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Como eles me acharam?
Eu preciso despistá-los.
Você a viu?
Ela tava bem ali, mas eu perdi ela de vista.
Depressa! Vai pra direita e eu vou pra esquerda.
Você não vai me pegar, Ladybug.
Vocês nunca vão me achar.
Não! É impossível!
A Marinette tem que ser a Ladybug! Ela é a única...
Cerise, como foi seu dia, querida? Foi ótimo, mamãezinha. Tá me chamando de
mamãezinha agora?
Pois é. Você gostou? Olha, eu gosto mais de mamita. Eu já me acostumei. Tá bom.
Tá tudo bem com você, Cerise?
Tá.
Tá tudo bem, mamita. Sabe que pode me contar tudo, não é?
Eu sei.
Eu me chamo Marinette. Uma menina como as outras.
Mas tem uma coisa que ninguém sabe.
Porque eu tenho um segredo.
Doutora Flashback. A hora certa, parte 1.
Versão brasileira Beck Studios.
Caro Adrian.
Ai, não, não tá legal.
Formal demais.
Adrian Moore.
Ai, que apelido fofinho!
Boa, Marinette. Você finalmente inventa um apelido fofo pra ele no dia em que
vai ter que terminar.
Oi,
Adrian. As coisas não andam legais entre a gente, então acho melhor a gente dar
um tempo.
Qual é? Não dá pra acreditar nisso. Tá tudo ótimo com a gente. Cada segundo com
o meu Adrian Moore é incrível.
Adrian, eu tô gostando de outra pessoa.
Eu só queria saber se você tá bem. Pode me ligar a qualquer hora se você
precisar. Eu te amo.
Como eu poderia gostar de outro?
Ele é tão perfeito.
Por que não fica com ele se não quer terminar?
Porque a Alya tá certa. Eu não posso continuar fingindo que nosso
relacionamento é perfeito se eu tô mentindo pra ele o tempo todo.
Conta a verdade pra ele, então. O quê? Que o pai dele era o super vilão
monarca? Que ele queria pegar os Miraculous da Ladybug e do Cat Noir pra
reviver a mãe do Adrien que ele mantinha num sarcófago em uma cripta embaixo da
casa deles? E explicar que pra fazer isso o pai dele tava disposto a
sacrificar o mundo inteiro?
O Adrien nunca iria superar isso, Tiki.
Mas se terminar, acha que ele vai conseguir superar?
Prefiro destruir o nosso amor do que a vida dele inteira. Por mais que não
queira fazer isso, eu não tenho opção.
Eu tenho que dizer que não amo mais ele.
Adrien, eu não te amo mais.
Não acha que tá pegando pesado? Se eu falar mais, ele vai suspeitar que é
mentira.
Não.
Não pode ser assim.
Eu tenho que falar pessoalmente.
Só tenho que achar a hora certa.
Marinette, eu te amo.
É, tá legal. Eu já sei. Você já falou isso umas 150 vezes.
Você é tão derretido por ela que eu poderia te botar numa panela de fondue e
alimentar uma multidão. Falar eu te amo 150 vezes não é o suficiente. Eu quero
expressar o que eu sinto pela Marinette.
Eu preciso de uma coisa a mais. Mais fermentada, talvez?
Tipo um queijo com T, 36 meses?
Tipo um... Um... Um símbolo de amor.
Só preciso achar a hora certa pra entregar pra ela.
Ah, finalmente.
Vai pedir comida?
Não. Eu vou olhar a previsão do tempo pra amanhã.
Eu não
tô entendendo. Eu deixei alguma coisa passar.
Nuru,
fala. Onde foi que eu errei?
Deixa eu pensar. Em vez de inventar várias vidas falsas, você devia ter
tentado viver a verdadeira.
Sua criatura inútil. Sabia que te pedir conselho não ia adiantar nada.
Você não quer conselho. Só quer que eu diga o que quer ouvir. Já chega de
falar.
Eu vou descobrir onde eu errei. De um jeito ou de outro.
Vai ficar tudo bem. Eu tô fazendo a coisa certa.
Marinette?
Você tá legal?
Recebeu minha mensagem ontem? Eu recebi. Eu recebi, sim. Foi uma mensagem ótima.
Obrigada. Na verdade, eu... Não respondi ontem à noite porque eu...
Eu queria achar as palavras certas. Elas são essenciais quando a gente quer falar
uma coisa importante. Não acha?
Acho. Você tem razão. É verdade mesmo. Fala. Eu tô ouvindo.
Adrian, eu... Eu
queria te agradecer pessoalmente pela mensagem e
ver se a sua noite tinha sido boa.
Hoje, em vez de só te desejar boa noite, ontem. E já que eu tô vendo agora que
você teve uma boa noite, tá tudo bem.
Agora a gente tem que ir pra não se atrasar.
Olha, eu andei pensando muito na gente, Marinette.
