All language subtitles for The.Seduction.S01E03.1080p.WEB.H264-EDITH

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Original subtitles

MERTEUIL: JOGOS DE SEDU��O

Verificou o laranjal?

N�o.

Isabelle n�o vai demorar. N�o se preocupe.

Ele chegou.

Que eleg�ncia.

Que encanto.

Eu tamb�m me casei em maio,

e foi uma b�n��o.

Espero que o marqu�s volte at� l�.

Comecemos os preparativos o quanto antes.

Eu esperava que a marquesa pudesse vir discutir isso, mas...

Por que n�o nos casamos aqui mesmo?

As senhoras provaram que este � o cen�rio perfeito para alegria e festa.

Madame.

Eu n�o consigo...

Seu rosto � uma m�scara de dor.

Ent�o que Ele a ou�a.

Nenhum sofrimento neste mundo � desconhecido por Ele.

Nenhuma alma est� al�m do alcance de Seu amor.

Isabelle?

"Ent�o a palavra do Senhor veio a mim, dizendo:

Antes que Eu o formasse no ventre, Eu o conheci."

Achei que n�o tinha outra escolha.

Eu me perdi... Estou completamente perdida.

Casei-me com um homem... Um homem brutal,

que v� o amor de uma mulher como mero reflexo sombrio

de sua suposta grandeza e autoridade med�ocre.

N�o um homem, mas uma besta.

N�o quero nada dele.

Nada.

Principalmente, um filho.

E quando o filho dele cresceu em mim, eu...

Tinha de acabar.

Fiz o que precisava fazer.

Permitiu que essa criatura inocente, ainda respirando, fosse batizada?

N�o... Como poderia?

Infelizmente, o pecado que voc� cometeu � grave demais.

N�o estou em posi��o de conceder a absolvi��o que busca.

Eu imploro, padre.

Seu nome, madame?

E o de seu marido tamb�m, por favor.

Seu nome, madame!

Onde estava?

Isabelle?

- Precisa se recompor. - J� me disse antes, eu sei:

"O passado � s� um cad�ver. Nunca olhe para tr�s."

Eu simplesmente n�o consigo.

Preciso tanto de voc�.

Tenho de voltar a Paris esta noite.

Ent�o diga-me o que devo fazer.

Gercourt quer celebrar o casamento aqui.

Madame de Volanges est� encantada.

Ent�o n�o est� em posi��o de fazer nada a respeito.

Sua festa foi um grande sucesso, muitos ainda comentam.

- Foi memor�vel. - "Nossa" festa.

O conde de Gercourt se casar� com C�cile, queira ou n�o.

Mas o casamento dele � tamb�m uma chance

de deixar para tr�s velhos rancores...

e selar novas alian�as.

E marcar territ�rio.

Deve deix�-lo salvar as apar�ncias.

Como?

Ajoelhando-me diante dele?

N�o temos escolha.

Isabelle.

Vejo que est� cedendo.

E o que vejo em voc�, o mundo ver� em breve tamb�m.

Gercourt vir� almo�ar na sexta-feira.

Ficarei ao seu lado, n�o se preocupe.

Devo entregar esta carta pessoalmente ao visconde de Valmont.

- Deixe comigo. - Senhor, por favor!

Preciso entreg�-la pessoalmente.

Ent�o entre.

Entre.

N�o se preocupe, meu amigo ler� a carta.

Quem ainda pensa em mim neste mundo triste?

Se at� Satan�s se esquece de voc�.

Sua tia.

Pois leia at� o fim.

ISABELLE PRECISA DE VOC�

E n�o nos deixei cair em tenta��o...

mas livrai-nos do mal.

Bom dia, marquesa.

Seu papel � bem conveniente, visconde.

- Meu papel? - O que a natureza lhe deu.

Que o protege de certos crimes.

Que crimes, madame?

Defendeu-se, s� isso.

Precisava viver e escolheu a vida.

E ver�, a pr�pria vida a agradecer� por t�-la escolhido.

- Cale-se. - Disciplina, cara Isabelle,

precisa redescobrir seu senso de disciplina.

N�o foi isso que sua tia ensinou?

