Afrikaans
Akan
Albanian
Amharic
Armenian
Azerbaijani
Basque
Belarusian
Bemba
Bihari
Bosnian
Breton
Bulgarian
Cambodian
Catalan
Cebuano
Cherokee
Chichewa
Chinese (Simplified)
Chinese (Traditional)
Corsican
Croatian
Czech
Danish
Esperanto
Estonian
Ewe
Faroese
Filipino
Finnish
Frisian
Ga
Galician
Georgian
Greek
Guarani
Gujarati
Haitian Creole
Hausa
Hawaiian
Hebrew
Hmong
Hungarian
Icelandic
Igbo
Interlingua
Irish
Italian
Japanese
Javanese
Kannada
Kazakh
Kinyarwanda
Kirundi
Kongo
Korean
Krio (Sierra Leone)
Kurdish
Kurdish (Soranî)
Kyrgyz
Laothian
Latin
Latvian
Lingala
Lithuanian
Lozi
Luganda
Luo
Luxembourgish
Macedonian
Malagasy
Malay
Malayalam
Maltese
Maori
Mauritian Creole
Moldavian
Mongolian
Myanmar (Burmese)
Montenegrin
Nepali
Nigerian Pidgin
Northern Sotho
Norwegian
Norwegian (Nynorsk)
Occitan
Oriya
Oromo
Pashto
Persian
Polish
Punjabi
Quechua
Romanian
Romansh
Runyakitara
Russian
Samoan
Scots Gaelic
Serbian
Serbo-Croatian
Sesotho
Setswana
Seychellois Creole
Shona
Sindhi
Slovak
Slovenian
Somali
Spanish
Spanish (Latin American)
Sundanese
Swahili
Swedish
Tajik
Tamil
Tatar
Telugu
Thai
Tigrinya
Tonga
Tshiluba
Tumbuka
Turkmen
Twi
Uighur
Ukrainian
Uzbek
Vietnamese
Welsh
Wolof
Xhosa
Yiddish
Yoruba
Zulu
MERTEUIL: JOGOS DE SEDU��O
Verificou o laranjal?
N�o.
Isabelle n�o vai demorar. N�o se preocupe.
Ele chegou.
Que eleg�ncia.
Que encanto.
Eu tamb�m me casei em maio,
e foi uma b�n��o.
Espero que o marqu�s volte at� l�.
Comecemos os preparativos o quanto antes.
Eu esperava que a marquesa pudesse vir discutir isso, mas...
Por que n�o nos casamos aqui mesmo?
As senhoras provaram que este � o cen�rio perfeito para alegria e festa.
Madame.
Eu n�o consigo...
Seu rosto � uma m�scara de dor.
Ent�o que Ele a ou�a.
Nenhum sofrimento neste mundo � desconhecido por Ele.
Nenhuma alma est� al�m do alcance de Seu amor.
Isabelle?
"Ent�o a palavra do Senhor veio a mim, dizendo:
Antes que Eu o formasse no ventre, Eu o conheci."
Achei que n�o tinha outra escolha.
Eu me perdi... Estou completamente perdida.
Casei-me com um homem... Um homem brutal,
que v� o amor de uma mulher como mero reflexo sombrio
de sua suposta grandeza e autoridade med�ocre.
N�o um homem, mas uma besta.
N�o quero nada dele.
Nada.
Principalmente, um filho.
E quando o filho dele cresceu em mim, eu...
Tinha de acabar.
Fiz o que precisava fazer.
Permitiu que essa criatura inocente, ainda respirando, fosse batizada?
N�o... Como poderia?
Infelizmente, o pecado que voc� cometeu � grave demais.
N�o estou em posi��o de conceder a absolvi��o que busca.
Eu imploro, padre.
Seu nome, madame?
E o de seu marido tamb�m, por favor.
Seu nome, madame!
Onde estava?
Isabelle?
- Precisa se recompor. - J� me disse antes, eu sei:
"O passado � s� um cad�ver. Nunca olhe para tr�s."
Eu simplesmente n�o consigo.
Preciso tanto de voc�.
Tenho de voltar a Paris esta noite.
Ent�o diga-me o que devo fazer.
Gercourt quer celebrar o casamento aqui.
Madame de Volanges est� encantada.
Ent�o n�o est� em posi��o de fazer nada a respeito.
Sua festa foi um grande sucesso, muitos ainda comentam.
- Foi memor�vel. - "Nossa" festa.
O conde de Gercourt se casar� com C�cile, queira ou n�o.
