All language subtitles for Lost.on.Everest.2020.WEBDL-Portuguese.

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Original subtitles

"POR QUE QUER ESCALAR O MONTE EVEREST, SENHOR?"

"PORQUE ELE ESTÁ LÁ." GEORGE MALLORY, 1923

É um engarrafamento no topo do mundo.

Enxames de alpinistas,

aguardando sua chance de escalar o Monte Everest.

Com um grande número de pessoas,

uma espera maior significa que alpinistas

estão passando mais tempo no que se chama

de Zona da Morte.

O segundo americano a morrer em poucos dias,

somando o total de 11 mortes já nessa temporada.

Moradores veem o Everest essencialmente como um deus,

e ao escalar a montanha,

você está pisando nas cabeças

dos deuses deles.

Eu nunca fui uma pessoa do Everest.

A definição de aventura para mim é...

uma empreitada onde o resultado

é totalmente desconhecido.

O mistério de Mallory e Irvine é uma dessas histórias...

Não dá para imaginar uma empreitada com mais incógnitas

do que a que eles estavam enfrentando na década de 1920.

Subir ao ponto mais alto da Terra,

acho que naquela época,

não era muito diferente da ideia de ir para a Lua.

George Mallory foi pioneiro

nas primeiras expedições ao Everest.

O mundo ficou chocado quando ele

e seu parceiro de escalada, Sandy Irvine, desapareceram.

MORTE ENQUANTO "SUBIAM FIRMES E FORTES AO TOPO."

Eles foram vistos a apenas 245 metros do cume.

E nunca mais foram vistos.

A essência da história de Mallory e Irvine

para mim é o espírito dos próprios alpinistas.

O que os estava conduzindo.

O que aconteceu com aqueles caras?

Não é apenas resolver o mistério

de dois caras que desapareceram.

É resolver o mistério para tentar descobrir

se eles podem ter sido os primeiros

a subir a maior montanha do mundo.

PERDIDO NO EVEREST

Em 1999, eu tive a oportunidade de ir procurar os corpos

MONTANHISTA - CINEASTA

de George Mallory e Sandy Irvine.

Nosso objetivo era encontrar a Kodak VPK,

a câmera de bolso que se acredita

que eles levavam naquele dia final.

A esperança é que o filme dentro dela

prove se eles realmente chegaram ao cume.

No primeiro dia de busca, nós achamos um corpo.

O corpo dele parece estar mumificado.

Há cordas ao redor da cintura.

Estou vendo uma bota.

Aqui, espera, esse é George Mallory.

-Sério? -George Mallory.

Ai, meu Deus.

Ai, meu Deus.

Está vendo isso? George Mallory.

Ai, meu Deus.

O rosto estava virado para a superfície.

O rosto estava completamente dentro,

e as mãos dele estavam assim.

Especialmente, em volta da parte esquerda da cintura,

parecia que a corda estava bem apertada.

Dava para ver meio que a marca da corda

na lateral da cintura dele.

Abaixo do joelho direito,

a perna estava completamente quebrada ao meio

e era uma lesão de fratura aberta.

E lá em cima, uma lesão como essa,

não há como você sair dessa.

Lembro-me de como era esmagador estar na presença

desse cara, desse homem, desse ícone da exploração.

Mas tínhamos um trabalho a fazer.

Queríamos tentar contar a história dele.

Então, revistamos o corpo o mais cuidadosamente possível.

Encontramos alguns objetos pessoais,

mas a coisa mais importante que não estava com Mallory

era a câmera.

Enterrando George Mallory.

Nós não achamos a câmera.

Procuramos bastante.

Desde então, as pessoas especulam,

e acho isso lógico, que Irvine estava com a câmera.

Mallory era o líder.

Portanto, teria feito sentido para Irvine,

ALPINISTA - ESCRITOR

quase como seu assistente,

que fosse ele quem tirasse fotos do chefe.

Dá para imaginar aquela câmera?

É o pote de ouro no fim do arco-íris.

Se encontrarmos essa câmera,

deixe-me dizer uma coisa, isso vai mudar as coisas.

Este será o maior evento da história do montanhismo.

Os livros de história dizem que os primeiros alpinistas

a escalar o Monte Everest

foram Tenzing Norgay e Sir Edmund Hillary em 1953.

Se Irvine tirou uma foto no cume em 1924,

isso reescreveria a história.

Está lá em algum lugar, a câmera existe.

Está lá. Só tem que ser encontrada.

Estamos indo ver Tom Holzel,

historiador do Everest.

Ele tem mais conhecimento sobre isso

do que qualquer pessoa viva

e acabou de entrar em contato com Thom outro dia

e disse que tinha coordenadas GPS

para a localização de Irvine.

Ele fez a primeira expedição

para tentar encontrar esses caras em 1986,

mas havia muita neve na montanha,

então eles cancelaram.

E quando eles finalmente encontraram Mallory em 99,

ele estava muito perto

de onde Holzel pensava que estaria.

