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Tradução, Revisão e Sincronia: @EvandroNight
Shh. Não. Já comprei um brinquedo pra você.
Shh. Não tenho mais dinheiro hoje.
- Shh. - Calma, calma.
Não pode ser tão ruim assim.
Quando dá pra comprar um sorvete, mas com que dinheiro?
Por quê.
- Agradeça ao senhor bonzinho. - Obrigado.
Conheço o toque dessa espada.
Bom dia para você, Elaine de Astolat.
TeamArkeiro apresenta: S02 EP06 The Librarians... e o "Pesadelo de Descartes"
A porta. Vamos para a porta.
Aah. Vai, vai, vai.
Quase lá.
Uau.
Belo arremesso. Você tem praticado.
Dá pra ver.
Acho que estou pegando o jeito, mudando para o aikido enquanto...
Enquanto... Uh, Vikram.
Eu sou Charlie. Eu sou Vikram.
Eu sou Connor. Mas você parece o Connor.
Eu sou Lysa?
- Ah... - Ah...
Não quero isso. Não quero estar nesse corpo.
Por que não? É um corpo muito bom.
Ah, Vik, acho que isso é inapropriado de se dizer, Vik...
Isso é loucura. Ok. Sem mãos, Connor, sai.
Sai, sai, sai daqui até a gente resolver isso.
Ai. Mordi minha língua porque tá esquisito na minha boca porque não é a minha língua.
Meu Deus, essa não é a minha língua. Ah.
Certo. Parem.
Vamos todos respirar fundo e nos recompor.
Nossa, senhor, esse colete é muito apertado.
Não. É Colete social. Não um simples colete. Há uma diferença.
Você usa ele pra esconder a barriguinha?
- Não, claro que não. - Eu já pensei nisso.
- A gente também. - Bem, podem parar de se perguntar. Eita!
Essas botas, muito complicadas.
Por favor, senhor, não machuque o meu corpo.
E use o elástico de cabelo para prender o cabelo.
Achim. Achim. Achim.
É,... antiga biblioteca mágica tem tipo um milhão de alérgenos.
Aproveite.
Tem um anti-histamínico no meu... no seu bolso.
Tem algum tipo de assinatura de energia residual que não é comum.
- Hortelã? - Hortelã?
- Hortelã? - Ah, sim.
Masco quando passo pela porta.
- O teleporte me enjoa. - Hm. Delicioso.
- Mas como isso aconteceu? - A porta mágica?
Nunca ouvi falar da porta mágica fazer isso.
- Estou aberta a sugestões. - Eu digo
que a gente passa pela porta e torce para que ela nos troque de volta.
Certo. Vocês três, porta, agora.
Oh.
E ainda não estamos nos nossos corpos originais.
- Eu sou Lysa. - Oh. Eu sou Connor.
- Vikram Chamberlain. - Charlie.
A gente trocou de novo? Ah.
Olá.
Não, não, não, não.
Ainda sou Vikram Chamberlain.
- Eu sou Connor e esse casaco está mofado. - Não precisa dizer o nome completo, senhor.
Espera, eu estou no mesmo corpo e você também, mas por que eles não?
Bem, obviamente sou Lysa. Vamos.
Que incrível!
Tá bom. Então se é uma troca aleatória toda vez que passamos pela porta...
Nossa. Que condicionador você usa?
- Ah, na verdade... - Meninas.
- Foco. - Tá bom.
São 24 combinações possíveis das nossas quatro mentes e quatro corpos.
Ou fatorial de quatro, quatro vezes três vezes dois vezes um. Matemática básica.
Então 24 combinações segundo a matemática da Lysa.
Não é a minha matemática. É só matemática.
Supondo que nenhuma das quatro combinações se repita,
seriam mais 21 viagens pela porta?
É, com cultistas do mal do outro lado.
- Que sabem que estamos indo. - Vamos começar.
Elaine, eu juro que estou limpo. Não uso magia.
Não tenho nenhuma agenda. Você não precisa fazer isso.
Claro que preciso.
Você não se lembra do que aconteceu da última vez que nos encontramos?
