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Original subtitles

Tenho um mau presentimento.

Seu eu n�o aparecer em 15 minutos, p�e-te a andar.

Ok, cuida-te, sim?

Zulema!

Se nos entregarmos, perdemos, mas se lutarmos, podemos ganhar.

P�ra, P�ra, P�ra. Tens de me levar para o hospital.

H� uma coisa que n�o posso dar-te, a minha liberdade.

Tenho escondidos 6 milh�es de euros.

Se me ajudares a escapar, fazemos um 50/50.

Tu n�o tens uma filha porque �s um violador de merda.

Eu come�ava a usar essa intelig�ncia,

e come�ava a tratar o pai da tua filha com respeito.

Bem vinda a Cruz del Norte

Bem, tu vais perder esse teu senso de humor,

depois de uma semana no isolamento.

Se me nomearam director � porque a minha m�o n�o treme,

na hora de mostrar justi�a.

Mercedes Carrillo, tira todas as drogas que tens escondidas

na cela e coloca-as no corredor da galeria.

Lembrem-se o que acontece aos traficantes

que quebram as regras da Cruz del Norte.

Fodemos? Est�s a brincar?

Estamos a atravessar uma �rea com turbol�ncia.

Maldito elfo da puta do inferno.

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S04 E02 "A FUGA"

Toma.

Obrigada.

Ainda te d�i?

Eu acho que mereci.

Sim, um pouco, sim.

Ignoraste os avisos.

A Zulema Zahir quase me arrancou a cabe�a.

Essa mulher � um diabo.

Baixei a guarda e ela enganou-me.

Bem, se te serve de consolo,

essa mulher, em algum momento, enganou-nos a todos.

Sim, sim, mas eu fui suficientemente burro

para lev�-la para a casa de banho

e fod�-la.

Isso n�o aparece no relat�rio policial...

Cala boca, que relat�rio policial?

Senta-te j� e conta-me isso.

Senta-te!

Como, como � o qu�? Como � que �, b�bo?

Como � agarrar uma mina como a Zulema?

Eu n�o sei, em certo ponto, imagino que deve ser como...

Como acariciar um r�ptil.

Frio,

h�mido...

� diferente. N�o sei.

� como...

� como fazer amor com o medo.

Imagino deve ser como ter uma corda � volta do pesco�o.

Apertando, apertando, apertando...

Com cada pux�o, com cada investida.

Algo assim.

Tu sabes que um homem, mesmo morto, pode ejacular?

A morte e o sexo...

andam de m�os dadas.

"La Petite mort".

Com a Zulema faltou pouco.

Muito perto.

Mas digo-lhe uma coisa:

aquela filha da puta,

n�o volta a enganar-me.

Mexe-te.

Oi�am, meninas...

Posso n�o ter nenhuma chance,

mas agora rebento, pelo menos, uma de voc�s.

Quem vai ser a primeira?

As galinhas s�o animais sens�veis.

Apesar de cheirarem mal.

Mas enervam-se com lutas.

Enervam-se.

Goya...

Quieta...

Foda-se, Zulema...

N�o te metas. Isto n�o � contigo.

N�o � nada comigo?

Altagracia � uma das minhas e eu pensava que tu tamb�m.

Uma das minhas?

Uma das tuas.

Olha, tu deixaste-nos. Deixaste-nos nesta merda.

Agora com o Sandoval est� muito pior.

Ningu�m gosta de ti.

Tu viste muitos filmes do "Kung Fu Panda"?

Eu tamb�m.

Tu n�o?

Eu gosto mais de "Cantinflas".

Tu n�o vais poder preoteg�-la sempre.

O que foi? Vai!

Querem-te matar as presas, querem matar-te os funcion�rios...

�s a puta rainha do mambo.

Quando sa� do isolamento, n�o me deram papel nem sab�o.

Tu sabes o que isso significa?

Que amanh� n�o tomas banho.

Hoje vou fugir.

Comeste a flor...

Ok, ok, chega, chega!

Este � o pior coro que ouvi na minha vida.

Isto � horrivel, vai cada uma como o vosso peido.

T�o pouco somos as "As Cantoras de Vienna", meu filho.

Sole, tu devias estar em pris�o perp�tua por cantares assim.

Mas n�s precisamos mais tempo, cavalheiro.

Verdade? Ou um pouquito.

A Tere, quando fuma, caem-lhe as cuecas.

Suja-se. Pois aqui a Mary Whitney

canta como caga. Esta can��o � uma merda...

...eu fa�o.

N�o, n�o, n�o, senhoras, por favor!

