All language subtitles for Homeward.Bound.The.Incredible.Journey.1993.720p.BluRay.x264-YTS.LT

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Original subtitles

O REGRESO A CASA A Aventura Incr�vel

O meu nome � Chance

Pode parecer estranho...

mas a maioria dos nomes parecem estranhos se pensar bem

Talvez at� o seu

Eu fui abandonado quando era muito jovem.

Eu morava nas ruas, roubava comida e dormia onde podesse.

Era divertido ao inicio...

mas fui parar atr�s das grades.

Mas n�o quero falar disso. Vamos falar...

de quando obtive a minha segunda chance...

da� o meu nome.

Sabem, apareceu uma fam�lia...

e pode-se dizer que eles me resgataram...

porque me adoptaram e levaram-me para viver na casa deles.

Mas era o seu lar, n�o o meu.

Mas mesmo assim, era melhor em rela��o ao outro lugar.

Muito espa�o, ar fresco...

v�rias coisas interessantes para explorar...

e toda a roupa interior que conseguia comer.

- Chance? - Sassy?

Acabaste de me acordar de uma sesta muito profunda.

Qual � o problema? Acordas-te com a pata esquerda?

At� uma grande beldade precisa do um sono de beleza!

Sono de beleza? Tinhas que dormir durante um m�s.

�s o t�pico c�o.

Havia muita roupa nova para rasgar...

j� que a fam�lia cresceu.

Bob juntou-se � fam�lia ao casar-se com a Laura.

A filha dela chamava-se Hope.

- Hope pertencia � Sassy. - Jamie.

Supostamente o Jamie pertencia-me a mim.

Mas eu n�o precisava de ningu�m. Estava sozinho.

Por�m devo admitir...

que ele era cheio de �ptimas ideias.

Foi ele quem me baptizou de Chance.

O filho mais velho de Laura era o Peter.

Ele pertencia ao Shadow.

Shadow era fiel. Shadow era leal.

Shadow era um tonto.

Ficou sentado enquanto eu me divertia c� em cima.

Chance, para! A camisola est� morta.

Eu sei. Mas tenho de reduzi-la...

em bocados min�sculos...

e eu...

Engoli um bot�o.

Que azar. � uma pena que n� foi um fecho-ecler.

Ei, � melhor ires-te embora ou fa�o-te em picadinho.

Isso n�o � maneira de falar com uma delicada gota...

seu "cheira rabos" de cara achatada!

Shadow, quieto.

Preciso de ter uma conversa s�ria com esse cachorro.

E eu vos declaro...

marido e mulher.

Pode beijar a noiva.

Quem � ele?

� novo por aqui. Eu nunca esque�o uma cara.

Ei! Comida! Comida!

Ol�, comida.

Ei, espera, espera. Aonde � que vais?

Ei, tu, o da comida. Baixa-a!

Isso v�o servi-la no ch�o. Aqui em baixo.

Como ao ar livre.

J� sei o que fazer. Vou fazer o ar de chor�o.

Desculpa. N�o � para c�es.

Carne voadora!

Quente! Quente!

Ser� que podemos empalhar aquele cachorro?

Coisa verde. Como eu odeio... Quem � que come isto?

Jackpot!

Isto sim, per�.

Para tr�s, velhote.

Est�s com ci�mes porque ofarejei primeiro.

Nunca te deram com o jornal?

N�o. Porqu�?

Ok, ok. S� o queria cheirar.

Para ter a certeza de que era seguro comerem-no.

Estou de olho em ti, cachorrito.

E, bem, eu vou... socializar.

Ol�. Como est�s? Gosto em ver-te.

Que lindos sapatos. Eu sei.

Ol�, amigo. Bela gravata.

Queres que te mostre onde enterrar essa comida?

O Que achas? Das-me um bocado?

O que � isso? Br�colos!

Iram levar os animais para San Francisco?

N�o. Uma amiga da Laura tem uma quinta...

e ela aceitou em ficar a cuidar dos animais.

Senhoritas, ajudem-me. Estou faminto. Nem me lembro da �ltima vez que comi.

Sou �rf�o e estou muito fraco. Se n�o me alimentarem...

- Vou transformar-me numa pilha de ossos. - Sai. X�!

Quer que d� a pata? D�s-me a tua comida?

X�, j� disse. Fora.

Nem sequer sabe dar a pata. Precisa de ser treinada.

- Tu precisas de treino. - Oh, �ptimo.

Sabes como fazer?

Claro. V�o dar-me comida agindo como se n�o a quisesse.

- Mas que disparate. - Vou mostrar-te.

N�o � preciso. Eu sei que �s est�pida.

Oh, Sassy.

Ochal� n�o tiv�ssemos de ir. Vou sentir tanto a tua falta.

V� como trabalho.

- Tens fome? - N�o.

Mas � camar�o. Tu gostas de camar�o.

- N�o posso aceitar. - V� l�.. Est� muito bom.

N�o, n�o. N�o posso.

Eu n�o posso. Ainda tenho aquelas 100 gramas...

que ganhei no Natal.

Pronto, ok. J� que insistes.

- Eu disse-te. - Funciona. N�o posso acreditar.

- Come outro. - Mais um?

- Tenho que me lembrar disso. - Tal como te disse:

os gatos mandam e os c�es babam-se.

Ocupa as tuas nove vidas com alguma coisa.

� verdade. Os gatos s�o mais inteligentes que os c�es...

e mais bonitos. E n�o bebemos �gua da sanita.

Porque n�o? Uh-oh!

Comida em movimento. Tenho que ir.

Tenho de segui-la.

- Peter contra Shadow. - Vou agarr�-la, Peter.

- V� l�. Agarrei-a. - Peter rouba a bola.

- Passa por Shadow. - Tens que dribra-la melhor que isso.

- Agarrei-a. - Prepara-se para lan�ar.

E ences-ta!

- Ainda som bom nisto. - O p�blico entra em del�rio.

�s o meu mi�do preferido de todo o mundo.

Amo-te, Peter.

Odeio essas pieguices. Tenho um bolo para apanhar.

Ol�, rapazes.

O Shadow vai-se divertir na quinta da Kate. N�o �?

Vai ter sol, ar fresco...

e muito espa�o para correr.

Porque � que ele n�o pode ir para San Francisco?

Peter, eu queria que ele fosse tanto quanto tu...

mas � preciso pensar no que � melhor para o Shadow.

Pois, �.

N�o vamos ter muito espa�o.

Ali�s, o meu trabalho l� � tempor�rio.

Voltaremos dentro em breve.

