All language subtitles for Marie.Antoinette.2006.1080p.BluRay.H264.AAC-RARBG-por

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Original subtitles

Legendas by LuFer

ÁUSTRIA 1768

A aliança entre a Áustria e a França

deve ser cimentada por um casamento.

A minha filha mais nova, Antoine,

será rainha de França.

A corte em França em nada se assemelha à de Viena.

Ouça com toda a atenção os conselhos do Embaixador Mercy.

Todos os olhares vão estar postos em si.

Gosta dele?

Tem um olhar bondoso...

E é decididamente francês.

Três, quatro...

Já chegámos?

Já, a Schuttern, para a entrega oficial.

Só depois será apresentada ao rei e ao seu noivo, Luís Augusto.

Posso apresentar a Vossa Alteza Real a sua primeira-dama de honor,

a Condessa de Noailles?

Alteza Real...

Madame...

O pavilhão de cerimónia da entrega oficial

foi construído exactamente sobre a fronteira entre os dois países.

Entrou nele em solo austríaco

e sairá dele em solo francês, como dauphine de França.

Despeça-se das suas acompanhantes

e despoje-se de tudo o que é Áustria.

Ó Mops!

Poderá ter quantos cães franceses desejar.

É tradicional

que a noiva não conserve nada que venha de uma corte estrangeira,

uma etiqueta sempre fielmente seguida nestas ocasiões.

Tem sorte, parece que ela é muitíssimo bonita.

A mim deverão casar-me com algum estafermo.

Ou algum estupor...

Dizem-na muito simpática.

Haverá por aqui coelhos?

Venha.

Não nota nada de estranho em mim ultimamente?

Mas que lamaçal...

Pois, até me está a dar voltas ao estômago.

Já te sentes melhor? Sentes-te melhor, Camille?

Pergunto-me se o nosso cãozinho não estará doente...

Santo Deus, como é incómodo andar sobre lama!

Ela tem peito?

Não ousei olhar o peito da arquiduquesa, Majestade...

Não diga? É a primeira coisa para a qual olho.

O Duque de Choiseul,

o ministro responsável por esta união.

Nunca esquecerei dever-lhe a si a minha felicidade.

E a da França.

Por favor...

Aí vem a Austríaca.

Espero que aprecie Apfelstrudel...

Posso apresentar Mme la Dauphine, Marie-Antoinette?

Querido Avô-Rei...

Seja bem-vinda, madame.

Permita que lhe apresente o meu neto, Luís Augusto.

Bem-vinda, madame.

Ainda é tão criança...

Obrigada.

Seja bem-vinda, madame.

Ao delfim e delfina de França!

Desejo-vos muitos filhos saudáveis

e um herdeiro para o nosso trono.

Boa sorte.

E bom trabalho.

Parece que nada se passou, Majestade.

Nada?

- Nada... - Nada.

Madame,

ao cerimonial do vestir pela amanhã

têm direito de acesso as mais nobres damas da corte.

Maiores privilégios às princesas de sangue real e damas da corte,

a entrada limitada às criadas.

As primeiras podem entrar em qualquer altura,

portanto deve estar sempre atenta a acolhê-las uma por uma.

E não deve pegar em nada.

Entregar seja o que for à delfina é considerado uma grande honra,

dada à dama presente mais altamente colocada.

Por exemplo, Madame de Lamballe

é princesa de sangue real por casamento.

Tenho frio...

Bom dia!

Agora essa honra deve passar para a Duquesa de Char,

também ela uma princesa do Sangue.

Visto ser membro da Família Real,

essa honra pertence agora à Condessa da Provença, sua cunhada.

Isto é ridículo...

Isto, madame, é Versalhes.

Soube que o seu passatempo é fabricar chaves?

E gosta de fabricá-las?

Como é óbvio.

Ela teve de despedir as criadas. A minha conhece a cozinheira.

Quem não conhece, a senhora?

A Condessa de Noailles parece muito desagradada...

O marido tem andado a causar-lhe problemas,

passa demasiado tempo com os palafreneiros...

A delfina hoje está muito bonita.

Toda uma nova existência, infelizmente.

E pensando bem, aquela pobre Marie-Antoinette,

tão nova, tão...

Faria melhor regressar ao país dela.

Não acha a condessa assaz mal-humorada hoje?

Sempre mal-humorada, sempre trágica...

E convidaram aquelas tias detestáveis.

Onde as terão escondido todos estes anos?

