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Original subtitles

Se est� me pedindo para escolher, vou com a Liv.

Fique aqui!

Olhe para mim!

Temos uma intoxica��o alco�lica.

Est� em parada card�aca.

Eu vi...

algo importante.

- Escrevemos um livro. - Parab�ns!

Para voc� tamb�m!

Eu decidi parar de tomar.

Tem que diminuir a dose lentamente.

Pode causar ansiedade e voltar a sofrer os sintomas anteriores.

Acho que sou forte para isso.

Finalmente vamos fechar a igreja de Brovang.

O qu�? N�o. N�o, n�o, n�o, n�o.

Enquanto August for o p�roco...

Ele n�o quer mais ser p�roco.

Ele pediu para pregar na rua.

� como se uma alma de outro mundo...

houvesse apoderado dele.

- Tenha uma boa jornada. - Sim.

- Vai se dar bem. - �timo.

Vamos ver quantos posso ajudar em uma hora.

Boa sorte.

- Oi! - Como vai?

Oi.

Voc� me assustou.

Desculpe, n�o queria assust�-lo.

Voc� � o novo pastor do bairro, certo?

Sim, sou eu.

Bem... � sobre o meu irm�ozinho.

Est� muito doente.

Se seu irm�o est� doente...

- devemos ir � Cruz Vermelha... - N�o, n�o, n�o. L� n�o.

A pol�cia poderia prend�-lo.

Voc� � um refugiado?

Ilegal?

Pode me ajudar?

- O que est� acontecendo, Abbas? - Nada.

Hakim. � o Pastor.

Ele vai nos ajudar.

H� quanto tempo est� assim?

Uma semana, mais ou menos.

Ele precisa ir at� um m�dico.

Quantos anos ele tem?

Quinze.

Prometo que se lev�-lo para

a Cruz Vermelha, eles ir�o ajud�-lo.

- N�o chamar�o a pol�cia. - N�o, n�o, n�o. N�o ir�. N�o.

A pol�cia prendeu um amigo na sa�da de l�. N�o iremos.

Ent�o, o que quer que eu fa�a?

N�o sei, poderia conseguir medicamentos?

N�o posso. N�o sou m�dico.

HERRENS VEJE S01E08

"Quem ignora o pr�ximo tamb�m ignora a Deus."

Martinho Lutero

Me deixa ajud�-lo com o casaco?

N�o. N�o estou doente, certo?

N�o est� ocupada?

N�o.

Posso ficar aqui hoje.

Experimente o que quer experimentar.

Podemos come�ar?

Sim, mas espere cinco minutos.

Sabiam que Christian publicou um livro?

- Voc� leu? - Acabei de come�ar.

Posso?

"Christian Krogh, filho do famoso decano, orador...

e palestrante Johannes Krogh...

deixou o cristianismo, praticado desde a inf�ncia

e abra�ou o budismo em uma viagem ao Nepal.

Neste livro faz uma reflex�o sobre temas como sua gera��o,

a fam�lia e o egocentrismo do Ocidente.

Meu Deus! Johannes sabe?

- Tenho a impress�o de que sim. - Acho que deveria grad�-lo.

Como? Por qu�?

� uma distra��o. Guarde-o.

Sua lealdade com ele � admir�vel, Svend.

Mas agora estou trabalhando 14 horas por dia.

E comi com meus filhos apenas uma vez

desde que Johannes ficou doente.

Morreu.

Johannes morreu.

Tecnicamente � assim. E a causa, a bebida.

Conhece os sintomas que caracterizam um viciado?

N�o me d� li��es sobre v�cios. N�o se atreva!

Vejo que continua tudo igual, n�o?

- Johannes. - Johannes.

Sim, sim... Obrigado.

Sentimos sua falta.

Em nome de todos.

N�o precisavam se incomodar.

S�o flores.

Espero que saiba o que est� me pedindo para fazer.

� por aqui.

Relaxe.

