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Original subtitles

Anteriormente...

Quando quiseres mudar a resposta, conta comigo.

Eu não preciso de ajuda.

Vi uns tipos no combate.

Chamam-se a si próprios Teddy Boys.

Se queres entrar, um escalpe chinês é o teu bilhete.

Se tu e a tua equipa não me acham um espadachim, arranjo quem ache.

Dá-me algo que eu possa usar.

Não sobrevalorizes quanto sofrerei para proteger o teu segredo.

Por falar em segredos...

... foste ver o teu?

Fiz tudo para te afastar do torneio.

E depois, mandaste matar-me.

Precisamos duma fonte de confiança.

A mulher do Mayor tem cem coolies a trabalhar para ela.

Entendes a situação em que me colocas?

Está estável para mover?

Cabrão de merda!

Floyd!

Volta aqui, seu cabrão!

Acho que me partiste as costelas, porra.

Pois, olha, não é nada, comparado com o que os Fung Hai te farão.

- Agora vá, paga. - Está bem.

Credo, que fedor.

É por me fazeres correr.

Espero bem que isto resulte.

Se este gajo nos lixa, ficamos sem um cêntimo para comprar na China.

O Father Jun não começará a tratar-te como igual até tu o fazeres ver.

- Porquê tando empenho, de repente? - Pensava que era o que tu querias.

Sim, talvez, mas começa-me a parecer que tu queres mais.

Só estou a dizer que, se há aqui outro motivo, quero saber qual é.

Eu perdi o combate e deixei a Mai Ling entrar.

Portanto, acho que o meu motivo...

... é expulsá-la daqui para fora.

Ok, posso apoiar isso.

E podes ter perdido, mas o Father Jun nunca devia ter concordado.

Estão atrasados.

O Happy Jack não gosta de esperar.

Ele está lá atrás.

Eles estão comigo.

Estão atrasados.

Happy Jack? Não parece lá muito feliz.

Não disseste nada sobre tongs. Não preciso dessa dor de cabeça.

Ouve-os, pode ser?

Para que precisam de mim? Têm os seus fornecedores.

Se não quiser, arranjamos quem queira.

Olha quem fala o inglês do rei.

Ele não é meu rei.

Duzentos por caixa. É esse o preço atual, não é?

Talvez.

Precisamos duma dúzia, para começar.

- Tu responsabilizas-te? - Se não, não estaria aqui.

Precisamos que o armazenes. De onde possamos tirá-lo aos poucos.

- Que tal 210 a caixa? - Trezentos.

- Para isso mando vir da China. - Talvez devas fazer isso.

- Jack. - Eu importo, vendo, entrego.

O meu negócio não é armazenar. É arriscado.

Portanto, terão de pagar mais por isso.

Duzentos e cinquenta.

Se resultar, as encomendas aumentarão.

- Têm o dinheiro? - Tenho metade comigo.

Deixa-o. Volta à noite com o resto.

Ele reconhece os fatos. Não nos vai lixar.

Não tenho o dia todo, porra. Sim ou não, já.

Agora já sabemos o que o faz feliz.

- Estão aqui. Tenho estado a pensar. - Espera aí.

As primeiras vítimas, Morgan e Davis, eram violentas com chineses, certo?

Mataram-nos à pancada, foram libertados,

mortos, um decapitado, outro esventrado.

- Credo, Lee, são oito da manhã. - E um quarto.

Agora, temos os Teddy Boys, os vândalos do outro dia,

que também atacam chineses, e no caso, tiram tranças como troféu.

Os meus cigarros?

Nos meses entre Morgan e Davis e os Teddy Boys,

tivemos outras três mortes pela espada,

fazendo todos sentido como vingança.

Pronto, pronto, Lee.

Isso não é nada que já não saiba, por isso...

Timmons e McCormick.

Barões do imobiliário.

Nenhum deles tinha negócios com chineses,

nem manifestaram sentimentos contra chineses, publicamente, pelo menos.

Eles eram empresários.

Capitalistas que aprovavam o trabalho de coolies.

- Não encaixam. - Pois não.

Foste a casa ontem?

Passei os últimos dias a rever negócios do Timmons,

depósitos, registos de propriedade, a investigar.

Para quê? Por isso te dói a cabeça.

- És polícia, não contabilista. - Ouve-me.

O último negócio dele foi a venda dum terreno em Spring Valley,

a Leonard Patterson, por cinco mil dólares.

Essa propriedade estava à venda por dois mil e tal.

Menos de metade do que o Patterson pagou por ela.

