Afrikaans
Akan
Albanian
Amharic
Arabic
Armenian
Basque
Belarusian
Bemba
Bengali
Bihari
Bosnian
Breton
Bulgarian
Cambodian
Catalan
Cebuano
Cherokee
Chichewa
Chinese (Simplified)
Corsican
Croatian
Czech
Danish
Dutch
Esperanto
Estonian
Ewe
Faroese
Filipino
Finnish
French
Frisian
Ga
Galician
Georgian
German
Greek
Guarani
Gujarati
Haitian Creole
Hausa
Hawaiian
Hebrew
Hindi
Hmong
Hungarian
Icelandic
Igbo
Interlingua
Irish
Italian
Japanese
Javanese
Kannada
Kazakh
Kinyarwanda
Kirundi
Kongo
Korean
Krio (Sierra Leone)
Kurdish
Kurdish (Soranî)
Kyrgyz
Laothian
Latin
Latvian
Lingala
Lithuanian
Lozi
Luganda
Luo
Luxembourgish
Macedonian
Malagasy
Malay
Malayalam
Maltese
Maori
Marathi
Mauritian Creole
Moldavian
Mongolian
Myanmar (Burmese)
Montenegrin
Nepali
Nigerian Pidgin
Northern Sotho
Norwegian
Norwegian (Nynorsk)
Occitan
Oriya
Oromo
Pashto
Polish
Punjabi
Quechua
Romanian
Romansh
Runyakitara
Russian
Samoan
Scots Gaelic
Serbian
Serbo-Croatian
Sesotho
Setswana
Seychellois Creole
Shona
Sindhi
Sinhalese
Slovak
Slovenian
Somali
Spanish
Spanish (Latin American)
Sundanese
Swahili
Swedish
Tajik
Tamil
Tatar
Telugu
Thai
Tigrinya
Tonga
Tshiluba
Tumbuka
Turkish
Turkmen
Twi
Uighur
Ukrainian
Urdu
Uzbek
Vietnamese
Welsh
Wolof
Xhosa
Yiddish
Yoruba
Zulu
SETEMBRO DE 2005
Mam�e!
Mam�e!
Chlo�!
Mam�e!
- Chlo�! - Mam�e!
Mam�e!
Chlo�? Chlo�?
Chlo�!
Chlo�! Abra os olhos, por favor.
Os olhos!
Chlo�!
Chlo�!
Chlo�!
Abra os olhos!
Chlo�!
Socorro!
N�o!
N�o!
A PERSEGUI��O
ONZE ANOS DEPOIS
Est� a� h� muito tempo?
Eu me acostumei a esperar.
Eu fiquei pensando: "o Malik nunca me liga.
Ent�o ele ainda n�o achou nada de importante".
- Assim que tiver uma not�cia... - Faltam s� seis dias.
Eu sei.
Voc� tinha prometido encontr�-lo.
Voc� conhece a lei.
Para refrescar sua mem�ria.
Seis dias, Malik!
CIDADE EM LUTO PELA MORTE DE CRIAN�A SEQUESTRADA
UM FRACASSO RETUMBANTE PARA A POL�CIA DE LILLE
Mam�e!
Mam�e, estou com medo! Venha me buscar!
Sim, querida.
Vou buscar voc�.
Vai ficar tudo bem. Estou indo.
Vou te dar uma segunda chance.
Voc� conhece as regras.
Se trapacear, ela morre.
Eu fa�o tudo o que voc� quiser.
Pegue o dinheiro.
Leve um saco de lixo.
E dirija por 80km na rodovia sentido Dunquerque.
9 DE SETEMBRO DE 2016 SEIS DIAS ANTES DA PRESCRI��O
- Al�? - Voc� foi ao local recentemente?
N�o.
Por qu�?
N�o deixou uma flor? Uma rosa branca?
De jeito nenhum.
Falou com algu�m?
Pense bem!
Fora a pol�cia e eu, ningu�m conhece o local, voc� sabe.
Eu te ligo de volta.
N�o, espere, me diga o que houve!
N�o pode mijar em outro lugar, babaca?
Legal, eu trago uma rosa para voc�, e � assim que voc� me trata?
Acho que n�o vai rolar nada entre n�s.
Nenhuma impress�o digital.
Nem na embalagem nem na rosa.
Ele j� n�o tinha deixado na �poca.
- Espere, � o caso Voutyras? - �.
Falta quanto?
Seis dias.
Entendi.
Qual � a sua?
Peregrina��o? Fixa��o doentia?
