Afrikaans
Akan
Albanian
Amharic
Arabic
Armenian
Azerbaijani
Basque
Belarusian
Bemba
Bengali
Bihari
Bosnian
Breton
Bulgarian
Cambodian
Catalan
Cebuano
Cherokee
Chichewa
Chinese (Simplified)
Chinese (Traditional)
Corsican
Croatian
Czech
Danish
English
Esperanto
Estonian
Ewe
Faroese
Filipino
Finnish
French
Frisian
Ga
Galician
Georgian
German
Greek
Guarani
Gujarati
Haitian Creole
Hausa
Hawaiian
Hebrew
Hindi
Hmong
Hungarian
Icelandic
Igbo
Indonesian
Interlingua
Irish
Italian
Japanese
Javanese
Kannada
Kazakh
Kinyarwanda
Kirundi
Kongo
Korean
Krio (Sierra Leone)
Kurdish
Kurdish (Soranî)
Kyrgyz
Laothian
Latin
Latvian
Lingala
Lithuanian
Lozi
Luganda
Luo
Luxembourgish
Macedonian
Malagasy
Malay
Malayalam
Maltese
Maori
Marathi
Mauritian Creole
Moldavian
Mongolian
Myanmar (Burmese)
Montenegrin
Nepali
Nigerian Pidgin
Northern Sotho
Norwegian
Norwegian (Nynorsk)
Occitan
Oriya
Oromo
Pashto
Persian
Polish
Portuguese (Brazil)
Portuguese (Portugal)
Punjabi
Quechua
Romanian
Romansh
Runyakitara
Russian
Samoan
Scots Gaelic
Serbian
Serbo-Croatian
Sesotho
Setswana
Seychellois Creole
Shona
Sindhi
Sinhalese
Slovak
Slovenian
Somali
Spanish
Spanish (Latin American)
Sundanese
Swahili
Swedish
Tajik
Tamil
Tatar
Telugu
Thai
Tigrinya
Tonga
Tshiluba
Tumbuka
Turkish
Turkmen
Twi
Uighur
Ukrainian
Urdu
Uzbek
Vietnamese
Welsh
Wolof
Xhosa
Yiddish
Yoruba
Zulu
UMA SÉRIE ORIGINAL NETFLIX
Vá lá.
UM ANO ANTES...
Não quero estar mais aqui!
Tem paciência, mano. Não demoro.
Que merda de lugar.
Quando eu morrer, crema-me.
Tenho um medo do caraças de ser enterrado vivo.
Deixa-te de merdas, Mario.
Está na hora do espetáculo, cavalheiros.
- Estão quase a chegar. - Porreiro, certo?
- Vamos. - Este tipo demora.
Não é idiota.
Tem de estar alerta para não o apanharem.
Cuidado com o que dizem.
O Malcolm é um verdadeiro filho da puta visajoso.
Que disse ele?
Ele é visajoso.
Eu trato disso.
James, ele sabe quem somos?
Sabe que os Borges são os mais importantes em San Onofre?
Por falar no diabo...
- Primo. - Que tal?
- Boa noite, senhores. Desculpem o atraso. - Não faz mal.
- Vamos falar de negócios? - Estamos cá para isso.
Estou aqui porque o James vos recomendou.
Estou-lhe eternamente grato.
O James disse-nos que é um verdadeiro barão da droga.
Um verdadeiro visajoso.
Desculpe o meu irmão. Ele fala sem pensar.
O meu primo contou-me o que fizeram em San Onofre.
Gostei do método.
Podem fazer isso noutras prisões?
Temos contactos em muitas prisões. Amigos bem colocados.
Só temos de fazer o que fizemos em San Onofre no resto do país.
A rede está preparada e funciona bem.
Quero concentrar tudo num único comprador.
Só têm prioridade porque o meu primo está no vosso gangue.
O James é como um irmão para mim.
Merda.
Já se vai embora?
Amigo!
Ele não fez nada.
Até logo!
O teu primo é mal-educado, James.
- Nem se despediu... - A Polícia!
