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Tradu��o JuLima Sincronia by DanDee
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N�O SEJA REBELDE
Oh, eu estou puto e voc� chupando sorvete?
N�o tem sequer uma ideia boa!
Eu n�o tenho boas ideias?
- E isto o que �? - Que porra � esta?
'Playboy'.
Vamos usar.
Minha nossa, isso � uma bomba! � uma bomba! Acelere, Vittorio!
Acelere!
Estou no para�so!
- Vamos buscar mais. - Vamos l�!
Com licen�a.
- N�o podem entrar. - Por que n�o?
Precisa estar de palet�, n�o a roupa que est�o usando.
Vamos entrar e sair, temos que encontrar um cara.
- Vou levar 5 minutos. - Ele disse que n�o v�o entrar.
Podem sair daqui e deixar os outros passar?
Ele � sua namorada?
Acha que esses rabiscos me assustam?
Agora saia do caminho que vou entrar.
E n�o me olhe assim, sen�o me apaixono.
Cesare, o Brutto chegou, vamos pedir o palet� emprestado.
- Boa noite. - Podem entrar.
Brutto, precisamos de dois palet�s.
- Dois palet�s? E para qu�? - Porque sim. Me d� o seu, Luca.
- Mas por qu�? - Me d� o palet�.
- Vamos, tire! - Pegue.
Se fizesse isso comigo, eu chutaria seu rabo.
Por isso que n�o fiz, Brutto.
- Voc�s n�o v�o entrar. - � in�til bancar os espertos,
n�o v�o entrar nem com palet�.
- Viu que ficou pequeno em voc�? - Vou acabar com ele!
Primeiro diz para p�r o palet�, depois diz que n�o adianta?
- Qual � o problema? - O problema � que n�o entrar�o.
- E quem diz que n�o entraremos? - Eu te digo.
Oh, acalme-se! Cesare, comporte-se.
Cesare, o que est� fazendo?
Quer�amos pegar uns comprimidos mas n�o nos deixam entrar.
Qual � o problema? Eu entro e pego.
Sim, mas esses idiotas n�o te deixar�o entrar.
Vou tentar mesmo assim. Vamos.
Pegue seu palet�, Lungo.
- Oi. - Oi. N�o podem entrar.
Voc�s n�o estavam juntos com aquele l�?
Aqueles merdas deixaram que entrassem! Eles entraram!
Vou colocar fogo nesta discoteca!
T�m que deix�-lo entrar, ele � completamente louco!
- N�o entrem, vou incendi�-la! - Pare com isso!
Calma, Cesare. Acalme-se. Precisa fazer isso?
- Por que disse que sou louco? - Para ver se nos deixam entrar.
- S� para testar? - Falei por falar.
- E diz que sou louco? - E qual � o problema?
- Cesare! - Chega!
Pare com isso, Cesare!
Eles est�o te esperando.
O que tem de bom?
- 'Popeye'. - Voc� tem 'Moranguinho'?
A gente se diverte muito com 'Moranguinho'.
'Moranguinho' eu n�o tenho. Quantas balas v�o querer?
Paradas e nada vai acontecer!
V� at� o caixa e pegue o dinheiro!
Eu te vi, pode tirar!
- O dinheiro est� na calcinha. - Quem vai tirar, eu?!
Estes bichas foram incapazes de colocar a m�o na calcinha!
Podem se apressar?
- Passe o dinheiro! - Que dinheiro? N�o tem!
Ela n�o quer dar! V� pegar!
- Pegue e vamos embora daqui! - Pegue voc�!
Mas ele me deixou nervoso. Gritava: "Pegue o dinheiro".
- Eu fiquei confuso! - Eu teria enfiado a m�o na calcinha!
Voc� nem foi capaz de pegar um carro que funcionasse.
- Vamos, suba! - Vamos!
- Ei, ligue o carro! - N�o liga!
- Como n�o liga? - Vamos!
- Por favor, n�o brinque! - N�o vai, n�o liga!
Des�a e empurre! Empurrem! Vamos!
N�o adiantou nada empurrar!
- Ficaram com medo que mordesse? - Ainda falando da vagina dentada!
A vagina dentada!
Estou me sentindo mal!
Vittorio, ainda bem que voc�s chegaram.
Eles est�o me incomodando, n�o sabem se controlar.
Te disse 200 vezes para n�o me esperar. Est� b�bada?
N�o, s� bebi um Campari.
- V� para casa. V� logo! - E quem diabos s�o eles?
Agora eu te quebro!
Eu vou te matar!
- O que est�o fazendo? - Vem c�, vem.
Aonde v�o?
Aonde diabos est�o indo?
Vamos entrar.
- Est� feliz? Viu o que fez? - O que eu fiz?
N�o fez nada? Nos fez brigar com aqueles caras.
V� para casa. V� embora.
Eu te disse para ir embora.
E tire essa saia, est� parecendo uma puta.
Vai logo.
Por que voc� sempre a trata mal?
Franco!
- Seis cappuccinos. Seis! - Sete! Sete!
Com espuma.
Fa�a como quiser, Franco, o importante � fazer.
Sete cappuccinos.
Ainda n�o est�o prontos? Vai logo!
Franco, me arrume 100 mil liras, estou quebrado.
Fa�a esse esfor�o.
Depois eu devolvo.
- Est�o espantando os clientes. - Mas aonde v�o?
Est�o indo embora? Ent�o boa noite.
- Amor, deve comer. Se esforce. - N�o.
N�o fa�a birra.
- Cesare! - Oi, feia!
- Olha o que o tio trouxe. - O que voc� trouxe, tio?
Pegue. S�o os que voc� gosta?
- S�o estes? - Sim.
Vamos comer todos. Oi, m�e.
Pegue. E beba o leite que a vov� preparou para voc�.
- N�o, tio, leite n�o! - Leite n�o?
Beba o leite antes que eu fique bravo.
Beba! Vou roubar um biscoito.
- M�e, que dinheiro � este? - Eu fui na peixaria.
Peguei uma boa quantia.
