All language subtitles for Ancient.Rome.The.Rise.And.Fall.Of.An.Empire.Series.1.1of6.Nero.1080p.HDTV.x264.AAC.MVGroup.org

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Original subtitles

Âncio Julho de 64 d.C.

O evento que definiria a vida de Nero,

aconteceu quando ele estava na casa de campo, fora de Roma.

A que distância está?

- 48 km. - 48?

Deve ser a Roma inteira.

Tem estado a arder o dia todo. Você está a salvo aqui.

Vamos regressar a Roma. Agora.

ROMA ANTIGA A ASCENSÃO E QUEDA DE UM IMPÉRIO

Este filme descreve acontecimentos e personagens reais

Foi baseado nos registos de escritores do mundo Romano

E foi escrito com a ajuda de historiadores modernos

- Rufo. - Senhor, perdemos o controlo.

Palácio Imperial Roma

As ruas são muito estreitas para chegar até ao fogo.

- Em que direcção está a arder? - Principalmente a oeste.

São os prédios de madeira. Está a avançar muito rápido.

Perdemos muitas pessoas, senhor. Não deve ficar aqui.

- Que posso eu fazer? - Senhor?

Rufo, eu não sei o que fazer,

mas diga o que precisa e eu faço-o acontecer.

Para onde quer que movamos as pessoas, o fogo segue-nos.

Precisamos de um espaço aberto. As pessoas precisam...

Espaço aberto. Os meus jardins. Os meus jardins privados.

Abram-nos. Deixe-nos entrar a todos.

- Senhor, tem a certeza... - Tigelino!

Vão. Abram os portões.

Isto não pode acontecer. Não é assim que Roma vai acabar.

O grande incêndio de Roma em 64 d.C. durou 6 dias.

As casas de madeira e as ruas estreitas arderam como fósforos.

Mas longe de apenas tocar harpa enquanto Roma ardia,

existem evidências de que Nero fez o que podia para ajudar

a controlar o fogo e salvar vidas.

Ajudem-me!

No entanto, foram as suas acções depois das chamas se apagarem

que se demonstraram decisivas,

para o seu reinado e para o futuro do Império.

Apenas 4 dos 14 distritos sobreviveram.

Acreditamos que talvez meio milhão de pessoas ficaram sem casa,

milhares estão mortas.

Já tivemos um incêndio como este?

6 dias? Tantas perdas?

Não consigo acreditar. Não consigo entender.

Não é tanto pelas perdas,

mas pelo que faremos a seguir.

Roma está acabada.

Não sei se temos escolha.

Temos de mudar a capital para Nápoles ou Cápua.

Não sobrou nada.

Não te vires. Controla-te.

O que vou fazer?

Séneca, o que irei eu fazer?

Não posso responder a isso, Senhor.

Numa crise, os grandes Imperadores governam como os Deuses.

Você tem de decidir o que é melhor para Roma.

Este é o seu momento.

Governe como os deuses governam,

e poderá tornar-se num deles.

Casa de Campo do Imperador Âncio

O que se passa?

Eu quero mudar Roma.

Poder. Guerra.

O que é que isso importa?

Beleza. Arte.

É isso que é divino.

Se só mudarmos a capital, nada irá mudar.

Mas se começarmos novamente, podemos ser realmente civilizados.

As pessoas poderiam...

Na vida quotidiana deles, as pessoas poderiam aspirar à beleza,

através das artes.

É isso que Roma representa.

Todas as manhãs,

rezo para morrer antes que...

... a minha beleza desfaleça.

Não, a sério.

É a praga da mortalidade,

saber que serás menos do que aquilo que já és.

Mas tu, do que estás a falar, sobre transformar Roma,

se fizeres isto irás tornar-te imortal.

Um deus de Roma.

Nero iniciou o maior programa de reconstrução da história.

Metais preciosos e milhões de toneladas de mármore

seriam transportados através do Império

do Egipto, Grécia, Hispânia,

para decorar a Capital Imperial.