Então deixa eu refrescar sua memória.
- Você me trancou numa torre. - Isso foi há séculos.
Certamente você não pode ainda estar com raiva.
Você me aprisionou para que eu não contasse ao Camelot sobre você.
Não vou cometer o mesmo erro de novo.
Ugh, minha querida Elaine. Você entendeu tudo errado.
Eu sabia que Camelot iria cair, que os cavaleiros iriam se matar.
Não te coloquei lá para te impedir, estava te protegendo.
Bem, digamos que estou retribuindo o favor agora.
Estou te protegendo de você mesmo.
Muito gentil da sua parte, mas completamente desnecessário.
Como disse, estou livre da magia.
Não toquei numa gota desde que acordei e não pretendo tocar.
A magia não era o que te tornava perigoso.
Era como você manipulava todos ao seu redor.
É por isso que fiquei te observando, esperando para te trazer.
Precisava que a equipe estivesse em uma missão.
Não vou deixar você sussurrar doces mentiras nos ouvidos deles como fez em Camelot.
Você percebe que aquele truque de moeda era só uma mágica de mão, né?
Viu? Abdiquei da magia. Aprendi minha lição.
Como disse aos seus amigos, essa é a minha segunda chance.
Você está tramando algo e desta vez não vou deixar você se safar.
E então, vai me manter amarrado aqui para sempre?
Não. Vou deixar o conselho da biblioteca decidir o que fazer com você.
Enquanto isso, você vai tirar uma soneca graças à areia do Sandman.
Não. Elaine...
Até mais. Nos falaremos em breve.
Acabaram sendo cultistas bem amigáveis, depois que conversamos com eles.
Ah, isso não é bom. Chamada, por favor.
Sou, claro, Vikram Chamberlain.
Charlie.
Senhor, essa... como você se move com essa jaqueta?
É tão quente e pesada.
Não é à toa que você sempre prende o cabelo numa luta.
Oh, um... Connor.
Nós três trocamos, aí a Lysa voltou pro corpo dela.
Parece que sou eu de novo.
Não, não, cinco viagens atrás, já fizemos essa combinação. Estamos repetindo.
Isso significa que não são só 24 viagens.
Mas se estamos repetindo, isso quer dizer
que precisamos fazer uma média de milhares de viagens, né, Lysa?
- Sim. Isso parece correto. - Isso é... Ah!
Me dá o meu casaco. Não consigo pensar direito sem ele.
- Vamos, não deixa o meu corpo bêbado. - Não, isso é uma boa ideia.
Vocês todos deveriam trocar coisas para que eu... a gente possa saber quem é quem.
Jaqueta e plaquinha de identificação.
Então, se não dá pra resolver na força bruta, temos que decifrar o mistério
e descobrir por que isso está acontecendo.
Tudo começou quando trouxemos o artefato pela porta.
Que agora está quebrado.
Lysa, acha que consegue consertar enquanto examinamos a pulseira?
Ei.
É uma pulseira de gêmeos. A constelação é composta de gêmeos.
Castor, que é mortal, e Pólux.
Quando morreram, Pólux, o irmão divino,
implorou para que Castor pudesse visitar o Olimpo.
Então, toda noite e todo dia, eles trocam de lugar.
- Teleporte como a porta. - Isso.
- É por isso que estão interagindo? - Mas por que a troca de corpos?
Eles são gêmeos.
Pense bem.
Em vez de teleportar os corpos físicos, eles trocam as mentes.
Alcança o mesmo resultado.
Castor e Pólux trocam de lugar, mas os corpos físicos ficam no mesmo lugar.
Claro. E há duas pulseiras, uma para cada gêmeo.
E como temos apenas uma...
É como um circuito eletrônico aberto.
A porta mágica deve tê-la reativado, fazendo com que trocasse aleatoriamente.
Brilhante, Lysa. Por que você não..., escaneia?
Sabe, com o aplicativo do seu telefone.
Chama de app, senhor. É só falar app.
Ah. Aqui está. Vou continuar consertando isso.
Não, obrigado.
Sim. Energia mágica.