N�o se preocupe. Ela n�o vai te machucar.

Quem s�o?

O irm�o mais novo, Hakim, tem 15 anos.

Seu irm�o mais velho, 21 anos.

Tem certeza?

Aparentam mais idade.

Foi o que eles me disseram.

Emilie Krogh, oncologia.

Sim, agora n�o posso.

Certo. Vou aumentar a dose para 25 miligramas.

- Com quem est� falando? - Calma. Est�o seguros.

Acho que ele tem pneumonia.

Trata-se de uma infec��o nos pulm�es e � muito grave.

Vamos ter que intern�-lo.

O que voc� disse? Devemos ficar aqui?

Calma.

N�o vai acontecer nada. N�o podemos ficar.

- Se n�o se tratar, pode... - N�o podemos ficar.

Vamos hospitaliz�-lo anonimamente.

- Necessita tratamento adequado. - N�o!

Pelo menos deixe-me lhe dar uns medicamentos.

N�o saiam, por favor.

Claro.

E agora, onde est� indo?

Relaxe, j� estar� de volta.

- Oi. - Oi, Karen.

Uma enfermeira n�o poderia fazer isto?

Est�o ocupadas.

Com tudo isso, deve ser uma infec��o importante.

- � uma longa hist�ria. - N�o esque�a dos emplastros.

Obrigado.

Aplique isto duas vezes por dia durante tr�s dias.

Certo.

Mantenha isso limpo. E nunca toque nisso.

- Alguma pergunta? - N�o, n�o.

Oi, August. � a sua m�e.

Liguei porque estarei fora uns dias.

Estou fazendo um curso.

N�o vou estar em casa nem localiz�vel, mas se...

surgir algo urgente, mande uma mensagem e eu ligo para voc�.

Tchau.

- Oi. - Oi.

- Bem-vinda - � linda.

- Voc� acha? - Sim.

N�o sei quanto tempo vou ficar.

Disse a Johannes que estaria ausente por alguns dias.

Eu n�o pedi nada.

Ent�o?

Pode deixar suas coisas por a�.

O banheiro fica por aqui.

Tenho sentido sua falta.

Eu tamb�m.

Precisa me contar porque voc� custa para retornar uma liga��o.

- Oi. - Oi.

Tem que falar com a imprensa. N�o estamos vendendo nada.

- Temos que fazer barulho. - Que tipo de "barulho"?

Seu pai est� sempre na m�dia por algum motivo. Vamos aproveitar

As pessoas adoram ler sobre a vida das celebridades.

N�o v�o falar do meu livro por isso.

Fala de outro tipo de imprensa. Da influente.

Poderia deixar o machado s� um pouco?

Tudo est� mencionado no livro. N�o � suficiente?

N�o quer que seu livro seja vendido?

Parece que � a �nica coisa que te interessa.

S�rio, qual � o seu problema?

Est� arrependido?

� tarde demais, n�o acha?

Confie em mim. S� quero o melhor para voc�.

Tenho um amigo que � jornalista no Politiken.

� suficientemente s�rio e culto para voc�?

Poderia dizer que voc� n�o est� mais bravo com seu pai...

- embora ainda tenha medo dele. - Combinado. Vou falar com ele.

Bom dia, chefe.

- Sabe quando Elisabeth volta? - Nem ela sabe.

Apenas deixou claro... que necessitava de ar fresco.

Necessitava se afastar...

de mim por alguns dias, pelo menos.

E o que voc� vai fazer?

Eu tento...

entender...

o que aquele sonho queria explicar para mim.

Eu...

tenho dificuldade de lembrar tudo claramente.

H� fragmentos confusos na minha cabe�a.

Eu experimentei o LSD e tamb�m pude

ver coisas muito estranhas.

Sim.

- Mas n�o teve import�ncia. - N�o. Foi outro tipo de sonho.

Johannes.

O anivers�rio de Elisabeth ser� em breve. Entende?

