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PESSOAS, LOCAIS E ORGANIZAÇÕES SÃO FICTÍCIOS
CRIANÇAS E ANIMAIS FORAM FILMADOS COM SEGURANÇA
PROMOTORIA DE SEUL
Como conheceu o Sr. Jeon Sang-ho?
Ele era meu cliente.
Era advogado dele?
Do que o defendeu?
Isso…
Não posso divulgar devido ao sigilo profissional.
E quando o conheceu?
Faz pouco tempo.
Quer dizer
que foi pouco antes da morte dele?
Mais ou menos.
Dr. Shin, está brincando com a minha cara?
Advogado do meu genro?
Parece que o Sr. Jeon o contratou antes de falecer.
Isso é novidade para mim.
Vi rastros dele no escritório do advogado.
Comparei com a letra dele no laboratório, e era igual.
Ele tinha mania de escrever as dúvidas dele em qualquer lugar.
Agora me diz.
Por que o advogado do meu genro veio aqui e se alterou tanto?
Ah, isso…
Acho que é um distúrbio.
Ele vê e ouve coisas.
Se quiser processá-lo…
Não.
A segunda instância da Su-jeong já é demais. Prefiro evitar.
Claro.
Está tarde. Vamos encerrar.
Por que não contou que o Sr. Jeon
fez uma pesquisa pra desenvolver a cura para a doença da sua esposa?
Isso aí não tem nada a ver com o caso.
Seus conhecidos dizem
que o Sr. Jeon queria desistir da pesquisa.
É verdade?
Quem disse isso?
Se for verdade, seria um motivo forte para cometer assassinato.
Já faz 17 anos.
- Querido, a sopa está pronta. - Certo.
A parte de coreano estava difícil, mas dei conta do resto.
Faz aula particular.
Não quero.
Ou…
eu te ajudo.
Aí é pior ainda.
Querida, está tudo bem?
Estou bem.
Acho que dormi pouco.
Não é melhor ir ao médico?
É a terceira vez essa semana.
De acordo com a ressonância…
Esse foi o início.
A doença dela destruiu nossa família.
Querida.
Mãe.
Eu passei a levá-la aos melhores médicos pra achar uma solução,
só que nada funcionava.
Mas eu não podia desistir.
Como eu era cientista, eu mesmo resolvi dar um jeito.
Eu queria conseguir salvar minha esposa.
INTEGRAÇÃO E AJUSTE RESULTADOS
PROCESSANDO DADOS CARREGANDO DADOS
Chegou que horas, pai?
Su-jeong.
Deus não existe.
O que pode salvar sua mãe
é a ciência.
RESULTADO DA ANÁLISE NEGATIVO
Os fracassos me desesperavam.
E eu percebi
que precisava de alguém melhor do que eu.
E esse alguém era o Sr. Jeon Sang-ho, né?
Mas ele deu um basta na pesquisa.
Ficou com ódio dele a ponto de matá-lo, Sr. Kim Tae-jun?
PITTER-PATTER CHURRASCARIA E AÇOUGUE SHIN I-RANG ADVOCACIA
Promotor Kim.
Sim?
O resultado da perícia chegou.
Tinha digitais do Shin I-rang dentro das luvas.
Mas isso não bate com a hora da morte do Jeon Sang-ho.
As digitais devem ser de quando ele desenterrou o corpo.
Isso quer dizer que o Shin I-rang só foi o primeiro a descobrir o corpo?
No momento, é o que parece.
Ele subiu a montanha e achou sozinho?
Quem fez a denúncia?
Foi durante uma chamada de emergência,
mas a denúncia foi anônima.
Jeon Sang-ho?
Como ele fez isso?
Tem que ter explicação.
Coletei e conferi as imagens por perto. Por sorte, você não apareceu.
Excluí tudo assim mesmo.
Muito bem.
Ah…
Siga o Shin I-rang.
Certo.
Vamos te chamar de novo em breve.
Deixe o celular ligado e se prepare pra chamada.
Está bem.
- I-rang. - I-rang, você está bem?
Mãe?