A sério? Mas que chocante!

Que faz ela...?

Deus dos céus!

Quem é?

A função daquela senhora... É dar prazer ao rei.

É a du Barry, amante do rei.

A corte devia ser-lhe interdita,

mas o rei tanto fez que lhe conseguiu um título.

Uma coisa digo sobre mulheres vindas da sarjeta:

elas conhecem-se em jóias.

Nenhuma das dela é falsa.

Viu?

Viu como sou tratada?

Para o cepo com ele.

Ninguém me trata como uma senhora.

Agora ela olha para mim... Que horror.

- Não devia sentar-se nesta mesa. - Quero um desses...

Ouviu aquilo?

Ela arrotou.

- Não sei de quem fala... - Todos nesta mesa estão à venda.

Ela não é a única, olhe bem à sua volta.

Pareço-me com a lindíssima Marie-Antoinette.

- Não acha? - Há muito tempo...

Exagera, ela tem olhos azuis, tal como eu.

Até que é amorosa... para austríaca.

Por mim, acho-a adorável. Parece uma fatia de bolo.

Será interessante ver quanto tempo se aguenta...

Boa tarde, Majestade.

Como está o seu neto, o delfim?

Anda a caçar veados.

Ela não tem o menor interesse por ele.

É austríaca, e, como povo, não é dos mais calorosos.

É verdade, o irmão José é tão frio! Um homem horrível.

Dizia-se na Áustria que ela estava de esperanças.

Grande caçada, hoje...

Estou exausto.

Alteza Real,

distribuir carnes frias a caçadores,

não é conduta apropriada a uma futura rainha de França.

Tentava só ser simpática para com os companheiros de caça do delfim,

não deve haver mal nisso?

E recebi uma carta da imperatriz pedindo que não monte a cavalo,

visto poder causar a perda do bebé.

Como toda a gente sabe, não corro esse risco...

E não por culpa minha.

Apercebe-se das consequências de um matrimónio real não consumado?

Que ele pode ser anulado?

A mãe de Vossa Alteza Real pede que leve o caso muito a sério.

E que tudo faça em seu poder para...

Inspirar o delfim.

Farei o que puder.

É certo que quero agradar ao delfim e à minha mãe.

Sem uma gravidez não terá qualquer influência no rei ou no delfim.

E, madame, pense na aliança.

Desiludir todos seria a minha maior infelicidade.

Fico contente por estar a levar este assunto a sério.

O Mops já vem a caminho?

Estou a tratar disso...

Mas Vossa Alteza Real tem assuntos mais prementes em que pensar.

E recebi esta carta da imperatriz.

Minha querida Antoinette,

É óbvio que o ponto fulcral dos problemas no seu novo país

é a sua incapacidade de inspirar um desejo sexual no seu marido.

Não há razão para uma mulher com todos os encantos que possui

se ver em tal situação.

Lembre-se que representa o futuro

e que nada está seguro no lugar que ocupa aí

até que seja concretizado o acto físico que coroará

a aliança franco-austríaca.

Tenho frio...

Arrefeceu, sim. Vou buscar-lhe um cobertor?

Isto são os seus pés? Parecem pedras de gelo.

Bom...

Durma bem.

Obrigada.

Boa noite.

O seu cabelo está sempre tão bonito...

- Acha? - Acho, lindíssimo.

E é tão bom ser-se loira...

Já foi ao Léonard?

Tenho a cabeça numa agonia,

esta manhã...

Devia estar mal disposto,

pela forma como mo puxava.

Disse-lhe não ser culpa minha se a manhã dele fora má,

que não se vingasse dela no meu escalpe...

Aquilo foi desnecessário.

Adorava ir à ópera em Paris.

Porquê ir à ópera se podemos ouvir a condessa?

Ela tem de cantar a noite toda?

Não sabe controlar a sua mulher?

Retiramo-nos para passar a noite a amar-nos?

Quatro vezes ontem à noite souberam a pouco...

Querida Antoinette,

A sua situação aflige-me muitíssimo.

Felizmente, o rei não parece preferir a sua cunhada,

mas e se ela engravidar?

Soube também

que não tem convidado Mme du Barry.

Ignorar e desprezar a favorita do rei, na sua posição,

é pouquíssimo sensato.

A du Barry é um horror.

A maneira como se veste... Ela julga-se a rainha!

Pois julga. E aqueles macaquinhos de estimação...

De onde vem ela?