O coro tem algumas regras.

Aqui n�o h� lutas, nem cristas, nem maus pap�is.

Nenhuma voz � melhor que a outra.

No coro ningu�m est� de fora, perceberam?

E quem n�o goste, v�-se embora.

Este � o Palacios!

Certo, bem dito.

V�, vamos l� meninas, do in�cio.

H� quatro meses, nesta pris�o, havia assassinatos,

galinhas bomba, fugas...

Hoje um coro.

Felicito-o director.

N�o h� segredo, Sra.Cruz.

H� que marcar-lhes os limites, s� isso.

O importante � que as reclusas est�o felizes.

Acho que n�o me fiz entender.

N�o quero reclusas felizes,

quero presas fechadas.

Os mercados mudam: agora o neg�cio s�o as criptomoedas;

ontem, propriedades; amanh�, energias renov�veis.

Mas...

O unico neg�cio que sempre funcionou...

� o neg�cio do medo, Sandoval.

O medo move dinheiro.

As pessoas pagam para se sentir seguras em suas casas.

As pessoas pagam para saber que t�m uma cerca eletrificada entre

eles e os maus.

Estou a pensar em come�ar a construir uma nova pris�o.

Para homens.

Sim? Pensei que os contratos com o Minst�rio do Interior

estavam congelados.

Quase.

Por isso n�o quero que o meu nome volte a abrir um telejornal.

Sem fugas,

sem mortes, sem esc�ndalos, certo?

E se isso acontecer...

Que fique aqui dentro.

N�s compartilhamos a nossa vida e cela.

E amor.

O que eu mudaria na pris�o?

Fazia um buraco aqui, no meio do p�tio,

metia terra e punha um relvado verdinho,

fresquinho. Com a sua rega. Assim...

e ficar molhada.

O barro, p�r as tuas m�os no barro, certo?

Sim. Ficar molhada...

Eu j� esqueci qual � a sensa��o de andar descal�a,

na erva.

As vezes, nos chuveiros,

assim "descalcita",

fecho os olhos e tento lembrar-me disso.

Eu n�o, j� n�o tenho imagina��o para isso.

Tudo � pr�-fabricado, tudo � plastico, ferro...

Tudo � duro.

Olha.

Eu n�o digo que eles ponham uma piscina aqui,

mas um pouquito mais de sombra. A sombra � gratis.

N�s podemos aproveitar a sombra...

� s� que isto n�o � humano. � verdade.

Mas que menina mais bonita n�s temos.

Entra, entra.

Corre.

Estive a pedir � Sole para me ensinar a rezar.

Quanto tempo te deixam v�-la?

N�o mais que uma hora por dia.

Tu e eu, o que somos agora?

N�o sei.

O que eu sei � que n�o nos merecemos uma rela��o por pena.

E de que outra maneira tu vais estar com algu�m na pris�o?

O que temos agora, seja o que seja,

Saray, � o melhor que n�s podemos ter.

Quando a menina sair da incubadora,

v�o-te levar ao m�dulo das m�es, n�o?

N�o sei quando ela vai sair...

Ela vai sair.

� claro que ela vai sair.

Ela vai sair porque tem sangue cigano.

Porque � uma sobrevivente, como eu.

Mas quando ela sair,

ela vai precisar de fraldas,

e tr�s comprimidos por dia,

e de uma enfermeira todos os dias.

Eu n�o sei como vou conseguir pagar.

Mas, bem...

Se for preciso, vou virar puta.

Sim?

Zulema, Zulema, Zulemita...

Temos tido poucas ocasi�es, realmente,

de estar os dois assim, como agora,

cara a cara.

Eu nunca tinha visto a sua cabe�a vista por detr�s.

Rapa-a todos os dias?

Tem uma calva perfeita.

Entra.

P�e-te confort�vel.

Sabes o que eu penso?

Que todo este tempo nos temos evitado porque...

n�s temos muito respeito.

Respeito, n�o.

Medo.

Medo.

N�s temos medo.

Por isso eu respeito-te.

Claro que sim.

Os dois indiv�duos dominantes n�o podem enfrentar-se,

porque se isso acontecer apenas duas coisas podem ocorrer:

Ou se aliam...

Ou se destroem.

Que tu e eu nos vamos aliar n�o � uma op��o.

Tu �s o chefe deste buraco,

e eu a puta louca que quer pirar-se.

Fica melhor a segunda op��o.

De qualquer maneira sabes que, se me procurares,

enterro-te a dois metros debaixo de terra.