O cimento inventado pelos romanos tornou a construção mais fácil.

Mas, mais de 16 km² teriam de ser pavimentados

e centenas de prédios grandes

e complicados tinham quer ser terminados.

Nero tornou-se no maior mecenas de arte da história de Roma,

encomendando pessoalmente incontáveis esculturas,

pinturas e grandes mosaicos.

A escala e o provável custo do seu sonho eram sem precedentes.

Úmbria Setembro de 64 d.C.

Séneca, ajude-me por favor.

Alguém me raptou e prendeu esta coisa horrível no meu peito.

- Por favor ajude-me! - Então ele tem todo o meu apoio.

Traidor. Eu sabia.

- Gostaria de discutir... - É para a minha respiração.

Significa que quando você finalmente permitir

que eu me exiba perante o meu próprio povo,

vou cantar como um pássaro.

Senhor, um Imperador pode fazer muitas coisas.

Ele pode mentir, enganar e até matar, quando justificado.

O que ele não pode fazer, sob qualquer circunstância, é cantar.

Porque veio aqui?

Para falar consigo, senhor. Senhor, eu aprovo o que está a fazer,

mas os prédios vão demorar anos, e a arte que está a encomendar...

- Precisamos dela. - Senhor, você não tem dinheiro.

Uma estátua de si mesmo com 36 metros de altura?

Faz ideia de quanto o bronze vai custar?

Só a arte para as salas públicas irá custar 50 milhões.

1 milhão por uma única taça.

- É feito de metilo. - Você não consegue pagar isto.

Temos de o pagar!

A história está a começar novamente.

Esta vai ser a Era de Nero.

Você disse-me para governar como um deus.

É isso que estou a fazer.

Senhor,

os deuses não precisam de pensar no preço das coisas.

Os Imperadores sim.

Ele tem razão.

O Séneca.

O custo.

Eu sei que ele é como um pai para si, mas...

Tigelino, este é o meu Império e sei que é rico.

Sei que existe dinheiro por aí.

E quero que o encontre.

O meu pai, era só um mercador, mas ele percebia de dinheiro.

Ela dizia que consegui-lo é como pescar pérolas.

O seu pai não conseguia juntar 2 palavras.

Você tem de saber onde procurar.

Mas também tem de estar pronto para partir algumas ostras.

Que tipo de ostras tem em mente?

Durante 500 anos,

Roma tem acumulado riquezas dos territórios conquistados,

o ouro, tesouros, e por aí, e depois de cada vitória,

uma quantidade desta riqueza é doada,

como agradecimento aos deuses.

Saquear os templos?

Outono de 64 d.C.

O saque de Nero aos templos de Roma foi um acto que residiria na infâmia.

O tesouro não só pertencia aos deuses,

mas era também a jóia da coroa de Roma,

expressando os anos de glória e de grandeza.

E Nero estava simplesmente a roubá-lo.

Não, não. Não.

Isto é...

Quem ordenou isto?

O teu Imperador.

Isto é ofensivo. Rufo, pare. Tem de impedir isto.

Não posso parar isto!

Eu disse-te, estamos a começar novamente.

Seu canalha estúpido, estás a perder a cabeça.

Não estás a começar novamente, estás a arrancar o coração de Roma.

Outros saques aconteceram por todo o Império,

um ataque directo ao próprio poder de Roma.

Nero agora estava em rota de colisão com o Senado,

a coisa mais próxima de um parlamento que Roma tinha.

Lealdades antigas iriam ser testadas

e facções estavam a começar a formar-se.

Março de 65 d.C.

Fomos todos enganados por ele durante estes anos todos.

A resmungar, a queixar-se, mas não mudou nada.

- E agora os templos. - É uma atrocidade.

Nós acreditamos que isto merece mais do que

apenas alguns trocadilhos sobre nós mesmos.

Nós?

Acho que vocês devem dizer claramente o que pensam, senhores.

Quero dizer que Nero deve ser afastado de qualquer forma.

Estás linda.

Sentes-te melhor?

