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Estou a falar de amizade.
Estou a falar de car�cter. Estou a falar de...
Raios, Leo, n�o me constrange usar a palavra. Estou a falar de �tica.
Sabes que sou um desportista. Fa�o uma aposta de vez em quando.
Mas n�o sou assim t�o desportista.
Se pago a um favorito para perder uma luta � probabilidade de 3 para 1,
acho que tenho o direito de esperar que a luta termine em 3 para 1.
Mas quando aposto com o canalha do Bernie Bernbaum,
antes que d� por ela, as probabilidades equilibram-se.
Ou aposto no que rende menos. O sacana sabe que jogo pelo seguro,
e vende a informa��o de que comprei a luta.
Chove dinheiro de fora da cidade. As probabilidades v�o para o diabo.
N�o sei a quem vende a informa��o, talvez ao cons�rcio de Los Angeles.
O Bernie n�o est� satisfeito com as comiss�es,
nem com todas as apostas que fa�o. Chiba-se sobre as minhas apostas.
Parte do reembolso que devia ir para o meu bolso, vai para outro.
E voltamos �s quest�es:
Amizade.
Car�cter.
�tica.
Estou a ser claro?
Como lama.
Est� de tal forma que n�o ganhamos sequer com uma luta combinada.
Se n�o podemos confiar num conchavo, em que mais podemos confiar?
Para se ter retorno, � preciso apostar � sorte.
E voltamos � anarquia. Voltamos � selva.
Por isso a �tica � importante. � o que nos distingue dos animais,
das bestas de carga, dos predadores: �tica.
E o Bernie Bernbaum � um cavalo de outra cor, eticamente.
Por n�o ter nenhuma.
- Tens a certeza que foi ele? - N�o podia ter sido mais ningu�m.
- Mais ningu�m sabe do conchavo? - Ningu�m sem �tica.
- E os lutadores subornados? - S� escolhemos quem se pode amea�ar.
Mais algum corretor sabe? Registam apostas com mais algu�m?
- Por vezes aposto com o Mink Larouie. - N�o � o Mink.
- Como sabem? - N�o � ele. � protegido do Eddie Dane.
� claro. O Dane sabe sempre se viciaram o combate.
O que � que isso quer dizer?
Esquece. S� estou a dizer que muita gente sabe.
Acho que n�o ouviste bem. � claro que mais gente sabe.
Por isso temos de analisar o car�cter para descobrir quem me anda a tramar.
E por isso sabemos que � o Bernie Bernbaum, o Shmatte.
Porque em termos de �tica, n�o � grande coisa.
Ent�o queres mat�-lo.
Para come�ar.
Lamento, Caspar. O Bernie paga para ter protec��o.
Leo, n�o vim pedir permiss�o. Estou a dizer-te, por delicadeza.
- Vai ser feito. - Vais ter sarilhos.
Vieste saber se dou cabo de ti, se matares o Bernie. Agora j� sabes.
Pago-te todos os meses como um vendedor de hortali�as,
muito mais que o Shmatte, e estou farto de ser desrespeitado!
Pagaste para ter protec��o, como todos os outros.
Ao que sei, a b�fia n�o fechou nenhum dos teus antros,
e o Minist�rio P�blico n�o meteu o nariz nos teus esquemas.
N�o compraste nenhuma licen�a para matar corretores. Nem compras.
Pega nesse falhado e desaparece.
N�o sou um imigrante qualquer em quem podes mandar.
J� sou muito grande para isso. Estou farto de levar com o cinto.
Estou farto de vir at� aqui beijar esse teu rabo irland�s!
E estou farto de tanto desrespeito!
Voc�s n�o passam de uns larilas.
Johnny... �s do tamanho que eu permitir e nada mais,
e nunca te esque�as disso.
Tens raz�o, Leo. Tu �s o grande chefe.
Eu sou apenas um palerma que gosta de levar umas bofetadas.
Torce-se a orelha a um porco e � v�-lo gritar.
Foi um erro, Leo.
- Acordaste com o rabo de fora? - Como sempre acordei.
� disso que estou a falar. Ainda deves ao Lazarre?
- Posso saldar as contas por ti. - N�o � preciso.
H� seis semanas que n�o ganhas. V�o falar se ele te partir as pernas.
- Dir�o que fiz por merecer. - E ter�o raz�o.
Podes chamar-me palerma, mas vou saldar essa d�vida.
Acho que vou fazer isso j� esta noite.
Olhar para ti assim abatido tira-me a... Como se diz?
- Joi de veever? - Joie de vivre.
- Ainda gozas? Vai para o diabo. - Vai tu.
Eu pago ao Lazarre. Foi por isso que Deus inventou as cartas.
- H� uma coisa que podes fazer. - � s� dizeres.
Pensa no que ganhamos com o Bernie e no que perdemos sem o Caspar.
- Sabes que n�o gosto de pensar. - Sim.
Ent�o, pensa se n�o est� na hora de come�ares.
HIST�RIA DE GANGSTERS
Acorda, Tommy.
Estou acordado.
- Tens os olhos fechados. - Em quem vais acreditar?
- Como me sa�? - O que achas?
Est�s milion�rio. Vais lembrar-te dos teus amigos?
- O meu chap�u? - Apostaste-o, ot�rio.
Ainda bem que o jogo acabou antes que apostasses as cal�as.
- Quem ficou com o meu chap�u? - A Verna. A Verna e o Mink.
- Quem? - O Mink e a Verna.
- O Thunderclap corre esta noite? - O Thunderclap?
- Sim. - Quanto vale?
3 para 1, muito provavelmente.
P�ra, Tom. N�o te afundes mais.
Diz ao Lazarre que aposto 500 d�lares no vencedor.
Com certeza.
Quero o meu chap�u.
S� vieste por causa disso?
Sim. Quero o meu chap�u.
� meu. Ganhei-o.
- O que vais fazer com ele? - Vai morrer longe.
Preciso de uma bebida.
Porque n�o disseste logo?
Ol�, Tommy. Desculpa a hora.
Tudo bem. O que foi?
Posso entrar?
Claro.
- Bebes? - Vinha a calhar.
- Tentei ligar-te antes. - Cheguei tarde a casa.
Bem, desculpa pela hora.
N�o � mau.
- � melhor que a tinta que vendemos. - Sem d�vida. Sem d�vida.
- Vais tirar a protec��o ao Bernie? - N�o posso, Tommy.
� por isso que estou...
Tommy, n�o sei onde est� a Verna.
Sei no que est�s a pensar: "Qual � a novidade?"
- Mas com isto, estou preocupado. - Ela sabe cuidar-se.
- Talvez at� melhor do que tu. - O que queres dizer?
Queres outro?
N�o.
O que queres dizer?
- At� onde te enfiou as garras? - Que raio de pergunta.
� um esquema. Se ela n�o precisasse que protegesses o irm�o do Caspar,
achas que ainda andava metida contigo?
� esse o acordo? Proteges o Bernie at� o Caspar acalmar?
Est�s cheio de espinhos...
- Que mal tem isso? - Nada. N�o a condeno.
Tira a vantagem que pode de ti. � uma vigarista, tal como o irm�o.
Descende de pais e av�s vigaristas. V�o gerar filhos vigaristas.
P�ra com isso. N�o gosto de ver os meus amigos a serem espezinhados.
- A amizade n�o vem ao caso. - Farias tudo para ajudar os amigos.
Errado, Leo. Fazemos as coisas com um prop�sito.
Conheces todos os esquemas. Conhece-los melhor do que ningu�m.
Talvez estejas errado quanto a isto. N�o sabes o que vai no cora��o dela.
Se ela � o anjo de que falas, porque andas a procur�-la �s 4h00?
