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Abra as mãos.
Levante os braços.
Certo. Abra a boca.
Abra um pouco a perna.
A outra.
Pronto.
Nome?
Martin Blanco.
- Idade? - 16.
- Também é do Colégio San Marco? - Sim, San Marco, em Versalles.
- Quem é seu professor atual? - Sebastián Armas.
Lembra do professor que já te ensinou natação?
- Santiago? - Santiago Suarez?
Não sei. Não me lembro.
Aprovei a revisão da sua autorização.
- Legal. - Sabe nadar?
Sim.
Pode sair da sala e peça que seu colega entre.
Certo.
Você está indo muito bem, mas continua meio devagar.
E Gonzalo, você vai muito bem...
Certo. Deve ser mais cuidadoso com suas pernas fora da água.
Sua pernada não está completa.
Muito bem, então vamos. Todos para a água!
Em frente! Pra água! Pra água!
Bem, vamos mergulhar de cabeça.
Temos pouco tempo...
Professor, posso ir ao banheiro? Entrou água no meu olho.
- Sim, pode ir. - Obrigado.
Faço a chamada quando eles chegam e depois que se trocam.
Se alguém faltar é porque caiu fora.
Mas anote com lápis. Vou trazer a chamada amanhã.
Mas lembre-se que Blanco não está porque vou levá-lo ao hospital.
Aonde eu poderia levá-lo?
No Clínica de Olhos.
Desça a Juan B. Justo e está lá em 20 minutos.
- Certo. Até mais. - Até mais.
Vamos?
Está doendo?
Incomoda um pouco. É atrás da pálpebra.
- Quer ligar para sua mãe? - Vou ligar para minha avó.
Ela não atende. Não tem ninguém em casa.
Pode entrar.
Fique tranqüilo, pois você não tem absolutamente nada.
Talvez tenha ficado desconfiado quando o vidro quebrou, não?
Talvez entrou algo, mas já saiu. Não dói mais?
- Não. - Que bom.
Se tiver qualquer problema, pode trazê-lo amanhã, certo?
Muito bem.
- Vou deixá-lo em casa. Mora onde? - Podemos voltar ao clube?
Ao clube?
Sim, combinei de me encontrar lá com Juan Pablo.
- Ele viu que você saiu? - Não sei.
Acha que está esperando por você?
Não sei. Eu ia dormir na casa dele.
Bem.
Se o amigo dele não estiver, levo-o para casa e te ligo depois.
Sim, eu também.
-Ele não está. - Não se preocupe. Deixo você em casa.
Não sei se minha avó está.
Você mora com sua avó?
- Moro. - E seus pais?
- Em General Roca.
E por que diz que sua avó não está?
Como vou dormir no Juan Pablo, ela foi visitar sua irmã,
que mora em San Justo.
E você não tem a chave da casa?
Sim, mas está na mochila de Juan Pablo, com meu celular.
Vamos à casa da sua avó e veremos.
Mas não se preocupe pois você não vai ficar sozinho.
Ligue para o celular dele. Seu amigo pode estar por perto.
Sim, mas ele deve ter desligado, porque...
como fomos direto da escola para a piscina...
Vou tentar de novo.
E?
Não atende. Cai no correio de voz.
Obrigado.
O que foi?
Nada.
Obrigado por isto, professor.
Não me custa nada, Martin.
Ela não está, mas vou esperá-la aqui sentado. Sem problema.
Não, venha comigo.
Você onde mora Juan Pablo?
Acho que sim. Sempre pegamos a linha 114.
- É longe? - Não, não é.
É do outro lado da Praça Devoto.
- Achei que era esta, mas parece que não. - Vamos fazer outra coisa.
Vamos à minha casa, você come algo e depois eu o levo à sua avó.
Ligue de novo.
Não, não há ninguém.
Dê para mim.
- Sebastián? -Sim?
-Pode vir aqui um pouco? -Sim, estou indo.
Entre e sente-se.
-Este é você, professor? -Sim.
- Quer que eu te prepare um sanduíche? - Quero.
Deveria ter a sua idade.
Ou um pouco mais, 20, 21.
- Posso ir ao banheiro? - Sim, próxima porta do corredor.
Já liguei para o colégio, mas não tem ninguém.
Deixei todas as coisas lá.
Sim, espero que a avó esteja.
Estou começando a me preocupar com o que fazer se não estiver.