Vamos embora daqui!
Cabrões! Vamos!
Disparem!
No chão, já!
Vamos, Marito!
Filho da puta.
- Vai-te embora. - Vamos!
Leva-o!
Ele sabe o que faz!
Anda, Mario.
Tirem-me daqui, por favor!
- Dios, onde estás? - James, tira-me daqui!
- Calma! - Tira-me daqui!
- Calma, Juan Pablo! - Mario, Marito.
Tira-me daqui, Mario!
Está quase!
PRISÃO DE SAN ONOFRE
Mais devagar, maldito idiota!
- Eu espero! - Foi complicado despistar os polícias.
Porque demoraram tanto?
Acabei de dizer! Querias que os trouxéssemos até aqui?
Está bem. As saídas estão suspensas por tempo indeterminado!
- Entendido? - Tens de correr riscos, Antín.
Quem anda à chuva, molha-se.
Não me dês conselhos, seu bandalho de merda.
Lava-te e vem ao meu gabinete. Temos gente à espera.
Tomamos um duche e vamos.
Não és tu, cretino. O teu irmão.
Vai mudar de fralda.
Quero lá saber o que ele diz.
Para, meu!
Boa!
Toma!
Onde está essa barata?
Estes cabrões vêm para o pátio como se fosse deles.
- Vai, Colômbia! - Estou farto destes larilas.
Vamos bater-lhes?
Sim, César, cortamos-lhes a cara e furamos a porra da bola!
- Que achas? - São alvos fáceis.
Vamos lá, larilas!
Apanha.
Toma.
Dá-me a bola, meu.
Estas bolas?
A de basquetebol. As tuas não servem para nada.
- Toma! - Cabrão!
- Bandalho! - Filho da puta!
- Chupa-pilas! - Cabrão!
- Que raio se passa? - Estamos só a brincar, Capece.
Sim?
A minha avó dizia: "A brincar é que o macaco montou a mãe."
- A tua avó tem razão. - Filho da puta!
Fecha a matraca, bandalho.
E tu, cabeça de pincel,
deixa-te de brincadeiras ou não voltas ao pátio. Entendido?
- Sai. - O careca salvou-te!
Vocês são os próximos, cretinos!
Vai-te foder, cabrão traidor!
Por favor, cala a boca.
O pátio é nosso, cabrões!
É nosso!
Entra, Mario.
É uma honra apresentar-vos
Mario Borges, um recluso que é um exemplo de reinserção.
Eu, como diretor de San Onofre, tenho muito orgulho nele.
Mario, este é Eduardo Pardo,
um empresário muito importante da cidade,
e o Dr. Cayetano Lunati, juiz federal.
Senta-te, Mario.
O Antín falou-me muito bem de si, disse que é um homem honrado.
Só assim se sobrevive aqui.
Sabe como é.
Amanhã, chega o Cristian, o filho mais novo do Eduardo.
É um ótimo rapaz e muito amigo da minha filha Luna.
Ele não está habituado a este ambiente.
O que fez de errado esse ótimo rapaz?
Fez asneira.
É um idiota.
Conduzia embriagado e teve um acidente. Este é ele.
Morreram dois amigos dele e duas raparigas.
Menores.
Uma grande asneira.
- Passa a bebida. - Vá, dá cá.
Passa a bebida!
Saudações a todos os que nos veem! Vamos festejar!
Cuidado!
Infelizmente, o vídeo tornou-se viral.
A imprensa impossibilitou a minimização da responsabilidade dele.
Ou seja, não o puderam safar.
Certo.
Protegerei o seu filho. Parecerá que está num convento.
O que recebo em troca?
Antín, podemos ficar a sós com o Borges?
Retiro-me com todo o gosto.
Vou preocupar-me comigo. Com licença.
O Eduardo está disposto a pagar um valor justo e razoável.
Claro. Um valor justo e razoável.
Muito bem. Mas...
... quero algo além de dinheiro.
Agora somos amigos e é representante da justiça.
Um homem do poder político. Sei-o bem.