Mas o casamento dele � tamb�m uma chance
de deixar para tr�s velhos rancores...
e selar novas alian�as.
E marcar territ�rio.
Deve deix�-lo salvar as apar�ncias.
Como?
Ajoelhando-me diante dele?
N�o temos escolha.
Isabelle.
Vejo que est� cedendo.
E o que vejo em voc�, o mundo ver� em breve tamb�m.
Gercourt vir� almo�ar na sexta-feira.
Ficarei ao seu lado, n�o se preocupe.
Devo entregar esta carta pessoalmente ao visconde de Valmont.
- Deixe comigo. - Senhor, por favor!
Preciso entreg�-la pessoalmente.
Ent�o entre.
Entre.
N�o se preocupe, meu amigo ler� a carta.
Quem ainda pensa em mim neste mundo triste?
Se at� Satan�s se esquece de voc�.
Sua tia.
Pois leia at� o fim.
ISABELLE PRECISA DE VOC�
E n�o nos deixei cair em tenta��o...
mas livrai-nos do mal.
Bom dia, marquesa.
Seu papel � bem conveniente, visconde.
- Meu papel? - O que a natureza lhe deu.
Que o protege de certos crimes.
Que crimes, madame?
Defendeu-se, s� isso.
Precisava viver e escolheu a vida.
E ver�, a pr�pria vida a agradecer� por t�-la escolhido.
- Cale-se. - Disciplina, cara Isabelle,
precisa redescobrir seu senso de disciplina.
N�o foi isso que sua tia ensinou?
Quando vai se calar?
Quando decidir melhorar.
Pois o tempo, infelizmente, se esgota.
Soube que Gercourt quer casar-se aqui.
Uma provoca��o desprez�vel,
um insulto evidente de um homem que adora esmagar seus oponentes.
Madame de Rosemonde diz algo bem diferente.
Que surpresa.
Achei que sempre concordavam.
Eu a amo e admiro, mas temo por voc�, madame.
Voc� n�o perdoa.
Nem a si mesma.
Por que perdoaria Gercourt?
Se esse homem a acaricia, � s� para esfaque�-la depois.
Quando se casar com C�cile,
usar� o novo status de chefe da casa para humilh�-la.
Madame de Rosemonde ficou ing�nua de repente?
N�o ing�nua, mas prudente, at� temerosa.
Minha tia acha que n�o tem o que � preciso
para impor autoridade sobre os homens.
Mas em nosso mundo predat�rio,
um simples sinal de fraqueza pode ser o fim.
Fazer as pazes com Gercourt a colocaria em grande perigo, madame.
E o que est� propondo?
Arruinar o casamento em si.
C�cile e o cavaleiro Danceny se adoram.
S�o tolos o bastante para crer em seu amor imposs�vel.
O ideal deles de amor n�o passa de submiss�o,
alinhamento med�ocre a um mundo que despreza seus sentimentos.
Mas seus corpos jovens fervem de desejo, e � hora de agir.
Quer fazer C�cile perder a virgindade, n�o �?
Que original!
Devo entender, visconde, que n�o tem outra ocupa��o
al�m de criar artif�cios para privar mo�as de sua virgindade?
De modo algum, madame.
Mas neste caso, e dado o �bvio encanto de C�cile pelo cavaleiro...
Continue, por favor.
Precisamos definir nossas tarefas:
ganhar a confian�a de C�cile, faz�-la falar de m�sica,
e ent�o, aos poucos,
faz�-la falar do professor de m�sica.
Bastaria demonstrar empatia e faz�-la se abrir.
Como j� sabe, o amor �, antes de tudo, uma linguagem.
"Quanto mais o amor � expresso,
mais o amor cresce..."
Excelente.
E sua miss�o?
Ganhar a confian�a de Danceny.
Faz�-lo falar de m�sica.
Ensinar.
Um disc�pulo.
Comover-se com seus dilemas.
O amor �, antes de tudo, uma linguagem.
Quanto mais � expresso, mais cresce.
E mais transborda!
- Boa noite, madame. - Desejo-lhe boa noite tamb�m.
Venha.
ADAPTA��O | REVIS�O | SINCRONIA: E-MAIL | loschulosteam@gmail.com
Madame?
Vi nosso querido cavaleiro Danceny fugindo da casa.
Senhorita... Pode falar comigo, sou sua amiga.
Mas o conde de Gercourt diz que a senhora n�o pode ser.
E por que n�o?
N�o posso responder, madame, sem trair a confian�a dele.
Entendo...
Deixe-me adivinhar...