E o negócio foi assinado no dia em que ele e o sócio foram mortos.

A tua teoria é que o Patterson descobriu que pagou demais

e, num ataque de raiva, agarrou na sua fiel espada

e esventrou os vendedores. - Talvez.

Ouve, só digo que há algo de suspeito nesse negócio.

Então, imagino que queiras falar com esse Patterson.

Não há banha, sem cozer o porco.

Eu acredito em ti.

Deves ter seguro, Leland. Contra fogo, inundação e roubo.

Não contra dinamite, bolas. Nem sabotagem.

Penny, esto é uma sessão à porta fechada, querida.

É uma reunião de emergência para empresários, não?

Correto.

Decerto que encontras um benefício fiscal que amorteça o custo.

Um empréstimo sem juros, talvez.

Vamos ajudar-te a erguer rapidamente.

É generoso. Isso estende-se a todos?

É claro que o primeiro ponto é garantir

que este tipo de ataque não se repete.

Falei com o Chefe Flannagan hoje.

Já começaram a revirar tudo à procura do responsável.

Já sabemos quem é responsável,

a não ser que prendas os do Leary.

- Não... - A Sra. Blake tem razão.

Seria melhor eles guardarem os nossos negócios.

Segundo o Chefe Flannagan, já estão sobrecarregados.

Falaste com o Flannagan?

Isso não é adequado.

A questão é se este gabinete irá fazer alguma coisa para

proteger as indústrias dos capangas.

- Exato. - Sim.

Raio do chinoca.

Chao.

Claire.

Está leve.

O trabalho tem estado difícil.

Vestido novo? Muito bonito.

Caro, não?

Uma dama não sobe no mundo, sem um bom vestido.

Não ando no entretenimento, se é a tua dúvida.

Dá-lhe tu isto.

- Hannah? - Não.

Hannah!

Olha quem está aqui.

Olá.

- O que é que se diz? - Obrigada.

- Obrigada, quê? - Obrigada, papá.

Não é "papá". É "amigo", só amigo.

Percebes?

Ainda bem. Pronto, vai lá!

- Não faças isso. - Pensei...

Não penses.

A verdade é que nunca conheci Sr. Timmons ou o sócio.

Os nossos negócios foram feitos através do banco.

Fiquei chocado quando soube. Foi terrível.

O registo do banco mostra que pagou mais do dobro do preço

pelo terreno de Spring Valley.

Posso perguntar porquê?

O Sr. Timmons pô-la à venda por baixo. Houve várias propostas.

O preço subiu rapidamente.

Ainda assim, vi muitas propriedades em redor com dimensão semelhante.

Não estão nem perto do que o senhor pagou.

Tem de admitir que é exorbitante.

Como disse, houve outras propostas.

E eu sabia que, pagando muito mais, asseguraria a compra. Arrisquei.

A terra tem boas perspetivas.

Bem, se é tudo, senhores...

Faz negócios com chineses, Sr. Patterson?

Porque faria eu isso?

Nunca se sabe para que vão usar os edifícios.

Agora, se me dão licença, o próximo compromisso está a chegar.

Lee.

Obrigado pelo seu tempo.

Então?

Joguei póquer e sei ver um bluff.

Esconde alguma coisa.

Já conheci assassinos e sei que ele não é.

Nunca se sabe, para proteger a fortuna.

Analisamos melhor e chegaremos a algum lado.

A crimes financeiros, talvez. Mas a um espadachim chinês? Não me parece.

Estamos no bom caminho. Falta só a ligação chinesa.

O que foi?

Bem... de vez em quando, sabe bem fazer trabalho policial a sério.

Menina?

Tu vieste.

Soube que voltaste aos Hop Wei.

Chamaste-me para me censurar? É que eu estou muito ocupado.

Não.

É claro que não, desculpa.

Aceitas um chá?

E que tal ires direta ao assunto?

Os gorilas do Leary continuam a ameaçar os meus operários.

E como deves saber, outra fábrica que contrata chineses explodiu ontem.

Os meus guardas despediram-se e não encontro quem queira substituí-los.

- Ok. - Posso pagar-te.

E aos teus... parceiros.

Só têm de manter seguros os operários e a minha fábrica.

- Não estás a falar a sério. - Muito a sério.

Chamaste-me criminoso.

Eu estava zangada.

- E queres contratar criminosos? - Preciso de proteção.

O que faz de ti uma criminosa.

- É para proteger os teus. - Não!

Mesmo que não fosse péssima ideia, coisa que é, por milhões de razões,

o teu pai não concordaria. - O meu pai morreu.