Mandei vigi�-la esta tarde.
Pedi ao Rug Daniels para a seguir.
Para a livrar de sarilhos. N�o era bem para a vigiar.
Estava preocupado. Com o Caspar, todo o cuidado � pouco.
O que disse o Rug?
� esse o problema. Nada. Ele desapareceu.
Perdeste de vista a tua amiga e o tipo que a seguia?
Realmente parece lament�vel.
D�-me uma ajuda. N�o sei onde procurar.
Sabes com quem o Rug e a Verna se d�o.
Estou preocupado, como as coisas est�o com o Caspar.
N�o devias confrontar o Caspar. N�o lhe podes fazer frente.
Ainda posso fazer frente a qualquer tipo nesta cidade.
Excepto a ti, Tom.
E � Verna.
Est� bem, critica-me � vontade.
Sou um parvo.
Eu mere�o.
Obrigado pelo copo.
Avisa-me se souberes de alguma coisa.
Quem era?
O Leo.
Anda � tua procura.
Disseste-lhe que estava aqui?
N�o.
Deste-lhe uma palavrinha pelo meu irm�o?
N�o.
- Disseste que davas. - Disse que ia pensar.
O que foi que lhe contaste?
- Viste o Rug Daniels ontem? - N�o.
O que disseste ao Leo?
Disse-lhe que n�o prestavas e que ele devia deixar-te.
�s um grande sacana, Tom.
Ajuste de Contas "Conselheiro" Pol�tico � Morto
Thunderclap Ferido Em Acidente na Corrida
ENTRADA EXCLUSIVA A MEMBROS
- Tudo bem? - Mink.
- Recuperaste o chap�u. - E depois?
Nada. N�o me diz respeito. O Bernie quer falar contigo.
- N�o sou invis�vel. - Ele n�o gosta de aparecer em p�blico.
Ele � nervoso. No lugar dele, quem n�o seria?
Quer que pe�as ao Leo para o proteger. O Leo ouve-te.
De qualquer forma, o Leo ia proteger o Shmatte.
- N�o percebo. - O que h� para perceber?
- �s o delator do Dane. - Posso ter mais do que um amigo.
N�o quero que o Dane saiba, mas um tipo como o Bernie?
Para judeu, at� tem boas qualidades.
O que h� entre ti e o Bernie?
Nada. Somos apenas amigos.
�s um vira-casaca, Mink.
Se o Eddie Dane descobre que tens outro amigo...
- Duvido que seja compreensivo. - Como vai ele descobrir?
Raios, Tom. N�s nem estivemos a falar!
Ol�, Tommy.
Conheces o O'Doole e o mayor.
Devia conhecer. Votei nele seis vezes em Maio passado.
E houve quem votasse mais.
A Verna apareceu. Est� l� em baixo.
- Ela disse onde esteve? - N�o. N�o apertei com ela.
- Soubeste do Rug? - Sim, foi-se.
Tiraram-lhe o escalpe. � estranho. Porque ter�o feito isso?
Se calhar foram os �ndios.
Cheira-me que foram os italianos.
Giovanni Casparro.
Achas que o Caspar despachou o Rug?
- � �bvio, n�o �? - Sim? E qual � o plano?
Saltar-lhe em cima com os dois p�s. Explica-lhe como vai ser.
O Leo informou que o Mr. Caspar tem v�rios clubes na nossa cidade,
onde os cidad�os se embebedam e jogam jogos de azar.
- Vamos p�r cobro � festa. - N�o parecem muito contentes.
- N�o � isso. - Fazemos o que nos mandam!
Agitar isto n�o ser� bom para ningu�m. Vai significar uma matan�a.
- N�o posso rebaixar-me ao Caspar. - Podes fazer pior.
O Bernie � um pre�o muito baixo a pagar pela paz.
Isto s�o neg�cios. Uma guerra ser� m� para todos.
Se o Bernie brinca com o fogo, tem de sujeitar-se �s consequ�ncias.
Isso j� nem sequer importa.
Ele despachou o Rug. Se eu recuar,
o Caspar toma conta da cidade e fica com o meu lugar.
- N�o comecei isto... - Come�aste. Tu e a Verna.
- Podemos sair, se preferires. - Sentem-se! Somos todos amigos!
O Caspar n�o quebrou as regras. O Bernie e tu quebraram.
Se iniciares uma guerra, tens mais a perder do que o Caspar.
Mas mais com que o atingir. J� enfrent�mos probabilidades piores.
Nunca sem motivo. � bom ter um.
Tu � que decides. A minha opini�o costumava ter algum valor.
- Mas �s sempre tu quem decide. - Ora, n�o � nada assim!
Raios partam!
O mi�do � pior que uma mulher.
D�-me uma coisa forte.
N�o est�s para conversas?
- Abateram o teu cavalo? - Se ainda houver justi�a no mundo.
- A Verna est�? - Na casa de banho das senhoras.
Tens os 500 do Lazarre?
- Vai ter de esperar. - Ele n�o vai gostar nada.
- O Leo n�o tos arranjou? - A d�vida n�o � do Leo.
- Eu pago as minhas d�vidas. - Admiro um homem com princ�pios.
Ponho isto na conta?
Fechem os olhos, senhoras, vou entrar.
- Para quem � a pintura de guerra? - Vai para casa ressacar.
N�o precisas disso para o Leo. Ele j� acha que �s o C�u na Terra.
- Qual � o teu problema? - Temes que saibam como �s?
O Leo sabe como sou. Gosto dele. � honesto e tem cora��o.
- Os opostos atraem-se. - Mete-te na tua vida.
- � esta. Intimido mulheres indefesas. - Ent�o procura uma e intimida-a.
O Leo vai mandar um tiro no p� por tua causa.
- N�o sei de que est�s a falar. - Vai meter-se � bulha pelo Bernie.
- O Leo � crescido. - Isso era dantes.
Queres que finja que n�o me importo com o que acontece ao Bernie?
Ele � meu irm�o. N�o quero que nada lhe aconte�a.
Se o Leo quer ajudar, ajudo-o a passar um bom momento.
- Isso tem um nome. - Fa�o o que tiver de fazer pelo Bernie.
N�o interessa o que pensas de mim, o Bernie � um tipo honesto.
- Um tipo �ntegro, n�o �? Um virtuoso? - Vai gozando, como toda a gente.
S� porque ele � diferente, acham que � um vigarista reles.
- Mas n�o �. - Coitadinho do Bernie.
Qual � o teu problema, Tom?
Queres que deixe de ver o Leo? Porque n�o dizes logo?
- P�ra de dizer ao Leo o que fazer. - � esse o teu trabalho, n�o �?
Fa�o o que for preciso para proteger o Leo. Deixa-o em paz.
Se lhe contar sobre n�s, ficas em maus len��is.
- Tamb�m tu. N�o me ameaces. - N�o me tomes por parvo.
- Esse jogo n�o resulta comigo. - Achas que fiz aquilo pelo meu irm�o?
Topo esquemas � dist�ncia.
Se comprassem velhas, vendias a tua av�.
- �s um b�bedo. - E amo-te, meu anjo.
Deves pensar que deitaste a casa abaixo.
Querida, quando deitar a casa abaixo, tu vais dar por isso.
- O Lazarre quer o dinheiro agora. - Preciso de uns dias.
- Porqu�? - Porque n�o o tenho.
- Como sei que n�o tens? - Porque estou a dizer.
Isso n�o basta para nos convencer.
- O que seria preciso? - O Lazarre n�o vai gostar.
Diz ao Lazarre para mandar algu�m para me partir as pernas, se quiser.
- Ol�, Bernie. - Ol�, Tom. Como v�o as coisas?
- Entra. Fica � vontade. - N�o estavas c�, foi o que fiz.
