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Original subtitles

Ali, a carrinha vermelha.

Bom dia, senhor.

Chamaste os rapazes?

Vêm a caminho.

É ali.

Mesmo no meio da estrada.

Foram todos à caça?

- Sim, senhor. - Bom dia.

- Bom dia, chefe. - Chefe.

Bela arma.

Eu?

Sim, tu. Traz cá isso.

Uma carabina.

Onde arranjaste isto?

- Está registada. - Registada, o tanas.

Não se podem registar armas destas.

Está registada.

Tem razão. Está registada.

Tem licença e tudo. Eu vi.

Cabrõezinhos...

Vai ter comigo depois. Com a arma.

Sim, senhor.

Quem encontrou aquilo?

Fomos nós.

Foda-se.

O que é isto?

Que raio aconteceu?

Foi por isso que avisei.

Há pouco não estava aqui.

Encontrámo-lo no regresso. Há cerca de uma hora.

Segura nisto.

Meu Deus…

O que terá feito isto?

Esquartejou-o, mas não comeu nada.

Um animal grande tentou comê-lo, mas não conseguiu.

Agora já vi de tudo.

Isto…

Isto pode ter sido um urso.

Não foi um urso.

Porque não?

Estas marcas. As garras dos ursos não são tão grandes.

Talvez deste tamanho?

Isso vejo eu.

Deve ter sido um tigre.

Viram pegadas nas montanhas há uns dias.

Quem viu?

- O senhor Hae-sul. - Deixa-te de merdas.

Como chegaria cá um tigre?

Estamos rodeados de campos de minas.

Foi o que disse o senhor Hae-sul.

Mas usa a merda da cabeça.

Um tigre, caralho?

Mas foi mesmo o que ele disse.

Se o senhor Hae-sul disse, é verdade.

Isto faz parte do território do tigre.

Começa na Sibéria.

Passa pela Coreia do Norte de tantos em tantos anos.

- Contorna as minas? - Sim.

E a vedação de arame farpado?

Deve haver buracos para os cães.

Buracos, o caralho.

Está a falar a sério?

Se o senhor Hae-sul disse, é verdade.

Porque nunca ouvi falar disso?

Toda a gente sabe.

É verdade.

- Sim. - Toda a gente sabe.

Raios…

- Sung-ki. - Sim.

E se for mesmo um tigre?

Se já começou a matar, é muito perigoso.

Temos de o apanhar já.

Se entrar na vila, estamos fodidos.

Foi por isso que chamei os rapazes.

São bons.

Aqueles também?

Sim. Ainda melhores.

Bom trabalho, primo.

Dividam-se em dois grupos e procurem.

Primeiro, vejamos para onde foi.

Sim.

E tirem isto da estrada. É nojento.

Vou andando.

Até logo, senhor.

HOPE: O PRIMEIRO IMPACTO

Avisem os civis para ficarem em casa.

Usa a rede de emergência para chamar os reservistas.

Põe-nos já a patrulhar.

Só são oito.

Porquê só oito?

Sempre foram só oito.

DENUNCIE ESPIÕES: LIGUE 113 - Merda.

Então,

chama os donos de caçadeiras para darem uma ajuda.

Pede ajuda ao Jae-duk.

Sim, chefe.

É mesmo um tigre?

Sim, é o que dizem.

Passa cá de tantos em tantos anos, não é?

Do que estás a falar?

Disseram que toda a gente sabia.

É novidade para mim.

- Aqueles cabrões. - Quem disse isso?

Esquece. Volto daqui a pouco.

Sim, chefe.

Filhos da puta…

Central. Central.

Daqui 176, unidade 1.

Prossiga.

Bom dia. Fala o Bum-seok, do Porto de Hope.

És tu, Bum-seok? Que surpresa.

Temos aqui um problema.

Tens um instante?

O que é?

PERIGO: ANIMAIS SELVAGENS E MINAS DENUNCIE ESPIÕES

O senhor Hae-sul disse mesmo aquilo?

Não.

- Nunca o vi. - És doido, caralho.

É melhor não te mostrares. Senão, fode-te.

Tanto faz.

Amanhã volto para o barco.

Espera. Encosta.

Viste alguma coisa?

Ali. Não é aquilo?

Onde, estúpido?

Ali, na vedação.

É pelo daquele touro.

Merda.

Traz o material.

Meu Deus.

Mas não está cá ninguém.

Foram todos apagar os incêndios nas montanhas.

Manda-nos ao menos uns funcionários do município.

Sabes que aqui é quase tudo idoso.

Os funcionários também foram.

Mas percebo. Vou ver o que posso fazer.

Obrigado.

Já agora,

Tu já

viste algum tigre?

Que raio de pergunta é essa?

Andaste a beber?

PORTO DE HOPE

Merda.

Tresanda, foda-se.

Deve ter comido este. Arrancou-lhe as patas.

Foda-se. Isto é grave.

Seja o que for, também fez isto.

Sim.

Não cheira mais a peixe do que a carne podre?

Tens razão. É peixe.

Meus senhores.

Deixem-se de conversa e venham cá.

Despachem-se!

O quê?

O que foi?

UM SÓ CORAÇÃO

Merda.

