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Um app: tryray.app 2 00:03:25,447 --> 00:03:28,166 A import�ncia de Jerusal�m para os Judeus 3 00:03:28,367 --> 00:03:31,086 reside no facto de ser o local onde se situava o templo de Jerusal�m, 4 00:03:31,287 --> 00:03:33,847 onde, segundo a tradi��o judaica, 5 00:03:34,127 --> 00:03:37,483 os Judeus devem adorar a Deus 6 00:03:37,647 --> 00:03:39,842 atrav�s de sacrif�cios e de liba��es. 7 00:03:40,207 --> 00:03:43,722 E para todos os Judeus, pelo menos em teoria, 8 00:03:44,127 --> 00:03:48,086 o mais importante � que o templo seja reconstru�do algum dia, 9 00:03:48,287 --> 00:03:52,075 embora tenhamos de esperar pelo Messias para o conseguir. 10 00:04:47,207 --> 00:04:52,042 A �rea de Israel, tal como a conhecemos hoje em dia, 11 00:04:52,327 --> 00:04:56,320 � tacticamente a pior passagem para um estratega militar. 12 00:04:56,487 --> 00:04:58,478 � uma plan�cie estreita com montanhas 13 00:04:58,767 --> 00:05:00,678 de um lado e o mar do outro. 14 00:05:00,927 --> 00:05:04,363 Mas Jerusal�m proporciona certa protec��o e, sem d�vida, 15 00:05:04,607 --> 00:05:09,920 David considerou que era lugar ideal para estabelecer o seu reino. 16 00:05:10,167 --> 00:05:12,442 Tinha �gua. Era montanhoso. 17 00:05:12,647 --> 00:05:18,119 Podia proteg�-lo e estava entre duas rotas comerciais muito importantes: 18 00:05:18,367 --> 00:05:22,519 O Mediterr�neo, naturalmente com as rotas mercantis 19 00:05:22,887 --> 00:05:25,685 at� todos os portos mar�timos deste mar, 20 00:05:25,967 --> 00:05:31,758 e as rotas comerciais norte-sul, desde a Ar�bia Saudita at� � Ass�ria. 21 00:05:32,687 --> 00:05:35,076 Politicamente, a situa��o era bastante explosiva, 22 00:05:35,287 --> 00:05:38,006 mesmo depois de David ter sido coroado rei. 23 00:05:38,207 --> 00:05:41,279 Sucedia a Saul, que n�o era seu pai, 24 00:05:41,527 --> 00:05:44,360 de forma que a dinastia de Saul era interrompida. 25 00:05:44,767 --> 00:05:47,042 Saul era membro da tribo de Benjamim. 26 00:05:47,327 --> 00:05:49,363 David era membro da tribo de Jud�. 27 00:05:49,567 --> 00:05:50,886 E havia doze tribos no total, 28 00:05:51,127 --> 00:05:53,687 que possu�am territ�rios da terra de Israel. 29 00:05:53,847 --> 00:05:57,396 Portanto, fosse onde fosse que se estabelecesse a capital, 30 00:05:57,647 --> 00:05:59,603 haveria sempre quem se sentisse prejudicado. 31 00:05:59,767 --> 00:06:03,077 Havia uma divis�o entre os filhos de Lia e os filhos de Raquel. 32 00:06:03,247 --> 00:06:04,316 A situa��o era complicada 33 00:06:04,487 --> 00:06:07,001 e qualquer cidade escolhida molestaria sempre algu�m. 34 00:06:07,087 --> 00:06:10,762 Mas Jerusal�m acabava de ser conquistada aos Jebuseus, 35 00:06:11,527 --> 00:06:14,724 n�o pertencendo por isso a nenhuma das tribos. 36 00:06:15,127 --> 00:06:18,483 E parecia uma boa solu��o. 37 00:06:18,687 --> 00:06:20,245 Como aconteceu com muitas capitais estabelecidas na actualidade, 38 00:06:20,487 --> 00:06:25,163 a sua �nica l�gica era a de n�o prejudicar ningu�m demasiadamente. 39 00:07:28,327 --> 00:07:33,447 A B�blia proporciona-nos a hist�ria sobre a arca da alian�a 40 00:07:33,647 --> 00:07:36,286 e n�o temos ind�cios dela em nenhum outro s�tio, excepto 41 00:07:36,447 --> 00:07:41,840 no texto b�blico e nuns quantos textos judaicos posteriores 42 00:07:42,087 --> 00:07:45,124 que lhe fazem refer�ncia, muito tempo depois do seu desaparecimento. 43 00:07:46,327 --> 00:07:53,039 Fala-se de uma caixa de madeira, de determinadas dimens�es, 44 00:07:54,007 --> 00:07:58,717 que viajava com os Israelitas e que continha as rel�quias 45 00:07:58,887 --> 00:08:02,846 que eram a chave da sua identidade: Em concreto, 46 00:08:03,087 --> 00:08:05,920 as t�buas em que estavam escritos os dez mandamentos. 47 00:08:06,287 --> 00:08:13,159 Segundo esta descri��o, a arca � muito parecida com os objectos 48 00:08:13,407 --> 00:08:20,085 que ainda hoje usam muitas tribos bedu�nas do Pr�ximo Oriente 49 00:08:20,287 --> 00:08:24,041 para transportar os s�mbolos da sua identidade tribal. 