Precisa comer tofu pra trazer sorte, mas a loja não abriu.
LEITE DE SOJA ORIGINAL
Eu estava com fome mesmo.
Valeu, Bong-su.
Tem de vários tipos, bebe à vontade.
Esse está quentinho.
Vocês passaram a noite no carro?
- Por quê? Deviam ter esperado em casa. - Como? Meu filho estava num lugar frio.
Bong-su, preciso ir a um lugar com o I-rang.
Volte com o padre.
Está bem.
Vamos a algum lugar? Que lugar?
Vai descobrir na hora.
- Toma. - Não.
- Pode tomar. - Não, obrigado.
O que é isso?
Está me assustando.
Mãe.
Eu suspeitei desde o começo.
Não parecia ser tão ruim,
então eu pedi pro padre e o Bong-su te ajudarem.
Mas não é certo.
O que deu em você, mãe? Para.
Eu devia ter feito isso no início.
Eu devia ter queimado tudo quando descobri.
Mãe, é meu escritório. É meu trabalho.
E se acontecer algo?
E se você se machucar?
Não vai acontecer. Não vou me machucar.
E se machucar alguém?
Não vou machucar.
- Não vai se repetir. - Como tem tanta certeza?
Porque é tudo…
culpa minha.
Quê?
Eu menti pro Sang-ho sobre o julgamento.
Pra ele não ficar fora de si e piorar tudo,
escondi a verdade dele.
Além de ser assassinado,
ele descobriu que foi enganado por quem escutava ele.
Nem imagino a raiva que ele sentiu.
Isso não é culpa sua.
Você nem nasceu pra esse tipo de trabalho.
Sem mim…
Sem mim, quem vai ouvir a história deles?
- I-rang. - Na cela, eu parei pra pensar.
Pensei no motivo disso tudo,
em quando tudo começou a desandar
e nos erros que cometi pra merecer essas tarefas tão árduas.
Mas aí
percebi que a felicidade que senti graças ao Gang-pung e à Su-a
era muito maior do que as dificuldades que enfrentei.
Em vez de dinheiro, fama e tudo mais,
eu vi como é valioso ajudar almas
e como eu tive sorte
de poder ajudar todos eles.
Quer dizer
que vai continuar?
Sim.
Eu quero.
Vou continuar.
A quem você puxou?
E se o que aconteceu ontem se repetir?
Aí,
eu faço o que pediu.
Tem certeza? Você colocaria um ponto-final nisso?
Sim.
Eu mesmo queimaria os talismãs.
Toma cuidado.
Não pode se machucar nem machucar os outros.
Entendeu?
Vou tomar muito cuidado.
Prometo.
Fica tranquila.
Não sou como o papai.
Obrigado, doutor.
Para com isso.
Eu que sinto muito
e sou grato.
Enfim…
Você desconfiou do seu sogro?
Por isso que foi até ele?
O que te fez pensar isso?
É difícil falar em voz alta?
Não quero esconder nada.
Só quero conferir
com a Su-jeong primeiro.
Quando eu tiver certeza,
eu te conto tudo.
Quer se encontrar com ela? Ela está detida.
Acho que não é uma boa.
Se você se encontrar com ela, vai perder a cabeça, com certeza.
E a comoção de ontem pode se repetir.
Tá.
Eu pergunto pra ela no seu lugar.
O que quer saber?
Mas e eu?
Você vai ficar esperando lá fora
pra não me possuir.
O mais longe possível.
Tá bom.
Bem longe mesmo.
Tá bom.
Olá.
Promotor Kim.
- Quero pedir um favor. - Me responda antes.
Eu soube que levou o Dr. Shin à casa do Sr. Kim.
O que aconteceu?
Eu sinceramente não consigo explicar.
Eu me deixei levar.
Você não costuma se deixar levar, né?
O interrogatório da Sra. Kim Su-jeong já tem data?
Não vai ter interrogatório. Ela se recusou.
Isso só piora a situação dela.
Não sei o que deu nela.
Nem eu.
Preciso da lista de suspeitos, das provas
e do relatório de autópsia do Sr. Jeon.