- Pediu dinheiro para o agiota? - Sim, pois precisamos, Cesare.
- N�o quero que falte nada para ela. - Falasse comigo! Eu cuido disso!
Quando se voc� nunca est� por perto?
Oi, Vittorio. Oi, Cesare.
N�o se esforcem, hein?
- O que voc� quer? - Nada. N�o quero nada.
Queria te ver.
E agora est� me vendo. Veja como sou bonito!
- O que vamos fazer? - O que vamos fazer?
Vamos bater uma bolinha Lungo, v� pegar a bola.
- Eu?! - N�o, sua irm�.
Est� muito frio!
- Puta merda, vadia maldita! - O que voc� fez?
Eu me furei.
- Deixa eu ver. - N�o precisa.
Esses drogados de merda se picam e deixam as seringas jogadas.
Claro, eles sempre v�o injetar ali dentro.
Precisa ir agora mesmo fazer um teste, ver se pegou AIDS.
Agora? O que est� dizendo? Se fizer agora n�o vai dar nada,
- tem que esperar alguns meses. - E ficar paranoico nesse tempo?
- Claro, tem que esperar. - N�o estou nem a�,
- vou fazer uma matan�a! - Cesare!
Ei! Pare!
N�o podemos ficar aqui o dia todo, Cesare.
Vamos entrar. Se nos virem, v�o sacar e ficar longe.
Estamos aqui h� meia hora e n�o apareceu ningu�m.
- Podemos ir embora. - Se quiser, pode ir.
- O pegaremos da pr�xima vez. - N�o, vou pegar agora. Agora.
Imagina s� ficar aqui esperando um drogado.
A Viviana disse que eles v�m aqui.
E agora daremos ouvido para aquela pirada!
Minha irm� n�o era viciada.
Foi aquele merda que passou AIDS para ela.
N�o gosto nem de pensar.
Ent�o ela morreu e nos deixou a Debora.
Como ela est�?
Como quer que esteja, Vittorio?
- Quantos pegou? - 100 por 5 mil.
- O que � isso, 'Playboy'? - 'Playboy', 'Colombine', tem de tudo.
N�o tem o bastante, irm�o.
Ent�o, Lenzetta, aqui tem 30 e custam 50.
- 50. - Precisa vender por 50.
- Beleza. - V� ao parque e veja o fluxo.
Fique andando de um lugar ao outro, caminhe.
V� ao Elefantini, por algumas horas.
Depois traga o dinheiro, entendeu?
- Repita. Quero ver se entendeu. - Primeiro vou ao Elefantini...
N�o, primeiro vai ao parquinho e depois ao Elefantini.
Preciso desenhar, Lenzetta? Quer que escreva?
- N�o, n�o precisa. - E depois o que far�?
- Bem, depois... - Tem que nos trazer o dinheiro!
- O dinheiro, claro. - N�o esque�a.
- Seja preciso. - Eu serei.
- Ele � um babaca! Eu t� ligado. - Certo, mas n�o est� fazendo de gra�a.
- Oi, Riccardo. - Oi, como vai?
Tudo bem? Entrem.
- S�o todos seus filhos? - N�o, s� tr�s.
Os outros s�o do meu irm�o. Entre, entrem.
Sentem-se.
V�o l� para fora.
Felipe!
Eles chegaram.
Tr�s milh�es e meio.
S�o 35 gramas, hein?
Para mim n�o basta, � pouco.
Eu tinha isso em casa.
� bastante, recuperamos aquela que cheiramos.
- Passe pra c�. - Pegue.
N�o � o suficiente, faltam 200 mil liras.
- Pegue. - Cesare! Vittorio!
Ou�am o que aconteceu com a gente ontem � noite.
Ontem pegamos dois papelotes do Lenzetta.
- E da�? - Como e da�?
Um era bom, o outro formigou meu nariz.
- Mas que diabos era, Cesare? - O que diabos voc�s querem?
- � da boa. - Formigou meu nariz.
J� entendemos. Deve ter sido coca�na efervescente. N�o conhece?
Nunca ouviram falar da coca�na efervescente?
Beleza. Hoje � noite vamos dan�ar, avisem o Corto e o Grasso.
Mas vamos levar dois papelotes da normal,
j� usamos toda a efervescente.
- Sinceramente, prefiro a normal. - Eu tamb�m.
Se bem que a efervescente tem o seu porqu�.
Me espere aqui.
Falou, rapazes!
Aqui o dinheiro que deu para minha m�e, mais 2 meses de juros.
- Oi, feia. - Oi, tio.
- Estou t�o cansada. - Porque voc� precisa descansar.
Feche os olhos.
Ela tem que ir ao m�dico, os rem�dios est�o acabando.
- E o que o m�dico disse? - A consulta � no fim do m�s.
Precisamos ver o que o Pai Eterno quer fazer.
J� me tirou a m�e dela...
Mas a filha n�o... N�o aguento outro golpe desse!
Ningu�m vai lev�-la embora. � s� dar os rem�dios
e ningu�m vai tir�-la de voc�.
� verdade. Tem gente vendendo para Penna e Gallina.
O pre�o deles � uma pechincha. O chefe � uma mulher.
- Mas quem s�o Penna e Gallina? - Nunca ouvi falar deles.
- Pode ir embora. - Mas n�o precisa de uma m�o?
- Que m�o? - V� embora!
Beleza, falou.
- Vamos! - E esse rev�lver?
Faz um temp�o que tenho. Quer ficar com ele?
Tire isso da�, Cesare!
- Voc� conhece Penna e Gallina? - Voc� n�o conhece eles?
- Quem conhece Penna e Gallina? - Penna � meu namorado!
Que diabos quer dele, voc� � um tira?
- � seu namorado? - Viu s�?
Avise o Penna que se n�o parar transformaremos ele num l�pis.
E com o Gallina, faremos uma sopa.
Esta � a nossa �rea, n�o deve encher nosso saco!
- Entendeu? - Entendi.
Diz que entendeu. Mas acho que n�o entendeu porra nenhuma.
- Vamos. Ela entendeu. - Essa idiota!
