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Original subtitles

Um filme de

MEU FILHO, OLHA O QUE FIZESTE!

Baseado numa hist�ria ver�dica.

- Queres que conduza, Hank? - N�o, deixa. N�o me custa nada.

J� atravessei meio pa�s com uma s� m�o.

Lembras-te daquele b�fia saloio de quem te falei?

O sacana veio a cheirar-me o cu durante 30 quil�metros

e depois tentou ultrapassar-me pela esquerda.

� claro que n�o sabia que eu era b�fia

e que tinha um motor turbo de 350 cavalos debaixo do cap�.

Meti prego a fundo e dei-lhe a abada da vida dele.

Ainda demos 225 km/h.

Foi quando vi o cabr�o

sacar da sirene azul e coloc�-la em cima do tablier.

Nem acreditei.

O tipo era b�fia e queria prender-me!

Encostei e fingi que tremia como varas verdes.

E ele veio ter comigo, todo ging�o.

"Parece que ca�ste que nem um patinho, rapazito!

"Eu bem vi que ias carregar no pedal,

"pela maneira como olhavas pelo retrovisor.

"Tinha a certeza que ias tentar deixar-me para tr�s.

"Tenho muita pena,

"mas vais ter de me mostrar os teus documentos, rapazito."

Saquei do meu distintivo e o gajo quase se borrou todo.

"Devia prend�-lo," disse-lhe eu,

"por ter posto em perigo a vida de um detective de Homic�dios!"

Sabes, �s vezes, nem sei quem � pior,

os pol�cias ou os sacanas dos criminosos.

Altere o 1140 para um 1144, Havenhurst.

Est�o duas viaturas no local.

Entendido. Repita a morada, por favor.

105 Crystal, � sa�da de Richmond, ao fundo de La Mesa.

Temos duas viaturas no local.

Entendido, vamos a caminho.

O que � um 1144?

Um 1144 � quando temos um morto.

- Mas mesmo muito morto. - Ent�o, a coisa � s�ria. Certo.

P�ndega e algazarra...

- P�ndega e algazarra... - Com licen�a.

Ol�, MacDougal. Ol�, McNamara.

Isso mesmo.

Ataca!

Querem mais?

Mais?

Anda c�...

Isso mesmo.

Sempre soube que eram as minhas �guias travestidas.

- A primeira ch�vena dista... - 2,40 metros.

- 2,40 metros a Sul da parede Norte... - N�o, o Norte � para ali.

Correc��o, a Oeste da parede Este. A segunda ch�vena dista...

- Esta era a da Sra. Macallam... - 1,83 metros.

- 1,83 metros a Sul da parede Norte. - Esta era a ch�vena da Sra. Macallam.

- Estava sentada aqui. - Compreendo.

A terceira ch�vena est� 30 cm a Oeste da segunda ch�vena.

Falamos mais tarde.

Foi confirmado que o caf� das tr�s ch�venas ainda est� morno.

S�o agora 07h45.

Gary? Fotografaste estas ch�venas?

Sim.

- Regista-as como provas. - Vou j� tratar disso.

Subst�ncia vermelha na espada.

Parece tratar-se de sangue.

Posi��o daquela que �, certamente, a arma do crime:

a ponta est� posicionada na direc��o nor-noroeste,

aproximadamente...

... a 90 cm do dedo grande do p� direito da v�tima.

- Hank, tens um minuto? - Sim.

Esta manh�, quando chegaste,

viste um homem branco com 1,95m e uma caneca de caf�?

Sim, passou por mim. Disse-me qualquer coisa, creio.

- Porque n�o o prendeste? - Devia t�-lo feito?

� o nosso suspeito.

Ele disse algo estranho.

Pois, o Brad. Tem andado muito estranho.

- Brad qu�? - Brad Macallam. Foi ele quem a matou!

Desde que voltou do Peru que anda muito estranho.

Bem, estranho n�o diria... mais para o diferente.

Estamos na �poca das chuvas.

N�o se anda de caiaque durante a �poca das chuvas.

Ningu�m faz isso.

� esse o desafio.

Podemos ao menos ir dar uma vista de olhos a jusante?

P�ra de meditar e abre os olhos!

Este � o rio e esta � a realidade.

Quero que as pessoas pensem, que arranjem argumentos coerentes.

Temos de fazer alguma coisa.

Vou ver se o conven�o a sair.

Mas fa�a-o daqui, sen�o n�o podemos dar-lhe cobertura.

Tenho a certeza que o vi com uma ca�adeira

e que o ouvi falar em dois ref�ns.

Sr. Macallam?

Sr. Macallam!

Podemos falar um bocadinho?

Sr. Macallam, podemos falar?

Sr. Macallam, podemos falar?

- Saia, por favor! - N�o! N�o!

Entre voc�, se quiser falar.

Acho que consigo fazer isto.

Tens de te aproximar dele, trat�-lo por compadre, ou assim.

- Compadre? - Sim.

Acho que ele � irland�s. Ou talvez escoc�s.

Sr. Macallam...

- Posso trat�-lo por Brad? - Pode tratar-me por Brad.

Ou at� mesmo por Farouk. Pode tratar-me como quiser.

Deus est� aqui!