E se ele n�o perceber? E se ele pensar que o abandonei?

Est�s a gozar?!

Ele vai estar muito ocupado a perseguir os cavalos e as galinhas...

e tu vais estar estar ocupado.

Vai haver imensas coisas para voc�s.

Aqui tamb�m h� muitas coisas.

E.

Vamos, Shadow.

Ok. Finge que n�o o queres.

Aten��o a todos.

C� vou eu.

� hora de cortar o bolo.

Espero que tenham guardado lugar, pois foi a m�e da noiva...

quem o fez.

- Maravilhoso. - Muito bem.

N�o devia. A s�rio. Estou de dieta. N�o devia.

Tenho de perder meio kilo no quadril.

- Oh, cruzes. - Normalmente n�o fa�o isso. Desculpe.

Venham comer. H� o suficiente para todos.

Fica a�.

Sassy, tens de ficar a� ou n�o podemos brincar.

Os gatos s�o mais espertos?

Nem sequer sabe o que significa "fica".

Fica a�.

A besta selvagem localiza a sua inocente victima.

Rasteja lentamente pela relva.

Nem sequer...

Prepara-se para a emboscada.

- Afasta-te de mim, vira-lata! - Ele corre...

salta!

Isso!

Coitadinha! Est�s bem?

Ele atirou-me para a caixa de areia grande!

- Boa pontaria, Chance. - Por isso � que lhe chamam a "gatapulta".

Ainda tens muito que aprender.

- Chama o veterin�rio! - Vou contar � mam�!

Chama a minha m�e e a todos os meus irm�os e irm�s.

Acho que me est� a cair o pelo.

- Se me cai o pelo. - � hora de partirmos.

Quero sair antes que comece a escurecer.

- Malas? Para qu�? - Bora.

Acho que preciso de comer relva.

� do bolo da av�.

Anda, Shadow.

Nesse dia aprendi uma grande li��o:

bolo e poli�ster n�o se misturam.

Estava a come�ar a gostar de estar com a fam�lia.

Eram fixes, para pessoas.

E eram felizes juntos.

At� o Shadow e a Sassy eram felizes.

Come�ava a crer que talvez com esta fam�lia...

as coisas iam ser diferentes, melhores.

Batc�o!

Ora, s�o os rec�m-casados.

Ol�, crian�as.

- Ol�. - Ol�.

- Com foi o casamento? - Foi lindo.

Com licen�a. Perd�o. A passar. Cuidado.

Este lugar est� repleto de cheiros.

Aleluia! Isto � o para�so.

- Quem me dera ter ido. - Queria que l� tivesses estado.

- Ol�. Felicidades. - Obrigado.

N�o sei como te agradecer pelo favor.

Est�s a brincar?! Quantos mais, melhor.

S� vou ter que fazer uma pequena viagem.

Vai sair?

Levo os cavalos a pastar a cada Inverno.

- S�o s� uns quantos dias. - E quem vai cuidar do Shadow?

O meu vizinho Frank. � ele que cuida nos animais quando n�o estou.

Acalma-te. Ele � de confian�a.

- Querem entrar? - Oxal� podessemos...

- Mas o caminho � longo. - Vem, Shadow.

Chance, anda c�.

Anda, rapaz.

Esta � a Srta. Kate, Sassy.

� uma �ptima pessoa e vai cuidar muito bem de ti.

N�o �?

Sim, senhora.

Chance, vem c�! Chance.

Ei! D�-me o disco!

- Porta-te bem. - At� onde o consegues lan�ar?

At� muito longe.

Consegues lan�ar at� aquele campo?

� melhor lan�ares tu.

Ei! Ei!

Ei! Ei!

Olha o que tu fizes-te. Deixas-te-o fugir.

N�o te preocupes. Vou obrig�-lo a descer...

e vou mord�-lo tanto que nunca mais vai voltar a voar.

Espero que ele n�o me esque�a.

Ok.

Vou ter muitas saudades tuas.

Eu sei. Eu sei que est�s triste.

Queria saber o porqu�.

Voltaremos na pr�xima semana. Eu prometo.

O que foi?

Est� na hora.

N�o te preocupes, Peter. Estou aqui para te proteger.

S� um bom c�o.

- Fica. - Fico?

- Adeus. - Adeus, pessoal.

Conduz com cuidado.

Hope, aonde vais?

- Diz: "Adeus, Hope". - Basta. Cuidado com o meu pelo.

Agarrei-o. Agarrei-o.

Ele era �gil, mas eu... Jamie?

Espera.

Fica.

Oh, n�o. Isto n�o.

Shadow. Chance.

Venham, mi�dos.

Venham.

Voltaremos para os visitar dentro de algumas semanas.

Pensava que vinhamos na pr�xima semana.

Sim, mam�. Foi isso que disse ao Shadow.

Amor, eles n�o percebem.

- Percebem sim. - N�o podemos vir todos os fins de semana.

Est� bem. Mas duas semanas. Mais que isso n�o.

Ok. Duas semanas. De acordo.

Juras?

Juro.

N�o percebo.

Quem vai tomar conta de ti?

Quem � que vai esperar por ti quando vieres da escola?

Quem ir� dormir aos p�s da tua cama?

Vais voltar.

Eu sei que vais.

Chance!

Anda, c�ozinho. Vamos comer.

Ei, Shadow. Vem. Hora da refei��o.

Vamos. � hora de comer. Lindo c�ozinho.

Quais s�o os normais e quais s�o os extra crocantes?

Conhe�o este som. Comida!

� hora do comer.

Comida, comida, comida.

N�o, n�o. Calma.

- Para baixo, Chance. - Comida, comida.

- Aqui tens. - Aonde est� a comida?

Oh, Sassy, desculpa.

- A minha linda cauda. - Desculpa, fofa.

Olha. Aqu� est� a tua comida.

V�s? C� est�.

Muito bem. � a tua vez. Pronto.

Tens de aquec�-lo.

Ai, por favor, querida. Sinto muito..

- Anda. - Est� fr�o.

Muito bem. Anda.

N�o esperes grojeta.

Acho que vou vomitar

Ei! Para! Isso � meu!

Cochilou, dan�ou.

Caninos!

Est�s doente ou assim?

Ei, bonecos de banho! Est� fr�o.

Vem. N�o te vou aleijar S� quero dar uma trinca no vosso pesco�o.

C�us. Mas o que � isso?

Que porco!

Que se passou com o teu p�lo?

Desculpem. Sou o novo inspector das galinhas.

HH� que arranjar esta porta. Est� muito pequena.