- Me passe o rev�lver. - Pegue.
- Devagar, sen�o chama aten��o. - Beleza, se apresse.
Vamos nos dividir.
Guarde para mim.
Licen�a, sabem onde mora a Linda? Uma mo�a morena...
Vire � direita, � o pr�dio da frente.
Obrigado.
O rev�lver.
Joguei fora.
- Como jogou fora? - Al�m do mais era de brinquedo.
N�o era de brinquedo, porra. Era um 7,65 e estava carregado.
Este � meu filho, Tommasino.
Oi, Tommasino.
Por que n�o vai buscar o leite enquanto converso com o mo�o?
Tudo bem, mas vou comprar figurinhas tamb�m.
Pode comprar as figurinhas.
Eu sabia que era de verdade, n�o sou est�pida.
Est� saindo caf�, voc� quer?
- N�o, valeu. Vou embora que... - Cinco minutos.
Sente-se.
Voc� trabalha com o qu�?
Com nada, por qu�?
Acha que sou bandido?
A arma nem � minha.
� de um amigo que me deu quando viu os tiras.
- E voc� colocou na minha bolsa. - Eles n�o iam te revistar.
- � neg�cio de droga? - Que droga?
As pessoas t�m fixa��o com isso.
- Voc� faz o que da vida? - Sou m�e.
Encorajo o Tommasino e �s vezes o Tommasino me encoraja.
De manh� ele vai para a escola e eu trabalho em algumas casas.
N�o temos muito dinheiro, mas fazemos muitas coisas.
Quanto de a��car?
A baleia vai na frente!
Esta bunda precisa de dois lugares.
- Como s�o idiotas! - Vai, pegue o papelote.
Beleza, vou pegar.
- Nos deixe cheirar, idiota. - V�o me deixar cheirar?
Ei, comporte-se!
Est� toda excitada... Deixa eu ver como sentou.
Te incomoda? E da�?
- Maravilha, faz tudo sozinho. - Por que diabos nos chamou?
- Deixe ela cheirar, Vittorio! - N�o encha meu saco!
- Me deixe cheirar! - Deus, ela n�o est� bem.
- Calma, vai me quebrar! - Pare com isso!
- No correio demoram menos! - Aqui est�, amor! Aqui est�!
Pegue e fa�a uma carreira, mas n�o coma! Isso, assim!
Veja s�, tem 1 kg e 200 gr. Vai, vai! Cheire!
- Voc� � um babaca! Puta merda. - Ela derrubou tudo!
- Procure, v� procur�-la. - V� se fuder, idiota!
Ande com este carro!
Vai, Cesare, pise fundo, vamos!
Vamos para o banheiro cheirar.
- E o que vai me dar? - Surpresa.
Preciso de 2 gramas.
- Tem 2 papelotes? - N�s tamb�m queremos.
Vamos, j� passou meia hora.
- Caramba, como est�o agitadas! - Vamos.
O que est� fazendo?
- Ei, Chicca! - Beleza, Pamela.
- Voc�s t�m p�? - Venha. Temos quanto quiser.
- A gente se v�. - Tchau.
- Vamos cheirar? - Vamos?
Vamos...
- Podemos experimentar tamb�m? - Deixe! Por favor, Vittorio.
- Vamos, deixe! - Deixa, Vittorio.
- N�o encoste em mim. - Deixa, Vittorio.
- Depois a gente transa. - Sim, vamos transar!
- Puta merda! - N�o!
Onde diabos est�?
- Onde est�? - Veja se caiu aqui.
Procure a� embaixo... Olhe ali!
O que est� vendo, a areia? Onde esse imbecil jogou?
N�o sei!
- Porra! Voc� olhou bem? - Talvez tenha ca�do aqui, saia!
- Puta merda! - Porra!
- Puta merda! - Que imbecil!
- N�o encham o saco! - N�o! Spray de pimenta, n�o!
- Que diabos est� fazendo? - V�o embora!
- V� se fuder! - N�o encha o saco!
- Imbecil! - Que diabos fizemos para voc�?
Esqueceu sua bolsinha! Puta que o pariu!
- Serve para voltar para casa? - Por que, vamos para casa?
- Aonde quer ir? - Sei l�, pra qualquer lugar.
Aonde vamos?
Aonde vamos?
Pegue, tome.
Por que parou?
Tem um �nibus. Est� cheio, vou causar um desastre.
Vittorio, mas n�o tem nada.
Est� me zoando? Olha a bagun�a! Claro que est� ali!
Vittorio, n�o tem nada. S�o os comprimidos.
- N�o tem nada? - Nada.
Eu dirijo.
V� devagar que tem gente.
Sim, agora vamos embora, n�o se preocupe.
N�o vamos machuc�-las.
Tem gente ou n�o, Cesare?
Bem, � poss�vel que sim, mas n�s dirigimos com cuidado.
Nem l� em cima n�o tem nada?
Por que, o que voc� est� vendo?
Discos voadores?
Vamos.
Viviana, ele tomou muitas balas, est� vendo disco voador.
- Como assim disco voador? - Imagina, eu estou muito bem.
- Seu merda! - Imbecil!
Que diabos est� fazendo? Vai embora e nos deixa a p�?
- Que porra de modos s�o esses? - E por que usou spray de pimenta?
- Ele est� mal! - Voc� � doido?
- Devagar, ele est� mal! - Est� mal? Coitado.
Se sente mal?
Foda-se! Assim aprende a n�o cheirar sozinho, babaca!
"Quem come sozinho, morre sozinho". Imbecil!
Que diabos est� gritando?
Agora vamos comer um bom espaguete
assim o Vittorio melhora, certo, irm�o?
- E quem sabe fazer? Eu n�o! - Eu tamb�m n�o.
- N�o sabem fazer? - N�o, e da�?
Claro, s� sabem fazer boquete.
Aprendi com a sua m�e, ela � talentosa.
At� um cego veria que s�o duas vadias.
- V� se fuder! - N�o encoste em mim!
Quietas! Eu e o Vittorio temos que nos concentrar na massa!