� sua chance?

Entende o que estou dizendo?

Voc� tem que se tornar a pessoa que ela deseja ver.

Certo?

Temos que deix�-lo em forma.

Sei que tem uma garrafa de vodca na sua gaveta.

Cale essa sua boca!

Sabe?

Vai ter que escolher entre a vodca e Elisabeth.

Se voc� bebe, aquela mulher leva vantagem...

mas voc� vence quando est� s�brio.

Quando foi que lhe pedi conselhos sobre meu casamento?

- Quando fiz isso? - Voc� n�o pediu...

mas ofere�o de qualquer maneira, sim?

Deve deixar de lado essa hist�ria do seu sonho.

O caf� da manh� est� pronto.

Pode por a mesa?

Minha mulher pediu para tirar isto.

Pode doer um pouco.

Pronto.

Como se sente?

- Melhor. - Est� com a cara melhor.

Obrigado, August.

Nunca... esqueceremos...

o que voc� fez... por n�s.

Obrigado.

Quando Hakim estiver melhor, o que voc� far�?

- Iremos embora... - Iremos para a Finl�ndia.

E pediremos asilo.

E sua fam�lia?

Nosso pai est� morto.

Assassinado...

pelo regime.

E minha m�e ficou em casa para cuidar de nossas irm�s.

Eu tentei entrar em contato com elas.

Mas tem sido imposs�vel.

S� estamos...

n�s dois agora.

Tive que aprender a respirar de novo, aprender do zero.

� curioso chamar de inspirar

e expirar.

Fazemos...

naturalmente por instinto.

Mas n�o assuma isso como um fato.

Faz anota��es?

Gostaria de comentar um pouco sobre seu livro.

Nele voc� fala do seu pai...

mas tamb�m do que � crescer em uma fam�lia de pastores...

e como se livrou desse fardo.

Voc� leu o livro?

S� por cima.

Andamos bastante ocupados.

Houve muita viol�ncia...

Parec�amos a fam�lia perfeita. Mas em casa era um pesadelo.

Nunca bateu em nossa cara.

Ent�o, na escola, nunca suspeitaram.

Eu pare�o muito com ele. � como uma reflex�o no espelho.

Ele batia com frequ�ncia?

Nos per�odos em que bebia, todos os dias.

Minha m�e sabia, mas nunca fez nada.

Ele ficava transtornado.

Batia nela tamb�m.

Eu mal conseguia andar no dia seguinte.

Nunca marcou nossas caras.

H� bastante material e tenso, n�o?

O que gostaria de escrever?

O que voc� quer dizer?

Escreveria a verdade? � algo muito complicado de explicar.

Ou as mentiras que acabei de lhe contar?

- N�o me venha com isso agora. - Viajou 100 quil�metros...

para fazer uma entrevista sobre um livro que voc� n�o leu.

Poderia estar ocupado no jornal, ou jogando Play Station...

ou vendo porn�, mas est� aqui trabalhando.

Sou a not�cia.

Chega, cara!

Se tivesse lido meu livro...

saberia que se trata de despertar

e de estar presente.

O que acha se tentarmos?

- Que tal come�ar de novo? - Sim, acho uma �tima ideia.

Quanto aguenta ficar nesta casa?

A pessoa que me alugou estar� fora at� o outono.

- E quando o outono chegar? - Bem, n�o fa�o ideia.

Vejo depois.

N�o gosta de fazer planos de longo prazo, n�o �?

Eu fa�o planos. Mas acho que � melhor aproveitar cada dia.

Especialmente com voc�.

Tem raz�o.

Sim. N�o sou a �nica com problemas de planos.

E voc� quer que eu fale sobre planos futuros.

Pois �.

Vamos seguir dia ap�s dia, se quiser.

- Logo � seu anivers�rio? - Sim.

Sim?

Vai comemorar no decanato?

Sim.

� uma tradi��o.

