.
�s pol�cia?
S� aqui para ajudar.
- Trouxeste-a para aqui? - N�o tive escolha.
Pedi algum dinheiro emprestado a pessoas que
pensava serem meus amigos.
E pronto, quando dei por mim, estava aqui.
E disseram-me que tinha de pagar.
Percebes?
N�o � mau, a maior parte do tempo,
mas n�o � lugar para uma rapariga de 16 anos.
Foi isso que lhe disse.
Disse que ela n�o tinha limites.
Isso n�o durou muito tempo.
- Quem? - O cabr�o magricelas que manda aqui.
Calvin.
Foi na quinta, a �ltima vez que viste a tua irm�?
Sim.
O Calvin drogou as raparigas com algo potente
e mandou vir um monte de tipos.
Disse que era uma cena em grupo.
Tudo o que me lembro � de ter dito � Tracey:
"Desaparece daqui."
Ent�o ela desapareceu,
e nunca mais voltou.
Qual � o quarto do Calvin?
� o �ltimo. Desde o acidente.
Lixou-se todo num acidente de carro.
At� � engra�ado, por acaso.
Encontras-a, por mim?
Sim, eu vou s� dar uma palavrinha ao Calvin.
Tu disseste...
que se eu ficar calada,
e me portar bem, deixas-me ir.
Tens sido uma boa menina.
Sim, tens sido uma boa menina.
Querida.
N�o tens para onde ir.
Est�s melhor aqui comigo.
Como �s capaz de fazer isto?
Tens uma filha.
Eu sei que tens!
Eu ouvi a voz dela.
N�o fales da minha filha!
Eu sei, eu sei.
N�o fales da minha filha.
Ela veio para este mundo
para me absolver dos meus pecados
e aben�oar-me com uma melhor compreens�o
de um amor eterno, santo.
Manda tudo c� para fora.
Eu sei.
Eu sei.
Manda tudo c� para fora.
Est� tudo bem.
Isso mesmo.
Eu nunca faria isto � minha filha.
Que �?
A Stacy disse-me para te vir ver
sobre um trabalho ou algo do g�nero.
Quem � a Stacy, porra?
Tens de ser
o cabr�o mais est�pido de toda a Pensacola.
Pensei que j� tinhas desaparecido, por esta altura.
Mas que porra, senhora?
S� te vou perguntar isto uma vez.
- Quem mandaste embora quinta � noite? - O qu�?
Disseste que tinhas despachado o meu parceiro, na quinta.
- Quem era ele? - Sei l� eu! Estava com a moca!
Quantas raparigas consigo salvar eu, agora mesmo?
Est� bem, era um camionista que vinha algumas vezes.
� tudo o que sei.
Est� bem, pronto, eu fui ter com ele
perguntar-lhe se havia algum problema
e ele desapareceu logo.
O Big Dallas disse-me que tinha umas novas raparigas
no quarto 106,
por isso fui ver quem eram.
- E tu sabes o que aconteceu. - Como � que ele �?
- Um camionista branco! - Para quem conduz?
- Como hei de saber? - Pensa, seu traste!
Est� bem, pedi a algu�m para o mandar embora.
Ele tentou algemar uma das minhas raparigas.
� isso.
Rel�mpago. Ele tinha um rel�mpago na carrinha dele.
� uma carrinha de caixa aberta.
Se ainda c� estiveres daqui a tr�s dias,
mato-te.
O meu pai nunca bateu na minha m�e, est� bem?
O qu�?
Disseste que eu costumava ver
o meu pai a bater na minha m�e, e tal.
A �nica coisa que vi o meu pai a fazer
foi meter uma espingarda na boca
e rebentar a cabe�a na casa de banho.
Tinha oito anos.
A minha m�e sentou-se no carro da nossa garagem
at� acabar a gasolina.
Todos n�s temos desculpas, Calvin.
Tr�s dias.
Porra!
Ent�o este foi o melhor s�tio que encontraste
para uma refei��o r�pida?
- Aqui tem. E voc�, querida? - Obrigado.
Estou bem, obrigada.
Parece que te sentes melhor.
N�o t�o bem como tu.
Pareces uma adolescente, toda feliz.
No entanto, os �ltimos dias t�m mexido comigo,
vou ser honesta.
Quando...
Quando era uma caloira...
Meti-me numa situa��o m�.
E poupo-te dos detalhes mais sangrentos,
mas basicamente envolveu um s�nior,
demasiada bebida, e sangramento interno.
A minha melhor amiga ficou preocupada
e contou � m�e dela...
e depois a m�e dela contou ao meu pai
e depois tournou-se num assunto de fam�lia.