Acho que deixei um osso muito importante por aqui. Aqui vou eu.

Cuidado!

Vou apanhar-te

Caramba! Mas o que...?

Socorro! � o Avezilla.!

Nunca mais volto a comer um McNugget!

N�o v�o acreditar em algumas das coisas que vi.

H� uma ave do tamanho de um rottweiler.

Com a cabe�a deformada.

De que est�s � espera, velhote? Eles n�o v�o voltar.

D� para ver o pouco que sabes.

J� me aconteceu isto.

Eles usam-te e depois abandonam-te.

Que vergonha que trai��o ao teu menino.

Eu o atrai�oei?

Ele � que me abandonou. Embora n�o me importe.

Passo bem sem ele.

Como ousas dizer que �s um c�o?

Um gato era incapaz disso.

Os c�es devem ser fieis e leais.

Com as pessoas? Porqu�?

N�o viste que o Jamie estava triste quando se foi embora?

Cruzes. Desculpa.

N�o sabia que se importavam tanto.

- Como est� o Chance e a Sassy? - Est�o bem.

- Quero falar com o Shadow. - Est� Shadow?

Algu�m quer dizer-te ol�.

Est�s-me a ouvir? Eu sei que prometi ir amanh�...

mas s� podemos ir na pr�xima semana.

N�o percebo porque � que fazem isto.

Eu tamb�m n�o, mas faz-lhe as vontades.

Ouviste? Disse-te ol�.

Que disse?

Que o Chance comeu a Sassy.

Estou a brincar. Disse que a Sassy est� muito feliz.

Sabem?

Nem sinto falta da nossa antiga casa.

Aqui h� muito mais coisas para se fazer.

Eu sinto falta.

Aqui � mais dif�cil para uma dama se manter limpa.

Mais uma vez... Obrigado.

Kate.

Tenho de ir.

Mais quanto tempo faltar�? O Peter j� deveria ter chegado.

Relaxa, av�zinho.

- Arranjei-te um sapato. - Cachorros.

Fazes ideia de por onde isso andou?

Sim. � por isso que adoro.

- Queres? - N�o gosto muito de couro.

Ei, aonde � que ela vai?

Volto dentro de uns quantos dias, rapazes.

Passeio de carro! Vamos passear de carro! Vamos!

Muito bem! A�!

N�o, n�o. Desculpa.

Desta vez n�o. Ficas c� e v� se te comportas.

Adeus. O Frank vir� alimentar-vos.

Alguma coisa se est� a passar.

- O que ser�? - Eu n�o sei, mas n�o me cheira nada bem.

Que estranho.

Estamos fechados.

Odeio ficar trancado.

Faz-me lembrar o canil.

Chance, acalma-te.

Voc�s n�o percebem, n�o �?

Os humanos prendem-nos quando j� n�o nos querem.

N�o me quererem? � imposs�vel.

N�o lhe ligues. Ele s� inventa estas coisas para te assustar.

Voc�s s�o uns mimados. N�o viveram nas ruas como eu.

Eu estive no canil. E n�o me digam que n�o existe!

Eu sei tudo sobre o canil.

Est�-se a passar algo de errado.

Eles j� foram � muito tempo.

Mais doque deveriam.

Algo est� muito mal.

Abre os olhos. Abandonaram-nos.

N�o. N�o � verdade.

- Eles amam-te e depois abandonam-te. - O Peter n�o!

Oxal� tenhas raz�o, Shadow. Mas j� se passou demasiado tempo.

H� algo que est� a manter o Peter longe de mim.

- Portanto vou eu ter com ele. - Voc�s s�o inacredit�veis.

Ela fechou o port�o, lembram-se?

N�o quero saber do port�o.

- Vou para casa. - O qu�?

Que � que ele disse?

N�o pode ser!

Shadow, espera.

� muito longe.

N�o conheces o caminho.

E se eles voltarem para nos vir buscar?

Est� na altura de ir, Sassy. Vou para casa.

Que loucura. Quem � que te vai alimentar?

N�o v�o sobreviver a� fora.

V�o-vos apanhar e v�o-vos levar para o canil.

Eu vou ficar aqui.

�Avezilla regressa! Ei, pessoal!

Esperem. Esperem a�. Tamb�m vou.

N�o o deixem comer-me. N�o o deixem comer-me.

Ai. Isso doeu.Ay.

Cuidado, galinhas! C�o a passar!

Perd�o.

A nossa casa � depois das montanhas. Chegaremos antes do anoitecer.

Como � que sabes? Levamos s�culos a chegar aqui.

Viemos pelo caminho mais longo. Agora vamos por um atalho. Iremos sempre em frente.

Ou�am!

Esperem! Ou�am, pessoal, esperem.

- Cheguei. - Pensava que ficavas, cachorrito.

� melhor vir caso voc�s precisem de protec��o.

Meu her�i.

Parece que vou ter que ver o teu traseiro todo o caminho.

Vamos ver quem chega primeiro �s �rvores.

E assim come�ou a viagem mais perigosa das nossas vidas.

A Serra tem uma extens�o de 400 kil�metros de norte a sul...

e mais de 80 Km. de este a oeste.

Por isso � a segunda cordilheira mais longa...

do oeste dos E.U.A.

Parti uma unha.

- Parti uma unha. - J� falta pouco.

A Srta. "Bola de Pelo" precisa de descan�ar. �?

Qual � o problema, cachorrinho? � demasiado para ti?

O que foi? Estou � farto de a ouvir queixar-se.

Este piso n�o � suficientemente suave.

J� estamos quase a chegar, Sassy.

Odeio excurs�es.

Venham, c�eszitos. Venham.

Gatinha? Vem, gatinha, gatinha.

Engra�ado.

"Obrigado por alimentar...

O c�o mais velho est� com saudades de casa...

portanto levei-o junto com os outros...".

Para onde � que os levou?

E levou a gata? Deve estar a brincar.

J� sei que est�o com fome. J� vou.

L� em casa, a maior escalada era a estante dos livros.

J� estamos quase no topo. De ali vamos ver a nossa casa.

Continuem a caminhar.

Vou ficar contente por deixar este lugar para tr�s.

Tem demasiados cheiros novos para conhecer...

e marcar 10 milh�es de �rvores.

Quan a voc�s n�o sei, mas estou com o est�mago a dar horas.

Finalmente.

Oh, Shadow!

C�us. Olhem s� para isto.

Aqui de cima consegue-se ver tudo.

Excepto a nossa casa. N�o a vejo. Onde est�, Shadow?

