All language subtitles for Pit.and.the.Pendulum.1961.1080p.BluRay.X264-AMIABLE

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Original subtitles

"O POÇO E O PÊNDULO"

- Sim? - Eu gostaria de ver Don Medina.

- Meu nome... - Sinto muito.

Don Medina não está recebendo visitantes no momento.

Diga que o Sr. Francis Barnard

veio da Inglaterra para vê-lo.

O que pensa que está fazendo?

Tire a sua mão, senhor.

Maximillian.

O que é?

Este cavalheiro insiste em ser recebido, Dona.

- Eu disse a ele... - Você é Dona Medina?

Sim, sou.

Eu sou Francis Barnard, irmão de Elizabeth.

Oh, sinto muito.

Não quer entrar, Sr. Barnard?

Por favor, perdoe-me. Sou Catherine Medina.

Dona.

Você não quer passar a noite Sr. Barnard?

Certamente meu irmão gostaria que ficasse.

Talvez, Dona. Posso ver seu irmão agora?

Ele está descansando.

Ele não tem estado bem desde a morte.

Compreendo. Quando poderei vê-lo?

Talvez no jantar

se nos der essa honra.

Jantarei com certeza.

Posso visitar o túmulo de minha irmã agora?

Túmulo?

Presumo que exista um túmulo.

Nada como isto, Sr. Barnard.

Ela foi sepultada no andar inferior da casa.

Um costume de família, Sr. Barnard.

Compreendo.

Se pudermos ir ao local então?

Por favor, siga-me.

Quando ela morreu?

A carta de seu irmão não fez menção ao dia.

Por volta de três meses atrás.

Três meses? Por que não fui informado antes?

Sinto muito, eu...

Como ela morreu?

Sei muito pouco dos detalhes, Sr. Barnard.

Esta não é mais minha casa, compreende?

Eu há deixei muitos meses atrás

quando Nicholas casou com sua irmã.

Significando que você não...

Maldição!

Que barulho foi esse?

Por favor, me siga, Sr. Barnard.

Não por esse caminho, Sr. Barnard!

Quem é você?

Esse é o Sr. Barnard, Nicholas.

O irmão de Elizabeth.

Oh, sim.

Bem-vindo, senhor.

Descansando, dona Medina?

Senhor?

Disse ao Sr. Barnard que você estava descansando, Nicholas.

Pensei que estivesse.

Esse barulho, senhor.

Esse é um aparelho

que precisa constantemente ser consertado.

O que o traz a nós?

Elizabeth era minha irmã, Don Medina.

Recebi sua mensagem relatando a morte prematura dela

a notícia foi totalmente destituída de detalhes.

O que eu deveria ter feito, permanecido na Inglaterra?

Sim, você está totalmente correto. Minhas desculpas, senhor.

O choque e a tristeza

impediram-me de fazer uma comunicação mais adequada.

Você tem todo o direito de estar irritado.

Talvez possa mostrar-me o local do enterro de minha irmã agora.

Disse a ele que estaria tudo bem, Nicholas.

Sim, claro.

Agora talvez você esteja bem para dizer-me como minha irmã morreu.

De uma doença de alguma duração, senhor.

E essa doença foi diagnosticada?

- Sim. - Por quem?

Dr. Leon, um médico de renome.

E ele chegou a alguma conclusão?

Alguma coisa em seu sangue.

Sim?

É tudo?

Somente alguma coisa em seu sangue?

Eu temo que sim.

E eu temo que isso não me satisfaça, senhor.

Siga-me.

Podemos ir agora, Sr. Barnard?

Isso é muito doloroso para o meu irmão.

E para mim ... também.

Esta forma de enterro

é o costume de nossa família, Sr. Barnard.

Passará a noite conosco?

À noite

e mais, senhor.

Até que eu saiba exatamente o que aconteceu a ela.

Obrigado.

Sim?

Acredito que o senhor se sentirá à vontade aqui.

Este é você?

Não.

Não, esse é meu pai, Sebastião Medina.

Sebastião Medina, sim.

A semelhança é notável.

Sim.

E o outro é meu tio Bartolomeu.

Sr. Barnard, estou ciente, dolorosamente ciente...

... da sua desconfiança quanto à morte de Elizabeth.