Ele era um pol�cia, certo?
Ele foi atr�s daquele puto e da fam�lia dele.
Foi demitido.
E... foi quando os meus pais se divorciaram.
N�o fazia ideia.
Bem, talvez se perguntasses sobre a vida das pessoas,
de vez em quando,
saberias estas coisas.
� justo.
Ele e eu come��mos a ter
aulas de taekwondo juntos, depois da escola.
Ganhar torneios deu-me algo com que falar com ele,
algo para partilhar...
E...
deu-me uma possibilidade de o fazer feliz.
- Acho que tamb�m devias vir embora. - N�s vamos embora.
Desiste da opera��o.
Arranja outro caso.
Deixa-me ajudar-te.
Eu sei que isto te enerva.
Ai sabes? Ouviste a minha hist�ria por dois minutos
e de repente achas que me dizes o que devia fazer?
Que se lixe isso. Eu gosto de fazer isto.
Gosto da oportunidade de rebentar com estes cabr�es,
eu sei porque � que te vais embora.
De que est�s a falar, porra?
Vais-te embora porque �s fraco,
mas n�o me afetes com isso.
Queres saber a verdade?
�s t�xica.
Se eu ficar, vou acabar morto por tua causa.
Boa sorte em Seattle.
Estes v�o trabalhar mal l� dentro.
Pois, ele disse-me que estava vestido
com uma camisa e umas cal�as jeans.
� suposto eu encontr�-lo no bar �s dez.
N�o gosto disto.
� um ambiente incontrol�vel.
Sim, mas n�o precisamos de controlo.
Tudo o que precisamos �, tu sabes,
uma impress�o digital numa garrafa,
um filtro de cigarro, ou um fio de cabelo.
"Vem ter comigo ao Handlebar."
O Handlebar � um dos locais mais agressivos
em Panhandle.
Certo. S� n�o te exponhas
se algu�m me agarrar o rabo.
Estou em posi��o.
N�o h� sinal dele no bar.
Isto � uma pocilga do cara�as.
Ol�, querida.
Queres ir dar uma volta no carrossel?
Est�s bem?
Deste uma tareia �quele cabr�o ali.
Disse-te para te portares bem.
Esta � pela casa.
Estamos sempre h� procura de novos seguran�as.
Acho que tenho um poss�vel alvo.
O tipo de flanela,
ele est� mesmo do outro lado do bar.
Merda, acho que me viu.
Vou atr�s dele. Muito bem.
Ele est� em movimento. Fica onde est�s.
Espera l�!
Espera ai!
Quero falar contigo por um segundo!
Pode me trazer uma cerveja, por favor?
Obrigado.
� a �ltima, amigo.
Sim!
A melhor m�sica ao vivo no condado
mas os patr�es deixam um pouco a desejar.
Eu disse para esperares!
Quero falar contigo!
Meu, mas que merda � esta?
Pol�cia estatal! N�o te mexas!
Pareces-me mesmo familiar.
J� nos conhecemos?
Estou s� de passagem.
Tudo bem. Tens a certeza?
Porque nunca me esqueceria de uma cara t�o bonita.
� nossa.
Eu n�o fiz nada, meu! Porque andas atr�s de mim?
- Porque foges? - N�o � meu!
Estou s� a guard�-lo para o meu primo.
- S� uma entrega, meu! - O qu�?
Desaparece daqui, est� bem?
N�o era o nosso alvo! Posso estar exposto!
Repito, posso estar exposto! Lombardo!
Agora...
H� este pequeno motel engra�ado em Loxley.
Mesmo � sa�da da I-10.
Chamado Loxley Piper Inn.
S�tio mesmo exc�ntrico, se � que me entendes?
Desculpe.
Onde � a casa de banho mais pr�xima?
Lombardo! Lombardo!
Aquela � a melhor, para evitares fila.
Eu mantenho o banco quente para ti.
Desculpem!
Pol�cia! Saiam da frente! Desculpem!
Pol�cia! Cuidado! A passar!
Crawford, fiz contacto com o alvo.
Idiota, onde � que pensas que vais?
Tudo bem, deixem-no entrar.
Agarra-te s� ao meu bra�o.
Lombardo, responde-me!
Lombardo, est�s a�?
Viu aquela mulher de casaco preto longo,
com cabelo preto?
- Viu-a? - Sim, a cada cinco minutos.
Idiota de merda!
O qu�?
Eu vi-a, a s�rio.
Ela estava toda lixada.
Mal conseguia andar. Foi-se embora com um tipo.
- Com quem? - O irm�o? Sei l�.