Quando vai se calar?

Quando decidir melhorar.

Pois o tempo, infelizmente, se esgota.

Soube que Gercourt quer casar-se aqui.

Uma provoca��o desprez�vel,

um insulto evidente de um homem que adora esmagar seus oponentes.

Madame de Rosemonde diz algo bem diferente.

Que surpresa.

Achei que sempre concordavam.

Eu a amo e admiro, mas temo por voc�, madame.

Voc� n�o perdoa.

Nem a si mesma.

Por que perdoaria Gercourt?

Se esse homem a acaricia, � s� para esfaque�-la depois.

Quando se casar com C�cile,

usar� o novo status de chefe da casa para humilh�-la.

Madame de Rosemonde ficou ing�nua de repente?

N�o ing�nua, mas prudente, at� temerosa.

Minha tia acha que n�o tem o que � preciso

para impor autoridade sobre os homens.

Mas em nosso mundo predat�rio,

um simples sinal de fraqueza pode ser o fim.

Fazer as pazes com Gercourt a colocaria em grande perigo, madame.

E o que est� propondo?

Arruinar o casamento em si.

C�cile e o cavaleiro Danceny se adoram.

S�o tolos o bastante para crer em seu amor imposs�vel.

O ideal deles de amor n�o passa de submiss�o,

alinhamento med�ocre a um mundo que despreza seus sentimentos.

Mas seus corpos jovens fervem de desejo, e � hora de agir.

Quer fazer C�cile perder a virgindade, n�o �?

Que original!

Devo entender, visconde, que n�o tem outra ocupa��o

al�m de criar artif�cios para privar mo�as de sua virgindade?

De modo algum, madame.

Mas neste caso, e dado o �bvio encanto de C�cile pelo cavaleiro...

Continue, por favor.

Precisamos definir nossas tarefas:

ganhar a confian�a de C�cile, faz�-la falar de m�sica,

e ent�o, aos poucos,

faz�-la falar do professor de m�sica.

Bastaria demonstrar empatia e faz�-la se abrir.

Como j� sabe, o amor �, antes de tudo, uma linguagem.

"Quanto mais o amor � expresso,

mais o amor cresce..."

Excelente.

E sua miss�o?

Ganhar a confian�a de Danceny.

Faz�-lo falar de m�sica.

Ensinar.

Um disc�pulo.

Comover-se com seus dilemas.

O amor �, antes de tudo, uma linguagem.

Quanto mais � expresso, mais cresce.

E mais transborda!

- Boa noite, madame. - Desejo-lhe boa noite tamb�m.

Venha.

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Madame?

Vi nosso querido cavaleiro Danceny fugindo da casa.

Senhorita... Pode falar comigo, sou sua amiga.

Mas o conde de Gercourt diz que a senhora n�o pode ser.

E por que n�o?

N�o posso responder, madame, sem trair a confian�a dele.

Entendo...

Deixe-me adivinhar...

Ele disse que tenho ci�mes de voc�, certo?

Saiba, senhorita, que coloco a irmandade acima de tudo.

E, sobretudo, acima dos homens.

O que aconteceu?

Est� em minha casa e tenho criadas...

Estou bem, obrigada.

Voc� � linda, senhorita.

N�o se pode culpar um homem por n�o conter a paix�o ao seu lado.

Embora seja uma pena.

Deixo-lhe, meu anjo.

Meu amigo, meu irm�o!

Preciso ficar sozinho.

S�bastien, voc� me preocupa.

Esperei not�cias suas, poderia t�-lo acompanhado.

Admito, devo-lhe um pedido de desculpas.

N�o tenho sido gentil com voc�.

Ontem encontrei tr�s b�varas nos Jardins das Tulherias.

Conte-me.

Tr�s primas de cair o queixo, terrivelmente provocantes.

Agora entendo.

Quis escapar antes, mas s�o verdadeiras feiticeiras.

Estive com a marquesa de Merteuil.

O qu�?

Amo-a mais do que nunca.

Fui confiante demais.

Nunca � o bastante.

- Nunca a reconquistarei... - Visconde, basta!

Perd�o?