50 00:08:24,887 --> 00:08:28,880 E creio que � razo�vel interpretar 51 00:08:29,167 --> 00:08:34,082 a sua origem como este tipo de s�mbolo tribal. 52 00:08:34,447 --> 00:08:40,920 Como tal, quando os Israelitas se estabeleceram num lugar 53 00:08:41,207 --> 00:08:47,555 e fundaram um estado com um rei, converteu-se no s�mbolo nacional. 54 00:08:54,087 --> 00:08:55,645 Estou totalmente convencido 55 00:08:55,927 --> 00:09:00,205 que a arca era um recipiente carregado de electricidade est�tica. 56 00:09:01,007 --> 00:09:04,238 Da� os seus supostos poderes. 57 00:09:04,647 --> 00:09:08,526 Creio que Steven Spielberg n�o se equivocou demasiado. 58 00:09:09,287 --> 00:09:15,157 A arca podia conter uma voltagem muito elevada. 59 00:09:15,887 --> 00:09:19,323 A electricidade est�tica � uma forma pouco usual de electricidade, 60 00:09:19,527 --> 00:09:23,156 j� que requer uma grande secura do ar. 61 00:09:23,407 --> 00:09:26,399 Mas, no final de contas, a arca era transportada 62 00:09:26,727 --> 00:09:30,436 e era feita de ouro e de madeira, 63 00:09:30,847 --> 00:09:33,407 de forma que temos os elementos perfeitos 64 00:09:33,767 --> 00:09:35,917 para um acumulador primitivo. 65 00:09:36,167 --> 00:09:42,402 E costumavam transport�-la sem que tocasse o solo, porque, 66 00:09:42,607 --> 00:09:46,122 segundo diz a B�blia, a levavam num carro. 67 00:09:46,367 --> 00:09:50,679 Neste ponto, a B�blia conta-nos que Oza 68 00:09:50,887 --> 00:09:54,766 estendeu a m�o para evitar que a arca ca�sse do carro e que, 69 00:09:55,087 --> 00:09:58,318 ao tocar-lhe, caiu morto. 70 00:09:58,687 --> 00:10:02,919 Oza podia ter um cora��o d�bil 71 00:10:03,087 --> 00:10:05,078 e talvez tenha recebido uma descarga. 72 00:10:05,287 --> 00:10:07,755 N�o sabemos se morreu ou n�o dela. 73 00:10:08,007 --> 00:10:12,558 Talvez o acontecimento tenha sido composto, 74 00:10:12,767 --> 00:10:15,327 mas acredito que recebeu uma terr�vel descarga 75 00:10:15,527 --> 00:10:17,518 de electricidade est�tica. 76 00:10:17,687 --> 00:10:24,081 David disse ent�o aos levitas, que se encarregavam da arca, 77 00:10:24,287 --> 00:10:27,006 que esta estaria somente ao seu cuidado e que, portanto, 78 00:10:27,327 --> 00:10:30,797 seriam os �nicos a poderem tocar-lhe. 79 00:10:31,727 --> 00:10:34,685 Pode ser que os levitas conhecessem 80 00:10:35,167 --> 00:10:40,002 as propriedades da electricidade est�tica 81 00:10:40,287 --> 00:10:45,077 e a isolassem, levando umas sand�lias sem elementos de metal, 82 00:10:45,447 --> 00:10:47,722 o que lhes asseguraria um trabalho para toda a vida. 83 00:13:54,647 --> 00:13:58,435 O templo foi constru�do numa das colinas de Jerusal�m. 84 00:13:58,647 --> 00:14:00,239 Suponho que se pode dizer que Jerusal�m 85 00:14:00,487 --> 00:14:02,364 � uma cidade muito montanhosa. 86 00:14:02,607 --> 00:14:04,563 Como se encontrava no alto de uma das colinas, 87 00:14:04,767 --> 00:14:07,600 devia ser bem vis�vel, e, supostamente, naquela altura, 88 00:14:07,847 --> 00:14:13,843 mil anos antes de Cristo, n�o havia muitos edif�cios grandes; 89 00:14:14,007 --> 00:14:15,599 a maioria eram bastante pequenos. 90 00:14:15,847 --> 00:14:17,724 Temos, pois, um edif�cio que, 91 00:14:18,007 --> 00:14:21,079 com uns vinte c�vados (dez metros) de altura, 92 00:14:21,327 --> 00:14:25,036 era bastante grande e tamb�m excepcional, 93 00:14:25,287 --> 00:14:28,165 porque parecia n�o ter nenhuma coluna interna. 94 00:14:28,407 --> 00:14:32,844 Era t�o grande como poderia ser um edif�cio sem suportes internos. 95 00:14:33,047 --> 00:14:36,881 Assim, ao entrar, deparavam-se com esta sala imensa, 96 00:14:37,687 --> 00:14:39,723 sem nenhuma coluna ao meio. 97 00:14:40,047 --> 00:14:43,960 E � prov�vel que fosse um dos espa�os constru�dos mais amplos 98 00:14:44,127 --> 00:14:46,925 que se podiam ver completamente despejados. 99 00:14:47,167 --> 00:14:49,044 Al�m disso, pelo que podemos imaginar, 100 00:14:49,327 --> 00:14:55,163 estava muito bem decorado e revestido a l�minas de ouro, 101 00:14:55,407 --> 00:14:57,477 devendo dele desprender-se um brilho espectacular com a luz do Sol. 102 00:14:57,687 --> 00:15:01,282 Jerusal�m � uma cidade muito ensolarada, mesmo no Inverno. 