Estou solicitando oficialmente, como advogada da Sra. Kim.
Alô.
O Dr. Shin entrou no Centro de Detenção.
Por quê?
A Kim Su-jeong, esposa do Jeon Sang-ho, está lá.
Conhece algum guarda de lá?
Espero que esteja bem. Sim.
Não se preocupe.
Gravar é moleza.
O que foi isso?
Detenta 1023, Kim Su-jeong.
Cadê minha caneta?
Será que esqueci de trazer?
Doutor.
Por que está aqui? Cai fora.
Algum problema?
Não, imagina.
- Esse homem… - Deixa comigo. Sai.
Preciso ficar.
É regra nossa ter um guarda presente nas visitas comuns.
Não é uma visita comum.
Sou advogado.
Entendi.
E deixei isso anotado no pedido de visita.
Pelo jeito,
não vi essa parte.
Agora pode me dar licença?
Claro.
Espera.
Essa…
O que tem ela?
Pode me emprestar?
Eu devolvo assim que sair.
Sim, obrig…
Quer dizer…
Não se esqueça de me devolver depois.
Sim, claro.
Certo.
Essa não.
Eu soube…
que encontrou o corpo do meu marido.
Era ele mesmo?
Era meu marido mesmo, o Sang-ho?
Era.
Infelizmente, era o Sr. Jeon Sang-ho.
Então era ele mesmo…
Doutor.
Ele não fez nada de errado.
Se não tivesse se casado comigo, viveria como um cientista genial.
Ele morreu porque teve o azar de se casar comigo.
Me sinto péssima por ele.
Dr. Shin?
Por que está chorando?
Su-jeong…
Oi?
Sou eu, o Sang-ho.
Seu marido.
Jeon Sang-ho.
Como assim?
Ficou maluco?
Com licença.
- Guarda. - Bateu uma fome.
Bateu uma fome.
Bateu uma fome do nada.
Bateu mesmo.
Está todo mundo com fome. Vamos comer?
- Pode ser. - O que vamos querer?
Eu achava difícil dizer "te amo",
então, em vez disso,
falar "bateu uma fome" virou nosso sinal secreto.
É você mesmo, Sang-ho?
Nosso primeiro beijo
foi dia 4 de setembro de 2018,
no closet lá de casa.
A gente queria se casar dia 2 de janeiro, aniversário de Isaac Asimov.
Eu te procurei tanto.
Por quê?
Achou que eu tivesse escondido a cura antes de morrer?
Não era isso.
Sei.
Sinceramente,
seu amor pela sua família me atraiu.
Eu admito.
Você sacrificou tudo pela sua amada família.
Eu senti que seria feliz
se me casasse com alguém assim.
Mas…
acontece que eu não era família.
Cadê as boas novas?
E se der tudo errado?
Tenha paciência, pai.
Vamos confiar no Sang-ho.
Eu esperei esse tempo todo!
Só falei isso porque não teve progresso!
Para a sua família, eu era um estranho que você escolheu
por pura necessidade.
Não.
Não fui atrás de você
só por causa da cura.
Mas se,
como a polícia disse…
você estivesse morto mesmo…
eu queria fazer de tudo pra te contar o que eu sentia.
Para de mentir.
Seu pai me matou.
Você até confessou.
Não mente.
Meu pai te matou? Que história é essa?
Eu não confessei porque ele te matou.
Mas então…
por que se entregou?
Ninguém pode provar…
que o papai estava em casa na hora do assassinato.
Se ele for preso…
Você já sabe.
A mamãe precisa do papai 100% do tempo.
Você confessou
por esse motivo ridículo?
Mas e o U-ju?
Sem você, o U-ju…
O U-ju precisa de você!
O U-ju…
sobreviveria sem mim.
A mamãe morreria sem o papai.
Eu não tive escolha.
Sinto muito, Sang-ho.
Meus olhos ficaram vermelhos.
Desculpa.
Você não devia ter vindo.
Eu falei pra não vir.
E eu não ia vir mesmo.
Caneta.