N�o quis atender o telefone. Achei que n�o era para mim.
Percebi. � para ir directo ao assunto. O assunto � que, eu sou um bom tipo.
- Tenho ouvido muito isso. - Bom tipo, muitos amigos.
Se me tivesses em melhor estima, n�o arranjavas problemas com o Leo.
� uma m� altura para isso. Estamos numa situa��o dif�cil.
Est�s numa fase m�, com falta de fundos.
E tenho o italiano maluco atr�s de mim. N�o me perguntes porqu�.
Sou s� uma pessoa que tenta ganhar a vida, como toda a gente.
Preciso de ajuda de amigos. Como o Leo e tu.
- O Leo fica com a Verna. E eu? - Ora, Tom.
N�o foi ideia minha. Ela deita-se com qualquer um.
J� me tentou ensinar umas coisas. D� para acreditar?
A minha pr�pria irm�!
Tem a ideia maluca de querer salvar-me dos meus amigos.
- Ela � doida. - Diz muito bem de ti.
Temos de defender a fam�lia.
Pago a tua d�vida se ficarmos amigos. Nunca s�o demais.
S�bado � dia de pagamento. Uma parte pode ser para ti.
Outro combate viciado? Qual deles?
Isso � confidencial. Mas n�o tem de continuar assim.
Como � que sabes disso? O Caspar j� n�o aposta contigo.
Deves ter o Mink aos teus p�s.
Como costumo dizer, nunca s�o demais.
Temos acordo?
Vou pensar nisso.
Nem eu queria que fosse de outra forma.
Adolph.
Ainda tenho cr�dito contigo?
- Mete 100 d�lares no Tailor Maid. - O Lazarre n�o vai gostar.
- Tenta 50. - Vou tentar.
- Vais ficar a dever-lhe mais 150. - S� se perder.
Com o que tens perdido...
- Os cavalos t�m joelhos? - N�o sei. Topetes.
Se fosse cavalo, punha-me nos topetes a rezar para n�o apostares em mim.
- P�e-te a andar. - Vai morrer longe.
O patr�o quer ver-te. N�o teve tempo de fazer um pedido formal.
Como assim, come muito? O que disse o palerma do m�dico?
- O que comeste ao almo�o? - Um cachorro-quente.
- S� um cachorro-quente? - Um cachorro-quente e mostarda.
Um cachorro-quente e mostarda?
Um cachorro-quente...
Um cachorro-quente e mostarda!
Ouviste, Dane? O meu filho � esperto como uma raposa.
At� o tio Eddie achou piada.
Muito bem.
For�a. Em que m�o est� a moeda?
Escolhe de novo.
Pronto. Leva l� a moeda nova.
Leva o mi�do e espera no carro. D�em-lhe uma moeda, rapazes!
- N�o tenho moedas, patr�o. - Ficas a dever-lhe.
Ol�, Tom. Tudo bem? Gostas de crian�as?
N�o.
For�a. Senta-te.
Est�s a deixar a vida fugir-te. Bem sei, putos, grande coisa.
Mas mesmo assim, digo-te...
Adiante, obrigado por teres vindo.
Passei este cheque em nome do Lazarre.
1.500 d�lares. Mais do que deves, mas algum cr�dito d� sempre jeito,
a um esbanjador como tu. O que dizes?
Obrigado.
Sempre muito falador, n�o �? N�o tens de qu�.
Queres saber porque pago a tua d�vida ao Lazarre?
Nem por isso.
Quero que todos sejam amigos. Fa�o isto, ficas amigo do Lazarre...
...ficas meu amigo.
Para me mostrares amizade s� tens de me entregar o Bernie.
Sabes que � a atitude correcta.
O Shmatte rouba-me. N�o posso pedir ao Leo para o aviar.
Ent�o entrego-te o Bernie, acalmo o Leo, e tu pagas ao Lazarre.
Sim, e ficamos de novo amigos. Tu, eu, o Leo, o Dane.
At� podemos ir tomar ch� juntos.
V� l�, Eddie. A amizade � um estado de esp�rito. O que dizes?
- Vou pensar. - Ele vai pensar.
Ouviste? Ele � um pensador. Magn�fico.
- Quer uma almofada para a cabe�a? - Pensa nisso.
� um estado de esp�rito.
Para te ajudar a pensar: se n�o fizeres o que digo,
n�o vais ficar em condi��es de sair daqui pelo teu p�.
Devido a um estado f�sico, ou espiritual?
Isso n�o � nada amistoso.
Fiz-te uma boa oferta, e tu ainda gozas.
Espera.
Mesmo a tempo, n�o?
N�o houve mazelas. A menos que o teu amigo tenha partido o p�.
- Onde estou? - No para�so do Johnny Caspar.
No local onde te perdemos de vista h� 10 segundos.
Como est�s? Queres dar uma aqui no teu amigo?
N�o, obrigado, Delahanty.
Se mudares de ideias, vamos interrog�-lo durante um bocado.
- Que festa foi aquela? - Fazemos isto todas as semanas.
- Qual � o vosso problema? - Mandaram partir tudo, n�s partimos.
Vai um copo, O'Doole?
Estou de servi�o.
Ao Volstead.
- Not�cias do Rug? - Continua morto, ao que sei.
- Tiraram-lhe a bala? - Sim, calibre 22.
Sou apenas o chefe por aqui,
por isso n�o me digas se n�o quiseres, mas o que anda o Leo a fazer?
F�-lo escutar-te. Tanta algazarra por causa de um judeu.
Ele que deixe o Caspar ficar com o Bernie. Isto n�o vale a pena.
O Leo faz o que quiser, tu obedeces. Ele ainda manda nesta cidade.
Assim ser� por pouco tempo. N�o � bom para ningu�m.
Primeiro, digo o que quiser ao Leo e sobre ele. Tu n�o.
Segundo, o que o Leo disser � uma ordem.
H� por a� muito b�fia que n�o se importava de ser chefe.
Santo Deus, Tom, estava apenas a analisar hip�teses.
Sei que n�o sei nada.
� s� que isto... Isto est� uma balb�rdia, s� isso.
Uma grande balb�rdia.
Bom dia. Queria dar parte de uma intrus�o no 346 West Louis...
Quem fala? Ol�, Shad.
Fala o Tom Reagan.
N�o, n�o vamos precisar de nada.
A minha m�e n�o me reconheceu. Chama o Mulvaney.
- Tiveste saudades minhas? - Vai-te catar.
Sean? Diz ao O'Doole para arranjar um carro ao Leo esta noite.
Se vamos atacar o Caspar, temos de preparar-nos para a riposta.
- O que queres? - Passei aqui perto, aborrecido.
E pensei passar por c� para tomar um aperitivo.
- Rug Daniels est� morto. - Que pena.
N�o fiques hist�rica.
J� tive problemas que cheguem, n�o preciso de ti a choramingar.
- Mal o conhecia. - Era um vigaristazeco.
Fazia a sua trapa�a ocasional. Tu sabes como �.
N�o era mau tipo. Se a apar�ncia, o c�rebro e o car�cter n�o contarem.
- Para teu bem, � bom que n�o. - N�o somos santos como o teu irm�o.
- Quem o matou? - O Leo acha que foi o Caspar.
- Mas tens uma ideia melhor. - Tenho.
O Caspar pediu-me para acalmar o Leo, e n�o o faria se quisesse guerra.
Acho que o mataste, anjo. Tu ou o "S�o Bernardo".
Porque iria eu, ou o meu irm�o, matar o Rug ou outro qualquer?
O Rug andava a seguir-te. Sabia sobre tu e eu.
Isso n�o ajudaria no teu esquema com o Leo.