Obrigada, Shadow.

T�m sido umas f�rias divinais...

mas acho que vou ficar � espera do autocarro.

Ok.

Onde � que vais? Onde � que ele vai?

J� vos disse: vou para casa.

- Estas a falar a s�rio? - Tenho de ir.

O Peter pode estar com problemas.

N�s � que temos problemas. A nossa casa n�o � nessa direc��o.

- N�o consegues farejar bem? - Fica para ali.

Eu tenho um sexto sentido. Um dia tu tamb�m o ter�s.

Shadow, j� n�o �s nenhum jovem.

Vou para casa, Sassy. E isso � tudo.

V�m ou n�o?

N�o vou deixar um velhote como tu ir sozinho.

- Vou ser o teu c�o de guarda. - Isto n�o � nenhuma brincadeira.

Se vieres, tens de manter o ritmo.

N�o te preocupes comigo. Tu � que �s a minha preocupa��o.

Voc�s v�o mesmo e v�o me deixar aqui?

Espera pelo autocarro. Vais ficar bem.

Enviamos-te um p�ssaro morto.

- Eu � que fa�o as minhas compras. - Au revoir, Sassy.

Ok! Est� bem. Est� bem, esperem.

N�o posso acreditar que vou atr�s de um par de c�es sarnentos...

irrespons�veis e sem rumo.

Esse c�o velho sabia mais doque eu pensava.

Em breve eu iria descobrir o quanto mais.

Mesmo nesse momento, tive de admirar a sua f�...

seja l� onde nos levasse.

Olhem para isso! Que tipo de animal fez isto?

Isso? N�o queiras saber.

Caramba! � do tamanho da Sassy.

- Obrigado, fofinho. - Mas cheira melhor.

Ao menos eu n�o me rebolo em cima disso, como voc�s.

Achas que ao ladrares, ele vai descer para que tu o comas?

Das-me pena.

Que cheiro � esse?

� interessante.

Nunca pensei que algo tivesse tanto cheiro.

Ouve, Shadow, queres-te divertir um bocado?

Enfie a cabe�a naquele tronco.

Tem calma, cachorro. Ainda h� muito que andar.

N�o te preocupes. Posso correr assim durante dias!

Estou t�o can�ado que nem consigo ladrar.

- V� dorme. - N�o consigo. Estou demasiado can�ado.

E tenho fome. Este lugar d�-me arrepios.

N�o me agrada este lugar. Deixa-me os p�los todos arrepiados.

O c�o tem medo.

Calem-se e vamos dormir.

Que foi agora?

H� alguma coisa a�.

J� chega, Sassy. Durmam.

A s�rio, amigos...

h� alguma coisa a�.

Que foi isso?

Est� qualquer coisa a�.

- Que � que fa�o? - Fica onde est�s.

- Que � que �? - Provavelmente � um alce.

Ah, um alce. O que � um alce?

� um animal com dentes afiados.

Que sai � noite e come os rabos dos animais.

N�o te preocupes. Vou tomar conta de ti.

Mas os alces n�o sobem �s �rvores.

N�o precisam. Eles chegam l�.

- Ficar�s mais segura no ch�o. - Eu? Dormir no ch�o?

Caramba. Olhem s� quem est� no ch�o junto com os c�es.

Bom dia, amorzinho.

Bafo de c�o!

Toca a levantar. Arranjei o pequeno-almo�o.

- S� espero que seja lixo. - N�o. � melhor que isso.

Com voc�s dois gourmets, imagino bem o que seja.

- Fica e faz dieta. - Est�s-me a chamar de gorda?

N�o �s gorda, para um hipop�tamo.

- Fiz de prop�sito. - � bem feito.

Est� aqui um, N�o, n�o, espera. Est� aqui outro.

- Shadow, como � que apanhas-te um? - Sassy.

Espera, est� aqui... N�o. Sassy, ajuda-me.

- Estou cheio de fome. - Diz primeiro.

Diz.

Est� bem. Os gatos mandam e os c�es babam-se.

- N�o te consigo ouvir. - Os gatos mandam e os c�es babam-se.

- Est�s contente? - Obrigado, lindinho.

De nada, fofa.

- Aqui tens. - Obrigado.

Espera, peixe!

Est� quieto. Espera, peixe.

Isso mesmo. Para. T� qui�to. Parado.

P�ra, peixe. T� quieto.

D� a volta. C�us. ei, ei.

- Arranjem o vosso pr�prio peixe. - Tem cuidado.

N�o foram convidados. V�o-se embora daqui.

V�o se embora daqui seus fura festas. V�o roubar aveia.

Viram aquilo? Pu-los daqui para fora.

N�o sejas t�o convencido, Chance.

Ei, espera um bocado.

Se o Chance assusta algu�m, eles nunca mais voltam.

Achavam que podiam roubar-me o peixe s� porque eram maiores.

- N�o eram assim t�o grandes. - Chance, foge!

Que... �... isto?

C�us, pareces faminto. Recomendo-te a truta.

A nossa �nica op��o � atravessar por aqui.

Chance, quando � que cresces? Aquele urso podia-te ter comido.

Sabes o qu�o doloroso teria sido... para o urso?

Vai cuspir uma bola de p�lo.

Ai, sim, essa doeu. De verdade.

Sassy, Chance, temos de atravessar por aqui.

- Mas n�o h� uma ponte. - Vamos.

- N�o vejo nem pedras. - Espera.

Est� sem corrente, Sassy. Consegues nadar.

N�o sei nadar. Tenho desculpa.

Nadar � divertido. Vem. Vais gostar.

Excepto pela �gua.

- Anda l�. - N�o sejas covarde, Sassy.

- Tu sabes nadar? - Sou campe�o de nata��o.

Ai, est� fr�a! Ai, est� fr�a!

- � f�cil, Sassy. - Fr�a.

Prefiro o look seca.

Acho que encolhi!

N�o v�s por a�, Sassy. Vou voltar e venho contigo.

N�o � preciso. Eu arranjo maneira atravessar.

A corrente est� a aumentar.

Aonde...? Sassy!

N�o consigo acreditar no que querem que eu fa�a.

S� pelo prazer da minha companhia.

N�o quere � molhar-se. Sabe nadar. Eu sei que sabe.

N�o o vai fazer. N�o o vai fazer. N�o o vai fazer.

N�o o vai fazer.

Assim, sim.

Sou t�o inteligente que at� me surpreendo.

Olhem para isto.

- Os gatos mandan, os c�es babam-se. - Saltitando de pedra em pedra.