Ainda que com um pouco de sorte,

talvez encontre alguma pessoa,

que ser� respons�vel por fazer esse trabalho por mim.

J� viste a Saray?

Ela sim, � que morria por ter um encontro contigo.

Est� encantada.

Porque est� muito ansiosa por baptizar a Estrellita.

E eu n�o me surpreendia se ela te pedisse para seres a madrinha.

O que fui eu dizer...

V�s que n�o � assim t�o perfeita a minha cabe�a.

Claro, como � que vais perguntar isso, se de facto,

tu tentaste matar ambas.

Zulema, Zulema...

Que fr�gil a amizade �, n�o achas?

Como fugimos?

As coisas, sem um plano, n�o correm bem.

E planeadas t�o pouco.

Sabes quanto tempo fui funcion�ria nesta pris�o?

Sete nojentos anos...

Eu sei tudo...

Cada entrada, cada c�mera,

os protocolos de ac��o em caso de fogo, motim,

de lutas, de fuga...

E tamb�m sei

que na cabe�a dos beliches, os parafusos

encaixam perfeitamente com as porcas

das janelas dos vesti�rios.

Que merda.

E a partir dai, � muito facil de saltar para

qualquer um dos corredores exteriores e escapar.

A fuga perfeita, cabrona.

Sim, cara�as.

Mas...

s� funciona uma vez e s� para uma pessoa.

E tu n�o vens.

Preciso que me ajudes a escapar e depois

eu venho buscar-te.

Puta de merda, tio.

Puta de merda.

Foda-se, mami.

aquela rapariga � capaz de pegar nos papelitos...

Ela passou mais de uma hora a olhar para aquela merda.

Ela vai peg�-la?

Jesus, ela vai peg�-la.

O que est�s a fazer?

Nada. Tu sabes que a Mercedes

foi comida pelos c�es por causa dessa merda.

Se n�o me vais ajudar, por favor sai do meu caminho.

Ok, chao.

Chulas.

O qu�?

Deixaste cair isto.

Voc�s s�o bonitas...

Palacios...

Montaste um coro?

Sim, vai ser muito bom.

Houve, porque n�o entras? Precisamos de vozes.

Vou pensar nisso.

Okay.

Que desastrada est�s hoje, Altagracia.

A dieta, certo?

Um, dois�

Todas as laranjinhas.

Tr�s�

Ok.

D�-me uma ma��.

Ela vai cair.

Cigana, tem calma.

N�o vale a pena.

E assim � como acaba uma amizade:

com uma bandeja que cheira a tortilha.

Que merda�

Encontraram-me com um cinto de seguran�a

enrolado no meu pesco�o.

Luta na cantina. Mandem refor�os.

Vem aqui.

E a minha filha,

eles tiraram-na como um coelho dum chap�u:

branca e quase morta.

Morre!

Puta malcheirosa!

Eu fiz o que tinha a fazer.

Puta!

Oh, merda!

E uma coisa:

Estou contente que estejas viva. Puta!

Para onde est�o a olhar?

J� est�.

J� est�.

Sim, que eu t�o pouco vou poder usar bikini

depois dos dois tiros que me deste.

Sua puta de merda.

Deixa que se cansem, sen�o a primeira cacetada leva-la tu.

Tu �s novo, Palacios.

Puta!

Acabou! Saray!

N�s as tr�s sa�mos vivas daquele carro,

mas algo morreu naquele dia!

Morte paga-se com morte.

E tu vais pagar por isso.

Tu vais pagar por isso.

Para que me chamaste com tanta urg�ncia?

T�o desesperada?

Desculpe-me, senhor.

A droga que estava na galeria, desapareceu.

E desde quando desapareceu?

N�o sei.

Eu estava a rondar o p�tio.

Rebobina a c�mera da galeria central, por favor.

Estou ansioso para conhecer a nossa abelha empreendedora.

Gosto de mulheres com iniciativa, Mill�n.

O que � isto?

Algu�m tapou a c�mera com algo.

Estava voc�, cavalheiro, de servi�o, hoje?

Sim.

Muito bem�

Passa pelos vesti�rios,

pega nas tuas coisas e desaparece.

Obrigado, Mill�n.

Porque apanhaste as drogas do ch�o?

Bem eu apanhei-as, isso chateia-te?

D�-me as drogas.

N�o me apetece.

Tu d�-me as drogas, porra.

Vamos fazer um acordo. Queres ser a minha s�cia?

S�cias, tu e eu? Sim, s�cias.

50% cada, certo? N�o.

Vamos l� a ver.