103 00:15:01,527 --> 00:15:05,520 Imagino, por isso, que chamaria muito a aten��o das pessoas. 104 00:15:05,767 --> 00:15:12,718 E, como n�o tinha est�tuas, imagens, motivos nem obras de arte, 105 00:15:13,047 --> 00:15:15,641 devia ser bastante austero neste sentido. 106 00:15:15,887 --> 00:15:19,277 Mas, ainda assim, � prov�vel que resultasse de uma beleza admir�vel 107 00:15:19,447 --> 00:15:22,484 numa cidade daquela �poca. 108 00:16:42,887 --> 00:16:46,482 O facto de Jerusal�m se ter convertido na capital de Jud� 109 00:16:46,807 --> 00:16:50,641 n�o teve consequ�ncias demasiado espectaculares, 110 00:16:50,887 --> 00:16:52,843 pelo menos arqueologicamente falando. 111 00:16:53,127 --> 00:16:56,199 Continuou dentro das muralhas 112 00:16:56,487 --> 00:17:00,685 da sua primeira urbaniza��o da Idade do Bronze 113 00:17:00,967 --> 00:17:06,599 at� ao per�odo da destrui��o do reino do norte de Israel. 114 00:17:07,087 --> 00:17:14,163 Depois desse per�odo, no entanto, cresceu muit�ssimo at� chegar a ser, 115 00:17:14,407 --> 00:17:17,319 com grande destaque, a maior cidade do pa�s, 116 00:17:17,527 --> 00:17:20,963 muito mais do que qualquer outra poderia ter crescido. 117 00:17:21,407 --> 00:17:24,001 Mas penso que se pode afirmar que, 118 00:17:24,287 --> 00:17:28,166 mesmo no per�odo anterior a este crescimento, 119 00:17:28,407 --> 00:17:31,558 que se produziu depois do ano setecentos antes de Cristo, 120 00:17:32,047 --> 00:17:36,882 e mesmo no per�odo anterior entre mil e setecentos antes de Cristo, 121 00:17:37,167 --> 00:17:43,117 existiram edif�cios reais importantes na cidade 122 00:17:43,407 --> 00:17:47,320 e � prov�vel que algumas das casas privadas 123 00:17:47,807 --> 00:17:51,117 pertencessem � nobreza endinheirada do reino israelita. 124 00:17:51,647 --> 00:17:56,437 Podemos deduzi-lo pelos t�mulos 125 00:17:56,647 --> 00:18:02,916 que se encontraram em redor da cidade, que s�o bastante elaborados, 126 00:18:03,287 --> 00:18:05,847 de forma que � evidente que pertenciam 127 00:18:06,167 --> 00:18:08,203 a indiv�duos com poder social. 128 00:18:08,607 --> 00:18:14,045 Tamb�m o podemos deduzir pelos terra�os que se constru�ram 129 00:18:14,367 --> 00:18:18,645 nas ladeiras da cidade para criar mais terreno nivelado 130 00:18:18,847 --> 00:18:25,320 no interior das defesas para construir casas e outros edif�cios p�blicos. 131 00:18:25,607 --> 00:18:30,078 Penso que afectou muito a cidade, 132 00:18:30,287 --> 00:18:36,920 embelezando-a muito mais do que em qualquer outra �poca. 133 00:20:55,487 --> 00:20:57,637 A capacidade dos Judeus 134 00:20:57,887 --> 00:21:03,917 de defender as suas convic��es estava directamente relacionada, 135 00:21:04,087 --> 00:21:08,365 de uma forma inteligente, com a cidade de Jerusal�m e o seu templo. 136 00:21:08,807 --> 00:21:12,959 Mas o templo foi destru�do pelos Babil�nicos 137 00:21:13,167 --> 00:21:16,364 quando levaram como escravos para Babil�nia 138 00:21:16,567 --> 00:21:19,957 os Judeus do reino do sul de Jud�. 139 00:21:20,247 --> 00:21:22,807 Em lugar de desesperarem, 140 00:21:23,047 --> 00:21:25,436 como � evidente que aconteceu com as dez tribos perdidas do norte 141 00:21:25,607 --> 00:21:29,043 uns s�culos antes, em vez de dizerem que tudo acabara 142 00:21:29,127 --> 00:21:30,799 j� que Jerusal�m e o templo estavam destru�dos 143 00:21:30,887 --> 00:21:32,684 e de se perguntarem sobre o que fariam, 144 00:21:32,847 --> 00:21:36,123 reuniam-se para recordar Jerusal�m 145 00:21:36,367 --> 00:21:40,963 e rememorar as suas pr�ticas, para orar pelo regresso. 146 00:21:41,167 --> 00:21:44,443 E, de facto, apenas umas d�cadas depois, 147 00:21:44,727 --> 00:21:47,082 foi-lhes permitido regressar e reconstruir o templo. 148 00:21:47,407 --> 00:21:51,639 Mas nessas poucas d�cadas que passaram em Babil�nia 149 00:21:51,927 --> 00:21:56,079 haviam come�ado a desenvolver conceitos bastante radicais. 