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Daniel.
Lucinda.
- Vai para a capela. - Para te protegeres.
Eu fico com ele.
- O Pária vem aí, não é seguro. - Não quero saber.
Posso tratá-lo, mas não posso proteger-te.
Ajuda-me a levantá-lo.
- Não, não, não... - Vamos.
Não! Não quero ir.
Não.
- Para onde vão? - Para um lugar seguro.
Não vou deixá-lo com vocês. Esperem!
Não vou deixá-lo com vocês!
Lucinda.
Vais ficar bem.
Não! Eu sei o que tu fazes...
Ouve, vou tratar dele, mas não contigo aqui.
Tens de sair.
Os patógenos aqui podem matar-nos a todos.
Deixa-me fazer o meu trabalho.
Luce.
Tira-a daqui!
Lucinda.
FALLEN: LUZ E SOMBRA
O que é que ele vai fazer?
- Vai ajudá-lo. - Conheço o trabalho dele.
O hospital fica a mais de 320 km daqui.
Achas que o Daniel pode esperar? Anda.
- Vamos diretas para a capela. - Porquê?
- Aquele lugar é um escudo. - Um escudo?
Chegada prevista em 10 min.
Entendido. A capela está segura.
Vou informar agora.
Porque voltaste?
Apanharam-me.
Depois de tudo...
- Olá. - E o Daniel?
Avisamos quando soubermos.
O que tem o Daniel?
Ele... ele magoou-se.
Ele vai ficar bem?
Não sei. O Howson vai operá-lo.
- Está com aquele doente? - Não havia outra hipótese.
Então para com isso.
Bem, é uma pena ver-te de volta aqui.
Mas bem-vinda à festa.
Vão ficar seguras aqui. Não usem o rádio.
Até quando vamos ficar aqui?
Bem... só até ser seguro,
ao que parece.
Não gosto de não saber o que se passa.
Pois, ele não deu detalhes, só mandou esperar aqui.
Isto não me cheira bem.
O transformador atingido parou. Vamos tentar reativá-lo.
Vais tomar isso?
Vou.
Porquê?
Tive um ataque de pânico.
E o Dr. Howson deu-me isto.
Eu tomo praticamente tudo, mas nem eu tomo isso.
Olha, não os tomes.
Confia em mim.
- Porquê? - Porque confias neles?
Porque é que eu não haveria de confiar?
Este é o nosso lar, e eles cuidam de nós.
Já não tenho mais ninguém, por isso...
Eu também não tenho mais ninguém, por isso...
É normal ter medo, está bem?
Duas residentes vão entrar na capela.
Olá, pessoal.
Vejam quem voltou.
Meu Deus.
Espera, eu vi que estavas...
Desculpa, mas aquelas marcas...
A Cassie precisa de saber.
A Cassie pode falar por si.
Deves ser a Luce.
Sou.
Já ouvi falar muito de ti.
- Então... - Olá. O que aconteceu?
Onde estavas?
Ficaste assim quando voltaste?
Não.
Já estive mal umas dez vezes.
Fui empalado, queimado, atropelado por um tanque.
Mas é sempre igual,
fico às portas da morte e depois curo-me.
Mas ela morreu mesmo.
Achas que ela se lembra?
Não sei.
As marcas que ela tinha quando a vi
são idênticas às que o Daniel tem agora.
O contágio está rápido demais.
Não há tempo para entubar. Dá-me anestesia local, 10 cc.
Temos de encontrar o estilhaço antes que infete o coração.
- O que aconteceu ao Daniel? - Foi atacado por um Pária.
O quê? O que é isso? Um Pária?
Era aquela coisa no lago, lembram-se?
Tentou puxar-me e agora anda à solta na instituição.
- Então é uma criatura? - Não sei bem.
- Muda de aparência. - Como assim?
Pode parecer-se com qualquer pessoa.
Um de nós pode ser o Pária?
Nem comeces.
Consigo ouvi-lo quando está perto,
na minha cabeça, como se comunicasse.
Ótimo. Um transmorfo telepata à solta.
Este sítio está cada vez melhor!
Calma, aposto que a capela e o guarda nos protegem.
- Achas piada? - Estamos fechados aqui.
Petiscos para um demónio devorador!
- Agora é devorador? - Vamos fugir.