Agora é que estamos fodidos.

O estábulo do senhor Ko?

Isso não sei.

Mas a tatuagem do braço direito dizia "Um Só Coração".

É ele. Encontraram o corpo?

Não. Não encontrámos nada.

Foda-se. Meu Deus.

Então, foi comido?

Acho que sim.

Isto é uma loucura do caralho.

Sung-ki, tens a certeza de que é um tigre?

Já não tenho a certeza.

Quando cá chegares, vais ver,

mas esta coisa não é brincadeira.

- Está bem… - Sim.

Volta depressa para a vila.

O quê?

Falta-nos gente.

Mando os rapazes da carrinha azul

enquanto procuramos a norte.

Não podemos deixar esta coisa à solta.

Que raio?

O que foi?

- Chefe? - Está aí?

- Depois ligo. - O quê?

IMOBILIÁRIA HOPE

Que raio…

Merda.

Foda-se!

Minha senhora. Minha senhora!

Agente Yim! Agente Yim!

Sim, chefe.

Vem já à Imobiliária Hope.

Acho que a coisa esteve aqui.

Pede reforços à central.

Por acaso, tenho recebido chamadas.

O quê? De onde?

Dois relatos perto da câmara municipal. Um perto da ponte.

O senhor Hosik está ferido. O KS Chicken também ligou.

Ouviste aquilo?

O quê?

Um tiro.

O quê?

Porra, são tiros.

Chefe! Chefe!

Está bem?

Tae-seok!

Tae-seok!

Tae-seok!

Filho da puta!

Merda.

Meu Deus…

PROTEJA A NAÇÃO CONTRA INFILTRAÇÕES

Mas que…

Que desgraça.

Podemos subir por aqui.

Wan-seob.

Vai à frente. Segue o rasto.

Chung-san.

Traz a comida.

Despachem-se. Está a escurecer.

- Tens o saco de munições? - Sim.

- Não te esqueças da corda. - Está comigo.

Fiquem atentos, está bem?

Um descuido aqui e estamos mortos.

Não se dispersem como há pouco.

Ficamos juntos.

Aquele cabrão.

Filho da puta!

Não dispares.

Não dispares contra mim, caralho.

Já disse para não disparares!

O que fazes aí?

Estás bem?

Não, não estou nada bem, caralho.

Anda cá.

Anda cá, já.

Mexe esse cu e anda cá.

Mais depressa.

Corre!

Já disse para correres. Mais depressa!

Despacha-te.

Estás cheio de tempo, caralho.

Cabrão!

Porque disparaste contra mim? Queres morrer?

Desculpa. Assustaste-me.

E disparas assim contra uma pessoa?

Como se fosse um javali?

Desculpa, a sério.

Cabrão.

Tens flechas.

Vermezito.

Há pouco passou por aqui.

Não foi por ali?

Não, foi por aqui. Olha.

Conseguiste vê-lo?

Podes crer que vi.

O que é?

Um monstro do caralho. Um monstro enorme do caralho.

Podes ser mais específico?

É imundo.

Parece uma papa de ervilhas e feijões.

Anda curvado. Assim.

E?

Tem esta altura.

Essa arminha não o mata.

É como um dinossauro?

Isso não sei.

Mas tem braços compridos.

Braços? Não são pernas?

Braço ou perna, tanto faz.

Isso não interessa!

Então, dizes que foi por ali?

Sim.

Está bem.

Ficas aqui?

Porquê?

Só por curiosidade.

Queres que vá contigo?

Não, estava só a perguntar.

Sigam-me.

Ali.

- Depressa. - Por ali.

TALHO E GRELHADOS GUMBOK

Está lá dentro.

Também ouvi.

Sigam-me.

Aquele imbecil de merda.

Merda.

Filho da puta.

O que foi?

Estão todos mortos.

Quantos?

Talvez uma dúzia.

Foda-se.

Vais ficar aí parado?

Não, vou entrar.

Dói-te a barriga?

Um pouco.

Por amor de Deus.

Então, trata disso.

Esquece. Acho que já estou bem.

Tens a certeza?

Sim.

Está bem.

Então, vamos à contagem de três.

Está bem.

1…

2…

3.

Filho da puta, eu sabia.

Não, eu vou. Vou entrar já.

Está bem. Então, vai.

Eu vou!

Vai, caralho! Deixa de me foder a cabeça.

Meu Deus.

Chefe!

Kyung-seok.

Cabrões de merda…

Estou fodido.

Querida…

Depois ligo-te.

Pensava que a sorte estava comigo.

Sinto uma aragem…

Bum-seok…

Raios vos partam aos dois.

Kyung-seok!

Kyung-seok.

Está vivo!

Está vivo. Está vivo.

O que fazemos?

O que estás a fazer? Arranja-me alguma coisa.

Temos de estancar a hemorragia.

Vai correr tudo bem. Respira.

Porque estava este idiota ali?

Kyung-seok, respira.

Respira. Não te mexas.

Já chega. Continua a pressionar.

- O que fazemos? - Como assim?

Foda-se.

Não atendem?

Não. Tenta daqui a pouco.

- Tentar o quê? - O quê?