A morte dela foi, e é, um sofrimento para mim.

Eu lhe peço que não o faça crescer...

Sinto muito, Don Medina, mas a sua palavra não é o suficiente.

Muitas coisas precisam de explicações mais detalhadas...

...para poder me satisfazer com o que me disse.

Explicações mais detalhadas?

Sim.

Venha comigo.

Por favor, venha.

A atmosfera está pesada aqui.

Por que você me trouxe aqui?

É o quarto dela, senhor.

Mantive-o exatamente como ela o deixou.

Olhe ao seu redor.

Este quarto é mobiliado e arrumado com amor devotado.

Cada peça de mobília cada detalhe da decoração...

... é o trabalho de um mestre artesão...

... da Itália, da Espanha, da França.

Na verdade, todos os países do mundo civilizado...

...estão representados aqui.

É um quarto sem paralelo.

Eu o fiz todo para ela.

Eu queria que ela tivesse algo que...

Maria

Perdão, senhor.

Estava apenas limpando.

Oh, sim, sim, claro.

Pode ir agora.

Isso é tudo o que tem a me dizer?

O senhor é um homem inflexível, Sr. Barnard.

Sou forçado a ser, senhor.

Deus é minha testemunha Eu adorava sua irmã

Ainda a adoro.

Sem ela, a vida não tem sentido.

Ela era a essência do encanto.

Eu tentei guardar essa essência comigo...

... mas era a maneira como ela caminhava e agia...

... seu sorriso, sua voz.

Ela cantava como um anjo.

E ela podia tocar o piano...

... como nenhuma outra mulher já pode.

Toda noite depois que nós jantávamos...

... ela tocava para mim.

Por favor, perdoe-me.

Eu não tinha pretendia fazer esse espetáculo.

Eu rezo...

Eu oro...

... eu suplico que me deixe um momento.

Por favor, vá.

Você mora em Londres, Sr. Barnard?

Sim, e você?

Em Barcelona, com uma tia.

E você está aqui há muito tempo?

Pouco mais de uma semana.

Vim para ficar com Nicholas porque eu...

Quem seria?

Nicholas

Como vai, meu amigo?

Está com aparência pálida.

Tem dormido mal, não tem?

Charles, temos uma visita.

Bem, esplêndido, esplêndido.

- Exatamente o que vocês precisavam. - Charles.

É o irmão de Elizabeth.

- Você quer dizer... - Sim

Dr. Charles Leon a seu inteiro dispor, senhor.

Doutor.

Você é, se entendi bem o irmão de Elizabeth.

A semelhança é clara.

O tom da pele, os mesmos traços.

Sua irmã era uma muito bonita

- Doutor. - Ah, querida

Vejo que interrompi o seu jantar.

Chegar na hora errada sempre foi um defeito meu.

Terminamos. Quer se juntar a nós para um copo de vinho, Charles?

Encantado.

Então, jovem, percorreu todo esse caminho desde a Inglaterra?

Isso mesmo.

Terrível tragédia a morte de sua irmã.

Assunto apavorante.

Como estão as coisas em Baztan, Charles?

O quê?

Sempre, sempre, Nicholas...

... comprando e vendendo vivendo e morrendo.

As voltas da vida.

Por que minha irmã morreu, Dr. Leon?

Não te disseram?

- Claro que dissemos a ele. - Bem, então?

Quero ouvir isso do senhor, doutor.

A morte dela foi inevitável, eu temo...

... sob essas circunstâncias.

Este castelo, este ambiente repulsivo.

O que o castelo tem a ver com isso?

O que o castelo tem...?

Já é tarde, Charles.

Eu não quero que ele saiba?

Saber o quê?

A morte de sua irmã foi causada por um colapso cardíaco, senhor...

... devido a um choque muito grande.

Literalmente, ela morreu de medo.

-Por que você não me disse? - Preferi poupá-lo, senhor.

Você preferiu me enganar!

- Isso não é verdade. - O que é tudo isso?

Mostre-me onde isso aconteceu.

Muito bem. - Não, Nicholas.

Não há outra maneira, minha cara.

Estávamos muito errados de esconder a verdade do Sr. Barnard.

Agora somos duplamente suspeitos a seus olhos.