N�o, foi a m�e, ela veio me ver.
Depois eu voltei l�, n�o conseguia dormir.
E encontrei isto: uma pista, uma pista de verdade.
Isso � �timo, mas esqueceu que estamos atolados de trabalho?
O caso Morin, por exemplo.
N�o pode me ajudar com isso?
N�o, n�o. Est� bem, Malik.
Qual � o plano? Vamos ver a LeGoff
e dizer que vamos suspender tudo por seis dias?
Tudo isso porque voc�...
O carro n�o aparece no v�deo porque ele estacionou do outro lado da duna.
E depois foi embora pelo outro lado.
Para n�o ser filmado?
Olha s�.
- Sim? - Ali.
Bom, muita gente passou por aqui.
Veja as mais recentes.
Sim.
Foi aqui que achei a rosa.
Se ele queria evitar a c�mera, esse era o �nico jeito.
Ele foi embora � 1h20.
Sabemos que ele andou at� o carro.
Cinco minutos at� a estrada.
E virou � direita para n�o ser filmado pelas c�meras, isso � certeza.
Olha, Malik, eu vou acreditar no que voc� quiser,
Mas os ju�zes n�o ligam para os seus hor�rios malucos.
Se n�o tiver uma prova concreta, seu caso n�o vale nada.
Sabe de uma coisa? Esse cara me lembra voc�.
A gente acha que esqueceu,
mas a� ele reaparece para encher o saco.
� estranho, n�?
O que faria no meu lugar?
Hein?
Nada? N�o criar confus�o? Estilo LeGoff.
S�rio, ficou irritado porque ela passou na sua frente.
Sinceramente, n�o.
Sei.
Quando sai o resultado do seu concurso para comiss�rio?
Daqui a 15 dias.
Se quiser, te chamo de chefe agora mesmo.
Ah, v� � merda.
E o seu romance, quando sai?
V� � merda.
CINCO DIAS ANTES DA PRESCRI��O
Olhe isto.
� mais s�rio do que pens�vamos.
Pronto, o que �...
CAMPEONATO DO GRITO DA GAIVOTA
S� voc� para achar os artigos mais idiotas.
Voc� queria o qu�? Voc� me inspira.
Eu te inspiro?
Olhe este aqui.
Eu estava pensando...
Cad�?
Fred, espere, olhe.
Olhe este cara.
Quem �?
Olhe o capacete.
Uma dashcam.
Os ve�culos que cruzaram com o suspeito foram pegos pelas c�meras de vigil�ncia.
Ent�o podemos anotar a placa deles.
A ideia � que se algum desses ve�culos tiver uma dashcam na frente,
algumas seguradoras d�o desconto por isso,
e cruzou com o nosso homem na estrada, filmou a placa dele.
E quem garante que n�o foi a m�e que deixou a rosa?
N�o bate.
Ent�o eu devo autorizar uma bobagem dessas? � isso?
Tem muita gente que deixa flores ou marcas de pneus em locais de acidente.
Em todas as estradas.
Um acidente?
Voc� entendeu muito bem.
Como quer que eu diga? Este caso est� encerrado.
Encerrado nada, faltam cinco dias.
Voc� acha que eu n�o sei?
Acha que n�o me importo com a morte de uma garota?
Foi h� mais de dez anos. Acha que a ju�za Salvo vai dizer o qu�?
Eu n�o ligo, vou at� o fim.
Porra, l� vem...
L� vem o qu�? Achei uma pista e vou segui-la!
Pare! Voc� nem tem cinco dias, Rezgui! Est� cheio de trabalho atrasado!
O que foi? Tem algo a acrescentar?
N�o, mas posso cuidar dos outros casos enquanto isso.
Os mais urgentes.
Enfim, voc� sabe como ele �. Ele s� vai conseguir pensar nisso.
Bom dia, Sr. Leroy. � o comandante Rezgui, da delegacia de Roubaix.
Gostaria de saber se esteve na Digue du Braek
no dia 9 por volta da 1h da manh�?
Certo. Voc� tem uma dashcam no ve�culo?
Obrigado. � o comandante Rezgui, da delegacia de Roubaix.
Me diga, voc� estava na Digue du Braek no dia 9...
Isso, uma dashcam.
N�o?
Obrigado, senhora.
Bom dia, Sra. Toumi. Comandante Rezgui, delegacia de Roubaix.
Estava na Digue du Braek no dia 9 por volta da 1h da manh�?
Obrigado, senhora.