De todas as camas de Paris.

Pensámos que não duraria muito até se casar com o conde

e ele ser convenientemente enviado para muito longe.

Não se limita ao boudoir.

É muito política.

E muito anti-Choiseul.

E não queria dizer isto,

mas acho que a saudou com pouco respeito.

É a minha opinião...

O Embaixador Mercy diz que devo ir visitá-la.

Se a convidássemos para o chá à última da hora,

já não poderia?

Ela morreu dando à luz o décimo filho.

- Havia sangue por todo o... - Aqui vem a nossa Austríaca.

Boas tardes, madame.

Boas tardes. Está linda.

Obrigada. Também está a tia.

Obrigada.

Veja a du Barry. O que traz ela vestido hoje?

Mais outra exótica mascarada?

É incapaz de passar por um espelho sem o tentar seduzir.

Ela terá posto suficientes jóias?

Para a du Barry, nunca chegam.

Vem para cá...

Adoro os seus sapatos, Tia Victoire.

Obrigada, comprei-os em Paris, no Christian.

- Hei-de ir visitá-lo. - Vá, claro, ele é maravilhoso.

Mme du Barry gostava de lhe oferecer uns diamantes.

Já tenho diamantes que cheguem.

Desprezar a favorita

é criticar publicamente a conduta do rei.

Basta que lhe dirija umas palavras,

já que a etiqueta não deixa ser ela a falar-lhe.

Nada teria para lhe dizer

e devo aprovar que ele pule numa meretriz?

- Alteza Real! - Se é o que ela é.

É sabido que vem de um bordel e que o título lhe foi comprado.

A imperatriz e eu estamos muito preocupados,

a du Barry tem-se queixado ao rei que não lhe dirige a palavra

e não se pode permitir indispor Sua Majestade,

especialmente visto o seu casamento

estar sobre solo pouco sólido...

Está bem, eu falo com ela.

Há muita gente hoje em Versalhes...

Sim, pois há.

Foram as únicas palavras minhas que aquela mulher ouviu.

Os primeiros ferrolhos mecânicos eram feitos de madeira.

Sabe-se que já eram usados no Egipto, há quatro mil anos.

Há leques bonitos? Gosto desse...

Para a noite ou para de dia?

A du Barry ia gostar destes...

- Gosta destas para o cabelo? - Ficam-lhe lindas.

- Duas não serão de mais? - Talvez uma...

Uma pluma?

Ou em branco?

Iguais a estas, mas brancas.

Não sei se gosto desta...

Adoro estes!

Quer estes também?

Quero, mas em rosa.

Dois pares em rosa.

Madame já leu o documento sobre a nossa presente situação?

Ainda não o li, não.

Não me pode só dizer o que lá está?

As reformas que o Rei Poniatowski fez na Polónia levaram a uma guerra civil.

E os russos e austríacos ocuparam um terço da Polónia,

o que é, claro, penoso,

visto a Polónia ser amiga e aliada da França.

Qual das mangas prefere, a com folhos ou a sem?

Prestou-me alguma atenção?

A imperatriz confia que saiba serenar os ânimos nesta crise.

Qual é o meu papel se houver uma ruptura entre as duas famílias,

devo ser austríaca ou delfina de França?

As duas coisas.

Ouvi dizer que ela comprou um rapazinho.

Ouvi o mesmo, viu um filho de camponeses à beira da estrada

e levou-o como a um cão abandonado.

Visto não poder ter um dela...

Talvez se passasse menos tempo com a Lamballe

e mais com o marido,

isso não fosse um problema.

Bom, não esqueçamos que ela é espia austríaca,

e não imagino que isso aqueça muito o leito conjugal...

Venha, meu bolinho de trufas.

Vou pô-la de rastos!

Voltará em breve?

Claro, não nos demoraremos, será uma caçada rápida.

Será humilhante para mim, perante a corte e todo o país,

se a mulher do seu irmão ficar de esperanças antes de mim.

Pode ficar certa que, ao regressar de Saint-Cloud,

retomarei o meu regime,

e, se Deus quiser, tudo correrá pelo melhor.

Não faço a menor tenção de romper a aliança com a Áustria.

Alivia-me muito ouvir isso, Majestade.

Mas que há de errado com aquele jovem casal?

É desastroso.

Envie o Dr. Lassonne para examinar os dois.

Com certeza...

O corpo de Vossa Alteza Real reage aos estímulos?

Como diz?