Era o que eu queria.

Duas horas de suor nojento e derramamento de sangue.

Olha para isto.

Governar como os deuses?

Como um deus.

Quanto melhor correr esta aventura, mais irritado fica o Senado.

Deve haver alguma forma.

Há uma forma que vocês devem considerar.

Se houverem homens suficientes no Senado que se sintam como vocês,

o que os impediria de votar declarando que o Imperador,

é um inimigo do Estado?

Precisamos de um amplo apoio.

Como podemos saber se há senadores suficientes que nos vão apoiar?

Clúvio.

Ele está a levar Roma à falência

e a destruir tudo que se opõe ao processo.

Quem vai ocupar o lugar dele? Não há ninguém.

Ele é um descendente directo de Augusto.

Roma é dele.

Ela pertence aos antepassados dele

e irá pertencer àquilo que aquela mulher carrega no útero.

O que você propõe não é só mudar o Imperador,

é mudar tudo.

Clúvio disse que os senadores moderados jamais nos apoiarão,

e mesmo que apoiassem, não existe um sucessor legítimo.

É claro que isso não é verdade.

Alguém de berço nobre, de uma família antiga e respeitável,

poderia obter o apoio do Senado.

Um Imperador fora da linha da sucessão?

"Família respeitável."

É óbvio que eu teria de ser convencido de que é o melhor para Roma,

antes de sugerir a mim mesmo.

Você estará preparado para fazer isto?

Se a situação for realmente má.

E com a condição, é claro,

de que vós encontreis um método mais directo de retirar Nero.

- Quer dizer matá-lo? - Eu não disse tal coisa.

Mas se acha que não há outra opção...

Isto requer ainda mais aliados.

Nove meses depois do incêndio,

a escala e o verdadeiro custo do programa de reconstrução

tornaram-se claros.

Mais cedo ou mais tarde, até o dinheiro dos templos acaba.

Então aumentem os impostos.

- Já foram aumentados. - Bem, então dupliquem-nos!

Hispânia,

Gália, África, Ásia. Não vamos parar agora!

Eu não vou... O que é isto?

Nada. Pode ser reparado, Nero. Não é nada.

- Nero, não é nada... - Não está certo, pois não?

- Acalma-te. - Não está certo. Não está...

Pára.

- Ouve-me. - Não chega. Não chega!

Pára agora. Pára!

Casa de Campo do Senador Cevino 18 de Abril, 65 d.C.

- E venenos? - Não o podemos envenenar.

Não o podemos envenenar.

Ele tem provadores que testam a comida.

Tem de encontrar uma forma de chegar perto dele com uma faca.

- Quando ele estiver sem a guarda. - E sem Tigelino.

Vá lá, Pisão. Ele confia em si. Se o convidar para jantar...

Não quero que o "Jantar com o Pisão"

se torne num eufemismo para uma morte traiçoeira.

Se eu vou ser Imperador, a minha família não pode ser desonrada.

Não se pode obrigar um homem a matar alguém na própria casa.

Deve acontecer num local público para

que todos vejam, ou então qual é o sentido?

Amanhã, na corrida de coches, esta é a sua oportunidade.

Quem o vai fazer?

Vamos supor que você é o Nero. Sente-se ali, Flávio.

Natalis, segure-lhe as pernas, imobilize-o.

Isso mesmo.

E eu vou apunhalá-lo. Deixem-me esfaqueá-lo.

Tem a certeza? Não é fácil matar um homem.

Eu vou esfaqueá-lo. Eu consigo.

Não vai só esfaqueá-lo! Não pode levar isto a brincar.

Se você não o matar

pode ter a certeza que Nero não pensará duas vezes

em assassiná-lo, e a todos nós.

Sim, eu sei. Eu consigo. Vai dar certo.

- Eu sei o que vou usar. Mílico! - Eu não vou estar lá.

Estarei com o Pisão nas barracas.

- Mílico! - Logo que Nero esteja morto,

proclamá-lo-emos como Imperador e pediremos o apoio deles.