Est� aqui dentro comigo! Mas j� n�o preciso dele.

J� n�o preciso de Deus!

Brad, chateaste-me durante anos para te comprar este piano.

Comprei-to, mas nunca o usaste.

Depois, pediste uma bateria.

Comprei-te a bateria. Mas ficas a� parado.

M�e, foste tu que tentaste convencer-me a querer isto.

O que se passa aqui?

Temos um problema com um dos residentes.

Tenho de passar. Tenho de ir a casa dos Macallam.

Lamento, n�o posso deixar entrar ningu�m.

Sr. Agente, esta � Ingrid Gudmunson. � a noiva dele.

Noiva de quem?

Do Brad Macallam. O tipo que est� l� dentro.

O Brad ligou-me h� meia hora. Parecia ser urgente.

Aconteceu-lhe alguma coisa?

Sou a noiva dele, acho que posso ajudar.

- Detective Havenhurst? - Sim?

Detective, tenho aqui uma jovem que diz ser a noiva do suspeito.

N�o a deixem sair da�, vou a caminho.

Queres que v� contigo?

Sou o Detective Havenhurst, a pessoa respons�vel. Sra...?

Ingrid Gudmundson.

Aconteceu alguma coisa ao Brad?

O que quer que lhe diga? O Brad � o principal suspeito

de um apunhalamento que ocorreu na casa aqui em frente.

Parece que sequestrou ref�ns e que se barricou no interior da casa.

N�o se assuste, Sra. Gudmundson, mas � tudo muito estranho.

Ele afirma chamar-se Farouk,

enquanto grita o nome de Deus e nos atira papas de aveia.

� um pouco perturbador. Pode ajudar-nos?

Nem sei por onde come�ar.

Conhe�o-o h� dois anos.

Est�vamos para casar no m�s que vem.

Quando ele voltou do Peru h� coisa de um ano,

�s vezes dizia que se chamava Farouk.

Tornou-se numa pessoa diferente depois disso.

Depois da viagem ao Peru.

Aconteceu-lhe alguma coisa quando estava l�?

Sim.

Ou melhor, a ele n�o. Estava com os amigos...

Gente que faz rafting nos r�pidos.

Mas ele n�o foi. N�o participou na expedi��o.

Disse-me que ouviu uma voz interior...

... que lhe disse para n�o ir.

Ficaram chateados com ele.

Entraram nos r�pidos e...

... morreram todos afogados.

Vejam s�!

� perfeito. Este � o nosso rio.

� o local ideal para n�s.

N�o sei, dev�amos continuar a descer e ver como fica.

Brad! Porque est�s t�o estranho?

Estou apenas a olhar para o rio.

� este o nosso desafio.

A tua atitude n�o me agrada, Brad.

Est�s com medo?

� t�o simples como isto. N�o vou descer aquele rio.

Como assim?

N�o vou tomar as tuas vitaminas.

N�o vou tomar as tuas vitaminas.

N�o vou beber o teu ch� de ervas.

N�o vou entrar num suadouro com um nativo americano de 108 anos

que l� a "Hustler" e fuma cigarros de mentol.

N�o vou descobrir os meus limites.

Vou tolher o meu crescimento interior.

Acho que me vou tornar mu�ulmano. Trata-me por Farouk.

Depois disso, ficou diferente. Houve uma mudan�a nele.

Dizia que, desse por onde desse, s� ia seguir a voz interior.

Ningu�m o conseguia convencer de nada.

E falava de Deus.

Muitas vezes.

Dizia que O tinha visto.

Brad, querido... N�o v�s que estou a ajeitar a cama?

Esquece a cama. Ouve isto.

Meus queridos filhos, espero n�o estar a incomodar.

Fico muito feliz pelos dois.

Gosto muito de vos ver juntos.

Tomem, queridos. Brownies acabadinhos de fazer.

Brad?

N�o v�s que a Ingrid est� a ajeitar a cama?

Mant�m-no debaixo de olho. Sabes como ele �.

- Ela n�o sabe bater � porta? - Tens de ouvir isto.

N�o quero ouvir isso. Quando � que me ouves a mim?

Tens de sair daqui.

J� est�s crescidinho para ser a tua m�e a comprar-te a roupa

e a trazer-te bolinhos � cama...

Ela tem a melhor das inten��es...

S� por hoje.

Obrigada.

Tem paci�ncia. Ela precisa de mim.

Perdeu o marido quando eu tinha dois anos.

- Porque n�o o tratas por pai? - Porque nunca o conheci.

Ouve isto.

O t�tulo desta can��o:

"Nasci Para Pregar o Evangelho e Adoro o Meu Trabalho".

Nasci para pregar o Evangelho...

� isto.

� a isto que me refiro.

� genu�no.

Quero dizer... � Ele.

Ele, quem?

Ele...

Ele! Deus!

Eu vi-O! Vi Deus!

Desde mi�do que sempre soube que Ele estava por perto.

Aqui mesmo, nesta casa.

Onde?

Na cozinha.

Isto � Ele.

Isto � Deus. Ele � assim.

Este � o rosto de Deus.

V�s como � meigo?

Brad...

Fico muito feliz por ver que voltaste � comida saud�vel.

Sempre achei que o bacon e os ovos s� te faziam mal.