Caladas! Vou jogar a panela em voc�! Mudas!
Calem a boca!
- Quer ajuda, Cesare? - N�o, v� se sentar.
Ent�o...
- E o guanciale? - Foda-se o guanciale, Vittorio.
Venha.
O que foi? O que deu em voc�?
O diabo estava dentro da panela, Cesare.
Eu o vi, era vermelho, e tinha chifres.
- O que est� dizendo? - Eu vi, tinha chifres. Veja.
- O c�rebro dele est� fritando? - Beleza...
N�o encoste em mim! N�o me toque!
- Deixa que eu fa�o, Cesare. - V�o sentar.
V�o sentar, eu preciso fazer a comida.
Posso fazer a comida ou n�o? Estou com fome!
Eu sou idiota que tive que saber pelos outros?
Depois de 2 anos? Isso � coisa que se fa�a?
Entre.
At� entenderia se fosse uma mo�a bonita,
mas por uma feiosa como aquela, n�o!
Voc� a conhece?
Eu nem lembro como se chama.
Linda! Ela se chama Linda.
O Vittorio me disse que quer trabalhar.
Est� vendo que n�o � normal?
Me disseram que ela tem um filho.
Cale a boca, Viviana.
Est� se borrando de medo, hein?
Nossa, estou morrendo de medo...
Se voc� colocar mais Limoncello, eles v�o acabar bebendo.
Confia em mim, garotinha.
N�s vamos beber o Limoncello.
Vem c�, vem!
De perto voc� parece um marciano.
Voc� tamb�m. Somos dois marcianos.
Sim, talvez... seria legal.
Mas acho que erramos de planeta.
Vamos, o combust�vel acabou!
O que est� fazendo?
- Tchau. - Tchau. N�o se atrase amanh�.
A� est� ele.
Trabalhador...
- Minha nossa, est� todo sujo! - Bem, e da�?
Quer�amos saber se ela te bateu para te fazer trabalhar.
- Claro que bateu. - N�o t�m nada pra fazer?
Pegue, irm�o.
- Jogue fora, n�o me interessa. - Disse que n�o interessa.
- N�o interessa? - Vamos embora.
N�o interessa...
Podem ir, vou ficar, nos vemos depois.
Sim. Tchau, pessoal.
Ainda n�o se encheu, hein? N�o � suficiente pra voc�.
Quanto tempo acha que vai continuar com isso?
Encontre uma mulher, Cesare, se acomode tamb�m.
Venha, tenho que te dizer uma coisa. Venha.
O que foi?
Acabei trepando com a Viviana, mas n�o � culpa minha,
ela que se jogou em cima de mim.
Tudo bem, n�o me interessa, ela n�o � minha namorada.
Eu estou com a Linda.
Mas voc� podia ter me contado, n�o?
O que tinha que contar?
Que ela era t�o talentosa.
E a Linda, como �?
- Como ela �? - Chega, Cesare.
Ela gosta?
- E como faz quando... - Te disse que chega!
- N�o quer me dizer como faz... - Te disse para parar com isso!
J� te disse... Pare com isso, j� avisei!
Foi voc� que me traiu, seu merda!
Voc� que foi embora cuidar da sua vida!
N�o pensa em mim, hein?
- Como trabalharei agora? - Como diabos quer trabalhar?
Est� muito chapado, olhe s� pra voc�!
Coloque sua vida nos trilhos!
Me d� a porra do comprimido. Me d� essa porra...
- Te disse pra me dar. - O que quer com ele?
- Me d�! - O que vai fazer?
- Jogar fora. Me d�! - N�o vai jogar.
- Me d� os comprimidos. - N�o vai jogar.
- Me d�. - Que diabos est� fazendo?
- Comporte-se, eu te dou. Pegue. - Muito bem.
- O que vai fazer? - Jogar no vaso e dar descarga.
N�o vai jogar na privada, n�o! Vittorio, vai jogar na privada?
V� dormir, amanh� passo te pegar �s 6h.
- �s 6h? E aonde iremos? - Ao canteiro de obras.
Ao canteiro?
- Vai me levar com voc�? - Sim, vou.
�s 6h.
Era s� o que faltava.
Linda, ele s� tem a mim.
- Se n�o ajud�-lo, quem ajudar�? - S� sei que ele � louco.
E acho que est� errando em lev�-lo com voc�.
- Mas n�o posso abandon�-lo. - Voc� � novo no canteiro.
E com todos os polacos, j� � muito que voc� trabalhe, lembre-se!
Quem � esse Cesare?
� um amigo meu. Um irm�o. Nos conhecemos desde moleques.
- O que est� escrevendo? - Uma reda��o.
A professora disse para escrever o que acontece em casa.
A professora quer se meter na nossa vida.
Posso ler?
"Vittorio, aquele que dorme com a m�e minha..."
"Minha m�e", corrija.
"Quer levar para o trabalho o Cesare, um amigo de inf�ncia".
Muito bem, Tommasino, passe a limpo.
- Aonde vai esta hora? - Ao canteiro de obras.
Ao canteiro?!
� ideia do Vittorio.
- Tchau, m�e. - Tchau.
Vamos tentar, se nos deixarem trabalhar, beleza,
sen�o procuramos em outro lugar, aqui est� cheio de canteiros.
- Olha s� quem est� a�! - Lenzetta, quem � o chefe aqui?
� o Mario, mas a equipe est� completa, n�o aceitar� ningu�m.
E onde ele est�? Mario!
- Mario! - Quem � Mario?
- Mario! - Mario!
- Sou eu! O que quer? - Oi, Mario.
Eu e meu amigo viemos trabalhar. O que devemos fazer?
O que querem fazer? Minha equipe est� completa!
- Pode descer? Vamos conversar. - A equipe est� completa!
Te dissemos para descer! Des�a logo!
Vamos!
Se n�o fizer assim, o imbecil n�o nos deixar� trabalhar.
Voc�s s�o surdos? Eu disse que n�o preciso,
- procurem em outro canteiro. - Mario, vem c�, querido!