150 00:21:56,647 --> 00:21:59,286 Quando se reuniam e recordavam o templo 151 00:21:59,447 --> 00:22:01,563 de rosto voltado para Jerusal�m, 152 00:22:01,847 --> 00:22:05,522 usavam certas coisas que lhe evocavam o templo, 153 00:22:05,727 --> 00:22:08,958 como uma arca, na qual guardavam os livros sagrados, 154 00:22:09,327 --> 00:22:12,558 que reproduzia a arca da alian�a, e o sancta sanctorum, 155 00:22:12,807 --> 00:22:14,206 com uma cortina diante, 156 00:22:14,407 --> 00:22:17,922 que invocava a cortina de Jerusal�m ou a luz eterna, 157 00:22:18,087 --> 00:22:20,726 que lhes recordava a que ardia no templo. 158 00:22:21,007 --> 00:22:25,080 Estes elementos definiram pela primeira vez o que acabaria 159 00:22:25,327 --> 00:22:29,400 por se converter na sinagoga, porque, ami�de, esquecemos que a sinagoga 160 00:22:29,687 --> 00:22:32,281 � uma inven��o totalmente radical, j� que, at� ent�o, 161 00:22:32,527 --> 00:22:35,963 nunca as pessoas comuns se tinham reunido com fins religiosos. 162 00:22:36,247 --> 00:22:39,876 Anteriormente, os sacerdotes praticavam os seus ritos nos templos 163 00:22:40,207 --> 00:22:43,916 e as pessoas podiam ir v�-los ou n�o; n�o era um assunto seu. 164 00:22:44,207 --> 00:22:47,040 Neste caso, a religi�o democratizou-se de repente 165 00:22:47,407 --> 00:22:49,682 e as pessoas vulgares participavam nela. 166 00:22:50,167 --> 00:22:53,762 Isto levou a que o juda�smo fosse port�til. 167 00:22:54,007 --> 00:22:57,044 Embora ansiassem regressar a Jerusal�m 168 00:22:57,247 --> 00:23:00,478 e o pudessem fazer e ansiassem ter um templo, um templo de adora��o, 169 00:23:00,807 --> 00:23:03,446 podiam ser judeus em qualquer parte. 170 00:23:37,487 --> 00:23:43,084 O segundo templo construiu-se quando os Persas, que conquistaram Babil�nia, 171 00:23:43,327 --> 00:23:46,080 deram autoriza��o aos Judeus para regressarem. 172 00:23:46,327 --> 00:23:48,795 Queriam reconstruir o templo. 173 00:23:49,047 --> 00:23:51,163 De facto, esta � a raz�o pela qual lhes foi permitido que regressassem. 174 00:23:51,967 --> 00:23:53,605 N�o tinham demasiados recursos, 175 00:23:53,927 --> 00:23:58,364 apesar do lmp�rio Persa financiar a reconstru��o. 176 00:23:58,767 --> 00:24:02,282 Tampouco dispunham de muitos artes�os qualificados. 177 00:24:02,647 --> 00:24:04,160 As pessoas que haviam permanecido 178 00:24:04,447 --> 00:24:07,245 receberam-nos com uma certa antipatia, 179 00:24:07,607 --> 00:24:10,280 pois come�ava a saber-se o que pretendiam fazer 180 00:24:10,447 --> 00:24:12,039 e n�o desejavam que os exilados que regressavam 181 00:24:12,247 --> 00:24:13,646 ao fim de umas d�cadas 182 00:24:13,767 --> 00:24:15,917 estabelecessem de novo o seu sistema. 183 00:24:16,207 --> 00:24:21,076 Isto � realmente a origem do famoso conflito que rebentaria anos depois 184 00:24:21,247 --> 00:24:24,045 entre os Samaritanos, os que haviam ficado, 185 00:24:24,247 --> 00:24:27,000 e os Judeus que haviam regressado de Babil�nia. 186 00:24:27,247 --> 00:24:30,683 Os Samaritanos queriam participar na reconstru��o do templo 187 00:24:30,847 --> 00:24:34,044 e os Judeus de Babil�nia n�o o permitiram, 188 00:24:34,247 --> 00:24:36,283 porque se tratava de uma quest�o judaica. 189 00:24:36,487 --> 00:24:38,876 Isto ofendeu enormemente os Samaritanos 190 00:24:39,047 --> 00:24:43,962 que obstaculizaram as inten��es judaicas 191 00:24:44,207 --> 00:24:47,802 de reconstru��o do templo e, ami�de, conseguiram abort�-las. 192 00:24:48,047 --> 00:24:50,880 Ainda assim, acabaram por construir algo. 193 00:24:59,207 --> 00:25:03,678 O segundo templo n�o tinha, em absoluto, 194 00:25:03,887 --> 00:25:06,879 o esplendor do primeiro templo. 195 00:25:07,127 --> 00:25:12,485 Seguramente, segundo a B�blia, os que tinham visto o primeiro templo 196 00:25:12,687 --> 00:25:17,636 choravam ao contemplar o segundo e ao evocarem a beleza do primeiro. 197 00:25:18,327 --> 00:25:21,797 N�o era t�o bonito como o templo original, 198 00:25:22,167 --> 00:25:25,842 mas com o passar dos anos e das gera��es, foi adornado 199 00:25:26,087 --> 00:25:31,525 e melhorado sucessivamente, at� � �poca romana. 