É interessante ver quando você tem um conjunto de fatos,

HISTORIADOR DO EVEREST

você consegue descobrir o que aconteceu?

Consegue chegar à conclusão? Eu acho que você pode.

Isso é muito interessante na história.

Mallory e Irvine desapareceram em 8 de junho de 1924.

Em 1960, os chineses fizeram

sua primeira tentativa pelo lado norte

e um dos alpinistas desceu por uma rota mais direta

e ele disse ter visto um alpinista britânico morto.

"Um britânico? Como você sabe disso?"

"Ele estava usando ligas."

Ligas são suspensórios.

Todos os ingleses usavam suspensórios.

Então essa foi uma pista fantástica.

E então, em 1995,

um sherpa chamado Chhiring Dorje

também tomou uma rota mais direta

e também viu um corpo.

Portanto, agora temos dois relatos

de testemunhas oculares. Significa que há um corpo lá.

Foi então que procurei Brad Washburn,

no Museu de Ciência,

e disse: "Brad, temos boas fotografias aéreas?"

Ele disse: "Tom, você veio ao lugar certo".

Eles sobrevoaram o Everest em um Learjet a 40 mil pés

e fizeram extensas fotografias de mapeamento.

E eles as uniram e eu fiz essa foto de 2,4m.

Dá para ver as duas trilhas onde elas divergem.

E há apenas uma área curta onde a rota mais direta,

a rota mais baixa, passa por essas fendas.

PRIMEIRO DEGRAU - ROTA PADRÃO ROTA DA TESTEMUNHA

Se ele está em uma fenda, e ele está,

porque duas pessoas dizem que ele está,

só há um lugar onde Irvine pode estar.

-Essa foi sua conclusão. -Foi.

Thom e eu estamos propondo ser seus homens em campo.

Sim.

Quais são as chances de ele de fato estar lá?

Não tem como não estar lá.

Está dizendo que não tem como ele não estar lá.

Sim.

Nossa.

Ele trabalhou durante anos em identificar

o local exato desse ponto e ele jura que se formos lá,

vamos encontrar Sandy Irvine.

Ei, acorda!

Escalada, uma aventura,

uma exploração para mim é uma espécie de compulsão.

Estive em muitas expedições na minha vida.

E é algo que você sente, é onde tudo parece certo.

Thom Pollard é um velho amigo meu,

e eu disse ao Thom:

"Esta é uma história que precisa ser contada.

Esta é a viagem que você e eu sempre devíamos fazer juntos."

Desde aquele dia em maio de 1999,

essa coisa se tornou parte de quem eu sou.

Aqui estamos, 20 anos depois,

finalmente voltarei a dar uma outra olhada,

para tentar encerrar as coisas.

Eu mostrei minha ideia desta expedição para Renan Ozturk.

Renan é cineasta.

Já tivemos muitas aventuras juntos.

E ele é um dos melhores alpinistas do mundo.

ALPINISTA - CINEASTA

Mark evitou especificamente o Everest em sua carreira,

porque o Everest não é uma verdadeira exploração.

E eu acho que este mistério,

é o jeito dele de se conectar com o Everest.

Ele é o detetive-chefe.

Não faço ideia de como será lá em cima.

Eu nunca soube de nada assim.

Mas eu sei como será para mim,

será semelhante ao que era para eles cem anos atrás.

TRILHA ATÉ O TOPO DO MUNDO

Podemos realmente ver

como foi essa expedição para eles em 1924.

O membro da equipe John Noelle

levou uma câmera até o Everest

e ele fez filmagens incríveis

de toda a expedição.

Nós vamos, assim como eles,

pelas montanhas do lado sul do Himalaia.

Atravessar a fronteira para o lado norte da China.

Subir pelo Platô Tibetano.

O foco está na localização de Irvine

e em encontrar o corpo,

mas é toda a jornada para chegar lá.

E ver os lugares em que eles estiveram

e me colocar em algumas das posições exatas

em que estiveram,

torna isso tão atraente para mim.

Já me imaginei achando Sandy Irvine

muitas, muitas vezes.

A mãe e o pai dele deixaram a porta dos fundos aberta

e destrancada por três anos, caso ele voltasse para casa.

E eu sinto que se eu pudesse encontrar Sandy Irvine,

eles poderiam trancar a porta.

ACAMPAMENTO BASE 17 MIL PÉS - 5.180 METROS

É a nossa primeira visão concreta do Monte Everest.

E é absolutamente fora de série.

Espetacular. Inspirador.

Mais do que um pouco intimidante.

Mallory escreveu em seu diário:

"É como a criação mais ousada de um sonho.

Everest, um gigante robusto,

é uma prodigiosa fada branca,

uma rocha colossal coberta de neve.

Do ponto de vista de um montanhista,

não dá para imaginar uma visão mais espantosa."

Mallory e Irvine eram muito especiais.

Mallory era um cara que não conseguia tirar de si mesmo

que tinha que fazer o que fosse necessário

para tentar ser a primeira pessoa a chegar ao cume.