A caneta.
É mesmo.
- Esqueci de devolver pra ele. - Não é só uma caneta.
É um gravador.
Quê?
Nossa, estou sem palavras.
Por quê? O que aconteceu?
Cadê o gravador?
Olha aqui…
Esse Shin I-rang é um lunático.
Com licença. Está com a minha caneta.
Não me encosta.
Eu mandei devolver minha caneta.
Posso viver num casulo, mas não me subestime.
Até casulos se transformam.
E ratos encurralados revidam.
Sacou?
Tem alguém me observando?
Sim, sem dúvidas. Não tem outra explicação.
Depois a gente vê isso.
O que a Sra. Kim disse?
O pai dela é cúmplice?
Não.
Quem é o culpado, então?
A Su-jeong.
Até acharem o culpado de verdade,
as pessoas precisam achar que ela é a assassina.
Ele desistiu da cura?
Caso achassem que era um motivo pro assassinato,
o Kim Tae-jun escondeu a doença da esposa e a pesquisa do Jeon Sang-ho.
Então tanto a Kim Su-jeong quanto o Kim Tae-jun têm um motivo.
Suspeita de quem?
No momento, estou pensando num terceiro.
Outro suspeito?
Sim. Mas preciso investigar.
Você não é detetive, Dra. Han.
A Kim Su-jeong não quer advogados.
Tem horas que é melhor deixar pra lá.
A Kim Su-jeong será inocentada se provarem a culpa do assassino.
- Qual é o seu plano? - Falar com alguém que possa provar isso.
O U-ju…
sobreviveria sem mim.
A mamãe morreria sem o papai.
Acabou.
Então tentou desenvolver uma cura para a sua sogra.
Os três queriam proteger pessoas amadas.
Entendo seu sentimento.
Aonde vai?
Comer num restaurante.
Quê?
Encher a pança, recuperar a energia e achar o culpado.
Mas, se for o Kim Tae-jun,
ele vai ser preso.
É meu dever como seu advogado.
O Shin I-rang?
Ele sabia exatamente onde o assassinato tinha ocorrido.
A Kim Su-jeong assassinou brutalmente o marido no banheiro.
Ela nega, mas é mentira.
Ele localizou o corpo.
E deve saber de mais coisas.
E aí?
Vou usar ele a meu favor.
Eu também tenho meus truques.
Pedir desculpa?
Eu perdi a paciência no seu escritório.
Não te entendi direito e não quis te escutar.
Eu fui dura com você.
Sinto muito.
Então acredita em mim?
Sobre o espírito do Sang-ho?
Eu acredito em você.
Isso que importa, né?
Que alívio.
Na verdade, a última coisa que você disse me magoou.
Você disse que eu usava o sofrimento alheio.
Isso…
Entendi.
Mas, agora que sei como se sente, está tudo bem.
Por que não vamos ao meu escritório
em vez de conversar aqui?
E eu te apresento ao Sang-ho.
EDIFÍCIO OKCHEON
Estou odiando isso.
Essa é a Dra. Han Na-hyun. Ela é advogada da Sra. Kim Su-jeong.
E este é
o Jeon Sang-ho, marido da Sra. Kim.
Olá.
Olá.
Muito bom.
Não é tão esquisito assim, né?
Tem alguma pergunta pro Sang-ho?
Eu tenho muitas perguntas
sobre esse caso.
Tem muitas dúvidas no ar,
mas a Sra. Kim não me responde nada.
Pergunta pra ele.
Ele vai te contar tudo o que sabe.
Quero saber se aconteceu algo incomum na noite do assassinato.
Depois de discutir com a minha esposa, eu fui pro escritório.
Ela subiu e caiu no sono na hora.
Ele discutiu com a Su-jeong e foi pro escritório. E ela caiu no sono.
Pensando bem, é estranho.
Tem certeza de que não ouviu nada
na noite do assassinato do seu marido?
Tenho.
Eu me deitei e apaguei.
Quando acordei, já era de manhã.
A saúde mental dela estava fragilizada.
Ela até brigou feio com o marido naquele dia.