- E sempre com meus filhos. - Entendo.

Este ano eu preferiria...

estar com voc�.

Verdade?

- Est� bem. - �timo.

Voc� me perguntou sobre o futuro.

E...

adoraria ter filhos.

Muitos filhos?

N�o...

Tr�s ou quatro.

Embora seja tarde para tantos.

Talvez um casal...

se eu me apressar.

Em que est� pensando?

Que voc� ser� uma m�e fabulosa

E onde eu estaria nessa foto?

Gostaria de fazer parte?

EU TE AMO, JOHANNES

- Tem reuni�o com seus pastores. - Svend, Svend. Svend, vem c�!

Acho que encontrei. O significado do sonho

O significado oculto.

Prometi a Lotte que voc� estaria em 15 minutos.

Olha isto, olha isto. Espera um pouco...

Eu vi meu pai.

Estive com meu pai. Embora... mais tarde...

Ele se tornou um jovem.

Acho que era August. Era August, era August.

E permaneceu assim.

Permaneceu assim.

Ent�o... ele estava bloqueando seu caminho?

N�o.

Ele me aben�oava.

Ou melhor... ou melhor...

Ele me perdoava. Ele me perdoava.

N�o consegue ver?

Depois de tudo que passamos...

temos que perdoar uns aos outros para seguir em frente.

� isso. Sim.

Leu o livro de Christian?

Sim, sim, bem...

Meu pai angelical talvez tenha sido t�o decepcionante...

como qualquer outro pai na terra.

- Terno, n�o? - Recebeu cr�ticas muito boas.

Deveriam perdoar um ao outro e seguir em frente, n�o?

Johannes, acho que isso

significaria muito para Elisabeth.

Voc� � um cara inteligente. Muito brilhante, Svend.

Mas uma coisa � verdade, n�o pretendo viver sem Elisabeth.

Vamos comemorar o anivers�rio dela, n�o?

Com bolo e o que for preciso.

- Assim que eu gosto. - Bem, o que tenho que fazer?

Reuni�o. Os pastores. Em dez minutos.

Meu pente. Estava comigo. Foi bem aqui.

Chefe... chefe.

Sim...

Ela procurou por isso.

Aquela norueguesa ter� luta at� o final.

- Nesta fam�lia n�o desistimos. - Sim. Tamb�m deve limpar isto.

Est� tudo nojento, n�o acha?

Vamos fazer isso amanh�. E voc� vai me ajudar.

- Seu caf�. - Obrigado.

- Bom dia! - Bom dia!

Padre!

Nos vemos.

Como vai?

Bebe o vinho da Eucaristia com os sem-teto?

Em vez disso, falo com eles.

Alco�latras, prostitutas, viciados em drogas.

H� muitos jovens com medo e ningu�m para ouvi-los.

Faz mais sentido do que meu trabalho na antiga par�quia.

Brovang... foi um passatempo de fim de semana.

Aqui ficariam felizes com...

muito pouca coisa.

Eles precisam de mim, Christian.

Sinto que precisam de mim. Entende?

Parab�ns, irm�o.

Devo lhe dar os parab�ns tamb�m.

- Est� em todos os jornais. - Relaxa.

"A arte de perder o equil�brio".

"Temos livros de autoajuda em todos os lugares".

"Christian Krogh escreveu uma obra

de refer�ncia para este g�nero".

� impressionante.

D�o quatro estrelas.

Deveriam ter dado cinco.

Voc� leu?

Sim.

E o que voc� acha?

- Que voc� escreve bem. - Voc� � um... diplomata!

S�rio, n�o vejo isso claramente.

Eu tamb�m estava l� e tenho seus mesmos genes.

Nos sentimos selvagens...

Sempre queremos mais. H� tantas coisas para fazer.

E no final, olhe para n�s.

Um pastor sem igreja e um budista que vive de ajuda.

Isso nos vem dela.

August?

Tem um tempo?

