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Original subtitles

Você tá bem?

Foi de raspão.

Tá vendo a saída?

Vou atirar e você corre.

Desculpa! Calma!

- Vai, filho da puta. No chão! - Calma!

Calma!

- Vamos? - Sim.

- Calma. Não atira! - Não. Por favor!

- Ela, não! É comigo! - Calma!

- Calma! - Calma!

- Te conheço. - Calma.

Amelia, corre! Por aqui!

Me segue!

Ao meu lado!

Entra no carro. Vamos.

Peña!

Abre a porta!

Vamos!

Você tá bem? Amelia?

- E você? - Estou bem.

DENTRO DO CÍRCULO

Jaime e Tomás aprenderam muito cedo

que o amor é uma faca de dois gumes.

Sei disso porque, se tinha alguém que sempre enxergava além,

esse alguém era eu.

Acho que vocês dois têm que se beijar.

Até um cego teria notado que, um dia,

Jaime e Tomás pararam de ver a Amelia como uma amiga de brincadeira.

O que começou como um sussurro inocente, cheio de admiração e curiosidade infantil,

logo se transformou em um impulso mais forte,

pesado de intensidade, dúvida e um desejo profundo de pertencimento.

Com os hormônios à flor da pele e o calor do verão.

Mas Jaime não ousou.

Se quiser, podemos dizer que nos beijamos.

O medo pode conter o amor, mas nunca vai extingui-lo.

Uma faísca deixada no ar,

destinada a ser acesa

mais cedo ou mais tarde.

Ele não vai morrer, né?

Não, tá tudo bem. Foi de raspão.

Obrigado.

Os assaltantes eram burros.

Deixaram seu relógio.

Bem, eles estavam…

Bem, eles estavam com pressa e…

O iPad da Viridiana.

- O quê? - Levaram o iPad da Viridiana!

- Apaga todas as senhas. - Mario, pega o kit de primeiros socorros.

Deixe-me ver.

Pronto. Como se sente?

Excelente.

Vou te dar um analgésico. Espere. É um frasco marrom.

- Este? - Não, é água-oxigenada, Mario.

Esses.

- Só dois? - Sim, só dois.

- Beleza. - Não.

Vou levar isso.

- Me dá uma camisa ou algo assim? - Não entendi o que aconteceu.

- Onde estavam, Mario? - Sim.

Jaime, é melhor ir ao hospital.

Tudo bem na casa do tio Mario?

Te amo.

Tchau.

É a Jime?

- Sim. - Ela tá bem?

Sim. Tá tudo bem.

Ela não sabe que nós dois estávamos lá.

Pode ficar aqui hoje? Estou com medo de ficar sozinha.

- Sim. - Foi o maior que eu achei.

O que… Nada, é que eu tenho certeza

de que foi o Salazar.

Não sei.

Ainda tem dúvidas?

Acho que ele não iria tão longe.

Então a Pamela Dosantos…

Ainda não temos certeza disso.

É, foi uma merda mesmo.

- Um mezcal? - Por favor.

- E se tiver a ver com a Pamela? - Não sei.

Oi, meninas. Posso entrar?

Oi! Já entrou.

Oi, Prof. Mario.

São todos hackers do mesmo saco.

Sobre o que eu pedi, esqueça a história da Pamela.

Eu sei que pedi, mas esqueça isso.

- É por causa do assalto, né? - Não.

Não, mas não precisa mais.

Tá? Ótimo.

Então parem de investigar, tá?

Seu pai quer que continuemos?

Foi exatamente o que eu ouvi.

E se a gente parar?

O quê? Por quê?

Talvez seja mais sério do que a gente pensava, né?

Foi na festa da Rocío Santana?

Você era linda!

- Como assim "era"? - É.

Que grosseria!

- Se quiser, pode levar. - Sério?

- É edição limitada. - Então vou aceitar.

Foi nessa noite…

É, a noite em que você foi pro depósito com o Jaime.

- É. - Não sei se já te contei.

Você partiu meu coração.

A garrafa decidiu.

Ei. O beijo foi bom?

Memorável.

O quê?

Sempre quis ser eu a te beijar.

Desculpa.

Desculpa, é que…

somos como irmãos, não quero…

Não sei. É estranho.