Compatível com a energia que Lysa detectou antes.
Está misturada com a porta.
E olha, essa pulseira mostra apenas o lado de Pólux da constelação.
O que estou ouvindo é: precisamos encontrar um artefato.
Pronto. Nosso fiel pêndulo está no caso.
Parece que uma assinatura mágica equivalente está no Museu de Antiguidades de Atenas.
Lysa.
- Lysa. - Hã?
Conseguiu consertar a porta?
Sim. Mas não sei por quanto tempo vai aguentar.
É um risco que precisamos correr. Precisamos dessa pulseira.
- Ainda sou Vikram Chamberlain. - E os outros?
Charlie. Paramos de trocar.
Talvez seja uma coisa boa.
Sabe, talvez signifique que a magia está passando.
- Ou estamos nos acomodando. - Presos assim?
De jeito nenhum. Não posso ficar presa nesse corpo para sempre.
De novo, o que há de errado com o meu corpo?
É um ótimo corpo. Forte. Bonito.
Senhor, preciso usar o banheiro. Precisamos trocar de volta imediatamente.
Vou ligar para a Sra. A. Ah.
A sobrecarga de magia deve ter apagado a tecnologia moderna quando passamos.
Ah, pessoal... tenho boas e más notícias.
A boa notícia é que, se a pulseira gêmea estiver em algum lugar, é aqui.
Conheço a pessoa que administra a exposição.
- Fantástico. Temos uma entrada. - Ele ainda não nos disse a má notícia.
A má notícia é que, ela meio que me odeia de morte.
Pessoal, por que vocês me amarraram?
Oh, não. De jeito nenhum. Não. Não.
Isso não é bom.
Tá bom. Igual a Charlie te ensinou.
Obrigada, Charlie.
- Não mesmo. - Não. Sra. A, sou eu.
- É a Lysa. - Não acredito em você.
Oh. A gente conseguiu a pulseira de gêmeos no mosteiro secreto.
Mas quando voltamos, estávamos todos nos corpos errados.
Então quando tentamos voltar para consertar, trocamos de novo.
Aí acordei amarrada a uma cadeira.
Se você é realmente a Lysa, me diga sobre a primeira vez que nos encontramos.
Uma loja de presentes.
Você me levou à caverna onde estava o retrato de Anya.
- Oh, é você mesma. - Sou eu.
Se você está aqui, então Merlin está com a equipe.
Certo. Mais uma vez. Sou Vikram Chamberlain.
- Lysa, claramente. Charlie, Connor. - Infelizmente, sim.
Então, Connor, conhecemos quem administra esse museu?
Não o Museu de Antiguidades de Atenas inteiro, ...
ela é responsável apenas por essa exposição sobre mitos e astrologia.
E?
Ela me odeia de morte por um motivo muito bom.
Então estamos por conta própria.
Bem, o pêndulo nos enviou aqui por uma razão.
- Lysa, você está bem? - Sim.
É só que é estranho estar de volta no meu corpo, só isso. Que definitivamente é o meu.
As marcações desses artefatos são iguais às da pulseira.
Um cuneiforme silábico com toques de linear B, anterior ao colapso micênico.
Ah, então sua hipótese é que a outra pulseira ligada ao gêmeo Castor está aqui.
- Então você, Connor, e eu devemos liderar. - Acho que Vikram e eu devemos nos separar.
Sou cientista, não sou?
E Charlie é a guardiã e vocês dois são os especialistas em antiguidades,
então acho que cobriríamos mais terreno se nos dividirmos.
Concordo com a Lysa, senhor. Vou ficar com Connor, no meu corpo.
Connor, o que estamos procurando exatamente?
Qualquer símbolo de gêmeos. Ah, imagens de noite e dia.
Também cavalos. É complicado.
Ei, você achou estranho a Lysa ter arrastado o Vik assim?
Estou falando com meu próprio rosto e tentando não usar o banheiro no corpo do meu chefe.
Então sim, pode dizer que hoje tudo foi estranho.
- Então, essa mulher. - O nome dela é Simone.
- Estou tentando me concentrar. - A Simone era importante?