Sim, m�e.

No dia seguinte, ele quis comprar-me uma casa.

Aquela casa.

Mas eu disse-lhe, "Brad, esta casa n�o est� � venda."

Por isso, ele passou para aquela mais abaixo.

Ent�o, vou comprar-te esta.

Brad, meu querido,

sei que tens boas inten��es, mas n�o quero viver aqui.

� muito perto da tua m�e. Temos de come�ar a nossa vida.

Ent�o, compro-te aquela. � mais longe.

N�o sei...

E aquela?

N�o.

Brad, onde vais arranjar o dinheiro?

N�o tens dinheiro.

Vou receber algum em breve.

Brad, esta casa tamb�m n�o est� � venda.

E depois?

E depois?

E depois?

E depois?!

Brad, p�ra.

Quero que pares, agora mesmo!

N�o seria t�o bom vivermos na lua?

Com televis�es onde pud�ssemos ver a Terra a transformar-se?

Viver�amos isolados. Uma lua-de-mel na lua.

Brad...

Detective...

Porque se levantaria o Brad t�o cedo

e porque me ligaria para vir depressa

para depois atravessar a rua e atacar umas vizinhas que mal conhecia?

Sra. Gudmundson, devo inform�-la...

O suspeito n�o atacou as vizinhas.

Ele apunhalou a m�e e ela est� morta.

A m�e?

Porqu� a m�e?

N�o compreendo.

Ele adorava-a.

Lembro-me de um jantar que tivemos aqui h� dias...

- Acaba este restinho, v�. - N�o, m�e. J� estou bem.

- S� mais uma garfada... - J� acabei.

- Servi-me duas vezes... - Obrigada, estava �ptimo.

Pois estava.

Ainda falta uma coisinha.

Espero que n�o seja gelatina.

M�e... gelatina.

Tem �ptimo aspecto, mas n�o consigo comer mais.

Mas, Brad, tu adoras gelatina.

S� um bom menino. Faz bem aos ossos.

M�e, por favor, n�o consigo comer mais nada.

Al�m disso, esta gelatina est� horr�vel. � melhor d�-la aos flamingos.

Brad, n�o est�s a falar a s�rio.

M�e, desculpa, estava a brincar.

Nem tenho palavras para descrever o quanto te adoro.

�s a melhor m�e do mundo.

Brad...

Oxal� o teu pai estivesse vivo para te ouvir dizer isso.

Hoje � noite, vou levar as minhas meninas a passear.

Vamos atravessar a ponte Coronado a mais de 150 km/h.

A tua condu��o assusta-me. Andas sempre muito depressa.

Ontem � noite, atravessei a ponte Coronado a 210 km/h.

Quis saber como seria entrar na "Guerra das Estrelas"

e atravessar o vale da morte.

Queres gelatina, m�e?

Claro.

Chega?

Mais um bocadinho... Est� bom.

Pessoal!

Quero pedir uma pizza!

E vejam se me arranjam um ve�culo...

... para o M�xico!

Um ve�culo onde caiba eu e os meus dois ref�ns.

E depressa!

J� lhe pedimos a pizza. Tive uma ideia.

E se coloc�ssemos sopor�feros na pizza?

Se juntarmos malaguetas, ele n�o vai dar por nada.

Obrigado, Vargas. Mas n�o vai resultar.

Andas a ver muita televis�o.

O que fazemos em rela��o ao ve�culo de fuga?

O habitual. Tentamos ganhar tempo.

E n�o estou convencido que ele tenha ref�ns.

Quem � que ele tem ali dentro?

Confirm�mos o paradeiro de todos os vizinhos, por isso, n�o sei.

Est�o ali dois tipos que querem passar.

Um tipo com uma pizza e outro que acabou de chegar de Los Angeles.

Disse que o Brad lhe ligou hoje de manh�.

Ele chama-se Meyers?

Sim, Lee Meyers.

Eu conhe�o-o.

Trabalh�mos numa pe�a juntos.

Esta espada corta fundo.

Atravessa os pulm�es.

A justi�a � escarnecida e calcada no ch�o!

O destino do ferreiro forja a arma!

Chega uma crian�a a esta casa em busca de vingan�a.

N�o saia da�!

- Quem vai entregar esta coisa? - Eu vou l�.

Muito bem.

Bolas...

A tua arma. Mostra-lhe a arma.

Sr. Macallam, eu tenho...

Sr. Macallam!

Tenho a sua pizza!

V� a minha arma?

Sr. Macallam!

V� a minha arma?

Vou pousar a minha arma.

- Estou desarmado. - Pela garagem!

- Como disse? - Pela garagem!

Certo.

Estou desarmado!

Estou a chegar ao port�o. Onde quer que a ponha?

- No meio! Aqui mesmo! - Certo...

- Mais perto! - Vou pous�-la agora. Vou pous�-la.

- Mais perto! - Est� bem.

Afaste-se!

J� me afastei.

- Afaste-se! - Est� bem!

Porque n�o me deixa tentar?

Sei que se entrasse ali conseguia convenc�-lo a sair.

Ele vai dar-me ouvidos.

Ele vai dar-me ouvidos.

Sen�o, porque me ligaria �s 06h00 a pedir ajuda em desespero?