No dia em que atacaram a fábrica, ele teve um ataque cardíaco.

Lamento.

Não preciso da tua pena. Preciso de homens, pago um salário justo.

Porque não contratas os irlandeses?

O quê, o Leary e os rufias dele... vencem e pronto?

Foi bom ver-te, Penny.

Então, é assim?

Sim, é assim.

BARBEIRO

- Polícia de São Francisco, rusga. - O John saiu!

- Polícia de São Francisco. - Que raio é isto?

Nós pagámos-vos.

Mexe-te!

- Estamos bem. - Deviam prendê-los.

As ordens são entrar e sair. Traga as suas raparigas.

- Enquanto recebe o suborno. - Fazemos assim.

Não a ensino a ser uma viúva rica e não me diz como ser polícia.

Tens o dinheiro?

Fica tu com ele. Senão, vais ter de mo arrancar das mãos.

Ainda não acredito que me deixei convencer.

Vamos lá.

Desde que vieste ao mundo, nunca paraste.

A gritar e a chorar, noite e dia.

A tua mãe ficava dias e dias acordada.

- A minha mãe? - Ela não conseguia lidar contigo.

E aos quatro meses, ela abandonou-te.

"Agora, é problema teu."

Ela viu a tua teimosia como maldição. Eu a não vi assim.

Vi um lutador inato.

Mas a árvore dura racha mais facilmente.

A Mai Ling aprenderá isso do modo mais difícil.

Enquanto nós sobreviveremos, vergando-nos ao vento.

Mas estamos a perder, pai.

Ceder não é o mesmo que vergar.

Toda a minha vida, nunca me furtei a uma luta,

mas temos de escolher o nosso momento.

Tu és o único em quem confio.

Mas agora, preciso que tu confies em mim.

Nós cumprimos a nossa parte, até eu dizer.

- Entendes-me? - Entendo.

De que porra estás a falar? Tínhamos um acordo.

O que se passa?

Ele não nos guarda o ópio.

Cabrão.

Devolve-nos o dinheiro e arranjamos outro fornecedor.

- Que achas disso? - Não é assim que funciona.

A vossa encomenda está a ser processada.

Temos de arranjar outro.

Não podemos escondê-lo em Chinatown, o Father Jun vai descobrir.

Dá-nos o dinheiro de volta.

- Eu sabia que nos iam lixar. - Espera.

Seria uma pena desperdiçar esse belo penteado num cadáver.

Agora, acalmem-se todos, porra.

Eu tenho a vossa merda,

mas a Polícia tem andado a fechar o cerco.

Hoje, já fizeram duas rugas na zona e não posso ser apanhado com aquilo.

Portanto, podem sair daqui sem nada e falidos,

ou dizer onde querem a entrega,

antes que eu encontre quem queira.

Um pouco mais grosso que o normal.

Long Zii dizia que é melhor ter sócios mais gordos que nós.

Gordo, tudo bem, mas esse não era o nosso objetivo, pois não?

As tuas tréguas com os Hop Wei começam a abusar.

As tréguas permitiram-nos aumentar a quota no negócio do "melaço".

O negócio está bom, mas as outras tongs estão a ficar impacientes.

É uma questão de tempo até quererem mais e atacarem.

Até lá, desfruta dos despojos.

Assumes que eu tenho o luxo do tempo. E pior, que tu também o tens.

Preciso de caos, e depressa.

Mai Ling.

Nunca cometas o erro de pensar que este acordo faz de nós sócios.

Eu vendo, tu compras. É esse o mercado em que estamos hoje.

Amanhã, pode ser diferente.

VENENO DE LAÚDANO

- Olá. - O que tomas?

Um... whisky.

- Com um extra lá dentro. - Extra quê?

- Tens láudano? - Tens dinheiro?

Continua.

- Não arranjo troco disso. - Fica com ele.

Olha.

- Como te chamas? - Porquê?

Ouve, um aviso de amiga.

É melhor não andares por aí sozinho, quando isso fizer efeito.

Porque não vens até lá atrás?

Tenho um sítio onde podes dormir.

Ou, se não te apetecer dormir...

... podemos conversar.

Sou a Abigail.

Estás bem, querido?

Nora?

O que...? O que é que me fizeste?

- Não acordes os miúdos. - Que se lixem.

- Pareces ter gostado. - Podes levar-me a mal?

Não tive de fazer o trabalho todo, para variar.

Da última vez que fizeste amor comigo assim, deste-me gémeos.