O que quer, Borges?
A minha liberdade.
E a do meu irmão.
Uma coisa é o que diz a imprensa ou a família da minha mulher.
Mas creio haver muita gente com empatia comigo.
Recebo muitas cartas de apoio.
Muitas de mulheres
que querem namorar comigo.
A sério?
Juro por Deus.
Alguma vez se arrependeu do que fez?
A questão é que nunca as conheceu.
Eram três malditas putas.
A minha mulher,
sobretudo a minha sogra e a minha cunhada...
Isso não é motivo para as matar. Podia ter-se ido embora.
Claro.
Mas elas infernizavam-me a vida.
Sabe como é viver com pessoas assim?
Pessoas que nos estão sempre a rebaixar?
Larga-a!
Faziam pouco de mim por ser uma pessoa de hábitos.
Chamavam-me "larilas".
"Catatua."
"Mariconço."
A ironia é que, aqui, todos me respeitam.
E pelo mesmo motivo que elas zombavam de mim.
Compreendo.
O reconhecimento é importante.
E arrepender-se do que fez também é.
Claro que me arrependo.
Devia ter-me ido embora, como disse.
Mas não há nada a fazer.
Agora tenho de cumprir a sentença aqui.
Sabe uma coisa?
Prefiro passar o resto da vida preso nesta pocilga
do que ter de suportar mais cinco minutos com aquelas filhas da puta.
Por hoje, ficamos por aqui.
Obrigado.
Lembra-se do que lhe pedi?
Sim.
Desculpe, tenho muito em que pensar...
- Não. É por conta da casa. - Aceite.
Insisto.
Uma mão lava a outra.
Os comprimidos são o habitual, drunfos.
E estas cápsulas são estimulantes.
Cuidado. São anfetaminas.
Faça bom proveito.
Concentra-te. Não percas o ritmo.
Isto não serve de nada.
As pernas são tão importantes como os braços.
Precisas de resistência e de reflexos rápidos.
Treina um pouco no saco.
A cinta, Pasco.
Fá-lo levantar as mãos, Bruni.
Levanta as mãos. Sobe-as, vá.
A cabeça, Trincheta.
O que se passa, Bruni?
O combate é hoje.
Hoje?
O rapaz não está pronto.
E que me importa, porra?
É hoje à noite.
Porque estás a fazer isto?
Qual é o problema, Bruni?
Compete-te treiná-lo, não opinar. Está bem?
Eles são amadores. Que te importa se estão prontos ou não?
Não está certo.
O que fazemos não está certo?
Quem faz o correto aqui?
Se tens algum problema, fala como Borges.
Está bem?
Vá, rapazes, vamos!
Para de beber, filho da puta. És uma esponja!
Não me chateies.
Isto é uísque a sério, não aquele chichi de gato.
Tens de te portar bem.
Cuida do rapaz. Não me falhes.
Quando chega?
Amanhã.
Protege-o com a tua vida.
O pai dele tem muita influência.
Mantém o rapaz por perto. Dá-lhe um bom quarto.
Ele é bem-parecido, não deixes que lhe vão ao cu.
Não me chateies. Vou tratá-lo como meu filho.
Quanto lhe arrancaste?
Quanto custa o teu serviço de guarda-costas?
Não importa quanto, mas sim o quê.
- O que recebi. - E o que foi?
O juiz prometeu a liberdade para mim e para o meu irmão.
Liberdade? De que estás a falar?
Regista bem esta carinha, porque estarei cá pouco tempo.
Estás louco? Liberdade? Vais deixar a cela vazia?
Estou velho, Antín.
Tens de estar aqui dentro. Lá fora, voltas a fazer asneiras.
Aqui, eu controlo-te.
E tens aqui os teus negócios e as tuas percentagens.
- E a minha percentagem? - Ninguém tocará nela.
Então, podes ir para a puta que te pariu.
Um brinde a isso.
Está na hora.
De joelhos.
De joelhos!
Este filho da puta fede a merda.
Ainda não percebi como continua vivo.