Achas que matei algu�m? Ora, Tom. Tu conheces-me.
- Ningu�m conhece bem ningu�m. - Conheces, ou n�o estarias aqui.
Nada disso. Vim ouvir a tua vers�o da hist�ria.
Como o Rug era terr�vel, como te perseguiu e extorquiu.
- N�o vieste por isso. - Porque foi?
- A mais velha das raz�es. - Conhe�o s�tios melhores.
- Porque n�o admites? - O qu�?
Que n�o gostas que veja o Leo, porque tens ci�mes.
Admite que tens cora��o, apesar de ser pequeno,
e n�o te lembras da �ltima vez que o usaste.
Se fosse para exprimir sentimentos, teria decorado a Can��o de Salom�o.
Talvez seja isso que gosto em ti, Tom.
Nunca conheci ningu�m t�o orgulhoso em ser um tremendo sacana.
Mas um dia pagar�s o pre�o por isso.
Est� bem, Verna. Mas at� l�, vamos apanhar uma piela.
Vamos fazer outra coisa primeiro.
Sim. Vamos fazer muito disso.
- Quem est� a ganhar? - N�s, por enquanto.
- Por quanto? - 4 para 1. O Dana queimado no clube.
- E deles? - Um queimado.
- Os outros tr�s? - Mortos.
- Por quem? - Leo.
- � um artista com uma Thompson. - Sim, faz isso.
Ent�o encontra-o, diabos!
V� se caiu na retrete.
Filho da m�e. N�o h� chefe? Quem controla esta porcaria?
- N�o podes promover o O'Doole? - N�o, nem o mayor.
Isso n�o � bom. V�o virar a casaca.
- N�o se atreveriam. - Disse para n�o atacares o clube.
- Ainda estou vivo. - Mas ele atingiu-te.
O filho da m�e assinou a pr�pria certid�o de �bito.
A noite passada fez-te parecer vulner�vel.
Controlas esta cidade, porque as pessoas acham que sim.
Quando deixarem de achar, deixas de controlar.
At� parece que tive azar em n�o ter sido morto.
Come�a a levar o Caspar a s�rio.
Retirar para ganhar. Dar-lhe o Bernie. Isso resolver� os problemas.
Agora j� n�o. Enfrentar um psicopata n�o leva a lado nenhum.
Leva as pessoas a tomar partidos quando parecemos fr�geis.
Eu n�o pare�o.
Onde est� o mayor? Porque n�o est� aqui a Pol�cia?
- Porque n�o estiveram em tua casa? - N�o os chamei.
Chamei eu.
M�e-galinha, n�o �? O que se passa?
- Achas que n�o sei cuidar de mim? - Sei que n�o sabes.
Faz o que te digo: d�-lhe o Bernie. Deixa o Caspar achar que ganhou esta.
- Espera que ele mostre uma fraqueza. - Por favor.
Est�s a arriscar o pesco�o
por um tipo que dava cabo de ti por menos de nada.
Tom...
...as coisas n�o s�o t�o simples como tu pensas.
O Bernie �... Tu sabes de mim e da Verna.
As coisas agora est�o...
N�o � que n�o tenha sido um cavalheiro, mas...
Tenho inten��o de a pedir em casamento, Tom.
Deves achar que sou doido.
- Achas que ela pretende isso? - Como vou saber?
Acho que sim. � claro que sim.
Sei que pensas de outra forma, mas nisso n�o estamos de acordo.
- Leo, o Caspar n�o matou o Rug. - Claro que matou.
N�o. Pensa nisto uma vez na vida. Quem andava o Rug a seguir?
N�o � assustador. Um estranho segue-a num beco de noite.
A Verna n�o entraria em p�nico, nem mataria ningu�m que a seguisse.
N�o, n�o foi nada disso, ela ter-me-ia dito.
Tiraram-lhe uma bala de calibre 22. Foi uma arma de mulher.
Sei que n�o te agrada, mas confio na Verna tanto quanto em ti.
Muito bem, Leo. Talvez n�o fosse assim t�o inocente.
Talvez o Rug soubesse de algo que ela n�o queria que soubesses.
Talvez ele soubesse onde ela andava a dormir...
...e com quem.
As suposi��es n�o provam nada.
S�o mais do que suposi��es.
Nunca perdeste por confiares em mim. Confia em mim agora.
Isto � demasiado importante.
N�o pe�o muito nem muita vez. Confia em mim agora.
- Tommy... - Confia em mim ou vai para o inferno.
N�o est�s a falar a s�rio.
Ela estava comigo, na noite que o Rug a seguiu...
...na noite em que apareceste.
Tem calma, Leo. Eu meto-o na rua.
Sim, faz isso.
Ele que desapare�a.
Nunca mais o quero ver � frente.
Estou, Frankie, � o Tom. Como v�o as coisas?
J� estive pior. O teu ventilador est� arranjado?
Diz ao Caspar que est� esquecido. Queria falar com ele.
Est� bem, depois avisa-me.
Resultou, o que quer que tenhas feito.
O Leo diz que acabou tudo.
- N�o tive nada a ver com o Rug. - Talvez n�o.
- N�o foi isso que o deixou a bufar. - Tu e eu, n�o foi?
Segues sempre o caminho mais longo para teres o que queres.
Bastava pedires.
O que queria eu?
A mim.
Sim?
Sim, sim.
Quando?
Est� bem.
Ainda est�s acordado?
Sim.
Em que est�s a matutar?
Num sonho que tive uma vez.
Estava a andar na floresta, n�o sei porqu�.
O vento estava forte, o meu chap�u voou.
E foste atr�s dele, n�o foi?
Correste e correste, e acabaste por o apanhar.
E depois apanhaste-o, mas j� n�o era um chap�u.
Tinha-se transformado noutra coisa, em algo maravilhoso.
N�o, continuou um chap�u. E, n�o, n�o corri atr�s dele.
N�o h� maior carolice do que um homem atr�s do chap�u.
- Onde vais? - Tenho de fazer umas coisas.
- Talvez possas entender-te com o Leo. - Estamos acabados um para o outro.
Nunca se sabe. Ele tem um grande cora��o.
No que me toca, n�o h� volta a dar.
Se o Leo quiser que volte, ainda � mais parvo do que pensei.
Porque n�o sa�mos da cidade?
Nada te prende aqui. Nem a mim.
- E o Bernie? - Podia ir connosco.
Tu, eu e o Bernie. Ir�amos onde? �s Cataratas do Niagara?
- Porque o odeias? - N�o odeio ningu�m.
Nem gostas de ningu�m.
Onde est� o Bernie?
- Porqu�? - O Leo j� n�o o pode proteger.
Acho que devia p�r-se ao fresco.
No Royale, quarto 302.
Ambos atrai�o�mos o Leo. N�o h� como mudar isso.
Acho que ele est� melhor sem n�s.
N�s dois somos de tal forma maus que nos merecemos um ao outro.
Somos mesmo?
Somos dois vigaristas, Tom. Sem d�vida que somos.
Ele diz: "D�-lhe um d�lar. Este festim foi ideia minha."
Ol�, Tom. Conheces o O'Doole e o mayor.
- Ol�, rapazes. - O Tom � um grande apoiante.
�ptimo. Tenho de dar uma palavrinha ao Tom.
- Avisa se precisares de algo. - Sim, claro. Senta-te.
Sim, senta-te.
- Ent�o, tiveste tempo para pensar? - Sim, as circunst�ncias mudaram.
Eu sei. O Dane ficou triste por a b�fia aparecer,
antes de poderem desfazer-te a fu�a.
Mas eu disse: "Calma, Eddie, tenho um palpite sobre este rapaz.
Ele e o Leo v�o desentender-se. � uma quest�o de tempo.