Ligo a quem?

A quem achas? À polícia.

- Ligar à polícia? - Sim.

- O que lhes digo? - Diz a verdade.

Que lhe deste um tiro?

O quê…

Meu Deus…

Tu também disparaste contra ele.

Só porque me mandaste.

Estás a gozar!

Quando te mandei disparar contra alguém?

Mas tu…

Filho da puta.

Inacreditável.

Pronto. Levem-no ao hospital.

Então, não vou denunciar isto.

Faz o que quiseres.

Cabrões…

Agora, vira-te.

- É para eu o levar? - Sim.

Porque havia de o fazer?

Para eu ir apanhar o monstro.

És cá uma peça.

Pronto, está bem.

Vou tentar carregá-lo.

Flechas de merda.

Agarra-o pelos braços.

Agora, levanta-te. Isso.

Merda.

Depressa. Volta a levantar-te.

- Vais ficar bem. - Foda-se.

Anda cá. Despacha-te.

Já vou.

É pesado.

Kyung-seok, vais ficar bem.

Merda…

Tenho de ir.

Está bem.

Faz o que for preciso para o levares, sim?

- Vai lá. - Já vou.

Põe-te a andar, caralho.

Sung-sook.

Filho da puta. Mato-te eu.

O que temos aqui?

Então, era este o cheiro.

- Queres cheirar? - Não, obrigado.

Experimenta.

Cheira a tomates, não é?

Lá está ele outra vez.

Deixa-te disso.

Estás bem?

Aquele idiota.

Que raio de bicho é este?

Mas que…

Chefe! O que estás a fazer?

O que estás a dizer?

Não está aí. Sobe aqui.

Entra na carrinha.

Vês? Está ali.

Depressa. Anda cá.

- Não te demores. - Mexe-te!

Porque andas sozinho? Ainda te matam.

Não temos ninguém.

Os funcionários públicos não fazem um caralho.

São todos uns chulos.

Viste o monstro?

- Não, não vi. - Não viste…

O que andou este idiota a fazer?

Já comeste? Toma.

Não quero!

Já morreram dezenas de pessoas. Temos de o travar depressa.

Eu sei!

Usa isto. Isso não serve.

Onde arranjaste isto tudo?

Isso agora não interessa.

Só dizes merda.

Não sejas tão duro com ele.

- Sabes usar isso? - Claro.

Ótimo.

Estou a vê-lo.

Ali à frente. Fogo!

Ali mesmo.

Munições! Recarreguem.

- Munições! - Toma.

Onde se meteu ele?

Quem?

Aquele chefe de merda.

Merda. Está ali.

Idiota de merda.

Filho da puta.

Senhor! Senhor!

Merda.

Foda-se!

Foi-se embora. Depressa!

Despacha-te!

Foda-se!

- Atrás de ti. - Atrás de ti!

O quê?

O quê?

Não fiques aí. Vem para aqui!

Para!

Não disparem, cabrões.

Não disparem, caralho!

Filhos da puta.

Estás bem, chefe?

Cabrões de merda!

- Podias ter morrido. - Eu sei, cabrãozinho!

Sigam-nos.

Vamos.

Que fazes? Anda!

Merda.

Cabrões de merda!

Estava atrás de ti. O monstro…

O quê?

Ainda agora quase morreste.

O que foi?

Merda. Não vejo o Deok-ho.

Deok-ho!

- Quem é o Deok-ho? - O irmão mais novo dele.

Deok-ho!

O Deok-ho desapareceu.

Pronto, acalma-te.

Se formos mais longe, morremos.

Vamos buscar mais gente e depois procuramo-lo.

Deok-ho!

Ele tem razão, Deok-ki. Acalma-te.

Encontrem-no, por favor.

Ele vai ficar bem.

Calma, calma.

Porque é que ele cheira assim?

- Cria porcos. - Mesmo assim.

Deok-ho!

Espera, Deok-ki!

Deok-ki!

Deok-ki!

- Onde se meteu? - Não sei.

Vai por ali.

Deok-ki!

Deok-ki…

Por ali.

Chefe, o que foi?

O quê?

O que está aí dentro?

Continuem a procurar.

Está bem.

Cobre-me.

Sim, senhor.

É o Deok-ki.

Deok-ki!

O que estás a fazer aí?

- O que foi aquilo? - Não sei.

Disparamos?

Não. Não podemos.

- O Deok-ki está lá dentro. - E agora?

Merda. Também não sei.

O que é aquilo?

Foda-se.

Que caralho…

O que é aquilo?

O que fazemos?

A cabeça. Dispara-lhe à cabeça.

Está bem.

Aponta.

1…

2…

3!

Que se foda.

Saiam-me da frente.

Apanhei-te.

Calma.

Cabrão de merda.

Foste longe de mais.

Merda.

Cabrão.

Filho da puta!

Inacreditável, caralho.

Estás bem?

O que te parece?

- Ficou sem a perna. - Eu sei.

Por aqui, por aqui!

Quantas pessoas matou?

Monstro ou não, isto não se faz!

- Onde arranjaste isto? - Isso importa agora?

Não pode atirar assim com o carro de uma pessoa.

Está ali.