Mílico!

Quero que pegues no meu punhal, que o limpes, que a afies, que afies bem,

e quero levá-la connosco nas corridas de amanhã.

Entendeste? Agora vai.

Eu consigo fazer isto. Eu consigo.

Abram.

Quem é? O que quer?

O meu nome é Mílico e sou um escravo.

E se esta porta não se abrir, o Imperador vai morrer!

Complexo do Palácio 19 de Abril, 65 d.C.

Desculpe, já é tão tarde.

Pensei que deveríamos esclarecer isto enquanto há tempo.

Bem, se puder ajudar qualquer um de vocês.

Você pediu que um punhal fosse afiado

para visitar os jogos de amanhã, e então poderia... fazê-lo.

Lamento que Mílico vos importune com isto.

Planeia matar-te?

O quê... Matá-lo? Eu não posso, um...

O Imperador só quer ficar com a consciência aliviada.

Nós demos-lhe um lar...

Tudo o que disse ao Mílico foi que queria o punhal polido.

Bem, é uma relíquia de família e hoje à noite no jantar,

o Natalis, que sempre a admirou, disse-me

que eu não estava a tratar dela.

Bem, a ideia do polimento foi dele.

Mas levá-la aos jogos seria totalmente ridículo.

Para quê? Para a atirar contra si?

- Exactamente. - Quer dizer...

Acho que podemos tratar do Mílico?

Claro. Faça o que quiser com ele. Lamento, por ele causar tanto...

Não, não se desculpe.

Os meus homens vão levá-lo a casa.

Ele disse que foi ideia de Natalis polir o punhal.

Pergunte-lhe a ele, pergunte ao Natalis.

Se Natalis confirmar a história dele,

eu poupar-lhe-ei o trabalho de me matar.

Mas não vai. Não é, mestre?

Rufo, o que está a acontecer?

Não sei. Eles disserem que era urgente.

Fique por perto e atento.

Obrigado por vir.

Temos um pequeno problema no qual você talvez possa ajudar.

Flávio, espere lá fora.

Que problema? O que ele disse?

Natalis estava a falar-nos sobre o punhal de Cevino.

O quê?

Não sei do que...

Não sei nada sobre nenhum punhal.

Não.

Está bem temperado.

Tem a minha palavra de que comerá o próprio olho

se não me disser quem está a tentar matar o Imperador.

Por favor, por favor. Foi Galo.

- E Polião também. - Continue.

- Quem mais? - Acília.

Por favor, por favor. É isso, eu juro. São só estes.

Rufo?

Rufo, é a sua vez. Faça-o falar.

Traidor! Traidor, Rufo. Ele também está connosco.

- Rufo é um de nós! - Flávio!

Foi uma honra trabalhar contigo.

Quem mais? Quem fez a conspiração?

Por favor, por favor. Por favor. Está bem. Foi... foi o Pisão.

- Pisão? - Ele queria ser Imperador.

Porque querem matar-me?

Porque você está louco! Não vê isso?

O que está a fazer com Roma? Você está a matar Roma!

- Quem mais? - Todos. Somos dezenas.

Dezenas!

- Nomes. - Pisão, Cevino, Rufo...

- Eu quero que todos morram. - Flávio...

Quero que morram todos. Quero que morram todos!

Senécio,

Quinto Silvano, Estácio Próximo,

Cornélio Marcial, Pompeu, Flávio Nepos,

Estácio Domício...

A onda de assassinatos que Nero libertou

foi coisa que Roma nunca tinha visto.

Num só golpe,

todos os opositores políticos foram exterminados.

Não houve julgamentos nem perdão.

Estão todos mortos. E agora?

Agora eu actuo.

Em público.

Em Roma.

Verão de 65 d.C.

Agora, sem ninguém para o conter,

Nero apresentaria ao povo a sua visão de um Império artístico.

Anunciou o maior festival de arte da história de Roma.

E ele, o Imperador, encabeçaria a lista.

Vais ser sensacional.