Ele � esperto demais para o Leo." Parece que sou bruxo.
Pergunta ao Dane. Parecia que era bruxo.
- Confirmas isto da bruxaria? - Sem d�vida.
Sabia que sabias que proteger o Shmatte era uma tolice.
Sei que n�o te agradaram as ideias imbecis do Leo.
Era uma quest�o de tempo. Foi por isso que n�o te metemos as unhas.
J� que fizeste isso, s� posso estar-te agradecido.
Que corajoso, Miss Saco-de-Pancada.
- Eddie! Agora somos amigos, n�o? - Uma ova.
- Deves estar � procura de trabalho? - Talvez esteja.
Tens refer�ncias? Tens algum curso?
S� aceitamos criminosos com curso. N�o �, Dane?
Estou a gozar. Sabemos que um rapaz como tu pode ser-nos �til.
O homem que anda atr�s do chefe e lhe sussurra ao ouvido � �til.
Posso fazer muita coisa por ti. Livras-me do Leo?
N�o te preocupes com o Leo, temos planos para ele.
- Por exemplo? - Mais devagar, espertalh�o.
O que ele quer dizer � que teremos oportunidade para falar disso.
Pode ficar para outro dia.
� que da �ltima vez que fal�mos, fizeste-me passar uma vergonha.
Acho que tens de dar alguma coisa primeiro. Um sinal.
- Por onde come�amos? - Ouviste? Direito ao assunto.
Disse-te que era bom rapaz. Vai directo ao assunto!
Podemos come�ar pelo Shmatte. Onde est� o Shmatte?
- Podias dizer-nos isso. - No Royale, quarto 302.
- Talvez encontres o Mink com ele. - O tanas.
O Bernie e o Mink s�o unha com carne. E n�o s� nos neg�cios.
- Est� a mentir. - Porque o faria?
Este tipo � um aldrab�o.
O Mink est� limpo e este tipo est� armado em parvo!
� f�cil descobrir, n�o �?
Encontra o Mink e tr�-lo aqui.
Tu vais com o Frankie e com o Tic-Tac ao Royale.
Se o Bernie estiver l�, o Frankie e o Tic-Tac tratam dele.
E se n�o estiver?
Vou para o canto, de castigo.
- Mete esse traseiro judeu no carro! - Vamos.
- O que est�o a fazer? - Vamos ao Miller's Crossing.
Tom! Tom! Santo Deus, est�s metido nisto?
N�o podes estar metido nisto! Acho que eles v�o limpar-me o sebo!
Est�s a fazer-me dor de cabe�a, seu judeu reles. Vamos!
Deixem-me sair! Tom! Tommy!
- Deixem-me sair! - Tirem-no daqui! Vamos!
- Pronto! - Frankie, tirem-me daqui!
- Tic-tac! - Cala-o!
Levanta-te, vadio!
- Frankie, n�o! N�o! - Levanta-te, vadio!
- Frankie! - Levanta-te!
Pronto, leva-o para a mata e despacha-o.
- O qu�? - O chefe quer que sejas tu.
Para ter a certeza que est�s connosco. Sabes como se faz?
A primeira bala f�-lo cair, depois espetas-lhe uma no c�rebro.
Ele morre, e podemos ir para casa.
- Levanta-te e anda. - N�o posso, Frankie! N�o consigo!
- Levanta-te e anda! - N�o consigo!
Pronto, vamos!
N�o podes fazer isto! N�o �s assassino!
N�o �s como aqueles animais.
N�o est� certo, Tom. N�o podem obrigar-nos a fazer isto.
N�o podem fazer-nos mudar. N�o somos m�sculo. Nunca matei ningu�m.
Usei informa��es para uma trapa�a, s� isso. Eu sou assim mesmo.
Se tiver uma oportunidade, aproveito. Achas que mere�o morrer?
N�o passo de um burl�o, Tom! N�o sou ningu�m!
Mas uma coisa te digo, nunca tra� um amigo.
Nunca tra� um amigo, nem tu, aposto. N�o somos como esses animais.
N�s n�o somos assim! Isto � uma loucura!
� um del�rio, Tommy! Imploro-te!
N�o posso morrer! N�o posso morrer,
aqui no meio da floresta, como um animal est�pido.
Na floresta como um animal! Como um animal! N�o posso...
N�o posso morrer na floresta
como um animal. N�o posso...
...morrer!
Estou a implorar-te!
Olha no teu cora��o! Estou a implorar-te!
Olha no teu cora��o! Estou a implorar-te!
Olha no teu cora��o! Estou a implorar-te!
Olha no teu cora��o...
Estou a implorar-te, olha no teu cora��o.
Estou a implorar-te.
Olha no teu cora��o, olha no teu cora��o...
- Tommy... - Cala-te! Est�s morto, percebes?
Percebo. Estou morto. Deus te aben�oe.
Cala-te! Tens de desaparecer de vez.
- Ningu�m te pode ver. - Aben�oado sejas.
Se algu�m te vir, morres mesmo. N�o � problema meu.
Claro que n�o, fizeste a tua parte.
- Cala-te! - Percebi. Obrigado.
Desaparece daqui antes que mude de ideias.
Espetaste-lhe uma no c�rebro?
- Sim. - Assim � que �.
Mink? Tom Reagan. Por onde tens andado?
Tiveste sorte. O Dane anda � tua procura. O Bernie est� morto.
P�ra com as lam�rias. O Caspar sabe que te chibas sobre as apostas.
- Quem lhe deu essa ideia? - Fui eu.
Desculpa, est�vamos a falar, deixei escapar.
Espera at� o Caspar se acalmar. Diz-lhe que o Dane te obrigou.
Diz-lhe isso, eu conven�o o Caspar a n�o ser duro contigo.
- Tu � que me meteste nisto. - Isso mesmo.
- Sou o �nico que pode safar-te. - Espera, Tom...
Ol�, Terry. Tens novidades?
Uma mensagem do Leo.
Diz que se tiveres ju�zo, ficas fora disto. Para ele tanto d�.
Diz que se estiveres do lado errado, arriscas-te.
Diz que n�o concede favores especiais.
Diz ao Leo que ele n�o � Deus.
N�o passa de um l�der pol�tico barato com mais brilhantina que c�rebro.
- O Leo tamb�m disse isso? - N�o, eu � que disse.
Atrai�oa o Leo e da pr�xima vez levas mais.
Quando est�s certo, est�s certo, mas nunca digas: "Eu avisei-te."
E estou certo sobre o qu�?
Eu digo-te. Mas tens de prometer que n�o dizes: "Eu avisei-te."
Nunca digo isso, e n�o gosto de quem diz.
- O Mink e o Shmatte roubavam-me. - O que te levou a perceber isso?
O Mink evaporou-se. N�o se sabe dele. O Dane est� a arranjar desculpas,
mas acho que tinhas raz�o. Estavam metidos nisto juntos.
Acho que o Mink soube que mataste o Shmatte e desapareceu. Sacana!
- Eu avisei-te. - O qu�?
Tens c� uma lata. N�o faz mal.
N�o costumo tolerar isso, mas n�o faz mal.
Estiveste bem ao limpar o sebo ao Shmatte.
- Como sabes que o Mink deu � sola? - O Dane n�o o encontra.
- Diz ele. - O que queres dizer?
N�o tinha pensado muito nisso,
porque um tipo diz qualquer coisa quando chega a sua vez.
Mas antes de matar o Bernie, ele jurou que o Mink e o Dane o tramaram.
Que foram eles a dar com a l�ngua nos dentes sobre as tuas apostas.
Bem, como disseste, um tipo diz qualquer coisa.
Porque n�o est� o Eddie Dane aqui?
Bem, ele n�o te grama. Talvez mere�as saber.