Ele disse que tenho ci�mes de voc�, certo?
Saiba, senhorita, que coloco a irmandade acima de tudo.
E, sobretudo, acima dos homens.
O que aconteceu?
Est� em minha casa e tenho criadas...
Estou bem, obrigada.
Voc� � linda, senhorita.
N�o se pode culpar um homem por n�o conter a paix�o ao seu lado.
Embora seja uma pena.
Deixo-lhe, meu anjo.
Meu amigo, meu irm�o!
Preciso ficar sozinho.
S�bastien, voc� me preocupa.
Esperei not�cias suas, poderia t�-lo acompanhado.
Admito, devo-lhe um pedido de desculpas.
N�o tenho sido gentil com voc�.
Ontem encontrei tr�s b�varas nos Jardins das Tulherias.
Conte-me.
Tr�s primas de cair o queixo, terrivelmente provocantes.
Agora entendo.
Quis escapar antes, mas s�o verdadeiras feiticeiras.
Estive com a marquesa de Merteuil.
O qu�?
Amo-a mais do que nunca.
Fui confiante demais.
Nunca � o bastante.
- Nunca a reconquistarei... - Visconde, basta!
Perd�o?
Essa mulher � um veneno.
Ela o leva a enganar e a humilhar.
Se minto, � porque � tudo o que merece, homem tolo.
Homem tolo que �.
Diga-me, j� que a verdade o interessa tanto...
Quando falo das tr�s alem�s viciosas, o que o excita tanto?
Imaginando-as?
Ou a mim?
N�o entendo uma palavra do que diz.
Assim faz mais sentido?
Pare!
Voc� est� possu�do.
E voc� � muito possessivo, meu amor.
E ent�o?
O cavaleiro Danceny vir� conosco.
Madame de Volanges insistiu para que C�cile
cantasse algo para Gercourt ap�s o almo�o.
Danceny j� deve estar l�.
Seu humor parece ter melhorado.
Meu sobrinho foi boa companhia?
Sim.
Ent�o sente-se pronta?
Sim, estou.
Meu caro conde de Gercourt. Que prazer t�-lo conosco.
H� not�cias do marqu�s?
Suas tropas avan�am pelo Mississippi.
A popula��o local recebe os franceses com respeito e amizade.
Logo a Am�rica ser� totalmente nossa.
Que homem admir�vel!
Com licen�a,
h� uma pergunta que preciso fazer.
Aos dois. Quando se conheceram?
Acho que posso responder a essa pergunta...
j� que fui eu quem promoveu o encontro.
Foi na �pera, n�o foi?
Creio que est� enganada, madame.
Mesmo?
Minha cara marquesa, em breve estaremos unidos por la�os indestrut�veis...
de fam�lia.
Com seu marido ausente...
Infelizmente, o seu faleceu antes que eu pudesse conhec�-lo.
Sei da responsabilidade que me cabe, sobretudo porque,
pela gra�a deste casamento,
dedicarei minha vida aos interesses de nossas fam�lias.
Por isso, creio que nos devemos honestidade completa.
O que acha, marquesa?
N�o poderia ter dito melhor, senhor.
Bem, detalhes n�o importam. Foquemos no essencial, madame.
Antes de ser quem � hoje,
Isabelle era uma mulher sem recursos,
sem fortuna ou nascimento,
vinda de uma prov�ncia h�mida em busca de sucesso em Paris.
Ent�o � verdade?
Engra�ado, n�o?
Isabelle invadiu uma festa em minha casa
sob a s�bia orienta��o de Madame de Rosemonde.
E nossa ousada jovem parecia decidida a deixar sua marca naquela noite.
Como dono da casa, eu era, claro,
seu principal alvo, e ela queria, a todo custo,
e com raz�o,
chamar minha aten��o,
mesmo que fosse preciso exagerar.
Vejo que est� surpresa, madame.
Foi o que senti ent�o, surpresa,
e certo desconcerto.
Estou um pouco cansada, acho que...
Vamos, madame, n�o nos prive de sua agrad�vel presen�a.
Tenho certeza de que nossa jovem C�cile entender�.
Naquela noite, Isabelle estava cercada de rostos duros e amea�adores.
E para esconder melhor o medo,
nossa futura marquesa teve o instinto de adotar uma postura astuta e c�nica.
A de uma mulher que nada temia. Nem mesmo os homens...
e seus desejos.
Madame, quero dizer-lhe
que n�o tenho direito de julgar quem foi um dia.
Toda a minha vida defendi as mulheres.