A pol�cia gostaria de falar com voc�.

Sim.

At� mais, Christian.

Voc� conquistou a confian�a de muitas pessoas em pouco tempo.

O que eles fizeram?

N�o podemos revelar detalhes,

mas � uma investiga��o da Europol.

S�o pessoas que pediram asilo pol�tico...

sem sucesso. Ex-soldados ligados a grupos radicais.

Alguns chegaram a se reunir na B�lgica...

com pessoas j� fichadas por planejar atos terroristas.

Conhece algum?

Sinto muito, n�o.

Certo.

Se ver...

qualquer um deles, ligue para n�s.

Muito obrigado.

Abbas!

Por que n�o me disse que era procurado pela pol�cia?

August, n�o posso falar agora.

Hakim est� muito mal.

N�o acorda.

Fiz o que me disseram, dei o rem�dio tr�s vezes ao dia.

Hakim?

- Tem que chamar uma ambul�ncia. - N�o, n�o. Sem ambul�ncias.

- Hakim? - Fiz tudo como me disse.

Hakim?

Hakim?

- Vou chamar uma ambul�ncia. - Nada de ambul�ncias.

- Tem que ir para o hospital. - E os outros refugiados?

Fale que seu irm�o corre risco de morrer.

N�o podemos deix�-lo aqui.

Abbas, �...

muito importante lev�-lo para o hospital.

Sou Emilie Krogh Bertelsen. Sou m�dica.

Necessito uma ambul�ncia para realizar uma interna��o.

Sim, isso...

Ele precisa de tratamento adequado.

Tem que confiar em n�s.

O que houve?

Bem, voc� viu.

Talvez as bact�rias sejam resistentes ao antibi�tico.

Vou tentar um antibi�tico de espectro mais amplo.

- O irm�o n�o pode ficar aqui. - S� t�m um ao outro.

- Conhece as regras, Emilie. - Sim, mas por favor...

N�o quero saber nada sobre isso.

Querido...

a situa��o pode ficar cr�tica.

Temos um im� no hospital. Devo avis�-lo?

- Fala �rabe? - Acho que sim.

Obrigado, amor.

Al�, o Generoso...

ajude meu irm�o a se curar.

Eu te imploro para ajud�-lo.

Ajude-o.

Eu te imploro...

ajude-o.

Est�o sozinhos.

- Deveria separ�-los agora? - N�o podemos salvar o mundo.

N�o podemos nos responsabilizar por eles.

S�o suspeitos de terrorismo...

N�o s�o terroristas.

- Mas... - � um garoto!

S�o procurados pela pol�cia.

Buscam a todos que negaram asilo.

Mas buscam estes dois por algum motivo.

Correm o risco de serem mortos se enviarem para o seu pa�s.

- Quem disse isso? - Abbas.

Ele pode ter falado.

Mas n�o quer dizer que seja verdade.

Me preocupa de voc� estar sendo t�o ing�nuo.

Voc� sempre fica com o melhor de cada pessoa, mas...

Este � um caso do Conselho para refugiados.

O Conselho j� errou no passado.

A igreja lida com muitos desses imigrantes diariamente.

E muitos s�o devolvidos � morte certa.

Voc� sabe o que arrisco?

- Existe confidencialidade. - H� um limite para isso!

- S�rio? - O que voc� acha?

Voc� s� fala diante de Deus?

Fa�o o que sinto que � certo. Isso n�o � ilegal.

Voc� est� exagerando, querido.

Acabou de deixar sua medica��o.

Deveria cuidar um pouco mais de si.

Convenc�-los para se entregarem.

Isso n�o vai acontecer.

August!

Eu trouxe comida para Abbas.

Obrigado.

Tome aqui, filho. Meu amigo trouxe comida.

Obrigado.

Ele se recusa a sair at� saber que Hakim est� melhor.

Eu ficarei com ele at� termos um diagn�stico.

Certo.