E agora vem este garoto de 22 anos,

Sandy Irvine, que é muito forte, um grande atleta.

Ele sabia mexer no aparelho de oxigênio.

E lá estão eles, selados juntos na história para sempre

como símbolo que ir atrás de coisas que todos pensam serem impossíveis.

São 100 anos depois

e não tenho muita certeza

se eu conseguiria fazer isso sem oxigênio, com cordas fixas e um guia.

E estes caras fizeram isso quando

médicos diziam a eles que se dormissem a 7mil metros morreriam.

Então, a ousadia,

a audácia

e o papel deles na história, como exploradores, é inigualável.

DIA 4

Quero tirar todo o equipamento do veículo.

Podemos deixar na barraca refeitório.

Jamie é o guia.

Ele escalou o Monte Everest cinco vezes.

Seu trabalho principal, além da logística

e nos levar do ponto A ao ponto B,

é garantir que voltemos para casa desta expedição.

Quando estamos no Everest, a vida é simples.

É mais questão de vida ou morte,

preto ou branco, certo? Não é sobre o mundo colorido lá de cima.

GUIA DE MONTANHA

E, o básico disso é que o Everest é tão alto

que se projeta na corrente de vento.

Quando a corrente de vento está no topo do Everest, pode haver ventos fortes.

Pode haver apenas um, dois ou três dias ideais

para escalar o Everest durante o ano todo.

Em termos de como é procurar um corpo no Monte Everest,

não faço ideia.

Essa é uma das razões pelas quais

estou tão encantado com esta expedição,

porque só tenho esse foco singular,

que é Mallory e Irvine, o Monte Everest,

estou seguindo seus passos e não há mais nada.

MONTE EVEREST FACE NORTE

Mallory e Irvine foram vistos pela última vez

subindo uma face rochosa logo abaixo do cume.

ÚLTIMO AVISTAMENTO TOPO 8.850M

Escalar tão alto deve ser feito em etapas,

caminhando ao longo de uma geleira, do acampamento base

até o acampamento base avançado.

BASE AVANÇADA - 6.490M

Depois, subimos para o topo

de uma cordilheira chamada North Col.

7 MIL METROS

A partir daí, são dois dias finais

para subir a serra até o cume.

ACAMPAMENTO ALTO 8.350 M TOPO 8.850 M

Hoje é um grande dia.

Estamos fazendo nossa Puja,

que é uma cerimônia que os sherpas fazem

para pedir permissão e boa sorte

para escalar a montanha.

Acabamos de atingir 5.500 metros,

então ganhamos cerca de 300m do acampamento base.

Este é outro marco na jornada.

E acabamos de fazer a saída

da parte principal da Geleira Rongbuk.

Que é a rota que vamos seguir

até a North Col.

Estou muito empolgado.

Estou animado e olhado para esta montanha

e ela está me chamando. Eu quero subir lá.

Lance final.

Uau.

Foi um grande dia.

Mas acho que todos estão um pouco cansados.

O lance final é difícil.

ACAMPAMENTO BASE AVANÇADO 21.300 PÉS - 6.490 METROS

Escalar o Monte Everest tem a ver

com saúde cardiovascular,

como a fisiologia do seu corpo lida com a altitude.

Você pode ser um dos alpinistas mais fortes do mundo,

mas sua fisiologia simplesmente não funcionar

para o Monte Everest.

É um processo lento, frio, agonizante.

Acaba com você.

O que quero fazer agora,

é estabelecer para onde nós vamos,

e depois o ponto onde vamos fixar nossa corda

e depois descer até o local do Holzel.

Certo.

Aqui é o segundo degrau,

e depois aqui é a área de Holzel-Xu Jing.

Então nós temos que ir a esse ponto.

PONTO DE HOLZEL

Nossa zona de busca fica no alto da montanha,

em uma área conhecida como Zona da Morte.

CORPO DE MALLORY 8.000M

Nosso tempo nessa altitude será extremamente limitado.

O plano é seguir a rota de Mallory e Irvine até o cume,

e depois atravessar a cordilheira

para encontrar o local de Tom Holzel.

E ir sem corda, procurando,

por uma encosta íngreme de rocha solta,

com uma queda de 2.100m abaixo.

DIA 12

O sol mal nasceu,

estamos saindo do acampamento para a North Col.

Eu sei que não estou morrendo porque desejo muito café.

É bem importante notar

que o Everest não se escala sozinho.

Temos todos os nossos sherpas

levando todas as nossas câmeras avançadas

e todas as coisinhas que precisamos

para sobreviver à North Col.

Vamos nessa.

Não sei como vai ser,

mas é muita coisa subir 610 metros.

Acabamos de começar a parte tática

da North Col.

Olha só a fila de conga.

Deve ter umas 200 pessoas lá em cima.

É um pouco assustador.

Se você olhar acima de nós, tem um pináculo gigante

só esperando para se soltar no sol quente.