Bom dia, Sr. Leroy, desculpe... Comandante Rezgui...
Voc� esteve na Digue du Braek...
Sr. Perrin, comandante Rezgui.
Voc� tem uma dashcam no carro?
Dia 9 de setembro, entre 1h e 2h da manh�.
N�o? Certo, obrigado, senhor.
Ol�, voc� ligou para Malik Rezgui. Deixe uma mensagem.
Malik, desde que me ligou por causa daquela flor, eu n�o paro de pensar.
Voc� descobriu alguma coisa?
Por favor, me ligue de volta.
Sr. Schonker, comandante Rezgui da delegacia de Roubaix.
Pode me confirmar se esteve na Digue du Braek
entre 1h e 2h da manh� do dia 9?
Esteve? Voc� tem uma dashcam no carro?
Voc� tem?
Poderia traz�-la at� a delegacia, por favor?
TR�S DIAS ANTES DA PRESCRI��O
O Papai Noel passou por aqui.
ADAPTA��O | REVIS�O | SINCRONIA: QUER SE JUNTAR A N�S? | loschulosteam@gmail.com
Espere, espere, espere.
Vi dois Volkswagen Caddy passando ali. Um atr�s do outro.
Aqui s� consta um.
Aqui, veja.
Onde?
Volte.
A�.
Certo.
Espere.
Porra, n�o d� para ver nada.
Porra!
- Vou falar com a LeGoff. - O qu�?
Vou falar com a LeGoff para ganhar tempo.
N�o, senhora ju�za.
Entendido.
Claro, eu compreendo.
Obrigada. Tenha um bom dia, senhora ju�za.
E a�?
Ela n�o vai autorizar um novo ato de instru��o.
Diz que n�o h� nada de concreto e que est�o sobrecarregados.
Nada de concreto?
Com essa flor, ele assina o crime.
N�o tem nenhuma impress�o digital.
S� tem uns 30 Volkswagen Caddy pretos na regi�o.
- Preciso de alguns dias para achar. - Voc� tem tr�s dias.
Voc� sabe que preciso de mais.
Escute, Malik, voc� fez o que p�de.
Voc� tem um monte de casos que precisam da sua aten��o.
Vamos.
48 HORAS ANTES DA PRESCRI��O
S�rio, achava que a ju�za Salvo ia dizer o qu�?
Escute, Fred, preciso mesmo de voc� nessa.
- N�s dois juntos... - N�o, n�o estou nem a�, Malik.
Estou cuidado de 12 casos sozinho.
No fim, sobra tudo para mim. Chega.
�, sua carreira em primeiro lugar, n�?
Isso mesmo, pense o que quiser, estou pouco me fodendo.
Eu n�o sou o Vishnu, meu chapa.
N�o tenho 15 bra�os.
Mal dou conta dos meus filhos, ainda vou fazer seu trabalho?
Est� sozinho nessa, meu velho.
� o carro dele, n�?
N�o tenho certeza.
Talvez seja.
N�o bastaria para adiar a prescri��o?
N�o, n�o basta. J� tentei.
Escute, tudo isso � bobagem. Estou desperdi�ando seu tempo.
Eu fui injusta na outra noite.
Eu sempre acreditei em voc�.
De verdade.
Malik, sei que ainda se culpa, mas voc� ao menos nunca desistiu.
Voc� est� enganada, Anna. Eu abandonei a investiga��o por anos.
Muitas pistas que n�o levavam a nada, muitas decep��es, n�o aguentei.
Reabri a investiga��o.
N�o sei se � uma boa ideia.
Quero ajudar voc�.
De jeito nenhum.
Quem, al�m de n�s, vai fazer algo?
Hein? Seus colegas? Seu amigo?
N�o parece.
Estamos sozinhos, Malik. Desde o come�o.
Quero que voc� entenda bem.
Teremos que procurar rua por rua, carro por carro.
Dois dias, � tudo que nos resta.
Estou esperando esses dois dias h� dez anos.
Tome.
Metade da lista dos carros que estamos procurando.
Eu cuido do resto.
Tenha cuidado, Anna.
Ele conhece voc�.
Examinei todos os carros que me indicou.
Nenhum bate.
E voc�?
Estou chegando, espere. Falta s� uma rua e j� vou.
Certo.
Onde voc� est�?
Achei o carro. Est� parado na entrada do mercado.
Voc� viu a placa?
N�o, eu n�o consigo ler.
A liga��o est� ruim. E o motorista?
N�o entendo o que est� dizendo!