Fugir para onde?
- Os Anciãos vão resolver isto. - És tão previsível.
Devíamos ficar e lutar.
Eu sei o que essa coisa é, está bem?
Por isso, se querem sobreviver, vão ouvir-me.
Espera.
Acho que consegui.
- "X". - Não!
- Tipo um beijo. - Não... um X é assim.
- Está bem, e então? - Não sentes a diferença?
Acho que a tua arte deixa a desejar.
Discordo. A minha arte é perfeita.
Deixa-me decidir, se faz favor.
Pronto?
- Tenho de ir. - Não.
- Tenho, sim. - Não.
Espera. Vou chegar atrasado.
E então?
Vão despedir-me.
Assim podemos ficar o dia todo na cama.
Como, se não pudermos pagar a cama?
Tu também vais chegar atrasada.
Vou ter saudades.
Então? Volto e ainda estás na cama?
Ias gostar disso.
Ia mesmo.
Infelizmente não, mas volto às 17h.
Adeus.
Daniel?
Diz.
Tudo bem.
- Até logo. - Até logo.
Agora vai mais devagar. A cuba.
Estas criaturas...
...foram expulsas do seu lar.
Cegas, em chamas, caíram na Terra.
Agora estão entre nós, escondidas à vista de todos,
a tentar regressar.
Farão tudo por isso, por isso, até a percebermos,
não podemos confiar em ninguém.
Vá lá...
- Parece um conto de fadas. - Podemos chamar-lhe isso.
A última coisa de que me lembro foi de enfrentar uma na caravana.
As armas delas causam ferimentos terríveis.
Mas... todos nós nos curamos, não é?
Não deste tipo de ferimento. E é muito rápido.
Nem tive tempo de disparar, e nem ia adiantar.
Transformador desligado.
Trancas e câmaras desativadas.
Dirijam-se imediatamente ao arquivo para vossa segurança.
A rede elétrica mantém-se estável lá.
Sinto-me mesmo segura sem trancas.
E se...
estiverem todos mortos?
Como saberíamos? Ninguém comunicou.
"Deve estar a funcionar."
Não.
Mandaram-nos ficar aqui e não usar isto.
Está bem. Então vou-me embora.
Vem comigo, se quiseres.
Espera!
Removi a área necrótica.
Ele deve recuperar.
Não foram detetados mais patógenos.
Ele está fora de perigo.
Lamento.
Não percebo.
Já vi aquele tipo algumas vezes
e tenho um mau pressentimento.
Estão a seguir-nos, por isso vamos sair daqui, está bem?
Confia em mim.
Eu confio.
Anda, deixa que eu trato disso.
Pronto.
Estás bem?
Estou.
Então vamos.
- O que se passa? - Não sei.
Perdi a visibilidade.
Só vi que o Pária ia para a capela.
Onde está toda a gente?
Os guardas vão levá-los para o arquivo.
É um sistema separado, com gerador e escudo próprios.
É seguro levá-los?
Deixa isso comigo, Sophia.
Posso ajudar.
Roubaste uma página da profecia.
O Clifford atraiu a Lucinda para aquela... criatura.
E vou confiar em ti?
Todos os sistemas estão instáveis.
Quando a energia voltar, eu própria vou caçar aquilo.
Sempre prática, minha irmã.
Se isso foi sarcasmo, não tenho paciência.
Como está a Cassie?
Bem, tanto quanto sei. Está com os outros.
Precisamos dela no Dia da Decisão.
Vamos concentrar-nos em manter todos vivos, sim?
Pela graça d'Ele.
Pela graça d'Ele.
- Dá-me a arma. - Mas preferes facas.
Sou um enigma, Roland. Habitua-te.
- Para onde vai ele? - Para o arquivo.
Tem trancas e rede próprias.
- Porque não fomos lá antes? - Estão a improvisar.
Olha, queria perguntar-te.
Vi um corpo numa cápsula no laboratório.
- Era igual a mim. - Não era a Arriane?
- Parecia um clone, algo assim. - Um clone?
- Sei o que vi. - Acredito em ti.
Desculpem. Esperem um instante.
O que foi?
As marcas estão a voltar.
Está bem.
Tudo bem, vamos tratar de ti. Vamos continuar.
Para onde vai ele?
Esperem aqui.