Uma encrenca clássica, ninguém quer ficar embaixo.

Vamos andando.

23 MIL PÉS - 7MIL METROS

Isso foi pesado.

Meus pulmões não estão muito bem.

Estamos todos com dor, só tentando nos aclimatar.

É muita coisa.

A primeira sensação

é de estar sentado num muro muito alto.

OPERADOR DE CÂMERA DA EXPEDIÇÃO

Pelo menos, todos nós conseguimos.

Vocês estavam apenas 20 minutos atrás, ninguém...

Não se preocupe com...

Você está muito bonito, Matt. Tenho que dizer.

OPERADOR DE CÂMERA DA EXPEDIÇÃO

É, bom...

Foi um teste.

Todo mundo estava sofrendo

e os ventos mortais de 160 quilômetros por hora

estavam chegando.

Pedaços da corrente de vento passando pelo cume.

Matt não parece bem.

Vamos ficar bem?

Barraca rasgada.

Nós acordamos de manhã,

pus minha cabeça pra fora da porta da barraca,

olhei para a Face Norte, que tinha sido linda,

e agora tinha sido trocada

por essa nuvem assustadora.

Minha nossa.

Acabamos.

Quer entrar aqui?

Todo mundo bem?

Jogou uma barraca no ar e quase matou algumas pessoas.

Que bom que estavam presos em linhas fixas,

porque jogou tudo para a montanha

e tudo ficou pendurado na metade do caminho.

Está ventando muito agora, mas não está tão ruim,

então eu vou ali ao lado.

Renan vai lançar o drone. Veremos o que acontece.

Podemos vasculhar mil vezes mais

através desse avanço tecnológico

de que os drones são capazes.

Era meio que nossa visão fazer todos esses voos com drones

e fotografar o terreno,

em vez de ter que andar por toda a montanha,

o que é incrivelmente perigoso.

Isso é bom, estamos navegando.

É inacreditável o que você está fazendo, Renan.

-Tire uma foto aqui. -Tá.

E depois eu devo ir um pouco mais?

Se puder.

Eu só vou ali dessa vez.

Vou forçar pra valer.

Meu Deus, cara.

Você está bem ali.

Você está ali.

É, pegue aquela beirada. Aqui em cima.

Malhando o dedão.

Holzel ficaria maluco se pudesse ver isso agora.

Tá legal, estão vindo pra casa.

Estamos em casa.

Acabamos de voar um drone 8.600 metros no Monte Everest.

Ninguém nunca fez isso antes.

Você está em território inexplorado.

Certo.

Visão em primeira mão. Visão do drone.

É.

Cara!

A aparência, cara...

Temos o relato de duas testemunhas, Chhiring Dorje e Xu Jing.

Xu Jing disse que Irvine estava em uma fenda.

Estou vendo uma fenda aqui.

Mas está pouco nítida.

Acho que está bem próximo da teoria de Holzel.

A teoria de Holzel é a seguinte:

Mallory e Irvine estão voltando juntos pela Face Norte.

Não sabemos se conseguiram chegar ao cume.

Mas sabemos que estão descendo.

SEGUNDO DEGRAU - 28.140 PÉS CUME - 29.035 PÉS

E eles estavam com pressa.

É uma tempestade de neve.

ACIDENTE

Mallory cai, a corda o segura.

Mas Irvine não consegue puxá-lo para cima.

Então ele solta Mallory.

Mallory continua.

Mas cai de novo.

E morre por causa dos ferimentos.

CORPO DE MALLORY

Irvine ainda está tentando descer.

Seguindo a linha de menor resistência.

Ele está exausto, com frio, esgotado.

Ele rasteja para detrás da rocha para se proteger do tempo.

E morre congelado.

CORPO DE IRVINE

Essa área bem aqui, é aqui que eu quero ir, a pé.

Certo. Vamos falar de uma estratégia, rapidamente,

em termos do que nós devemos fazer nos próximos dias,

com nossa previsão do tempo, vamos ao acampamento avançado.

É difícil descer, mas nos recuperamos muito bem.

Com o Everest, com o Chomolungma,

não é uma questão de quando nós estamos prontos.

É uma questão de quando ela está pronta pra nós.

O equivalente

a correr por 5 quilômetros.

Essa é a energia necessária para calçar as botas.

Beleza, cara.

Eu vou te seguir.

É um pouco desmoralizante perder

todo o terreno que conquistamos, mas é o que temos que fazer.

Temos que descer, nos recuperarmos o melhor que pudermos,

depois voltamos.

ACAMPAMENTO BASE AVANÇADO 21.300 PÉS - 6490 METROS

DIA 19

Honestamente, parece um ponto baixo na expedição.

Estamos todos muito cansados.

E muitos estão ficando doentes.

Mas a missão principal era usar os drones bem perto da área de busca.

E nós... Acho que conseguimos isso.

Temos uma multidão no laptop, olhando mais de perto

essas pequenas fendas onde pensamos que o corpo pode estar.

Esta foto bem aqui.