Olhem-me só para aquela coisa.

- É inteligentíssimo. - Como assim?

Vê como é rápido.

- O quê? - Olha!

Põe-te atrás dele.

- Mesmo em cima do cu. - Sim, senhor.

- Baixem-se! Baixem-se! - O que foi?

Merda! Atropelámo-lo.

Está a fugir.

Não está nada.

Não abuses da sorte, seu monte de merda.

Vais pagar por isto.

Monstro de merda.

Rebenta com a cara desse cabrão.

Está bem!

Filho da puta horroroso.

Chefe. Do que estás à espera?

- Dá a volta! - Eu vi-o.

Porque não morre?

Aquele cabrão!

- Está ali. Vira aqui. - Cabrão.

Imbecil.

- Sung-ae… - Para de olhar, sua aberração!

- Devias abrandar. - Não. Isto não tem perdão.

- Vem uma carrinha. - Nem pensar.

Porra, vem aí uma carrinha!

Estás bem?

Sim, estou bem.

- E assim acaba tudo. - Que merda de desgraça…

- Wan-seob. - Sim.

Vê as tendas.

Está bem.

Não está cá ninguém.

Pois.

Já passou algum tempo.

Estão todos mortos?

Parece que sim.

Onde estão os corpos?

Deve tê-los comido, caralho.

Porque deixou os cavalos?

Sei lá.

Se calhar, não come cavalos.

Já descarregaste os sacos?

Ainda estou a tratar disso.

Os rapazes passaram por aqui.

Levamos também as automáticas?

E as munições.

Começamos por procurar aqui.

Depois de um café?

Não, vamos acabar isto antes que eles tenham fome.

Monkey.

Vamos.

Anda, Monkey.

Agora, só falta a fita…

Pronto. Já está.

Agente Yim!

- Sim? - Aqui.

- Depressa. - Já vou.

Desculpe.

Dói? Aguente.

Já lhe disse para não se deitar!

- Doutor! - Aqui.

Suturei-lhe um corte fundo na perna.

Faça-lhe o penso e troque-lhe a perfusão.

Com certeza.

Espera.

E…

Deves ter fome.

Toma.

Obrigada.

Boa tarde, senhor.

Que belas pernas tem.

Vou pôr-lhe uma ligadura.

Desculpe.

És a filha do Bum-jong?

Da Gwang-soon. Tinha o moinho ao pé da ponte.

Isso mesmo. A filha da Gwang-soon.

E como te chamas?

Sung-ae. Yim Sung-ae.

Pois. Sung-ae.

Sung-ae.

Sim.

Aquela coisa de há pouco.

Era disso que eu falava.

Do quê?

Eu contei há uns dias.

Daquela visão infernal que tive nos bosques.

Não me disse nada.

Não foi a ti.

Foi ao tipo que tem um andar esquisito.

Ao cabo Ahn? O que lhe disse?

Há um monstro nos bosques.

Não se preocupe. Apanhámo-lo.

Não é só isso.

Como assim?

Gwang-soon.

Sung-ae.

Isso, Sung-ae.

O que quero dizer é que

não há só um monstro naqueles bosques.

Ainda lá há mais daquelas criaturas medonhas.

Que pivete.

Cheira a peixe podre e a merda.

Quer um lenço para tapar o nariz?

Onde está?

Ali.

Bom trabalho.

O cheiro é insuportável. Um lenço!

Não parece tão grande como disseste.

Parece ter uns três metros de altura.

Sim.

Dá-me uma lanterna.

Sigam-me.

Aqui está a mão.

Unhas.

Cinco dedos.

Três articulações.

Como uma mão humana.

Coxa. Gémeo.

Tem outra articulação aqui.

Tem…

… quatro dedos no pé.

É macho ou fêmea?

Há aqui uma saliência.

Mas não tem nada.

Temos de o abrir.

Isto foi completamente arrancado.

É igual ao nosso.

Não é?

Acho que estava a chorar.

A chorar?

Sim.

A sério?

É achatado, mas vejo bem duas narinas.

Dentes afiados.

A estrutura da boca também é parecida.

Olha para estes vermes. Viveria debaixo de terra?

É horrível.

Assim, não consigo perceber muito.

Arranja-me uma serra.

Temos de o abrir.

Dá-me isso.

Não entra.

Arranja-me uma maior.

Talvez a pele seja demasiado grossa.

Merda, esta também não serve.

Que estranho.

Raios partam!

Não entra, caralho!

Desculpe, preciso de tomar notas.

Muito bem. Conte-me o que viu.

Há uns dias,

fui à caça com uns amigos.

Saímos da carrinha e começámos a andar.

Uns 20 minutos depois…

De repente…

… deu-me vontade de cagar.

Desculpe?

Precisava de cagar.

Está bem. E depois?

Tinha feito porco picante na véspera…

- Devia estar estragado. - Estou a ver.

Vi-me aflito.

Não me aguentava.

Disse aos meus amigos que fossem andando.

Fiquei sozinho, pronto a tratar daquilo.

Mas a encosta era muito íngreme.

Mal baixei as calças,

perdi o equilíbrio.

E lá fui eu, a rebolar pela encosta.