Quando sa�ste, tentou convencer-me a atrai�oar-te.
Prop�s-me dar cabo de ti assim que tiv�ssemos o Shmatte.
Mas neg�cio � neg�cio. Foste correcto comigo,
limpaste o sebo ao Shmatte, cumpro a minha parte.
� uma quest�o de �tica. Cartas na mesa,
para todos sabermos quem � amigo ou inimigo.
O Dane n�o te grama, mas n�o se mete comigo. Somos velhos amigos.
Claro que h� sempre imprevistos quando a afei��o vem � tona.
Sei que o Mink � protegido do Eddie Dane, mas mesmo assim...
N�o acredito nisso.
- Ent�o, n�o h� motivo para apreens�o. - Pois.
Pap�! Pap�! As freiras deram-me um pr�mio!
- Elas deram-me um pr�mio! - Espera. � claro, n�o h�...
Cala-te! V� se segues o exemplo deste tipo!
Quanto menos falas, mais pensas!
Mi�dos. � preciso ter pulso forte.
De qualquer forma, n�o h� raz�o para n�o se verificar.
Encontra o Mink. Ele pode esclarecer tudo.
O que foi, algu�m te bateu?
O que se passa, j� n�o somos amigos?
Quero falar sozinho com ele. � assim que esclarecemos as coisas.
S� eu, o Mink e o meu amigo, Roscoe. Est�s a perceber?
N�o � complicado.
L�der Partid�rio Perde Contrato Municipal
Sai da cidade por uns dias. As coisas v�o aquecer por aqui.
Vai para as Palisades. Depois vou l� ter.
N�o encontro o Bernie. Tu encontraste-o?
Sim.
- Ele vai partir? - Ele...
Ele j� partiu.
- Disse para onde? - N�o disse. Tu...
Obrigada.
- O que anda este labrego a tramar? - N�o fa�o ideia.
- � a irm� do Bernie? - N�o fa�o ideia.
- Porque ter� vindo ter com ela? - N�o...
Cala-te. Desaparece.
Vou apertar com ela.
- Sabes quem eu sou? - Sim, a sombra de Johnny Caspar.
Santo Deus, abro a boca e toda a gente fica inteligente.
- �s a mi�da do Leo, acertei? - Eu e o Leo termin�mos.
Agora andas metida com o Tom?
- Desaparece daqui! - Est� bem, at� logo.
- O que anda o teu namorado a tramar? - Nada que eu saiba.
N�o faz sentido.
Deixaste o Leo pelo tipo que matou o teu irm�o?
Ele n�o te disse?
Larga-a, Eddie!
- S�o do Leo? - Sim. Queria que a proteg�ssemos.
Fizeram um �ptimo trabalho. Eu aviso-o. Onde est� o Leo?
Como sei que n�o me matar�s?
Porque se te matasse e estivesses a mentir,
j� n�o poderia voltar a matar-te. O Leo?
Vai reunir a malta dele amanh� � noite no Whiskey Nick's.
- Tens a certeza? - Verifica tu mesmo.
Sabes que mais? Acredito em ti.
Podes fugir, querida. Vou apanhar-vos a todas, prostitutas.
Ol�, Bernie. Entra. Fica � vontade.
Ol�, Tom. Fui entrando porque achei que n�o estavas.
Seria m� ideia esperar l� fora, j� que estou morto.
- Como sabias que era eu? - S� tu baterias antes de entrar assim.
- Os teus amigos n�o entravam? - Querem matar-me. N�o bateriam.
Em que est�s a pensar, Bernie?
Em coisas.
Deves estar zangado. Devia ter desaparecido.
Estar aqui deve parecer uma irresponsabilidade.
E eu ia partir, a s�rio que ia. Mas depois comecei a pensar.
Se ficasse, n�o seria bom para ti.
Depois comecei a pensar, talvez isso n�o fosse mau para mim.
Acho que n�o viste a situa��o em que me meteste. O que fa�o agora?
Se partir, n�o tenho nada. Nem dinheiro, nem amigos, nada.
Se ficar, tenho-te a ti. Se algu�m souber que estou vivo,
tu vais para a cova.
Por isso tenho-te a ti, Tommy.
Ent�o, n�o tens nada para dizer agora?
O Bernie j� n�o tem tanta gra�a.
Acho que fiz um bocado figura de parvo.
A chorar como uma menina.
Acho... acho que me acobardei.
- N�o contaste isso a ningu�m? - N�o.
Mas tu sabes, como � �bvio.
E n�o consigo deixar de me lembrar que tu me denunciaste.
Levaste-me para l� para me matar.
Eu sei...
...n�o mataste. Eu sei. N�o me mataste, mas...
- Mas o que fiz por ti ultimamente? - N�o te armes em espertinho!
Quero ver-te sofrer.
Quero ver-te suar um pouco.
E quando te armas em esperto...
...tiras a piada toda.
Quero mais uma coisa.
Quero ver o Johnny Caspar morto.
� isso que far�s pelo teu amigo Bernie.
Entretanto, vou ficar longe das vistas.
Tens dois dias para matar o Caspar, sen�o passo a ir a restaurantes.
Fazes-me rir, Tom.
Ainda te constipas, e depois n�o me serves de nada.
O que ias fazer?
Chorava mais um pouco, e tu deixavas-me ir embora.
Ol�, Tad. Como vai o clube?
Vamos indo sem ti.
- Tens a cheta do Lazarre? - N�o.
- N�o devias estar aqui. - Calma, Tad. O Leo est�?
Recebeste apostas num desconhecido para os combates de s�bado?
Por que raio te diria?
Na verdade, Tad, por raz�o nenhuma.
Combates de s�bado. Drop Johnson apostou dois mil d�lares.
Em Sailor Reese, um trambolho.
Drop Johnson? J� tinha apostado contigo?
Est�s a gozar? Nem sabia que ele sabia contar.
Santo Deus! Vieram contigo?
- Continuas a lutar por uma boa causa? - Fa�a chuva ou fa�a sol.
Isso � o carteiro. O O'Doole est� c�?
Ol�, O'Doole. Tens cara de poucos amigos.
Ainda sacrificamos o vitelo de oiro! N�o sei se hei-de rir ou chorar.
� confuso. Conheces um tal Drop Johnson?
- J� o prendemos. - Onde � que ele mora?
No Terminal Hotel, Bay Street.
Santo Deus!
Ningu�m perguntou, at� porque sou s� o chefe, mas, na minha opini�o,
o Caspar � t�o doido quanto o Leo. Al�m de ser italiano.
Qual � o teu problema, nunca est�s satisfeito?
Sobe. And�vamos � tua procura.
- Estou ocupado. - Sobe na mesma!
N�o podem sequestrar-me, agora estamos do mesmo lado,
ou n�o chegaram at� essa fase na escola?
- Onde arranjaste isso no l�bio? - Na guerra. Incha perto de ot�rios.
Espertalh�o. O que fazias no clube? Foste falar com o Leo?
N�o penses, podes fazer uma entorse.
Julgas-te muito espertalh�o. Mas n�o �s.
J� te topei. Sei o que tu �s.
�s recto como um saca-rolhas. N�o passas de um cretino,
um bolchevique que recebe ordens da Central dos Criminosos.
Achas-te t�o esperto. Aliaste-te ao Caspar,
mataste o Bernie Bernbaum...
Cima � baixo. Preto � branco.
Acho que �s s� meio-esperto.
Foste honesto com os teus amigos. Ludibriaste o Johnny Caspar.
Acho que mais depressa usavas saias do que matavas um tipo qualquer.
Depois estes dois g�nios dizem que nunca viram a execu��o.
O patr�o n�o disse...
Cala-te! Ou talvez ainda tenhas dentes a mais.