Como ela dormiu tão profundamente, a ponto de não ouvir nada?
Pode ter sido por causa do chá de camomila dela.
Depois do U-ju nascer, a Su-jeong teve insônia.
Mas o chá de camomila do Hyo-jung ajudava ela a dormir bem.
Camomila?
Camomila?
Ele diz que um tal de Hyo-jung dava chá de camomila pra ela.
Hyo-jung?
É sobre o Gu Hyo-jung?
Sim. Isso mesmo.
- Como conhece essa pessoa? - Ele estava no laboratório do Sr. Jeon.
Entendi.
Pelo jeito, esse homem é muito prestativo.
Ou ele pode ter
uma quedinha pela Su-jeong.
Não deve ter mais.
Então ele tinha?
O Hyo-jung tinha uma quedinha pela Su-jeong.
Descobri por acaso.
Ele não fez nada depois do casamento.
Pensei: "Deve ter superado."
Amor obsessivo foi motivo para vários assassinatos.
Não foi ele.
O culpado não é forte e tem mais de 1,80m?
Ele tem mais ou menos 1,70 e é magrinho.
O Gu Hyo-jung é baixo e…
Eu sei que ele é baixo e magrinho.
Mas ele…
É um prazer.
Olá.
Ele é magro, mas tonificado.
A mão dele é calejada.
E ele me deu informações que eu nem pedi.
Tem dormitório pros pesquisadores.
A gente quase não vai pra casa por causa do trabalho.
Como se ele estivesse tirando o corpo fora.
Sei.
O Sang-ho tinha as melhores pesquisas, e o chefe usou isso pra salvar a esposa.
Ao mesmo tempo, ele me fez suspeitar do Kim Tae-jun.
Do que está falando?
- Fingi ignorância. - Assumiu a culpa por quem?
E ele foi brusco.
Não é óbvio?
Pelo chefe.
Amor obsessivo é um motivo para assassinato,
mas, pro Gu Hyo-jung, era coisa do passado.
Tem mais algum motivo pra suspeitar dele?
O Gu Hyo-jung pesquisava clonagem animal.
O Tae-jun encerrou a pesquisa.
…IMPEDIU PESQUISAS ANTIÉTICAS…
E o Hyo-jung acha que o Tae-jun obrigou a filha a se casar com o Sang-ho
porque só queria saber de uma cura para a doença da esposa.
O que mais me fez suspeitar do Gu Hyo-jung
foi a autópsia do Sr. Jeon.
FENÔMENOS POST-MORTEM
O culpado não o matou com um só golpe.
…GOLPES SUCESSIVOS…
Ele deu golpes que não eram fatais. Eu não sabia por quê.
Aí eu lembrei
dos óculos dele.
Pela espessura e o formato das lentes, ele devia ter hipermetropia forte.
O homicídio aconteceu no banheiro.
Óculos velhos embaçam com mais facilidade.
Com hipermetropia e óculos embaçados, ele teve que dar vários golpes.
O problema é a hora estimada da morte.
O Gu Hyo-jung tem um álibi forte.
Eu conferi os álibis dos pesquisadores.
O Gu Hyo-jung passou o dia no laboratório. E diz que dormiu no dormitório.
Inclusive, a câmera da entrada
pegou ele entrando, mas não saindo.
O laboratório
tem uma passagem que as câmeras não pegam.
É pro transporte de animais mortos
passar despercebido pelos ativistas.
Não tem nenhuma câmera lá.
Mas…
Não.
Essa suposição é irracional. Não existem provas confiáveis.
Está com o relatório da autópsia?
Por que pergunta?
Já falei que ele tem álibi.
O Sang-ho disse que tem uma saída sem câmeras.
E ele viu alguma coisa quando foi atacado.
A opinião do médico-legista sobre a arma do crime
pode ajudá-lo a se lembrar melhor.
Não acredita em mim?
"Acredita-se que a arma do crime seja um tubo arredondado de metal
com 7,5cm de diâmetro e um gancho na ponta."
Um tubo arredondado de metal com 7,5cm de diâmetro e um gancho?