Escuta, quero te dizer uma coisa.
Percebe que se n�o trabalharmos, ningu�m trabalhar� aqui hoje?
- O que sabem fazer? - Somos pedreiros profissionais.
- N�o � bem assim... - Claro! Somos profissionais.
- S�o profissionais ou n�o? - Claro que somos.
Lenzetta, diga que somos pedreiros profissionais.
- N�o sabe que sou profissional? - Sei l�.
Est� certo, me mostrem o que sabem fazer.
Obrigado.
Cesare, que porra voc� com essa �gua!
Devia me agradecer. Seu �ltimo banho foi no feriado de Agosto.
Que diabos est� fazendo? S� quer borrifar �gua?
Calma.
Olha o que fez! � melhor voltar a fazer o que fazia antes.
Comporte-se ou chamarei o Mario e farei com que te demita.
� mesmo?
Vai! Puxe, puxe!
- Cuidado! - Deus! Desculpe, eu ca�.
Mario, d� o dinheiro.
Voc�s s� causaram danos e ainda querem ser pagos?
- Claro, n�s trabalhamos. - Trabalharam?
- N�o fizeram porra nenhuma! - D� o dinheiro!
- Acalme-se! - O que � essa confus�o?
Eles querem o dinheiro que n�o merecem.
- Quem � ele, outro �tario como voc�? - Seu merda!
Bastardo!
- 50 para cada e v�o embora. - Deixamos por 100, Mario.
Para voc�. E para voc�. E sumam daqui.
Como sumir? Agora que confiamos um no outro...
Quero fazer um neg�cio com voc�.
Uns amigos meus t�m descontos em TV enormes e novinhas.
� como estar no cinema. Sabe qual �?
- Um neg�cio? Mas custam caro! - Claro, se voc� compra na loja.
Eu vendo barato para voc�, mas preciso de um adiantamento.
- De qual marca tem? - Sony, Philips...
Televis�es que custam dois milh�es...
Fa�o por 500 mil liras pra voc�. Mas deve me dar 200 mil agora.
Est� certo, me deixe pensar. Amanh� a gente conversa.
Vai pensar? Depois pergunte para quem ficou com elas.
- Vamos nessa, Vittorio. - Certo, espere.
- Posso te dar 100 mil liras. - 200 mil. Estou fazendo um favor.
Voc� foi gentil comigo e agora quero retribuir.
Est� certo.
Eu sabia que voc� tinha faro para os neg�cios!
- Voc� n�o vai querer? - N�o tenho dinheiro comigo.
Pe�a um adiantamento para o Mario.
- Voc� quer? - Quero. Depois eu devolvo.
Grande, Mario.
- O que � essa hist�ria das TVs? - � um neg�cio.
Sim, mas n�o pode roubar dinheiro de quem te emprega!
A vida � dura, se n�o for duro como ela, n�o vai a lugar algum.
Pegue, vamos dividir.
N�o acredito! Isso � uma epidemia de emprego?
E da�? Eu gosto de trabalhar.
Voc�s que est�o no ambiente dos trabalhadores
por que n�o nos arranjam um ma�arico?
Ouviu essa, Vittorio? Precisa de um ma�arico!
- Para que precisa disso? - Preciso abrir um cofre.
- � mesmo? - Sem chance! Vamos.
- Franco, duas cervejas. - Oi, Franco.
O que foi? O que est� olhando?
Ficou surpreso por estarmos trabalhando?
N�o somos como aqueles quatro l� fora, n�s trabalhamos duro!
O que foi? Eu gostei e peguei.
Quanta gente j� trapaceou com essa hist�ria das televis�es?
N�o lembro, mas muita gente.
- E quanto ganhou? - Dois ou tr�s milh�es.
Eu preciso do dinheiro.
Com todos os problemas que tenho e Debora que est� mal...
- Ent�o por que me deu? - Pois voc� tamb�m tem fam�lia.
- Pegue. - Por qu�?
Voc� precisa mais. Pegue.
Feia! N�o vem me encontrar justo hoje que tenho algo para voc�?
- O que foi, m�e? - Ela est� mal, Cesare.
Est� com febre alta. O m�dico passou aqui.
- V�o intern�-la depois de amanh�. - Como depois de amanh�?
Assim que liberar um leito.
Voc� precisa se virar sozinho.
O m�dico vai tentar colocar uma cama no quarto
para que ela n�o fique sozinha.
Ei, feia...
Est� dormindo? Sabe o que aconteceu comigo?
Encontrei um cara na rua que estava chorando desesperado.
Parei e perguntei: "O que voc� tem?"
"H� anos procuro uma feia. Eu gosto daquelas bem feias".
E eu respondi: "Eu conhe�o uma t�o feia que n�o d� para olhar.
Vem comigo e te mostro".
Ent�o o trouxe para casa comigo. Quer que te apresente?
Quer? Ele � meio t�mido...
- Aqui est�. - Vai dormir comigo?
Que pergunta � essa? Assim ele se ofende! Ele veio at� aqui...
N�o fa�a com que se agite, Cesare.
Est� certo, quer dizer que vamos nos abra�ar.
Entendeu? N�o posso deix�-la sozinha, voc� precisa se virar.
Claro, m�e.
Quantas m�quinas pediu? Quantas tenho que trazer?
Traga cinco.
- O espa�o � suficiente? - Sim, traga e arranjo espa�o.
Lembre-se do lugar das cervejas. Quando bebem ficam mais calmos.
Eu te dou as cinco m�quinas e nossa parte � 50%, certo?
Combinado.
- 50%. Vittorio � correto. - Vamos.
Nota-se que voc� � pintor, hein?
Ou�a, Vittorio, eu n�o gosto dessa hist�ria de casa de jogos.
Olhe para mim. � para levantar uma grana r�pida.
Depois a gente fecha e faz o que quiser.
Sim, claro...
- Fechado. - Sim. O que tenho que fazer?
Nada. Deve manter os olhos fechados.
- Tenho que te esperar? - Est� me vendo?