N�o posso permitir isso.

� um assunto policial, Sr. Meyers.

Para al�m disso, trata-se de um sequestro,

est� sob a al�ada da unidade especial.

Mas gostaria de lhe fazer algumas perguntas.

Pode dizer-me de que falaram durante a chamada?

Ele estava desesperado, pediu-me para vir de imediato...

Disse-me que ia acontecer uma trag�dia.

Disse-me,

"Lee, tudo se cristaliza numa s� palavra.

"Agora.

"Agora, tudo em mai�sculas."

Disse que era como um comboio em fuga.

E depois falou numa espada...

... que tinha usado como adere�o na nossa pe�a.

Matou a m�e com essa espada, Lee.

Deus do C�u...

Com aquela maldita coisa?

O Brad estava obcecado com ela.

Disse-lhe que era perigoso us�-la durante os ensaios,

mas ele insistiu em us�-la.

Lembro-me de quando a arranjou. Eu estava presente.

Insistiu para que f�ssemos falar com o tio dele.

Ele matou a m�e?

Ol�, tio Ted.

- Este � o meu amigo, Lee. - Viva.

Ainda n�o viste as aves novas, pois n�o?

Anda da�.

Mas tenha cuidado. Elas sabem ser ruins.

Uma esp�cie de dinossauros travestidos.

Brad, disseste-me que o teu tio tinha um avi�rio.

� verdade!

Acho que o meu tio criou a maior galinha do mundo.

� verdade, a maior.

- Meu Deus! - O que foi?

Os meus �culos! Tirou-os do meu bolso!

Doug? Voltou a engolir �culos.

Sim, foi esse animal. Tire-lhos.

Que nojo...

N�o repitas a gracinha.

Brad, isto � nojento.

� melhor afastarmo-nos da cerca.

Boa, Doug.

Criei um galo, o Ben. Um monstro!

Pesava 20 quilos! Maior do que qualquer peru.

- Criou-o para as lutas de galos? - O cara�as! Pela carne.

Para qu� depenar 20 se posso depenar apenas um?

- � verdade. - Mas bisarma a s�rio era o Willard.

Lembras-te dele? Um monstro.

Sim, ficou muito grande, muito bera e muito perigoso.

E se o Willard dava coices quando ficava fulo...

Est� a ver estes buracos?

Para nos chegarmos a ele, t�nhamos de usar isto como escudo.

E raios me partam se o sacana n�o enchia isto de buracos.

Quando vi que s� me restava um balde, achei que j� chegava.

Queimei-lhe os espor�es com um ma�arico.

E onde est�o agora esses grandes galos?

Depois do Willard, n�o tiveram mais crias.

Acho que ficaram demasiado pesados para procriar...

Tio Ted? Vim por causa da espada.

Para que queres tu esta espada afinal?

- � para uma produ��o teatral. - O qu�?

Brad, est�s a dizer que essa treta da representa��o � a s�rio?

Sim.

S� os maricas e os pretos com a mania � que se tornam actores.

�s rabicho? � que n�o tens cara de preto.

Tio Ted, n�o est� a perceber.

� uma coisa a s�rio. Vamos encenar uma pe�a grega.

� representada h� 2000 anos.

Uma pe�a grega?

A �nica coisa que os gregos sabem fazer

� brincar com os tomates uns dos outros.

� uma daquelas pe�as de souvlaki

em que os tipos dan�am uns com os outros

como um bando de bichas?

Mora ali um grego que se mudou h� pouco tempo...

Tive de trancar as ovelhas � noite porque ele as assustava.

Uma pe�a grega...

Brad, a tua m�e sabe que andas metido nestas merdas?

Brad? N�o � uma espada grega.

O estilo n�o bate certo.

E depois?

E depois?

E depois?

Brad?

N�o � a espada adequada.

- Sabes o que diz o Livro de Job? - Sobre espadas?

N�o, porra, sobre avestruzes.

Job, 39:13.

"A avestruz bate alegremente as suas asas,

"por�m, s�o benignas as suas asas e penas?"

"Ela deixa os seus ovos na terra, e os aquenta no p�.

"A seu tempo se levanta ao alto;

"ri-se do cavalo, e do que nele vai montado."

Ele era quezilento e perturbador.

Mas t�nhamos de o aceitar tal como era.

Ao mesmo tempo, era muito talentoso.

Mas deu-me alguns problemas.

Fica j� o aviso.

Os antigos gregos n�o eram s� um bando de fil�sofos e estetas

que andavam em biquinhos de p�s.

Gostavam do que era genu�no.

Como eu estava a dizer, temos em m�os uma trilogia.

Sabemos que o rei regressa de Tr�ia

para ser morto pela esposa.

O filho regressa para o vingar e para matar a m�e.

Mas esta maldi��o tem um passado que pesa sobre esta gente.

A matan�a dura h� gera��es.

Orestes � apenas o �ltimo elo...

... de uma cadeia sanguin�ria.

Tudo come�a com T�ntalo,

aquele que passa a eternidade no inferno,

acorrentado a um rochedo pelos deuses,

desejando saciar-se com as uvas que est�o fora do seu alcance.

Nele reside a origem da palavra "tantalizar".