Ao menos deixa uma arma.
Falta muito?
Estamos perto. Já estive aqui.
O corpo que viste não era um clone.
Sabes o que é?
Só sei metade da história.
Vamos falar com o Daniel.
Esperem.
Estou a sentir algo.
Por aqui!
Não sabemos o caminho nem temos rádio.
Despacha-te! Vamos, vamos!
- Já localizaram o Pária? - Infelizmente, não.
- E os residentes? - Estão a caminho do arquivo.
A Miriam vai caçar a criatura assim que puder.
Obrigado, enfermeira Ryan.
Bem, consegui extrair o estilhaço
e eliminar as toxinas.
O seu tratamento é admirável.
- É o meu trabalho. - Claro.
Depois do que ele fez ao seu irmão,
- seria compreensível que... - Sophia...
Deve sentir-se assombrado por isso.
Tive sorte em sobreviver, mas é um grande peso.
Ouça, quando tudo acabar,
gostava de saber o que sente,
mas tenho de me concentrar.
Tenho de o manter vivo.
Se quiseres saber mais sobre o teu ataque de pânico,
devias ver as imagens do dia da fogueira.
Sim, talvez. Estamos no caminho certo?
- Tu é que trabalhas aqui. - Mas não usamos os túneis.
Eram abrigos de guerra da WW2 e tornaram-se passagens...
Não quero uma visita guiada.
Espero que seja por aqui.
"Espero"? Ótimo...
Há várias referências na profecia
sobre salvar alguém de uma seta estelar.
E então?
Mas nada específico.
É taquicardia ventricular.
Preciso de 100 mg deste frasco de lidocaína.
Está bem.
Ele precisa de fluidos para lhe subir a pressão.
Obrigado.
Não tenho tudo o que preciso aqui,
por isso segure a bolsa no alto e vamos andando.
Vamos para a clínica.
Vamos pelo caminho mais longo para despistá-los.
Está bem. O importante é ficarmos juntos.
Claro.
- Ouviste alguma coisa? - Acho que não.
- O que achas que ouviste? - Porque parámos?
Luce?
- Nada. - O arquivo é já ali.
Se o Pária estiver lá, temos um problema.
- Luce. - Espera, Luce.
Está tudo bem.
O que estão a fazer aqui?
Achei que era o caminho errado. Que bom ver-vos!
- Cassie. - Voltei.
- Tens crachá? - Tenho.
Ótimo. Vamos precisar dele na sala.
Fica ali à esquerda.
O que se passa?
Ele chegou. Temos de ir.
- Vamos! - Para o arquivo!
Dá-me isso!
Luce.
- É o campo de força. - Vai aguentar?
Esperemos que sim.
- Achas que já foi embora? - Vamos esperar um pouco.
Talvez tenha ido atrás de outros.
Estamos no arquivo, a aguardar instruções.
O rádio não funciona aqui.
Já que estamos presos, vamos procurar algo útil.
O transformador vai estabilizar.
O Pária está à porta do arquivo.
Já tentei a minha data e a inauguração da escola.
- Mais alguma ideia? - Eu tenho.
Sophia, qual é o código do arsenal?
- Ela ignorou-me. - Não a censuro.
Nada no monitor. Onde estás?
Estamos aqui há imenso tempo.
Então, quando é que nos vêm buscar?
Quando o Roland tiver as armas, saímos.
A fechadura é eletromagnética.
Vai demorar um minuto. Ou três.
- Sabes o código? - Armas não são comigo.
Pessoal, olhem! Somos nós!
- O que é isto? - Luce.
- Roland. - É da chegada.
São as coisas que trouxeram.
Cassie.
- Cam. - Meu Deus...
Minha querida...
Quem é a Mary Margaret Zane?
Presente.
Nem mais uma palavra.
Já que temos tempo, que tal uma aula de história?
Bolas...
Que fixe...
Nossa, eu estava tão bonita...
Tinham de guardar as nossas coisas em algum lado.
Assim não pareces um completo idiota.
- Posso ver? - Podes.
Olha.
Este é o número.
Durante o ajuste de memória, apagaram as minhas lembranças,
mas não conseguiram apagar este número.
Foi a única coisa que ficou.
Por isso querias um telemóvel.
Eu sabia que era importante.
Será que há uma para mim?
