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Apenas Um Show: As Fitas Perdidas
FLOR CAD�VER
CAFETERIA
Sabe que estou na treta com os su��os
� isso da�, isso a� Isso, isso
Isso � o que se chama o rap do su��o
Eu quero comer pastrame e presunto
Eu quero comer um... c�rebro.
- Margaret. - O qu�?
Sem ofensa, mas � dif�cil fazer rap como a gente.
Estamos em outro n�vel.
Quem disse que quero fazer rap? Vai que eu sou poeta, t�?
Est� tudo bem, Margaret?
Estou fazendo uma eletiva de poesia.
Achei que seria divertido, mas poesia � muito dif�cil.
E tem uma leitura ao vivo. Ningu�m disse que teria leitura.
- E se minha poesia for ruim? - Bem prov�vel.
- Esquece o Rigby. Vai se sair bem. - Obrigada.
Pessoal, querem cheirar um corpo morto?
Ouvi os funcion�rios do jardim bot�nico no banheiro.
A flor-cad�ver vai desabrochar em breve.
- Radical! - S� desabrocha uma vez a cada poucos anos.
Seu cheiro caracter�stico de morte est� na minha lista de desejos desde crian�a,
junto com o perfume da �ris barbada.
E alguns outros cheiros que n�o gosto de falar em p�blico.
- �timo, Eileen. - Quando vamos fazer isso?
Vai desabrochar na quinta � tarde.
Eileen, n�o se lembra do que mais tem na quinta � tarde?
� claro. Est� bem aqui.
Grupo de coleta urbana? Improvisa��o de beatbox?
Minha leitura de poesia. Voc� prometeu que iria.
Tem raz�o. Me deu um branco.
Tudo bem se quiser ver a flor-cad�ver.
Vou praticar mais poesia.
Me sinto p�ssima. N�o quero perder a flora��o da flor-cad�ver.
Mas n�o quero decepcionar a Margaret.
Por qu�? Margaret disse que tudo bem.
Rigby, ela n�o achou tudo bem.
N�o esquenta. D� para fazer os dois. Tem minha garantia Rig-bonificada.
S�rio? Como?
Nem tudo tem um "como" ou um "porqu�", Eileen. Elas s� s�o.
Por que a flor-cad�ver tem cheiro de cad�ver?
� uma t�cnica usada para atrair seu polinizador, a mosca-da-carne.
A garantia Rigby dispensa explica��es. Confia em mim.
Nossa, que emocionante! N�o vejo a hora.
Cara, como vai fazer isso?
Eu tenho um plano.
Tr�s sandu�ches de frango picante.
Um pra voc�, um pra mim e um para Musculoso por emprestar o carro.
Esqueceram os guardanapos.
Parece que estamos indo bem.
- T�o detalhado. - E dentro do prazo.
Rigby, nunca vi voc� t�o organizado antes.
- Estou impressionada. - Fiz um plano concreto.
N�o estou improvisando como sempre.
S� quero que veja sua flor e a cheire tamb�m.
Os sandu�ches de frango n�o s�o a �nica coisa picante por aqui.
- S� estou limpando o paladar. - Nossa.
Estou t�o animada. Cuidei de plantas o dia todo.
N�o quero cheiro de planta antes do principal.
Faz todo sentido para mim.
De acordo com meu plano, chegaremos a tempo de v�-la desabrochar.
Por que n�o desabrochou?
A flor-cad�ver desabrochar� exatamente na hora certa.
Mas o site disse que come�ou h� uma hora.
Mas quem pode prever o caminho de uma cobra do deserto
ou o amadurecer de uma banana?
Pode demorar at� o fedor da morte ser percept�vel.
- Demorar quanto? - A natureza n�o funciona em minutos.
Chegaremos a tempo para a leitura da Margaret?
NOTA: MOLHE M�OS CONFORME NECESS�RIO
�timo dia para uma flor-cad�ver desabrochar. Escute.
O que � preciso para esse fedor come�ar? Entendeu?
A natureza tamb�m n�o funciona com suborno.
LEITURA DE POESIAS
Couro amarelo, couro vermelho. Couro amarelo, couro vermelho.
Couro amarelo...
Oi, Margaret. Desculpe, cheguei cedo.
- Posso voltar depois. - N�o, chegou bem na hora.
Estou nervosa e est� quente aqui.
- �, devem ser as camadas. - Preciso das camadas. � para a coisa.
Ache uma cadeira, meu amigo Eu n�o ligo
Na verdade, eu ligo muito. Por favor, sentem-se.
- Esse � o pior dia da minha vida. - Vou fazer uma liga��o.
A flor est� com dez por cento de flora��o. Dez por cento, pessoal.
� interessante como a natureza funciona em porcentagem, mas n�o em minutos.
- Ei. - Cara, Margaret est� surtando.
Ela est� presa entre duas estantes.
- Cad� voc�s? - Estou tentando,
mas essa flor idiota est� zoando o plano.
Esque�a o plano, cara.
Fa�a o melhor com as ferramentas que tem.
Isso, sim, � poesia, irm�o. Vai usar isso?