Não, não sei o que vou fazer.
Não o deixe sozinho.
Agora tenho uma reunião.
Ligue-me mais tarde e então nós três saímos para comer em algum lugar.
Vocês estão de bobeira. A avó deve estar em casa.
Tem certeza que ele ligou, procurou o amigo e verificou a casa?
Meu irmão perguntou há pouco se vamos visitá-lo.
Se no verão vamos visitá-lo. Posso responder outra hora...
Certo. Certo. Um beijo. Tchau.
Entre.
Professor, posso tomar um banho? Estou cheirando a cloro.
- Se não for incomodar. - Não... O banheiro é ali.
Vou pegar uma toalha.
Com licença.
- Aqui está a toalha. - Obrigado, professor.
Martin, preciso entrar um pouco.
Aqui tem uma camiseta.
Use-a por enquanto. Não a uso mais.
- Ainda estava aberto? - Sim, estava, por sorte.
Desculpe-me incomodá-lo, é que preciso te falar algo...
A moça do quarto não quer pagar a reforma.
Eu falei para ela...
- Este é o... - Tudo bem, não se preocupe.
- Volto depois, não vou incomodar. - Certo.
- Tchau. - Tchau.
- Desculpe, não percebi que havia alguém. - Não foi nada.
Você não fez nada errado, mas é que as pessoas...
Vai, pode se vestir.
- Posso usar seu desodorante? - Claro. Não precisa perguntar.
Ela não está.
Pode voltar para minha casa.
Pode ficar na sala. Mas você sabe que posso me meter em problemas, não?
Mas não vou deixá-lo na rua ou levá-lo para a polícia.
Não faria bem a você porque o deixaria muito exposto.
Só peço que não conte a ninguém, pois você é menor e...
Realmente, posso me meter em problemas com um aluno dormindo na minha casa.
- Entende bem isso, não? - Entendo, professor.
Certo, vamos. Levante o vidro.
Colocou perfume?
Sim, desculpe, passei um dos seus. Parecia que não usava mais.
Não uso mais.
Meu irmão me deu de presente, mas não pensei que era bom.
- Desculpe, é que eu pensei que... - Pare de pedir desculpas por tudo, Martin.
Tudo bem. Desculpe.
Isso não é nada de mais.
Não tem culpa se chegou e foi deixado fora de casa.
Vamos chegar, pedimos uma pizza e amanhã esquecemos tudo.
Tudo bem.
É, arrumei uma cama na sala.
Acho que não. É um rapaz tranqüilo.
Se ele roubar, sabendo que...
Não vou levar o CD para o quarto. Acha que sou louco?
Primeiro me diz para não deixá-lo sozinho, e agora está com medo que ele roube algo?
Não me torre a paciência!
Bem, venha dormir aqui.
Não fica estranho, ao contrário, ele vai se sentir mais tranqüilo.
Bem, faça como quiser.
Deixá-lo aqui sozinho? Isso sim é loucura.
Não faz sentido.
Amanhã dormirei aí.
Bem, então venha você.
Bem, como você quiser. Chega. Tchau.
Levante-se. Preparei sua cama.
Venha.
- Estou saindo, professor. - Não tenha pressa.
Pode me dar um pouco de pasta-de-dente?
Tenho. Já te trago.
Tudo certo, professor?
Sim.
Estava com sede.
O que está bebendo?
- Água. - Traga-me um pouco?
Sim, já levo.
Vou voltar a dormir.
Martin, acorde.
Vamos, são sete e meia.
Vou indo, professor.
Não, tome café e então vamos. Chegaremos a tempo.
Posso pegar um ônibus, sem problema.
Vou para a escola. Deixo você lá.
Se você vai ao clube, pode me deixar perto da praça.
-Assim não precisa desviar. -Certo.
- Bom dia. - Bom dia.
Pode me dizer o que aconteceu?
Cheguei esta manhã e vi a polícia aqui. Pensei que tinham matado algum rapaz.
Não, mas é quase isso...
Parece que hoje, quando Cármen abriu a escola às 7:30h,
vieram desesperados e com a polícia os pais de um aluno que não voltou para casa.
Queriam saber se alguém da escola sabia de algo. Foi horrível! A mãe desesperada, chorando...
Quando Martha chegou eles contaram tudo.
E quando os alunos entraram, ele estava entre eles, tranqüilo.