Desculpa. Acho que foi por causa da noite que tive…

- Não sei. Fiquei confuso e… - É.

Tá.

Parece que o general já mandou os homens dele.

Pegou as cápsulas?

Sim, tá tudo certo.

Seu amigo Jefferson já pegou uma amostra pra balística.

O que a imprensa tá dizendo?

Bem, a versão oficial é

que é uma máfia de proteção.

Não deixe nenhum rastro que ligue à Amelia ou ao Tomás. Nada.

Nem ao Prof. Mario.

Quem é Prof. Mario?

Cuide disso. Obrigado, Manuel.

Você acha que eles virão atrás da gente aqui?

Atrás da gente?

A única pessoa que eles não estavam procurando hoje era você.

A menos que você tenha reprovado um aluno

que, por acaso, seja rico, mafioso e…

Chega, cara.

Minha vida também tem emoção e risco. Você só não vê.

Não minta. Nem você acreditou nisso. Sua vida é um tédio.

E digo isso na boa intenção. Escuta.

Você tem uma casa. É um marido fiel.

Tem sua esposa, sua filha,

uma geladeira cheia

de comida em vasilhas

que você não pode abrir, ou vai levar bronca.

Sua vida é boa. Confia em mim.

É, ótima.

Estou na mesma escola desde o jardim de infância.

É, mas vocês estão juntos.

Vocês estão seguros. É isso que importa mais.

Cara, obrigado.

Por me salvar em vez da Amelia.

Se você não estivesse lá, eu não teria saído.

Então eu que agradeço.

Nossa…

Não sabia que você gostava disso.

Nem eu sabia que o Carlos Lemus gostava.

O que Alondra Urtegui tem a ver com o Carlos Lemus?

- Fui vê-lo. Não te contei? - Não. O que fazia com o Lemus?

Ele é uma carta que às vezes uso.

E Alondra estava saindo do escritório dele.

- Do Urtegui, o pai. - Sim, o deputado.

Ele é contra a militarização.

Carlos pode manipulá-lo pra ele mudar o voto a favor.

Não me surpreende. Gente como o Urtegui sempre se vende.

Esse cara é um merda.

Mesmo sendo um porco, preciso do voto dele pra barrar o Salazar.

Temos que continuar. Olha até onde chegamos.

Como pode ser tão indiferente? Pamela não merecia morrer assim.

E não vou ficar de braços cruzados porque nossos pais vão ficar bravos.

O que acha, Nico?

Estou dentro.

Vou continuar. Eles se irritam com qualquer besteira.

Tá, tudo bem.

Quais outros sites você tem, Nico?

Você foi atingido, né?

Não foi nada, só um arranhão.

Você era mais cuidadoso com esses arranhões.

O que houve? O que descobriu?

As balas vieram do Cartel do Norte.

Com quem se meteu, Jaime? O que fez?

Nada, cara.

Faz parte do trabalho. Você é da DEA. Sabe como é.

Justamente por ser da DEA, sei com quem me envolver ou não.

Acredite, você não quer o Cartel do Norte como inimigo.

Eu te pago por informações, não conselhos.

Esse conselho é de graça.

Fale com seu amigo, o dono da galeria. Talvez ele possa te ajudar.

- Esses idiotas… - Que lentidão.

É tão dedicada, Jime!

Que bom que vai pra escola com a Viri.

Fico feliz em ir com ela.

Não tá andando?

- Você vai se divertir. - Ali!

- Você vai ver. - Dá pra passar ali.

Se desviar, dá pra passar.

Quer dirigir?

Não. Desculpa.

- Vai comer em casa? - Não, vou comer no hospital.

Mas você vai, né?

Não. Vamos comer com o Nico.

E você?

Sim.

Não, na escola.

- E aí? - Tomás!

Tudo bem? Alguma novidade?

Não foi o Salazar, estavam atrás de mim Então vocês estão seguros.

- Tem certeza? - Sim.

Sim, inimigos de clientes meus.

Eles estão putos. É parte do trabalho, sabe?

Vou avisar Mario e Amelia.

O que tá fazendo? Tá em casa?

Não. Não fui pra casa. Fiquei com a Amelia.

Ah, então foi uma festa do pijama.

Como é?