Essa mulher � um veneno.

Ela o leva a enganar e a humilhar.

Se minto, � porque � tudo o que merece, homem tolo.

Homem tolo que �.

Diga-me, j� que a verdade o interessa tanto...

Quando falo das tr�s alem�s viciosas, o que o excita tanto?

Imaginando-as?

Ou a mim?

N�o entendo uma palavra do que diz.

Assim faz mais sentido?

Pare!

Voc� est� possu�do.

E voc� � muito possessivo, meu amor.

E ent�o?

O cavaleiro Danceny vir� conosco.

Madame de Volanges insistiu para que C�cile

cantasse algo para Gercourt ap�s o almo�o.

Danceny j� deve estar l�.

Seu humor parece ter melhorado.

Meu sobrinho foi boa companhia?

Sim.

Ent�o sente-se pronta?

Sim, estou.

Meu caro conde de Gercourt. Que prazer t�-lo conosco.

H� not�cias do marqu�s?

Suas tropas avan�am pelo Mississippi.

A popula��o local recebe os franceses com respeito e amizade.

Logo a Am�rica ser� totalmente nossa.

Que homem admir�vel!

Com licen�a,

h� uma pergunta que preciso fazer.

Aos dois. Quando se conheceram?

Acho que posso responder a essa pergunta...

j� que fui eu quem promoveu o encontro.

Foi na �pera, n�o foi?

Creio que est� enganada, madame.

Mesmo?

Minha cara marquesa, em breve estaremos unidos por la�os indestrut�veis...

de fam�lia.

Com seu marido ausente...

Infelizmente, o seu faleceu antes que eu pudesse conhec�-lo.

Sei da responsabilidade que me cabe, sobretudo porque,

pela gra�a deste casamento,

dedicarei minha vida aos interesses de nossas fam�lias.

Por isso, creio que nos devemos honestidade completa.

O que acha, marquesa?

N�o poderia ter dito melhor, senhor.

Bem, detalhes n�o importam. Foquemos no essencial, madame.

Antes de ser quem � hoje,

Isabelle era uma mulher sem recursos,

sem fortuna ou nascimento,

vinda de uma prov�ncia h�mida em busca de sucesso em Paris.

Ent�o � verdade?

Engra�ado, n�o?

Isabelle invadiu uma festa em minha casa

sob a s�bia orienta��o de Madame de Rosemonde.

E nossa ousada jovem parecia decidida a deixar sua marca naquela noite.

Como dono da casa, eu era, claro,

seu principal alvo, e ela queria, a todo custo,

e com raz�o,

chamar minha aten��o,

mesmo que fosse preciso exagerar.

Vejo que est� surpresa, madame.

Foi o que senti ent�o, surpresa,

e certo desconcerto.

Estou um pouco cansada, acho que...

Vamos, madame, n�o nos prive de sua agrad�vel presen�a.

Tenho certeza de que nossa jovem C�cile entender�.

Naquela noite, Isabelle estava cercada de rostos duros e amea�adores.

E para esconder melhor o medo,

nossa futura marquesa teve o instinto de adotar uma postura astuta e c�nica.

A de uma mulher que nada temia. Nem mesmo os homens...

e seus desejos.

Madame, quero dizer-lhe

que n�o tenho direito de julgar quem foi um dia.

Toda a minha vida defendi as mulheres.

Por isso, ficaria arrasado se guardasse uma m� lembran�a de nosso encontro.

Se dei a entender que era apenas uma mulher manipuladora

usando seu charme para corromper e perverter,

ent�o hoje pe�o humildemente perd�o.

Isabelle de Merteuil,

poderia me perdoar?

Senhor cavaleiro Danceny.

Senhoras e senhores.

J� est�vamos preocupados.

Mil desculpas.

Permita-me apresentar o conde de Gercourt.

- Senhor. - Sente-se, por favor.

E esperava que eu me reconciliasse com esse homem?

Se n�o agir com firmeza, ele destruir� cada osso de seu corpo.

� o que seu sobrinho tamb�m pensa.

E o que mais ele pensa?

Que o casamento deve ser sabotado.

E empurrar C�cile para a cama de Danceny?

