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Original subtitles

UMA SÉRIE NETFLIX

Brian!

Não!

Filho da puta!

Capece, estás a ouvir? Vai para o bloco dos Borges!

Temos um problema.

Entendido.

Borges.

- Temos visitas. - Prepara a tropa.

Há guerra. Vamos a isso.

Vamos a isso! Mexam-se!

Anda cá, Borges, filho da puta!

Filho da puta, maricas de merda, vem cá!

Vamos!

És um monte de merda, cabrão!

Vem cá, filho da puta!

Qual é o teu problema?

Filho da puta!

Para trás!

- Bófia filho da puta! - Vai-te foder!

Cala-te. Para dentro.

Vais pagar por isto, gordo de merda!

Eu mato-te!

Maricas de merda!

- Fizeste merda, bófia. - Não, tu fizeste merda!

Filho da puta!

Tu e o teu amigo anão vão pagar por isto.

És um homem morto, Borges! Filho da puta!

Vai-te foder!

Filho da puta!

Borges, é bom que tenhas uma boa história, porque o chefe está furioso.

- Vamos. - Vai-te foder, Capece.

Levem-no.

Temos de dar cabo daqueles filhos da puta.

Desde que voltei, tenho tentado evitar problemas.

Tenho ficado de lado, tranquilo.

Mas não posso.

E então?

- O quê? - Tenho cara de idiota?

Não tive nada que ver com a morte…

Tenho cara de idiota?

Não sei. Pergunta à tua esposa.

Sabes quanto custa um preso ao estado?

Sete mil por dia.

Duzentos mil por mês. Dois milhões e quatrocentos por ano.

Os quatro anos que ele esteve preso, 48 meses, custaram 9,8 milhões.

Deixa-te de merdas, Antín! Agora contas tostões?

Não, imbecil. Estou a dizer-te que se os meus números anuais

tiverem mais mortos de que reintegrados na sociedade,

o Ministro da Justiça dá-me um pontapé no cu.

Se tiver mais reintegrados do que mortos, passa-me a mão.

Percebeste, idiota?

Quantas vezes tenho de repetir?

- Eu não tive nada que… - Estás a mentir, cabrão.

Eu consigo puxar muitos cordelinhos em Puente Viejo.

Mas, lá fora, a segurança é contigo. Boa sorte!

É do escritório do Piñeiro.

Deve haver um fiscal à porta para me perguntar o que se passou.

O que lhe digo? Como cubro esta cagada?

Vou dizer-te uma coisa.

Se estiveres a mentir,

se foste tu que mandaste matar o miúdo, corto-te os tomates com um vidro.

Rosario!

Leva-o.

Não toques! A tinta ainda não secou.

Olha como ficou esta cagada, César.

Todos aqui sabemos o que é sofrer.

Sabemos o que é perder.

Perder sempre, porque perdemos sempre.

Assim que nos prendem, tiram-nos tudo. Os sonhos, os desejos, os direitos, tudo.

Mas um de nós passou-lhes por cima.

Sem deixar de ser solidário e leal, teve coragem para seguir as regras e sair.

Fizemos o melhor para o proteger.

E enquanto celebrávamos o êxito dessa tarefa,

o nosso amigo estava lá fora, livre…

… e eles mataram-no.

Mesmo à nossa frente.

Mesmo ali.

Longe o suficiente para não o defendermos, mas perto o suficiente para sofrermos.

Para recebermos a mensagem.

Bom, mensagem recebida.

E vamos responder.

Os envolvidos nesta merda devem saber que vamos responder.

E que não conseguiram derrubar o Brian.

O Brian morreu livre.

Como sempre…

… sai o melhor…

… e entra o pior.

E o Brian era um dos melhores de nós.

Hoje, tiraram-nos um rim.

Mas nós vamos arrancar-lhes o coração.

Porque somos os Sub-21. Metem-se com um, metem-se com todos!

Pelo Brian! Vamos a isso!

Vamos a isto, caralho!

Vamos!

O que foi, James?

Isto faz bem ao coração.

Isto faz bem à alma.

Salvaste-me, colombiano.

Desta vez, salvaste-me mesmo.

Sabe uma coisa, Borges?

Tem mais hipóteses de morrer de AVC

do que ser assassinado por aqueles cabrões.

Estou cansado.

Estou muito cansado.

É uma merda chegar a esta idade neste estado.

Se quero comer algo,

um comprimido.

Para foder, outro comprimido.

Para cagar, outro comprimido.

Estou a ficar cego, James.

E, além disso, aqueles cabrões querem incriminar-me.

Estão a sufocar-me.

Filhos da puta.