- � uma t�pica gata. - Muito bem, Sassy.

- Estas bem? - Nunca estive melhor.

- Sim. - Muito bem.

Acabei de lavar o casaco!

Socorro! Socorro!

A Sassy est� no rio, Chance!

Shadow!

Aguenta, Sassy!

Sassy, j� vou! N�o mergulhes!

Shadow, onde est�s?

Socorro!

Ajuda-me, Shadow!

- Shadow, por favor! - Sassy, nada com toda a for�a!

Por favor! Ajuda!

Ai, n�o.

- Encontraste-a? Onde � que ela est�? - N�o a consegui apanhar.

Temos de continuar a procur�-la. Despacha-te!

Se calhar foi parar ao outro lado.

N�o a vejo, Shadow. E tu?

N�o. Foi engolida pelo rio.

N�o a devia ter obrigado a vir.

N�o foi culpa tua. Ela queria vir.

Mas a responsabilidade � minha.

Tinha uma responsabilidade para com a Sassy:

cuidar dela e proteg�-la.

� a mesma que tenho para contigo...

e com o Peter.

E a mesma que tu tens com o Jamie.

N�o escolhemos este trabalho.

N�o era preciso. Nasce connosco.

Temos desde o inicio do tempo...

quando os c�es selvagens assumiram a responsabilidade...

de cuidar dos homens...

de ladrar quando est� em perigro...

de correr e brincar com ele quando est� feliz...

de dar-lhe carinho quando est� sozinho.

Por isso � que nos chamam "o melhor amigo do homem".

Ao v�-lo nessa noite, pareceu-me t�o s�bio...

e vivido.

Como o primeiro c�o que caminhou pela terra.

E desejei vir a ser como ele um dia.

Vou ter saudades tuas, Sassy.

Ai est�s.

Mestres dos c�us. Tu �s o chefe.

Bem.

� a terceira vez que o vejo... em 4 meses.

Nada mal.

Nada mal, mesmo.

Que � isso?

Pobrezinha.

Como � que vieste aqui parar?

Deixa-me ver.

Est�s viva?

Que linda gatita.

Vou lavar-te.

- Isso. - Shadow.

Que faz uma donzela t�o elegante no meio do bosque?

- Shadow. - Com descan�o...

- Chance. - E comida...

vais ficar boa.

N�o vais apanhar nada se n�o fores paciente.

N�o consigo evitar. Estou a morrer de fome.

Eu tamb�m estou cheio de fome, mas tens de ser paciente.

Para de ladrar. Vais afugentar tudo.

- N�o te mexas nem um mil�metro. - N�o o farei.

- E n�o grites. - Ok.

Espera pelo meu sinal.

- Que sinal? - Vai!

L� vai o coelho.

L� vai o cachorro.

E l� vai o pequeno-alomo�o.

Odeio fast-food.

Acabou-se, cachorro. Est�s por conta pr�pria.

Desculpa-me. Agora vou fazer bem. D�.me outra oportunidade.

Essa foi a tua segunda oportunidade, Chance.

D�-me uma terceira oportunidade! Estou faminto!

Muito bem. Uma �ltima oportunidade.

Como � que a Sassy fez? Eu n�o quero.

N�o quero.

A Sassy ia adorar assistir a isto.

Bem-vinda a casa.

- Ol�. - Estive � tua espera a manh� toda.

- Como � que correu? - O caminho aumenta a cada ano que passa.

- S� quero um bom banho quente. - Como est�o os animais?

- Os cavalos? - N�o, os c�es e a gata.

O qu�?

Queres dizer...

que n�o os levas-te contigo?

Frank, para que � que os ia levar?

O teu recado dizia que os tinhas levado.

N�o, senhora. Animais domesticados...

n�o teriam possibilidade de sobreviver.

H� ursos e pumas.

S�o predadores.

H� mais algum respons�vel do parque a quem deva telefonar?

O faria? Como lhe ficaria grata.

Dei-lhe o meu n�mero, n�o foi?

Muito bem.

Sim. � uma possibilidade. Adeus.

Fizes-te tudo o que podias.

Tudo n�o.

- Podemos ir � procura deles. - A s�rio?

Acho que n�o vamos poder fazer isso.

- E porque n�o? - Olha, Peter. Todos sentimos a falta deles.

Faremos o que podermos para os encontrar.

- Mas temos de ser pacientes. - Mas temos de fazer alguma coisa.

Procurar tr�s animais num bosque...

� como encontrar uma agulha num palheiro.

Acho que precisamos de ser realistas.

Eu disse-te que ele ia pensar que o abandonamos!

Mas obrigaste-nos a vir! A culpa � tua!

A culpa � toda tua!

PROFESSOR SEAVER

- Professor. - Sim?

- Est�o � sua espera. - Quem?

O reitor Maxwell e o comit� de bolsas.

Esqueci-me

Vamos. Imprime!

Imprime, porcaria da idade da pedra!

- Professor. - Sim, sim. J� vou. J� vou.

Olha, podes fazer-me um favor?

Imprime 50... N�o. Imprime 100 de cada.

Como favor pessoal. Ficava-te muito grato.

MASCOTES PERDIDAS - RECOMPENSA

Fome, fome, fome.

Outra vez?

A primeira coisa que vou fazer � atacar o cesto do lixo.

Eu s� quero ver o Peter.

Sim, direito ao lixo.

Vou de focinho. Vou comer t�o bem.

Estou com desconhecidos.

Parece que sa� de uma guerra... de c�es.

Bem, sobrevives-te toda a noite.

Isso que dizer que ir�s recuperar.

Queres um pouco de leite?

Foi a minha sexta vida?

Acho que foi a minha quarta.

Aqui tens.

Leite de cabra, morno e saboroso.

Cortes�a da Aretha.

Ei!

N�o � desnatado.

Mas est� muito bom.

Lembras-te dos "cachorros quentes"?

Sim. Nunca gostei muito do nome.

N�o creio que sejam feitos de c�o.

N�o creio que sejam feitos de carne.

Sabem melhor quando caiem ao ch�o.

Sim.

O Peter costumava dar-me br�culos por debaixo da mesa.

A fibra d�-me v�mitos.

Shadow.

Sim?

H�... um gato enorme!

Desparates. Est�s a ter vis�es.

Deixa de assustar os peixes.

Mas estava ali!

N�o lhe senti o cheiro. Eu...

Est� ali outra vez!

Meu jovem, por favor...

Corre!

Sou um banana estou a fugir de um gato.

N�o vou contar se tu n�o contares.

Claro que n�o � um gato normal.