O motorista!
N�o.
- N�o consegui ver. - Anna, n�o fa�a nada, estou chegando.
- Certo. - Estou chegando!
Est� bem!
Com licen�a!
15 DE SETEMBRO DE 2016 PRAZO DE PRESCRI��O EXPIRADO
Malik, me desculpe. S�rio, me desculpe.
Fui um grande idiota dessa vez.
Voc� e a LeGoff dariam um bom casal.
O qu�? Foi voc� quem me disse...
Nunca falei para voc� e a Anna Voutyras formarem uma dupla!
Voc� ficou louco? Sabe como isso podia ter terminado?
Ela podia ter sido morta, porra!
Sem serm�es.
Sabe que eu deveria suspender voc�, n�?
Tem muita gente aqui que me agradeceria.
Est� me ouvindo?
- Sim, vou esvaziar minha mesa. - N�o, sente-se!
N�o quero que voc� fale com aquela mulher nunca mais.
Entendeu?
ANNA VOUTYRAS: ME LIGUE, POR FAVOR
Vou apagar a mensagem.
Vou bloque�-la.
Pronto.
Est� bem?
Tire umas f�rias, Malik.
Um m�s, se quiser.
Perfeito, tenho um romance para terminar.
Malik.
Me deixa louca
saber que voc� quase pegou aquele bosta.
Voc� tinha prometido encontr�-lo.
DOIS MESES DEPOIS
Foi voc� que decorou? Colocou cora��es e ondinhas?
- Ficou lindo! - S�o cora��es aproveitando o mar.
- � mesmo? - E fui eu que escolhi a cor da vela.
Voc� escolheu bem, � a sua cor preferida.
Bom.
Est�o ligando para a casa da mam�e. Espere a�.
Al�?
Al�?
Louise?
Louise?
Louise, voc� est� a� em cima?
Louise!
Louise!
Louise!
Louise!
- Bom dia. - Bom dia.
Estou procurando William Fournier.
Mas...
Mas meu marido morreu.
Faz seis meses.
O que voc� quer com ele?
Me desculpe.
Devo ter me confundido.
Meus p�sames.
Trema, Patrick Bruel!
N�o � poss�vel!
Desculpe se sou r�pido demais para voc�s, rapazes.
Est� tudo bem.
Opa, opa, n�o vai durar muito, pelo visto. Vou pegar seu lugar.
N�o se preocupe, vou recuperar.
Esquentem o banco, j� venho.
Bom, Morin j� era.
A testemunha voltou atr�s. Tem alguma outra coisa?
Estamos sobrecarregados.
Vem jogar com a gente?
N�o, fiquem a�, a gente cuida de tudo.
O que eles est�o fazendo aqui?
O que est� acontecendo?
Fomos afastados.
De qual caso?
Uma menina que foi sequestrada na regi�o.
Malik?
Malik!
Oficiais da reserva...
Bem, isso depende da opera��o.
A menina desapareceu que horas exatamente?
Na frente de casa? Ela estava sozinha?
Comiss�rio DaCosta, este � o comandante Rezgui.
J� tem um pedido de resgate?
O resgate da crian�a est� nas m�os da BRI.
Estamos dando todo o apoio.
Acredito que o comandante Rezgui poderia ser muito �til no campo.
Sim, mas n�s n�o estamos aqui para fazer turismo policial.
A ju�za Salvo nos deu a dire��o das opera��es.
Limite-se ao procedimento.
N�o, n�o, leve-me na sua equipe.
Eu n�o fui claro o suficiente?
Pode se retirar, comandante. Obrigada.
N�o cometa o mesmo erro que seu antecessor.
Lembre como terminou da �ltima vez.
N�o culpe o comandante Rezgui. � um �timo policial.
Daqueles que n�o largam o osso.
Ele realmente...
Obrigado, LeGoff.
Bom...
Est� tudo certo por mim. Minhas equipes est�o posicionadas.
Da nossa parte, o Minist�rio P�blico aprovou o pedido de escutas.
Aviso assim que tivermos novidades.
- Perfeito. - Obrigado. Vamos l�.
Vamos, voc� precisa relaxar.
Quando ele ligar, repita exatamente o que dissemos para voc� falar.
Est� bem?
Voc� vai conseguir.
Vamos.
Ele disse "nada de pol�cia", e tem um monte!
Sr. Revel, acalme-se.
Se estamos aqui, � porque sua filha nos avisou, certo?
Eu fui contra.
