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Original subtitles

Na cirurgia, trabalhamos para fazer nossas suturas

as mais precisas poss�veis.

Tentamos minimizar as cicatrizes

e retomar o funcionamento pleno.

Tentamos acabar com qualquer ferimento.

Pode clicar nisso para mim, Zozo?

M�e, � o casamento do tio Alex.

Olha s�.

- � t�o bonito. - � mesmo.

Alex vai odiar isso.

Por que est� t�o frio?

Eles desligaram a fornalha. Porque � maio!

O que foi?

Kepner enviou os convites de casamento!

� esquisito recebermos convite do nosso casamento?

N�o, isso que � o bom da Kepner fazer isso por n�s.

- Est� chique. - N�o est�?

- Talvez muito chique para ir. - Verdade.

- Coloque-nos como "talvez". - Sim.

- Onde ela est�? - Bem aqui.

- Est� chapada? - N�o.

Precisei de uma dose, mas n�o consegui.

Ent�o suei no sof� do meu amigo.

Estou h� 6 dias sem nada.

Eu odiei, mas senti falta do Leo.

E n�o quero ficar chapada,

mas quero muito ficar chapada, sabe?

Tudo bem.

Vamos.

Vai lev�-la a uma reuni�o?

N�o, tenho que ir ao trabalho

para a pior consulta da minha vida.

Vai lev�-la ao seu trabalho?

N�o vou tirar o olho dela de novo. Vamos l�.

Viu isso?

Sim. Muito fofo.

- Eu tenho que te dar algo. - Ent�o d�.

- Meu aviso. - Aviso de qu�?

Estou indo embora. Vou me mudar para Nova York.

� pela Sofia.

� o que ela precisa e ser� �timo.

Por favor, fique feliz por mim.

E por Sofia.

- Quando? - N�o imediatamente.

Mas em breve.

Achei que voc� era um palito docinho.

Quando te conheci,

achei que era um recipiente vazio,

cheio de a��car,

que patinava em um hospital.

N�o sabia que seria

um dos maiores privil�gios da minha vida

conhecer voc� e trabalhar com voc�.

N�o. N�o posso.

- Desculpe. Obrigada. - E isso...

Voc� tamb�m.

- Bom dia. - Bom dia.

Bom dia, sra. Harriet.

Viu isso?

Vi.

Jo e Alex n�o fizeram isso.

N�o, isso � a April.

- Voc� vai? - Sim.

Achei que n�s �amos. N�o vamos?

Sim. Eu vou. E voc� vai.

Nunca estivemos juntos em um lugar

- com todos. - Certo.

Perfeito, ent�o.

Voc� ia me contar?

Tive que escutar do Monte Sinai?

N�o h� nada para contar ainda.

Viu os convites? Muito fofos. Estou ansiosa.

Diga-me por qu�.

Por que procuraria emprego? � pelo esc�ndalo Harper Avery?

As mudan�as da funda��o s�o reais.

E pensei que se tivesse reservas voc� falaria comigo.

Pensei que �ramos amigos...

- Ela j� chegou? - Sim.

- Sabia sobre a Robbins? - N�o sei nada de ningu�m.

Essa � Betty. Falei sobre ela.

Ela pode ficar com voc� enquanto fa�o a consulta?

Prazer em conhec�-la, Betty, e n�o.

Voc� est� conosco, Betty.

S� ou�a e n�o fale, certo?

- Por que ela est� aqui? - Betty?

- N�o. - N�o sei.

Rotina? Retorno?

Eu n�o sei. Voc� n�o sabe?

N�o nos falamos desde que ela saiu, nenhuma vez.

Eu tentei contato, ela n�o respondeu, eu desisti.

Tenho que discutir algo com ela.

Mesmo? Hoje? N�o pode esperar?

Deixar pra depois? Sente a�.

Robbins? Shepherd?

Olha s� pra voc�s! Est�o �timas!

Voc� consegue...

N�o. Estou brincando.

Continuo cega como uma minhoca.

Muito cedo?

- N�o quer esperar l� dentro? - Onde eu vou, voc� vai.

- Eu j� disse. - Est� muito frio hoje.

� mais uma v�tima do inc�ndio em Ballard?

N�o, � um carro que capotou.

Fiquei acordado preocupado se o Leo estava com frio,

liguei o aquecedor e acordei-o.