Por isso, ficaria arrasado se guardasse uma m� lembran�a de nosso encontro.
Se dei a entender que era apenas uma mulher manipuladora
usando seu charme para corromper e perverter,
ent�o hoje pe�o humildemente perd�o.
Isabelle de Merteuil,
poderia me perdoar?
Senhor cavaleiro Danceny.
Senhoras e senhores.
J� est�vamos preocupados.
Mil desculpas.
Permita-me apresentar o conde de Gercourt.
- Senhor. - Sente-se, por favor.
E esperava que eu me reconciliasse com esse homem?
Se n�o agir com firmeza, ele destruir� cada osso de seu corpo.
� o que seu sobrinho tamb�m pensa.
E o que mais ele pensa?
Que o casamento deve ser sabotado.
E empurrar C�cile para a cama de Danceny?
Exatamente.
O que j� come�ou a fazer, ao que parece.
Eu estava errada.
Valmont tinha raz�o.
Maravilhoso.
Cavaleiro?
C�cile!
Que tipo de absurdo � esse?
Desculpe, n�o entendo.
Conto com voc� para esclarecer esse comportamento logo.
Preciso ver o visconde de Valmont o quanto antes.
Sim, madame.
Cuidarei de Volanges.
- Madame? O que houve? - N�o sei...
Seu cavalo est� pronto, senhor.
N�o me esperem para o jantar.
Sim, senhor.
Madame de Volanges discute algo s�rio com a filha.
Mal posso esperar para ver Gercourt se contorcer de dor.
- Eu sabia. - O qu�?
�dio.
Que sentimento maravilhoso.
Outro dia, parecia uma sombra de si, meio viva.
E veja agora.
Dizem que o �dio deixa feia.
Eu s� quis provar o contr�rio.
Madame de Volanges e a filha fizeram as pazes em meio a l�grimas.
Um momento emocionante.
Ela vai deixar C�cile casar com Danceny?
Sim, esse � o plano.
Madame de Volanges acha que a felicidade da filha � mais importante.
E que a deixar� escolher com quem casar.
Magn�fico.
Seu trabalho terminou.
Gercourt foi trocado por um m�sico sem dinheiro.
For�ado a contar a Paris inteira.
N�o. N�o � o bastante.
Como disse?
N�o � o bastante.
Depois do que ele fez, a puni��o � leve.
Mesmo assim, a humilha��o do conde superar� o esperado.
Voc� me decepciona.
Falta-lhe ambi��o.
Gercourt seria apenas v�tima
da sensibilidade de C�cile.
Uma situa��o banal e triste.
N�o quero s� v�-lo sofrer.
Quero que saiba quem o fere.
O que acha disso?
Vai me ensinar a desprezar homens como Gercourt?
O desprezo n�o me basta, Madame.
Quero guerra.
� uma guerra que nunca vencer�.
Mesmo assim, acho que me faria feliz.
Quanto mais Gercourt for consumido por humilha��o e raiva,
mais feliz serei.
Sim, estou em guerra, Madame.
Mas n�o se engane, se ele me interessa, � s� como exemplo.
Preciso puni-lo publicamente,
para que ningu�m mais tente me ferir.
S� o medo me proteger� para sempre.
O que � o medo, Isabelle?
� voc� sozinha contra todos os homens.
J� n�o mostrei o quanto a respeito e admiro?
Ou�o tudo o que diz.
O equil�brio de poder.
Manter as apar�ncias para agir em segredo.
Tudo isso a protegeu, sem d�vida.
Mas estava sozinha.
Agora estamos juntas.
Quero que o medo mude de lado.
Por isso quero assinar minha vit�ria.
Nossa vit�ria, Madame.
Gercourt deve sentir minha raiva queimar sua alma.
E Paris deve testemunhar sua vergonha.
Depois disso, fofocas, cuidadosamente orquestradas por n�s,
cuidar�o do resto.
Estamos ao seu dispor, Madame.
Antes de tudo, precisamos evitar que C�cile rompa com Gercourt.
- Por qu�? - Ainda precisamos dela.
Deve convencer C�cile de que a m�e quer engan�-la.
Que se confessar amor a Danceny,
ser�...
terrivelmente punida.
Pode dizer como quiser.
E pode adicionar toda do�ura que achar necess�ria.
Senhorita, sua m�e me disse
que pretende armar uma armadilha.
Uma que n�o posso apoiar.
Ela vai lhe oferecer a chance de escolher o marido.
Mas se escolher o cavaleiro Danceny,
mandar� espanc�-la e far� de tudo para arruinar o cavaleiro.