É absolutamente incrível.

E eu acho...

que estou olhando para o local de Holzel. Bem aqui.

O que é aquilo?

É, tem alguma coisa...

É um corpo.

Ai, minha Nossa...

Não é um corpo antigo.

Aquele bloco.

É a perna dele.

Um casaco vermelho desbotado.

Provavelmente é um japonês.

Que durante noite alguém disse: "Você o viu com problemas?"

E dissemos que não, mas ele só estava a 10 metros da trilha.

Existem mais de 100 corpos no Everest.

Congelados no local em que morreram.

É uma loucura, mas não tem uma forma boa de trazê-los para baixo.

Imagine arrastar um corpo

de 90kg montanha abaixo.

É quase impossível.

A verdade é que, não importa quantos corpos existam lá,

é o ponto mais lato no mundo.

Não há nada que possa impedir as pessoas de quererem tocá-lo.

Nossa. A fila de conga no topo.

Caramba.

Há apenas alguns dias do ano adequados

para uma subida ao cume

e houve uma janela climática antecipada.

E havia, sei lá, cerca de 200, 300 pessoas

tentando escalar o Monte Everest pelo norte.

Todos eles estavam atrás da primeira janela climática.

Nossa.

É muito inspirador ver aquilo, é incrível.

-Você queria estar lá com eles? -Queria.

-Sendo francos. -Queria.

Não vou mentir.

É estranho estar sentado aqui

enquanto toda a ação está acontecendo lá em cima.

Tem filas de pessoas,

várias filas de pessoas esperando.

Jamie disse para nós: "Quer saber?

É uma péssima ideia. Tenho um pressentimento ruim.

Vai haver filas enormes

e nós vamos ficar embaralhados na coisa toda.

E vai ser uma bagunça. Vai ser um show de horrores."

É o engarrafamento no topo do mundo.

Uma imagem agora emblemática de um novo normal mortal.

Multidões de alpinistas esperando a chance de chegar ao topo do Monte Everest.

No Everest, alpinistas são obrigados a esperar por janelas de tempo bom,

quando passa, todos se movem para o cume. Com um grande número de pessoas,

a longa espera significa que os alpinistas passam mais tempo na Zona da Morte.

Que fica acima de 8.500 metros,

com uma escassez de oxigênio que pode ser letal.

A maioria das mortes, este ano, aconteceram na descida,

com alpinistas morrendo por exaustão, desidratação, ataque cardíaco, AVC,

ou simplesmente por ficarem sem oxigênio.

A crescente crise no Monte Everest, o 2. americano a morrer em poucos dias,

somando o total de 11 mortes já nessa temporada.

Os noticiários estão ficando malucos.

Recebi mensagens de pessoas de quem eu não ouvia falar há anos.

Não somos estas pessoas que estão nessa fila

indo para o cume.

Para começar, esta é a Face Sul.

PARECIA UM ZOOLÓGICO: MORTE EM UM EVEREST SEM REGRAS E SUPERLOTADO

Ficamos quietos, esperando a multidão desaparecer.

A imprensa ficou maluca.

Todos os repórteres estavam falando

que bando de cretinos arrogantes

eram as pessoas por escalarem a montanha. E isso não é verdade.

Você está sentado em casa, olhando as fotos na CNN,

e pensa: "Que bando de idiotas egoístas".

Mas quando você está aqui,

percebe...

que é algo realmente especial acontecendo aqui.

O espírito que está motivando essas pessoas é, eu acho,

o mesmo espírito que estava motivando Mallory e Irvine.

Queremos resolver o mistério,

mas esta montanha é bastante atraente.

É gratificante.

Eu tive a oportunidade

de conhecer e estar ao lado do corpo de George Mallory.

Eu olhei bem no rosto dele.

Este é o rosto de um homem que tinha três filhos,

que tinha uma esposa em casa.

Ele era só um homem que estava fazendo o que amava.

Pessoas perderam a vida aqui

por quase 100 anos.

E elas continuarão vindo aqui, seja como for, não importa quantos morram.

Podem ter morrido 100 pessoas, elas virão no ano seguinte.

DIA 26

Estávamos esperando no acampamento base avançado

que a multidão se dissipasse

e, um dia antes de partirmos,

fizemos uma pequena caminhada pelo acampamento

e, no caminho de volta, Thom teve algum tipo

de ataque neurológico bizarro.

Thom, o que está havendo?

Medindo minha pressão.

Eu tive um,

pouco antes de entrar na minha barraca,

eu tive uma sensação de formigamento

meio que quase agradável,

acredite se quiser, aqui na bochecha

e meio que subiu até a região do olho.

Durante a expedição,

tenho me comunicado com o Dr. Peter Hackett.

Ele é médico de grandes altitudes.

E eu contei a ele sobre os sintomas de Thom.

Ele disse: "Hum, isso não parece bom.

É possível que ele tenha uma AIT".

O que eu acho que significa ataque isquêmico transitório,

é uma espécie de "mini" AVC.