Toda a gente � t�o esperta!
Vamos at� Miller's Crossing.
E vamos ver quem � que � esperto.
Se n�o encontrarmos um cad�ver, deixaremos um, acabado de matar.
Onde est�o os amigos quando precisamos deles?
Onde est� o Leo agora?
Tic-Tac!
J� reparaste como se perde o pio
quando se come�a a borrar as cal�as?
Muito bem.
N�o h� aqui nada.
Pensa nisto...
...espertalh�o.
Tirem os len�os!
- Os p�ssaros j� andaram de volta dele. - Santo Deus!
Disse para apontares ao c�rebro, n�o � cara.
Eu disse-te, Dane, ouvimos dois tiros.
Ol�, Drop.
- Como v�o os Katzenjammers? - Ol�, Tom. O que fazes?
- Tiveste visitas? - N�o.
- Nunca, Drop? - Ultimamente, n�o.
Ent�o deves estar feliz de me ver.
N�o viste o Bernie Bernbaum antes de ele ser morto?
- N�o. - Viste-o depois?
Mais uma pergunta, Drop.
Tens muito dinheiro apostado no combate de amanh�.
A aposta � tua ou est�s a faz�-la para um amigo?
Minha. Tenho um bom pressentimento para esse combate.
Um bom pressentimento? Desde quando tens dessas coisas?
Est�-te pequeno. Deve ser de pensares tanto.
Diz ao Bernie que tem de falar comigo.
Sem falar com ele, nada feito.
CLUBE SOCIAL
Se estiver a� algu�m, saia com as m�os no ar. J� sabem!
- Ol�, Tom. Por onde tens andado? - Por a�. O mayor est�?
- Est� com Mr. Caspar. - � mesmo ele que procuro.
- Vou anunci�-lo. - N�o � preciso, eles recebem-me.
N�o posso! Vou parecer rid�culo! Os assistentes, talvez.
Mayor, n�o ouve bem! Eu disse chefe do gabinete de contribui��es.
- Mas h� dois! - Sei contar! Subchefes.
N�o � preciso dizer, a C�mara far� tudo,
para te ajudar e aos teus primos.
Fizemo-lo pelo Leo em in�meras ocasi�es.
Isso mesmo! Tinha todos os amigos com empregos do Estado!
Temos de seguir os costumes consagrados no tempo.
Quando met�amos gente por cunha, quando o Leo mandava...
O Leo j� n�o manda! Isso � passado!
- Agora mando eu! - Fico muito feliz por isso!
Posso dar-lhe empregos. Bons empregos...
Empregos onde nem precisem de trabalhar.
- Como n�o sabem ingl�s... - Est�s a gozar comigo?
- Tom, podes explicar-lhe? N�o posso... - Podes fazer o que o Caspar te mandar!
E nem uma palavra ao Leo!
- Tom! Santo Deus! - P�ra de chorar e faz o que te mandam.
- Come�a por sair daqui. - � o meu escrit�rio!
Desaparece daqui! E depressa, antes que te corra a pontap�!
Voc�s dois, desapare�am.
Sim, v�o fazer companhia ao mayor. Depois trato de voc�s.
Gerir as coisas, nem tudo s�o rosas.
- De que � o fogo-de-artif�cio? - Um ataque a um clube do Leo.
O sacana n�o abre fal�ncia.
Lamento a tua viagem desta manh�.
Isso n�o chega. Se n�o ach�ssemos o corpo, eu estaria morto.
Eu sei. Mas n�o significa que o Dane ande a tramar alguma.
Ele ouviu um rumor de que o Bernie n�o estava morto.
Foi ele quem inventou esse rumor.
N�o sabes isso. N�o faz sentido. Porque o faria?
Pode haver uma raz�o muito boa...
...se tiveres um combate viciado para breve.
- Tens? - Talvez.
Sim. Amanh� � noite, a luta est� combinada. E depois?
- O Dane sabe? - Sim.
Pronto, j� percebi.
Se o Dane se tem chibado, precisa de algu�m para culpar.
J� percebi.
N�o h� muitos tipos que ele possa acusar.
O Dane atrai�oa-me, finge que continua a ser o Bernie.
O Bernie chibou-se sobre a aposta, e tu ficas mal por n�o o ter morto.
Mas n�o sei. Por que raz�o o Eddie me faria isso?
Dinheiro, talvez, toda a gente gosta, mas...
...n�o parece dele.
- Conhe�o o Dane. - Ningu�m conhece ningu�m.
- Para ele, o dinheiro n�o vale muito. - Ent�o n�o � s� o dinheiro.
Ele tem uma verruga no rabo.
Uma verruga. No rabo. Que o incomoda.
Talvez esteja farto do sof�. A tua secret�ria � um s�tio melhor.
Tens c� uma lata.
Mas �s honesto.
Isso faz falta neste neg�cio.
Tenho de admitir, desde que fal�mos, fiquei com dores de est�mago.
O Dane quer atrai�oar-te.
Se atrai�oamos uma vez, onde � que isto vai parar?
Uma quest�o �tica interessante.
Vou falar com o Dane, vou esclarecer tudo.
- Falar com ele. - Eu trato disto.
- Ele vai logo confessar. - Eu trato disto.
- Est�s cheio de vontade. - J� disse que trato disto!
Johnny.
Estou t�o espantado como tu.
Preocupava-me menos, se soubesse que te preocupavas o bastante.
Mas preocupo.
Santo Deus...
Gerir as coisas...
- Sim? - Recebi a tua mensagem.
- Bernie. Sonhei contigo. - A s�rio? Um pesadelo?
N�o. Estavas em Miller's Crossing com a cara desfeita.
- Isso deixa-te animado? - � o Mink, n�o �?
Voltei e ele n�o ficou feliz por me ver.
- Grande amigo. - Sabes como estava nervoso.
Imaginei que alguma seguran�a te desse jeito.
O Mink tinha uma calibre 22?
J� a tinha despachado. Porqu�?
- Depois de ele matar o Rug? - Sim. Como sabias?
N�o importa. Estive a pensar no nosso acordo,
e podes met�-lo onde o sol n�o brilha.
N�o tens nada sobre mim. Pago para ver o teu bluff.
Vou-me embora amanh�. S� tens de decidir
se digo ou n�o ao Caspar que ainda andas entre os vivos.
Se queres que me cale, vai custar-te.
Mil d�lares parece-me justo, por isso quero dois.
Vou sair, mas volto �s quatro da manh�.
Se n�o estiveres aqui com o dinheiro,
amanh� o Caspar vai andar � tua procura.
- Tens dinheiro? - N�o.
Muito bem.
Terceira corrida desta noite.
Tailor Maid ficou em �ltimo.
Tens de deixar de apostar em p�neis, Tom.
Chega.
O Lazarre diz que lamenta isto. Mas est� a fugir de controlo.
Ele gosta de ti, Tom. Disse para n�o partirmos nenhum osso.
Tudo bem. Diz-lhe que n�o h� ressentimento.
Por Deus, Tom.
Ele sabe isso.
- Tom Reagan. - Mr. Caspar est� no sal�o.
�ptimo. Pode segurar isto?
- Meu rapaz, o que h� de novo? - Tenho algumas novidades.
Sim, tamb�m tenho algumas. O meu est�mago est� um rebuli�o.
O Mink disse-me que...
- Falaste com o Mink? - Sim, ao telefone.
O Dane quer que penses que desapareceu, mas est� na cidade.
A s�rio?
Vai ver por ti. Ele vai a minha casa, �s quatro da manh�.
Tem medo de denunciar o Dane. Falou-me da vicia��o do combate.
Ele fala por dois mil d�lares, mas devias tratar do Dane esta noite.