Se decidir casar com o cavaleiro...
Mas avise C�cile que, ao escolher Danceny,
ser� enviada ao pior convento do reino
e que o pr�prio cavaleiro ser� destru�do, banido do mundo
e de qualquer carreira.
Quero casar com o conde de Gercourt.
E o que vem depois?
A solu��o est� a�.
Os homens s�o fr�geis.
T�m medo de que sua ferramenta seja demais ou de menos.
Lutam para us�-la com habilidade e vigor.
Como sabe, conhe�o bem a intimidade de Gercourt.
E?
Se a maioria teme a for�a ou o tamanho do �rg�o...
no caso de Gercourt, o problema � mais de geometria.
A imagem de um saca-rolhas � a mais precisa.
Para ele, a menor preocupa��o vira profunda ang�stia.
Uma ang�stia que ele disfar�a com sua paix�o por virgens.
Senhor, o conde de Gercourt!
Virgens que, por natureza, n�o t�m com o que comparar.
Por outro lado, n�o duvido de que... nosso cavaleiro Danceny...
Est� me acompanhando, visconde?
Danceny ainda sente vergonha do fracasso juvenil.
C�cile deve ser convencida de que, para restaurar a confian�a dele,
deve dar-lhe uma lembran�a linda de seu primeiro encontro.
Pela magia da tinta no papel.
CAVALEIRO, MEU AMOR
Como...
um elogio
em honra ao seu �rg�o real.
� dif�cil... Que palavra usar para descrev�-lo?
Uma imagem?
Uma met�fora?
Um verso po�tico?
Eu diria... algo como uma planta.
Pepino? Abobrinha?
Uma fruta ex�tica.
Certo, ent�o...
T�o ex�tica que n�o � deste mundo... Uma fruta divina e fabulosa...
Comece a escrever.
CAVALEIRO, MEU AMOR. ESCREVO-LHE PORQUE N�O SUPORTO SABER QUE EST� T�O INFELIZ
S� falta encontrar um modo de enviar o bilhete ao conde.
� f�cil imaginar um criado sendo indiscreto.
Essa carta ser�, para Gercourt...
O espelho ardente de sua desgra�a.
A partir da�, � f�cil piorar tudo.
Visconde?
Se um traidor entregou a carta a Gercourt,
por que n�o imaginar que ele a mostrou a mim antes?
Ent�o, espalharei o rumor onde houver fome por esc�ndalo.
Ou seja, em todo lugar.
Um criado misterioso
que vende a mesma carta duas vezes a inimigos diferentes...
Acha complicado?
- Sim. - � totalmente improv�vel e absurdo.
E � por isso que Gercourt n�o duvidar� de ter sido v�tima de um compl�.
A pr�pria improbabilidade de tudo isso ser� sua marca, Madame.
Madame,
sou obrigado a cancelar meu casamento com sua filha, Mlle C�cile de Volanges.
Aceite meus mais profundos arrependimentos por isso.
Respeitosamente, o conde de Gercourt.
N�o entendo.
Gercourt?
O casamento?
CONTRATO DE CASAMENTO
Ent�o est� disposto a testemunhar que Beaucaillou � o visconde de Valmont,
seu amigo, seu irm�o?
Cumprirei meu dever para ajudar o Reino e a Igreja a...
Sim, claro, mas por qu�?
Por que voc� est� aqui?
Eu estava fraco e perdido.
Valmont deve pagar por trair e profanar o sacramento do matrim�nio.
Valmont e Merteuil.
De fato.
Uma mulher de origem simples, uma camponesa fingindo ser marquesa.
Este documento a compromete muito. Prova que vive em bigamia.
� custa do pobre marqu�s de Merteuil,
um her�i das Am�ricas, cuja bondade foi pisoteada.
Amanh�, encontrarei um magistrado muito severo, o presidente Tourvel.
Ele certamente julgar� o caso.
Isabelle de Merteuil perder� tudo.
O t�tulo, a fortuna e a dignidade.
O senhor tem grande responsabilidade.
Posso dizer isto: Isabelle sabia muito bem o que fazia.
A� est�.
Ao casar-se com Valmont, zombou abertamente da Igreja.
E de que mais zombou?
Da lei nobre do reino.
De fato.
Pisoteou a ordem moral da sociedade.
Claro.
E a autoridade de nosso amado rei.
Sim, sim.
E de Deus, acima de tudo.
Riu de Deus e tinha o rosto do pr�prio dem�nio.
Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.