Dormência pode ocorrer por causa do Diamox,

mas não problema para mexer os lábios.

Você definitivamente teve problema para mexer os lábios?

-Sim. -Sim?

Provavelmente ele não deveria subir,

porque há uma chance de isso ser um AIT.

Se foi um AIT, você não quer subir.

Ninguém subiria.

-Porque... -É, eu sei.

Você pode ter um AVC e morrer.

Eu não quero subir sem ele.

Eu quero encorajá-lo a subir de qualquer jeito,

mas sinto que seria irresponsável porque...

se ele teve mesmo um AIT, e se ele morresse no topo da montanha,

seria culpa minha

por encorajá-lo a ir.

É você quem decide, Thom.

A decisão é sua, só que...

é bem difícil, porque

esta história não é vida ou morte.

-Com toda certeza. -E...

É.

Você tem filhos, eu tenho quatro,

então tenho uma perspectiva única disso.

E, para mim, eu penso neles,

se vale a pena para eles.

Beleza.

Thom é meu parceiro original em toda essa empreitada.

Ele está sentado bem ao meu lado.

E estou olhando para ele,

e ele está percebendo que a escalada já era.

O sonho dele de tentar encontrar Sandy Irvine

e tentar resolver esse mistério... acabou.

Meu Deus.

É a coisa mais difícil...

do mundo.

Ver seus irmãos de sangue seguirem adiante.

Cinco minutos depois,

nós estávamos seguindo trilha acima sem ele.

23 MIL PÉS - 7 MIL METROS

Como está se sentindo? O que está havendo?

Só estou tentando sobreviver,

para poder escalar perto do topo do Everest

para procurar por Sandy Irvine.

E à medida que vamos cada vez mais fundo, eu percebo quanto este projeto todo

é uma loucura.

Só estamos aqui por causa do mistério.

Se o destino tivesse sido diferente, naquela última tentativa,

talvez eles tivessem sobrevivido.

A última foto de Mallory e Irvine f oi tirada no acampamento da North Col.

Irvine está de pé, meio que com postura de pressa.

Ele está com dois tubos de oxigênio.

Mallory está mexendo em alguma alça ou algo parecido.

O aparato era pesado, 15kg para três tanques.

Eles tinham que levar três, se quisessem chegar ao cume juntos.

Mallory escreveu uma anotação: "É peso demais para uma escalada".

Mas faz uma enorme diferença.

Ele, pelo menos, dobra sua velocidade de escalada.

Vamos subir para o próximo acampamento.

Toda a superfície.

Subindo.

Nossa.

Esse era o último lance montanha acima.

Acho que todos entendemos que se déssemos um passo em falso,

todo o projeto poderia sair dos trilhos.

Foi exaustivo.

É incrivelmente entediante

e a altitude está chutando sua bunda.

Imagine como deve ter sido em 1924,

naquela época em que não se usava

cordas fixas como agora.

Não acredito que esses caras fizeram isso,

sem equipamento moderno.

O que eles tinham era ridículo.

As barracas eram arejadas.

Os sacos de dormir eram inadequados.

As estolas eram deploravelmente finas.

Vestir-se da maneira que se vestiam,

de Tweed e Burberry e todas essas camadas de seda

e com seus gorros de neve

e seus pequenos óculos de proteção.

E suas botas de couro com tachas.

E a corda de sisal de 30m que era dessa grossura.

É incompreensível.

Na Inglaterra, o professor George Havenith

fez uma réplica completa das vestimentas deles e disse:

"As vestimentas deles eram suficientes para quando fazia sol e não ventava muito,

mas se o tempo ficasse ruim, eles não sobreviveriam."

ACAMPAMENTO 2 24.750 PÉS - 7.500 METROS

Começamos a subir do Acampamento 2.

E está ventando o suficiente para não ser confortável.

Não dá para relaxar.

Você fica com frio mesmo agasalhado.

Um pouco assustador.

Uma tempestade de neve acima de 8 mil metros.

Este é o local onde Odell

viu Mallory e Irvine pela última vez.

E é meio que apropriada, essa tempestade de neve,

porque houve uma tempestade

e ela subiu e ele virou a esquina aqui.

E aquele avistamento famoso...

Noel Odell, membro da equipe,

foi a última pessoa a ver Mallory e Irvine.

Ele os descreve no alto do penhasco,

indo para o cume.

E então a neblina veio e os engoliu

e eles nunca mais foram vistos.

Todo mundo está discutindo desde 1924 sobre o avistamento

de Noel Odell dos dois alpinistas.

Ele os viu subindo um degrau a pé.

E a questão é se foi o primeiro ou o segundo degrau.

PRIMEIRO DEGRAU - SEGUNDO DEGRAU

E a ideia é que, se eles estivessem tão longe

e que, se Odell os visse superando o segundo degrau,

provavelmente eles poderiam ter chegado ao cume.

Porque é o cerne de toda a rota.

Dá para ver o segundo degrau agora.