� o Arnold Schwarzegato!

Se n�o sobreviver, tenho ossos enterrados no jardim.

- Vamos sobreviver. - E...

Eu sab�a. Estamos encurralados!

Vamos morrer!

Est�o enterrados ao p� do trepa-trepa.

E o comando da TV est� de baixo do sobe e desce.

Sobe e desce.

Sobe e desce!

- Chance, �s um g�nio. - N�o sou nada. O que � um g�nio?

Esquece. Temos que trabalhar em equipa.

Oxal� funcione.

Preparate, Chance. C� vem ele. Vem atr�s de mim.

Espera pelo meu sinal, ok? E abaixa-te.

Vem gatito, gatito, gatito.

Vem. Vem.

Prepara-te, Chance.

Estou pronto. Estou pronto.

Ainda n�o.

Est� quase.

Agora!

Ei, j� chega.

Chance, agora!

Hasta la vista, gatito!

Viva! Formid�vel!

Viva, conseguimos!

Somos un par de genios, n�o � verdade, Shadow?

Sim! Olha para isso!

Ei! Ei!

Os c�es mandam...

e os gatos babam-se!

Que � isso?

Shadow?

E Chance!

Est� bem, est� bem.

Mas tem cuidado.

E mant�m-te afastada do rio.

Continuem a ladrar, rapazes. Assim saberemos onde andam.

Puf! Estiveram aqui.

Foste incr�vel! Parecias o Rin Tin Tin!

- Parecia quem? - Rin Tin Tin. N�o v�s TV?

- Isso n�o � real. - Claro que �.

- N�o tem cheiro. - Pois, mas estives-te incr�vel.

Ok, ok. Obrigado, Chance.

Sassy?

N�o � poss�vel.

Os meus meninos! Os meus meninos!

Sassy! Ups... Buraco na terra.

- Pensava que nunca mais vos voltava a ver! - Est�s viva!

Tive saudades tuas!

- Tive tantas saudades tuas, Sassy. - Sim. Tamb�m eu.

- A s�rio? - Sim, bem, precisamos de ti.

- Tamb�m tive saudades tuas, Chance. - Podemos ir pescar?

- Podemos? - Chance, �s incorrig�vel.

Mas est� bem, vamos pescar.

Sim! Peixes, peixes, peixes.

Que peixe mais delicioso, Sassy.

Que bem que se est� de est�mago cheio.

Pois �. Acho que exagerei.

Perd�o.

Vamos retomar caminho. Vamos avan�ar antes que anoite�a.

Dava tudo o que fosse preciso para estar nos bra�os da Hope.

Quero ver a cara do Jamie quando chegarmos.

Jamie? Pensei que n�o te importavas com ele.

Pois...

Oi�am, olhem.

- Intruso �s 4:00. - Que � isso?

N�o sei. Parece um esquilo despentiado.

- Olha. - Deixa-lo em paz, Chance.

Est�s a brincar?! Tenho de o ir investigar.

- Ouve, amigo. - N�o te metas.

N�o cheira bem.

Olhem s� para ele. � t�o esquisito.

Ok, amigo.

J� sabes como �. P�e-te em posi��o.

Eu cheiro-te, tu cheiras-me a mim.

Ei, ei. Aonde � que vais?

Disse-te que podias ir? Anda c�.

Porque � que tens o p�lo assim? Apanhas-te um choque?

Mordeu-me com a cauda!

Chance, na realidade era um bulldog.

S� tinha curiosidade.

Como a minha m�e sempre disse: "A curiosidade matou o c�o".

- Sassy, consegues tirar-lhas? - Vou tentar.

Sassy, mordes-te-me o l�bio. Est�s-me a morder o l�bio.

N�o te preocupes. Sou uma professional.

Parece que est�o muito fundas.

Est�o mesmo muito fundas.

D� por onde der, n�o te lambas.

Est�pido.

Por favor. N�o fiz nada!

� por aqui. Conta-lhes. Entra por essa porta.

Com licen�a. Com licen�a. Entra aqui.

Desculpe.

Perdeu-se um membro da minha fam�lia.

Na verdade, foram tr�s.

- H� quanto tempo � que eles se perderam? - Fugiram faz uma semana.

- Como � que te chamas? - Peter Burnford.

E os teus pais?

Eles n�o sabem que eu estou aqui.

- D�-me o nome deles. - Laura Burnford. � a minha m�e.

E o meu pai... O seu marido chama-se Bob Seaver.

Descreve-me as pessoas que desapareceram.

O Shadow tem olhos castanhos e o p�lo cor de areia.

A Sassy tem os olhos azuis. Ela � dos Himalaias.

- Himalaias? - Isso mesmo.

E o Chance �... branco com manchas pretas.

- Manchas pretas? - Sim.

Somos a pol�cia de San Francisco.

N�o procuramos por gatos e c�es desaparecidos.

Sinto muito, mas fazes outras coisas mais importantes.

Mas � importante, para mim e para os meus irm�os!

Querem que nos esque�amos deles?

Vou dizer-te algo que talvez te possa ajudar.

As vezes, quando porcuramos por suspeitos...

fazemos cartazes com recompensas e afixamo-los nas ruas.

As vezes funciona e outras vezes n�o.

Mas � uma ajuda.

Sim. Talvez fa�a isso.

Olha, mi�do, boa sorte.

Obrigado.

Peter? Queres ajuda para procurar alguma coisa?

Mam�, quem � que fez isto?

Foi o Bob.

- A s�rio? - Sim. Enviou-os para todos os lados.

Porque � que n�o me disse nada?

Depois da maneira como falas-te com ele no outro dia, acho que at� tem medo em olhar para ti.

E n�o queria criar-te falsas esperan�as.

J� telefonou algu�m?

- Tenho saudados do Shadow, mam�. - Ai, amor.

- Tenho mesmo saudades dele. - Eu sei que sim.

- Sobreviver�s, Chance? - Sim, claro.

Despacha-te, Sassy.

A�, n�o.

N�o te preocupes, Chance. A �gua...

N�o � assim t�o m�.

- Sim, claro. - N�o, a s�rio.

Vamos manter a cabe�a sobre a �gua.

Esperem. Oi�am.

E agora?

N�o sei. Deixem-se ficar a�. Vou investigar.

Mam�.

N�o tenhas medo. Sou um c�o bonzinho.

C�ozinho.

Est� tudo bem.

Isso mesmo.

Coitadinha. Est� perdida.

Sim. Sei como se sente.

J� est� bem.

Tudo bem.

Molly!