Ei.
Você engordou.
Deve estar confortável aqui.
O que está fazendo?
Ah…
Estava brincando com eles.
Não faz isso.
Pode ser divertido pra você, mas pra eles não é.
Por que o Hyo-jung…
O Hyo-jung é um pesquisador sênior.
Então…
ele deve ser o próximo chefe.
Poucos dias atrás, o Kim Tae-jun pediu demissão.
NOMEAÇÃO GU HYO-JUNG
Do triste incidente…
INAUGURAÇÃO
…da morte do nosso ex-pesquisador…
à demissão repentina do chefe Kim Tae-jun,
o laboratório tem sofrido.
Mas, nesses momentos,
precisamos refletir sobre o passado e fazer planos para o futuro.
Como seu novo chefe,
pretendo restabelecer a pesquisa de clonagem animal,
que foi encerrada pelo antigo chefe.
Obrigado.
PITTER-PATTER CHURRASCARIA E AÇOUGUE SHIN I-RANG ADVOCACIA
Oi.
Viemos entregar mais um pedido de carne para o refeitório.
Um momento.
É urgente. Se nos atrasarmos, vão ficar sem porco apimentado.
E é o preferido do pessoal.
- É de comer rezando. - É mesmo.
A carne vai estragar.
- Abriu. Obrigado. - Obrigado! Tudo de bom!
JEON SANG-HO
LABORATÓRIO DE ANIMAIS CARTÃO E PROTEÇÃO NECESSÁRIOS
- Bong-su. - Está aberto?
Onde será que está?
Vamos alimentar os animais antes.
Tá bom.
Nossa… Tá, estou chegando com umas frutinhas gostosas.
Esperem aí.
Uma pra você.
Isso. Calma.
Bom apetite.
Assim não dá.
Espera.
Isso é carne de primeira.
Eu falei pra sua mãe que a gente precisava de carne, e ela mandou isso.
Nossa, nem eu como essas coisas.
Os animais se acalmaram. Vamos guardar pra gente?
- Que tal? - Vamos.
Você ia procurar uma coisa. Como é?
É um tubo de metal de um metro com um gancho na ponta.
Gancho?
DR. SHIN I-RANG
Alô.
- Onde está? - Na promotoria.
Vim pedir para analisarem o chá de camomila da Sra. Kim
e investigarem o Gu Hyo-jung.
Duvido que adiante.
Mesmo se tiver um sedativo,
não será uma prova incontestável.
Se não tomarmos cuidado, o Gu Hyo-jung pode perceber e fugir.
É mais razoável do que depender só da memória do Sr. Jeon.
Faz sentido.
Mas, com esse método nada razoável, eu achei a arma do crime.
Achou a arma do crime?
Onde?
No laboratório.
Tem certeza?
Sim.
Só que…
tem mais de uma.
Mas eu tenho certeza de que é uma delas.
Mesmo se tiver acertado sem querer,
ela deve ter sido lavada e limpa,
então não vai ter mais o DNA do Gu Hyo-jung.
E qualquer um do laboratório tem acesso a ela.
Não tem como provar que foi ele.
Tem razão.
Por isso, bolei outro plano.
Vou precisar da sua ajuda.
Minha ajuda?
DRA. HAN NA-HYUN
Alô.
Oi, é a advogada Han Na-hyun. Se lembra de mim?
Sim, a advogada da Su-jeong. Como posso ajudar?
Sabia que o Sr. Jeon tinha um advogado?
Não sabia. Isso é novidade.
Eu te enviei uma foto. Pode olhar?
É a letra do Sang-ho. O que é?
Eu fui ao escritório desse advogado.
Isso estava no quadro.
É mesmo?
E ele falou uma coisa engraçada. Ele disse que o culpado era outro.
Aí ele saiu na pressa. Estou seguindo ele.
Acho que ele foi ao laboratório.
Vou até lá agora mesmo.
Eu aviso quando estiver perto.
DR. SHIN I-RANG
Ele vai ao laboratório.
Mandou bem.
E agora?