Margaret est� surtando. Nada bom.
Se eu tiver que escolher entre um cheiro e uma amiga,
escolho a amiga porque preciso de algu�m para contar quando o fedor eu cheirar.
A rima est� me deixando ansiosa. Temos que ir.
Mas eu dei uma garantia Rig-bonificada. E isso devia ter valor.
Mas eu entendo. Vamos apoiar Margaret.
Vou tirar um merecido intervalo. Volto em cinco minutos.
Tenho um encontro com um prato de batata frita.
- Voc� vem? - Encontro voc� no carro.
- O que foi isso? - O qu�? T�o estranho.
E isso na sua m�o?
Com certeza n�o � de vaso. Vamos sair daqui.
Fazendo o melhor que posso Com as ferramentas que tenho
E as ferramentas s�o minha caneta Meu papel e meu cora��o
N�o foi como eu disse.
Obrigada, Plapinger. Um dos melhores.
Como devo proceder depois disso?
Nossa �ltima leitora �...
a Margaret Smith.
RESERVADO PARA EILEEN
� hora de subir ao p�dio
Por favor, dirija-se at� o lin�leo
Margaret Smith, Margaret Smith.
Rigby, est� tudo bem? Voc� est� dirigindo um pouco r�pido.
Podemos dirigir a essa velocidade � noite.
Ah, n�o. Ainda vamos chegar a tempo?
Vamos. Deixe comigo.
Sentiu o cheiro?
- Tem cheiro de... - De cad�ver.
Que tipo de monstro faria uma coisa dessas?
Vamos ver com que tipo de pervertido estamos lidando.
Ol�. Posso ajudar em algo, seu guarda?
Abra o porta-malas, senhor.
N�o posso. Vai estragar a surpresa.
- Surpresa? - Est� brincando com a gente?
Brincar com voc�s � legal, aposto.
Estamos indo pra uma leitura de poesia.
Leitura de poesia? � um p�ssimo �libi.
- Assassinos nem gostam de poesia. - O qu�?
Rigby, vamos perder. Abra o porta-malas.
- Sabemos que tem um cad�ver a�. - O qu�?
- Abra o porta-malas, filho. - Central, precisamos de refor�os.
- Podemos partir se disser "o qu�". - O qu�?
- Ei. Eles fugiram. - Sim, porque voc� disse "o qu�".
- O qu�? - Ele disse:
"Podemos partir se disser 'o qu�'." E voc� disse "o qu�".
Droga. Temos que ir atr�s deles.
Sei l�. Nosso turno est� quase no fim.
- Vamos atr�s deles se disser �o qu�. - O qu�?
RESERVADO PARA EILEEN
Na verdade, esse lugar � para Eileen.
Ah, t�. Se "Eileen" aparecer, eu "prometo" sair.
De que serve uma promessa, n�o � mesmo?
Rigby, por que os guardas acham que temos um cad�ver no porta-malas?
Vou tocar a real. O plano est� dando errado.
Como assim? Voc� fez alguma idiotice?
O que fiz foi te dar uma garantia Rig-bonificada.
Para cheirar a flor-cad�ver e ir � leitura da Margaret.
Espere. O porta-malas fede a cad�ver
porque voc� escondeu uma flor-cad�ver roubada?
Roubada, n�o. Emprestada.
Por que deixei voc� me convencer desse plano idiota?
- Vai dar tempo. - N�o vai dar tempo.
- Vai dar tempo! - Vamos bater!
M � de...
Rigby?
Rigby. Rigby, trouxe meus sandu�ches?
- Margaret! - Eileen.
Desculpe ter perdido sua leitura. Me sinto uma p�ssima amiga.
Na verdade, eu nem comecei ainda.
Se ainda quiser ouvir, guardei seu lugar.
N�o temos tempo para lidar com esse caos agora.
S� temos a loja at� as 20h. E ainda temos mais uma leitora.
- Muito bem, cara. Deu tempo. - S� n�o me deixe dormir.
M, de Margaret
A, de amiga
R, de realmente amiga
G, de grande
Eca!
A, de amada
R, de realmente amada
E, de excelente
Pungente. Como um queijo forte.
- O que � isso? - Eu n�o aguento!
E T � de triunfo
Lindo.
N�o sei se foi o meu poema que esvaziou a casa,
mas pouco importa.
- Estou feliz que vieram. - Gra�as ao Rigby.
Ele nos deu a garantia Rig-bonificada.
Desculpe por duvidar de voc�, Rigby.
Mas me sinto mal pela livraria. E pela senhora no jardim bot�nico,
que vai ter um choque quando voltar do intervalo.
Fora isso, estou comovida pelo esfor�o que voc� fez.
- �. � o que se faz por... - Parados!
- Espere a�. � uma flor-cad�ver? - �.
Ah... �. N�o eram assassinos afinal.
Vamos ser presos por furar o sinal vermelho?
Bem, ficamos quites se nos derem os sandubas de frango.
Nem vem!
- N�o v�o me perseguir se disser "o qu�". - O qu�?
Ei, volte aqui!
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