Os senadores têm de votar bem.

As pessoas precisam de saber que isto não foi arranjado.

Eu sou um artista. Um verdadeiro artista.

Lembra-te, não tussas, não pares.

Não toques na máscara, segura o ceptro firmemente.

- Assim é melhor. - Estás a ouvir-me?

Sim. Não interrompas a apresentação.

Ramo fino que não se parte.

Ramo fino.

É isto. É isto. É isto. É isto. É isto.

A arte é divina. Eu sou divino. A arte é divina.

Tenho de ser perfeito.

- Eu tenho de ser perfeito. - E serás.

Esta noite o mundo ganhará um grande artista.

É difícil imaginar um equivalente no mundo moderno,

mas a reacção de escândalo dos aristocratas

romanos à exibição do Imperador

seria semelhante à reacção de hoje

caso a Rainha Elisabete II se tornasse uma dançarina de tango.

Lo,

o meu coração não bate com o seu sangue, pai?

Eu não serei você, pai?

No entanto,

com o seu sangue seco nas minhas mãos,

não cresci vigoroso?

Porque sorri e o assassinei?

Derrubei a árvore da família naquele dia,

e derramei a minha própria seiva na terra.

Eu não...

Derramei a minha própria seiva na terra.

Eu não sabia.

Cruel ignorância. Eu não sabia...

O que acha?

Que diferença faz o que eu acho?

Ele é o Imperador e esta é a sua vida em resumo.

Ele pode fazer o que quiser,

e nós só podemos aplaudir.

Pai!

Mãe!

Esposa!

Tragam-me a morte.

Vem aqui.

Olha só para ti.

Este é o começo. O nosso novo começo, Nero.

Ganhei honestamente. Eles aprovaram, não foi?

É claro que sim. Mereceste vencer.

Tinha de ser perfeito. Fui perfeito, Sabina?

Estou tão orgulhosa. Roma está orgulhosa.

É assim que os vou liderar, Sabina.

Transformar Roma no exemplo.

A arte é divina. Eu sou divino.

- Fui perfeito, Popeia? - Foste perfeito. Eles viram isso.

Mesmo quando deixaste cair o ceptro e paraste, foi tão rápido.

- Eu vi pessoas a chorar. - O que disseste?

Sobre o ceptro?

O quê?

O que me disseste?

Nero,

estiveste exactamente como querias.

Foi perfeito.

Vem descansar.

- Vocês podem sair, obrigado. - Não, eles ficam.

Tu disseste...

Fiz de mim um pateta.

Não, eu...

Eu disse que foste perfeito.

- Ninguém percebeu. - Cala-te.

Nero, venceste. Tu... fizeste o suficiente.

O suficiente.

Cala-te!

Nunca mais me toques!

Foi perfeito? Não foi o suficiente!

Não foi o suficiente!

Ela...

Ela disse que eu deixei cair o meu...

Que fui eu fazer?

Nada.

A morte de Popeia coincidiu com o agravamento da crise financeira.

O programa de reconstrução estava a levar Roma à falência.

O sonho de Nero estava a desparecer.

Nada está terminado!

Nada!

Todos os distritos...

continuam em ruínas.

Não olhes para ela.

Eu tenho dado tudo que tenho.

Não olhem para ela se não puderem dizer o mesmo.

Tirem!

E nenhum de vocês se atreva a dizer que não há dinheiro.

Não se atrevam!

Tu, pescador de pérolas,

preciso de dinheiro.

Encontre-o.

As construções não vão parar.

Com o Império a caminhar para a bancarrota,

Nero e uma grande comitiva deixaram Roma

para uma extensão da temporada de actualizações públicas...

Grécia 66 d.C.

... e de devassidões privadas.

Aquele escravo, Esporo.

Lembra-lhe alguém?

Senhor?

Eu vi-o pela primeira vez no dia em que Popeia... deixou-me.

Ela sempre disse que a beleza a abandonaria.

Senhor, quer terminar o programa de reconstrução.