Acha que o sequestrador n�o viu voc�s chegando?
S� tem tiras na rua!
Sr. Revel, preste aten��o.
Vamos trazer a Louise de volta s� e salva, � o nosso trabalho.
Mas para isso, todos precisam cooperar, certo?
Sua filha est� te vendo.
Se voc� n�o estiver � altura, ela n�o conseguir�.
Ligaremos assim que soubermos de algo, prometo.
O que ele est� fazendo aqui?
� a minha filha, Franck.
E voc�, onde estava quando ela foi levada?
Voc� vem me dizer isso?
N�o tem vergonha?
Qual sua contribui��o? O dinheiro do resgate?
- N�o. Ent�o n�s cuidamos da nossa filha. - Sr. Revel, por favor.
- Todos prontos? - Sim.
Vamos, atenda.
Al�?
Al�?
Al�?
� a m�e da Louise falando.
Diga alguma coisa, por favor!
Voc� n�o me escutou.
Voc� chamou a pol�cia.
N�o, n�o � verdade. N�o falei com ningu�m, eu juro.
Eu juro para voc�.
Pode dar adeus a sua filha.
N�o, eu estou dizendo a verdade.
N�o...
N�o.
N�o desligue, eu imploro.
Voc� conhece as regras.
Se trapacear, ela morre.
N�o vou repetir mais.
Vou obedecer sem questionar.
Quero 120 mil euros em notas pequenas.
Em breve vai receber uma mala azul onde vai colocar o dinheiro.
Tem que ser nessa mala.
Direi depois como vai me entregar.
Espere. Passe para a minha filha. Quero saber se ela est� bem.
Passe para ela!
Al�?
Al�?
Uma pracinha ao norte da cidade.
Mande o Joubert e a equipe dele irem l�.
Voc� foi �tima. Est� tudo bem, ele vai ligar de novo.
Catherine?
Catherine?
Est� me ouvindo?
Porra, Catherine, ele est� ligando.
Voc� precisa atender, ouviu? Catherine?
Catherine! � agora!
Vamos coloc�-la no sof�.
Certo.
Vou falar para ela.
Alguma testemunha?
N�o, nada. O lugar � bem isolado.
Ele disse que at� parece meio fora do tempo,
com a �ltima cabine telef�nica da cidade.
Alguma pista?
Tem um bituca de cigarro, est� no laborat�rio,
mas parece n�o ter impress�es digitais.
Sim, Joubert, estou ouvindo.
N�o faz sentido, chefe.
Podia ter usado um celular descart�vel, por que usar uma cabine?
E tem outra coisa estranha tamb�m.
Quando ele estava falando, tinha barulho de carros e buzinas.
Mas aqui perto s� tem uma estradinha e o canal.
Tem uma estrada, mas n�o � t�o perto.
Temos certeza do local?
Afirmativo.
Uma liga��o foi feita dessa cabine na mesma hora, e a dura��o bate.
Fique tranquila, est� tudo sob controle, est� bem?
Ele vai tentar te desestabilizar, mas precisamos ganhar tempo.
Ent�o mantenha a calma.
Entendeu?
Atenda.
Al�?
Quer a prova de que sua filha est� viva?
O caminh�o do lixo vai passar a� na sua rua em um minuto.
Revire bem.
Ela � maluca!
Tem algu�m a�?
SETEMBRO DE 2016
Ent�o, tem not�cias dela?
N�o, perdi minha chance com ela.
Ah, voc� sabe, vida familiar com a nossa vida...
Olhe para mim.
- Senhor? - Uma cerveja, por favor.
Muito bem.
E a�?
Dizem que voc� est� pensando em pedir demiss�o. � verdade?
Por qu�?
Mudar de ares.
E vai fazer o que e onde?
N�o fa�o ideia.
Escrever, talvez.
Isso n�o � uma profiss�o.
Malik...
Pense bem.
Estou de saco cheio, Fred.
N�o quero mais.
N�o consigo parar de pensar naquela noite.
�s vezes me pergunto para que servimos.
Espere! Tenho uma coisa para te contar.
Sabe quem � Julia Nowak?
Aquela do grupo da BRI.
Fizemos a prepara��o para o concurso juntos.
A� entrei em contato porque queria saber umas coisas, e a gente conversou.
E?
Malik...
� exatamente como voc� me disse.
O caminh�o de lixo.
A foto na mala.
� igual. Igualzinho.
Ela disse como � a mala?
Uma mala azul, como h� dez anos.
Obrigado.