- Shadow, s�o pessoas? - S�o. Vou atr�s delas.

N�o v�s atr�s de desconhecidos. V�o-nos prender no canil.

- E nunca mais de l� sa�mos. - Est�o s� � procura da menina.

Ela precisa de n�s. Temos de a ajudar.

Oxal� saibas aquilo que fazes.

N�o quero voltar para l� nuncais mais.

N�o te preocupes.

Sassy, mantem-na quente. Volto daqui a um instante.

Despacha-te, Shadow.

Molly!

Que foi, amigo?

- Pap�! - Molly, meu amor.

- Mam�! - C� est� ela!

- Est�s bem? - Ahan.

N�o sei se ter� sido o correcto.

Vai ficar tudo bem.

Obrigado por salvares a vida da minha filha.

Uniformes. Eles t�m uniformes.

- Tranquiliza-te. V�m ajudar-nos. - Oi�am, eu sei quem eles s�o.

SERVICIO FORESTAL Mark, anda.

Olha. S�o os animais que aparecem no cartaz.

- N�o posso acreditar. - S�o mesmo eles!

Este precisa de ir ao Veterin�rio.

Muito bem, rapazes. Est� na hora de irem para casa.

- Para casa? - Sim. V�o para casa.

Para casa!

- Fala Robert Seaver? - Sim.

Quando?

Encontraram-nos? Mas isso � formid�vel!

Est� bem.

Levaram-nos para o ref�gio para animais de Pineville.

Obrigado! Sim!

Sim! Ai, sim! Muito bem!

Hope! Vamos!

Muito bem, meninos. Acalmem-se. Acalmem-se.

Viva. Vamos.

- Jamie! - Mam�?

- Encontraram-nos! - Sim!

Que � que encontraram?

- Sim! Sim! - Vamos!

Temos pena pela ab�bora. N�s depois subestituimo-la.

Esperem. Demos a volta.

Que queres dizer? De que � que est�s a falar?

Isto n�o est� bem. A nossa casa � para o outro lado.

Trouxeram-nos para o canil! Eu disse-vos!

J� cheg�mos at� aqui! Temos de fugir!

- Chance, tem calma. - N�o! Tu n�o entendes!

- Tranquilizate. - Os c�es e gatos chegam aqui...

e desaparecem, nunca mais voltam a ser vistos!

- Eles s� nos querem ajudar. - Calma. Ningu�m te vai mal-tratar.

- Socorro! - Ouve...

Shadow, ajuda-me!

- Tens de ajudar-me! - P�ra. Vem.

N�o deixes que eles me levem l� para tr�s!

Shadow, por favor! Ajuda-me! Shadow!

- Sassy, corre! Salva-te! - � a tua vez.

Espera!

Kirkwood!

A tua fam�lia est� quase a chegar.

Ent�o � isto.

O Chance tinha raz�o.

Ela fugiu por ali. N�o pode estar muito longe.

Vem, gatita, gatita, gatita.

"Vem, gatita". Nos teus sonhos, gordalh�o.

Maldi��o.

N�o, tonto, tonto, tonto.

Gata tonta!

Mas que paspalh�o.

- N�o te mexas. Deixa-me examinar-te. - Que � que me v�o fazer?

�s um c�o cheio de sorte.

Ei, tira as tuas patas de cima de mim.

Acabei de encontrar esses dois.

E agora n�o vou perd�-los.

Ai, �. Mastiga bem, gordalh�o.

Est� bem, eu falo.

Fui eu que deixei o presente em cima do tapete.

Deixei que ralhassem com a Sassy...

por causa do papel higi�nico que eu desenrolei.

Roubei roupa interior por tr�s vezes.

Est� bem! Foram quatro!

Quieto.

Ol�, linda.

Ei, agita o rabo, fofa.

N�o posso acreditar.

Mas que lindos bigodes, beb�.

Porque � que te prenderam, grandalh�o?

- Fa�am pouco barulho! - Eu disse-te para fugires.

N�o ligo aos que os c�es dizem. E o Chance?

Levaram-no l� para tr�s.

Acho que lhe est�o a fazer alguma coisa horr�vel.

Parem, por favor! Parem, por favor!

Pronto, deixem-me morrer!

Est�o a mat�-lo, Sassy!

J� chega!

Ei, gata, como vieste aqui parar?

Eu cuido do gorducho. Vai atr�s do Chance.

- Voltarei por ti. - Muito bem, Sassy!

Segue-me, rabo grande.

Chance? Consegues ouvir-me?

- Shadow, por favor aj�da-me! - Como � que ele fugiu?

N�o os deixes continuar a maltratarem-me!

- Por aqu�. - Anda c�!

N�o. Por aqui. N�o v�s cair em cima de mim.

Muito bem, vamos. Por aqui. Bem feito.

Sou m�? Ai, sim!

J� foi o suficiente! Ouve, Shadow! Est�s a�?

- Estou c� fora. - Entra!

Quem �s? � teu amigo?

Sai daqui! Corre, Chance!

- Onde est� a Sassy? - Numa miss�o secreta.

Sou m�. Sou m�. Sou...

- Isso d�i. - Apanhei-te!

Cuidado! Cuidado!

- Solta-a! - Vamos.

- Por aqui, rapazes. Vamos. - Kirkwood! Kirkwood!

- R�pido! Despachem-se! - Cava! Cava!

- Cava, Chance! Cava! - � o que eu estou a tentar! � o que estou a tentar!

Ai, n�o! Fiquei preso!

Despacha-te! Eles v�m a�!

- R�pido, Chance. - Est�-me a asfixiar.

Sai da�! Anda!

Solta-me! Shadow!

N�o vou voltar! De maneira alguma!

Sim!

Parecia que tinham tudo planeado.

Se n�o tivesse feito aqueles panfletos...

n�o os teriamos encontrado.

Era uma forte possibilidade e tivemos sorte.

Disse ao doutro bruxo que me apaixonei por ti.

Shadow, l� no Veterin�rio, agiu como um boneco de ac��o.

N�o foi nada comparado contigo a derrubar o grandalh�o.

- E n�o nos esque�amos... - Sim, da "Sassy, a supergata".

� verdade.

E o doutor bruxo disse-me o que fazer

Disse:

Os gatos s�o �geis, mas os c�es s�o fortes.

- � poss�vel, mas... - Oi�am, esperem um momento.

- A caminho. Vamos, rapazes. - N�o. Esperem.

- Que se passa, Shadow? - Tive uma sensa��o estranha.

Como que se algo me disse-se para ir no outro sentido.