Voc� disse alguma coisa...

sobre a sua fuga?

Por que rejeitaram o pedido de asilo?

Bem...

O segredo de nossas conversas � sagrado, como no seu caso.

- Sabe disso, n�o? - Pe�a permiss�o para me dizer.

Ele confia em mim.

Abbas.

Posso contar a August sua hist�ria?

Sim.

- Tem certeza? - Sim.

Muito bem.

Sa�ram pela Turquia cruzaram a Europa pelo leste.

E sobre a B�lgica?

- B�lgica? - Estiveram na B�lgica?

N�o sei nada da B�lgica. Do que est� falando?

Certo?

Est� me contando a verdade?

- � seguro? - Sim.

Isto � uma igreja.

- N�o � lugar para mentir. - Nunca mentiu em uma igreja?

Eras soldado naquela guerra?

Por que o regime matou seu pai se

voc� era um soldado do ex�rcito?

- � muito complicado. - Sim, � muito complicado!

Fui obrigado a ingressar no ex�rcito.

Depois, desertei...

e em repres�lia mataram meu pai.

Esteve na B�lgica?

Esteve?

Viemos via B�lgica.

As pessoas que organizaram a rota nos levaram at� l�.

Vieram outras pessoas?

- Poss�veis terroristas? - N�o!

Acha que...

ajudaria as pessoas que fizeram isso comigo?

Aos desgra�ados que me queimaram vivo?

Aqueles que mataram meu pai.

Est� louco, August?

Est�?

Abbas Mohammed?

Pol�cia dinamarquesa.

Queremos fazer algumas perguntas.

Por favor, nos acompanhe.

Voc� me traiu.

- N�o, n�o fui eu. Juro. - Sim, voc� me traiu.

Estou morto. Espero que saiba disso.

- Abbas... - Salve meu irm�o.

Fa�a o que quiser, mas salve-o.

Ele vai morrer sem sua ajuda.

Prometa.

- Prometa. - S�o 14:32. Est� detido.

Prometa, August! Prometa!

Tem o direito de permanecer em sil�ncio.

- Prometa! August, por favor! - Qualquer coisa que disser...

Prometa!

Perdoe-me por n�o ter acreditado em voc�.

Eu te pe�o.

Ajude-me a proteger a vida humana

que voc� deixou em minhas m�os.

Hakim, por favor. Hakim, Hakim, me escute.

Perdoe-me.

Perdoe-me.

Ajude-me.

Parab�ns para voc�! Feliz anivers�rio, parab�ns.

Ficamos em sua volta e te olhamos.

Agora vamos girar, desejando tudo de melhor para voc�.

Diga-nos, o que mais pode desejar com maior fervor?

� t�o bonita.

- Gostou? - Obrigada.

Acabaram de ligar da orquestra.

Algu�m adoeceu e tenho que substitu�-lo.

Certo.

Vou terminar cerca das tr�s.

- Me pegue, se quiser. - Claro.

Na verdade...

fiquei com os meninos em casa...

para comemorar com eles.

Sei que fizemos planos para hoje, mas...

sinto muito.

N�o quero continuar mentindo para voc�...

Eu nunca fiz isso.

Teria que come�ar a explicar para

eles sobre n�s e n�o conseguiria...

lidar bem com isso.

- Desculpe. - N�o se preocupe.

Eu entendo.

Inclusive que tenha d�vidas sobre nossa pr�pria hist�ria.

- Mas... - Liv...

- N�o se trata de ter d�vidas... - Desculpe...

Eu tenho que ir agora.

N�o pode ficar alguns minutos?

N�o, n�o posso. Desculpe.

Tchau. Divirta-se!

Desculpe.

Desculpe.

Svend!

- N�o se mova, certo? - Certo. Estou quieto.

Assim...

Oi.

- Oi, Elisabeth. - Chegou cedo.

Vamos, venha.

Estou pronto.

Voc� est� �timo.

Est� cheiroso!