Ela n�o tem um irm�o, porra!
Ela n�o se foi embora com o irm�o!
�s burro ou qu�?
Porra!
Foda-se!
- Ol�. - Lombardo?
Daqui fala Lombardo. N�o estou dispon�vel neste momento.
Mas deixe uma mensagem.
Byron.
- Ol�, querida. - Vens para casa, querido?
- A beb� est� doente. - Est� com febre?
- Sim, preciso de ti. - Tudo bem, eu...
Estou a trabalhar at� tarde hoje, mas dou uma saltada por a�.
- Est� bem? - Porqu�?
Vejo-te em breve. Vou buscar umas coisas, est� bem?
- Est� bem. - Est� bem. Amo-te.
Eu amo-te, Byron.
Olha quem est� acordada.
Finalmente.
N�o vou passar por isto de novo, Byron James.
Concord�mos que, quando eu fiquei gr�vida,
que a fam�lia vinha primeiro.
Concord�mos que aquela menina vinha primeiro.
N�o me importo de ficar aqui o dia todo
a cuidar da tua filha doente
porque sei que vais entrar por aquela porta
todas as noites.
Tens de me prometer que vais sempre
passar por aquela porta.
Tens de me prometer que n�o vais deixar
a Bella e eu sozinhas, querido.
Querida, querida.
Prometo, est� bem?
Prometo que volto. Est� bem?
Mas precisas de confiar em mim agora mesmo.
E eu preciso de ir,
preciso de fazer o meu trabalho.
Eu voltarei. Est� bem?
� assim que fazemos, eu e tu.
J� ouviu falar de Jesus?
Aproveite. Passe bem.
- Ol�, Fred. - Byron, o que te traz c�?
Uns neg�cios urgentes.
Em que te posso ajudar?
Preciso de acesso ao v�deo daquela alterca��o
de quinta � noite
do exterior do quarto de h�spedes.
Dei isso � pol�cia na manh� seguinte.
N�o podes pedir ajuda a um desses labrego por a�?
Eu n�o preciso de ver as c�meras do Mohawk, Fred.
Preciso de ver as tuas c�meras.
Byron, n�o sei do que falas.
S� tenho um par de c�meras aqui.
H� quanto tempo � que nos conhecemos, Fred?
Desde o liceu, acho eu.
E durante esse tempo, deixei passar
todo o tipo de merdas que sa�ram
desta tua pocilga deserta, Fred.
E nunca me chibei nem pedi nada em retorno, certo?
Agora, isso � porque nunca gostei de ti
e esta opera��o toda d�-me arrepios.
Mas aqui estou, perante ti
a pedir-te que me fa�as um favor.
Agora, � justo dizer que te devo uma.
Mills, podes empatar a linha da bomba de gasolina?
- Claro, sem problema. - Segue-me.
Certo. Aqui mesmo.
Este gordo come�a a aproveitar-se muito
daquela prostituta
E depois... Pau!
Este tipo d�-lhe por tr�s.
Espera, para aqui.
- Quem � aquele? - N�o fa�o puto de ideia.
Onde � que eles v�o? Para onde � que ele a leva?
N�o sei. � um bocado estranho,
eles simplesmente desaparecem.
N�o, n�o. Espera.
Espera.
Espera.
Para...
aqui.
Aquele caminh�o, de que empresa �?
Parece Southern Harbor.
Sim. � a bandeira delas.
Obrigado, Fred!
Muito bem.
Porra.
Merda.
Pervertido de merda.
DOCAS DA SHOUTHERN HARBOR
- Ol�? - Posso ajud�-lo?
N�o sei se consegue.
Chamo-me Byron Crawford. Sou da FDLE.
Estou a tentar localizar um camionista da Southern Harbor...
Isso seria com o nosso departamento de apoio ao cliente,
do outro lado da doca.
Eu estava s� � espera que
que fosse buscar os registos da �ltima semana...
e ver quem � que possa ter passado
pelo Mohawk, na I-10
na �ltima quinta � noite?
Eu sei que...
Deixe-me par�-lo a�, Sr. Crawford.
Eu sei o que est� a fazer.
Portanto sugiro que traga uma ordem judicial
- e eu talvez consiga ajudar. - Mas, senhora...
Eu respeito a amarga
e dif�cil natureza do seu trabalho, Sr. Crawford,
mas n�o vou ficar encalhada a explicar ao meu chefe
como esta informa��o foi obtida sem aviso legal.
Eu compreendo completamente, minha senhora.
Eu aprecio a explica��o do porqu�.
Eu aprecio o seu entendimento.