Se Odell diz que os viu no segundo degrau,

tenho certeza de que nada os impediria de ir ao cume.

ACAMPAMENTO 3 27.390 PÉS - 8.300 METROS

Chegamos ao acampamento 3.

Chegamos lá entre as 17/18h.

E nos disseram que iríamos partir às 22h,

e iríamos até o cume.

Temos cerca de seis horas para relaxar.

Como se sente prestes a ir ao ponto do Holzel?

Estou tentando me recuperar para que eu consiga.

Para ser sincero, sinto-me menos confiante do que antes.

Deus, é muito difícil subir aqui a 8300 m.

Tem sido...

Dói.

A Zona da Morte recebeu o nome correto.

Não há nada dramático nisso, é apenas a verdade.

Você não pode comer, dormir ou beber o suficiente.

Seu corpo está literalmente definhando lá em cima.

E se você adormecer muitas vezes,

nunca mais acorda.

DIA 30

São 22h30.

Nós dormimos em barracas abandonadas

aqui na Zona da Morte.

Arranjamos comida aleatória.

E, contra todas as probabilidades,

estamos saindo para tentar resolver esse mistério.

Nós estávamos tentando chegar ao topo

e como nós vamos ter a energia para fazer isso?

Quer dizer, vamos ter sorte se sequer chegarmos ao topo.

Chegamos ao primeiro degrau, sabe, está um breu.

Isso é um penhasco de 18 metros.

Eu disse: "Caramba, esse é o primeiro degrau?

Como diabos é o segundo degrau?"

Acho que todos nós subestimamos

quanto seria difícil o Everest e a escalada.

Por fim, você chega ao segundo degrau.

É a parte mais famosa da rota.

A maior pergunta sempre foi: "Mallory teria conseguido escalar isso?

David Breashears estima que Mallory tinha habilidade em escalada 5.8.

E esta era uma escalada 5.9.

Então estava bem no limite do que Mallory poderia ter feito.

Eu fui alpinista a vida toda.

Então, eu queria fazer minha própria avaliação.

Eu tinha a fantasia de que talvez tentasse escalar livremente o segundo degrau

para ter minha própria noção

se eu acho que Mallory e Irvine teriam conseguido.

Indo para o segundo degrau.

Parece viável, mas não o suficiente pra que eu querer ter algo a ver com isso.

Então, eu pulei na escada.

Acho que Mallory, sendo um alpinista habilidoso,

tão determinado como era, acho que teria conseguido.

Eu vi o Mark subindo pela escada

e tive um pouco de pânico.

O regulador na parte superior da garrafa de oxigênio,

que alimenta o oxigênio pela mangueira, rachou.

E há cadáveres de ambos os lados.

Um deles de algumas semanas.

Isso dá medo.

Isso é horripilante.

Sinistro, né?

É, acabei de perder quase metade do meu oxigênio.

-Verdade? -Sim.

Se você fica sem oxigênio,

se torna um dos mortos ao longo da rota.

Mas uma coisa que você percebe depressa

quando está lá em cima é que é que cada um por si.

Quer dizer, eu mal estava vivo,

então não podia fazer nada por mais ninguém.

Caiu a ficha de toda a gravidade da situação.

E a partir daí, tive a escalada mais difícil da minha vida.

Mallory escreveu para sua esposa Ruth

que outros membros da expedição não tinham coragem

de falar francamente.

E eu acho que ele não tinha medido Irvine

e sabia que Irvine o seguiria

a qualquer custo, e que ele teve a chance

de acabar com tudo, chegar ao limite.

Terceiro degrau.

Como se sente?

Detonado.

Não podia ter escolhido um dia melhor.

Incrível.

CUME DO MONTE EVEREST 29.035 PÉS - 8.850 METROS

Não tem ninguém na montanha, além de nós.

Nós tínhamos o pico inteiro para nós.

E estava um dia simplesmente perfeito.

Aquilo foi algo realmente especial.

Sentir a força e a energia do lugar mais alto da Terra.

A mesma força que atraiu Mallory e Irvine.

Depois daquele último avistamento de Odell,

Mallory e Irvine nunca mais foram vistos.

Odell liderou uma equipe de busca até o acampamento.

E depois de dois dias, eles marcaram um sinal na neve.

Era uma cruz preta feita de sacos de dormir.

Se eles chegaram ao topo ou não,

provavelmente morreram na descida.

Chegamos ao cume.

E agora estamos tentando descer com segurança.

Ainda a ser determinado se vamos procurar Irvine.

Pessoalmente, eu mal consegui.

Eu só espero ter uma descida segura neste momento.

É, vamos continuar.

Estamos no topo do Monte Everest.

É para nós descermos e no caminho sair da rota

e ir explorar sozinhos, pela faixa amarela.

E pensei comigo mesmo: "Vou fazer isso.

Vou encontrar o lugar de Holzel.

Vou encontrar Sandy Irvine, vou encontrar a câmera".

Eu mostrei a eles onde eu acho que é,

e espero que eles sigam esse conselho e o encontrem.