Quando o Tuck come�ou a dormir a noite toda?

Est� pedindo um conselho de m�e?

Sim, n�o consigo encontrar...

J� ouviu falar da aranha cribelada?

- Aranha... - Ela bota de 50 a 100 ovos,

e quando os filhotes atingem certa idade,

ela toca na teia e puxa os filhotes.

Eles se aglomeram nela,

espetam os ferr�es nela,

as entranhas dela se dissolvem, e eles a sugam,

como um milkshake, para se nutrirem.

E ela vira apenas uma casca morta,

e eles continuam com suas vidas. Isso � ser um pai.

Esse � o meu conselho.

Isso foi �til. Obrigado.

Taylor capotou o carro. Est� muito mal.

- Quem? - Matthew Taylor.

Inconsciente com ferimentos, 11 na escala de coma.

Administramos em bolus tr�s vezes.

Matthew, consegue me ouvir?

- Ele � um de n�s. - Eu sei, pode deixar.

Vamos para a Trauma 1.

Chamou?

- � o Matthew Taylor? - Sim.

- O que houve? - Capotou, encontre a Kepner.

- Avisem que ele est� aqui. - Encontre a Kepner.

- Disse para eu ir aonde for. - V�.

Matthew? � a Meredith Grey, amiga da April.

Consegue me ouvir?

8 miligramas de morfina.

- April. - Estamos chamando.

Tente relaxar.

April est� aqui? Ela est� bem?

- O qu�? - Como assim?

Ela me alertou.

De uma curva.

No gelo.

Matthew, o que aconteceu?

O que tem a April?

Matthew?

14� Temporada | Epis�dio 23 -= Cold as Ice =-

LuhCa | vfurst | CarolJ |vikyor1 FehRaine | vgiusti | rmsdiana

Revis�o: CarolJ

[Equipe InSUBs] Qualidade � InSUBstitu�vel!

Ele tem um ferimento na cabe�a. Pode estar delirando.

Voc� disse o nome dela e ele apenas repetiu.

Vou verificar o itiner�rio.

- Como foram chamados? - 911.

Deve ter ligado antes de apagar.

Havia uma bolsa ou um casaco feminino no carro?

Est�vamos apenas tentando tir�-lo.

Caiu na caixa postal sete vezes.

Vou procurar o Jackson. Ele saber� onde ela est�.

Leve-me at� onde encontrou o carro.

Leve o Taylor para uma TC, e encontre uma SO dispon�vel.

Deixe que eu levo o Matthew.

- Precisa ficar aqui. - Dou conta.

Precisam de uma chefe e preciso ficar ocupado.

S� at� sabermos.

Flu�do hem�tico, superior esquerdo.

- Parece uma esplenectomia. - Avise quando descobrir.

Mais bombeiros de Seattle no inc�ndio do pr�dio

que est� fora de controle em Ballard.

Especialistas dizem que o frio poder ser o culpado,

com os moradores ligando os aquecedores.

Os bombeiros est�o preocupados

que as chamas se espalhem para edif�cios pr�ximos.

Quando as dores de cabe�a come�aram?

Um m�s atr�s. Eu tive gripe em T�quio,

pensei que fosse s� isso, mas ficou pior.

Depois veio a tontura. Ent�o pensei:

vou procurar a mulher que passou a maior parte do ano

conhecendo meu c�rebro.

E Robbins.

76 procedimentos desde que te vi pela �ltima vez.

Desde que vi qualquer coisa, na verdade.

Fez a li��o de casa.

N�o, eu tenho te acompanhado.

Nosso tempo juntas foi curto, mas voc� apressou ainda mais.

Foi curto, mas importante.

- Acho... - Que o tumor est� de volta.

N�o vamos nos antecipar. Quero agendar uma TC.

Robbins, podemos p�r a conversa em dia.

Est� concordando com a cabe�a? N�o consigo determinar.

Estou. Vamos por a conversa em dia.

Pode olhar isso? Kepner me deixou.

Precisamos escolher a base da paleta de cores.

- Para que isso? - Escolha um.

� tudo amarelo.

Ela quer nos encontrar �s 11h para a degusta��o do bolo.

Se eu estiver em cirurgia,

escolha qualquer um, menos bolo de cenoura.

Achei que ela decidiria essas coisas.

� bolo. Voc� ama bolo.

Kepner.

Kepner.

April.

April!

April!

N�o.