Passar pelo mato a rebolar doeu para caralho.

Mas estava mesmo aflito.

Lá me pus de cócoras.

De repente, ouço algo a mexer-se.

Cheio de medo, olho à minha volta.

Minha Nossa Senhora.

Eram aqueles monstros do caralho.

Deviam ter pelo menos quatro metros de altura.

Quantos eram?

Três.

Eram três.

Tem a certeza?

E depois?

Arrastei-me de cócoras até um arbusto para me esconder.

Prendi a respiração e apertei bem.

Fiquei a olhar.

Mas aquela merda não parava.

Era diarreia.

Mal fizesse um barulho…

Estava feito.

Juro por Deus,

em 70 anos, nunca apertei o cu com tanta força.

Apertava e aguentava com toda a força.

E, enquanto isso, continuava a olhar.

De repente...

começaram a farejar, como se tivessem apanhado um cheiro.

Fiquei com medo.

Se calhar, o meu pobre cu cedeu. Levei lá a mão esquerda.

E não é que…

… senti a merda líquida e morna a sair.

Merda.

Desculpe.

Não faz mal.

E o que aconteceu depois?

Lá estava eu, de cócoras no mato.

Com uma mão na boca,

e a outra no cu.

A tapá-lo com o dedo do meio.

Raios, pensando bem…

Podia ter morrido.

Mas, em vez de virem ter comigo,

subiram a encosta até uma gruta.

Não era a mim que cheiravam,

mas a algo dentro da gruta.

Pouco depois…

… um deles começou a fazer um silvo esquisito

antes de entrar a rastejar.

Foi aí que começou o inferno.

O que aconteceu?

Um urso.

Era uma gruta de um urso.

Um urso.

Um urso-pardo enorme.

Furioso como o caralho.

Chefe.

Sobe cá e vem ver.

Olha aqui.

Reconheces algum destes órgãos?

Não, pois não?

Pois.

Fígado, coração, estômago, pulmões.

Os órgãos respiratórios e digestivos deviam estar aqui.

Mas aqui atrás há outra coisa.

Vem cortar isto.

Aqui, lá bem no fundo.

Já chega! Agora, desce.

Foda-se.

Olha para isto.

Não reconheço nada disto.

Olha para este sangue.

Toca-lhe.

Não faz mal. Toca-lhe.

Não é uma espécie que conheçamos.

O que queres dizer?

Preciso de tempo para tirar conclusões.

Claro, está bem.

Então…

Desce.

O que te disse eu?

- Já tinhas visto algo assim? - Não, pá.

É do caralho.

E então? Continuamos?

Claro, caralho. Já viemos até aqui.

Não me agrada. Há algo de errado.

Este conas tem sempre de estragar o ambiente.

Ouve lá, pá.

Aquilo vale dinheiro.

Sabes que mais? Se queres uma parte, segue-me.

Que raio é isto?

- Porque demoraste tanto? - Meu Deus.

A coisa já foi apanhada há séculos.

O arsenal estava aberto…

Tive de tratar de umas coisas.

Como está o Kyung-seok?

Está a ser tratado, mas não parece estar bem.

Raios…

Fizemos uma grande merda.

Eu sei.

Não temos tempo.

Temos de arranjar um plano.

Que plano?

Acho que ele vai morrer em breve.

Temos de combinar a nossa versão.

Sabes que estás a falar com um polícia?

Olha para ti.

Ainda ficas com as culpas e vais preso.

- É o que queres? - Já chega.

Onde está o Kyung-seok?

Levei-o ao médico.

Não, vá lá. Onde está ele?

Mas que…

- Quem está aí dentro? - Não sei.

Que raio fazes aqui?

Chefe.

Estiveste aqui este tempo todo?

Sim.

Com aquela confusão toda, estiveste aqui?

Este homem diz que sabe do monstro.

Sai.

Eu trato dele. Põe-te a andar.

O arsenal aberto de par em par, tudo espalhado por aí.

O que devias estar a fazer?

O que devias estar a fazer?

Pois…

Vai tratar do local do acidente.

Rua.

Senhor.

Fecha a porta.

Estás bem? Bebe um copo.

Não.

Inútil de merda.

Dizem que é o sobrinho do presidente.

Não é?

É.

Sabes do monstro?

Apanhei um nos bosques há uns dias.

Com quem?

Sozinho.

Como o apanhaste?

Com esta menina.

A mítica espingarda de ferrolho Lee-Enfield n.º 4…

Pousa isso.

Onde o atingiste?

Chefe.

Chefe?

Que raio anda ele a fazer?

- Os telefones continuam avariados? - Sim.

Foda-se.

- Desculpe? - Nada.

- Agente Yim! - Desculpe, doutor!

Aconteceu uma coisa. Volto já.

Repete lá. Onde o atingiste?

Mesmo aqui, de lado.

Com um só tiro?

Sim. Um só tiro. Pum.

Era grande?

O quê?

O monstro.

Não.

Então, que tamanho tinha?

Diria… mais ou menos esta altura.

E?

Era viscoso como um peixe de lodo.

Viscoso?

Sim. E pegajoso.

Viscoso e pegajoso.

De que cor era?