Não consigo me concentrar por causa da dor.
Esse corpo está com muita dor, Charlie. Você se sente assim o tempo todo?
Faz parte de uma vida inteira servindo como soldado.
Você corre com esse joelho?
Sim. Salto de paraquedas sob fogo.
Caí errado. Os lançadores de foguete me desequilibraram.
É como se tivesse uma estaca e metal enfiados no meu ombro.
É porque tem uma estaca e metal no seu ombro.
Tiroteio com o cartel. Hm, projétil estilhaçado.
- Ainda tem fragmentos no osso. - Minhas mãos.
Elas simplesmente doem.
Treino de artes marciais desde criança.
Sem falar em todas as brigas de verdade ao longo dos anos.
Tenho microfraturas por toda essa região.
Sendo honesto, tenho muito respeito por isso,
mas também estou meio magoado por você não ter dividido isso com a gente.
- Comigo, somos amigos. - Meu trabalho é proteger meus amigos.
Não fazer meus amigos se preocuparem comigo.
Além disso, mulheres que falam sobre dor são acusadas de exagerar.
Então, se você ficar presa nesse corpo, tenha isso em mente.
Estou começando a perceber o quanto das nossas personalidades
é determinado pela nossa físicalidade.
- Você deveria compartilhar isso. - Mas não vai falar sobre a Simone?
Me enrolei sozinho, né?
Lembra do demônio da raiva?
Eu te disse que não destruí apenas a minha carreira perseguindo magia.
Eu, machuquei outras pessoas.
E a Simone é uma delas.
A gente se separou.
Se separou? Só isso.
Quando morreram, Pólux foi para o Olimpo, Castor para o Hades.
Recuperamos a pulseira de Pólux no alto de uma montanha como o Olimpo,
então a pulseira de Castor vai estar...
- Embaixo da terra, como o Hades. - Rodeada de morte.
Também cavalos.
Os gêmeos eram venerados por pilotos de biga.
Ótimo. Você tem estudado bastante, Lysa.
Só aprendendo com você.
Bem, eu também aprendi algumas coisas.
Nossa atual desventura reforça que a magia é selvagem demais para dominarmos.
Ou, Vikram, alguém que usou magia e aprendeu essa lição da pior forma,
deveria usar magia.
Jamais poderei usar magia. Não seria confiável.
Acho que você é um dos membros mais confiáveis da nossa equipe.
Curiosamente específico, mas não, não confio em mim mesmo.
Sempre fui longe demais, até os limites.
- Como na sua pesquisa científica? - Sim. Exatamente.
Mas ainda há tanto bem que a magia poderia fazer, poderia consertar num mundo quebrado.
E se, em vez de sempre reagir, tomássemos a iniciativa,
impedindo o mal antes que comece?
Essa é uma ideia muito perigosa.
É por isso que se faz necessário alguém com experiência, alguém que já errou,
alguém que perdeu, perdeu tudo por causa da magia.
Pense em Anya.
Seu filho.
Lembra da história de como Camelot caiu?
- Por causa de Merlin? - Bem,...
essa é uma forma de ver, mas outra versão é que o rei Arthur era falho.
Ele herdou o trono. Sacou uma espada de uma pedra e foi isso.
Não passava de um menino.
Todo aquele poder, tão rápido, sem experiência de vida?
E se alguém que viveu e perdeu e sofreu e conquistou esse poder,
e se essa pessoa pudesse se tornar um novo e melhor Arthur?
Soltem-me, seus patifes.
O que você tem a dizer por si mesmo?
- Honestamente, não sei. - Sério?
Porque fiquei ensaiando esse momento na minha cabeça por anos.
O que é esse sotaque?
Ah, sim. Passei esses dois anos, três anos, cinco a sete anos no exterior.
Ah, Connor,... essa deve ser a Dra. Simone Newman,
a mulher sobre quem você sempre fala.
Claro, claro.
Com quem você trabalhou em Chicago e também namorou.
Isso soa muito bacana.
Era bacana, até você estragar tudo.
Oh.