Vou conseguir uma confissão.
Por acaso,
sou muito bom nisso.
Tem certeza?
Sim, eu vi ele entrando no laboratório de animais.
Mas tem uma coisa que não te contei.
A promotoria não divulgou,
mas foi esse advogado que encontrou o corpo do Sr. Jeon.
É mesmo?
Isso vai soar estranho,
mas diz ele que é vidente.
O espírito do Sang-ho o possuiu.
Aí ele escreveu com a letra dele e achou o corpo.
Será que a gente corre perigo e precisa de ajuda?
O Sang-ho foi morto, e a Su-jeong foi presa.
As coisas já estão malucas. Eu mesmo dou um jeito nisso.
Por que está tremendo?
Tem medo de fantasmas?
Que nada. Eu sou um cientista.
Fantasmas não existem.
Deixa que eu vou sozinho.
Por quê? Eu vou com…
Não!
É que…
O cheiro é horrível, e alguns animais são violentos. É melhor não entrar.
Está bem.
ÁREA RESTRITA LABORATÓRIO DE ANIMAIS
Olá?
Tem alguém aqui?
Olá?
Tem alguém aqui?
Você veio, Gu Hyo-jung.
Quem é você? É o advogado?
A ficha ainda não caiu.
Por acaso ainda pareço
ser um advogado?
O que mais seria…
Ele está vindo.
Ele está vindo!
Quem está vindo?
Aquele que você matou.
O Jeon Sang-ho.
- Sang-ho? - Sabe o pedido dele?
Invocá-lo caso ele morresse.
Isso é absurdo.
Olha lá.
Ele chegou.
É a fórmula da cura.
Por quê?
Eu não fiz nada para você.
Não.
Por que me matou?
Um fantasma! Socorro!
Um fantasma…
UMA HORA ATRÁS
Que nervosismo! Nunca interpretei uma pessoa real. Como estou?
Até que lembra o Sang-ho.
Sério? Que bom.
Mas e a voz?
Esse dispositivo usa IA pra modificar a voz.
É só falar perto dele.
- Beleza. - Boa.
Tá. Escuta.
Se minha atuação for boa, ele vai surtar e tentar fugir.
Quando o fantasma voador de mentira der mais medo ainda,
faço ele confessar.
Só precisa gravar tudo.
- Tá? Tá. - Beleza.
Vocês superdimensionaram? Essa sobretensão pode causar um incêndio.
- Bong-su. - Oi?
O Sang-ho quer saber se superdimensionamos.
Isso não importa! O importante nos filmes é o sentimento.
Fala sério…
O negócio é o sentimento.
Confesse.
Confesse que me matou!
Cadê você?
Cadê você?
Apareça!
Cadê você?
Como pôde fazer aquilo comigo?
Quando você estragou equipamentos caros,
eu levei a culpa.
Sang-ho?
Eu banquei a cirurgia da sua mãe.
Como pôde fazer aquilo comigo?
É você mesmo?
Eu sempre fui bom pra você.
Não faz sentido.
Achou que era só me matar?
Que aí se livraria de mim?
Eu vi você morrer com meus próprios olhos.
Sim, foi assim que eu morri.
Mas olha só.
Eu voltei
por causa da mágoa.
Não consegui descansar em paz.
Desculpa.
Desculpa, Sang-ho.
Espera. Preciso gravar isso.
Espera aí.
Por que não funciona?
Essa não!
I-rang, pegou fogo!
Droga.
Um extintor.
Desculpa, Sang-ho. Desculpa!
Eu achei injusto.
A Su-jeong e o chefe só contavam comigo até você aparecer.
Mas eles viraram as costas pra mim.
O plano não era te matar.
Mentiroso!
Até levou a arma do crime.
Isso…
É que eu…
Tem noção de como é horrível morrer?
Tem noção de como é doloroso
deixar uma família pra trás?
O que…
Como é que é?
É tudo de mentira!
- Você me enganou. - Espera.
Larga isso. Vamos conversar.
Conversar?
Conversar? Você descobriu o que eu fiz!