O total da mercadoria tenho-a eu e isso � 70%.

O restante 30%, dividimos entre n�s as duas.

Como tu a vais meter no m�sculo, tens um b�nus.

Mas como eu a jogo com os c�es

e vou ter que procurar pela clientela, o teu b�nus � metade.

Remove 5% pelas perdas, 10% para a Sole,

que vai ficar com as contas. Um suborno ou outro�

Os 25%, restantes s�o para ti. S�cias?

Tu n�o me est�s a enganar?

Eu n�o dormiria tranquila.

Acordo?

S�cias. Muito bem.

O que eu mudava na pris�o se pudesse�?

O pior �

Que� temos muito em que pensar.

Pensar muito�

N�o.

Um psic�logo.

Cari, um psic�logo em condi��es para se falar.

Que nos entenda, nos d� conselhos, nos ajude.

Que seja bonito, por volta dos 40 anos, bem, que venha de fato,

que lhe fique bem.

A Zulema pensa muito.

Eu n�o.

Eu sou mais de ac��o.

A cabe�a das pessoas � uma coisa muito complicada.

Aqui as pessoas est�o com uma puta pedrada.

Tu vives com pessoas que n�o est�o bem da cabe�a.

Toca a viver com elas.

Quando est�s duas semanas numa cela, assim, com a mesma roupa,

com a mesma comida e tudo,

acabas, realmente, a subir paredes como uma puta pedrada.

Obrigada.

N�o te d�o tr�gua, eh?

Prender-te,

matar-te � fome�

Um passarinho disse-me�

Que ainda �s cumplice da Zulema.

Eu n�o percebo.

Ela tentou matar-me.

A mim!

N�o leves a mal,

mas eu tinha feito o mesmo.

O que tu queres mais?

A tua filha, certo?

Matavas pela tua filha?

Eu por outro lado, matava por dinheiro.

E o que a Zulema quer mais?

A sua liberdade.

Est� fodido.

Mas se pensares friamente, faz sentido.

De que lado est�s?

Vais-te fazer de amigo da Altagracia, agora?

�Junta-te ao coro�

Essa cabra matou um dos nossos.

Desde que chegou, s� esteve um dia fora do isolamento.

Tu n�o lhe d�s de comer, ela faz todos os turnos�

Essa filha da puta matou o Frutos!

Ela passou-lhe por cima com um autocarro,

e deixou-o na estrada como um c�o.

E � por isso que a apanharam, e ela est� presa aqui dentro.

Tu n�o foste ao funeral dele.

N�o deste a m�o aos seus filhos�

N�o viste a cara dele toda maquilhada para que n�o se percebesse

o inferno que lhe passou por cima da cabe�a.

Olha, � o meu turno.

Acabas de chegar.

Se te p�es do lado dela, vais ter todos n�s contra ti.

N�o te esque�as.

Bom, vou manter isto curto, Goya.

Eu tamb�m n�o gosto da Altagracia.

Eu tamb�m n�o.

� assim que acabamos com ela, certo?

Mas eu gosto muito menos que andes por a�,

a repartir viol�ncia para todo o lado.

Esta situa��o n�o pode continuar assim.

�s mais bruta que um arado, sim?

Ali�s, se continuares assim, vais acabar sozinha.

Bem, eu n�o quero saber.

Sem s�cias.

E � fixe ter s�cias, n�o �?

E sem companheira de cela.

Eu pedi que me transferissem de cela, Goya.

Eu j� n�o aguento mais. Tu assustas-me, mulher.

Num dia exageras, e no seguinte tamb�m.

Olha, tronca, isso de ir de mal com a vida, n�o vale a pena.

N�o vale mais a pena.

Olhem, posso fazer a porra que quiser, eu n�o quero saber.

Vamos l� a ver, Goya.

Qual � o teu problema, porque lutas todos os dias?

Bem, eu n�o sei. Minha querida, ent�o!

O que te ensinou a tua m�e em casa?

Em casa?

Nada.

A mim batiam-me.

Quem te batia?

Bem, a minha m�e.

Porqu�? Por comer.

Ela dizia-me que estava gorda, que eu era uma bola de banha.

Quando eu comia, bang!, na minha cara.

E tu o que fazias?

Bem, eu comia mais.

Eu �a ao frigorifico e comia tudo.

At� rebentar.

Depois, eles levavam-me ao hospital,

e faziam-me uma lavagem ao est�mago.

E no dia seguinte, outra vez.

Eu comia e ela, bang!

Na minha cara.

Goya, podias falar disso com a tua m�e?