Não. Tudo bem. É bom que você esteja se distraindo.

Só não se esqueça do clã imobiliário e do Loreto.

E acho que é melhor deixar o caso Salazar pra lá.

- Tá? - Tá, relaxa. Tá tudo bem.

- Estou atrasado. - Tchau.

- Tchau, meninas. - Até logo.

- Mario, a porta. - Oi.

Já vou.

Jime.

O que tá fazendo?

Como assim?

Não vamos à escola.

Vou te mostrar a cidade do jeito certo.

Viri! Iam me deixar pra trás?

Não. Achei que você quisesse ir à aula de música ou algo assim.

- Tudo bem. - Nico, estou brincando.

- Vamos. - Talvez eu encontre o Prof. Mario.

- Prof. Mario! - Nico, vamos.

- Posso comer uma banderilla? - Que tal duas?

- Vamos. - Espera. Sério?

- Sim. - Assim mesmo?

#DEPUTADAILESA

DEPUTADA E SEGURANÇA ESCAPAM

DEPUTADA E CARRO BLINDADO

PRÊMIO AMELIA NAVARRO

São imagens muito sensíveis. Recomendamos discrição.

Este foi o momento em que um grupo armado invadiu um restaurante

e deixou 11 mortos, segundo o Ministério Público.

Famílias estão devastadas e de luto pelas vítimas do massacre

que ocorreu ontem à noite.

Guillermo. Sim, estou vendo o vídeo.

Estou indo.

Merda.

Vocês vão adorar as banderillas. São salsichas empanadas e fritas.

Temos banderilla em Mérida.

Estou tentando ser legal, e você tá ficando brava.

Tá, mas não sou da Noruega.

Tá bom.

Ei!

A minha é completa, por favor!

- Sim. - Sim.

Ela tá muito feliz.

Por você estar aqui.

Eu também.

Só não me excluam, tá?

Claro que não. Você é o melhor amigo dela.

Sim, mas…

- Seu troco. - Obrigado.

- Obrigada. - Obrigada.

Talvez você queira ela só pra você.

Claro que não, Nico.

- A sua. Completa. - Qual?

- Oi. - Pode entrar. Estão te esperando.

- Obrigada. - De nada.

Desculpe. Não quis interromper. Posso voltar depois.

Por favor, estávamos te esperando. Entre.

Espero que não se importe. A equipe de comunicação vai participar.

O vídeo tá se espalhando como fogo.

É. Nem sei o que dizer.

Sentem-se.

A imprensa tá pedindo uma declaração sobre o vídeo.

Antes disso, preciso de esclarecimentos. O que estava fazendo lá?

Jantando, como todo mundo.

Como dizem, há males que vêm para o bem,

ou tragédias que trazem votos.

Estou perdendo alguma coisa?

Acho que sim.

Esta é uma oportunidade de ouro pra pressionar por um aumento

no orçamento de segurança.

Não, Guillermo.

Já disse 100 vezes que sou contra isso.

Também sei que é sábio mudar de ideia,

e é mais sábio ainda ficar do lado do seu partido.

O que vamos dizer é… Por favor, compartilhe com ela.

O ataque é o resultado da insegurança que enfrentamos no país.

Por isso precisamos de uma reforma que apoie as forças militares.

É só isso?

Sim. É só isso.

Com licença.

O que você sente?

O artista me faz querer passar para assuntos mais importantes.

Meu caro, a arte contemporânea exige uma mente mais aberta ao seu charme.

A arte contemporânea é a audácia de uma elite

que financia artistas que acham que uma ideia maluca importa mais

que o estudo e o desenvolvimento da técnica artística.

Leve essa pra Sala B, por favor.

No fim, é só um monte de merda pretensiosa.

Enfim…

não vim aqui falar de arte. Preciso…

Seus amigos do norte estão contra mim. Não sei por quê.

Meus amigos

não conhecem o significado da palavra "perdão".

Jaime, se está com problemas com o Cartel do Norte,

sugiro que fuja do país.

Calma.

Calma.

Cada um tinha seu jeito de me ajudar a aliviar o estresse.

Tomás era o melhor em me fazer rir.

Mario era o melhor ouvinte.

Amelia.

Mas o Jaime…

sempre me dava os melhores conselhos.