Arruinou a vida dos dois. Isso soa menos bacana.
Menos bacana?
Foi assim que você descreveu ter abusado da minha confiança
para ter acesso a artefatos da universidade para caçar...
Demônios. Pé Grande?
Vampiros. Claro. Faz sentido.
Fui demitida, Connor. Quem é você?
Oh, um, sou Charlie. Trabalho com o Connor.
Bem, ele pode falar por si mesmo.
Honestamente, não posso.
Olha, não sei o que você está tramando,
mas levei anos para deixar esse escândalo pra trás.
Esse é meu primeiro emprego como diretora de exposição desde então.
Você fez um trabalho incrível.
Não quero que os donos do museu façam perguntas, então não vou mandar vocês embora
no último dia da exposição.
- Último dia? - Sim. Estamos empacotando.
Tudo volta para um armazem seguro em Paris amanhã.
E instalei alarmes de bloqueio por toda parte,
então se vocês olharem torto para alguma vitrine, esse lugar fecha tudo.
Se a gente pudesse respirar fundo, sabe, um...
Instalação segura em Paris? Não chegaremos nem perto.
Ok, então temos que encontrar a pulseira hoje com todos os seguranças de olho.
Cara, as coisas não correram bem com a Simone.
Ela ainda está brava com você... comigo.
Posso ser um homem fora do tempo, Connor, mas até eu sei que uma mulher com raiva
sendo mandada respirar fundo pela atraente colega do ex
- não vai terminar bem. - Astolat!
Um de vocês não é quem parece ser.
Bem, tecnicamente nenhum de nós é.
- Sim, além disso. - Espera. Aquele é Merlin?
Não. Ele é.
Ele mentiu para vocês o tempo todo.
Aquela é o Merlin. Aquele é a Lysa.
Nenhum de vocês percebeu que não era eu. Uau.
Minha cabeça está doendo de tanto tentar entender com quem estou falando.
Por que você mentiu pra mim?
- Pensei que éramos amigos. - Por causa dela.
Ela me sequestrou e me amarrou. Ela não é como você, Vikram.
Ela não entende o conceito de segunda chance.
Do jeito que ela quer, ficaria preso para sempre.
Então você nos trocou de corpo para escapar?
Não. Estava amarrado e desacordado.
- Acordei nesse corpo, livre. - Mas ainda está aqui.
Não fugiu.
Quero meu corpo de volta tanto quanto vocês todos.
Não estaria nessa confusão se Elaine só me deixasse viver meus dias em paz.
Você é um perigo para a sociedade.
O museu fechará em 10 minutos. Obrigado pela visita.
A ex do Connor nos disse que a exposição está sendo desmontada.
Se queremos aquela outra pulseira, precisamos agir agora.
A ex do Connor está aqui? Preciso conhecê-la.
Não, definitivamente não.
Certo. Bem, eu o levarei de volta ao anexo.
- Não. Precisamos dele. - Certamente não.
Pelo que sabemos, todos precisam estar presentes
para trocar os corpos de volta, incluindo Lysa e Merlin.
E sou o mais experiente em magia de troca de forma.
Quando disse que ajudaria, era o que queria dizer.
Tudo bem. Mas fico aqui para vigiá-lo.
- Para evitar mais confusão, meu lenço. - Meu casaco.
Certo. Rápido. Sei onde nos esconder.
Eu disse que funcionaria.
Os seguranças sempre ficam assustados com as salas de sarcófagos.
Não temos muito tempo antes que eles voltem a fazer a ronda
e não posso meter a Simone em apuros de novo.
- Ficaremos de vigia. - Nós vamos?
Você não sai do meu campo de visão.
Entendido.
Certo. A segunda pulseira deve estar em um dos sarcófagos.
Mas se conheço a Simone, todos vão estar protegidos por sensores de movimento.
- Preciso ir falar com ela. - E você acha que ela vai ajudar?
É..., só pedir um simples favor à minha ex cuja vida arruinei
usando o rosto de uma completa estranha.
Estou no corpo de uma menininha. Você poderia afrouxar o aperto.
Sério, Elaine?