Eu também.
Você também acha difícil expressar o que a gente sente um pelo outro?
É, eu acho muito difícil. E eu estava procurando a hora certa de dizer, mas eu
acho que não vamos ter.
Adriana, eu... Tem uma hora certa e eu acho que sei qual é.
A gente se encontra no intervalo no alto da escada, ok?
No intervalo, tá?
O que aconteceu ontem? A Marinette
foi akumatizada.
Ai, não!
Valeu pela preocupação, amigos, mas eu já tô bem.
Olha, eu nem me lembro do que aconteceu durante a akumatização.
Por sorte, a Ladybug e os Miraculous deram um jeito em tudo.
Acabou bem, então tá tudo bem. E eu pensava que você era invulnerável. Ah,
não, Aglai. Todo mundo tem fraquezas.
E por que você foi akumatizada, então?
É que anteontem, logo antes da Alya chegar na minha casa pra dormir lá, eu
escrevi no meu diário, mas eu esqueci de guardar ele.
Aí ontem, quando ela foi embora, eu vi meu diário aberto em cima da mesa e
achei que a Alya tinha lido ele.
Foi por isso que eu fui akumatizada.
Não é, Alya?
É, isso aí. Mas é óbvio que você nunca leria o meu diário. Foi muito ridículo
eu ter pensado que a minha melhor amiga faria isso.
É, ninguém precisa ler o seu diário porque todo mundo sabe o que você
escreve nele.
Eu te amo, Adrien. Cada segundo sem você é uma tortura.
E cada segundo com você é mágico.
Então, quer dizer que foi só um mal entendido?
Foi sim, Aglai.
Mesmo assim, as akumatizações afetam a gente.
Talvez seja melhor você conversar com alguém, tipo a minha psiquiatra. A Dra.
Psi Kwa é excelente pra ajudar a gente a ver o que não consegue.
Não, não, não precisa, Max.
Olha, todos nós fomos vítimas de akumatização e eu não vejo ninguém
correndo pra ver a Dra. Psi Kwa.
O que aconteceu?
Eu ofendi ela?
Lembra porque a Gly vai na Dra. Psi Kwa?
Lembro, porque ela foi vítima do Hock Moth e ficou traumatizada.
Foi mal.
Ela vai ser traumatizada de novo por minha causa.
Diane, você viu a Gly? A Gly?
Ah, vi. Ela estava indo para o banheiro. Valeu.
Você ligou para o celular da Gly. Por favor, deixe seu recado e eu ligo quando
eu puder.
A Gly deve ter sido akumatizada por minha causa. Você não sabe se é verdade.
Não, tem razão. Mas tenho que ter certeza.
Tiki, transformar!
Desculpa. Tchau, Sebastiano. Até semana que vem.
Tchau, doutora Piscuá.
Qual o problema, Gly? Tá tudo bem?
Eu preciso falar com você, doutora.
Eu achei que eu tava perdendo medo de borboletas, de ultracumas, de vilões
akumatizados. Mas eu me enganei.
Olá. Desculpe atrapalhar. Não.
Você já me akumatizou uma vez. Nunca mais vai me pegar. Sai da minha cabeça.
Eu tô no meio de uma consulta.
Exatamente. Eu vim pra te ajudar a curar a Aglaya. Eu sou uma boa terapeuta. Eu
acredito em mim. Eu sou uma boa terapeuta. Eu acredito em mim. Eu sou
uma boa terapeuta. Eu acredito em mim. O que foi, doutora?
Fica tranquila, Aglaya. Eu tô bem.
Claro que eu traumatizei a menina.
Enquanto eu continuar usando meu miráculos pelos motivos errados, vou
acabar traumatizando cada vez mais pessoas.
A menos... Que você me cure.
Você? Sim, eu.
E qual é a sua questão?
Supervilanismo. Mas terapia demora. Vai precisar de muitas sessões pra me falar
de você, do seu passado, do que sente.
Tem que ter um jeito de acelerar o processo que dá o superpoder que te
permite explorar a memória dos pacientes.
Por favor, doutora.
Seja uma heroína como a Ladybug e aniquile a minha maldade.
Eu... vou concordar. E como eu devo te chamar?
Doutora Flashback.
Não se preocupa, Gly. Eu aceitei a akumatização pra ajudar quem tá portando
o Miraculous da Borboleta agora.
Mas eu só fiz isso pra poder te ajudar e te curar.
Eu sei.
Asas negras caem.
Mas quem é você?
Ah, eu tenho várias identidades, mas hoje pra você vou ser a Chrysalis, a
portadora do Miraculous da Borboleta.
Eu tô pronta pra sessão.
Doutora Flashback.
Tudo bem, Grisales.
Vamos começar.
Não, não, não! Tinha que ser ela!
Me diz por que você ficou tão zangada.
Por causa dela.