Obrigado.

Oi.

Oi.

Obrigada por se fazer de anfitri�o.

N�o poderia ser de outra forma.

Voc� est� linda.

Obrigada.

- Vinho? - Sim por favor. Eu adoraria.

- A que horas chegam os outros? - Cerca das seis.

- Quer ajuda? - N�o. Est� tudo sob controle.

- Fique � vontade. - Certo.

Sa�de e parab�ns!

Voc� leu o livro?

Sim... sim.

O que voc� acha?

Eu achei muito severo para o meu gosto.

Mas... n�o � simples...

- Falou com ele? - Ainda n�o.

Espero que voc� se torne a pessoa

que eu sei que pode ser.

Se acha que devo ser essa pessoa, vou me tornar.

Foi por minha culpa?

Importa?

Voc� sempre me amou mais do que aos meninos.

Sim.

Mas isso n�o significa que eu n�o os amei.

Isso eu j� sei.

Bem...

Temos o seu prato favorito...

sua sobremesa favorita, o enfeite e muito mais...

- Meus pratos favoritos? - At� o bolo de creme.

- Meus favoritos. - Apenas sente-se e...

- Eu realmente posso ajudar. - N�o, n�o, n�o.

Ent�o avise quando precisar de ajuda.

- Saia da cozinha! Vamos, v�! - Sim.

Oi!

- Oi. - Oi!

- Oi. - Teve que cozinhar hoje?

Elisabeth est� na sala de estar.

- O cheiro est� muito bom. - August, August, August...

- Poder�amos... - Ainda n�o falamos de Brovang.

Certo.

Est� tudo bem.

Verdade?

Nem voc� mesmo sabe.

Voc� cresceu.

Voc� conseguiu.

N�o precisa se desculpar. Deus tem um plano para voc�.

Eu vi.

Eu vi isso no meu sonho, August.

Voc� � pastor.

E se � para voc� ser pastor sem igreja...

� assim que deve ser. E ponto final.

Eles v�o deportar o irm�o o mais r�pido que puderem.

O Conselho n�o interessa em nada que possa acontecer.

Um refugiado a menos para eles.

Tentei telefonar o dia inteiro. N�o atendem de jeito nenhum.

E deixaram um pobre garoto de 15 anos abandonado aqui.

- N�o diga que n�o �... - N�o somos respons�veis.

De verdade?

N�o devemos ajudar uma pessoa necessitada?

N�o fez o Juramento de Hip�crates?

Tive que fazer e mantenho.

- E por que n�o significa nada? - N�o � o mesmo.

- Ap�s a alta, n�o diz respeito. - Mas sabe bem que...

- Johannes! - Sim?

- Sa�de. - N�o concordo com isso.

- Perd�o, perd�o, perd�o... - Voc� conseguiu chegar.

E, al�m disso, a tempo.

Vamos, vamos, vamos.

- Sa�de! - Sa�de!

- Parab�ns! - Parab�ns, mam�e.

- Obrigada. - Sim, parab�ns.

- Oi, querido. - Oi.

E parab�ns para voc� tamb�m pelo seu livro.

Obrigado.

Alguns cr�ticos colocam nas nuvens.

Sim, obrigado.

- Voc� leu o livro? - Sim, sim, sim...

Acho que �...

um livro excelente. Um livro muito pessoal.

Agora somos dois escritores na fam�lia.

S� esperamos que traga o p�o de todos os dias.

- Ent�o. - Temos cordeiro.

Est� um pouco passado. E tamb�m ficou um... pouco frio.

Isto tamb�m est� muito bem feito.

Temos nabo e cenoura.

O molho est� �timo.

E salada Waldorf, a especialidade da mam�e.

- Voc� adorava. - E voc� comia a toda hora.

- N�o parava at� acabar. - Comia at� no meio da noite.

N�o conseguia falar com todo o molho na boca.

Oi.

Sinto saudades.