Exatamente.

O que j� come�ou a fazer, ao que parece.

Eu estava errada.

Valmont tinha raz�o.

Maravilhoso.

Cavaleiro?

C�cile!

Que tipo de absurdo � esse?

Desculpe, n�o entendo.

Conto com voc� para esclarecer esse comportamento logo.

Preciso ver o visconde de Valmont o quanto antes.

Sim, madame.

Cuidarei de Volanges.

- Madame? O que houve? - N�o sei...

Seu cavalo est� pronto, senhor.

N�o me esperem para o jantar.

Sim, senhor.

Madame de Volanges discute algo s�rio com a filha.

Mal posso esperar para ver Gercourt se contorcer de dor.

- Eu sabia. - O qu�?

�dio.

Que sentimento maravilhoso.

Outro dia, parecia uma sombra de si, meio viva.

E veja agora.

Dizem que o �dio deixa feia.

Eu s� quis provar o contr�rio.

Madame de Volanges e a filha fizeram as pazes em meio a l�grimas.

Um momento emocionante.

Ela vai deixar C�cile casar com Danceny?

Sim, esse � o plano.

Madame de Volanges acha que a felicidade da filha � mais importante.

E que a deixar� escolher com quem casar.

Magn�fico.

Seu trabalho terminou.

Gercourt foi trocado por um m�sico sem dinheiro.

For�ado a contar a Paris inteira.

N�o. N�o � o bastante.

Como disse?

N�o � o bastante.

Depois do que ele fez, a puni��o � leve.

Mesmo assim, a humilha��o do conde superar� o esperado.

Voc� me decepciona.

Falta-lhe ambi��o.

Gercourt seria apenas v�tima

da sensibilidade de C�cile.

Uma situa��o banal e triste.

N�o quero s� v�-lo sofrer.

Quero que saiba quem o fere.

O que acha disso?

Vai me ensinar a desprezar homens como Gercourt?

O desprezo n�o me basta, Madame.

Quero guerra.

� uma guerra que nunca vencer�.

Mesmo assim, acho que me faria feliz.

Quanto mais Gercourt for consumido por humilha��o e raiva,

mais feliz serei.

Sim, estou em guerra, Madame.

Mas n�o se engane, se ele me interessa, � s� como exemplo.

Preciso puni-lo publicamente,

para que ningu�m mais tente me ferir.

S� o medo me proteger� para sempre.

O que � o medo, Isabelle?

� voc� sozinha contra todos os homens.

J� n�o mostrei o quanto a respeito e admiro?

Ou�o tudo o que diz.

O equil�brio de poder.

Manter as apar�ncias para agir em segredo.

Tudo isso a protegeu, sem d�vida.

Mas estava sozinha.

Agora estamos juntas.

Quero que o medo mude de lado.

Por isso quero assinar minha vit�ria.

Nossa vit�ria, Madame.

Gercourt deve sentir minha raiva queimar sua alma.

E Paris deve testemunhar sua vergonha.

Depois disso, fofocas, cuidadosamente orquestradas por n�s,

cuidar�o do resto.

Estamos ao seu dispor, Madame.

Antes de tudo, precisamos evitar que C�cile rompa com Gercourt.

- Por qu�? - Ainda precisamos dela.

Deve convencer C�cile de que a m�e quer engan�-la.

Que se confessar amor a Danceny,

ser�...

terrivelmente punida.

Pode dizer como quiser.

E pode adicionar toda do�ura que achar necess�ria.

Senhorita, sua m�e me disse

que pretende armar uma armadilha.

Uma que n�o posso apoiar.

Ela vai lhe oferecer a chance de escolher o marido.

Mas se escolher o cavaleiro Danceny,

mandar� espanc�-la e far� de tudo para arruinar o cavaleiro.

Se decidir casar com o cavaleiro...

Mas avise C�cile que, ao escolher Danceny,

ser� enviada ao pior convento do reino

e que o pr�prio cavaleiro ser� destru�do, banido do mundo

e de qualquer carreira.

Quero casar com o conde de Gercourt.

E o que vem depois?

A solu��o est� a�.