Para mim, tem sido um projeto de ciências.

E o bom de um projeto de ciências é que no final,

você prova sua teoria ou a desacredita.

Mas ei, eles são os exploradores, não eu.

Estamos nos aproximando e estou pensando,

certo, quando e se eu encontrar esse local,

serei capaz de fazer isso?

Meu Deus.

Eu estava mais cansado do que nunca em minha vida.

Você tem que poder se mover com suas próprias forças.

E se não conseguir, acabou. Então você vai morrer.

E como prova disso, você vê cadáveres.

Eu posso ver o cérebro de Mark pensando:

"Quando paramos em Mushroom Rock

com as costas contra um corpo congelado..."

Estou olhando o GPS tentando agrupar as coisas

em minha mente, como, onde estou?

Estou tentando me orientar.

E uma das características distintivas, infelizmente,

era o cadáver desse alpinista japonês

que vimos quando estávamos olhando as imagens dos drones.

E então olhei para baixo e, de repente, pude ver.

Ali está o japonês.

É.

Ali é o lugar de Holzel.

É, eu quero fazer isso.

Cadê o machado?

Tenha cuidado.

E era o momento da verdade.

Não.

Bem ali.

Não!

Muito perigoso.

Eu estava fora da corda e ficou muito claro

que não era algo que eles queriam que eu fizesse.

Muito perigoso.

Apenas uma montanha-russa emocional absoluta.

Determinação: "Eu tenho que fazer isso.

Investi muito nisso." E então auto preservação.

"Cara, você tem quatro filhos. Isso não vale a pena.

Não vale a pena arriscar sua vida."

Finalmente eu só disse: "Que se dane, eu vou fazer."

Não.

Ele se lançou para o desconhecido.

E nem Matt nem eu

tínhamos meios para segui-lo.

Cuidado.

Eu estava morrendo de ansiedade,

imaginando qual seria a resposta para o mistério.

Muito perigoso.

Quando comecei a descer a elevação

e a atravessar essas bordas, percebi que estava muito perto

de onde Mallory poderia ter caído

e de onde Irvine poderia ter caído.

E havia pontos em que, se meu grampo derrapasse,

eu cairia no abismo.

Enquanto eu seguia,

ficava olhando para esses espaços,

porque as duas testemunhas oculares disseram

que viram o corpo em um espaço de rocha.

Conforme chegava nos vários espaços...

Eu estava um metro e meio acima da queda

onde, se escorregasse e caísse,

sofreria essencialmente o mesmo destino que Mallory.

Eu não vi nada.

E foi isso.

Eu fui ao local de Holzel.

Não havia nada lá.

Fui contra os sherpas, e me sinto muito mal por isso.

Eu quase não fui.

Mas passei tanto tempo estudando aquele local

que só precisava ir para lá.

Mesmo depois de chegar ao cume, seriamente,

este é o dia mais difícil que já tive na minha vida.

Eu tinha que ir pessoalmente

para provar ou não a teoria de Holzel.

Acho que essa é, definitivamente,

nossa contribuição para esse mistério.

E acho que Irvine estava lá em 1960.

Acho que é corroborado por Chhiring Dorje em 1995.

E acho que, entre aquela época e agora,

Irvine e a câmera foram para o fundo da Face Norte.

E acho que não existe nenhuma chance

de alguém algum dia encontrar.

Porque eu olhei lá embaixo e vi o tamanho das fendas.

E do jeito que as avalanches varrem tudo,

elas simplesmente jogariam as coisas no abismo.

Nunca vamos achá-los lá embaixo.

Essa foi a coisa mais frenética,

intensa e perigosa que eu já fiz na minha vida.

Demos absolutamente tudo o que tínhamos

e o mistério permanece.

Pessoas que realmente não conhecem essa montanha

são muito rápidas em criticá-la.

O que acontece quando as pessoas

colocam seu foco nesta montanha

é que as pessoas são movidas pela ambição.

E a ambição é uma coisa realmente complicada,

porque às vezes nos faz atravessar essa linha

que pode nos levar a um ponto sem volta.

EM MEMÓRIA DE GEORGE LEIGH-MALLORY

Foi exatamente o que aconteceu

com George Mallory e Sandy Irvine.

Todos nós temos uma espécie

de barreira imaginária que desenhamos,

de quanto risco estamos dispostos a correr.

E acho que para um pai de quatro filhos,

pisei no lado errado da cerca nesta viagem.

O que espero que as pessoas entendam

é que todo mundo que está aqui, tentando escalar o Everest,

está incorporando o mesmo espírito de Mallory e Irvine.

O que eles fizeram é inimaginável.

O puro esforço necessário para subir tão alto

e chegar ao desconhecido naquele momento

e as chances de chegarem ao cume

e serem os primeiros a ficar em pé

no topo de Chomolungma, no Everest.

Eu não sei, cara.

Essa é a história que nos mantém voltando.

Legendas: Vanesa Simcic

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