Morra logo.
É melhor assim.
Dr. Shin!
Eu mandei esperar lá fora!
Por que não ouviu?
Espera!
Não faz isso!
ABRIR
Dra. Han!
Obrigado!
Meu nome é Shin I-rang.
- Kim Dong-jun. - Presente.
Quando eu era novo, as crianças zoavam meu nome.
- Shin I-rang. - Presente.
"Xinais" de quê?
- De ira da anga? - Ou de anhangá? Tipo o espírito!
Espírito!
Na época, eu nem ligava muito,
mas quem diria que eu ajudaria os espíritos?
Não é tão ruim assim.
Não.
Até sinto orgulho quando a justiça prevalece.
E tem uma coisa que eu percebi agora.
Não é sempre a vingança
que motiva a visita dos fantasmas.
INTEGRAÇÃO E AJUSTE
RESULTADO DA ANÁLISE NEGATIVO
Deu certo.
Deu certo.
RESULTADO DA ANÁLISE POSITIVO
A cura foi desenvolvida graças ao trabalho do bondoso Sang-ho.
- Mãe, está me ouvindo? - Querida.
A mãe da Su-jeong está melhorando devagar.
E a família dela voltou a ter paz.
Mãe, esse é o U-ju.
Obrigada, Sang-ho.
Graças a você,
conseguimos força para continuar vivendo.
Vou fazer de tudo pra criar
nosso filho.
Não precisa se preocupar.
Eu te amo.
Papai, eu te amo.
Vamos, U-ju.
Olá.
Muito obrigada.
Você fez um milagre.
Não fui eu. Você sabe disso.
Sei, sim.
Foi meu marido Sang-ho.
Mas seria impossível sem a sua ajuda.
Muito obrigada mesmo.
Doutor.
Muito obrigado.
Espero que descanse em paz.
Sim.
E eu
percebi o valor de quem está ao meu redor.
Ele não se machucou.
Que bom.
Minha mãe indiferente, mas preocupada.
- Está boa. - É? Também quero.
- Como está? - Boa demais.
Carne de primeira!
O I-rang vai adorar.
O rosto do titio não ficou vermelho como bunda de macaco.
E minha família que demonstra tanto afeto.
SHIN I-RANG ADVOCACIA
E outra pessoa.
A Dra. Han, que escolheu acreditar, apesar de soar absurdo.
ASSOCIADA HAN NA-HYUN
Qual é a do Shin I-rang?
Dra. Han!
Obrigado!
Não importa.
Eu venci.
VITÓRIA CLIENTE KIM SU-JEONG
SUA ENCOMENDA CHEGOU EM SEGURANÇA
O Dr. Shin mandou o gravador pro guarda
com desculpas por escrito por levar ele.
Ele é bonzinho ou burro?
Dá o play.
O gravador vai me ajudar a descobrir o plano dele.
GRAVAÇÃO 001
Você vem atrás de mim Mas eu avanço correndo
Eu atravesso a sua mesa Não estou nem aí
Quem se mete comigo acaba pagando
Sou um fogo quente, quente
Antes que eu me espalhe Alguém precisa me deter
Me deter
Me deter, me deter, me deter
Esse é doido varrido.
Dr. Shin, você está bem?
Estou.
É que não dormi direito esses dias.
Está pálido. Vai pra casa descansar.
Tá. Vou organizar uma papelada e vou.
Estou bem. Pode ir na frente.
- Não demora demais. - Tá bom.
EDIFÍCIO OKCHEON
DR. SHIN I-RANG
SHIN I-RANG ADVOCACIA
De novo?
Nada de fantasmas?
Ele está limpando pros clientes vivos.
Todo animado.
Viva a independência do I-rang!
- Quer um caso? - Você é demais.
Tenho experiência em casos de venda na planta.
- Está bem. - Dra. Han?
- O que faz aqui? - Não interessa.
Qual é!
É a Construtora Seongmyeong. É um esquema de vendas na planta.
- Uma gangue das construções? - Sabe lutar, né?
Seus safados!
Legendas: Raissa Duboc
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