Se o seu corpo reage a estímulos.

Que toma ao pequeno-almoço?

Chocolate quente.

Como está, Yolande?

Gosto tanto de a ver!

A senhora Duquesa de Polignac.

Alteza Real...

- Há muito que não a víamos? - Pois...

Estive em São Petersburgo, onde conheci o Dimitri...

Ele não é divino? Já esteve com um russo?

São tão exigentes...

Como o marquês engordou! Espero que não parta a cadeira.

Ainda dorme com a Camille?

Bom, tenho de ir... Foi uma honra conhecê-la.

Silêncio.

Em récitas na corte não são permitidos aplausos.

Mas porque não? Foi magnífico!

Vamos, palmas.

Querida Antoinette,

É com agrado que lhe comunico o sucesso dos seus irmãos e irmãs

nos respectivos casamentos.

Maria Carolina está de esperanças,

o primeiro filho dela deverá nascer em Junho.

E Fernando está encantado com Beatriz,

tendo imediatamente feito dela sua mulher.

O contentamento de que tais notícias me deveria encher,

diminui bastante quando reflicto sobre a sua perigosa situação.

Tudo depende da mulher,

de se ela é dócil e meiga.

Não posso repetir de mais

o importante que é para si usar dos seus encantos e paciência,

nunca do mau génio, para alterar esta tão infeliz situação.

Lembre-se, nada está firme, na sua posição aí,

enquanto um herdeiro não for gerado.

- Perdoe... - Não teve mal.

Lamento.

Não tem importância.

- Desculpe. - Não tem importância.

Boa noite.

Vossas Altezas Reais são chamadas a

testemunhar o parto da Condessa de Provença.

É um menino saudável!

Meu Deus, como estou feliz.

Mostrem-me o meu sobrinho, o novo Duque d'Angoulême.

É o primeiro príncipe Bourbon da sua geração.

E tão bonito...

Ela é estéril, está bem de ver.

Quando nos dá um herdeiro?

Disseram-me que é frígida.

Dá-me champanhe?

Monsieur Léonard!

Um assombro.

É o melhor!

Não é demasiado, espero?

Devíamos ir todos a Paris ao baile de máscaras.

Não podemos ir sem haver uma recepção formal.

Tratando-se de um baile de máscaras,

ninguém teria de saber, pois não?

De onde vem, monsieur?

De Versalhes.

O delfim já fez a sua obrigação?

Como?

Se o delfim já desflorou a delfina.

- Como diz? - Adoraria poder ter a honra...

Não me interessa.

Que bela espada!

Quem me dera ver o que ele é capaz de fazer com ela.

Com quem conversa?

O vestido dela é horrendo.

Finja estar a divertir-se muito.

Divirta-se.

- Conheço-a? - Não me parece...

Está a ter êxito com ela?

É possível.

Vai dizer-me quem é?

E o senhor?

Conde Fersen, do Exército sueco.

É a delfina!

Voltemos. São três e meia da manhã.

Fiquemos só mais um pouco...

Peço-lhe?

Até que enfim.

Conhece um Conde Fersen?

O Conde Fersen, é claro!

A Beatrice de la Falaise foi amante dele.

Tem cá uma reputação...

E a Condessa de Sévigny, também.

Bom dia!

- Que se passa? - O rei está doente.

Mas é grave?

A varíola.

Já não resiste muito.

Não o podemos ouvir em confissão enquanto tiver uma amante...

Eu trato disso.

Madame du Barry,

estou muito doente e sei o que devo fazer.

Pode ficar certa

que eu sempre

terei para consigo os maiores laços de ternura.

Traga-me Mme du Barry.

Ela já se foi, Majestade.

O rei morreu! Viva o Rei Luís XVI!

Sou uma leal servidora de Vossas Majestades.

Meu Deus, guiai-nos e protegei-nos. Somos novos de mais para reinar.

Que Deus vos coroe com a coroa da glória.

Que maravilha!

Duas para a rainha!

Muitos parabéns.

Parabéns!

Muitos parabéns, dezoito anos já...

Apostei uma grande soma, vá.

Léonard,

obrigada.

Está bem, apareça no salon

e fale com le beau Julian.

- Primeiro, depois venha ter comigo. - Que bom.

Sei que ele também gosta de homens.

Não, não é verdade.

Aceita uma cereja?

Adoro o seu cabelo... Que se passa nele?

Tudo.

É cheio de segredos.