N�o.

- Ainda bem que te achei. - Por pouco.

Tem um apartamento cheio de v�timas queimadas.

Estou atolado, na verdade.

Sabe onde a April est�? N�o a viu?

Ela se voluntariou em uma cl�nica rural.

Fiquei com Harriet no fim de semana. N�o vi.

- Por qu�? O que houve? - �...

A fam�lia dele est� aqui. Est�o surtando. Posso falar?

N�o at� saber a gravidade. N�o saberia o que dizer.

Certo. OWEN: ENCONTREI. � RUIM.

Mer, precisa de algo?

N�o. � sobre o casamento. Pode esperar.

Certo.

- Falou com o Avery? - Est� com um paciente.

Quero esperar at� saber o que dizer.

E at� ele n�o ter a vida de algu�m nas m�os.

S� estou dizendo, talvez Wilson n�o tenha me convidado

porque ainda tem sentimentos...

Se n�o acabar essa frase, deixo me acompanhar.

- Certo. - Voc�s dois.

Juntem-se a n�s.

Vou dizer quem est� chegando,

e voc�s n�o v�o surtar.

V�o se acalmar e trabalhar.

Ela est� hipot�rmica, muito fria.

Sem pulso e sinais vitais. Escala de coma 3.

- N�o sei h� quanto tempo. - Acho que a perdemos.

- N�o! - N�o perdemos.

N�o est� morta at� estar quente e morta.

Preciso de aquecedores e soro quente.

- Algu�m chamou a Pierce? - Eu chamei.

- Oxig�nio umidificado. - N�o acho a veia.

- Tente o outro. - Tamb�m n�o.

- Fa�a infus�o intra-�ssea. - Fa�a duas.

O que est� fazendo? Adormecendo.

Ela n�o sente. Est� morta.

Cale a boca. N�o diga isso. Ningu�m diz isso.

O que ela disse, quente e morna?

A temperatura dela � 20�C.

Temos que chegar em 30

antes de tentar trazer o cora��o de volta.

Meu deus.

O que houve? Meu deus.

- Jackson sabe? - Ainda n�o.

Meredith, n�o podemos perd�-la.

N�o vamos perd�-la. O mesmo aconteceu comigo,

e eu estava bem pior que a April.

- Jackson tem que saber. - N�o, Maggie,

te chamamos porque � chefe da cardio.

Venha aqui. Precisamos de voc�.

- D� um de epinefrina. - N�o.

- Cobertores. - N�o.

Sem epinefrina. N�o tem circula��o.

N�o vai chegar ao cora��o. E pode ser t�xico.

Precisamos de tubos tor�xicos e uma lavagem tor�xica.

- Certo. - Eu fa�o. Schmitt, venha!

Precisa de circula��o. Precisamos de RCP

abdominal intercalada. Helm, venha aqui.

Voc� empurra. Voc� alterna. Circula o corpo inteiro.

Empurre. Mantenham est�vel,

cerca de 100 bpm.

- Hunt, onde precisa de mim? - Estamos fazendo...

Estamos fazendo tudo. Parem as compress�es.

Bom.

Pronto? V�o.

Olhe isso.

� uma tonelada de incha�o de mucosa

e part�culas de carv�o.

N�o atingiu a carina, ent�o � bom, certo?

Poderia ser pior.

Recebi seu convite hoje de manh�.

- Eu tamb�m. - Muito legal.

April � muito boa com essas coisas.

Eu colocaria um folheto na sala dos residentes

e faria a recep��o no Joe's.

Eu n�o tenho muita experi�ncia em planejamento,

mas posso defender a fuga.

Forceps, por favor?

Eles chamaram de reabilita��o da vis�o,

mas eu chamava de escola de cegueira.

Eram v�rios exerc�cios de treinamento,

Braille e terapia em grupo

com iogurte e pessoas muito animadas.

Voc� teria adorado.

Aposto que amaram voc�.

Eu fui...

Fui boa nisso. Muito boa.

E eles...

Agora tenho um cargo de professora na UCSF.

Estou viajando para todo lugar, ensinando.

Acho que sou um c�rebro grande com uma boca grande agora.

- Agora? - E andei acompanhando voc�.

Aquilo do carrinho obst�trico?

Est� fazendo as pessoas falarem. Ouvi isso.

Estou voltando para a cirurgia pedi�trica.