Há. Aqui.
Quem são estas pessoas?
Não te lembras de ninguém?
Não.
Bem, quando sairmos, podemos ajudar-te a procurá-las.
Só tenho tralha. Tens dinheiro nas tuas coisas?
Revistas?
Tenho de sair daqui e ver se o Daniel está bem.
E pôr-nos a todos em risco?
Ele é forte, está bem? Vai ficar bem.
Nem devíamos estar aqui! Nós fugimos!
Se não fosse o Howson, já estaríamos longe
o Daniel estaria bem,
e nem sequer estaríamos aqui.
Sabem...
O Daniel achava que alguém tinha avisado o Howson da fuga.
Não achas que fui eu, pois não?
Fiquei magoada, mas queria que fosses feliz.
Além disso, disseste que voltarias, e eu acreditei.
Sou inocente. Ele já tinha fugido antes, e não disse nada.
Mas tu não sabias que ele ia embora.
Ataquei um tipo com uma faca por vossa causa. Ia denunciá-los?
E tu, Roland?
Engano os Anciãos constantemente. Porque haveria de ajudá-los?
Para os agradar.
Quando estavas a planear a fuga, falei com o Marv.
Quando te apanharam, perdi o meu esquema.
Porque faria eu isso?
Sei que nem sempre ajudei, mas arranjei a chave do jipe,
- por isso não fui eu. - Foi fácil arranjar a chave.
Não fazes ideia do risco que corri.
Eu nem sabia que iam.
Sim, tens razão.
Então, Sherlock?
Quem?
- Não conheces o Sherlock Holmes? - Não.
- Arthur Conan Doyle? - Estás a inventar nomes.
Está bem, e tu?
Bem...
eu não queria que fosses, não vou negar.
Sabes que, para mim, não ias voltar.
Não é um grande álibi, pois não?
Ele... estava comigo.
- Não nesse sentido. - Não nesse sentido.
Mas não estiveste comigo o tempo todo.
E, quando cheguei aqui,
tu estavas a voltar de algum lado.
Porque tinhas saído?
Um privilégio temporário.
Não é muito típico deste lugar, pois não?
Sempre tiveste segredos.
Naquele dia no penhasco, disseste que sabias
a verdadeira razão de eu estar aqui.
Mas nunca me contaste.
Foste tu que avisaste o Howson?
Sim.
Avisei-o, mas... espera!
Queríamos obter algo dele.
Para ser sincera, ele mereceu essa.
Agora sim.
Procurem a criatura.
Nenhum sinal, mas não podia ter saído.
Estou a ver os corredores. Não pode desaparecer assim.
Talvez tenha aprendido isso também.
Porquê? O que te fiz eu?
Eu não queria ver-te em perigo.
Mas puseste-me em perigo! Puseste-nos a todos!
O Daniel está a lutar pela vida.
E essa saída temporária? É verdade? Onde foste?
Fui à procura da Cassie. Quer dizer, tentei encontrá-la.
E por acaso encontraram-me uma semana depois?
- Pois, claro... - O Howson achou
que, se soubesses que eu te procurava,
tu acabarias por aparecer.
Seria mais seguro para ti.
Então isto foi um favor?
Ele sabia que os Párias andavam à solta e eram perigosos.
Se eu te tivesse encontrado, talvez não estivesses...
assim... Olha...
Não vou pedir desculpa. Arrisquei-me por ti.
O Howson mandou-te numa missão, foi isso?
Como é que ele confiou em ti? Como sabia que voltarias?
- Ele trabalha para eles. - É um espião?
- Merece outro murro. - Chega, chega.
Fiz um acordo com o Howson.
O que podia ele dar-te que eu não podia?
Tu não podias dar-me nada. Ouve...
Sei mais do que disse.
O corpo que viste não é um clone nem uma experiência.
É uma Lucinda Price de outra vida.
De uma vida anterior a esta.
A rapariga do acidente?
Seja como for, eu nunca te faria mal.
O que é aquilo? Está na ventilação. Vamos!
- Corram! - Vamos!
Porque é que ele não se cura?
As toxinas da seta impedem a regeneração.
Afastem-se!
- Está a resultar? - Ainda não sei.
Podemos fazer o mesmo com a Cassie.
A ressurreição é temporária, dura poucos dias, se resultar.