Sabe, o meu "porqu�" � que sete vezes
nos �ltimos 26 meses
sentei-me com familiares para lhes dar as not�cias
de que as suas filhas,
netas, sobrinhas,
irm�s, mulheres e m�es tinham sido
brutalmente assassinadas
e largadas como lixo ao longo da I-10.
E eu n�o posso ir ter com outra fam�lia...
e dar-lhes essas not�cias de novo.
Ele magoa mulheres, minha senhora.
Ele magoa raparigas.
E ele est� a magoar algu�m agora mesmo.
D�-me um minuto, Sr. Crawford, est� bem?
N�o � o teu estilo?
Essa cor fica-te mesmo bem.
�s uma das espertas, ent�o?
N�o faz mal.
Eu at� gosto das espertas.
Merda.
Gostas desse vestido?
Pertenceu a uma amiga minha...
h� uns anos atr�s.
Ela vendia as flores mais bonitas
a partir de uma barraca ao lado da estrada.
Flores, senhor?
Cara�as.
Ela era t�o bonita.
Ela deu-me um bouquet engra�ado para � minha mulher.
Eu fiquei-lhe com o vestido.
Podes ficar com ele.
Eu quero que fiques com ele.
Est� tudo bem.
Est� tudo bem.
V� se dormes.
Vais precisar.
Merda.
- Alguma coisa? - N�o.
N�o consegui encontrar um camionista que fez
aquela viagem na I-10
depois das dez na quinta passada.
Tem a certeza que est�o aqui todos
que conduziram na quinta?
Tenho.
Eu agrade�o imenso a vontade de ajudar.
- Tenha uma boa noite. - Voc� tamb�m.
Ol�, querida.
- Byron? - Como est�s?
Eu preciso de ti aqui, tu prometeste. A nossa beb�...
- Ela n�o est� melhor? - N�o, n�o est�.
As urg�ncias devem abrir em breve.
- Preciso de ti aqui. - Est� bem.
- Eu amo-te. - Vou para casa em breve. Amo-te.
Tem cuidado. Est� bem?
E se um camionista estiver doente?
- A carga n�o fica parada, certo? - Claro que n�o.
Outro camionista vai busc�-la ou vai um tempor�rio.
- Mas apareceria nessa lista, certo? - Claro, sen�o n�o recebiam.
Mas por vezes, os supervisores, se j� conduziram antes,
chegam-se � frente e levam a carga.
Mas apareceriam nesses registos?
N�o. Os gerentes t�m um sal�rio, portanto n�o precisam
de fazer o registo na folha de obras.
N�o acredito.
O qu�?
Um dos nossos condutores tem estado de baixa m�dica.
Um tempor�rio tem feito as entregas
nas �ltimas duas semanas, mas n�o quinta.
- Um gerente levou a carga. - Quem?
Peter Hillborough.
Ol� pap�.
Est�s a cortar lenha antes do jantar?
Ol�, docinho.
O que fazes c� em baixo?
Quero ajudar-te com o trabalho.
Obrigado, querida.
Mas...
tu sabes, as ferramentas do barrac�o
s�o muito, muito perigosas.
- Eu sei, eu sei. - Est� bem?
S� n�o queria que uma daquelas serras
te cortasse o bracinho.
Muito bem.
Vamos l�, anda.
O jantar est� quase feito.
Ol�?
Est� a� algu�m?
Tracey?
Tracey, est�s aqui?
Porra.
Tracey, por favor diz-me que est�s aqui.
Eu falei com a Heather.
Ela tem tantas saudades tuas.
Ela quer muito que voltes.
Tracey?
Viste a minha irm�?
Sim.
Tracey, querida, est�s...
est�s bem? Est�s magoada?
Eu n�o sei...
As minha m�os e...
o meu est�mago doem-me tanto.
Ele espeta-me com uma seringa todas as noites
e eu n�o me consigo mexer.
Tracey.
Preciso que me oi�as com aten��o.
Est� bem?
Preciso que fa�as tudo o que puderes
para sa�res daqui,
agora mesmo.
N�o consigo.
N�o consigo, ele trancou-me c� dentro.
Tem de haver uma sa�da.
Isto � vida ou morte.
N�o consigo.
Ele vai-te matar hoje � noite.
E depois vai-me meter nessa caixa de merda.
Portanto, preciso que fa�as isto.
Est� bem? Preciso que fa�as isto pela Heather.
Porque ela ama-te.
Sei que est�s cansada.
Mas �s t�o forte e vais fazer isto.
Porque a Heather precisa de ti.
Est� bem?
Est� bem.
S�bado? Prometes?
Prometo.