Quem caralho matou aquele rapaz?

Vamos destruí-los.

Vamos pendurá-los pelos tomates.

Não deixarei o Miguelito Palacios sair ileso.

Faz o que tens de fazer.

Não me perguntes mais nada.

De joelhos, no chão! Mãos atrás da cabeça. Isso mesmo.

Quieto. Polícia!

Quieto. Polícia!

Quieto!

Mãos atrás da cabeça!

Não te mexas.

Quieto.

Desculpa. Estamos mais seguros aqui.

- Mataram-no à minha frente. - Eu sei.

- Foi um ataque daqui. - Deve ter sido uma mensagem.

Alguém os avisou que ele ia sair. O que se passou?

Não sei, mas não te preocupes. Vou tratar disto.

O que vais fazer? Não te podes meter em sarilhos agora.

Queres que fique de braços cruzados?

Se vou tratar disto do teu filho, não te podes meter em problemas aqui.

Sabes como é aqui? É uma merda. Há uma guerra.

Tenta manter-te afastado. Arranjei uma forma de veres o Lucas.

Como?

Senta-te aqui.

Para um juiz, é diferente um pai precisar do filho

e um filho precisar do pai.

É por isso que não te podes meter em sarilhos.

O que me estás a pedir é difícil.

Pensa no teu objetivo, Miguel.

Pensa no teu filho.

Foca-te nisso.

Passa-me a chave-inglesa.

Não, a chave-inglesa.

Tudo bem, miúda?

Desculpa. Ia ver-te, mas vi polícias à frente de tua casa

e tive de dar meia volta.

Mas não te deixei pendurada.

Temos de estar juntos em tua casa.

Para mim, é complicado andar na rua.

Bom, diz-me qualquer coisa. Beijinhos.

Estás obcecado por essa miúda.

Deixa-a em paz.

Cala-te. Ela é que me procura.

Dei-lhe boas memórias.

E eu preciso de pinar, Triste!

Caso contrário, vou acabar como tu que só fodes com os pósteres.

Eu estou a ajudar-te e tu insultas-me?

- Estou a brincar. - Estás mesmo a queixar-te de miúdas?

Não é só pela Kari.

Sempre que vou à rua, tenho de ser tipo uma coruja,

com os olhos bem abertos.

Sou um fugitivo, meu.

Tu estás livre. Os palhaços estão presos. Entendes?

Tenho de ir embora. Ficar aqui é perigoso. Podem apanhar-me a qualquer momento.

Continua. Concentra-te. Vou enviar um fax.

És nojento, Triste.

Falei nas miúdas dos pósteres e tu já vais bater uma.

Filho da puta. Puxa o autoclismo! Não quero ver os teus nadadores.

O que tenho de fazer aqui?

Triste.

Foda-se!

Triste!

Triste, cliente!

Estou a cagar!

Filho da puta!

Olá! Com licença.

Está aqui alguém?

Olá!

- Tudo bem? - Sim, e consigo?

O mecânico está?

O Triste está a enviar um fax na casa de banho. Está a enviar um fax.

O meu carro está esquisito. Não sei porquê.

Está a fazer um barulho estranho. Podes vê-lo?

Belo carro!

É lindo.

Quem é?

Ótimo. Muito obrigada.

Olá, Lucas.

Como estás?

Sou a Luna. Uma amiga do teu pai.

Com licença.

Estive a falar com o teu pai.

Ele pensa muito em ti e está preocupado contigo.

Duvido disso.

É verdade. Ele pediu-me para te vir ver.

Porque ele não pode.

Mas ele quer…

… voltar a ter contacto contigo.

Quer que saibas que te quer ajudar.

Tratam-te bem aqui? Tens amigos?

Não. Não tenho amigos.

O que estás a fazer?

Isso é matemática?

Equações! Eu era péssima.

Foi por isso que comecei a estudar para ser advogada.

Agora, estou a ajudar o teu pai,

para vocês não perderem o vínculo.

O teu pai está preocupado contigo.

Ele ama-te.

E quer que fiques tranquilo, porque estamos a fazer os possíveis

para voltarem a estar juntos.

Juntos?

O meu pai está preso e não sairá mais de lá.

Não sabemos.

Eu estou aqui para mudar as coisas.

O teu pai pediu ao tribunal para te ver.

Mas eles recusaram.

Mas se tu estiveres de acordo

e se quiseres…

… há uma forma de se verem.

Tens de pedir.

O tribunal vai ouvir-te.

- És um idiota, Triste! - Para.

Porque não me disseste que o idiota vinha cá?

Não grites! Esconde-te. Vai correr tudo bem.