Est� na origem do nosso pr�prio supl�cio,

cobi�ar um objecto de desejo que n�o podemos ter.

T�ntalo desafiou os deuses.

Queria ver se eram reais.

Por isso, convidou-os para jantar.

E, apenas para os testar,

serviu-lhes o filho num guisado.

Os deuses vomitaram a sua carne

para poder gerar mais canibais e assassinos.

Como o seu pr�prio filho, Atreu,

que cozinhou o filho do seu irm�o, Tiestes,

convidando-o para o banquete.

O que estou a dizer

� que, para compreendermos Orestes e a sua maldi��o...

... temos de sentir todo o peso desta casa tant�lica amaldi�oada.

Uma dinastia de reis impiedosos e rainhas diab�licas

que comem a carne uns dos outros

e fornicam com as mulheres uns dos outros,

s�culo ap�s s�culo, gera��o ap�s gera��o.

E apenas Orestes pode acabar com a maldi��o.

Mas, para tal, tem de matar a m�e.

Ser� amaldi�oado se o fizer,

amaldi�oado se o n�o fizer, e duplamente amaldi�oado se vacilar.

� isso mesmo!

� isso mesmo!

P�ndega!

Algazarra!

P�ndega e algazarra.

Sou o encenador, Brad. Fazes o que eu mandar.

Lee, algumas pessoas encarnam uma personagem,

outras desempenham um papel.

H� uma coisa que nunca me saiu da cabe�a.

Nunca percebi o que ele quis dizer com aquilo.

Agarrou na espada e disse-me...

"Um p�ssaro foi o maior animal que alguma vez matei...

"... antes de matar a minha m�e."

H� quanto tempo foi isso?

H� semanas, talvez um m�s.

Mas os ensaios correram muito bem.

Sobretudo quando o Brad n�o tinha falas e era o coro que representava.

Lembras-te?

Em posi��o.

Em posi��o.

Concentrem-se.

Concentrem-se. Vamos.

A Terra gera muitas coisas e concebe dor, terror...

E os horrores do sofrimento.

E, nas profundezas do mar, abundam monstros assassinos.

E cometas flamejantes abatem-se dos c�us

e irradiam as criaturas aladas.

E as criaturas rastejantes.

E coisas ainda mais horrendas

como o ber�o das tempestades.

O ber�o das tempestades.

Mas quem consegue descrever a aud�cia dos homens,

ou o atrevimento e a paix�o das mulheres

que diante nada se abalam e s� conduzem � destrui��o.

A lubricidade cruel da paix�o feminina

pode desfazer os la�os que unem um par

e apartar o negro amplexo

tanto de homens como de animais.

- Esta espada corta fundo. - Atravessa os pulm�es.

A justi�a � escarnecida e calcada no ch�o!

O destino do ferreiro forja a arma!

Chega uma crian�a a esta casa em busca de vingan�a.

Para apagar a mancha penetrante do sangue antigo.

Originada por aquela cujo nome nos causa fr�mito...

... a negra e acalentada f�ria.

Mas havia sempre problemas quando ensai�vamos o papel do Brad.

De que tratava a pe�a?

De um filho que mata a m�e.

Filho...

Trazes a morte no pensamento, a morte de tua m�e.

N�o, �s tu quem mata. Tu, n�o eu.

Cuidado com os mastins vingadores que tua m�e invocar� do inferno.

Devo vingar meu pai e n�o poupar-te a vida.

Ela f�-lo ou n�o?

Atenta nesta t�nica...

... que ela tingiu com o sangue que pingava da espada do amante.

Brad, isto n�o � uma t�nica grega...

Esta mancha respigada ajudou o tempo a diluir...

... as muitas tintas que outrora adornaram esta t�nica.

Estou hoje aqui extasiado,

enfurecido pelo sangue, exultante...

... em pranto.

Ouve-me, teia urdida que matou meu pai.

P�ra, Brad. J� chega.

- Saltaste umas cem falas. - Assim faz mais sentido.

� verdade.

Est�s a� parado a debitar texto.

N�o est�s a representar. Nesta altura, disse para te mexeres.

Lee...

Tenho de te dizer uma coisa relacionada com basquetebol.

Todos sabemos que foste um grande jogador.

N�o, faltava-me altura para o jogo,

por isso treinei para ser um lan�ador � dist�ncia,

num lan�ador de tr�s pontos.

Num dos meus jogos, aconteceu. Passaram-me a bola, saltei, olhei

e, a meio do salto, percebi...

... que ainda nem estava a meio campo, estava a 20 metros do cesto.

E n�o podia tocar no ch�o porque sen�o era falta por passos.

Tinha mesmo de lan�ar.

Paro em pleno salto e tudo � minha volta p�ra tamb�m.

E lan�o a bola.

Foi mais atirar a bola do que lan�ar.

E conseguiste encestar.

N�o, acertou no aro com for�a. Foi um estrondo.

Chega. Isto � rid�culo.

E acho que encontrei.

O qu�?

Encontrei o ponto central.

O eixo est�tico do mundo.

Est�s a perceber?

N�o.

Podemos repetir? Por favor?

Coro, vamos repetir.

V�, depressa.

Em posi��o. Concentrem-se.

Uma pe�a grega. Vamos l�.