Por enquanto ela ainda n�o admite que tem liga��o entre os dois casos.
Por outro lado...
O qu�?
Ela quer te encontrar.
- N�o, isso � bom demais para... - Sim, Malik, ei...
DaCosta e LeGoff n�o v�o saber de nada. Eu juro.
Est� bem?
Amanh�, na minha casa.
Comandante Rezgui?
Entre.
Obrigada.
O Fred falou da conex�o que voc� fez entre a nossa investiga��o
e um caso antigo que parece importante para voc�.
120 mil euros.
Como �?
120 mil euros foi o que ele exigiu na �poca.
� o mesmo valor, n�?
Coincid�ncia?
A mala no caminh�o de lixo, a foto, o valor...
� o mesmo modus operandi.
Tudo est� acontecendo exatamente como antes.
� ele, do que mais voc� precisa?
Comandante...
Ser� em uma esta��o de trem. � a m�e quem vai levar a mala.
Voc�s v�o planejar tudo, mas ele vai engan�-los de novo.
Continue.
H� 11 anos, montamos um esquema para peg�-lo durante a troca.
Em uma fra��o de segundo, perdemos ele.
Ele trocou as malas e foi embora com o dinheiro.
Eu sei, seu colega me contou por alto seu fracasso.
E depois?
Depois esperamos ele ligar de novo para a m�e.
Mas ele foi mais esperto.
Al�?
As notas eram falsas. Voc� me enganou.
- N�o, n�o. - Voc� vai se arrepender.
Al�? Est� me ouvindo?
Assuma as consequ�ncias dos seus atos.
N�o, n�o fa�a isso. Al�? Me escute!
O que aconteceu?
Al�?
Que barulho foi esse?
Est� tudo sob controle. Est� tudo bem. Sente-se.
� a Chlo�? Aconteceu algo com ela?
N�o, n�o � ela, sente-se.
Foi um tiro.
De modo algum, Anna. Sente-se.
Voc� pediu para confiar em voc�.
Criar d�vida e desconfian�a entre n�s � exatamente o que ele quer.
Faz parte do jogo.
Do jogo?
- Minha filha pode estar morta agora. - N�o.
Chega! Fora daqui!
Saiam da minha casa!
V�o embora daqui!
Fora!
Al�?
- Mam�e! Estou com medo! - Minha querida!
- Venha me buscar. - Sim, querida, vou buscar voc�.
Vai ficar tudo bem. Estou indo.
Vai ficar tudo bem se seguir minhas instru��es � risca.
Consegui o dinheiro, mas eles quiseram fazer diferente.
Eu prometo, eu juro.
CHAMADA RECEBIDA COMANDANTE MALIK REZGUI
Vou te dar uma segunda chance.
Estou ouvindo.
Anna!
Anna!
Consegui o dinheiro, mas eles quiseram fazer diferente.
Eu prometo, eu juro.
Vou te dar uma segunda chance.
Estou ouvindo.
Pegue o dinheiro.
Leve um saco de lixo.
E dirija por 80km na rodovia sentido Dunquerque.
Pegue a sa�da 18 at� a rotat�ria,
ent�o pegue a primeira � esquerda na estrada secund�ria por mais 5km.
Siga beirando o mar at� avistar o farol.
Quando vir um poste branco na beira da estrada, pare.
Depois, pegue o saco de lixo e coloque na cabe�a como um capuz.
Isso, ande logo! Ainda d� para salvar a menina.
N�o, ele n�o a matou. Ele s� nos afastou da m�e.
Ele enganou a gente.
N�o tive tempo de entender o que estava acontecendo.
De repente, vi o carro parado no meio da estrada.
A menina correndo.
Fiz de tudo para desviar.
Quando consegui sair do carro, Chlo� j� estava morta.
O dinheiro tinha sumido, ele tamb�m.
Ele foi for�ado a improvisar.
E mesmo assim, manteve o controle.
Al�?
Est� com o dinheiro?
Estou.
Coloque na bolsa que eu te dei
e v� sozinha at� a rodovi�ria hoje �s 15h.
Deixe a mala embaixo do painel do embarque da plataforma n�mero 7
e v� embora logo depois.
S� ent�o eu te devolvo sua filha.
Bom, ele est� pressionando.
Mas nada indica que ele percebeu a gente.
Vamos manter o plano.
Fique tranquila, voc� est� segura.
N�o vamos te perder de vista enquanto estiver carregando o dinheiro.
Vou estar em contato direto o tempo todo.