A sério? Estou à espera há uma hora!

Tentei ligar-te e não atendeste.

Há trânsito, uma confusão. O Barrios de Pie.

A merda do populismo.

Tudo bem, Tristão?

- Como estás? - Muito bem.

Estás sempre com má cara. Parece que te aconteceu sempre algo.

Tens cara de quem se cagou todo. Não…

- Cagaste-te? - Não.

Viste a minha nova aquisição?

- Sim. - O carro que dei à minha mulher.

- É incrível. - Faço-a feliz.

Mas ela conduz muito mal. O carro já ficou na estrada 15 vezes.

É alguma coisa no carburador ou qualquer merda.

- Podes ver isso? - Sim, claro.

Vai ficar a funcionar a 110 %, como sempre.

És muito humilde.

Tiveste sorte por te livrares do teu patrão.

Do Borges?

De quem havia de ser? Do Borges! O gajo é um chato.

Só me dá dores de cabeça. Quanto mais velho, mais idiota fica.

Já vou!

Chata do caraças!

Podes enviar-me a fatura?

Não passo faturas.

Pois é, nada de faturas.

Depois vemos isso.

- Adeus, Triste. - Adeus.

Snifa qualquer coisa, homem! Vê se te animas.

O creme fez-lhe maravilhas.

Mas falta-lhe vigor. Vai ter de tomar algo.

A minha namorada disse o mesmo. Deu-me um comprimido azul.

Agora fica bem duro.

Ri-te, ri-te.

Pronto, já está.

Olá.

Descobriste algo?

A minha princesa veio visitar o Miguelito Palacios.

Eu sei, idiota. Por que outra razão viria aqui?

Calma.

Take it easy.

Ela veio como advogada.

O quê?

Como advogada do Pastor?

Sim.

- Tira-me os nós das costas, querido. - Vamos lá.

Aí atrás.

O que se passa com aqueles palhaços? Passam a vida na conversa.

Cabra de merda.

Devia tê-la devolvido ao pai em meia dúzia de empanadas. Puta de merda.

Não se irrite, Mario.

Acho que ela está cá por causa do livro de merda.

Há dinheiro envolvido.

Sabe que o dinheiro é como a merda.

Atrai sempre as moscas.

Deixa-te de merdas, James. A gaja não precisa de dinheiro.

Não. Abre os olhos, Colômbia.

Abre os olhos. Não gosto nada deste par.

Não acreditarias como eles me ignoram.

Vai tudo desmoronar-se.

Um dia destes, tens de fazer com que te respeitem.

Não esperes mais.

Sabias que tens razão?

Sabes que mais? Acho que está na hora de me impor.

O que mais tens a perder?

- Várias coisas. Tu sabes. - Sei?

Continua.

Não te aproximes tanto, jeitoso.

Mais uma vez, tenho de enterrar os que amo.

Como luzes que se acedem e se apagam antes do tempo.

O que é importante para mim desaparece.

Morre.

Perco tudo neste caminho perigoso.

Vai dormir.

Obrigado. Boa noite.

Boa noite.

Quando parece que pode haver esperança, algo me diz que não há ilusões para mim.

Só me resta sobreviver.

Hoje, não tenho palavras.

Hoje, estou seco.

Procuro um raio de luz

nesta escuridão brutal e cruel.

E não é fácil.

Tenho uma pedra no peito.

Uma pedra que não me deixa respirar.

Uma pedra que gostava de usar

para dar na cabeça dos que vivem aqui ao lado.

Às vezes, parece que tenho de engolir a raiva e esperar.

Só me resta abrigar-me com os velhinhos que vivem comigo no bloco.

Esses anciãos andam à minha volta porque sabem que eu, como eles,

já vi a morte de perto.

Vais responder ou não, filha da puta?

Eu sabia!

"Vem a minha casa.

Capulcurán.

N.º 4551."

Lá estarei.

Entre, meritíssima.

- Como está? - Tudo bem?

Sente-se, por favor.

Não me quero esquecer de lhe dizer

o quanto todos a admiramos aqui, em Puente Viejo.

Não só pela sua reputação como juíza,

mas também pela prosa jurídica das suas sentenças.

- Quando estou aborrecido… - Menos bajulação e mais café.

Sem açúcar!

O café sem açúcar não lhe provoca acidez?

Há outras coisas que o fazem.

Por exemplo, o homicídio de um recluso à porta da prisão.

Sim, a morte desse rapaz foi lamentável.

Infelizmente, hoje em dia, acontece frequentemente.

- Acontece frequentemente aqui. - Sim, em Puente Viejo. Claro.