A cor principal era…

verde.

Queres morrer?

O quê?

Achas que isto é brincadeira, seu cara de caralho?

Vens aqui com estas merdas.

Não fiz nada.

Põe-te a andar antes que te prenda.

Depois disto tudo, o que fiz de mal?

Sai antes que mude de ideias.

Mas eu contei-te tudo.

Obstruir a ação de um agente é um crime grave.

Anda. Anda.

Então, deixa-me falar outra vez com o sobrinho do presidente.

Que doido do caralho.

Se passas daqui, mato-te.

Agente Yim, agente Yim?

Porque não funciona isto?

- Algum problema? - Não, não.

Se não acreditas, vem a minha casa.

Cala-te e vai para casa, imbecil.

Porque não funciona isto?

Já te disse. Está no meu barracão.

O quê?

O monstro está em minha casa.

Está em tua casa?

Sim.

Onde moras?

Perto da albufeira de Hope.

Está no congelador.

Se estás a mentir, mato-te.

Podes matar-me à vontade.

Vamos entrar.

Foda-se…

Mas que…

Foda-se.

Que loucura.

Isto faz algum sentido?

Claro que não, estúpido.

Esta merda é enorme.

São gigantes?

Que tamanho têm, ao certo?

Há seis cadeiras,

portanto, são seis.

Nunca andei de avião e agora estou numa nave espacial.

Não toques em nada, caralho.

Pousa isso.

Desce aqui. Não toques em nada.

- Espera. - Desce aqui.

Desce, caralho.

Olha para isto…

Desce, porra.

Não toques nisso!

Meu Deus.

Que raio?

Há ali qualquer coisa em baixo.

O quê?

Alguma coisa se mexeu.

- Passou ali uma coisa depressa. - O quê?

Não sei.

Este buraco é fundo como o caralho.

Chefe.

Chefe?

Cabo Ahn!

Onde se meteram todos?

Vem por aqui.

Está um pouco desarrumado.

Que sítio é este?

Anda lá.

Vê onde pões os pés.

Isto não me cheira bem.

Quem é este tipo?

- Diz que é carpinteiro. - Carpinteiro?

Está aqui.

Tira-o daí.

Vai estragar-se.

Vem ver.

Tira-o daí, porra.

O quê?

Dá-me uma ajuda.

Anda cá.

Parece mais pesado.

O que te disse eu?

Põe-no na mesa.

O quê?

Na mesa, já.

Vai desimpedir a mesa.

Sai.

Vês? Eu disse-te.

Tira o plástico.

Não sai. Está tudo congelado.

Não me ouviste, caralho?

Começo pela cabeça.

Foi por ali.

Não, aí não.

Um pouco mais acima.

Mais um pouco.

À direita.

O que é aquilo?

Disparamos?

Queremo-lo vivo.

Vai ver lá fora.

O que foi?

- Vês alguma coisa? - Não.

Continuem a procurar.

Vês alguma coisa?

Nada.

Merda.

Um extraterrestre!

Onde?

Disseste extraterrestres?

- Depressa, anda! - Merda.

Deixa-me ver.

Para onde foi?

Foi mesmo por ali.

- Tens a certeza de que está sozinho? - Tenho.

Como era?

Um extraterrestre do caralho. Grande e alto.

Vamos.

Ali!

Dá-me isso.

Isto é…

Os tipos de Seul disseram que valia 800, à vontade.

Isto é um extraterrestre.

Olha! Não é um extraterrestre?

Tens razão. É um extraterrestre.

Olha só para ele.

Tão pequenino.

É só um bebé.

Como é que esta coisinha…

Espera.

Não será o bebé do monstro?

Acho que não são parecidos.

Não é bem diferente?

Espera.

Não, não.

Têm os pés iguais.

Vejam como os tornozelos se dobram aqui em ambos.

Meu Deus, tens razão.

Têm os pés iguais.

Merda.

Aquele monstro de há pouco.

Andava à procura do bebé.

Sem saber que estava morto.

Nem acredito.

Este maluco de merda.

Acabaste de te rir?

A vila está toda fodida por tua causa.

Desculpa?

Mataste o coitado e não tens remorsos?

Calma, chefe. Ele vai arder no inferno, de qualquer modo.

Não matei ninguém.

Entram-me pela casa dentro e armam uma confusão.

Raios.

Seu grande…

Anda cá, seu cabrão feioso.

Filho da puta.

Calma, chefe.

Não admira.

Vi-lhe a cara e senti… pena.

Como se a pobre criatura chorasse desalmadamente.

Meu Deus, era horrível.

Sim, mas mesmo assim.

Não devia ter feito aquilo.

O que fazemos com isto?

Tenho de o voltar a guardar.

Sai. Descongelou-se todo, caralho.

Nem acredito neste filho da puta.

Que raio de escumalha és tu?

Monte de merda inútil.

Cuidado.

Eu trato disto.

Foda-se.

Silêncio.

O que foi aquilo?

Não foi por ali?

Sim.

É outro.

Acabou de falar?

Acho que sim.

Merda.

Que puta de loucura.

Ainda não. Não dispares.

Aquela coisa ladrou.

Isto é…

Que caralho está aquela cabra a dizer?