200 00:25:31,847 --> 00:25:34,839 Penso que na �poca grega era, sem d�vida, 201 00:25:35,047 --> 00:25:37,003 um edif�cio bastante elegante. 202 00:25:37,327 --> 00:25:39,966 N�o sabemos se era o equivalente do edif�cio salom�nico. 203 00:25:40,247 --> 00:25:44,479 Mas sabemos que nessa �poca os conhecimentos arquitect�nicos 204 00:25:44,687 --> 00:25:46,757 e as pretens�es haviam mudado muito. 205 00:25:47,007 --> 00:25:49,601 De forma que, embora pudesse ter sido id�ntico ao edif�cio de Salom�o, 206 00:25:49,807 --> 00:25:52,162 � prov�vel que ent�o o tivessem considerado bastante primitivo. 207 00:25:52,567 --> 00:25:55,639 Mas tinha a mesma planta, a mesma estrutura ampla. 208 00:25:55,847 --> 00:25:59,283 O p�rtico, a sala principal e o sancta sanctorum no centro. 209 00:25:59,567 --> 00:26:02,035 O sancta sanctorum de ent�o n�o continha, obviamente, 210 00:26:02,127 --> 00:26:03,606 a arca da alian�a. 211 00:26:03,767 --> 00:26:06,122 Desaparecera, passando a fazer parte da lenda 212 00:26:06,327 --> 00:26:10,081 e hoje ningu�m sabe onde est� e at� Spielberg p�de fazer um filme, 213 00:26:10,247 --> 00:26:14,286 "Os salteadores da arca perdida", sobre a dita rel�quia, 214 00:26:14,447 --> 00:26:16,403 porque ningu�m sabe onde foi parar. 215 00:26:16,647 --> 00:26:21,277 O sancta sanctorum era ent�o uma sala totalmente vazia, o que, 216 00:26:21,447 --> 00:26:23,278 de certo modo, resultava bastante apropriado, 217 00:26:23,447 --> 00:26:25,278 tendo em conta o que o pensamento judaico 218 00:26:25,527 --> 00:26:27,518 considerava que se encontrava se se buscava a Deus. 219 00:26:27,767 --> 00:26:29,917 Mas tinha basicamente a mesma distribui��o. 220 00:28:42,407 --> 00:28:44,045 O princ�pio da celebra��o da Hanuc� 221 00:28:44,327 --> 00:28:48,002 est� descrito nos livros dos Macabeus. 222 00:28:48,447 --> 00:28:52,804 Trata-se de uma cerim�nia de origem din�stica 223 00:28:53,087 --> 00:28:55,521 em que todos os Judeus da Judeia 224 00:28:56,327 --> 00:28:59,683 t�m que acender velas durante oito dias, 225 00:28:59,887 --> 00:29:09,205 recordando assim os oito dias da festa dos tabern�culos ou sukkot. 226 00:29:09,687 --> 00:29:12,918 Tamb�m o encontramos em fontes rab�nicas posteriores, 227 00:29:13,087 --> 00:29:16,079 que fazem refer�ncia a esta comemora��o 228 00:29:16,247 --> 00:29:20,081 pela primeira vez no Talmude, j� nos s�culos quarto e quinto, 229 00:29:20,407 --> 00:29:23,558 muito depois destes acontecimentos; segundo estas fontes, 230 00:29:23,807 --> 00:29:30,280 a celebra��o comemora a descoberta no templo do azeite 231 00:29:30,527 --> 00:29:33,280 que queimou durante oito dias 232 00:29:33,447 --> 00:29:36,405 antes de que se pudesse encontrar azeite mais puro 233 00:29:36,647 --> 00:29:40,686 para se poder acender de novo as luzes do templo. 234 00:30:58,687 --> 00:31:00,996 De certa forma, quando falamos do segundo templo 235 00:31:01,247 --> 00:31:03,203 dever�amos falar do "segundo templo bis", 236 00:31:03,447 --> 00:31:05,483 porque Herodes o renovou t�o completamente 237 00:31:05,727 --> 00:31:09,686 que se suspeita que n�o restou muito do templo 238 00:31:09,887 --> 00:31:13,880 que os exilados de Babil�nia constru�ram, 239 00:31:14,087 --> 00:31:16,157 uns quinhentos ou seiscentos anos antes. 240 00:31:16,487 --> 00:31:21,925 Esta era uma imensa constru��o de m�rmore, 241 00:31:22,167 --> 00:31:27,446 maravilhosa e muito ambiciosa, com a melhor qualidade arquitect�nica 242 00:31:27,607 --> 00:31:30,485 desenvolvida pelas culturas grega e romana. 243 00:31:30,687 --> 00:31:32,484 Conservava o mesmo contorno amplo, 244 00:31:32,727 --> 00:31:34,558 com o edif�cio do templo no eixo, 245 00:31:34,847 --> 00:31:38,078 o p�rtico e a sala principal com o sancta sanctorum no centro 246 00:31:38,367 --> 00:31:41,598 n�o se atreveram a tocar nisso. 