Afastem-se!
Não... Luce.
Luce.
Está tudo bem. Estou aqui, estou aqui.
Está tudo bem.
Está tudo bem.
Não!
Ele entrou em paragem.
Agradecemos o solo e a terra,
mas esta criatura não é a Sua recompensa.
Devolve-a, pela graça d'Ele.
Lucinda, situação.
A tentar sobreviver. E vocês?
Estamos no arquivo. Confirma a tua localização.
- No refeitório. - Chegamos em 2 minutos.
- Temos de andar. - Não, devem ficar...
Luce.
Ele está perto. Consigo senti-lo.
Vamos.
Há uma escada que dá para o túnel de saída.
- Bom plano. - Vamos.
Socorro!
Ouviste?
Socorro! Socorro!
Abram a porta!
Está alguém aí? Olá!
- Não. - Olá!
Para.
O que é isto?
O Pária está a ir atrás de vocês.
Qual é a vossa localização?
Acho que estamos... no piso de baixo.
Lucinda, ele quer-te.
Olhem...
Se ficarem comigo, vão correr perigo.
Ele não vai parar.
Está bem... temos de ir.
Ele vem atrás de mim. Vocês têm de ir.
Nem pensar.
- Eu fico. - Não.
Não vou pôr-vos em risco.
Miriam, vou tentar atraí-lo pelos túneis subterrâneos.
Encontro-vos na junção por baixo do escritório do Howson.
Vemo-nos lá. Chegada em 5 minutos.
Está tudo bem, vou ter reforços.
Molly.
Ouviram-na.
Vamos! Vamos!
Andem!
Estou na junção.
Luce.
Porque estás aqui?
Deixaste-me.
Não. Eu não podia fazer nada.
O Howson ia ajudar-te. Onde está ele?
Luce, nós...
não podemos ficar aqui. Não é seguro.
Porque estás a fazer isto?
Andámos à tua procura. Temos de sair daqui.
- Não. - Não temos tempo.
- Temos de ir. - Não.
Tu não és ele. És aquela coisa.
Ele meteu-se no caminho.
Ele não tem culpa.
Todas aquelas pessoas são inocentes.
Disseste que se tinham perdido e queriam ir para casa.
E queremos.
Por isso tens de vir connosco.
Agora.
Lucinda, sai da frente.
Podes salvá-lo?
- Lucinda, sai! - Ele quer-me a mim, leva-me.
Deixa os outros em paz. E salva-o!
Lucinda, sai da frente!
Só tu importas.
Sai da frente!
Carregámos o lançador com munição de seta estelar.
É a única coisa que os pode matar.
Tenho de ver o Daniel.
Afastem-se!
Fiz tudo o que podia.
Vamos tratar de ti, Daniel. Temos um lugar seguro.
Quantas vezes mais?
Quantas vezes mais tenho de a perder?
De cada vez, acho que vai ser diferente,
mas ela morre sempre.
A culpa é sempre minha.
A culpa não é tua.
É a maldição.
Nunca sabes quando vai acontecer
e, se tentares evitá-la, não vai adiantar.
Desta vez, será diferente.
A sério?
É que já tentei tudo.
Tentei não a encontrar, mas os nossos caminhos cruzam-se.
Tentei protegê-la, mas ela morre sempre.
Este lugar foi criado para vos proteger.
Para reunir os caídos até ao Dia da Decisão.
Quando ela renascer,
vamos encontrá-la de novo e trazê-la para aqui.
Terás de esperar, como sempre esperaste.
Não consigo...
Desta vez, posso fazer com que esqueças esse sofrimento.
Não quero esquecê-la.
Será mais fácil suportar, Daniel,
até chegar o momento dela novamente.
Posso despedir-me?
O que aconteceu?
Lamento.
Então...
Volta...
Vejo-te em breve.
O que aconteceu?
- Luce... - Está tudo bem.
Estás bem.
- Luce... - Está tudo bem, sou eu.
Estou aqui. Estás bem.
Lamento.
Está tudo bem. Estou aqui.
Não podemos ficar juntos.
Desculpa.
Não posso amar-te.
Vem connosco.
- Eu não... - Vem, querida.
Está tudo bem.
Arquivo E-37: imagens de segurança do jardim sul.
Pai!
Pai!
Pai!
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