Wan-seob.

Estamos fodidos?

Merda. Talvez.

Cala a puta da boca.

Aquele extraterrestre de merda atraiu-nos até aqui.

O quê?

O que é?

Puta que pariu.

É uma armadilha.

Encontrem-nos. Há mais.

Que puta de loucura.

Ali.

Estou a ver um.

Que raio é aquilo?

Puta que…

Que caralho fazemos?

O que fazemos?

Foda-se esta merda.

Que se foda tudo.

Espera! Não dispares!

Não dispares, caralho!

Aquele idiota…

Sua puta do caralho.

Que raio é aquilo?

O que foi aquilo?

Parece perto.

Por ali.

Merda. Vamos.

Pega na arma.

Corre!

Wan-seob!

Corre, caralho!

Cala-te e corre.

Espera. Eu trato disto.

Só mais um pouco.

Viste aquilo?

Que tiro do caralho.

Merda, caiu.

Temos de ir.

Porque voltou ele?

Venha um de vocês comigo.

Vou eu.

- E nós? - Esperem aqui.

Estás bem?

Estou bem.

O que é isto tudo?

Onde o levas?

- Isso é meu! - Teu, o caralho.

Dá-me os meus 800.

Cala-te, imbecil.

- E aquele é o bebé dele. - Sim.

- Chefe! - Não percebo.

Chefe!

Agente Yim.

O que aconteceu?

Estamos fodidos.

O quê? Como assim?

Monstro… Há mais monstros.

Eu sei, miúda.

Acabaste de passar por ele.

Não, não. O que quero dizer é…

Calma. Respira fundo.

Estive com uma testemunha.

Disse-me que são três. Três monstros.

Espera…

Tens a certeza?

Sim.

O relato era coerente e muito preciso.

Quem era?

O senhor Hae-sul. O homem que procura ginseng selvagem.

Porra. Disse mesmo isso?

Sim.

Então, é verdade.

Mas, então,

estamos fodidos.

Temos de agir depressa.

Junta toda a gente apta e distribui as armas.

Se aqueles monstros de merda voltarem a atacar a vila...

morremos todos.

Espera.

Espera, para.

O quê?

Então, e o Sung-ki e os outros?

Meu Deus.

Os tipos do sindicato também foram?

Foram.

Aqueles homens todos…

O que fazemos?

Fazemos o quê?

Temos tempo para os outros?

O Sung-ki não é um qualquer. É meu primo em segundo grau.

Neto do irmão do meu avô.

A sério?

Vou dar a volta.

Onde encontraste o bebé, ao certo?

O quê? Onde?

Filhos da puta.

Temos de sair daqui.

Merda…

Dong-jin.

Cabrões de merda.

Vamos sair daqui.

Apareçam, filhos da puta! Mato-vos a todos!

Coitados…

Aqueles cabrões…

Vou fazê-los em pedaços.

Ouve lá, pá.

O que é isto agora?

Deixa de mexer nisso!

Não toques.

Raios partam.

Depois de te deixar, vou evacuar toda a gente.

Quando chegam os reforços?

Só lá para o fim da noite, por causa do incêndio florestal.

Cabrões. Até lá, estamos todos mortos.

Nem me digas.

Desculpe.

Senhor agente.

Porra! O que é?

Acabámos de passar por ali.

O quê?

Por amor de Deus!

Anda cá, filho da puta!

Filho da puta.

Vou acabar contigo, caralho.

Foda-se.

Anda cá.

Foda-se.

Foda-se, é enorme.

Olha-me para isto.

Vais ver o que acontece a quem fode a Terra.

Anda cá.

Anda cá.

Anda cá, aberração.

Merda…

Não dói nada, filho da puta.

Sua grande picha com pernas.

Anda, filho da puta. Anda…

Vem cá buscar!

Ali!

Ali à frente!

Sung-ki!

Para que caralho estás a olhar?

Eu disse-te que estavas fodido.

Vem aí!

Para que caralho estás a olhar?

Está tudo bem?

Estás ferido?

Não, estou bem.

Vai ver como está ele.

Onde está aquele sacana?

- Pôs-se a andar. - Monte de merda.

Estás bem, pá?

Foda-se…

Filho da puta.

Desculpa.

Tenta abrir os olhos.

Vou apresentar queixa.

Não te safas desta.

Fizeste isto de propósito.

Como podes dizer isso? Porque havia de o fazer?

Não vejo um caralho, cabrão!

Tens de abrir os olhos para veres!

Chefe.

Chefe?

O quê?

Chefe.

Que raio?

Corre!

Não morrem, caralho.

Sung-ki!

Vamos.

Aqui, filho da puta!

Cabrãozinho!

Para o carro, cabrão.

Para!

Já disse para parares!

Cabrão de merda!

Monte de merda.

- Que canalha! - Anda, anda!

Estava a dar a volta para vos apanhar.

Está bem. Arranca.

Arranca!

Arranca de uma vez!

O que estás a fazer? Arranca!

O quê? O quê?

- Despacha-te! - Arranca.

- Larga-me! - Cala a puta da boca!

Vou largar. Vê lá se conduzes bem.

Está bem, pronto.