Os homens s�o fr�geis.

T�m medo de que sua ferramenta seja demais ou de menos.

Lutam para us�-la com habilidade e vigor.

Como sabe, conhe�o bem a intimidade de Gercourt.

E?

Se a maioria teme a for�a ou o tamanho do �rg�o...

no caso de Gercourt, o problema � mais de geometria.

A imagem de um saca-rolhas � a mais precisa.

Para ele, a menor preocupa��o vira profunda ang�stia.

Uma ang�stia que ele disfar�a com sua paix�o por virgens.

Senhor, o conde de Gercourt!

Virgens que, por natureza, n�o t�m com o que comparar.

Por outro lado, n�o duvido de que... nosso cavaleiro Danceny...

Est� me acompanhando, visconde?

Danceny ainda sente vergonha do fracasso juvenil.

C�cile deve ser convencida de que, para restaurar a confian�a dele,

deve dar-lhe uma lembran�a linda de seu primeiro encontro.

Pela magia da tinta no papel.

CAVALEIRO, MEU AMOR

Como...

um elogio

em honra ao seu �rg�o real.

� dif�cil... Que palavra usar para descrev�-lo?

Uma imagem?

Uma met�fora?

Um verso po�tico?

Eu diria... algo como uma planta.

Pepino? Abobrinha?

Uma fruta ex�tica.

Certo, ent�o...

T�o ex�tica que n�o � deste mundo... Uma fruta divina e fabulosa...

Comece a escrever.

CAVALEIRO, MEU AMOR. ESCREVO-LHE PORQUE N�O SUPORTO SABER QUE EST� T�O INFELIZ

S� falta encontrar um modo de enviar o bilhete ao conde.

� f�cil imaginar um criado sendo indiscreto.

Essa carta ser�, para Gercourt...

O espelho ardente de sua desgra�a.

A partir da�, � f�cil piorar tudo.

Visconde?

Se um traidor entregou a carta a Gercourt,

por que n�o imaginar que ele a mostrou a mim antes?

Ent�o, espalharei o rumor onde houver fome por esc�ndalo.

Ou seja, em todo lugar.

Um criado misterioso

que vende a mesma carta duas vezes a inimigos diferentes...

Acha complicado?

- Sim. - � totalmente improv�vel e absurdo.

E � por isso que Gercourt n�o duvidar� de ter sido v�tima de um compl�.

A pr�pria improbabilidade de tudo isso ser� sua marca, Madame.

Madame,

sou obrigado a cancelar meu casamento com sua filha, Mlle C�cile de Volanges.

Aceite meus mais profundos arrependimentos por isso.

Respeitosamente, o conde de Gercourt.

N�o entendo.

Gercourt?

O casamento?

CONTRATO DE CASAMENTO

Ent�o est� disposto a testemunhar que Beaucaillou � o visconde de Valmont,

seu amigo, seu irm�o?

Cumprirei meu dever para ajudar o Reino e a Igreja a...

Sim, claro, mas por qu�?

Por que voc� est� aqui?

Eu estava fraco e perdido.

Valmont deve pagar por trair e profanar o sacramento do matrim�nio.

Valmont e Merteuil.

De fato.

Uma mulher de origem simples, uma camponesa fingindo ser marquesa.

Este documento a compromete muito. Prova que vive em bigamia.

� custa do pobre marqu�s de Merteuil,

um her�i das Am�ricas, cuja bondade foi pisoteada.

Amanh�, encontrarei um magistrado muito severo, o presidente Tourvel.

Ele certamente julgar� o caso.

Isabelle de Merteuil perder� tudo.

O t�tulo, a fortuna e a dignidade.

O senhor tem grande responsabilidade.

Posso dizer isto: Isabelle sabia muito bem o que fazia.

A� est�.

Ao casar-se com Valmont, zombou abertamente da Igreja.

E de que mais zombou?

Da lei nobre do reino.

De fato.

Pisoteou a ordem moral da sociedade.

Claro.

E a autoridade de nosso amado rei.

Sim, sim.

E de Deus, acima de tudo.

Riu de Deus e tinha o rosto do pr�prio dem�nio.

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