Suspeitos?

Venha.

Nicholas, não deveria fazer isso, você sabe.

- Você não está bem. - Isso não pode ser evitado, Charles.

Venha.

Bem?

Quarto de torturas?

Sim, Sr. Barnard.

Era de meu pai.

Sebastião Medina.

Um dos mais infames e degradados membros da inquisição...

-Senhor, isso é o suficiente. - Sr. Barnard, você não vê?

O que minha irmã estava fazendo aqui?

Ela não podia se manter distante.

Aquele barulho que ouvi, é aquilo era o que...

Não senhor. Aquele dispositivo em particular...

... não estava funcionando naquela ocasião.

Que dispositivo?

Está no quarto adjacente lá embaixo.

Por favor, Sr. Barnard, não vá lá...

Não desejo discutir isso.

A história, senhor.

Em detalhes.

Este era o mundo de meu pai, Sr. Barnard.

Poupe-se pelo menos disso, Nicholas.

Como posso me poupar?

Ele não era o meu pai?

Não sou fruto dele...

... do seu sangue depravado?

A depravação é dele e não sua, Nicholas.

Por que se castiga por causa disso?

Você não me respondeu, Don Medina.

Eu não discorreria longamente sobre a história...

... deste quarto profano.

Seria suficiente dizer que o sangue de milhares de homens e mulheres...

... foi derramado dentro dessas paredes.

Membros torcidos e quebrados!

Olhos arrancados de suas órbitas...

... carne queimada até ficar preta.

Por que está me dizendo tais coisas?

O que essas coisas tem a ver com minha irmã?

Ela nunca foi trazida aqui.

Ela era muito sensível, muito consciente.

Consciente do quê?

Do ambiente maligno deste castelo.

Isso a destruiu.

Minha irmã era uma mulher forte e obstinada...

... não se subjugaria pela influência do ambiente.

Você esteve aqui apenas por uma questão de horas, Sr. Barnard.

Você não pode saber o que é viver aqui...

... mês após mês, ano após ano...

... respirando esse ar infernal...

... absorvendo a emanação da barbaridade ...

... que permeia essas paredes...

... e particularmente este quarto.

Mas isso não a incomodou em um primeiro momento.

Nossa vida era boa...

... dividíamos a alegria de nos amarmos.

Toda manhã eu trazia o seu café da manhã.

De tarde, ela sempre posava para mim, enquanto eu tentava em vão...

... capturar a sua beleza em uma tela que estava pintando.

Fiz aquele retrato que você viu no quarto dela antes...

... mas isso tudo ainda não descreve o seu encanto.

Jantávamos, algumas vezes sozinhos, tínhamos animadas conversas...

... algumas vezes com o doutor.

E toda noite Elizabeth tocava para mim.

A vida era simples, calma, esplendidamente agradável...

... e então as trevas começaram a aparecer.

Mais e mais entrando no quarto dela nas manhãs...

... encontrava-a acordada e sem dormir durante toda a noite...

Tentei saber o porquê, mas ela não tinha explicação para isso.

Seu apetite começou a desaparecer.

Ela começou a perder peso e cor.

Tentei fazê-la comer...

... mas alguma coisa a possuía.

Eu a encontrava vagando pelos corredores durante a noite.

Tentei descobrir o que estava errado...

... mas ela nunca tinha uma resposta...

... somente dizia que... alguma coisa a estava oprimindo.

Oh, Deus, me ajude a sair dessa ignorância.

Eu deveria ter sabido...

Então um dia ela desapareceu.

Freneticamente, procurei em todo o castelo por ela.

E então eu descobri.

O castelo e suas histórias terríveis a tinham obcecado

Estes mesmos instrumentos de tortura...

... que foram minha herança e minha maldição...

... agora também a atormentavam...

... infectando-a com uma espécie de fascínio assombrado.

E a assistia ir se acabando...

... enquanto aquela aura de dor e sofrimento que a cercavam...

... atraiam-na para a doença...

... e para a morte.

Imediatamente fiz meus planos de deixar o castelo com ela.

Poderíamos viajar um pouco, restaurar seu espírito.

... e então fazer nosso lar em outra parte.

Então, na noite em que iríamos partir...

...ouvimos seus gritos vindos lá debaixo...