O nosso tipo está pronto?
- Como sempre, chefe. - Ótimo.
Toma. O Antín aposta 300 no tipo do costume.
Que forreta.
- Vamos lá, cabrões! - Toma 100. Lembra-te de mim!
Este é o sítio do Borges, meu!
Leva o dinheiro daqui.
ÚNICO ASSALTO
- Temos tudo? - Sim.
Isto vai ser bom.
Começamos, Mario?
Senhoras e senhores e aquelas meninas!
Vá, Morcilla, estou ansioso!
Diretamente do bairro de lata!
Cresceu a lutar pela vida!
Apresento-vos
a Besta!
E agora, o prato especial da noite...
Fechado nas profundezas escuras do bunker,
vive e respira
para nossa diversão...
... o grande campeão incontestado,
cortesia de Mario e Diosito Borges...
Cá está ele...
Pantera!
Calma, pessoal.
Já vão começar. Vá, preparem-se.
Vamos lá.
Porque não mordes aqui, bichona?
Trá-la cá.
Não!
Não! Por favor!
Deixem-me em paz.
Não!
Que cara é essa? Morreu alguém?
Já sei. O teu lutador perdeu.
Comeste um palhaço, foi?
Viste no gabinete do teu chefe?
- Do meu chefe? - Sim.
O Antín que se foda.
Há um ano que lhe peço um aumento e ele não mo dá.
E então? Vai ao psicólogo.
- És demasiado ambicioso. - E tu, não ambicionas nada?
Só matar os irmãos Borges.
Mas isso nunca acontecerá.
És muito novo para não teres fé.
Nunca digas nunca.
César, vem cá.
Vem cá.
O que se passa?
Amanhã chega um novato.
É filho de peixe graúdo. Muito dinheiro.
O Antín e o Borges vão receber muito dinheiro para o proteger.
Sabes o que isso significa?
Se acontecer algo ao rapaz,
os Borges ficam em apuros?
E o cabrão do Antín também.
Este fluxo de água parece um anão a mijar.
Ouve, idiota.
Vai chegar um cretino hoje. O filho do Eduardo Pardo.
Quem raio é o Eduardo Pardo?
É um empresário, um peixe graúdo.
O filho dele fez merda e vem para cá. Temos de o proteger.
Ele é a nossa chave para a liberdade.
Agora, só consigo pensar no negócio do primo do colombiano...
E eu, que faço?
Cuidas da segurança do rapaz. É muito importante.
Entendido?
Finalmente.
- Finalmente o quê? - Reconheces o meu potencial.
- Por isso és o Diosito. - Claro.
Vá, rapazes. Descarreguem a carrinha o mais depressa possível.
Mexam-se, rapazes!
Que tal, Chicho?
Ouçam. Estas caixas são especiais.
Algumas vão para a frente, outras para trás.
Comecem. Prontos, rapazes?
Fiorito!
Que se passa, idiota? Não sabes o que é atrás e o que é à frente?
- Enganei-me. - Não me fales assim, maricas.
Vai para ali.
Mexe-te!
O negócio está a crescer. Vamos aumentar a produção.
- Não é assim tão fácil. - Agora és humilde?
És um cozinheiro fantástico!
Isto é química, Mario.
Se fizer asneira, incendeio a prisão.
És um perito.
Queimaste a tua mulher, a tua cunhada... A vizinha escapou por pouco.
Não queimei ninguém.
As notícias dizem disparates.
Não importa, aumenta a produção. Assunto encerrado.
Agora és bombeiro? Nasceste incendiário.
O que se passa, larilas?
Vamos, James.
Para onde estás a olhar, rapaz?
Estás extasiado?
Sentes-te um Deus cá em cima, certo?
Isto é do teu pai. Para ti.
Tem roupa dentro.
Produtos de higiene... Usa esse sabão para te lavares.
Não uses o da prisão
ou ficarás com os tomates tão vermelhos como o rabo de um babuíno.
O que tens aí?
- Gomas. - O quê?
Ele também te deixou dinheiro.