- O qu�? - �, sou obrigada.

Tenho que ir para Nova Iorque

e j� tem 3 cirurgi�es fetais l�,

ent�o Mount Sinai ofereceu...

N�o, Robbins, isso � inaceit�vel.

Escute, eu n�o tenho escolha.

Eu sei que � um choque para voc�,

mas se tivesse aparecido, n�o seria.

Tudo pronto.

Ela fez exames em S�o Francisco h� 6 meses.

- Todos limpos. - J� faz 6 meses.

Se o tumor voltar, terei que contar a ela.

- Por que n�o contaria? - Quero dizer sobre o meu.

Que operei o c�rebro dela com um tumor enorme no meu,

o que pode ter causado a cegueira,

e pode ser porque ela est� de volta com um tumor.

Espere. Voc� tem tumor cerebral?

- Tive. - Teve, j� foi.

Voc� salvou a vida dela quando ningu�m mais podia.

E n�o sabemos se seu tumor causou algo.

- N�o sabemos se n�o causou. - Operou um c�rebro

quando precisava de uma opera��o no c�rebro?

Ela pode estar aqui?

- O que eu disse? - Vista e n�o ouvida.

Inicie.

Sem sinais vitais?

- Nenhum? - Ainda.

J� passamos por isso. Sabemos o que fazer.

Hunt, Grey e Pierce a est�o aquecendo,

- procurando pulso. - Onde est� Jackson?

- Em cirurgia. - Traga a c�mera, Roy.

Roy.

Desculpe. Eu...

Gosto da dra. Kepner.

Como est� o Taylor?

Pior do que pensamos.

Meu deus.

April.

Hemorragia na g�strica. Passe o clipe.

- Vou entrar. - N�o. Est� sob controle.

Ao menos sinto que estou fazendo algo.

Coloque para c�.

Bem ali.

- E o n�vel de pot�ssio? - Seis.

Helm, mantenha o ritmo ou saia.

Eu posso assumir.

Ela tem marcas de cinto.

- N�o foi jogada para fora. - Sim.

Acho que ela saiu,

ligou para o 911 e ent�o caiu do barranco.

- Devia estar desorientada. - Tentou salvar o Taylor.

Por quanto tempo estamos aqui?

Uma hora?

- Vamos contar ao Jackson. - H� um paciente na mesa.

- � a m�e da filha dele. - Eu sei, Maggie.

Mas n�o precisamos de emo��o.

Precisamos de pessoas que possam ajudar.

- Temperatura? - 24.

N�o est� r�pido o bastante. Vamos para a sala

e coloc�-la no bypass. Preparar para mover.

- Encontre ajuda. - Certo.

Deixa comigo.

- Alex. - Vou comer bolo

com a Kepner. Quer ir?

O que foi?

� a Kepner. Venha comigo.

EXTREMAMENTE BRADIC�RDICO

Parker, consiga o sangue que puder.

Parem as compress�es. Preciso dela parada.

Pronto. V�o.

No in�cio, odiei a Kepner.

Certo, parem.

Odiei pois queria ser como ela.

- V�o. - Estava sempre pronta.

Animada.

Ela se importava e gostava dos pacientes.

E sabia das coisas. Ela era boa.

- Clamps de vaso. - Era tudo que eu n�o era.

Tudo que eu tinha que melhorar para ser.

Ela nasceu assim.

Pare de falar no passado.

Organizei as gavetas de acordo com a gravidade.

Hemorragia, sepse.

- Pr�-ecl�mpsia. - Sim.

Sulfato de magn�sio?

Como sabia? Pode sentir?

Adivinhei, bobona.

Do que mais precisaria para pr�-ecl�mpsia?

Impressionante, Robbins.

Isso � bom. Voc� � boa.

- Levou para a frente. - N�o tive muita escolha.

Est� fazendo manha? Ou�o manha.

Vem seguindo meu trabalho?

E nem pensou em me contatar? Para saber que estava bem?

Para ver se eu estava bem?

Pois voc� era minha mentora

e era... Devia ser minha amiga.

- E... - Voc� estava bem.

Voc� est� bem.

E nem por um segundo pense em desistir

- de cirurgia fetal. - N�o.

Voc� n�o pode opinar sobre isso.

Voc� me largou e seguiu em frente.

- � inaceit�vel. - Robbins, eu...

N�o sabia...

Voc� salvou minha vida.