... os mais horripilantes e medonhos gritos...

...que havia ouvido em minha vida.

Pouco antes de morrer, ela sussurrou um nome.

Sebastião.

Sebastião.

Sr. Barnard.

Dona.

Posso falar com você?

Sim, claro.

Como está o seu irmão?

Melhor, obrigada. Dr. Leon ainda está com ele.

Vim pedir a você que por favor acredite nele, Sr. Barnard.

Ele lhe disse a verdade.

Disse?

Sim. E não lhe contou antes...

... pois queria lhe poupar da dor.

Ele é um bom homem, Sr. Barnard...

... um homem bondoso e amável...

... e sei que ele adorava sua irmã.

Gostaria de acreditar nele, Dona Medina...

... mas acho muito difícil agir assim.

Mas há alguma coisa nele que não pude deixar de perceber...

...uma espécie de medo que...

Eu sinto muito...

... mas um ar positivo de culpa.

É claro que ele se sente culpado, Sr. Barnard...

por causa do que nosso pai fez

por causa do que aconteceu a Elizabeth.

Talvez te ajudasse a entender

se eu lhe contasse uma coisa que aconteceu a Nicholas

quando ele era apenas um menino.

Um dia, quando Nicholas estava brincando

em um corredor estreito

Ele havia sido proibido por nosso pai

de entrar nesse quarto em qualquer ocasião.

A curiosidade da juventude, todavia

superou seu medo de ser punido por nosso pai.

Ele tinha que ver o quarto.

De repente, ouviu passos.

Era nosso pai.

Com ele estava nossa mãe e nosso tio Bartholomew

que era o irmão de meu pai.

Primeiramente pareceu

que nosso pai estava

levando-os para visitar esse quarto horrível.

Nicholas pode ver que nossa mãe e nosso tio

estavam preocupados, aterrorizados.

O sorriso de bondade de nosso pai

quando ele descreveu o funcionamento desses aparelhos infernais

gelaram o sangue de Nicholas.

Ele os observou com um certo senso de premonição.

Alguma coisa estava errada, terrivelmente errada.

Até ele, que não tinha mais do que dez anos de idade

pode perceber que pairava uma coisa negra no ar.

Não havia razão

para sua mãe e seu tio estarem lá.

Enquanto ele batia, continuava gritando com seu irmão

uma palavra, sempre e sempre.

"Adúltero! Adúltero!"

E então ele se voltou para ela.

Acusando-a de libertinagem com seu irmão

de infidelidade

prometendo a ela as agonias do inferno

em pagamento por sua infidelidade.

e então, diante dos olhos de meu irmão,

nossa mãe foi torturada até a morte.

Desde então

Nicholas foi incapaz de viver como uma pessoa normal.

Sempre assombrado por suas recordações

daquele terrível dia.

A morte de sua irmã

chegou muito perto de deixá-lo insano, Sr. Barnard.

Eu lhe peço encarecidamente

que tenha pena dele.

Ajude-o, acreditando nele.

Tentarei, Dona Medina.

Bem, sei que o senhor deve estar muito cansado de sua viagem.

Boa noite.

Dona.

Quem é?

Verei.

Onde está Nicholas?

Ele está sumido?

Devo ter cochilado naquela cadeira

e ouvi...

Eu não entendo. Estava certo que era seu irmão.

Não, Nicholas nunca tocou cravo em sua vida.

Maria.

Ouvi o cravo, senhor.

Volte para cama, menina.

Nicholas!

Era Elizabeth.

Você a viu?

Não a vi.

Sei como ela toca.

Trancada?

Sim.

Há outra porta?

Não há, senhor.

É de minha irmã?

Calma, calma.

Era ela.

Levante, tome isso.

Obrigado.

Dela?

Sim.

Você estará dormindo em um minuto.

Doutor, você pode ficar, por favor?

Sim, claro, minha cara.

Até de manhã, de qualquer forma.

Meu abençoado Senhor.

É dela, não é?

-É. - Mas como?

Não conversemos ainda.

Podemos usar o seu quarto, senhor?

Sim, claro.

Sente-se.

O que estou prestes a lhe contar

ninguém nesse mundo, exceto Nicholas e eu, sabe.