Quer queira quer não, você precisa de magia.
Você é um viciado.
Seja lá o que estiver tramando aqui, é um meio para um fim.
O conselho da biblioteca te recusou, né?
Ah. Era o que eu pensava.
Eles compreendem que sou um feiticeiro reformado que apenas busca uma vida tranquila.
Você não sabe o que significa a palavra paz.
Jamais esquecerei o que você fez com Camelot.
Não podemos deixar esse pedaço da nossa história no passado?
Nunca.
- Ah-ha! - Shh.
Desculpe. Venha ver o que encontrei.
Essas gravuras, uma pálpebra tem estrelas
representando os céus do Olimpo, a outra tem fogo representando o Hades.
Connor disse que a segunda pulseira estaria em um sarcófago.
Sim. Bem, além dos alarmes do museu, esse sarcófago sem dúvida estará armadilhado.
Se o abrirmos incorretamente, a reação mágica pode explodir o museu inteiro.
Senhor, o senhor parece animado demais com essa perspectiva.
Tudo que precisamos saber está aqui, a história de Castor e Pólux.
Quando a vida de Castor foi ameaçada, seu irmão gêmeo Pólux recebeu uma escolha
do pai deles, Zeus, retornar para casa e passar a eternidade...
- no monte Olimpo... - Shh.
Ou abrir mão da sua imortalidade para salvar seu irmão.
- Parece com o meu pai. - Caramba. Que dureza.
Pólux escolheu compartilhar sua vida com o irmão,
concedendo aos gêmeos a habilidade de trocar de lugar
entre o monte Olimpo e o submundo.
Como as pulseiras, uma no topo da montanha,
- uma embaixo da terra. - Exatamente.
Mas para cruzar os reinos entre a vida e a morte,
Pólux e Castor tinham que pagar a Caronte,
o barqueiro que conduzia as almas pelo rio Estige.
Sociedades antigas colocavam moedas, óbolos, nos olhos dos mortos
para pagar pela jornada ao além.
Isso!
- Shh. - Shh.
Desculpe. Sim! Olha. Olha. Olha os olhos.
Afundados, como se algo devesse ser inserido.
Precisamos pagar a Caronte para abrir o sarcófago.
Estamos em um museu. Deve haver óbolos em exposição.
- Desculpe. O museu está fechado. - Sou a Charlie.
Ah, nos encontramos mais cedo. Sou colega do Connor.
Eu... ele... precisamos da sua ajuda.
Não sei que história ele te contou, mas o Connor quase arruinou minha vida.
Não vou deixar isso acontecer de novo. Vou chamar a segurança.
Não, espera. Só...
Por favor, me dê dois minutos, tá? E nunca mais vai me ver.
Quer dizer, vou garantir que o Connor nunca mais te incomode.
Segurança do museu.
Mas cheguei a conhecer o Connor e a última coisa que ele jamais quereria é te machucar.
Como posso saber que ele não está aprontando algo para os vídeos dele?
Entendo.
Quer dizer, antes, ele era egocêntrico.
Mas agora trabalha com uma organização sigilosa
que descobre e protege antiguidades, a segurança do mundo, veja?
O Connor está trabalhando para o exército? O quê, tipo antiterrorismo ou CIA?
Sabe como o contrabando de antiguidades financia o terrorismo e essas coisas?
É difícil confiar nele.
Se pudesse voltar atrás e recomeçar, ele faria tudo de forma diferente.
Então por que ele não me disse isso?
Nenhum telefonema, nenhum pedido de desculpas. Quer dizer, você o viu lá fora.
- Mal conseguia me olhar nos olhos. - Ele nunca quis te machucar.
Ele te amava.
Eu sei que amava.
Acho que ele pensava que você ficaria melhor sem ele.
E como ele abriu mão de tudo e deixou para trás todos da sua vida antiga
para fazer o trabalho que tem agora, para proteger pessoas como você.
- As pessoas de quem ele se importa. - Eu poderia ter entrado em contato antes.
Mas estava ressentida demais e o tempo foi passando e pareceu tarde demais.
Acho que nunca é tarde demais para essa conversa.