Deixa-o comigo. Quando precisares, pede.
Acabarão por te roubar. O mesmo com os cartões telefónicos.
Se quiseres usar o telefone, sentas-te no sofá e falas o que quiseres.
Entendido? Capece!
Sim, chefe.
Leva o rapaz ao pavilhão dos Borges.
E, por favor, dá-lhe um tratamento especial.
Claro. Como a todos os presos.
Não te armes em esperto. Não é como a todos.
Tratamento especial. Carinhoso, simpático e gentil.
- Vão. - Vamos, rapaz.
Vem comigo.
- Que cartas tens, Juan Pablo? - A bisca de espadas.
Que raio querem? Não jogo convosco!
Parem um pouco com isso.
Que cartas tens?
Ganhou o meu irmão.
Ouçam!
Um rapaz vem para este pavilhão.
Não sabemos por quanto tempo, mas é nosso convidado. Tratem-no bem.
- Fui claro? Nada de tretas. - Sim, senhor.
Borges.
A encomenda do Antín.
Obrigado, Capece. Está em boas mãos.
- Se o dizes... - Sim, vai para o barbeiro.
É o tipo de que vos falei.
Sejam hospitaleiros. Não o mandem para o hospital.
Não sejam idiotas. Sim?
- É uma princesinha. - Que raio te deu?
Sou o Diosito.
Este é o meu irmão. Vai proteger-te sempre.
Vais viver neste palácio, só Deus sabe quanto tempo...
Vais sempre acompanhado ao duche.
Ao refeitório também.
Não irás ao pátio.
Se quiseres apanhar sol, dizes-nos e levamos-te ao terraço.
E não faças essa cara.
A primeira jarda é difícil, mas vais habituar-te.
- Já apanhei várias jardas. - Certo.
Não, meu. "Jarda", impacto na prisão.
O primeiro impacto na prisão.
Como te chamas?
Cristian.
- O quê? - Cristian.
E esse ranho tem nome?
Doravante, o teu nome é Ranho.
Vamos arranjar-te um sítio.
Esta é a minha cama.
Esta pode ser a tua e ficamos perto. Tiramos esta porcaria.
São as minhas coisas!
Cala-te, bicha! Estas revistas são nojentas.
E então?
Parem. Eu posso dormir em qualquer lado.
Ou peço um saco-cama ao meu pai.
Pede-lhe antes um saco para cadáveres!
Para com isso!
Vai mostrar tudo ao rapaz, Diosito.
Vamos, Ranho. Deixa as tuas coisas aqui.
Ouve, Calambre.
Quando voltares a armar-te em rebelde, arranco-te os tomates com um alicate.
Entendido?
Cretino.
Qual é a piada? Eu tinha 30.
Porque vieste aqui parar?
Não se pergunta isso.
É o código.
Arrisquei-me pelo meu irmão.
É por isso.
Portão!
E tu?
Não se pergunta isso.
És rápido, Ranho.
Matei os meus amigos.
Por isso estou aqui.
Foi um acidente.
Portão!
- Bom dia, meninas! Como estão? - Olá!
Vamos acender uma vela.
Quem é este bombom?
O meu grande amigo Ranho.
Divino!
- O teu irmão não veio? - Não.
Certo.
Vamos rezar aos mortos, como sempre.
O teu amigo é lindo!
Com esta carinha, não tarda, tem um apartamento.
As raparigas são o máximo, Ranho!
Antes andavam com os cabrões dos Sub-21.
Nós assumimos o controlo há uns anos e trouxemo-las para aqui.
Avisa-me quando a quiseres foder.
Tens desconto. Certo, meninas?
Com certeza! Sim!
Mas eu não sou gay.
Gosto de mulheres.
- Vais durar dois dias. - Que atrevido!
Ranho, elas são mulheres.
Não sejas preconceituoso.
- Educa-o, por favor. - Sim.
Desculpem, meninas. Ele tem de aprender umas coisas.
- Vamos. Voltamos depois. - Cá estaremos!
Que atrevido!
- Antín! - O que se passa?