Onde está o Sung-ki? Procurem-no.

Ali.

- Onde? - Está ali.

Segue-o!

Por ali!

- Acelera. - Já estou!

Anda lá!

Como monta ele tão bem?

- Cala-te ou atiro-te lá para fora. - Mas é verdade.

Olha para a estrada, estúpido.

Eu trato disto.

A arma!

- Merda! Munições, munições! - Toma.

Vejo outro!

Ali! Está a descer.

Sung-ki!

Para o cavalo!

Aproxima-te dele.

Põe-te ao lado dele. Mesmo ao lado.

Sung-ki!

Sung-ki, encosta!

Vem atrás de nós!

Foda-se.

Segura-me as pernas.

Dá-me a arma.

Senhor Sung-ki! Senhor Sung-ki!

- Senhor Sung-ki! - Tem de passar para aqui.

Venha para aqui!

Desculpe, o quê?

- Passe para o carro! - Consegue fazê-lo!

Como caralho faço isso? Querem matar-me!

Ouve-me.

Isto é a merda de um circo?

Cala-te, velho.

Chefe, olha para trás.

Isso! Mais perto, mais perto.

Passa para aqui!

Despacha-te, seu conas.

Tenho-lhe o pé!

Merda.

Põe-te ao lado dele!

É o cavalo que se afasta!

Faz o que te digo, caralho!

Não tens tomates?

Cala-te!

Sai da frente!

Depressa.

Já o tenho.

Aproxima-te ou ele parte-se ao meio.

Salta de uma vez, estúpido de merda.

Foda-se!

Dói!

Vai para o caralho!

Morre de uma vez, filho da puta.

Vem aí.

Vem aí. Salta!

Sung-ki! Tens de saltar já.

Já o tenho!

Apanha-o. Dispara contra a coisa.

Do que estás à espera?

Está bem, eu sei.

Vem aí!

Já te ouvi, caralho!

Estou farto deste cabrão!

O que estás a fazer? Entra.

O que estás a fazer?

Entra.

Dá-me aquela coisa.

Qual coisa?

A grande.

Entra já!

Dá-ma, caralho!

Está carregada.

Que caralho estás a fazer?

Está bem!

Agora, abranda.

Não, pá. Entra já no carro.

Ouve-me e faz o que te digo!

Doido do caralho!

O que faço?

Ouviste-o. Abranda um pouco.

A sério?

Não, não tanto.

Anda cá levar.

Meteste-te com o homem errado.

Anda. Vem buscar-me.

O que estás a fazer? Dispara.

Anda cá.

Mais perto…

Mais perto!

Aqui mesmo!

Sung-ae!

Recarrega. Depressa.

Já está.

Sim! Acertou-lhe.

Mais uma.

Acertou-lhe!

- Em cheio! - Conseguiste.

Rebentámos com ele.

Como é que ele atira tão bem?

És alguma estrela de cinema?

Que brasa do caralho!

Consegui, caralho. Matei um extraterrestre do caralho!

Tu também estiveste bem.

O que te disse eu? Disse-te que te ias foder.

Meu Deus, adoro-te!

O quê…

O que aconteceu?

Porque…

Porque viraste o volante?

Viraste o volante?

- Virei. - Porquê?

Saltou um gato para a estrada.

Um gato?

Como… pôde isto acontecer?

O que é aquilo?

Meu Deus.

O que estou eu a ver?

Ma'veyyo.

Majestade.

Vê o mesmo que eu?

A nave do Imperador está a cair.

O que nos está a acontecer?

Isto não é real.

Isto não pode estar a acontecer.

Não pode ser…

Temos de chegar já até ele.

Consegues correr?

Não há tempo, Majestade.

Restam apenas três molli.

A nave do Imperador caiu.

É uma tragédia, mas está feito.

Tens de aguentar. Não podemos desistir.

Tens de acompanhar o ritmo.

- Está bem. - Temos de continuar a correr.

Ainda vêm atrás de nós.

Eu sei!

Não desfaleça, Majestade.

Em nome de Gh'ertu...

encontrarei o Príncipe.

Mudarei o seu destino.

Este coração reanimará Sua Alteza.

Se o destino dele mudar,

o nosso também mudará.

O que fazemos agora?

Continuamos a correr.

E depois?

Também não sei.

A minha cabeça…

Não consigo pensar no que fazer.

Vou reunir todos na escola, como planeado.

Distribuímos as armas e barricamo-nos lá.

Está bem. Vai.

O que foi? Não gostas do meu plano?

Não. É que...

me sinto perdido… e estranho.

O Sung-ki teve azar.

Aquele maluco ao volante...

foi lá posto por um capricho do destino.

Agente Yim!

Sim.

Para de falar. Estou sem fôlego.

Sim, chefe.

Num sonho recente, o Imperador apareceu-me.

Majestade.

Falou comigo.

Disse que a fé é a prova daquilo que não vemos.

O que vejo agora não é uma prova.

Aquilo por que anseio

ainda não se concretizou.

Ma'veyyo.

Majestade.

Faça cumprir o verdadeiro destino.

HOPE: O PRIMEIRO IMPACTO

Tradução: Nisbgui

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