247 00:31:41,887 --> 00:31:45,516 Segundo os relatos dos rabinos contempor�neos, 248 00:31:45,847 --> 00:31:49,362 parece que Herodes tentou, talvez de uma forma algo inusitada, 249 00:31:49,567 --> 00:31:52,286 assegurar-se de que n�o se atentava contra nenhum aspecto 250 00:31:52,447 --> 00:31:54,915 dos rituais judaicos em todo o edif�cio. 251 00:31:55,087 --> 00:31:59,365 Queria assegurar-se de que ningu�m o criticava por fazer algo errado 252 00:31:59,607 --> 00:32:01,199 ao reconstruir o templo. 253 00:32:01,407 --> 00:32:04,638 Assim, por exemplo, terminou completamente a reconstru��o 254 00:32:04,807 --> 00:32:07,640 antes de derrubar as partes antigas. 255 00:32:07,927 --> 00:32:12,398 Quer dizer, construiu uma esp�cie de estrutura no exterior do templo interior 256 00:32:12,687 --> 00:32:15,679 e, depois, desmontou-o para mostrar o grande templo que havia criado. 257 00:32:15,887 --> 00:32:17,764 De modo que se esfor�ou muito 258 00:32:18,127 --> 00:32:21,722 para agradar �s autoridades religiosas judaicas. 259 00:32:22,167 --> 00:32:26,160 Os rabinos asseguravam que at� que se visse o templo de Herodes, 260 00:32:26,407 --> 00:32:29,240 n�o se tinha visto nenhum edif�cio bonito. 261 00:32:37,047 --> 00:32:40,756 A tradi��o judaica � pouco entusiasta em rela��o a Herodes. 262 00:32:41,247 --> 00:32:46,526 N�o o � tanto como a tradi��o crist�, que n�o o � de todo, 263 00:32:46,767 --> 00:32:50,476 mas n�o h� not�cia de que houvesse algo errado no templo. 264 00:32:50,807 --> 00:32:53,958 De forma que se Herodes fez algo de bom foi conseguir que o templo 265 00:32:54,327 --> 00:32:57,717 fosse muito mais impressionante do que antes. 266 00:34:14,647 --> 00:34:16,285 Naquela �poca, a autoridade judaica 267 00:34:16,527 --> 00:34:19,644 estava dividida em dois amplos grupos, 268 00:34:19,927 --> 00:34:21,485 embora se possam encontrar outros mais. 269 00:34:21,807 --> 00:34:23,684 Existiam os zelotas, que lutavam pela liberdade nas colinas, 270 00:34:23,887 --> 00:34:26,765 e os ess�nios, que se isolaram por completo 271 00:34:27,007 --> 00:34:29,362 e se dedicaram ao seu grupo, sem intervir de qualquer forma. 272 00:34:29,567 --> 00:34:33,765 Mas os dois grupos principais que disputavam o poder em Jerusal�m 273 00:34:34,047 --> 00:34:38,563 eram os fariseus, aos quais podemos chamar mestres; 274 00:34:38,927 --> 00:34:41,157 o que agora chamar�amos rabinos, 275 00:34:41,447 --> 00:34:44,678 e os saduceus, que costumavam dedicar-se mais ao templo, 276 00:34:45,047 --> 00:34:48,722 a tentar que as coisas funcionassem com as autoridades romanas, 277 00:34:49,007 --> 00:34:51,965 a tentar conservar as estruturas de Jerusal�m. 278 00:34:52,447 --> 00:34:57,726 D� a impress�o que os Romanos e os saduceus 279 00:34:58,007 --> 00:35:00,316 sabiam que se os movimentos messi�nicos 280 00:35:00,567 --> 00:35:01,716 lhes escapassem das m�os 281 00:35:02,047 --> 00:35:04,641 isso amea�aria consideravelmente o status quo. 282 00:35:18,087 --> 00:35:23,081 As implica��es pol�ticas da crucifica��o de Jesus eram distintas, 283 00:35:23,647 --> 00:35:27,242 segundo o ponto de vista. 284 00:35:27,447 --> 00:35:29,881 Do ponto de vista romano, 285 00:35:30,207 --> 00:35:37,204 � prov�vel que Jesus fosse um mal menor, que havia que eliminar 286 00:35:37,407 --> 00:35:40,240 antes que se convertesse num problema importante e, 287 00:35:40,487 --> 00:35:42,682 neste sentido, para os Romanos 288 00:35:42,967 --> 00:35:47,199 n�o era um assunto demasiadamente transcendental. 289 00:35:47,567 --> 00:35:52,163 O Evangelho narra, de forma muito efectiva, 290 00:35:52,447 --> 00:35:58,602 as delibera��es do sumo sacerdote judaico Caif�s 291 00:35:58,887 --> 00:36:06,521 e dos seus conselheiros sobre o que fazer com Jesus. 292 00:36:06,847 --> 00:36:14,606 Para eles, tratava-se de n�o permitir que houvesse uma altera��o 293 00:36:14,807 --> 00:36:18,117 do status quo no que dizia respeito aos Romanos. 294 00:36:18,447 --> 00:36:23,157 Caif�s disse que era conveniente que um homem morresse pelo povo. 295 00:36:24,087 --> 00:36:33,758 A longo prazo, a crucifica��o de Jesus teve uma imensa import�ncia pol�tica 296 00:36:34,127 --> 00:36:37,756 a uma escala muito maior, obviamente, 297 00:36:38,007 --> 00:36:42,956 j� que os seus seguidores fundaram uma nova religi�o e, com o tempo, 298 00:36:43,287 --> 00:36:47,963 esta religi�o converteu-se na religi�o oficial do lmp�rio Romano. 