Juro, Bill O'Hara, se me fazes outro bebé, mato-te.

Tens a minha autorização para o fazer. Mas, antes disso...

- O que é isto? - É uma joia.

- Põe-se ao pescoço. - Eu já vi colares antes, Bill.

Pergunto-me é o que fazes tu com ele.

Diz-me que não o ganhaste ao póquer.

Alguma vez me viste ganhar alguma coisa?

Vá lá. Tens andando com muito dinheiro, ultimamente.

Bem... tenho feito mais uns turnos.

Há um espadachim chinoca à solta, sabes?

Turnos suficientes para comprar algo assim?

Pronto, eu fico com ele.

Deus nos livre de o teu marido fazer algo simpático.

Ouve...

Adoro que queiras tanto dar-nos tudo o que tu nunca tiveste.

Só quero que saibas que não preciso de joias nem de bifes.

Só preciso que venhas para casa, depois do turno naquela maldição.

- Não me vai acontecer nada. - Espero bem que não.

Toma.

O que é isto?

Parece que os Suey Sing decidiram começar a vender ópio.

Discretamente.

Em becos esconsos e bordéis.

- Quem é que te disse isso? - Foi ele.

Depois de o apanharmos.

Os Suey Sing são muito pequenos para enfrentar os Hop Wei ou os Long Zii.

Porque iriam arriscar?

Os Hop Wei dominaram o negócio do "melaço" durante tanto tempo.

Agora que nós entrámos,

é lógico outras tongs tentarem.

- Eles não são uma ameaça. - Não.

Mas temos uma oportunidade de enviar uma mensagem.

Uma mensagem?

De que os Long Zii protegem o que é nosso, tanto quanto os Hop Wei.

Mai Ling.

O líder deles é jovem.

Lao Che pode ser imprudente, mas não é estúpido. Deixa-me falar com ele.

Vamos.

Li Yong.

Leva o Zing contigo.

Eles que vejam quem nos protege.

Estás a reconsiderar a minha proposta?

- Porque estás a fazer isto? - Isto?

Podias facilmente vendê-la. Voltar para a tua pintura.

Porque te dás a todo este trabalho?

Digo às minhas irmãs que é o legado do nosso pai. E é verdade.

Mas a verdadeira razão é uma mentira que digo a mim própria,

que isto significa que não dependo do dinheiro do meu marido.

Bem...

Eu posso oferecer-te proteção, mas...

O que podes tu oferecer-me a mim?

Oito guardas devem chegar. Digamos, quatro dólares por semana, cada.

Sete.

É acima do preço de mercado. Não posso pagar isso.

Enquanto estivermos aqui, ninguém toca nisto.

Tu sabes disso.

Cinco. Não posso pagar mais que isso.

Volto daqui a uma hora, com o primeiro turno.

Nós somos testemunhas da lenta

e implacável decadência da nossa democracia, que tanto nos custou.

Não podemos deixar que a ansiedade e o medo se tornem a lei vigente.

Não podemos ficar a ver a nossa fibra moral ser comprometida.

Porém, aqui estamos, debatendo-nos com a incerteza,

quando pessoas sentem ter de fazer explodir prédios para serem ouvidas.

O perigo amarelo propaga-se mais rápido do que o Mayor o controla

e a Polícia anda às voltas,

continuando os cidadãos a ser estraçalhados pelo espadachim chinês?

Para onde, pergunto-vos, é que americanos trabalhadores

e tementes a Deus, como vocês, devem virar-se?

Mandem-nos de volta! Mandem-nos de volta!

Mandem-nos de volta! Mandem-nos de volta!

Olha para ele, apela aos operários, como se fosse um.

E eles seguem-no, como cães esfomeados.

Vão votar num milionário e perguntar-se por que os lixam.

Política. Pensei que já estavas habituado.

Mas agora, enxovalha o meu gabinete. Percebes por que me chateia?

Em especial, por que não posso mostrar progressos!

Estamos atrás duma pista.

Seja o que for, para prender alguém.

Mas encontra-me um espadachim, para eu o enfiar pela goela deste sacana.

Amigos!

Eu já fiz tudo o que podia, no Capitólio Estadual.

Tudo o que podia! Em breve, será a vossa vez.

Usem o vosso privilégio de americanos e mandem-me para Washington,

onde terei autoridade para redigir leis.

Leis que os mandem, a todos eles, de volta para a China!

Sim!

- Mandem-nos de volta! - Mandem-nos daqui para fora!

Olha quem decidiu agraciar-nos com a merda da sua presença.

Bom dia, Chefe.