- O que ele precisa para esse trabalho? - Só precisamos do seu crachá de acesso.
Ah, vamos devolvê-lo. Prometo.
Você não sabe o quanto isso significa para mim... para o Connor.
Connor...
Quer dizer, Charlie.
Estávamos procurando por você e a encontramos.
Estou orgulhosa de você.
Quando tudo isso acabar, que tal a gente conversar?
Boa sorte.
Só encontrei um óbolo.
Se o que o Vikram disse é verdade, precisamos encontrar dois, um para cada olho.
Parece ser feito de cobre. Alguém tem alguma moeda?
- Fico muito bem fazendo isso. - Um centavo americano.
Não nos faça explodir.
Obrigado.
Espera. Os sensores de movimento estão ativos.
Detectores infravermelhos nas bordas da base.
Hmm, Vikram...
Parece que está fazendo uma contagem regressiva.
Contagem regressiva para o quê exatamente?
Acho que não queremos descobrir.
E que tal desativar essa armadilha?
- Ah, como fazemos isso parar? - Não sei o que fizemos de errado.
Fizemos como os gregos antigos fariam, pagamos a Caronte para passar entre esse mundo
e o próximo, assim como Castor e Pólux teriam que fazer.
Não, não, não, não, não, não, não. Óbolos são feitos de cobre.
Centavos americanos são feitos principalmente de zinco.
Não sei por que não percebi isso antes.
Alguém tem,... uma moeda de cinco centavos de euro ou um dólar australiano?
Oh. Achei uma.
Disse que não íamos explodir o museu.
- Nunca deveria ter duvidado. - O que foi essa história de explodir o museu?
A pulseira de Castor reunida com a pulseira de Pólux.
Hora de se provar, Merlin.
Nos troque de volta, como prometeu.
Sem truques.
Todos formem um círculo.
Lysa, vou te colocar aqui.
Vou conectar as pulseiras.
E quando elas se separarem, vocês terão trocado.
Sou a Lysa e esse não é o meu corpo.
- Connor. Eu também não. - Sou a Charlie.
Sou o Vikram Cham... Ah, agora entendo.
Cadê o Merlin? Eu disse para não confiar nele.
Você não o conhece como eu o conheço.
Ainda bem que conheço a Simone.
Ela deixou esse lugar inteiro pronto para fechar.
Ele não vai a lugar nenhum.
Que rapaz esperto.
Ah, Charlie, como você corre com esses...
Parem!
- Vai. Eu seguro eles. - Charlie, tem certeza?
Sim, Lysa. Vai.
Tá bom.
Normalmente consigo um pouco mais de distância vertical.
Droga, Lysa.
Espera.
Se os portões de segurança ainda estiverem ativos,
a única saída do Merlin é pela doca de carga nos fundos.
A gente vai lá. Sra. A, suba as escadas
até o telhado, caso ele queira te cortar o caminho.
Espera. Como você conhece a planta desse museu?
Fiz um reconhecimento na época. Por favor, não conta pra Simone.
O quê? Não, eu só...
Nunca tinha percebido como fico elegante quando estou no comando assim.
Você tem uma queda por si mesmo?
- Culpado. - Perfeito.
Não use magia, não use magia.
Oh, droga.
Não mesmo.
Acho que ele foi por aqui.
- Sou Connor. - Sou Connor.
- Dois Connors? - Ele os trocou?
- Qual é o seu maior arrependimento? - Traí alguém que amei.
Estava me referindo a Simone quando disse isso.
Merlin estava no corpo da Lysa quando disse o nome dela.
- Ah, qual foi a primeira coisa que te disse? - Apropriado.
- "Quem é você?" - Sério?
É bem banal.
Uau, isso é poderoso.
Oh. Ai.
Você estragou o meu corpo?
Ah. As constelações se alinham.
Isso é...
Estou no meu corpo de novo.
O que você fez com a minha mão?
Meu Deus, fui atingida tantas vezes. Vou só deitar. Vou deitar aqui.
Meu Deus. Ok.
- Não vou não. - Olha.