Principalmente, durante a gestão do falecido diretor Benito Galván.

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

Há muito para explicar sobre essa gestão, mas agora estamos a falar da sua.

E eu acho que este homicídio

requer uma investigação exaustiva do interior da prisão.

Certo. Mas discordo sobre ser no interior.

Porque vão investigar o interior da prisão,

quando o ato criminoso aconteceu fora da prisão, no exterior?

Quando ele saiu em liberdade.

Bom, uma pessoa escolhe a vida do crime.

Rapta, rouba, mata, faz inimigos e, depois, matam-no.

- Mas… - E a culpa é minha?

Os inimigos podem estar dentro da prisão. Há muitos líderes aqui.

Ou vai dizer-me que só o senhor manda aqui?

Eu é que mando, sou o único líder e tenho autoridade…

Faz sentido que a ordem tenha vindo de dentro.

- Não faça de mim estúpida. - Por favor. Claro que não, meritíssima.

- Mais café, doutora? - Não, obrigada. Noutro dia.

Até breve.

Quando quiser. Estou à sua disposição, meritíssima.

Passe bem.

Vai ser mesmo fixe dar cabo dos Medina, não vai?

Não saberão o que os atingiu!

Será difícil acabar com os Borges e os Medina ao mesmo tempo.

Talvez tenhamos de esperar um pouco.

Estás maluco? Não vamos esperar. Vamos fazer o que dissemos.

Acredita, vai correr tudo bem. Eles não estão à espera.

Finalmente, vamos vencer.

Palacios, o diretor quer ver-te.

Até logo.

Baza, filho da puta.

Vais ver como é.

Mas que porra, meu?

O que se passa contigo? Para onde estás a olhar?

Devo-te alguma coisa?

Calma, meu. Estás muito tenso.

Estás a imaginar coisas.

Só te quero dizer que não tive que ver com a morte do miúdo.

Não quero saber se tiveste que ver com a morte do Brian.

Estás mesmo muito ressentido, não estás?

Estás chateado com o Borges. Mas eu não sou o Borges.

Olha bem para mim. Não sou o Borges.

Melhor ainda.

Então, vai-te foder.

Se te voltares a cruzar comigo, dou cabo de ti. Entendido?

Meu, tens aí muito rancor.

Isso corrói-te, come-te por dentro e não te deixa pensar.

É uma pena, porque podíamos fazer uma boa equipa.

Podíamos trabalhar juntos e fazer coisas interessantes.

Tens razão.

Podíamos ser grandes amigos, não podíamos?

Amigos, não sei. Os amigos são idiotas e discutem.

Estou a falar de olhar mais além, entendes?

Mudar de perspetiva.

Podemos fazer grandes coisas juntos.

Estou só a dizer.

Certo. Vou dizer-te uma coisa.

E vê se metes isso na cabeça.

Nós nunca trabalharemos juntos.

Tu és meu inimigo.

Entendeste?

Pensa nisso.

Quem sabe, talvez um dia…

… vamos à pizaria.

Queres?

Mãos à obra.

O que se passa?

Vão bater-me?

Vão bater-me?

Vocês os dois vão bater-me?

Força, meu! Vais bater-me, cabrão?

Dá-lhe bem! Força!

Toma lá!

Bate-me agora, maricas! Quem te mandou?

E tu?

Olha lá, baleia encalhada.

Diz aos teus amigos que vos demos uma coça.

Vamos fazer o que queremos contigo, gordo! Vamos foder-te, maricas. Olha.

Fodemos-vos bem. Digam ao vosso chefe.

- Maricas! - Coninhas.

Cabrão.

O que faz este merdas aqui?

Se soubesse que ele vinha, não tinha vindo.

Mataste um rapaz bom. Tens os dias contados.

Não matei ninguém, filho da puta!

- Cabrão de merda… - Chega, caralho!

- Chega! - Parem.

Parem, puta que vos pariu!

Idiotas.

Acalmem-se!

Aconteceu uma merda importante em Puente Viejo.

Um homicídio é sempre um problema.

A filha da puta da Piñeiro anda em cima de mim.

Por isso, acalmem-se, caralho!

Vamos acalmar-nos!

Vamos agir como seres pensantes.

Eu não estou aqui para conversar.

Não é difícil adivinhar o que se passou.

Não tenho nada para falar com ele.

Escuta, Antín. Aqui havia ordem. Pouca, mas havia.

Este merdas passou dos limites. Fá-lo pagar ou farei eu.

Mas vais pagar com a tua vida.

- Vai para a puta que te pariu! - Pronto!

Chega de insultos, idiota. Chega! Para.