- É a chefa. - Ao telefone?
- Não, está a subir as escadas. - Aquela cabra!
Ela disse que vinha mais tarde.
Quer apanhar-me de surpresa. Conheço aquela maldita...
Estela Morales!
A Diretora Nacional do Departamento Penitenciário Federal.
Sergio Antín. Bom dia.
- Bom dia. - Bons olhos a vejam!
Capece, vamos aumentar a segurança no pavilhão C.
Ponham câmaras viradas para a entrada.
Obrigado.
Cabra!
Estelita, que prazer. Está ótima.
Fiquei muito contente quando foi nomeada.
Na verdade, o Arriaga era um inútil.
O Arriaga e o Garófalo eram dois filhos da puta
a quem o Senhor deve guardar para sempre.
E não os devolver. Liberais de merda!
O Arriaga pensava que ficaria amigo destes delinquentes de merda.
O Garófalo e o Arriaga eram dois bandalhos liberais
que careciam de algo que temos de sobra, vocação para isto.
Eu gosto de ter um criminoso preso no calabouço, a pagar pelas asneiras.
É assim mesmo!
Aqui é a carpintaria.
É a principal fonte de rendimento de San Onofre.
Para que é isto? Morre muita gente cá?
Sim. Por algum motivo lhe chamamos "o Túmulo".
Estou a brincar. Não te assustes.
Não sei para que são os caixões.
O Antín deve ter algum acordo com a morgue.
Também fazem brinquedos para crianças.
- Cuidado. - Em que mexeste?
- Eu apanho. - O que foi, cretino?
Marcos!
Apanha tu.
Estamos bem?
Estamos.
Pergunta o que quiseres, Ranho!
Fica à vontade.
Quanto ganham por isto?
Aqui...
... cerca de 30 mocas à hora.
A sério.
A sério o quê?
Quem quer trabalhar por esse valor?
Vamos, Ranho.
Sempre a dizer asneiras. Vamos.
Não posso esmurrar todos os que te queiram bater.
Ou talvez possa.
É melhor evitarmos isso.
Vamos a um jogo e veremos se és tão porreiro como dizes.
Ouve, volto já. Não saias daqui.
- Aonde vais? - Ao pátio.
- Também posso ir? - Não, fica aqui. É perigoso.
Atenção ao miúdo. Ninguém lhe toca. Volto já.
Muito bem, não sou um bufo Estou aqui com os meus comparsas
Não sou de farsas
Quero sair daqui Ir dar uma volta do caraças
Estou preso, o tempo parado
É uma ameaça Quero voltar para casa
E dar uma volta pelo bairro
Vou para a esquina com os meus comparsas
Com os rapazes e as garinas A beber vinho
E à espera que algo aconteça
Devíamos fazer cerveja artesanal.
Gosto do teu espírito empreendedor.
Que tal?
Desculpem a interrupção.
Que queres, Diosito?
Vim buscar o dinheiro.
Qual é a pressa? Diz-me.
Não confio nas tuas contas, Morcilla.
- Já que estava aqui perto... - Como podes dizer isso?
Já nos conhecemos há tanto tempo.
A queimar papéis e cartuchos
Até os ideais
- Olha, Pedrito. - O quê?
Um cachorrinho, filho de um empresário.
Vai sacar-lhe informação.
Informação?
- Que tal? - Na boa, meu.
Estamos a fumar umas coisas. A beber vinho e isso.
Anda até lá.
Não posso. Estou com o Diosito.
Não queres estar com os Borges?
Não.
Vou fazer contas. Tenho uma máquina.
Que gargalhada nojenta.
Leva isso.
Desconto-as na venda da semana que vem. Está bem?
Desconta isto também.
Adeus, gordo.
Não acredites em tudo o que te dizem.
Num dia, mimam-te e tal. No outro, matam-te.
- Tem cuidado! - Que se passa?
- Ele está a incomodar-te? - Estamos bem.
Sim, estamos bem.
Vá, meu. Abre o portão!
- Está tudo bem aqui? - Vai lá, meu.