Os recursos são poucos, mas eu acho que encontrei outra fonte.

Crie uma lei que obrigue todos a deixarem uma

parte da riqueza para você nos seus testamentos.

Até dos mais ricos.

Se quiserem que as famílias obtenham a sua protecção depois da morte,

devem deixar um décimo das suas propriedades para si.

E se eles não morrerem?

Estou a falar de todos no Império. Com o tempo, fará uma fortuna.

Não posso esperar tanto. Por que deveria?

Não acho que precise de esperar...

Sem mais demoras. Roma precisa disto.

Prepare uma...

Uma lista dos homens ricos. Latifundiários, nobres...

Faça com que deixem tudo o que possuem para mim.

Senhor, está a falar dos homens mais poderosos do mundo.

- Não é o suficiente. - Estas pessoas...

Não é o suficiente!

Encontre-os, mude-lhes os testamentos.

E faça com que morram, Tigelino.

Faça com que morram... agora.

Nero tinha agora o poder que poucos homens na história igualaram.

Não havia ninguém que o controlasse.

Não tinha inimigos, amigos ou sábios conselheiros.

Nero era capaz de tudo.

Por todo o Império, aos ricos aristocratas

foi oferecida uma única escolha.

Dêem as suas vidas e as suas riquezas ao Imperador

ou verão as suas famílias destruídas.

Todas as coisas do mundo conhecido estavam à mercê de Nero.

Transformem-no...

... numa mulher.

Não, por favor. Não por favor!

Não!

Não, por favor!

Não!

A minha Popeia.

A campanha de suicídios foi sem precedentes.

Assim como a reacção.

Em 67 d.C., uma carta foi entregue a todos os senadores,

que pedia por algo que ninguém tinha feito antes.

Revolta.

E o sol calou-lhe a boca.

Grécia, Dezembro de 67 d.C.

Senhor.

- Mais quatro suicídios na Germânia. - Senhor, temos de falar.

Seis em África.

E entre eles, têm metade do nosso território aqui.

- Senhor. - Você é um génio.

Senhor, os governadores da Gália e da Hispânia,

revoltaram-se contra si.

Eles escreveram a todos os senadores,

a dizerem que têm 100.000 homens com eles.

Particularmente prefiro tê-los de frente.

- Popeia. - Senhor?

Não é maravilhosa?

Senhor. Esta é uma ameaça real.

- Tem de enfrentar isto. - Já tivemos revoluções antes.

Não como esta. Não são bárbaros a quererem liberdade.

São romanos, aristocratas.

Eles não se querem livrar do Império...

Eles querem livrar-se de si.

Tem de dizer ao Senado o que vai sobre isto.

Tem de regressar a Roma.

Nero voltou para discursar no Senado,

atravessando territórios empobrecidos e à beira da fome.

Mais províncias,

Gália, Hispânia, África, Germânia, juntaram-se à revolta.

Roma tornou-se na cidade mais grandiosa que o mundo já vira.

Março de 68 d.C.

Mas o sonho de Nero, consumiu toda a riqueza do Império.

Por trás das fachadas, estava em decadência.

Isto é magnífico!

E é vosso!

É vosso!

Tudo isto é vosso!

Roma é bela.

Por toda a vossa vida.

Por toda a vossa vida...

É um presente divino de um deus para vocês.

Roma é bela.

Olhem para vocês.

É patético.

Você tem conhecimento da considerável efervescência no...

Bem, em muitas partes do Império.

Talvez queira partilhar connosco as suas intenções?

Intenções, intenções, intenções.

Intenções, ele disse intenções.

O meu adorado Séneca disse-me uma vez

que um Imperador deve governar o Império

como um deus governa o mundo.

Esta é a minha intenção.

Em 3 dias...

... partirei pessoalmente para Gália e confrontarei os nossos inimigos.

Eles perceberão o erro das suas atitudes.

Este será o momento determinante na nova história de Roma.

Uma revolução no modo como conduzimos as nossas campanhas.