Não vos peço que se apaixonem,

nem que apertem as mãos nem que se beijem nem que fodam

nem que sejam namorados.

Peço-vos tréguas.

Um pacto de não agressão.

Pelo menos, até a puta se ir embora.

Não nos convém arranjar problemas. Nem a mim nem a vocês.

E eu não faço ideia de quem mandou matar o rapaz.

Não me diz respeito, não me diz nada nem quero saber.

Só não quero ficar com a culpa.

O Antín não fica com as culpas.

Bófia.

Minha querida…

Vejam quem ele é.

Olá, bonitão.

É lindo.

Tudo bem, amigo?

É brincalhão.

Como a tua mulher.

Cuidadinho! Estás a abusar.

Não é pessoal, amiguinho.

- Leva-o. - Vamos.

Sai daí!

Está assustado Vamos embora antes que eles cheguem.

Bom dia!

Lembra-se de mim ou não?

- Coma. - É o El Chapo Guzmán?

Chapulín Colorado.

O que fazes aqui?

Que receção tão feia, querida.

Depois de tanto tempo sem nos vermos.

Não me digas que não te lembras de mim porque eu não acredito.

Eu lembro-me de ti.

E dos bons momentos que passámos juntos.

O que foi? Achas que te vou magoar?

Eu nunca disse isso.

Eu sempre disse que se ficasses perto de mim,

nunca te aconteceria nada.

Lembras-te?

Sim.

Partiste-me o coração.

Pensei que havia algo lindo entre nós.

Esperei por ti.

Esperei.

Nem uma mensagem

nem uma chamada.

Mas sabes que mais? Tenho algo para ti.

Há muito tempo.

Obrigada.

É muito bonito.

Não.

Não o mereces.

Não vieste para me visitar.

Vieste visitar o filho da puta do Pastor.

Vai-te embora, por favor.

Vai.

Minha princesa.

Não sabes a verdade.

O Pastor é um traidor.

Ele matou o teu pai, o juiz.

O quê?

O homem a quem vieste fazer uma visita conjugal, matou o teu pai.

Matou-o.

Adeus, meu amor.

Luna.

Estás bem? O que te disse o colombiano?

O que se passou?

Mataste o meu pai?

Agora vais morrer.

Foste tu.

Filho da puta! Para de me chatear! Baza!

Não voltes sem o dinheiro ou rebento-te todo, amigo.

Olá.

Tudo bem?

Procuro a Kari.

Eu sei. Sou a Eli, a amiga dela.

Anda.

Vá lá, meu.

Toca a trabalhar. Deixem isso para depois.

- Calma, miúda. - Bazem! Não ouviram?

Toca a andar.

Onde está a Kari? Ela disse-me para vir.

É tudo treta. Eu é que falei contigo pelo Facebook.

- O quê? - Sim.

Esperei meses por ti.

Mas nem sequer nos conhecemos. És polícia?

Sou a Eli.

Amiga da Kari desde miúda.

Acalma-te um pouco. Senta-te.

Senta-te!

O que se passa? Porque me chamaste? Porque te fizeste passar pela Kari?

Precisava de falar contigo.

Estou a ver. Chamaste-me para foder, certo?

Não quero problemas com a Kari, mas se ela souber, tudo bem.

Senão, prefiro que fique para outro dia.

A Kari saiu da cidade com outro tipo.

Com outro tipo? Por favor.

- O quê? - Sim, com outro tipo.

- Com outro tipo? A Kari? - Sim.

- Não pode ser. - Sim, pode.

- Não pode ser. - Sim.

Sim, pode ser. Certo? São todas iguais.

Bom…

- E então? - E então?

Ela bazou e deixou-me na merda.

Que tenho eu que ver com isso?

Não percebo. Deve-te dinheiro? Discutiram? O quê?

Olha, queres ver? Vem comigo.

Vem comigo.

É um miúdo. E depois?

Chama-se Juan Pablo.

Como eu.

É teu primo? Sobrinho?

É teu filho e da Kari.

Ela disse que os Borges o vinham buscar.

Mas aqui estamos.

Eu cuido do miúdo.

É teu filho, Dios.

Cabrão de merda!

Filho da puta!

Filho da puta!

Vou matar-te, filho da puta!

Puta que te pariu!

- Gordo de merda! - Batam-lhe!

Com força!

Pronto!

Deixem-no. Já chega. Vamos.

Força.

Lixo.

Olá.

Olá.

Chamas-te Juan Pablo?

Sim.

E…

… gostas de jogar futebol, Juan P.?

- Não. - Não?

O que gostas de fazer?

Brincar com os meus brinquedos.

Legendas: Ruben Oliveira

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