- Estou a ir. - Sai.
Estou a ir.
Ouve lá. Eu disse que ninguém se aproximava do rapaz!
Vamos. Eu percebo.
No início, também pensei que ele era uma criança, mas é um homem.
Parece inocente, mas é uma sanguessuga.
Afasta-te dele.
Doutora, que bom vê-la! Está ótima, radiante.
Tenho a honra de lhe apresentar a perfeita Estela Morales,
a Diretora Nacional do Departamento Penitenciário Federal.
- Como está? Emma, certo? - Sim, muito gosto.
Sente-se bem?
Sim.
Estou só algo cansada. Alguns dias são bastante longos.
Imagino.
Deixamo-la trabalhar.
Vamos ver os feitos de San Onofre.
- Adeusinho. - Até logo, Emma.
- Chegaram. - Cerveja!
Senta-te aqui. Conta-me...
Aonde te levou este idiota?
Que te importa, Marito? São coisas nossas.
Deixa-o falar. Ele sabe falar, já é crescidinho.
Fomos a todo o lado. À carpintaria...
À cozinha...
- Fomos ver os travestis. - Sim, os travestis...
A Ginna perguntou por ti.
Andas a fodê-la?
Deixa-te de palhaçadas ou arranco-te a cabeça.
E não lhe dês ideias loucas ou vais dormir no pátio.
Entendido?
Posso ir com ele?
A sujidade não me incomoda.
O que disseste?
A sujidade não me incomoda.
Como sabes que o pátio está sujo?
Este cretino levou-te lá.
- Não, Mario. - És um idiota?
Não aconteceu nada!
Eu disse-te que ele não podia ir ao pátio!
Tinhas uma tarefa e não a cumpriste!
Eu não o levei! Eu tinha de tratar de um assunto.
Ele ficou cá dentro. Não o levei.
- Ranho, explica-lhe! - Não há nada a explicar!
O responsável é este cretino.
Há muita coisa em jogo, cretino!
Porra, Mario! Ele não foi ao pátio!
Não me fodas o juízo!
Ranho, diz-lhe o que aconteceu!
- Não fui ao pátio, fiquei cá dentro. - Vês, otário?
Passaste-te por nada!
Porra! Deixa-me tratar dele sem me foderes o juízo.
Vamos, Ranho. Vá!
Mais uma coisa...
Se queres foder a Ginna, à vontade.
Não me importo se virares larilas.
Vai-te foder, cabrão!
Bandalho de merda!
Da próxima vez que perguntares por mim, mato-te, puta. Entendido?
- Mario, estás a magoar-me! - Não sou larilas!
- O que aconteceu foi um equívoco. - Larga-me.
Não perguntes por mim.
Esquece o meu nome. Entendido?
Puta que te pariu!
Ouçam!
Pedrito, vais para a porta do pavilhão dos Borges.
- Certo. - Um guarda estará à tua espera.
A costa está livre.
Avança com cuidado para ninguém te ouvir. Está bem?
- Certo. - Avanças devagar
até chegares onde os Borges dormem.
Vais direito à cama do Cristian.
Eles não te podem ouvir.
Ele estará caladinho.
Diz-lhe que há uma festa dos Sub-21 no pátio.
- Está bem. - Estaremos à espera dele.
Confio em ti.
Vamos, rapazes!
Vamos, cabrões!
Porra, que charro horrível.
César, o que pediste.
Vejamos.
Alguma vez te deixei ficar mal?
Finalmente trazes algo bom!
Do outro lado!
Não tenho medo dele.
Da primeira vez que o vi no pátio, pensei que era uma criança.
Até queria ir levá-lo à mãe.
Mas ele não é um miúdo.
Quase me esfaqueou.
Apanhei um cagaço.
Que raio, Ranho? Estou a perder 3-0.
Terei algum botão avariado?
É o joystick.
Talvez fosse isso. Vou recuperar.
Gordo, o teu telemóvel está a tocar!
Estás surdo? Atende!
Um minuto, Ranho.