Espero que esteja a ganhar.

É bastante tarde,

não será hora de eles voltarem para Paris?

Permitiu que jogássemos mas sem especificar quanto tempo.

Ganhei outra vez!

As minhas fichas.

- Boa noite. - Não vá dormir já.

Vamos assistir ao nascer do Sol.

Preciso do meu sono reparador.

Alguma vez viu o Sol nascer?

Sempre que acordo cedo para ir caçar.

Isso não conta!

Tente não perder todo o nosso dinheiro.

Mas que bonito...

Espere!

Roda comigo!

Espere!

Venham.

Vá, venham, vamos a despachar.

Não foi a coisa mais bela que já viram?

Muitos parabéns.

Ao novo dia.

Gostava de plantar carvalhos ao longo destas alamedas.

De quanto tempo precisa?

Para os comprar, de duas semanas. Só que eles serão pequenos...

E se os quiser daquele tamanho?

Serão precisos três anos.

- Três anos? - Sim.

Não pode trazer-mos maiores?

Posso tentar.

Vossa Majestade já gastou mais de 50 mil libras este mês...

Nada sobrou para obras de caridade.

Chegou Léonard com as novas perucas de Vossa Majestade.

Quero os carvalhos pequenos...

E pedirei ao rei dinheiro para as Jovens Mães.

Os americanos pedem ajuda na revolução deles.

Não me consigo ver a dar ajuda

a quem renega o seu soberano...

Seria um fortíssimo sinal enviado à Inglaterra.

As nossas finanças aguentam o esforço?

Se aumentarmos ligeiramente os impostos...

Recomendo que ajudemos os nossos amigos americanos

e que mostremos a nossa força ao resto da Europa.

Pois bem, então... Envie fundos à América.

O imperador, irmão de Vossa Majestade, espera-a no salão.

Já chegou? Obrigada...

Veio levar-me para casa?

Infelizmente, não posso raptar a rainha de França.

O seu cabelo estará hoje suficientemente alto?

Talvez lá pudesse esconder algum animal de estimação...

O imperador da China enviou-me este chá.

Repare na flor.

Não é maravilhoso?

É jasmim.

Como seu irmão, devo fazer-lhe um sermão sobre o seu jogo constante

e má escolha de amigos, como a Duquesa de Polignac.

Será dama de companhia digna duma rainha?

É divertida, faz-me rir!

E as suas festas constantes.

Podem lá deixar-lhe tempo para ficar

a sós com o seu marido.

A nossa mãe deve tê-lo ralado...

Mas é claro que sim.

Hei-de ter uma conversa com o meu cunhado.

Magnífico.

Na ménagerie em Viena também temos um elefante fêmea.

Talvez pudéssemos combinar um casamento?

Pensei termos uma conversa sobre o leito matrimonial...

O médico achou-me capaz.

Ainda bem.

Que acontece, ao certo?

Julgo saber que tem uma paixão por ferrolhos?

Pois bem, quando às vezes a chave não entra bem...

O problema é só o rei e rainha de França

serem uns desastrados.

Não há nada de errado com Luís XVI.

Tudo nele funciona, apenas não no momento certo.

Mas creio que após a nossa conversa, o grande feito será realizado.

A rainha desmaiou, precisa de ar!

É menino?

É uma menina.

Perdeu a consciência. Precisa de ar.

Por favor, a rainha precisa de respirar!

Com licença, com licença...

Lá para trás. Para trás, por favor.

Todos lá para trás.

Ele é lindo.

És um amor.

É uma menina.

Minha pobrezinha...

Não és quem desejávamos mas por isso não me és menos querida.

Um rapaz pertenceria à França

mas tu, Marie-Thérèse, serás minha.

Venham ver.

É tão pequenina...

As mãos dela...

Quero dar-lhe eu o peito.

Madame, para isso há a ama.

E não é boa ideia, nesse seu estado tão frágil...

Ofereço-lhe o seu novo retiro, o Petit Trianon.

Obrigada.

Quero qualquer coisa mais simples, mais natural...

Para usar no jardim.

A comida é para a ovelhinha? Alimentemos a ovelha, sim?

Marie-Thérèse, venha cá.

Dê-lhe de comer.

Dê de comer à ovelha.

É uma ovelhinha...

Lindos.

Que é isto? É um ovo.

Bem-vinda à minha aldeia. Adoro vir aqui.

É o meu paraíso.

Que amor...