- Shepherd salvou. - N�o.

Sim, mas n�o.

Depois da escola para cegos, cheguei num ponto dif�cil.

A cegueira eu podia aguentar,

mas vim a esse mundo para ser cirurgi�

e de repente...

Meu mundo ficou sombrio.

Sem trocadilhos.

E ouvi sobre voc� e d�zias de procedimentos.

Os g�meos acard�acos. Salvou quadrig�meos.

E pensei: "Droga, eu consegui".

Transferi meu c�rebro para essa garota,

em poucos meses,

e ela salvou muitos beb�s.

Obrigada.

Precisava ouvir voc� dizer isso.

Isso n�o � sobre voc�. � sobre mim.

Voc� me fez perceber que eu podia ensinar

e que podia fazer a diferen�a.

Posso salvar mais beb�s criando mais Robbins

que eu poderia sozinha com dois olhos funcionando.

Voc� me fez ver isso, e isso salvou minha vida.

E eu n�o vim at� voc� porque n�o sabia como agradecer,

suficientemente, e ainda n�o sei,

ent�o n�o vou.

Certo?

Robbins?

Estou aqui.

- Isso � alguma coisa? - N�o, voc� j� viu esse.

H� uns 45 minutos.

Todo esse tempo eu vim falando,

"tudo bem, ela est� cega, mas eu salvei a vida dela",

e agora nem posso dizer isso, porque o tumor voltou

- e nem consigo encontr�-lo. - Talvez n�o tenha voltado.

Pode n�o acreditar, dra. Shepherd,

mas algumas pessoas n�o t�m tumores.

Pode ser enxaqueca, ou ac�mulo de CSF.

Vamos fazer uma pun��o lombar e ver.

Ainda preciso contar. Sobre meu tumor.

Por qu�?

Isso n�o vai fazer ela ficar menos cega.

Ela est� certa. Seu tumor mudou a vida dela ou n�o,

e nunca teremos certeza.

N�o conte para ela.

Estou limpa e s�bria

e n�o posso ter segredos e mentiras e continuar assim.

Certo, fa�a a pun��o lombar.

Se for inconclusiva, se o tumor tiver voltado,

vou falar para ela sobre o meu.

Consegui. Hilo preso.

Certo, cuidado com a cauda do p�ncreas.

Clipe m�dio. Como est� a press�o sangu�nea?

Subindo. A sist�lica est� em 110.

Esse garoto deve estar amaldi�oado.

Depois de tudo o que ele passou...

Algu�m pode me atualizar sobre a dra. Kepner?

Sabemos de algo?

Todas as vezes que Ben sai de casa agora,

uma parte de mim entra em anima��o suspensa.

Ajuda s� me concentrar nos fatos.

N�o tenho nenhum fato.

Os fatos que eu tenho s�o...

Ben foi para o trabalho salvar a vida de pessoas,

ele � muito bom nisso,

e at� ouvir o contr�rio, � o que eu sei.

Eles est�o com a Kepner. Grey, Hunt, Pierce.

Est�o trabalhando para salv�-la.

Eles s�o muito bons nisso.

Estes s�o os fatos. Isso � o que sabemos.

Voc� � uma chefe muito boa.

Ent�o foi tudo para as v�timas do Harper Avery?

- Toda a sua heran�a? - Estou quebrado, sim.

E isso � engra�ado. Legal.

N�o, � que voc� est� quebrado

com sal�rio de 6 d�gitos de cirurgi�o pl�stico,

- uma cobertura e um iate. - Certo...

Eu lavava minhas calcinhas com uma garrafa de �gua,

ent�o � um pouco...

- Entendi. - N�o pode levar tudo.

Preciso de tudo. Mandaram eu pegar tudo.

Temos uma cirurgia em uma hora.

Estamos tentando salvar a vida da dra. Kepner agora,

ent�o ter� que encontrar mais.

O qu�? O que voc� disse?

- Uma dose de epi? Algo? - Ainda n�o.

Tirem os grampos. Vamos come�ar o bypass.

H� quanto tempo?

- 3 horas. - 3 horas? Por que n�o contaram?

- Parar compress�es. - N�o parem.

N�o. Jackson!

Eu a coloquei no bypass.

Estamos aquecendo-a.

Estamos fazendo o sangue dela circular.

E depois, vamos tentar achar um ritmo.

- Agora s� podemos esperar. - E rezar.