O qu�? Vamos, Cesare...
Vamos. Me d� a m�o. Des�a.
- Minha nossa... - Espera que vou fechar.
Que frio � esse?
- Aonde me trouxe? - Feche os olhos, n�o trapaceie.
- Est�o fechados! - V� na frente.
- Corra, corra, corra... - Me segure!
- Parada. - De novo?
- Fechados! - Quando chegaremos?
Continue com os olhos fechados.
- Chegamos? - Parada. Fique parada, assim.
Pode me dizer aonde me trouxe?
Para casa, Viviana.
Te trouxe para a nossa casa.
Venha. Espera.
Sala. Aqui colocaremos uma mesa grande para as festas.
- Faremos festas aqui, n�o? - Cesare... sim!
Como quer que seja? Pode falar!
Fale como quer. Faremos como voc� quiser.
- Como eu quero? - Diga!
� lind�ssima!
- Voc� gostou? - Sim.
Aqui estaremos bem, Viviana.
N�o estamos no meio da rua. Pegue, segure.
Aonde vai?
- E agora brindaremos! - Voc� � louco!
Pegue.
- Brindaremos a estas ru�nas. - Claro.
Olha que buraco! N�o vamos fech�-lo, certo?
Quando vai ao banheiro, teme que caia um tijolo na sua cabe�a
e sente um calafrio. Quer sentir ao menos um calafrio na vida?
Vamos nos sentar. Vem c�.
- Como voc� a encontrou, Cesare? - Eu fiz um pedido.
Aqui d� para viver em dois... tamb�m cabem tr�s...
Tr�s?
N�o quer ter um filho? Voc� n�o quer?
- Um filho nosso? - E de quem mais?
Uma filha tamb�m, e n�o s� uma.
- Sabe como a chamaremos? Viviana. - Como eu.
Quero toda a casa cheia de 'Vivianas'.
Todas com o mesmo nome: "Viviana, est� pronto, suba!"
"Viviana, onde est�? "Viviana!" "Viviana!"
Quero esta casa cheia de Viviana!
Deixa eu olhar para voc�.
- Quero te olhar a vida toda. - A vida toda?
A vida toda.
- � um assalto. Passem a grana... - Continuem jogando, n�o � nada.
- O que voc� tem a�? - Calma, calma.
Preciso do dinheiro, vou me casar. Me solte.
- E temos que pagar o casamento? - Olhe para mim...
- Passe o rel�gio! - Continuem jogando.
- V� se fuder! - Fique parado! Sente-se.
- Leve seu amigo para o circo! - V�o embora, v�o!
Coloque a cabe�a dele embaixo d'�gua!
- Que diabos est� fazendo? - Vou me casar, Vittorio.
E que me importa? E vem me roubar?!
Voc� tem raz�o.
Tem raz�o, sou um imbecil. Mas n�o � culpa minha.
E de quem �? Minha?
- O que voc� tomou? - O qu�?
- Fale que diabos voc� tomou. - Nada.
Por acaso voc� tem alguma coisa? Um comprimido. S� um.
Quer um comprimido? S� um?
- O que voc� fez? - Voc� � idiota?
- Me diga o que voc� fez. - Voc� � mesmo idiota!
- Que diabos quer? - Vou te machucar!
Vamos, me machuque!
Voc� sabe que � um idiota?
Puta merda!
Sil�ncio, vai acordar todo mundo, Cesare.
Vou acordar quem? Minha m�e est� no hospital com a Debora.
Ela morreu no escuro, Cesare. � noite.
N�o deveria ter morrido � noite. � tudo escuro.
Ela se foi antes da meia-noite.
Faltavam dois minutos para a meia-noite.
O que faremos sem a Debora?
O funeral, Cesare... Precisa organizar tudo.
Temos que falar com o padre.
N�o se preocupe, senhora. Eu cuido disso.
N�o deve se preocupar com nada. N�o �, Cesare?
N�s cuidaremos de tudo.
Tommaso? Tommasino?
- Cale a boca, vai acord�-lo. - O que est� fazendo?
Viu que eu tamb�m sou capaz?
Que diabos est� fazendo com essa coisa?
Voc� disse que n�o usaria mais. Voc� jurou para mim!
- Eu fiz besteira! - Fez besteira? Eu tamb�m fa�o!
- Voc� n�o deve fazer besteira. - Se voc� usar, tamb�m usarei!
N�o deve usar. N�o deve usar, entendeu?
N�o acredito mais em voc�. N�o creio mais em porra alguma.
� por causa daquela porra de lugar?
Vamos devolver aquele lugar. Vou voltar a ser servente, veja.
E quanto vai durar? Quanto demoraremos para recome�ar?
M�e?
- O que voc�s est�o fazendo? - Tommaso...
Tommaso... Tommaso!
Pode vir, venha, venha!
Venha, venha!
Venha, venha, venha! Pode parar!
- Que lugar! Onde vieram morar? - Voc� n�o gostou?
Se voc�s gostam...
- Bom dia, senhora! - N�s gostamos muito! N�o �?
E como!
- E n�o pagamos o aluguel. - S� faltava ter que pagar.
Vamos, for�a com esses m�veis!
O que � isto?
O dinheiro que deu ao meu amigo para as televis�es.
- Aquele trapaceiro? - N�o tem mais, acabou.
Acabou?
E voc� acha que assim consertar� tudo?
- Me deixe trabalhar, Mario. - N�o preciso de ningu�m.
- Mas eu preciso. - Certo, mas eu n�o.
Escuta, vamos fazer uma coisa. O primeiro dia voc� n�o me paga.
V� como trabalho e depois...
- Me fa�a esse favor. - N�o te pago?
Me deixe tentar.
Minha nossa, deixa sempre tudo bagun�ado...
- Oi. - Oi.
- Como foi? - N�o est� vendo?
Ent�o eles te aceitaram!
Como deixar�o escapar algu�m que gasta o dobro de cal?
Mas � normal, preciso praticar um pouco. Amanh� eu recome�o.
Ele ainda n�o terminou o �lbum?