O pai lhe deu um tapa na capa e ele pareceu não entender nada.
Parece que ele dormiria na casa de um amigo e não foi.
A mãe dele, por coincidência, em uma loja de roupas do Vila Del Parque...
encontrou a mãe do outro aluno. Veja o que é a vida!
Então, ela disse que seu filho não dormiu lá. O menino mentiu, imagine o resto.
Ele disse que foi na casa desse amigo e não do outro porque
porque os pais não o conheciam e não deixariam. Um amigo da Praça Devoto, para saírem a noite.
Vai saber? Bem, o fato é que já está tudo resolvido.
A escola não teve nada a ver com isto. A polícia foi embora...
e nós tivemos que deixar os estudantes
que ficaram assistindo toda a cena lá de cima.
O rapaz, depois de bronca daquelas, voltou para a sala.
- De que ano é o garoto? - Do quarto.
Não é velho o bastante?
Bem, aquela mãe estava desesperada. Eu a entendo.
Claro, pode-se imaginar.
Mas o menino não tem celular?
Não sei, não sei de tudo.
Não vou colocar açúcar. Você quer com açúcar?
Sebastián!
- O quê? - Não tem açúcar.
Tudo bem, não faz mal.
Não vou colocar açúcar, porque...
Vou provar esta, certo?
- Você tem desodorante? - Na minha mochila.
- E esta? Esta é legal. - Não, essa não é minha.
Não tem uma decente para mim!
Todas as suas camisetas são uma merda.
- Não faça bagunça, Juan Pablo. - Estou procurando outra.
- É só escolher uma e puxar. - Claro, acalme-se.
- Pare. Depois eu é que vou arrumar. - Calma.
- Você está muito magro. - Cai fora.
- Venha comigo para o jiu-jítsu. - Claro, claro.
Ei.
- Pare, Juan Pablo, pare. - Sente-se aí.
- Pare. - Você não tem força.
Tudo bem, pare, não tenho força. Não estou no clima.
Oi, como vai?
Sempre me pega quando vou comprar sorvete de Luisito.
Está cada vez mais gostoso.
Meus filhos dizem que vou comprar tudo para mim,
mas não é verdade.
Professor...
Trouxe sua camiseta.
Não pude lavá-la, espero que não me leve a mal.
- Eu posso lavá-la, se quiser. - Não, obrigado.
Tchau. Até amanhã.
- Desculpe. Aconteceu algo, Sebastián? - Não.
Bom, vou deixá-lo ir, porque você estava saindo e eu o prendi aqui.
Não sei.
Ele está fora há seis meses.
Volta no Natal.
Se continuar no trabalho, talvez fique lá.
E o que aconteceu?
Disse que tinha algo pra me contar.
Nada.
Nada?
Você disse que algo ruim aconteceu e depois desligou o telefone.
Meu irmão ligou para me contar algo...
ele exagerou, mas era besteira. No momento fiquei assustado.
O que era?
Ele se enganou com o relatório da análise mas meia hora depois resolveu.
Vamos tomar sorvete?
Vamos.
- Albamonte. - Presente.
- Alvarez. - Presente.
- Barraza. - Presente.
- Blanco. - Não veio hoje.
- Crespo. - Aqui.
Correa.
Duran.
Não está?
Desculpe, professor. Não queria dormir em casa e menti.
- Que filme vamos ver? - A marte.
E sobre o que é?
O quê? O filme?
Não sei. Ainda não vi.
Sei que ainda não viu. Mas é sobre o que, mais ou menos?
Deve ser sobre amor.
"A marte", sobre amor?
Claro, que idiota: "Amar-te".
Poderia ser, mas não é. É "A marte". Como, "Para marte".
O planeta marte.
Pensei que "A marte" era "Amar-te", de amor.
Não, não é um filme romântico. Ao contrário.
É sobre extraterrestres que invadem a terra para matar todos.
E seqüestram todas as meninas bonitas do mundo.
- Por que eles nos querem? - "Nos querem"?
- Não seja malvado. - É uma piada, boba.
Não me acha bonita?
Sim, você é linda.
Espere por mim.
Pegou tudo?
Ana. Espere por mim.
Já vi um filme proibido para menores de 16 com meu pai.
Disse que pode entrar com alguém maior, porque podem lhe explicar tudo.
Mas sempre entendo tudo, desde criança. Então, nem é necessário.