N�o me importa como voc�s rezam, ou para quem rezam,

mas April ia querer que rez�ssemos por ela.

Ali.

Bem ali. � uma fibrila��o? � um ritmo?

- N�o estou vendo. - Nem eu.

N�o est�o vendo? Bem ali. N�o est�o vendo?

- Carregue para 120. - N�o, n�o vejo ritmo.

Afastem-se. Afastem-se, agora.

Carregue para 150.

- N�o. - Afastem-se.

- Maggie. - Estou vendo.

Carregue para 200. Afastem-se.

- De novo. Afastem-se. - Qual �.

- Maggie! - Afastem-se.

- J� chega, por favor. - Jackson, solte-a, por favor.

Olhe para mim. Aguente um pouco. N�o podemos parar.

A�.

Isso � um ritmo.

Dra. Herman, acredito que saiba como funciona o procedimento.

N�o se mexa, e talvez voc� sinta uma picada.

Por que est� aqui? E a Am�lia?

Dra. Shepherd foi chamada para uma emerg�ncia.

Ela j� me cegou. Est� � com medo de me paralisar.

Medrosa.

- Ele � ruim? DeLuca � m�o mole? - N�o, ele � bom.

- Posso fazer, se quiser. - N�o, eu fa�o.

- N�o diga isso. - Est� bem. � o fluido espinhal.

- Isso � bom. - � �timo.

O ac�mulo de fluido que causa os sintomas.

Significa que n�o � um tumor.

Gra�as a deus. Ela teria tirado minha audi��o da pr�xima vez.

Volto daqui a pouco, est� bem?

Sei que voc� est� bravo, eu ia contar...

- Arizona, ou�a... - N�o, ou�a voc�.

Acha que quero ir embora? Estou fazendo pela minha filha

que precisa das m�es. Se quiser reclamar,

reclame com a Calliope Torres,

por mudar-se para a terra do caf� ruim e cheiro de lixo.

- Robbins... - Ela � �tima. Tem sido...

Arizona, n�o � sobre Nova Iorque.

- � sobre April Kepner. - O qu�?

- Ele acabou de acordar. - Certo. Matthew?

Levante um pouco a cabe�a dele.

Matthew? � a dra. Bailey.

Voc� sofreu um acidente, mas est� bem.

April? A April est�...

A onda cerebral est� irregular.

- Acredita que com o tempo... - N�o sei, talvez.

- O que aconteceu? - Sofreram um acidente de carro.

Encontrei-a em um barranco. Estava hipot�rmica.

- Ela e Matthew Taylor... - S�o volunt�rios na cl�nica.

N�o, eles est�o se vendo.

H� alguns meses. Ela n�o queria contar a ningu�m.

Ela n�o queria julgamentos e opini�es

sobre quanto tempo ele esperou

ou sobre ela estar fazendo a coisa certa.

Que era diferente de antes.

Que passaram por tanta coisa desde que estavam juntos.

Ela perdeu um filho.

E ele perdeu a esposa.

Que entendiam a dor um do outro como se fosse a pr�pria.

E que sabiam como � fr�gil, como � raro.

Que algo bom poderia vir de tanta dor.

E eles se apaixonaram, de novo.

Ela est� apaixonada.

- Eu voltei. - Eu lembro.

Todo esse tempo senti como se tivesse sido roubada,

mas eu voltei, ent�o os anos que tive com o Derek,

os filhos, casamento, � tudo um b�nus.

Como ela est�? Est� bem? Est� viva?

Vamos deixar a sala para o Jackson.

Voc� n�o viu nada?

Est� tudo bem. S�rio. Ainda h� tempo, n�o?

- Ainda h�... - Ligaram para a fam�lia dela?

Eu ligo.

Acredito que voc� est� aqui.

Acredito nisso.

Acredito em voc�.

Quero acreditar.

Eu vou, eu vou.

Vou acreditar em voc�.

Entendeu?

Fa�o o que voc� quiser.

Qualquer coisa.

Se voc� existe,

n�o leve-a, tudo bem?

N�o leve. Deus, n�o leve.

N�o leve a April.

Por favor.

Oi.

Oi.

Bons reflexos, Kepner. Est� indo bem.

Voc� viu algo?

Alguma pessoa morta?

Eu vi. Vi at� meu cachorro que morreu.

N�o.

N�o vi. Eu...