A Terra gera muitas coisas e concebe dor, terror...

E os horrores do sofrimento.

E, nas profundezas do mar, abundam monstros assassinos.

E cometas flamejantes abatem-se dos c�us

e irradiam as criaturas aladas.

E as criaturas rastejantes.

E coisas ainda mais horrendas

como o ber�o das tempestades.

O ber�o das tempestades.

Mas quem consegue descrever a aud�cia dos homens,

ou o atrevimento e a paix�o das mulheres

que diante nada se abalam e s� conduzem � destrui��o.

A lubricidade cruel...

O galo, o cavaleiro! Um homem montado num galo!

O cavaleiro do Apocalipse!

O galo, o cavaleiro!

O cavaleiro do Apocalipse!

N�o, n�o era o cavaleiro, era o dono do cavalo.

O sacana do dono � que n�o me queria dar o cavalo.

Imagina que estamos na esta��o do ano oposta.

N�o h� neve.

E que este cavalo j� n�o cresce mais.

E que h� um an�ozinho

montado no cavalo mais pequeno do mundo.

� ent�o que o Willard, o meu galo,

come�a a persegui-lo � volta da maior �rvore do mundo.

Aqui vai o mais engra�ado.

O galo � mais alto do que o cavaleiro e o cavalo juntos!

Isso seria fant�stico!

Era a minha ideia para um an�ncio que me renderia uma batelada.

Seria fant�stico.

Um an�ncio a qu�?

Eu sei l�! Mas seria fant�stico.

O t�tulo desta can��o �:

"Nasci Para Pregar o Evangelho e Adoro o Meu Trabalho".

Nasci para pregar o Evangelho

Nasci para pregar o Evangelho

Nasci para pregar o Evangelho

E adoro o meu trabalho

Nunca estudei Numa universidade

E nunca me safei na escola

Mas quando Jesus Cristo me ungiu Para pregar o Evangelho

N�o fez de mim nenhum tolo

Nasci para pregar o Evangelho

Nasci para pregar o Evangelho

Nasci para pregar o Evangelho

E adoro o meu trabalho

Temos muitos pregadores Bem pensantes

Que t�m as ideias arrumadas

Mas o seu cora��o N�o est� em Deus

Por isso deambulam por a� Como mortos

Nasci para pregar o Evangelho

Nasci para pregar o Evangelho

Nasci para pregar o Evangelho

E adoro o meu trabalho...

Detective, veja s�!

Sr. Macallam, o que � isto?

Um flamingo que chocou com uma �rvore.

D� isso � minha m�e.

- N�o parava de falar na m�e. - Sr. Meyers, por favor.

Aqui fica mais seguro.

Compreendo.

Estava obcecado com ela.

Quando interpretei o papel de m�e dele

e me fiz de morta aos seus p�s,

ele sussurrou-me...

"Mexe os p�s.

"Quero ver os p�s da minha m�e a dan�arem at� ao C�u."

Interrompeu tantas vezes os ensaios que tive de o afastar da pe�a.

Custou-me imenso porque ele era muito bom.

Foi uma grande tristeza.

Ele reagiu muito mal. N�o conseguia esquecer aquilo.

N�o conseguia seguir em frente.

Lev�mos a pe�a at� Calgary

e ele fez o caminho todo com a m�e s� para a ver em cena.

Foi a �ltima vez que o vi.

Estava com a m�e.

Parecia t�o afectuoso.

E adorou a cidade.

Ficou fascinado com ela.

Todos aqueles cilindros de vidro...

Brad, aonde vais? O que est�s a fazer?

N�o v�s, Lee? Este � o t�nel do tempo.

N�o seria o palco ideal para um melodrama c�smico?

Como um sabujo no encal�o de um veado ferido...

Vamos encontr�-lo gra�as ao rasto de sangue.

Resfolego, os pulm�es em chamas,

de tanto me afadigar em matan�as.

Sondando todos os recantos deste mundo, em persegui��o.

Sem asas, galguei oceanos.

E agora que este homem est� aqui...

- Algures! - Agachado!

O odor do sangue humano

abre-se aos meus sentidos.

- Vejam! - Vejam!

Por toda a parte!

Perscrutem todas as direc��es.

N�o permitam que este matricida escape impune.

Estou hoje aqui extasiado,

enfurecido pelo sangue,

exultante, em pranto.

Chacinei-a!

N�o nego o meu acto.

Ouve-me, teia urdida que matou meu pai!

Esta t�nica ela tingiu com o sangue que pingava da espada do amante!

Deves confessar o modo como a mataste.

De espada desembainhada em m�o, cortei-lhe a cabe�a!

Quem, e com que artif�cios, te instou a faz�-lo?

O destino e a necessidade comandaram minha vontade!

Brad, n�o participes. Est�s a perturbar a pe�a.

N�o fa�as barulho.

Homens h� muito mortos exigiram aos seus assassinos

sangue que pagasse o seu sangue!

Brad?

Brad, vamos.

Brad, vamos.

Brad? Brad!

- Sim? - O que se passa?

Lee, n�o precisas de estar sempre em cima de mim.

Sim, tenho chorado muito ultimamente, mas � estranho.

As l�grimas s� saem do meu olho esquerdo,

nunca do direito.