Às vezes aparecem pessoas nuas ou muito sangue. É por isso.
Outro dia queríamos vir para ver um filme em 3D,
mas não havia nada que gostássemos para ver.
Sabe, há um filme da Disney,
é sobre o fundo do mar ou o espaço, mas são para as escolas.
- Como se chama o filme? - O quê?
Qual é mesmo o nome do filme?
É, "A saturno".
Não, chama-se "A marte".
É um nome bonito.
Certamente viajam pelo espaço, mas há uma história de amor.
Não, pois em inglês é "To mars", que não significa a mesma coisa.
Então poderiam tê-lo chamado de "Até marte" ou "Viagem a marte".
Não acha? Parece "amar-te" de "amor".
Para mim está parecendo um trocadilho.
Os trailers começaram.
- Albamonte. - Presente.
- Álvarez. - Presente.
- Barraza. - Aqui.
- Blanco. - Não veio.
- Crespo. - Eu.
O que aconteceu?
Desculpe, professor.
Então você mora com seus pais.
Nunca entrou água no seu olho.
Posso entender o que você quer?
Por que mentiu assim?
Pensei que minha mãe não saberia e...
não faria tanto barulho.
Mas por que você mentiu?
Poderia ter me dito que tinha um problema e eu o ajudaria de alguma forma.
Não sei. Eu pensei que...
Se eu ficasse na sua casa pudesse acontecer algo.
Algo o quê?
Pode me dedurar. Vamos ver quem sairá perdendo.
Está bem.
Até logo.
Bem.
Nas próximas duas semanas teremos aula no pátio do colégio.
Não sei se soube, Sebastián,
agrediram um aluno na quadra de esportes
e os pais vieram reclamar.
Parece que quiseram roubá-lo e houve uma atitude violenta.
Já aconteceu, no ano passado, uma briga entre dois colégios,
e também houve reclamações.
E conversei com Juan Cruz e ele não poderá dar aulas de natação até o fim do ano
porque faltam horários livres no clube.
Então, penso que se as aulas fossem aqui,
teríamos menos queixas.
O horário permanece o mesmo. Os meninos da manhã têm aulas à tarde,
e os da tarde, pela manhã.
Precisam controlar um pouco para que não haja bagunça, certo?
- Excelente. - Tudo bem.
Bem, gostaria que passassem pelas salas para informar
diretamente aos alunos sobre isto.
- Certo. - Pronto, então podem ir.
Com licença. Desculpe, professora.
Precisamos falar um momento com os alunos. Pode ser?
Claro, podem entrar.
Daremos algumas aulas no pátio, e alguns trabalhos escritos em sala.
Os dias e horários na piscina permanecem os mesmos.
Na próxima aula, os rapazes de cabelo comprido...
... ajuda a prevenir o pé de atleta.
Concordam?
Sim ou não, respondam algo, por favor.
O que você tem?
Um problema com um aluno.
Eu também tive um dia terrível.
Camila, você a conhece? Cami ou Camila?
Apresentou uma idéia igual à minha.
Não é exatamente igual, mas há muitos pontos em comum.
Então eu a ouvi e fiquei sentada lá.
Queria saber o que os outros achavam sobre aquilo.
Mas acho que ninguém disse nada.
Não me importo se minhas idéias foram roubadas. Tenho muitas.
Não é isso.
Mas lamento que eu esteja num lugar onde ninguém inspeciona estas coisas.
Não há uma pessoa que inspeciona algo assim.
Passei por um mal momento.
Mas é melhor não falarmos de problemas do trabalho, não é?
Não que não queira te contar .
Acho que temos muitas coisas nossas para pensar.
Não vamos nos contaminar por problemas do trabalho.
Estou indo.
A maioria de borboletas adultas alimentam-se do mel das flores...
com suas trompas. O que você não entende?
Não sei, não entendo.
Esta trompa é uma estrutura bucal extensível
desenvolvida a partir de algumas partes bucais articuladas típicas dos insetos.
Esta língua enrolada...
É uma língua, veja...
é flexível e muito sensível.
Por introduzir-se em uma flor...
Deve ser Juan Pablo.
Mas também pode curvar-se abruptamente,
de forma que a borboleta possa se alimentar por diferentes ângulos
sem precisar se mover, nem mesmo seu esqueleto.