De quem é que você tá falando, Grisales?
Dela. Da Marinette do Pencheng. Eu tinha certeza que ela era a Ladybug.
Por que você fez isso? Pra eu poder te curar, eu preciso que você me conte a
sua história desde o início.
Lembra quando a raiva que sentiu por ela apareceu pela primeira vez?
E o que você acha?
Transforma.
Calma, está tudo bem, Marinette. A Gly não foi akumatizada.
Ela deve ter ido para casa, é só isso.
É claro. Ótima ideia, Tiki. Vamos até a casa da Gly para ver.
Você tá querendo que eu diga o que você quer ouvir? Claro que não!
Você não ia se encontrar com o Adrian?
Parecia muito importante pra ele.
É, eu sei, mas primeiro eu quero saber se a Gly tá bem. E eu vou dar docinhos
pra ela. Não tem nada como um docinho pra acalmar e pra pedir desculpa por
magoar alguém.
Alô, diretor Damoclê, é a Marinette do Pencheng. Pode me dar o endereço da Gly
do Fresni? Eu... vou levar o dever de casa pra ela.
O Gabriel me removeu do sistema. A obsessão dele pode nos fazer perder
tudo. Vá à mansão dele. Seja meus olhos e braços.
A minha mãe, Tomoe Tsurugi, era cúmplice do super vilão Monark, o antigo portador
do Miraculous da Borboleta.
A senhora Tsurugi é sua mãe? Uma de muitas, mas não é a questão.
Então, qual é a questão?
A senhora Tsurugi me deu a missão de monitorar o Gabriel Agreste.
Ela tinha medo de uma traição dele.
O Gabriel Agreste era o monarca. A memória não mente.
Mas é impossível. A Ladybug me disse que foi ele que derrotou o monarca. Foi o
que ela queria que todo mundo acreditasse.
Mas eu estava lá. Eu sabia. E foi assim que eu consegui o Miraculous da
Borboleta, doutora.
Pode voltar depois de encontrar o Adrian.
Talvez ela já tenha chegado.
Ou ela está em casa, embaixo do cobertor, chorando muito pelo que eu
falei e ela não quer falar com ninguém nunca mais.
Eu tenho que entrar nesse prédio agora.
E como você vai fazer isso?
Alô? Oi, doutor.
Pois não? Pode abrir a porta?
Você marcou a consulta?
Sim, quer dizer não, mas...
A minha cabeça, ombro, joelho e pés torrem. Eu tô muito mal.
Tudo bem, pode entrar.
Eu tô me sentindo bem melhor.
Aguai, é a Marinette. Eu sinto muito pelo que eu falei. Eu vim me desculpar
com você. Eu não quis dizer que... Ser akumatizada não é complicado.
Eu não pensei direito.
Eu trouxe docinhos sem me deixar entrar.
Oi, menina. Por que você está gritando assim no corredor? Se quer contar sua
história de vida, procura um terapeuta.
Um terapeuta?
É claro!
Tem razão! É lá que ela deve estar.
Valeu, moço!
O homem que se chamava Hawk Moth. Shadow Moth.
E por último, Monark tinha forçado o Sr. Gabriel Agreste e a Sra. Tomoe Tsurugi a
criar os Anéis Alain.
Ali! Você viu?
É mentira! A Ladybug mentiu! Por quê?
Ninguém mente sem motivo.
Ela só podia estar tentando proteger alguém.
Alguém que ficaria magoado ao saber que Gabriel Agreste era um super vilão. Eu
só tinha que descobrir quem seria.
Já sabe quem, doutora? O filho do Gabriel, é claro.
Adrien Agreste.
E quem gosta do Adrien é o suficiente pra mentir pro mundo inteiro só pra
proteger ele. A Marinette do Pencheng.
Isso tá na sua memória?
Não, deve ser o seu telefone.
Me desculpa.
Talvez a psiquiatra da Aglai não esteja trabalhando hoje. Ou talvez ela esteja
no meio da consulta com a Aglai que precisou falar com ela por minha causa.
Marinette, eu estou no ponto de encontro. Já estou te esperando. Te vejo
logo.
Sem senha pra abrir.
Marinette, eu tô no ponto de encontro. Já tô te esperando.
Te vejo logo.
Tu acha que tá demorando pra dizer pro Adrian o que queria dizer?
Ah, tô, mas... Ah, a Gly pode tá em perigo.
Se ela tá com a psiquiatra, ela tá segura.
E eu preciso me desculpar e dar os docinhos pra ela.
Normalmente é uma senha de quatro dígitos.
Ah, então são exatamente dez mil combinações possíveis.
Só isso?
Então vai ser rápido tentar todas.
0000. Ah, não é essa.
0001.
Também não é.
0002.
Também não é.
Doutora, eu tinha certeza de que a Marinette do Penchang era a Ladybug. Eu
só precisava provar.
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