As galinhas estão cá fora, que maravilha!

Que belos jarros...

Lindíssimos.

Vá, venham, galinhas.

Olhem estes pequeninos.

Aquela tem o meu nome.

Este é o meu local preferido, o das ervinhas...

Há que sacudir a terra deles, mas depois ficam comestíveis.

Temos de fazer isto mais vezes. Adoro o campo!

- Espere até provar este leite. - Que porcelana linda...

Tem de provar o leite.

Obrigada.

Escreve Rousseau,

"Visto o Homem ter sido corrompido por uma civilização artificial,

qual é o seu estado natural?

O estado da Natureza do qual ele se viu afastado?

Imaginai percorrer uma floresta

sem qualquer indústria, sem a fala,

sem casa".

Apanhemos uma flor azul.

Não, uma aparente austeridade deve ser encorajada

mas temo que o temperamento da rainha seja mais artístico,

e deva ser dirigido.

Posso falar consigo?

O senhor padre dê licença.

Não recebemos qualquer convite da parte da rainha,

o que não está conforme à posição que ocupamos.

A rainha ainda não está suficientemente bem para receber,

mas eu falarei com ela.

Mas...

Como esperam que vivamos num lugar

onde não haja certezas quanto ao lugar ocupado?

A Duquesa de Char estava muito zangada.

Mas aqui é onde posso fugir ao protocolo.

E Raumont, entre outros, também se queixou.

Bom, convidemo-los a todos para a primeira récita no meu teatro.

- Iremos precisar de público... - Óptimo.

Não entendo como saem,

está sempre a chover.

Lá animado, é...

Alguém a quer ver...

Sim? Quem?

Boas tardes!

Veio fazer-me uma visita, mas que galante!

- Já viu hoje a Marie-Thérèse? - Acabo de a casar.

Não podemos ao menos esperar que comece a falar?

Se insiste...

Volte ao palácio, damos um baile aos soldados que voltaram da América.

Eu volto.

Espero haver generais bonitos.

Estiveram tanto tempo afastados de mulheres...

Posso também apresentar o Conde d'Estaing?

Bela vitória, a da captura de Grenada. Excelente.

Parabéns.

Majestade, posso apresentar-lhe o coronel Smythe?

E também o Conde Fersen.

O prazer é todo meu.

Iriam adorar a peça As Bodas de Fígaro!

São os criados quem manda na casa...

É soberba!

Há damas que escrevem os versos nos leques.

É a melhor peça que vi em anos. Também gostou, não foi?

Não a vimos juntas?

É muito comprida para mim, mais de três horas.

Um brinde a todos.

E à nossa rainha.

Uma noite agradável!

E a Raumont, por trazer as ostras.

A Raumont, pelas ostras.

E a Lamballe, pelas flores.

Pelas lindas flores.

E a Fersen, por ter vindo da Suécia até cá!

- Sim. - À Suécia.

Vindo da Suécia.

É uma longa viagem, sem dúvida...

- Quanto tempo demorou? - Uns dez dias para chegar.

Dez dias é muito tempo, sim...

Eu cá não conseguia viajar tanto.

- É demasiado. - Mostro-lhes uma coisa engraçada.

Molhem a ponta do dedo e passem-no na borda do copo.

Parece o som que fazem os anjos.

É muito bonito.

Não é?

Quase espiritual, não acha?

Quando foi à missa pela última vez?

Faça outra pergunta.

Posso fazer outra?

Sou homem?

Até certo ponto.

Que feio!

Que maldade...

Agora é a minha vez.

Sou mulher?

Sou soldado?

Componho música?

Sou um legume?

- Sim. Boa pergunta. - Sim.

Sou...

Do mundo antigo?

Estou aqui?

Não, graças a Deus.

Estou...

presente, agora?

- Sim. - Sim, sempre.

Tem muito talento.

Sou Alexandre, o Grande?

É Mozart?

Viu o papel!

É a segunda vez que ganha.

Há alguma coisa nas ostras...

Devia tentar visitar a América.

É muito bonita e diferente da França.

A rainha olha Fersen com agrado...

Não ouviu falar da família de cantores Hasselhoff?

Ele é bonito de se ver...

Mas o favor dado a ele não é demasiado óbvio?

Se fosse consigo, não seria?

Mas não é próprio duma rainha,

tendo ele uma tão má reputação?

Diverte-a, e ela gosta que a divirtam.

Nada há de pouco real nisso, monsieur.