Como explicas isso?

Porque est�o todos a olhar fixamente para a casa?

Porque est� o mundo inteiro a olhar fixamente para mim?

Porque est�o as montanhas a olhar fixamente para mim?

Porque me olham as nuvens l� de cima?

Porque me olham as nuvens?

Porque est�o todos a olhar para mim?

Porque est� o mundo inteiro a olhar fixamente para mim?

Porque est� o mundo inteiro a olhar fixamente para mim?

Muito bem, equipa um, no telhado.

Equipa dois, junto � parede. Equipa tr�s, na garagem.

Equipa quatro, contornem o per�metro.

Toca a andar!

Tenente?

Temos aqui uma familiar e um amigo �ntimo do suspeito.

- Acho que podem ser �teis. - Muito bem.

Leve-os para a carrinha, j� vou l� ter.

Joey, mant�m-me informado.

Para a carrinha, vamos.

Ol�, sou o Tenente Brown. Minha senhora...

N�o deixem que isto vos perturbe.

Neste momento, estamos apenas a analisar a situa��o.

Fiquem na carrinha para eu saber onde est�o quando precisar de voc�s.

- Podem fazer isso? - Sim.

Fica com eles?

� sempre assim. Toca 30 vezes e ele n�o atende.

Deixe-me tentar entrar ali.

Posso oferecer-me como ref�m e servir como moeda de troca.

N�o.

- E sou capaz... - N�o faz parte do protocolo.

Quem manda aqui sou eu.

Obedece �s minhas ordens ou passa para l� da linha. Entendido?

Obrigado.

Sinto muito.

Foi muito indelicado da minha parte.

Nenhum dos dois bebeu caf�. Aqui t�m.

Obrigado.

Desculpem n�o ter pensado nisso antes.

Quando est�vamos no Canad�, percebi que o Brad chorava muito.

N�o gostava de falar sobre isso, ou fazia sempre uma piada,

mas lembro-me que uma vez se virou para mim...

Estava mais s�rio e disse-me:

"Chorei na sala das m�quinas durante quatro anos

"at� eles a renovarem e usarem com outro fim."

Foi s� h� dois dias que ele me ligou de Tijuana, em desespero.

Estava a chorar

enquanto me falava do quarto de hotel onde estava.

Disse que tinha posto �culos graduados � volta do candeeiro da cama.

No dia seguinte, atravessei a fronteira para o ir buscar.

BEM-VINDOS A TIJUANA

Compraste estes �culos graduados todos?

Porque dispuseste os �culos assim, Brad?

Foi a forma que encontrei de trazer o c�u para a Terra.

V�s?

N�o, obrigada...

Hoje, n�o. Mas fico com o cart�o.

Talvez mais tarde. Obrigada.

N�o, hoje, n�o. Obrigada.

Assim que volt�mos para os Estados Unidos,

ele quis ir ao hospital da Marinha, em San Diego.

Fiquei contente.

Pensei que ele queria receber tratamento para a depress�o.

Ali.

Vira aqui. Vira � direita.

- Mas � o hospital da Marinha, Brad. - Quero ir ao hospital da Marinha.

� direita.

Aqui.

O meu pai morreu aqui.

Diga.

Gostaria de visitar os enfermos.

Gostaria de visitar quem?

Os enfermos. Os enfermos em geral.

Ai, o general!

N�o sei se ele est�. Estacione ali, por favor.

Repita, por favor. Como assim, os enfermos?

Minha senhora, refiro-me aos enfermos em geral.

N�o pode visitar os enfermos em geral.

Ao menos, posso comprar uma almofada para os enfermos?

Pode perguntar na loja de lembran�as...

Espere um momento enquanto fa�o uma chamada!

Fala da recep��o.

Esteve aqui um homem a perguntar...

N�o sei, travem-no. Perguntou pelos enfermos ou por uma almofada...

Seguran�a, um homem dirige-se para a loja de lembran�as.

Sim, civil. Est� com uma mulher. Agora.

Brad?

Chamaram a seguran�a.

Brad!

Brad, vamos embora.

V�s como San Diego � bonita?

Parece a cidade de Deus.

- Vais deix�-la a�? - Sim.

Espero que seja encontrada por um aspirante a jogador.

Viste aquilo, Ingrid? O mundo inteiro quase parou.

Como assim?

Brad, eu n�o vi nada.

Desculpe, queria dar-lhe isto.

- O seu saco? - � uma prenda. Fa�o quest�o.

- O que vou fazer com isto? - Aceite, � maravilhoso.

Tem todo o tipo de... Est� a ver? Espere, tenho de ficar com isto.

- Mas pode ficar com o resto. - N�o posso...

- Fa�a bom proveito. Obrigado. - Est� bem.

Brad, tinhas ali os teus �culos.

Deixa, consigo ler sem eles.

Estou a seguir uma voz interior.

� muito bom desfazermo-nos das nossas coisas.

E depois?

Depois de Balboa Park, levei-o para minha casa.

Isso foi ontem.

Ele passou o dia a dormir.

E, de noite, ficou irrequieto.

Come�ou a falar de maquinaria.

E do quanto a detestava.

E depois desligou todos os rel�gios e o frigor�fico.