O zoo, o Willy T e a leitaria.
- Est� combinado. - Est� combinado.
Certo.
� horas de ires dormir.
E eu vou trabalhar.
Amo-te, pap�.
Tamb�m te amo, querida.
- Sonhos cor-de-rosa. - Est� bem.
E despe essas roupas.
Veste o pijama, uma vez na vida.
Um, dois...
Tr�s, quatro, cinco...
12, 13, 14, 15...
23, 24, 25...
Pap�! Pap�!
Est� algu�m l� fora a correr!
N�o, n�o...
Porra!
Tracey!
A pol�cia de Pensacola
ainda est� � procura de informa��o
sobre o desaparecimento...
Eu sei o que est�o a fazer.
Tem de estar aqui...
Ol�?
Ol�?
- Por favor! - Valha-me Deus.
- Deixa-me ajudar-te. - Ajude-me! Ajude-me!
Por favor.
Ele tem outra.
Por favor, chame a pol�cia.
- Ol�? - Ol�, minha senhora.
Como est�? O meu nome � Byron Crawford.
Queria dar uma palavrinha ao Peter Hillborough.
Ele saiu h� pouco.
Ele foi visitar uma vizinha velhota.
Mas j� agora, entre. Ele deve voltar em breve.
Sra. Cubber!
Peter Hillborough.
N�o, n�o!
N�o!
Sra. Cubber!
Por favor, n�o!
N�o! N�o!
Peter.
Como posso ajud�-lo?
Tenho aqui algu�m que acho que lhe pertence.
� o Charlie?
Acabei de o encontrar mesmo ao lado da estrada.
Quase saltou para cima do meu cami�o.
Charlie, sabes que isso n�o se faz.
- Deixe-me traz�-lo para dentro. - N�o, deixe estar.
- N�o � preciso. - Acho que tenha a pata aleijada.
- N�o � preciso. - � melhor sent�-lo, dar uma olhada.
Bem, parece que ele est� bem, afinal de contas.
- Obrigada, obrigada por... - As pessoas sabem que vive sozinha.
S� queria proteg�-la.
A minha mulher sentir-se-ia melhor se eu desse uma olhada.
Bem, porque n�o...
Porque n�o passa c� amanh�?
Eu passarei.
Peter, por favor.
Fique bem, Mrs. Cubber.
N�o quereria que o Charlie lhe roesse
estas rendas bonitas.
Por favor.
Eu tenho mesmo de insistir...
Por favor.
Tenho de lhe pedir que saia.
Agora.
Est� bem, Sra. Cubber.
Sim. Tenha uma boa noite, Sra. Cubber.
Rezaremos por si.
Tem a certeza que n�o quer
que lhe traga nada para beber?
N�o, minha senhora.
Estou bem.
Voc�s... vivem aqui h� muito tempo?
Mud�mo-nos para c� h� cerca de cinco anos atr�s.
Qu�o longe � a casa da vizinha?
- Cerca de 800 metros. - 800 metros.
Acorda, porra!
Onde � que ela foi, porra?
Est�s a ouvir-me, cabra?
Onde � que ela est�, porra?
Diz-me.
Diz-me.
Sabes onde ela est�, n�o sabes?
N�o sabes?
N�o sabes!
Eu...
eu n�o sei.
Sabes, sim.
Sabes, sim.
Porra.
Cabra do cara�as.
Onde � que ela est�, porra?
Bem, devia ir andando.
Tem a certeza?
Ele deve chegar em breve.
Ele veio por causa da pessoa na relva.
N�o me vais dizer, ent�o?
Bem...
Porra!
Porra!
Ai vais-me dizer, sim.
Diz-me onde est� ela, porra.
Vou-te fazer em peda�os.
Vou-te fazer em peda�os!
Lombardo!
Bem, �s mesmo especial, n�o �s?
Porra.
Parece que vou ter de tratar de uns assuntos.
N�o te preocupes.
H� de chegar a tua hora.
Teremos uma grande festa.
S� tu e eu.
O que achas?
N�o te preocupes.
N�o te vou magoar.
N�o te vou magoar.
S� preciso que adorme�as.
Vai ficar tudo bem.
Relaxa.
Vai escurecer em breve.
Vai escurecer em breve.
Preciso que fiques quietinha, est� bem?
Vai dormir.
N�o te posso deixar sozinha por um dia.
O doutor disse que a tua garganta tem que sarar
antes que possas falar.
Bom para eles, certo?
"Tu �s o cabr�o mais rijo...
que alguma vez conheci."
Ajude-nos e torne-se membro VIP para remover todos os an�ncios do % url%
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