Sim?

Os filhos da puta querem que eu faça algo que não quero.

Quando?

Agora.

Pelo que sei, nunca fez nada que não quisesse, não é?

É que…

eles me encurralaram.

Calma.

- Respira. - Não consigo.

Consegue, sim. Me escuta, tá?

Respira.

Isso.

Sabe uma das coisas que mais amo em você?

Sua rebeldia.

Lembra quando enfrentou o professor de economia?

Aquele porco capitalista.

Ele não sabia com quem estava se metendo.

Mel, você é foda.

Eles precisam de você do lado deles. Faça o que for preciso.

VELASCO É NOJENTO

- Quase. - Quase.

Vamos!

E aí, o que rola entre você e o Nico? Por que são tão próximos?

Gosto dele, mas ele é meio doido, né?

Sim, ele é meio doido, mas é muito legal.

E tem um coração enorme.

Vocês dois já ficaram?

Tá falando sério?

Jime, não me interesso por homem.

E muito menos pelo Nico.

E você?

Tem alguém ou algo em Mérida?

Não.

VAMOS NOS VER.

- Mensagem do Luis. - O Mictlán?

- Ele achou algo. - Deixe-me ver.

Vamos pra casa do Nico.

Viri!

Gravou o vídeo?

- Fala sério! - Desculpe.

Vamos, Villanueva. Atende, idiota!

Me meteu numa merda com o vídeo da Pamela.

INFORMAÇÃO FALSA!

Alô?

Precisamos do laudo da autópsia da Pamela.

Eu sei, Amelia. Vou precisar de uns dias.

Não, você não entende.

O partido quer usar o ataque pra militarizar a cidade.

Isso dá uma vantagem enorme ao Salazar.

Você tem que divulgar a história.

- Perdi a cópia da autópsia no tiroteio. - Consiga outra ou algo conclusivo.

Preciso de algo contra o Salazar.

PAMELA DOSANTOS MOSTRA SEU APARTAMENTO ATEMPORAL

Não. Juro que isso cabia na apresentação no computador.

Parece que tá de cabeça para baixo.

Pronto.

A tela estava de lado.

- É isso. - Gênio.

Não sei o que faria sem você. Virgílio.

O Cavalo de Troia, o fim da guerra.

Mas agora da perspectiva dos romanos.

O que temos é a jornada de… Meninos, aqui.

De quem é esse celular?

É seu?

Jorge? Juan?

É seu, professor.

Não pode ser.

É meu. Desculpem, preciso atender.

Tomás?

Preciso entrar no apartamento da Pamela

e ver o que podemos usar pra incriminar o Salazar.

Adoro quando interrompe meu trabalho pra me contar suas ideias brilhantes.

- E sabe de uma coisa? - O quê?

- Pensei que você podia entrar. - De jeito nenhum.

Se não fosse pelo Jaime ontem,

eu não teria saído do restaurante.

- É muito perigoso. Nem pensar. - É perigoso se eu entrar.

Meu rosto tá nas redes sociais. Vão me reconhecer.

E você parece

inofensivo.

Tipo o Cavalo de Troia.

Sério, para de falar merda.

O que acha?

Olha…

Tomás…

se acha que é uma boa ideia,

tudo bem, vamos fazer.

- Mas tenho que ir. Tenho aula. - Obrigado.

Certo, pessoal.

Este governo entende que a segurança não pode ser só um dever,

mas um esforço constante.

Por isso, a deputada Navarro apresentará uma iniciativa legislativa

para fortalecer o marco jurídico da segurança pública.

Passo a palavra à deputada Navarro,

que compartilhará os detalhes.

Com licença.

Boa tarde.

É uma realidade que a insegurança nos sobrecarregou neste país.

E, infelizmente, eu fui vítima disso.

OFEREÇO MEU TOTAL APOIO À INICIATIVA

Para resolver isso, não precisamos de militares nas ruas.

Apesar da iniciativa do partido, a militarização não é o caminho.

Devemos combater a impunidade e a corrupção.

As investigações dos eventos mencionados estão em andamento.

Muito obrigada.

Maldito Tomás.

Roupas, sapatos…

Calma aí. O que é isso?

BTC.

É Bitcoin.