299 00:36:48,207 --> 00:36:52,325 A categoria de Jerusal�m mudou radicalmente, 300 00:36:52,647 --> 00:36:58,916 j� que passou a ser o centro religioso do mundo e nunca deixou de o ser. 301 00:39:24,207 --> 00:39:27,802 O efeito da destrui��o do templo de Jerusal�m foi espectacular, 302 00:39:28,047 --> 00:39:33,519 porque este fora o principal motor da economia da cidade 303 00:39:33,807 --> 00:39:36,162 gra�as � chegada de peregrinos e de turistas, 304 00:39:36,487 --> 00:39:40,560 gra�as aos ingressos regulares que o templo recebia dos Judeus 305 00:39:40,727 --> 00:39:45,084 em todo o mundo, tanto no lmp�rio romano como na Mesopot�mia. 306 00:39:45,367 --> 00:39:48,916 Tudo isso acabou porque j� n�o havia templo e, de facto, 307 00:39:49,047 --> 00:39:50,844 exigiu-se aos Judeus do lmp�rio Romano 308 00:39:51,167 --> 00:39:52,441 que enviassem as suas oferendas 309 00:39:52,687 --> 00:39:55,679 para Roma para reconstruir o templo de J�piter, 310 00:39:55,927 --> 00:39:59,124 que fora incendiado acidentalmente no ano sessenta e nove. 311 00:39:59,407 --> 00:40:04,435 Assim, a economia da cidade veio completamente abaixo. 312 00:42:22,807 --> 00:42:27,961 O tenente Charles Warren era um excelente diplomata 313 00:42:28,287 --> 00:42:32,599 e conseguiu convencer as autoridades isl�micas 314 00:42:32,887 --> 00:42:37,005 a permitirem-lhe entrar em todas as cisternas 315 00:42:37,447 --> 00:42:42,362 e cavernas sob a esplanada do templo para as explorar. 316 00:42:42,927 --> 00:42:47,523 O seu reconhecimento, associado ao do tenente Charles Wilson 317 00:42:48,047 --> 00:42:53,326 de uns anos antes, proporcionou todos os dados b�sicos 318 00:42:53,567 --> 00:42:57,958 que possu�mos sobre a arqueologia da Colina do Templo 319 00:42:58,287 --> 00:43:01,245 e todos os trabalhos posteriores 320 00:43:01,527 --> 00:43:03,961 se basearam no trabalho destes dois homens. 321 00:44:07,967 --> 00:44:10,197 Eu, como todos os restantes arque�logos, 322 00:44:10,447 --> 00:44:12,597 n�o pude escavar na colina, 323 00:44:13,127 --> 00:44:14,719 pelo que pensei que, para tentar localizar 324 00:44:14,847 --> 00:44:16,917 as cisternas e os canais subterr�neos, 325 00:44:17,167 --> 00:44:22,036 o melhor que podia fazer era obter fotografias infra-vermelhas. 326 00:44:22,447 --> 00:44:29,603 Em 1997, tirei uma fotografia a uns trezentos metros 327 00:44:30,007 --> 00:44:35,240 que mostra um canal que vai da C�pula da Rocha 328 00:44:35,487 --> 00:44:37,557 at� a cabe�a do po�o da cisterna cinco. 329 00:44:37,887 --> 00:44:43,086 Isto s� se v� no filme infra-vermelho e � muito interessante, 330 00:44:43,487 --> 00:44:48,959 porque demonstra, no meu entender, a teoria de Warren 331 00:44:49,407 --> 00:44:56,483 de que o centro da rede de esgotos do templo estava aqui, 332 00:44:56,687 --> 00:45:00,760 na cisterna cinco, que surge no mapa de Wilson. 333 00:45:01,447 --> 00:45:06,567 E, se � assim, o sancta sanctorum estava aproximadamente aqui. 334 00:45:07,287 --> 00:45:09,323 Isto significa que se havia um esconderijo secreto 335 00:45:09,607 --> 00:45:11,996 que partia do sancta sanctorum, 336 00:45:12,247 --> 00:45:15,205 � preciso escavar nesta zona para o encontrar. 337 00:45:48,047 --> 00:45:52,996 O �ltimo documento hist�rico que possu�mos sobre a arca 338 00:45:53,167 --> 00:45:56,318 � uma refer�ncia nos livros de Reis e de Cr�nicas. 339 00:45:56,567 --> 00:46:00,765 No ano 620 a.C., o rei Josias pediu aos levitas, 340 00:46:00,927 --> 00:46:03,122 que eram os �nicos guardi�es da arca, 341 00:46:03,327 --> 00:46:05,124 que a retirassem do seu ref�gio 342 00:46:05,327 --> 00:46:08,399 e a colocassem no interior do sancta sanctorum, 343 00:46:08,607 --> 00:46:11,405 no interior do templo constru�do por Salom�o. 344 00:46:11,807 --> 00:46:16,198 Isto � muito importante, porque creio que demonstra 345 00:46:16,367 --> 00:46:20,280 que se constru�ra um esconderijo para a arca da alian�a 346 00:46:20,447 --> 00:46:24,998 muito antes da destrui��o babil�nica de 586 a.C., 347 00:46:25,327 --> 00:46:28,603 na qual foi destru�da a maior parte do primeiro templo. 