- Você me traiu. - Não. Fugi por causa dela.
Porque tinha medo do que a biblioteca poderia fazer.
Mas falei sério, Vikram.
Você poderia ser o novo rei Arthur.
Você poderia ser o rei que salvará a todos.
Sem ofensas, mas eu nunca mais quero estar em nenhum dos seus corpos.
Sem ressentimentos.
Ah, Sra. A, está tudo bem?
A biblioteca acredita que Merlin mudou.
Mas meus olhos estão abertos, ele não mudou.
Tenho que detê-lo, Falem o que quiserem.
Você acha que talvez tenha o julgado mal?
Ele voltou atrás na promessa. E fugiu.
Porque nós o forçamos.
Você o sequestrou e o amarrou a uma cadeira.
É, ele fugiu porque não queria ficar preso para sempre.
Entendo isso.
Mesmo que estivesse dizendo a verdade e quisesse viver uma vida sem magia,
ele usou magia de novo com aquelas pulseiras.
Não vai conseguir se conter de usá-la da próxima vez.
Vai consumir ele cada vez mais até destruir tudo.
Tenho que ir atrás dele.
Com todo o respeito, Sra. Astolat, mas como sua perseguição, sua obsessão,
não piorou tudo?
- Ei, Simone. - Connor.
- Esperava que a gente pudesse conversar. - É, é..., eu...
Queria devolver isso a você. E, ... Me desculpar.
Sua colega me contou tudo sobre o seu novo trabalho ultrassecreto.
Espero que tudo tenha corrido bem.
É, não..., o que quero dizer é que vim me desculpar pelo que aconteceu todos esses anos atrás.
A Charlie, me contou o que você disse e preciso que saiba,
nunca tive a intenção de te machucar do jeito que... que fiz.
Sinto muito.
Sabe que fiquei com raiva de você por muito tempo.
E quando te vi ontem, toda aquela raiva voltou de uma vez.
Mas conversar com sua amiga ajudou.
Não sei por quê.
Acho que foi mais fácil ouvir a verdade
de outra pessoa do que ouvir de você.
Eu deveria ter... Deveria ter pedido desculpas muito antes.
Tudo bem.
Acho que o tempo fez bem pra nós dois.
Eu te perdoo, Connor.
Bem...
Como foi com a Simone?
...Conseguimos o fechamento que precisávamos.
E tenho que agradecer você por isso, na verdade.
Usar o seu rosto meio que me fez ver as coisas diferente.
Por falar nisso, vocês sabiam que a Charlie está em dor constante?
Não é grande coisa.
- Não, é sim uma grande coisa. - É, quer dizer, eu estava em, o quê, uma briga?
Ah, não sei como você aguenta isso.
Bem, não sou a única a sentir dor.
E agora entendo por que o Vikram nunca usa nada além daquele traje antigo.
- É porque tenho um estilo incrível? - É a sua armadura, senhor.
É a única coisa que lhe resta da sua vida antiga.
Você está em um tipo diferente de dor.
Sinto muito.
Bem, acho que aprendi mais habitando cada um de vocês.
Ah é? Nos ilumine.
Bem, sempre suspeitei que parecesse... imponente... e apurado.
Mas então, ontem à noite, finalmente me vi em ação.
E eu estava certo. Sou absolutamente brilhante.
Bem... oh, claro. Claro que sim.
E você, Lysa?
Você foi a única de nós no corpo do Merlin.
Foi estranho.
Era como se eu pudesse sentir essa necessidade avassaladora de encontrar magia.
Como se eu não conseguisse respirar sem ela.
Bem, talvez a Sra. A esteja certa. Senhor?
E você, ele disse algo para você?
Não. Nada suspeito.
Ele é um homem fora do tempo.
Está lutando contra a tentação de voltar a tudo o que um dia foi.
Tentando encontrar um novo caminho num mundo novo... como eu fiz.
Então você acredita nele?
Acredito que ele está tentando.
Você poderia ser o novo rei Arthur.
Dedicado ao @ARKeiroVesgo
Uma Dupla de Dois agora é: @TeamArkeiro
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