Que estranho, n�o?

Voltar ao canil? Est�s louco?

Sim, tens raz�o.

O Shadow e a Sassy arriscaram as suas vidas por mim.

N�o sabia que tinha amigos assim.

Esse sentimento foi novo para mim.

E gostei.

Tenho pena que as coisas tenham acontecido assim.

Pois, eu tamb�. Obrigado.

Vamos continuar a procurar, mam�. Eles estiveram aqui.

Isso j� foi � horas, amorzinho.

Podem j� estar a kil�metros daqui.

Oi�am. Eles prometeram fazer tudo o que conseguirem...

e mal saibam de alguma coisa entraram em contacto connosco.

Estivemos quase a recuper�-los.

Ao menos sabemos que est�o vivos.

Se chegaram at� aqui, talvez consigam chegar at� casa.

N�o podemos desistir.

Estamos a caminhar em circulos? Aquela �rvore tem um cheiro familiar.

Claro que sim. � um pinheiro.

Despachem-se! Olhem, pessoal.

Conseguimos!

C�us.

� incr�vel, Shadow. Tinhas raz�o.

N�o � o mais bonito que j� viram?

Continuemos. Vamos para casa.

At� agora, n�o sei como conseguimos voltar.

Mas finalmente, aqui est�vamos...

a ver o caminho que nos trar�a de regresso a casa.

A casa � j� a seguir a isto. Vamos chegar antes do anoitecer.

- J� ouvi isso antes. - Mas mantenham muito cuidado.

Olhem bem por onde andam. Olhem para os dois lados.

- N�o se atrasem. Despachem-se. - T�o r�pido n�o.

Vamos. Apressem-se!

R�pido!

J� vou. Esperem por mim!

- Est�s bem, Sassy? - Eu? Eu rio-me face ao perigro.

Eu tamb�m, mas acho que me vou rir depois. Mal saiamos daqui.

J� estou farta da natureza.

Vou viver para sempre dentro de casa em cima de um colch�o cheio de plumas...

e v�o dar-me filete mignon numa bandeija de prata...

Muito bem, Sassy. J� estamos quase. Vamos...

Pobre velho.

- Est�s bem? - Sim.

D�i-me muito a pata.

- Est� partida? - N�o sei.

Custa-me quando tento mex�-la.

Ei, vejam isto.

Aqui n�o est� muito inclinado. Talvez consigas subir.

Vou tentar.

Vamos! Vais conseguir! Trouxeste-nos at� aqui.

Sim, isso mesmo.

V�. Muito bem. Cont�nua.

Se te atiras-te ao rio para me salvares, isto para ti � f�cil.

Certo. E escapas-te a um puma.

- Vamos. - Bora, Shadow.

Assim mesmo. Muito bem. Devagar. Devagar.

Passo a passo. Passo a passo, Shadow.

- Ai, aguenta. - Tu consegues.

V�. Tenta de novo. Outra vez.

J� quase que conseguias.

N�o, n�o, n�o. N�o te deites. N�o te deites!

Sinto muito, mas n�o consigo.

- Porque n�o? Claro que consegues. - Tenta, Shadow. Por favor.

N�o consigo.

Pressionaste-me at� aqui, agora pressiono-te eu.

No bosque, mesmo quando tudo corria mal...

sempre soube que �amos conseguir porque nunca te davas por vencido.

Por isso, tamb�m n�o te vais dar por vencido agora.

N�o quando estamos t�o perto. Tenta outra vez!

Achas que � f�cil para mim admitir que n�o consigo?

Sou muito velho.

N�o � verdade! N�o h� nada que n�o consigas fazer.

J� n�o tenho mais for�as, Chance.

� hora de que tu continues sozinho.

Quero que estejas comigo.

Amo-te, Shadow.

Aprendes-te tudo o que era preciso, Chance.

Agora s� tens de aprender a dizer adeus.

N�o vou deixar que te rendas.

N�o posso ficar muito tempo, mas trouxe-te um bolo.

Obrigado.

- E os meninos? - Est�o l� atr�s, com o Bob.

- Vais partir-lhe o pesco�o. - Como est�o?

Est�o muito melhor agora que voltamos a casa.

Burnford vai para o cesto! Sim!

- Sim! - Ganhamos!

Agora sou eu! Sou eu!

Hope, estou demasiado velho para isto.

Por favor, pap�! Por favor!

Sim, vamos, pap�.

Ok.

- Sobe. V�. - Est� bem.

- N�o te largues. - N�o vou.

Agarra-te. Aqui vamos!

Ouviram isto?

O qu�?

� um c�o.

- O per� est� na mesa. - Sil�ncio!

Chance!

N�o, amor. N�o �...

Vem c�, Chance! Anda, c�ozinho!

Reconhe�o este latido. � ele.

Jamie!

Vem, rapaz!

Jamie, o meu menino! Ai, sim! Sim!

- Chance! - Jamie!

Eu sabia! Eu sabia! Eu sabia!

N�o sabes as saudades que tive. Tudo o que se passou.

Cheiras a um milh�o de ossos! �s o meu menino preferido!

- Amo-te, Jamie! - Aonde andas-te?

Por onde andas-te?

Seu malandro. Olhem s� para ele.

Sassy!

Hope! Hope! Hope!

- Ai, minha fofinha! - Pensava que n�o te voltava a ver!

- A Sassy voltou! - Que � que est� aqui?

- Olhem s�! - Sassy, nunca mais te vou largar.

- Nunca! Nunca! Nunca! - Amor, assim vou sufocar.

A fam�lia est� toda re�nida.

Vem, Shadow.

Ele era velho. Era uma viagem muito grande.

- Era muito velho. - Peter, amor.

- Peter. - Shadow!

Ai, Peter.

Preocupei-me tanto contigo.

- Shadow! - Peter! Est�s bem!

Estou t�o feliz. Pensei o tempo todo em ti.

Tive tantas saudades.

E eu tuas, Peter. Amo-te.

Era a vit�ria do Shadow.

Conseguimos gra�as � sua convic��o.

E nesse momento vi como havia rejuvenescido.

Era um cachorrinho de novo com o seu melhor amigo.

- D�-me tanto gosto em ver-te, rapaz. - Vamos.

Quando �amos a entrar para casa...

tive um sentimento novo e estranho.

Tinha uma fam�lia.

E descobri que o sac�ficio e a amizade...

e at� o amor...

eram algo mais que pieguisse.

Vem, Chance. Entra.

No fim, pela primeira vez na minha vida...

estava em casa.

Per�! Per�, per�, per�!

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