348 00:46:28,887 --> 00:46:32,846 Se � assim, significa que, embora a arca 349 00:46:33,007 --> 00:46:35,840 tenha desaparecido da hist�ria documentada, 350 00:46:36,087 --> 00:46:38,555 n�o abandonou Jerusal�m. 351 00:46:38,807 --> 00:46:43,437 E � muito importante, n�o s� para os historiadores, 352 00:46:43,767 --> 00:46:45,485 como tamb�m para a na��o judaica, 353 00:46:45,847 --> 00:46:53,003 acreditar que a arca continua sob a Colina do Templo, em Jerusal�m. 354 00:46:53,207 --> 00:46:58,201 N�o tem significado em qualquer outro lugar do mundo. 355 00:46:58,527 --> 00:47:03,396 Este foi o lugar que David escolheu, por ordem de Deus, 356 00:47:03,647 --> 00:47:05,478 e por esta raz�o, hoje em dia, 357 00:47:05,807 --> 00:47:08,480 a maioria dos Judeus gosta de acreditar que a arca 358 00:47:08,687 --> 00:47:10,996 continua nalgum lugar sob a colina. 359 00:47:48,127 --> 00:47:53,076 Passa-se de um lugar onde impera um grande ru�do 360 00:47:53,287 --> 00:47:59,396 e um grande calor para entrar neste po�o, 361 00:47:59,647 --> 00:48:04,482 que est� refor�ado com madeira para impedir que as paredes colapsem, 362 00:48:05,087 --> 00:48:08,636 e acede-se a outro mundo. H� um sil�ncio total. 363 00:48:09,007 --> 00:48:11,043 Uma obscuridade total. 364 00:48:11,487 --> 00:48:14,240 T�nhamos os flashes cont�nuos das nossas c�maras, 365 00:48:14,487 --> 00:48:17,763 de forma que pod�amos ver bastante bem e, 366 00:48:17,967 --> 00:48:22,119 � medida que avan��vamos e n�o pudemos us�-los mais, 367 00:48:22,407 --> 00:48:24,477 empunhei uma lanterna 368 00:48:24,767 --> 00:48:30,797 e pude percorrer uns cento e cinquenta metros por um dos t�neis. 369 00:48:31,207 --> 00:48:34,085 O problema � que nunca fora escavado, 370 00:48:34,367 --> 00:48:38,519 pelo que tive de recuar gatinhando. 371 00:48:39,087 --> 00:48:45,765 Mas isto confirmou-me que a minha teoria de que a arca 372 00:48:46,087 --> 00:48:49,443 pode estar escondida sob a colina � perfeitamente poss�vel. 373 00:48:49,727 --> 00:48:53,037 Este � apenas um das centenas de t�neis 374 00:48:53,487 --> 00:48:58,515 que existem sob a Colina do Templo, em Jerusal�m. 375 00:48:58,847 --> 00:49:00,678 Por isso, � f�cil pensar que a arca 376 00:49:01,007 --> 00:49:05,558 continua a estar a poucos metros de dist�ncia do local em que estamos, 377 00:49:06,327 --> 00:49:10,639 onde os levitas a deixaram h� muitos milhares de anos, 378 00:49:10,807 --> 00:49:13,162 antes da destrui��o babil�nica. 379 00:50:08,527 --> 00:50:14,602 Os arque�logos de Jerusal�m, os arque�logos israelitas, 380 00:50:14,807 --> 00:50:17,446 desejariam poder escavar em profundidade. 381 00:50:17,767 --> 00:50:22,761 Mas, infelizmente, t�m encontrado muitos impedimentos 382 00:50:22,967 --> 00:50:25,276 e com as preocupa��es religiosas dos mu�ulmanos, 383 00:50:25,447 --> 00:50:28,598 que continuam a controlar a Colina do Templo, 384 00:50:28,807 --> 00:50:31,480 a situa��o permanece a mesma hoje em dia. 385 00:50:32,127 --> 00:50:35,676 � muito pouco prov�vel que a Colina do Templo venha a ser escavada, 386 00:50:36,007 --> 00:50:38,521 mas para os historiadores isso n�o � demasiado grave, 387 00:50:38,767 --> 00:50:40,917 porque temos muitas fontes liter�rias, 388 00:50:41,287 --> 00:50:43,437 pelo menos para o per�odo do segundo templo, 389 00:50:43,807 --> 00:50:47,925 que nos contam como era o templo quando estava de p�, 390 00:50:48,087 --> 00:50:49,759 no tempo dos Romanos. 391 00:50:50,007 --> 00:50:53,886 E embora fosse fant�stico poder obter provas visuais 392 00:50:54,127 --> 00:50:57,119 atrav�s de uma escava��o, isso n�o � essencial. 393 00:50:57,367 --> 00:50:59,961 Sabemos mais coisas sobre o templo de Jerusal�m 394 00:51:00,167 --> 00:51:02,806 do que sobre qualquer outro templo do mundo antigo. 395 00:51:03,305 --> 00:52:03,760 Aperte play. Legendas aparecem. Mais de 200 idiomas. Um app: tryray.app 35910

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