Agora que �s maior.

A minha m�e est� morta.

E se ela estivesse viva, agora,

o que lhe dizias, Goya?

Bem�

Eu dizia-lhe para n�o me bater.

Que n�o sou uma bola de banha.

E que me abrace.

Querida�

Nas segundas, quartas e sextas,

Depois do pequeno almo�o, do banho e tudo isso, depois�

Bem eu vou cela a cela recolher a roupa branca.

Roupa da cama, toalhas, tudo isso. Nada de uniformes�

Eu recolho, depois vou para a lavandaria, ponho a lavar,

ponho, bem, a secar. Assim passo todo o dia.

Ent�o, depois, pela tarde�

Eu vou�

N�s vamos�

Isto eu� N�o me lembro.

Desculpem.

Continuem, continuem.

Eu vou�

� s� que esqueci-me, esqueci-me.

N�o sei do que est�vamos a falar.

Hierro.

Quero solicitar um encontro �ntimo.

N�o sabia que tinhas namorado.

N�o tenho. � s� sexo.

Est� bem.

Tens que escrever o pedido e falar com a Mill�n.

N�o.

O encontro que eu quero � contigo.

Calma,

n�o pe�o que te apaixones...

Nem que me salves...

Nem que me d�s flores�

Estou a falar de passar um tempo,

esquecer-nos que estamos dentro deste buraco.

Se te atreves, diz-me.

Desta vez, sem dedos, nem pistolas.

Oh, j� agora,

a Altagracia, a minha amiga,

ela vai fugir.

Est�s a brincar.

Nem pensar.

Quando?

Agora.

Tick, tock�

Porta�

O que ganhas ao contar-me isso?

Se a Altagracia fugir,

ela vai direita onde temos escondido o dinheiro.

Assim todos ganhamos.

Tu evitas uma fuga, e eu protejo o meu dinheiro.

Onde est� ela?

N�o fa�o ideia.

Mas � melhor come�ares � procura dela.

Mill�n,

encontra a Altagracia, agora.

Senta-te.

Aqui?

Ali.

Porque estou aqui?

O que se passa?

N�s vamos as duas fugir daqui, ou n�o vai nenhuma, feij�ozinho.

O que �s tu, uma menina malcriada?

Tu �s muitas coisas, Zulema, mas est�pida, n�o.

O que estavas � espera?

Que confiavas em mim.

Tu est�s a pedir-me para confiar numa cascavel?

A tua amiga Zulema, tra�u-te.

O que pensavas?

Que ias sair pela porta e chamar por um Uber.

Comprar um bilhete de primeira classe para Punta Cana�?

Olha�

A parte dos vesti�rios � a parte mais f�cil.

Dali, as janelas d�o para o parque de estacionamento.

E, entre os carros,

n�o h� visibilidade das torres de vigil�ncia.

E qualquer funcion�rio

Demora uns tr�s ou quatro minutos a sair.

Tu escolheste a pior companhia para organizar uma fuga.

A pior.

O que tu tens de fazer � distra�-los, enquanto eu vou pelos tubos da ventila��o,

at� � zona das caldeiras que est� atr�s das barras.

A sala de visitas est� vazia para a admiss�o.

E revistam as pessoas quando entram,

mas n�o lhes d�o aten��o quando saem.

E v�o directamente para o parque de estacionamento.

A Mill�n estaciona sempre l� fora e deixa sempre as chaves

no bolso do casaco.

Ent�o, assim, se tudo correr bem,

hoje janto fora.

O que vais jantar?

Hierro, vem c� abaixo aos vesti�rios,

temos uma tentativa de fuga.

Bem, eu n�o fui a �nica enganada pela Zulema.

Filha da puta�

Sandoval,

Temos uma tentativa de fuga.

Que n�o saia do recinto.

E se tiverem que disparar, disparem a matar.

Ela est� no parque de estacionamento da galeria sete.

Onde merda vai ela?

N�o h� sa�da ali.

Zulema!

Zulema!

Filha da m�e.

Eu n�o vou a lado nenhum.

Eu n�o vou a lado nenhum!

O que pensavas, que eu queria escapar, escapar, assim?

Vale mais uma mexicana viva l� fora,

que morta aqui dentro.

Era a Altagracia que precisava de fugir, idiota.

Levem-na.

Levem-na!

Eu chinguei-os a todos, cabr�es.

Eu chinguei-os a todos!

Chamo-me Chico Palado

E nasci...

Para ganhar!

Adapta��o para PT-PT (sem AO): EduardoLuzOliveira

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