O Mink diz que ele vem atr�s de n�s esta noite.
- O Leo est� no Whiskey Nick's. - O qu�? Como sabes?
N�o sabemos apenas isso.
Reconheces o teu comparsa?
Achavas que ia desistir, n�o �?
Segui-te esta tarde.
E perguntei-me porque iria o Einstein falar com um ot�rio,
ent�o peguei no ot�rio e dei-lhe uma carga de porrada.
Chibam-se todos, quebram com facilidade.
Ele n�o sabe de quem era o cad�ver, mas eu sei.
Mataste o Mink, filho da m�e.
Era o Mink, filho da m�e.
E juro que vou fazer-te confessar.
Foi assim que sacaste a hist�ria ao Drop?
Chega aqui.
Vou mandar-te para o inferno.
E vou divertir-me com isso!
Filho da m�e!
Se h� uma coisa que n�o suporto, � um traidor!
Tinha um pressentimento quanto a este filho da m�e!
Filho da m�e! J� te dou motivos para gritar!
Deixa, o Dane obrigou-o a dizer aquilo.
Ent�o obriga-o a calar-se.
E vamos fazer o mesmo ao Mink esta noite!
N�o podemos. Ele vai desembuchar.
- Nunca deixo ningu�m safar-se! - Nunca tra�ste ningu�m.
Quatro da manh�, em minha casa.
O Mink vai l�, porque lhe prometi dinheiro.
Olha para isto, mi�do.
Algo que tento ensinar a todos os meus rapazes!
Espetar sempre uma no c�rebro.
O que h� de novo?
Passei aqui perto, aborrecida.
- O que andas a fazer? - A andar.
- Sempre um falador. - Na chuva.
O Bernie est� morto, n�o est�?
- Porque dizes isso? - Isso n�o � resposta.
Neste momento, n�o te posso dizer nada.
Ningu�m se importa, pois n�o?
- Os amigos n�o gostavam dele. - Ele n�o gostava dos amigos.
N�o �s ningu�m para falar. �s um sacana.
Fizeste com que te dissesse onde ele estava e mataste-o.
Quero saber porqu�. O que ganhaste com isso?
Nada para mim.
Denunciar o Bernie foi a �nica forma de resolver as coisas com o Leo.
Disseste que n�o querias saber do Leo.
Disse que estava tudo terminado. N�o � a mesma coisa.
N�o percebo, nem me importo.
N�o me importam as tuas raz�es.
Ele ainda est� vivo.
Est�s � espera que acredite nisso?
N�o.
Sempre foste assim, Tom.
Uma mentira sem cora��o.
N�o � f�cil, pois n�o, Verna?
Antes de fazeres isso, tens de molhar com uma toalha.
Molhas primeiro com uma toalha quente, o mais quente poss�vel.
P�es a l�mina em �gua fria, porque o metal faz o qu� no frio?
- N�o sei, Johnny. - � o que estou a dizer-te, contrai.
Assim, ficas sempre com uma barba impec�vel.
Est� bem, Johnny.
A vida n�o � mesmo assim?
Ol�, Sal. Podes ir embora.
Ol�, Tom.
Tens a certeza? N�o pareces nada bem.
Estou bem.
Eu levo-o a casa.
Mr. Reagan, ouvi tiros!
V� at� � farm�cia e chame a Pol�cia.
Fique l� at� a Pol�cia chegar.
- Os meus gatos ficam bem? - Sim, ficam �ptimos.
J� percebi. Tramaste-me?
Fazes tudo para evitar fazer o trabalho sujo, acertei?
Como sabias que ele ia levar o tiro e n�o eu?
Calculei que viesses mais cedo, � procura de sangue.
Ele n�o, da� que provavelmente tu irias limpar-lhe o sebo.
Tens raz�o. Nem soube o que lhe aconteceu.
Como sabes que n�o te vou matar?
N�o ganhas nada com isso.
Com ele morto, n�o temos nada um contra o outro.
- D�-me a arma. - Porqu�?
Vamos culpar o Dane. N�o � bom t�-lo na rua depois disto.
A Pol�cia n�o se importa com o motivo para prender o Dane.
� verdade.
Se n�o te importas, guardas a arma que matou o Caspar. E o Mink.
Por que motivo o Mink matou o Rug?
N�o sei. Foi por engano.
Toma.
- Vais dizer que foi o Dane? - Claro.
- O Mink pensava que o Rug o seguia? - Sim, sabes como ele era. Paran�ico.
Um dia chegou a casa a chorar, a dizer que tinha de matar um tipo.
O Rug perseguia a Verna. O Mink estava com ela.
Tem piada, n�o?
Ele tinha medo que o Dane descobrisse que est�vamos juntos.
Aposto que o deixaste preocupado.
Sim, e depois?
Dinheiro? � um b�nus.
- O Mink rapou a cabe�a do Rug, porqu�? - N�o sei.
Dividimos? Ou talvez eu devesse ficar com mais porque tive o trabalho.
Fica com ele. Eu ofere�o-to.
Bernie?
N�o podemos culpar o Dane por isto.
Porqu�?
Porque o Dane j� est� morto, do outro lado da cidade.
- De que est�s a falar? - Eddie Dane foi-se. Tens de ser tu.
At� porque foi a tua arma.
O que � isto? De que est�s a falar?
Roubaste-me a arma! � a tua palavra contra a minha!
N�o necessariamente.
Est�s doido? Estamos quites.
N�o devemos nada um ao outro.
Sim.
O que ganhas com isto? N�o tens nada a ganhar.
N�o me podes matar assim!
Santo Deus, n�o faz sentido!
Tommy!
Olha no teu cora��o!
- Olha no teu cora��o! - Qual cora��o?
Tad? � o Tom.
Diz ao Lazarre que tenho o dinheiro dele.
Sim, todo.
Quero apostar no combate desta noite.
- J� trataram de ti? - O qu�?
Um bagacito? Qualquer coisa?
Obrigado por teres vindo. O Leo est� ansioso por ver-te.
Passei aqui por perto.
Talvez esta n�o seja a melhor altura.
- Quem est� l�? - O O'Doole e o mayor.
Volto depois.
V�o sepultar o judeu amanh�. Podes l� passar.
- Grande multid�o. - Vai morrer longe.
Ela est� muito nervosa.
Bem, pelo menos n�o me bateu.
Ainda bem que vieste, Tommy.
- Acho que... - Ela vai levar o carro.
- Parece que temos de ir a p�. - Parece que sim.
Vamos casar-nos.
Parab�ns.
O engra�ado � que foi ela a pedir para darmos o n�.
- Acho que n�o devia dizer isso. - N�o importa. Parab�ns.
Porque n�o contaste o teu plano? Pensei que te tinhas virado.
N�o � que n�o merecesse, mas podias ter dito.
Contar-te s� ia agravar as coisas se...
N�o valia a pena.
Sim, estou a perceber.
Foi uma jogada de um s� mestre.
- Deves saber que estou agradecido. - N�o � preciso.
A briga comigo serviu apenas para te aproximares do Caspar?
N�o sei. Sabes sempre o motivo daquilo que fazes?
Claro que sim.
- Foi uma jogada de mestre. - �ptimo.
Fa�o qualquer coisa para voltares a trabalhar comigo!
Sei que por vezes sou casmurro, mas tu tamb�m �s!
Preciso de ti. As coisas podem ser como antes.
Eu sei. Tenho a certeza!
Aquilo entre ti e a Verna, eu percebo. S�o os dois jovens.
Raios, eu perdoo-te.
N�o pedi isso e n�o quero.
Adeus, Leo.
Legendagem: SDI Media Group
Revis�o e adapta��o para a edi��o CRITERION: caligiuri
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