E minha filha, quando vou v�-la de novo?
Muito em breve.
Onde est� a Nowak?
Sim...
Certo, estarei l�.
Obrigada, at� logo.
Preciso ir encontr�-los. Vai ser em 30 minutos.
- Na esta��o? - Na rodovi�ria de Roubaix.
Tem um rastreador no fundo da mala. Vamos peg�-lo.
N�o, para pegar esse cara, � preciso ter criatividade. Vou junto.
Sabemos o que fazer. Na BRI, somos treinados para isso.
- Ele vai enganar voc�s. - J� chega.
Olha que eu boto a corregedoria atr�s de voc�. Fique aqui.
- Foda-se a corregedoria. - Sinto muito, comandante.
Tenho um protocolo a seguir.
Unidade de prote��o, contato visual na Rua das Damas.
Vou passar para tr�s, c�mbio.
Isso, Catherine. Continue agindo normalmente.
N�o chame aten��o para voc�.
A outra equipe vai assumir na rodovi�ria, mas n�s vamos ficar por perto.
Vai dar tudo certo.
Tem um �nibus passando. Perdemos o visual.
Afirmativo. Estamos tentando retomar o contato visual.
A todas as unidades, fiquem atentos.
Nosso homem pode j� estar no meio da multid�o.
H� uma briga entre dois indiv�duos na esplanada dentro do per�metro.
- Recebido. - Recebido.
Certo, vamos apertar o cerco.
Preparem-se para a troca assim que o portador entrar na rodovi�ria.
Recebido.
- Portador se aproximando. - N�o perdemos de vista.
A todas as unidades, hora da troca.
Aqui � P�lerin, troca realizada.
- Preciso falar com voc�. - Agora n�o.
Ela chegou na plataforma n�mero 6.
Contato visual.
Outros �nibus chegaram. Eu assumo agora.
Est� quase na hora da troca.
Fiquem prontos.
Fique longe da mala. Vamos manter dist�ncia.
P�lerin, o que est� acontecendo?
Perdemos a visibilidade.
Sem visibilidade aqui tamb�m.
Merda, n�o d� para ver nada.
Joubert! Fique mais perto!
A mala ainda est� l�.
Mas nosso transmissor est� em movimento.
A mala est� se mexendo, porra!
Fechem todas as sa�das. Ningu�m sai daqui.
Vamos, pessoal.
Parou de se mexer. Est� parado perto da parada n�mero 1.
Todos para l�.
N�o tem ningu�m, s� um �nibus vazio.
Ele tem que estar a�!
Procurem, porra!
- Estamos perdendo ele! - Algu�m tem contato visual?
Porra, Rezgui!
O comandante Rezgui est� perseguindo um suspeito pela parte sul.
Saia da frente!
Estou esperando suas explica��es, comandante.
Sua opera��o j� tinha fracassado antes de come�ar.
Ele ia fugir facilmente.
Est� bancando o bonz�o.
Desculpe, mas sem a interven��o da Nowak,
o Revel ainda estaria � solta.
Desculpe, chefe.
Mas se o pegamos, foi gra�as ao comandante Rezgui.
Eu s� o segui. Foi ele quem identificou o suspeito.
Tudo que ele falou desde o come�o aconteceu exatamente como ele disse.
Acho que ele deve ficar conosco como observador.
Sim, ou como vidente.
Como eu estava dizendo, a DIPJ continua oferecendo apoio, comiss�rio.
Mas, de agora em diante, nada de iniciativa pessoal.
Ficou claro?
Sr. Revel, voc� recusou a presen�a de um advogado.
Onde est� a Louise?
Acho que voc� sabe muito bem.
Qual � o seu jogo?
Eu morreria por ela!
Ent�o diga onde ela est�. Cada minuto conta.
Mas eu n�o fa�o ideia!
Certo. O que temos aqui?
Divorciado, desempregado, v�rias vezes com a conta bloqueada.
Voc� dirigiu uma empresa de constru��o at� mar�o de 2003,
quando ela foi � fal�ncia.
Voc� tem uma filha, Catherine Revel, e uma neta, Louise.
Correto?
Suas rela��es com Luc Pallois, seu ex-genro,
n�o s�o boas, pelo que entendi.
E da�?
E da�?
Ele � rico. De uma boa fam�lia burguesa da regi�o,
bem relacionada politicamente.
Ele largou sua filha por uma mulher bem mais jovem.
N�o � muito elegante, n�?
E a� voc� teve que cuidar da sua filha e neta abandonadas pelo Sr. Pallois.