O diabo, é que é.

Deus vos abençoe a todos! Vão lá, e votem!

Sim! Sim, senhor!

Noite difícil?

Hei de sobreviver.

Então, este é o famoso Banshee.

Creio que o meu pai veio cá, uma vez.

- Duvido muito. - Não, tenho a certeza.

Veio aqui contratar trabalhadores, para assentar a linha do elétrico.

O seu pai era o Byron Mercer?

Imagino que não gostasse muito dele.

Bem... para ser justo, ele também não gostava muito de mim.

O que acha que ele diria se a visse aqui?

Nem me importa muito. Geralmente, era esse o nosso problema.

- Isso é Beethoven, é? - A "Sonata ao Luar".

Gosta?

- É muito boa. - Sou desleixada.

Nunca me empenhei o tempo necessário.

A minha professora, a Madame Le Claire,

dizia que eu era um desperdício e um pivete de potencial.

Pelo menos, acho que era isso que dizia. Chumbei a francês.

A terminar a escola, é?

Eu desisti.

O que suponho que signifique que não terminei.

Obrigado, Sr. Leary.

Por me deixar tocar.

E esta, porra?

Que cobra! Para que foi ele acirrar aquele fogo?

E atirar-me à fogueira?

Não sei, Senhor Mayor. Para o motivar, talvez?

Motivar-me? Ele envergonhou-me.

Se isso te preocupa, talvez devas tratar da tua mulher.

Não podes fingir ser contra a mão-de-obra chinesa

enquanto a tua mulher contrata coolies.

Tento que a cidade não arda e falas da minha mulher?

Se o povo de São Francisco soubesse o que se passa em Chinatown,

como vivem ao lado dos nove círculos do inferno, estariam em polvorosa.

Nem conseguíamos contê-los.

E não teríamos problemas em aprovar a Lei da Exclusão.

Às vezes, pergunto-me para quem trabalhas, Buckley.

Para o povo de São Francisco, Mayor.

Tal como tu.

Idiota!

Sr. Nichols, presumo.

Como sabe?

Sei muito sobre si, Sr. Nichols.

Sei que trabalhou para os Pinkertons e a razão por que o despediram.

Então, sabe que não me interessa o que tenha para vender.

Eu não vendo, estou a comprar.

Soube que ainda faz alguma consultoria privada.

Os Pinkertons não trabalham para uma mulher chinesa, é isso?

Mesmo para uma que fala tão bem inglês.

O Walter Buckley.

O Vice-Presidente da Câmara, Que tem ele?

- De que precisa? - Seguro.

É treta! Ele vendeu uma merda velha que tinha no bolso. Não traficamos!

- Ele mente. - Vai-te lixar, Genghis Cabrão!

Não preciso da tua confissão, Lao Che, mas isto tem de parar.

Este é o único aviso que receberás, entendeste?

- Ouve, Li Yong... - Chiu.

Só preciso de ouvir duas palavras.

Eu entendo.

- Vamos. - Nem sei por que te incomodas

com esta... ralé.

Este chino acabou de te mentir à cara podre.

Vocês, cães mongóis, acham que vêm a minha casa...

Que raio se passa contigo?

Quando a Mai Ling souber...

Achas mesmo que ela não sabia o que iria acontecer?

Por que outro motivo me mandaria contigo?

Limpem isto.

- Como está? - Estou bem.

Miss Davenport.

Não vem cá há muitos meses. Achei que, talvez, tivesse desistido.

Outros estabelecimentos necessitaram de atenção mais imediata,

mas eu queria voltar cá.

Todas as minhas raparigas estão contentes. Como sempre.

De certeza que ajuda dizer isso a si própria.

Elas escolheram esta vida.

Dou-lhes emprego, casa, roupa lavada.

O seu inglês melhorou bastante.

E o seu cantonês também.

Só espero que o seu ponto de vista também tenha melhorado.

Miss Davenport! Veio aqui salvar o mundo, de novo?

Oh, não. Só a sua gente, já que está tão ocupado a explorá-la.

Bem, alguém tem de o fazer.

- Salvá-la ou explorá-la? - Sim.

- Então? - Elas podem sair quando quiserem.

Eu não sou dona de ninguém.

Posso visitá-las?

É claro.

Parou!

Pronto!

Já tocaste a mesma música três vezes.

- Sabes mais alguma? - Desculpe, Sr. Leary.

- Sei a "Ye Olde Irish Rose". - Cruzes! Já estou farto dessa.

Ámen.

Tradução: Cândida Matos www.sdimedia.com

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