Deve estar sempre a conhecer soldados?

Não está?

E ele tirou-o para fora, sem mais nem menos!

E perguntei: "Que pensa fazer com isso, monsieur?"

Não se faça de inocente...

Eu dir-lhe-ia exactamente o que fazer com ele.

O quê, diga.

Voltar a metê-lo dentro das calças.

Lamballe, senhoras e senhores, é o que chamamos de pudica.

Melhor que rameira.

Quem me dera poder partir consigo.

Eu devia raptá-la.

Devem saber a da carta inglesa, não?

Não quer ir a Paris, à ópera?

Vá, madame.

Sinto-me melhor, ficando aqui.

Temos tudo o que precisamos.

É arriscado para a segurança dela.

Um criminoso podia entrar aqui.

O marido dela, por exemplo...

Disseram-me que nem sequer é uma duquesa verdadeira.

É tudo fachada.

O marido é um ladrão e comprou-lhe o título.

A sério que foi assim?

Quanto custou ele?

Deve custar uma fortuna?

Comprar um título, na corte?

Não lhe devia ser permitido.

E devia comprar um vestido novo.

Pois devia, tem razão.

De que se ri?

Dá-me licença?

É claro, madame.

Eu perguntava-lhe, ela contava-nos tudo.

O problema da dívida é grave

e o povo francês tem fome!

E enviar tropas à América custa mais que o calculado.

Não podemos deixar que a Inglaterra vença.

Temos de mostrar a nossa força.

Continuaremos a prestar ajuda aos americanos.

E quando disseram à rainha que os súbditos dela não tinham pão,

sabem o que ela respondeu?!

Pois que comam bolos.

É tão disparatado, eu nunca diria tal coisa.

E aqui está numa orgia com montes de gente.

Eu chupo-lhe os dedos dos pés...

Nunca se cansam de contar tais parvoíces?

E dizem que mostrou a Thomas Jefferson os seus jardins.

Aqui está ele, admirando o arbusto real.

- Que feio... - Não pode fazer nada?

Nem sequer vou ligar.

Os franceses são volúveis

e Vossa Majestade faria bem em mostrar uma maior reserva.

A vida está a tornar-se muito dura para o povo,

a falta de pão é trágica.

O rei devia poder minorar-lhes o sofrimento.

Peça ao joalheiro da corte que pare de enviar diamantes.

Não precisa de diamantes, pois não?

Madame Royale é tão bonita...

Ainda bem que me acha.

Agradeça.

Ela é filha de França da cabeça aos pés.

Que foi?

Morreu a sua mãe.

Meu querido irmão, choro amargamente a morte da nossa mãe.

Agora o meu irmão é tudo o que resta de mim na Áustria,

que me é e será sempre muito querida.

Lembre-se que somos seus amigos e aliados.

Aceite um beijo meu.

Madame, realizou os nossos desejos e os da França.

É mãe de um delfim.

Apresento-lhe o delfim da França.

Que grande alegria, um delfim!

CUIDADO COM O DÉFICE

RAINHA DA DÍVIDA!

OS GASTOS DELA LEVAM A FRANÇA À RUÍNA!

Majestade, a Bastilha foi invadida por uma multidão enfurecida.

Devido ao ódio à Duquesa de Polignac,

tida como favorita da rainha,

eu aconselharia que ela emigrasse para a Suíça.

E aconselho todos os príncipes e princesas do Sangue

a partirem imediatamente.

Sim, eles devem ir. Mas eu fico.

A Família Real deve mudar-se para um local mais seguro.

A fortaleza de Metz é das mais inexpugnáveis da Europa.

Aqui não está segura.

Mandarei as minhas damas irem assim que possível,

mas o meu lugar é aqui com o meu marido.

Vossa Majestade, deve voltar imediatamente ao palácio.

Uma multidão de centenas

dirige-se para lá exigindo farinha ao seu soberano.

Rambouillet é mais seguro,

- fica ao dobro da distância de Paris. - Não serei um rei fugitivo.

Ficar aqui é perigoso.

Ao menos que vão a rainha e os príncipes.

O meu lugar é ao lado do rei.

Os primeiros já entraram na cidade.

Ficaremos aqui.

Salve a rainha, eles vêm dispostos a matá-la.

Não tenha medo, Céline.

Venha, vamos buscar os meus filhos.

Admira a alameda de limoeiros?

Não, despeço-me...

Legendas by LuFer

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