- Gostou? - Sim.

Este � o meu.

N�o compramos nada para a mam�e?

- Obrigada. - Seu novo livro?

N�o compraram nada?

- Discutimos isso no outro dia. - Vamos, pessoal. Tudo bem.

Tudo bem!

Concordamos que voc� cuidaria disso.

N�o lembro.

- N�o disse que faria? - Isso � embara�oso.

- Querem parar com isso? - Vamos ver, escutem.

Digamos que este presente � de todos, sim?

Como nos velhos tempos, sim?

Gostou?

- Posso... - Sim...

Obrigada.

Posso ver?

- Muito bonita. Acho linda. - Sim.

- Esta tamb�m � um presente? - Sim.

- � um estilo muito diferente. - De onde veio?

Bom pessoal. Voc�s t�m que lavar hoje.

E n�o se esque�am do meu anivers�rio.

- Devemos combinar... - Aposta que eu fa�a?

Quem vai comprar o presente do pai?

Obrigada.

Muito bem.

Oi.

Eu precisava tomar um pouco de ar fresco.

� essa vida adulta, Deus.

Precisamos de algum v�cio.

Voc� tem algum?

Fora as pulseiras, quero dizer?

N�o. Johannes j� tem todos os v�cios dentro desta fam�lia.

S� espero que os meninos n�o os herdem.

N�o herdaram, fique tranquila.

Sua for�a � incr�vel.

Est�o aqui. Venham se despedir. August deve sair agora.

Ele tem que sair.

Desculpe. Mas tenho que sair. Ligaram do hospital.

Tenho que ir ver o garoto.

N�o pode esperar um pouco para comer o bolo?

O bolo? N�o, � uma quest�o de vida ou morte.

Deve deixar o que tem nas m�os e ir embora.

N�o. Sem essa.

- S� preciso ir um pouco... - Escuta...

O que est� acontecendo?

N�o � nada, n�o � nada.

Nos vemos em casa.

Hoje � o anivers�rio de Elisabeth.

Viva, viva, viva!

Certamente receber� o presente que esperou durante todo o ano.

Junto com um delicioso chocolate...

e bolo...

- Muito obrigada por tudo. - N�o h� de que.

Estou saindo agora.

Sim, claro.

Devo dizer que te vejo realmente radiante.

Agora ent�o... mais do que nunca.

N�o fa�a isso. Pare.

Desculpe. Eu...

Teria sido �timo ter voc� em casa, mesmo que fosse uma noite.

Isso � tudo.

- Desculpe. - Hoje n�o vamos dormir juntos.

N�o, n�o.

Podemos... tomar caf� juntos, somente.

Boa noite.

Boa noite.

- O que seu pai disse? - Nada. Parecia bom para ele.

Estava muito carinhoso.

Elogiou o livro e algumas cr�ticas que leu.

� incr�vel a repercuss�o de uma boa cr�tica.

Vendemos mais de 800 c�pias somente esta manh�.

- Isso � bom? - Sim, � incr�vel!

- Parab�ns, autor. - Parab�ns, editora.

- Vamos comemorar depois. - Depois combinamos, certo?

- Tchau. - At� mais. Tchau.

Aqui � onde est� e tamb�m se esconde.

Pai.

Obrigado por aquelas palavras...

gentis sobre o livro.

Nem fale. Voc� � meu filho.

- Tem comida? - Claro, pai.

- E para beber? - Sim, sim.

Precisa de algo mais? Trago outra coisa?

- N�o, estou bem. - �timo.

Ou�a.

Tolerei sua presen�a esta noite.

E seu insignificante...

romance biogr�fico.

Mas n�o pense por um momento que n�o sei o que voc� �.

Sei exatamente...

quem voc� �.

N�o pense...

em me pedir nada depois desta noite.

Oi, querida.

Ele n�o tem mais para onde ir.

Tudo ficar� bem agora.

Confie em mim.

legendas @drcaio

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