Uma vez que a borboleta termina de se alimentar...
a língua se retrai, enrolando-se
e se encaixa exatamente abaixo da cabeça do inseto.
Oi.
- Martin. - Certo, Juan?
Não deu para ouvir.
- Isso. - Isso, chega.
Bem, a maioria de borboletas adultas alimentam-se sorvendo néctar das flores.
Sorvendo é como absorvendo, comendo.
Certo, tudo isso com estrutura bucal extensível
desenvolvida a partir de algumas partes bucais articuladas típicas dos insetos.
Esta é a língua enrolada que acabei de mencionar.
Por introduzir-se...
Juan.
Onde estava? Ah, que por introduzir-se em uma flor...
também pode curvar-se abruptamente
de forma que a borboleta possa se alimentar por diferentes ângulos sem se mover...
Acha que está forte porque é mais velho?
Talvez...
Não entendo.
Por que não gosta dela?
Não é que não goste dela. Conheço-a desde os 6 anos.
É como minha irmãzinha.
- Ensinei à ela a Regra de três. - O que tem a ver?
Ou por acaso você acha que ela...
vem aqui para você ensiná-la sobre a alimentação das borboletas?
Pode ser. Não sei.
Desculpe.
- Ficarei em outro lugar. - Não, entre. Não é nada.
Entre.
Você precisar estar forte. Precisa ficar com os meninos.
Sou muito sensível. O que posso fazer?
- O que aconteceu? - Um aluno morreu.
- Ele caiu de um telhado. - Quem?
- Albamonte? - Presente.
- Alvarez. - Aqui.
- Barraza. - Presente.
Crespo.
Correa.
Duran.
Obrigado, professor.
Não vou contar a ninguém.
Estou um pouco envergonhado, mas preciso ficar na sua casa.
Para minha avó direi que vou ficar no Juan Pablo,
para que ela não se preocupe.
Está bem.
Desculpe por te causar problemas.
Sem problema, Martin, sério.
Obrigado.
Bem.
Tchau.
Não sei se gostei do livro, sabe?
A história é boa, mas em alguns momentos, ela se desvia.
Não conta o que eu gostaria que me contasse.
Entendo que talvez esta seja a idéia, mas não poderia deixar lacunas...
Mas senti que está faltando algo.
Não sei.
É desses livros que não sei se devo recomendar ou não.
Você gostou, não é?
Gostei.
Tudo bem?
Tudo.
Vou tomar um banho rápido e podemos sair, certo?
- Tudo bem? - Professor, você me assustou.
Sinto como se houvesse algo dentro do meu olho.
Deixe-me ver.
Está vermelho. Esfregou muito?
-Sim. -Olhe pra cima.
Para baixo. À direita.
À esquerda.
Eu não vejo nada.
Parece áspero na parte de trás.
Quer ir ao pronto socorro?
Acho que entrou algo quando estava olhando
para o vidro do armário no momento que quebrou.
Pode ser.
Vista-se e vamos.
- Está certo. - Vamos.
Com licença, professor.
Não encontrei o CD que você disse.
O quê?
Aquele rapaz deve tê-lo roubado, não?
Não, acredito que não.
Que estranha essa história do aluno.
Por quê?
Não sei.
Às vezes penso que você trouxe uma menina pra cá...
- ...e que inventou sobre o aluno. - O que está dizendo?
Você nunca conversou sobre isto.
Como eu faria uma coisa dessas?
Eu teria que dizer para você não vir de qualquer maneira.
E eu falei para você vir, se não se lembra.
Você sabia que eu não podia.
- Para mim aconteceu isso. - Não preciso ouvir essas bobagens.
Espero você lá embaixo.
Pronto. Vamos chegar a tempo.
-Pode levantar? Minhas unhas estão úmidas. -Sim.
Obrigada.
- Que perfume é esse? - É seu.
- Sim, eu sei. - Eu coloquei. É unissex, não é?
- Gostou? - Não.
Bom...
Você nunca o usa.
Talvez não goste dele.
... há alguns meses o carro de Santiago foi roubado.
Não estacione na rua porque é perigoso. Dê a garrafa pra mim.
Não, leve a garrafa e venha me pegar mais tarde, sem mal humor.
O quê?
O que está acontecendo?
Espere.
Estou sangrando muito.
Cuidado que podem nos ver.
Queria te pedir perdão.
Perdoe-me.
Tradução: LUMPY lumpylegendas@hotmail.com
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