Eu irei extinguir os meus equivocados inimigos, não com a espada,

mas com a arte.

A minha arte.

Tenciono cantar para eles.

Primeiro...

... colocar-me-ei no campo de batalha

e deixarei que as suas contemplações caiam sobre mim.

E então,

simplesmente... chorarei.

E ao verem o quão profundamente me magoaram,

eles irão chorar.

E na manhã seguinte, colocar-me-ei à frente deles novamente

e cantarei.

E a minha voz...

... alcançará os seus interiores,

tocará nos seus corações...

e...

Na verdade, devia ir para casa e compor uma canção.

Imediatamente.

Imediatamente.

Nero reuniu o exército mais bizarro da história.

Centenas de prostitutas atenderiam ao inimigo, ao lado do Imperador.

Os cabelos delas eram curtos como as Amazonas.

Está a correr um risco grande ao chamar-me aqui.

Não me ameaces, rapaz.

Há coisas mais importantes em jogo do que a minha vida.

Nero perdeu a cabeça.

Não há um sucessor. Ele não tem herdeiro.

Qualquer coisa é melhor do que isto.

Eu servi a divina linha de sucessão durante

toda a minha vida, e não sou o único.

Mas se eu permanecer leal e não fizer nada,

esta revolta vai dividir o Império.

Então não temos escolha.

Temos de interromper a linha de sucessão

que nos governou durante gerações,

e reconstruir a nossa forma de governo

que seja apropriado para o mundo civilizado.

O nosso Senado deseja votar uma moção a declarar Nero

como inimigo público do Estado.

Mas eles têm medo...

... de si.

Diga-me, o filho de um mercador siciliano falido

deseja ser um inimigo do próximo Imperador,

ou um amigo?

Houve um tempo em que ninguém teria a ousadia

de fazer-me uma pergunta como esta.

Houve um tempo em que não valeria o risco.

Os tempos mudam.

Livres da ameaça de morte,

o Senado usou a única arma que tinha ao seu alcance.

O homem que tinha sonhado tornar-se um deus,

era agora um inimigo do Estado,

condenado à morte.

9 de Junho de 68 d.C.

Meu Senhor, tem de vir. Os guardas estão a deixar o palácio.

Popeia.

Tigelino.

Tigelino?

Nós somos amigos.

Eu sou o Imperador.

Sou o Imperador por direito.

Não é o... suficiente.

Venha!

Agora, era dever de todos os cidadãos do Império

matar o seu Imperador, ou ajudar os outros a fazê-lo.

Nero não tinha onde esconder-se.

Preciso que me ajudes.

Não, Popeia. Não vai acontecer nada.

Eles não me fizeram de deus.

Mas eu sou-o, sabem. Eu sou um deus.

Tenho de ser.

Tenho de ser.

Roubei e destruí

e nada aconteceu.

Matei pessoas.

Matei pessoas.

Eu matei-a.

Por favor.

Eu matei-a.

E nada aconteceu. Como é que isto é possível?

Se eu não sou um deus, como isto foi possível?

Isto não está a acontecer.

Seja lá o que pensem de mim,

o mundo está a perder um grande artista.

Popeia, podes chorar agora.

A morte de Nero,

terminou com a dinastia que governou desde o início da Era dos Imperadores.

O que se seguiu foi uma sangrenta guerra civil,

uma guerra à qual Tigelino não sobreviveria.

Roma finalmente percebeu que a escolha dos seus governantes

só por um pequeno grupo de aristocratas

não era a melhor forma de governar um Império.

O homem que possivelmente conquistasse o trono

conquistaria a sua posição por mérito, não por nascimento.

Tradução: Xara

Adaptação: Mario.Teixeira

Correcções & Sincronização: DricaAlmeida

A seguir, o romano mais famoso de todos.

Júlio César.

Cacem-nos!

Como ele arriscou tudo para derrubar o governo que serviu.

Juntem-se a mim!

E levou a revolução a Roma.

Pergunto-vos mais uma vez.

Quem combaterá comigo hoje?

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