- Tamb�m s�o todas repetidas. - Sabemos que ele n�o desiste.
Eu tamb�m n�o, Linda.
Dessa vez quero aprender de verdade.
Est� cansado?
Estou feliz.
D� para ver que est� feliz.
Eu tamb�m estou feliz.
- Ei! - O que foi? O qu�?
Voc� est� triste?
N�o, sempre acontece quando estou bem.
- Me pergunto quanto durar�. - Quanto durar�? Vai durar!
Voc� vai ver que dura!
Voc� deve pensar em curtir o momento.
- Sa�de! - Sa�de!
Tenho que batizar a casa.
- O meu n�o quebrou. - � s� uma supersti��o!
Mas agora vamos quebr�-lo.
Depois eu des�o e quebro.
Como voc� enche o saco!
Ent�o � verdade que quem � vivo sempre aparece.
Preciso de dinheiro, Brutto.
- Tem algum esquema? - Depende, Cesare.
Depende se voc� afrouxou ficando atr�s da Viviana e do babaca do Vittorio.
Brutto, n�o posso perder tempo. Tem algum esquema ou n�o?
- Tem uma coisa. - Estou ouvindo.
Precisam de duas pessoas armadas para um transporte,
de Roma a Ostia.
- Transporte de qu�? - De hero�na.
- Quanto vai render? - 50 gramas cada um.
Fechado.
Enquanto eu n�o voltar, fiquem com ela.
Vou levar comigo s� um pouco.
- J� subiu num barco como esse? - N�o.
Voc� n�o gostaria de ir embora desta merda, Brutto?
E aonde iremos?
Aonde iremos?
Cesare, n�o olhe para o mar, sen�o voc� se enche de ideias.
Cesare!
Meu Deus, o que houve?
- Que merda voc� fez? - Nada, est� tudo bem.
Est� tudo em ordem.
Voc� cheirou? Quanta coca�na cheirou?
N�o � coca�na.
� coisa boa, � hero�na!
Voc� usou hero�na! Voc� � louco?
N�o, eu preciso provar. � para o trabalho. Devo vender.
Cesare, n�o prove mais, entendeu?
N�o ouse! Promete que n�o far� de novo?
- Promete para mim? - Eu n�o sou louco.
Viviana, n�o sou louco.
Vamos dormir.
Voc� tem raz�o, no apartamento � melhor que no canteiro.
- Aqui estamos mais protegidos. - Sim, e Mario sempre tem 2 ou 3
para reformar, n�o falta trabalho para ele.
N�o podemos dizer que o Mario � um cara rancoroso.
Ele nunca perguntou das televis�es?
Ele n�o � idiota, se eu n�o tivesse devolvido o dinheiro,
n�o trabalhar�amos porra nenhuma.
- Voc� devolveu mesmo? - Devolvi.
Mas n�o percebeu que era um golpe, ele n�o entendeu.
- N�o entendeu? - N�o.
Ent�o vamos pedir um adiantamento e a gente divide.
- Acha que ele vai aceitar? - Sim, vai ver que ele concorda.
A� est� ele.
- Oi, Cesare. - Minha linda!
Preciso me preocupar ou � um desfile de moda?
Como consegue suport�-lo, Viviana?
No seu lugar, eu teria procurado um menos engra�adinho.
N�o se pode rir o dia todo!
Eu chamei a Samanta por causa daquele neg�cio.
Viviana me disse que voc� tem 50 gramas de droga.
- Ela disse que pode vender. - Sim, mas deve ser coisa boa
n�o bicarbonato.
Bicarbonato? Vou te mostrar o bicarbonato.
Quando foi que cheirou uma coisa do g�nero?
Me parece boa mesmo. T�o boa quanto eu.
Pronto, agora que entendeu, deixe o dinheiro e v� se fuder!
Como seu namorado � podre. O que ele tem?
Samanta disse que pode vender, e te d� o dinheiro que ganhar.
Acha que sou idiota? N�o vou fazer empr�stimo.
Cesare, n�o fa�a assim, n�o diga n�o.
Voc� sabe que n�o gosto de ter isso em casa.
Se ela quiser, tem que me dar o dinheiro.
- Cesare, pense um pouco! - Ainda n�o entendeu
que n�o confio nesses viciados da porra?
E voc� � o qu�?
V� embora! Saia desta casa, viado de merda!
Saia!
Viviana!
- Onde est� a droga? - Voc� deixou na mesa.
E onde est� agora?
Dei para a Samanta. Ela vai vender e te dar o dinheiro.
Que diabos est� falando? Ela n�o vai vender,
vai usar com os amigos!
- Voc� conhece a Samanta? - Quem?
- Samanta... - O que voc� quer?
Sabe onde mora a Samanta? Ela tem cabelo preto e comprido.
Sim, � l� embaixo. � aquela casa verde.
Abra a porra do port�o!
Abra o port�o, viado de merda!
N�o me deixe bravo, me d� o dinheiro!
V� embora! Quando tiver, eu levo para voc�!
Abra a porra do port�o!
N�o pode fazer isso! Tem gente querendo descansar.
Que diabos voc� quer? Cuide da sua vida!
Se ela n�o quiser, n�o vai abrir!
- Isso � problema nosso! - Deus, como est� nervoso!
- O que deu em voc�? - Abra o port�o!
Abra a porra do port�o!
Abra o port�o!
Abra a porra do port�o!
- O que est� havendo aqui? - Ainda bem que chegaram.
- Esse louco vai derrubar o port�o. - E ent�o, meu jovem.
- N�o est� acontecendo nada. - Leve ele embora que � melhor.
O que diabos voc� quer?
- Chega, vamos embora. - Ent�o, vamos.
- Finalmente. Que bom que chegaram. - O que est� acontecendo?
Ele n�o para de gritar, h� dias est� me perturbando, sargento.
Eu estou te perturbando?
Desde que experimentou o produto me procura sem parar,
me segue dia e noite. Deve estar apaixonado.
Puta merda! Tem que me dar 5 milh�es!
Vai sonhando! Diga logo que est� apaixonado!