Uma criptomoeda descentralizada.

Eu sei o que é Bitcoin. Fala sério.

Quero saber quem está enviando.

Dá pra rastrear?

Não.

São transações criptografadas na blockchain.

Não dá pra vincular a um IP específico. Isso…

Matías!

É muito difícil. São criptografadas.

Seria muito difícil rastrear… Matías!

Ei, Matías!

Olá!

Matías, pode parar de ser chato?

Mas eu quero jogar!

Olha, prometo que vamos jogar daqui a pouco, tá?

Tá bom.

O problema é que essas contas usam criptografia pra esconder as transações.

Certo, mas por que mandaram transações de criptomoeda pra Pamela?

Não sei, mas são várias e constantes.

Pode ter a ver com o Salazar?

Ah, qual é?

Ei!

Posso ajudar?

- Obrigado. - Ei! Espera!

Obrigado.

Eles a torturaram com técnicas militares

e, depois de morta, a esfaquearam pra parecer outra coisa.

Quem fez isso é meio doente, não acha?

Tem uma cópia da autópsia?

Não, mas vi com meus próprios olhos.

A história de crime passional não faz sentido!

Foi torturada com técnicas militares em troca de informações.

Se isso não é notícia de capa, o que é?

Não venha com esse papo de conspiração, Tomás!

Você não tem documentos pra provar que houve crime!

O que mais tem, Tomás? Porque isso não me serve.

Acho que vou ter que te demitir.

O deputado Octavio Loreto comanda uma rede de fraudes imobiliárias.

Loreto?

Tenho documentos que provam que compraram terras ilegais,

fizeram despejos ilegais e abriram processos inexistentes.

- Essa informação serve ou não? - Sim, serve.

Parece ótima.

Isso é notícia de primeira página.

Sim, senhor.

De qualquer forma, traga a autópsia assim que tiver, Tomás.

Deputada.

Com certeza tem uma boa explicação para o que fez.

Só disse o que penso.

Até onde sei, ainda temos liberdade de expressão.

O entusiasmo da juventude nem sempre é uma virtude, deputada.

Às vezes, nos leva a cometer erros estúpidos,

e pagamos caro por eles.

Queria ter dito isso pra alguém que não está mais aqui.

Ninguém merece morrer de forma tão violenta.

Não é, deputada?

Depois de você.

Vamos, Peña.

- Quem é? - Sou eu.

Entra.

Falei com o Rosendo.

Ele não vai publicar nada sobre a Pamela.

Ele ameaçou me demitir do jornal.

- Amelia, o que… - O quê?

O que houve?

O problema é que armaram pra eu dar um show pro idiota do Salazar.

- É isso. - O que houve?

Me recusei, agora sou o problema do partido.

- Ótimo. Parabéns. - É isso.

- Parabéns? - Parabéns.

Eu deveria fazer o mesmo com o Rosendo.

Eu ajudo.

Não me ajude. Ou também acha que não consigo abrir uma garrafa?

- Calma. O quê? - Por que todos me dizem o que fazer?

- Amelia, você tá bem? O que houve? - Não estou bem.

Tive um dia de merda.

O partido tentou me forçar a fazer o que eu não queria.

O Salazar me ameaçou…

- O quê? - Você não tá ouvindo.

Só pensa no Rosendo e não tá me ouvindo.

Me ajuda.

Amelia…

eu estou aqui.

Estou ouvindo.

Não atende.

Não atende.

Alô? Oi, Mario.

Na casa da Amelia.

Te vejo aqui.

- O que houve? - O quê?

O Mario tem algo que precisa nos mostrar.

Não acredito.

Alguém tá tirando informações de onde não devia, general.

O que fazemos pra esse idiota entender que tem que parar?

Eu cuido disso, senhor.

Até mais, Julio.

Cuide-se.

Não!

Beleza, otário. Agora você se fodeu.

Não!

- Cala a boca, cuzão. - Me soltem!

- Me soltem. Não fiz nada! - Cala a boca!

- Não! Esperem! - Cala a boca!

- Anda logo. Vamos. - Socorro!

Cala a boca!

Puxa ele pra dentro! Vamos!

Não! Esperem!

- Cala a boca! - Não!

Legendas: Pollyana Tiussi

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