A seguir, foi para a rua e come�ou a bater no carro...

Com tanta for�a que fiquei assustada.

Quando finalmente voltou para dentro,

trazia com ele aquela almofada

e lan�ou-me um olhar que eu nunca tinha visto.

Foi quando me assustei a s�rio.

Disse-lhe: "Brad, n�o quero que passes aqui a noite."

E ele saiu sem abrir a boca.

Detective?

A Sra. Roberts parece ter recuperado a fala.

Diz que se sente melhor e j� pode falar consigo.

Vou j�.

Sra. Roberts, sei que � dif�cil para si,

mas pode dizer-me como tudo come�ou?

Tudo parecia correr normalmente.

Era ainda manh� cedo e, claro, est�vamos a tomar caf�,

quando o Brad atravessou a rua com a m�e.

Na verdade, ela vinha mais � frente

e ele seguia-a alguns passos atr�s.

A minha m�e ofereceu-lhe caf�

porque pressentiu que a Sra. Macallam tinha algo para lhe dizer,

por isso disse-me: "Porque n�o levas o Brad a ver o teu jardim?"

Trouxe-o c� para fora e mostrei-lhe as minhas flores mortas e o p�.

Falei-lhe dos problemas que tinha com a falta de �gua.

Ele pareceu estar muito interessado em tudo aquilo.

Mas quando ele me atirou o taco de basebol, perguntei:

"Brad, o que est�s a fazer?"

Mas isso foi mais tarde.

Deixa-me contar ao detective.

Quando eles estavam nas traseiras, a minha filha e o Brad Macallam,

a Sra. Macallam chegou-se a mim e sussurrou...

O Brad tentou sufocar-me com uma almofada.

- N�o... - N�o estava a brincar!

Acho que devemos chamar a Pol�cia.

Isto j� foi longe de mais. Temos de... Ele vem a�.

Mas vou ligar-lhes.

Ela teve tantos problemas com o jardim...

N�o tem chovido, por isso... Senta-te aqui, querida.

- Quero que te sentes aqui. - Com licen�a, Brad.

Queres um caf�, Brad?

- Vou servir-te uma ch�vena. - N�o...

Espere...

Tenho de ir buscar a minha caneca.

N�o posso come�ar o dia sem a minha caneca especial.

Ele ainda demorou bastante. A� uns dez minutos.

Quase pens�mos que ele n�o voltaria.

Est�vamos a falar sobre se dever�amos chamar a Pol�cia

quando ele entra com a caneca.

A Sra. Roberts faz mesmo o melhor caf� das redondezas.

Aonde vai ele?

Est� a ir para o carro.

Tem um taco.

Toma.

- Brad, o que est�s a fazer? - Bate-me.

O qu�?

Mata-me antes que aconte�a.

Mata-me antes que aconte�a. Mata-me.

- O que est�s a fazer? - Mata-me!

Quando ele a trespassou pela primeira vez...

Trespassou? Como assim?

Quando ele a trespassou com a espada.

Ela disse, calmamente: "Meu filho, meu filho, o que fizeste?"

Foram as �ltimas palavras que disse.

N�o houve gritos.

Na verdade, ningu�m gritou, muito menos a m�e dele.

Fiquei boquiaberta com o sil�ncio.

Vamos ver no que d�. Est�o prontos?

Fiquem aqui atr�s e n�o quero hero�smos.

Brad? Sou eu, o Lee.

Vim de L.A. Tenho a Ingrid aqui comigo.

Estou aqui, Brad.

Brad? Vai ficar tudo bem.

Prometo-te. N�o te v�o fazer mal.

Mas tens de sair, Brad.

Brad? N�o faz sentido sequestrares os ref�ns.

Deixa-os sair!

Est� bem!

Solto-os j�. Ainda estou a aliment�-los.

Brad? Sou eu.

Fala comigo.

Diz-me, quem s�o os ref�ns? Como � que eles se chamam?

McNamara e MacDougal!

Meu Deus...

S�o os flamingos dele. S�o os p�ssaros dele!

Mas quais p�ssaros? S�o �guias travestidas!

Pronto, pronto...

Est� tudo bem.

Detesto que o sol nas�a sempre a Oriente.

Pol�cia, n�o se mexa!

M�os ao ar!

Vire-se contra a parede!

Largue a arma, devagar.

Agora, caminhe de costas na direc��o da minha voz.

Continue. Continue.

Mais devagar.

Continue.

Pare. De joelhos.

M�os na cabe�a.

Quero que me deixem no deserto, no meio do nada.

Quero que me levem para Sul da fronteira.

Assumi uma nova voca��o, como intermedi�rio da Justi�a.

Ol�, Ingrid. Ol�, Lee.

Desculpem, n�o podem falar com o suspeito.

- Afastem-se, por favor. - Detective, fa�a-me um favor.

Pode incluir duas coisas no seu auto?

A primeira, esque�a os flamingos. Eu vejo avestruzes.

Vejo avestruzes a correr.

E a segunda, onde est� a minha bola de basquete?

Realiza��o

Argumento

Produ��o

Tradu��o e Legendagem Pedro P�voa / CRISTBET, Lda.

Ripadas e sincronizadas por: PT-Subs Rips

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