Isso é, pensei que ninguém soubesse.

Tome isso.

Não, obrigado.

Beba.

Irei direto ao assunto: Nicholas acredita que

Elizabeth pode ter sido enterrada cedo demais.

O quê?

Eu asseguro a vocês dois

que esse não é o caso.

Elizabeth estava realmente morta.

Aposto minha reputação nisso.

Então por que

ele acredita nisso?

Por causa do que aconteceu a sua mãe muitos anos atrás.

Sinto muito, não entendi.

Contei ao Senhor Barnard sobre o que Nicholas viu naquele dia.

Não, minha cara. Sua mãe não foi torturada até a morte,

como te disseram.

Mas...

Ela foi torturada, sim

mas não até a morte.

Fui bem claro?

Você quer dizer que ...?

Sua mãe foi emparedada em sua tumba enquanto ainda estava viva.

Oh, não.

Daquele dia em diante

o simples pensamento do enterro prematuro

eram suficientes para colocar seu irmão em convulsões de horror.

Nicholas preocupa-se com isso constantemente.

Ele já me disse que ouviu Elizabeth caminhando nos corredores

até que ele já a ouviu falar seu nome.

- Doutor Leon. Senhor?

Você parece ter se esquecido de que todos nós ouvimos o cravo.

Não, não me esqueci, senhor.

Esse foi o motivo de eu dizer antes que achava

que ninguém senão Nicholas e eu mesmo sabiam sobre isso.

O que você quer dizer?

Alguém, eu temo, descobriu o segredo de Nicholas

e o está usando como uma vantagem lucrativa

Um empregado, talvez.

Eu poderia até mais facilmente acreditar que ...

No que, Dona Medina?

Nada.

Falei sem pensar.

Quero saber uma coisa, senhor.

Está absolutamente certo ...

que o medo de Dom Medina é injustificado?

Se Elizabeth caminha nos corredores desse castelo

é o seu espírito e não o seu corpo.

- De onde esse som veio? Do quarto de Elizabeth.

O que é isso, menina?

Calma, menina. Calma.

Conte-nos o que aconteceu com você.

Eu... eu... eu a ouvi.

Ouviu?

Minha ama.

Eu estava limpando o quarto

e ela falou comigo.

Ele me chamou pelo nome, Maria.

Ela disse, "Maria, deixe esse quarto".

Minha esposa falou com você?

- Minha esposa falou... - Nicholas!

Ninguém nunca mais entrará naquele quarto outra vez.

- Senhor Barnard, eu... - Não precisa explicar-se Nicholas.

O senhor Barnard sabe de tudo.

Tome conta da garota, por favor, Catherine.

Posso me encarregar, Dona Medina, se quiser ir com seu irmão.

Obrigado.

Venha, Maria, deixe-me ajudá-la a descer as escadas.

Talvez eu deva levar alguma comida para Nicholas.

Ele não comerá, minha cara

não mais do que você está comendo.

Não estou com fome.

Você precisa da sua força, embora

se eu puder interromper essa conversa interessante por um momento

por quanto tempo intenciona aceitar que essas ocorrências

não tenham resposta?

Pensaria, Sr. Barnard, que um homem com zelo investigativo

já teria resolvido o mistério.

E você, doutor?

Não estou tão certo.

Mas você se lembra que ninguém na verdade ouviu a voz de Elizabeth?

Somente temos a palavra de Maria.

Estamos seguindo linhas similares, doutor.

Questionando Maria, pedi a ela que descrevesse a voz que ouvira.

- E? - Ela não pode descrevê-la doutor

porque a voz somente foi sussurrada para ela.

Este ponto é de vital importância para você, não é?

Dom Medina!

Dom Medina!

A chave do quarto de Elizabeth...

A chave, eu disse!

Outra vez?

Não vá lá, Nicholas.

Preciso, Catherine.

Nicholas!

Venha.

Todo o medo que senti todos esses meses

começou a passar

Você está errado, Nicholas.

Não. Ela está me assombrando

por causa da coisa terrível que eu fiz para ela

Senhor Barnard!

O que em nome dos céus?

E você não tem nada a dizer, Dom Medina?

Não entendo, senhor.

Não entende, senhor?

Então, com a sua permissão, irei esclarecê-lo.