Estás surdo? É a Gladys. Não vais atender?
Olá, Gladys.
Não, fala o Diosito.
Sim, ele está aqui.
Toma, gordo.
- Estou? - Mario!
Que voz mortiça é essa?
- Passa-se alguma coisa? - Não.
Não. Que se passa?
Ouve...
Os colombianos vieram cá, como disseste.
- Deixaram algo para ti. - Que bom.
É muito, pouco?
Bastante.
Estou a pesar.
Lembras-te de quanto pesava a minha tia Chola?
Cerca de 90 quilos.
O que queres dizer com isso da Chola?
Como a Chola quando parou com a dieta!
Querida. Que boa notícia.
Temos de festejar.
- Colômbia! - Colômbia!
Vamos festejar, Ranho!
Não sei porque nos rimos, mas...
Vamos!
Larilas, celebrem com a vossa namorada! Vamos subir na vida!
Quanto, Marito? Noventa quilos?
Quantos sacos destes?
Vá, Diosito!
Festejem, larilas! Saúde!
- Dás-me uma passa? - Saúde, Ranho!
- Saúde. Dás-me uma passa, por favor? - Sim, festeja, Ranho!
Não, nem pensar.
Eu e o teu pai concordámos que tens de sair tão limpo como entraste.
Bebe uma cerveja, bate uma com as orelhas, mas isto não.
- Vamos! - Sim!
Saúde, malditos larilas!
Esta é a melhor parte, meu!
Sim, só uma snifadela!
Ele voltou!
Isto é o gangue Sub-21, cabrão!
Acorda! Que raio aconteceu à festa?
Não sejas uma seca!
Acorda, cretino!
Como não há raparigas, vão dormir?
Eu fodo-vos a todos, um a um!
- Não sejas cretino, Barny! - Vai-te lixar.
- Apaga a luz. Quero dormir. - Que vergonha, Mario!
- Foda-se! - Cuidado com esse maricas.
Cretinos! Falam em festa e depois?
Eu snifo coca, bebo cerveja e depois querem que durma?
- Vamos beber guaros. - Não, shots.
Não sejas cretino, Ranho! Para de ouvir essa merda.
Vamos!
Água benta... Para a próxima, mijo-te em cima!
Pronto.
Vou deitar-me e olhar para o teto.
Durmam, eu protejo-vos.
Marito!
Deixa-me dormir, porra.
Vai-te lixar.
Gordo maricas!
Abre, cabrão! Vá.
Obrigado, escravo!
Calma, meu.
Vamos para o pátio.
Há uma festa com putas e tudo.
Querias liberdade? Cá está.
Segue-me.
Anda. Temos tudo o que podes imaginar!
No bairro de lata, todos sabem que sou o cabrão mais louco!
Abram alas!
Olá.
Entra.
César, trouxe-te o rapaz. Anda.
Anda. Eu sou o César. Como te chamas?
Cristian.
Entra. Põe-te à vontade.
Dá-lhe as boas-vindas, idiota.
Somos o gangue Sub-21.
Vou ensinar-te uma coisa.
Se alguém te tratar como merda, não o trates como um rei.
Deixem-no passar.
Tragam-no.
Isso, meu. Não tenhas medo.
Isso.
Gosto dele. Palmas para ele!
Calma, meu.
És porreiro, meu.
Vamos cuidar bem de ti.
Vamos continuar com a festa!
Aqui, vais divertir-te sempre.
Juventude, organização, topas?
Vem quando quiseres.
Sub-21. Percebes?
É por conta da casa!
Isso!
Tratem-no bem. É um cachorrinho!
O rapaz!
Onde raio está o rapaz?
Pedi-te que cuidasses dele, puta que pariu!
Toma, fuma.
O MARGINAL É UMA SÉRIE FICTÍCIA.
QUALQUER SEMELHANÇA COM EVENTOS REAIS, PERSONAGENS, NOMES
E/OU CIRCUNSTÂNCIAS É PURA COINCIDÊNCIA.
Legendas: Lígia Teixeira
Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.