Lembro de ligar para o 911.

Lembro de cair,

e perceber que n�o conseguia levantar.

E lembro

de me sentir aquecida,

e aquecida,

e segura.

E ent�o...

E ent�o acordei aqui.

Voc� rezou por mim.

E funcionou.

Arizona, eu estou bem.

Eu sei.

Sem luz no fim do t�nel? Ou um port�o gigante?

- Nada? - N�o, pois n�o morri, galera.

Eu estava com hipotermia.

Meus vasos se contra�ram para preservar meu calor,

meu cora��o parou, meu c�rebro desligou,

mas o frio n�o o deixou morrer,

e ent�o voc�s me descongelaram e reiniciaram meu corpo.

Eu n�o morri e ressuscitei.

S� h� uma pessoa que fez isso, e foi Jesus,

e sei que n�o morri, pois se tivesse,

eu o teria conhecido. Com certeza.

Arizona, estou bem.

- Est� tudo bem. - Eu sei.

Tudo bem, vamos deix�-la descansar.

Voc� sempre vem e me traz de volta.

Ol�, dr. Avery.

� um desvio simples.

R�pido e f�cil. N�o chega a ser uma cirurgia.

Tudo bem, vamos fazer hoje.

Na verdade,

eu n�o posso fazer, mas posso encaminh�-la.

Tom Koracick � muito bom. Ele � chefe da neurologia...

Tom Koracick foi quem eu vi depois de voc�.

Ali�s, como voc� est�, depois do seu tumor gigante?

Tom contou para voc�?

Calma. Ele n�o violou a HIPAA.

Eu o escutei falando no telefone,

quando ele pensou que eu estava dormindo.

Um meningioma horr�vel?

- Dormindo na cama... - De Tom Koracick, sim.

Sexo � muito melhor quando se � cego.

Tom � muito bom, muito divertido.

- Voc� devia tentar. - Eu tentei.

Tamb�m sei disso. Tom n�o sabe calar a boca.

Ele tamb�m disse que o seu tumor te deixou louca o suficiente

para poder salvar a minha vida.

Ent�o, viva ao nossos tumores.

Com licen�a, preciso fazer uma liga��o.

DeLuca?

- S� ficou voc�? - Sim, s� eu.

Poderia ter ido ao Koracick, mas queria falar com voc�.

- Seria uma novidade. - Pare!

Bajulei voc� o suficiente. J� estamos bem.

Seu carrinho,

ele precisa estar em todas as maternidades do pa�s.

Consegui subs�dio do HHS,

e quero iniciar

o Centro Robbins/Herman para Sa�de da Mulher.

Vou ensinar cirurgia fetal e voc� vai operar.

Lan�aremos seu programa de preven��o a mortalidade,

e faremos o pa�s ser mais seguro para mulheres e beb�s.

O que voc� acha?

Queria chamar de Centro Herman/Robbins,

mas ia parecer que somos um homem.

Isso � um n�o?

Podemos fazer isso em Nova York?

Onde voc� quiser.

Precisa me avisar quando for fazer isso.

Jackson foi ver a Harriet.

Vai traz�-la quando voc� estiver pronta.

Amanh�, quando estiver mais forte.

N�o quero assust�-la.

Obrigada.

N�o v�. Sua m�o � t�o quente.

No Jap�o, quando uma cer�mica quebra,

alguns artes�os cobrem as rachaduras com ouro.

Pode receber visitas?

Oi.

Voc� est� bem?

- Estou vivo. - Eu tamb�m.

N�o foi o que eu ouvi.

Os artes�os veem os reparos como algo bonito.

Betty.

- Onde conseguiu isso? - Achados e perdidos.

Eu menti para voc�.

N�o estou h� seis dias limpa.

Estava muito chapada para sentir falta do Leo.

Voltei porque estava com frio.

Eu sei.

Venha.

Vamos para uma reuni�o.

Eles sabem que o inesperado acontece.

Que mudan�as acontecem.

Sabem que ningu�m passa por essa vida sem se quebrar.

Mas isso n�o precisa nos diminuir.

Vai ser t�o lindo.

As rachaduras fazem parte da nossa hist�ria.

Elas sempre estar�o conosco.

Elas nos fazem ser melhores.

Nos tornam mais fortes.

Fazem de n�s algo novo.

Legende conosco! @InSUBs www.insubs.com

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