Qual o significado disso?

O significado, doutor, é esse: somente uma pessoa nesse castelo

poderia ter causado todas essas inexplicáveis ocorrências.

Essa pessoa é Dom Medina.

-O quê? - Você é louco, senhor.

Sou?

Senhor Barnard, eu juro que eu...

A passagem secreta, senhor

quão conveniente para você.

possibilitando ao senhor sussurrar para Maria sem ser visto.

Então depois que a porta do quarto de Elizabeth havia sido...

trancada por você, possibilitando que voltasse lá e...

livremente revirasse tudo.

-Está errado, senhor. Eu juro que eu... - Está mentindo, senhor!

Quando Maria gritou, onde o senhor estava?

Quando o quarto de Elizabeth era revirado, onde estava?

Como você não está investigando isso?

Eu estava com medo.

Mentiroso!

Em ambas as vezes você é que estava no quarto de Elizabeth!

Em ambas as vezes a sua porta estava trancada,

protegendo-o de ser descoberto.

Não. Isso não é verdade! Não é verdade!

Por que Nicholas faria essas coisas?

Por quê?

É possível?

É possível que eu esteja fazendo essas coisas inconscientemente?

Para me punir?

Não, Nicholas!

Um dos criados foi o responsável.

Muito provavelmente Maria.

Poderia o anel ter aparecido sem que soubessem sobre ele?

Tocado o cravo sem que soubessem sobre ele?

Destruído todo o quarto de Elizabeth sem que soubessem sobre ele?

Meu subconsciente

criando provas do retorno vingativo de Elizabeth

por causa que o consciente sabe

Mas eu não sei!

Eu descobrirei.

Não.

É a única maneira, Catherine.

E é a única maneira que eu...

Preciso estar certo!

Preciso estar certo.

Você não pode parar isso?

Não acredito que eu deseje parar isso, minha querida.

Se esse é o único meio de convencer Nicholas

que ele não enterrou sua esposa viva então digo com todas as letras - "faça isso".

Esse medo infundado

precisa finalmente ser sepultado.

Exumaremos Elizabeth.

É verdade.

É verdade!

Juro a você que ela estava morta.

De acordo com a medicina ela estava morta.

Juro a você!

É verdade.

É verdade.

É verdade.

É verdade!

Não, Nicholas!

É verdade.

Nicholas!

Eu a matei.

Eu a matei.

Não, Nicholas.

Eu a matei. Eu a matei.

Nicholas.

Sugiro a você Nicholas, que deixe este lugar.

A sua permanência aqui não pode ajudar Elizabeth agora.

Tente entender, Nicholas.

Sou doutor em medicina.

Nunca em minha carreira eu vi nenhuma coisa tão

semelhante com a aspecto físico

de morte.

Você não deve se sentir responsável, Nicholas.

Enquanto nós estávamos aqui lamentando

ela estava viva, esforçando-se para se libertar.

Eu sou responsável. Se isso não tivesse feito isso

ela não estaria querendo me assombrar.

Ela não está assombrando você, Nicholas.

Você não pode ver isso? Você está se punindo.

Preciso ir pela manhã.

Já fui muito grosso e negligente

com meus outros pacientes.

Peço encarecidamente - parta comigo.

Não posso partir.

Preciso aceitar qualquer que seja a vingança

que Elizabeth escolha impor a mim.

Dona Medina? Dona Medina?

O que é, Sr. Barnard?

Posso falar com você?

- Certamente. - Vim me desculpar.

Desculpar?

Mas tudo que você disse...

Sei que minhas suspeitas eram justificadas

mas não como eu esperava.

Percebo agora que a morte de minha irmã

foi um acidente.

Não culpo seu irmão.

Somente senti compaixão por ele.

O que eu fiz, asseguro a você foi somente por causa de Elizabeth.

Acho que entendo.

Sinto que tenhamos nos conhecido

em tão infelizes circunstâncias.

Antes as coisas tivessem ocorrido de outra maneira

Talvez possamos nos encontrar outra vez

em Barcelona

Espero que sim

Boa noite, Dona.

Boa noite.

- Doutor. - Onde você está indo, senhor?

- Desculpar-me com Dom Medina. - Eu não falaria com ele nesse momento.