Calma! Vamos!
- Seu viado! - Precisa se acalmar.
- Viado! - Acalme-se...
- N�o me encham o saco! - Me escute um momento.
Ela me fez passar por viado. Disse que eu estava perturbando.
- Ela jurou devolver o dinheiro. - Cale a boca.
E me explique quem te autorizou a entregar a droga para ela.
Fiz isso por voc�. Voc� voltou a usar. N�o quero que use!
- Entendeu que n�o quero? - V� se fuder!
Eu estou me esfor�ando, Vittorio.
Eu gosto muito dele.
Todos n�s gostamos desse louco.
Deve ficar quieta. Cale a boca.
Pare aqui.
- Cave. - Por qu�?
Eu mandei cavar.
- Vai cavar a vala sozinha. - Voc� � louco? Isso � s�rio?
Me d� isso! Saia da�.
Tem que fazer assim.
� assim que se faz.
- O que est�o fazendo? - Viviana, v� para a cama.
Continue.
Cave!
Se n�o me der o dinheiro da droga, vai acabar a� dentro.
Voc� percebe que isso � loucura?
Viviana, fale algo. Veja o que este louco est� me obrigando a fazer!
Voc� enlouqueceu?
Cale a boca, Viviana. N�o se intrometa.
Cave.
Volte para dentro, Viviana.
Cave.
Viviana!
Viviana!
Viviana!
A� est� ele.
Cesare, o que houve? Parece Jesus no dia anterior � P�scoa.
Voc�s viram a Samanta? Se eu ach�-la, acabo com ela.
Acabar com ela? Vem com a gente que temos um esquema seguro.
Um apartamento em Parioli.
Quando ter� a chance de entrar com a chave?
Um amigo que � chaveiro fez uma c�pia para mim.
- Pe�a para o Brutto. - Ele n�o est� interessado.
Aquele filho da puta est� se virando sozinho. Vamos!
Ent�o fa�am sozinhos.
Vou te matar como um c�o, passe tudo o que tem no caixa.
- Acalme-se... - Vamos!
Aqui est�. N�o me machuque. N�o me mate. Pegue.
Pedi para me dar tudo. Tudo!
Sim, mas n�o me machuque. Pode pegar.
Relaxe, n�o vou te fazer nada.
Cesare!
- Meu Deus, o que voc� fez? - Me ajude, Viviana.
Cesare!
- Me ajude. - O que aconteceu?
Meu Deus...
Fique parado, certo? Espere.
Cesare, veja quanto sangue. Temos que ir ao hospital.
� in�til.
Temos que ir, Cesare. Por favor!
Parado. Fique parado. Fique assim, certo?
Fique parado, certo? Calma.
Cesare... Cesare!
Olha.
Olha, s�o 5 milh�es. A Samanta me deu hoje.
Viu s�?
Eu te disse para confiar.
N�o est�o vendo que est� ferido? Levem ele para o hospital!
UM ANO DEPOIS
Se estivesse com fome, o que comeria?
- Ei, pequeno. - Sorte sua que a mam�e notou.
- Tamb�m trouxe uma cerveja. - Beleza. Deixe a� em cima.
- O que est� fazendo? - Fa�a uma coisa,
tire a jaqueta e coloque ali. Me d� uma m�ozinha.
Venha. Mexa o cimento, misture bem.
Veja, � assim que deve fazer. Deixa... Assim, pegue de baixo.
Conte para a sua m�e o que aconteceu hoje.
- Me aceitaram no canteiro. - E talvez assinem sua carteira.
� verdade.
Coloca azulejo melhor que eu quando comecei.
Est� falando s�rio?
N�o est� feliz? Em tempos como este � uma sorte.
Ela caiu direitinho!
S� me faltava ter que criar outro servente.
� um oper�rio.
Quem coloca azulejo � oper�rio, n�o servente.
Eu sei, mas o dinheiro � sempre pouco.
A mam�e tem raz�o, Vittorio. Eu gosto do seu trabalho,
mas � verdade que te pagam pouco.
Me pagam pouco, entendeu?
Pensei em ajudar a Pina na lavanderia.
Ela precisa de gente.
E como far� com o trabalho na cooperativa?
Posso continuar com ele. Tr�s vezes por semana, � tarde.
Ao menos trago mais um pouco de dinheiro para casa.
Por que, Linda, o que te falta?
Depende, Vittorio. Para voc� basta o que temos?
Tchau, tchau.
- Pode entrar no carro um momento? - O que temos para conversar, Brutto?
Vittorio, o que disse para o seu filho? Posso cham�-lo assim?
- Que diabos quer do Tommasino? - Ele veio me pedir trabalho.
- O qu� ele fez?! - Se ofereceu para levar envelopes.
Disse que precisa de dinheiro e voc�s n�o d�o nada para ele.
- E o que voc� respondeu? - Acha que sou um bosta?
N�o farei seu filho trabalhar. Eu n�o quero ele no meio disso.
Beleza, conto com voc�, Brutto.
Mas se precisar de dinheiro para o bem estar da fam�lia...
eu estou aqui.
Faz uns corres por um tempo e se reorganiza.
- Eu sa� dessa vida, Brutto. - E fez muito mal.
O garoto n�o est� errado, n�o pode cri�-lo sem grana.
Dinheiro � algo necess�rio!
E sabe como funciona na quebrada: "sem mercadoria n�o vai adiante".
Muita gente vive disso, Vittorio.
� melhor que eu v� embora.
Pense bem. � tanto dinheiro no fim do m�s, n�o micharia.
Tchau, Brutto.
Ei, Viviana!
Espera que te ajudo.
Vittorio, caramba, quanto tempo...
- Agora voc� mora aqui? - Foi ideia da m�e do Cesare.
Quando ele nasceu, ela quis que vi�ssemos para c�.
Eu n�o sabia.
Veja s� que lindo...
Vem c�.
Cesare! Cesare...
Aqui est� ele.
N�o vai dar um belo sorriso para o Vittorio?
Sabia que ele e seu pai eram como irm�os?
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