Ele está muito transtornado. De manhã, talvez.

- Você deve estar partindo? - Sim.

Aceitaria uma carona em minha carruagem?

Obrigado, doutor. Boa noite.

Boa noite, senhor Barnard.

Nicholas.

Elizabeth?

Elizabeth?

Nicholas.

Nicholas.

Elizabeth?

Onde você está?

Elizabeth?

Onde você está?

Nicholas?

Meu irmão está com você?

- Não. Ele não está no quarto? - Não

Ele deve estar com o Dr. Leon então.

Nicholas.

Irei verificar lá embaixo.

Vocês dois procurem nesse andar e no debaixo.

Tudo bem.

Nicholas.

É você?

Elizabeth?

Elizabeth?

Nicholas!

Elizabeth?

Elizabeth?

Elizabeth?

Nicholas.

Nicholas.

Nicholas!

Disse a você que esperasse.

Não pude.

Ele se foi.

Onde está meu irmão?

Ele pretende partir de manhã.

... mas agora...

Por que você não esperou mais um dia?

Já estive esperando por muito tempo.

Oh, meu querido Nicholas...

finalmente partimos você em pedaços.

Elizabeth, não há tempo para isso.

Tenho esperado a eternidade por este momento.

Tem que haver tempo.

E agora, meu querido Nicholas

tenho você exatamente onde queria

indefeso.

Elizabeth.

Não é irônico, meu marido?

Sua mulher, uma adultera.

Sua mãe, uma adultera.

Seu tio, um adultero.

Seu amigo mais próximo, um adultero.

Não acha isso divertido, querido Nicholas?

Sim.

Sim.

Sim!

Sim!

O que está acontecendo com ele?

Acontecendo?

O que poderia estar acontecendo, Isabella?

Isabella?

Você, Bartholomew, meu irmão

O que você achou de minha pequena oficina de trabalho?

Santo Deus!

O que te aflige, irmão, heim?

E você, querida, por que está tão pálida?

Esse lugar lhe incomoda?

Pensei que vocês dois iriam gostar

desta minha novidade de trabalho.

Venham, deixem-me lhes mostrar.

Onde está indo, Isabella? Bartholomew!

Estão me deixando?

Vocês não querem ver meus ...?

Irei torturar você, Isabella.

Irei fazer você sofrer por sua infidelidade para comigo.

Antes que este dia esteja terminado

você estará me implorando para matá-la

para aliviá-la da agonia da tortura

na qual seu marido está prestes a te mergulhar.

Vaca prostituta!

Você morrerá torturada!

Morrerá!

Agora, Bartholomew, meu irmão

Bartholomew!

Bartholomew!

Onde está você?

Você sabe que não pode se esconder de mim.

Dom Medina?

Dom Medina!

Aí está você, Bartholomew!

Ah, aí está o senhor.

Estivemos procurando o senhor por todo o castelo.

E agora para você, Batholomew, meu amado irmão

enquanto você ainda está vivo

minha última máquina de tortura.

Você está pronto, Bartholomew?

Bartholomew?

Agora estamos prontos para começar, Batholomew.

Você sabe onde está, Bartholomew?

Dom Medina, sou Francis Barnard.

Lhe direi onde está.

Está prestes a entrar no inferno, Bartholomew.

Inferno!

O mundo das profundezas.

A região infernal.

A morada do demônio.

O local da tormenta. Pandemônio.

"Abbadon, "Tophet", "Gehenna".

"Naraka", "O Poço"!

e "O Pêndulo"!

O lado cortante do destino.

Esse é o estado do homem.

Preso em uma ilha da qual talvez ele nunca mais poderá sair

a beira do abismo do inferno.

Submetido ao inexorável pêndulo do destino

o qual precisa finalmente destruí-lo.

Nicholas?

Nicholas, você está aí?

Catherine, ajude-me!

Nicholas?

Nicholas!

Maximillian! Maximillian!

Precisamos entrar na sala de torturas. Rápido!

Maximillian!

Dom Medina ele pensou que eu era...

Está tudo terminado agora.

Nicholas.

Ninguém entrará neste quarto novamente.

"...O Tormento da minha alma foi extravasado...

num demorado e final grito de desespero" --Poe

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