Aonde voc� quer chegar com isso?
Ele poderia facilmente arranjar essa quantia.
Que absurdo!
Vamos voltar ao come�o.
Desde o momento em que voc� saiu da casa da sua filha.
Eu estava com raiva.
E muito preocupado com a Louise.
Ent�o eu sa� para me acalmar.
- Al�? - Vov�!
Louise? Onde voc� est�? Como voc� est�?
Al�?
ESTOU TE VENDO, N�O AVISE A POL�CIA. ESTOU COM A SUA NETA.
SE QUISER REV�-LA, SIGA MINHAS INSTRU��ES.
DEIXE O CELULAR NO CARRO
Vov�!
Vov�!
Louise!
Louise!
Vov�!
Vov�!
Vov�!
Vov�!
Onde ficava esse galp�o?
Uns 10km ao norte daqui.
Posso mostrar no mapa se quiser.
Quanto tempo voc� ficou preso?
At� de manh�.
VISTA A ROUPA QUE EST� NO PORTA-MALAS
E SIGA PARA AS SEGUINTES COORDENADAS.
SE ATRASAR UM SEGUNDO, A MENINA MORRE.
Cad� esse celular que ele usava para te dar as ordens?
Eu me livrei dele.
Ele mandou, eu joguei no mar.
Quando voc� deveria reencontrar sua neta?
Depois de jogar o dinheiro por cima do port�o.
Eu reencontraria a Louise logo em seguida.
Foi o que o sequestrador me disse.
O que te garantia que ele ia cumprir a palavra?
Nada.
Tem que mudar de tom com ele. Fazer ele entregar o nome do c�mplice.
Por que um c�mplice?
Voc� mesmo disse que ele tentou jogar a mala
quando voc� o encurralou.
S� podia ser para o c�mplice.
Tamb�m pode ser verdade o que ele diz.
Ele queria entregar a mala para o sequestrador.
Talvez tenhamos condenado a menina.
Se n�o tiv�ssemos impedido, ele teria fugido com o dinheiro.
A per�cia est� comparando o DNA dele com o que tinha na bituca de cigarro.
Vou perguntar pela �ltima vez. Onde est� a Louise?
- Do que voc� tem medo, Sr. Revel? - Eu n�o tinha escolha!
Eu tinha que obedecer. O que est� pensando?
A bituca tem seu DNA, a foto dela foi tirada na sua casa.
Quem sequestrou a Louise quer me incriminar.
Quem quer te incriminar? E por qu�? Fale!
Encontrem a Louise, por favor!
Acha mesmo que ele est� falando a verdade?
Eu queria muito acreditar que n�o.
O que voc� sugere?
Fale com a Nowak. Revise todo o dossi� do Franck Revel.
Talvez a gente tenha deixado passar algo.
- Aonde voc� vai? - Vou verificar uma coisa.
A fita est� bem danificada.
Vov�!
Estranho.
Aqui deveria ser uma zona de sil�ncio.
Mas tem algo.
Ouviu?
Ligue para o seu av�.
Ligue para o seu av�.
Tem algu�m sussurrando ao lado da menina.
O galp�o existe. A fita existe.
D� para ouvir algu�m atr�s sussurrando cada palavra.
E por que n�o seria o Revel?
Dif�cil imaginar ele fazendo isso.
N�o acho. Na maioria dos sequestros, a fam�lia est� envolvida.
Para mim, Revel � um doente.
Um cara sem empatia por ningu�m. Muito menos pelos pr�prios parentes.
Voc�s viram a rela��o dele com o genro.
N�o � estranho ele limpar a cabine toda, n�o deixar nem uma impress�o,
mas deixar de prop�sito uma bituca que identifica um s� culpado?
Franck Revel.
Acha que o Revel e a Anna Voutyras foram enganados pelo mesmo sequestrador?
� �bvio.
D� para ver de outro jeito.
Revel est� falido, desempregado h� anos.
A filha mora em uma casa velha, caindo aos peda�os.
Nem t�m dinheiro para aquecer no inverno.
Enquanto isso, o ex-genro leva uma vida boa, cheio da grana.
E n�o ajuda.
O dinheiro � um motivo muito plaus�vel.
N�s tamb�m analisamos as grava��es do sequestrador.
� a voz do Franck Revel.
Distorcida, mas identific�vel em 90%.
Romain.
Pode me trazer as grava��es do sequestro da Louise Revel?
Claro.
Trouxe uma parte das grava��es do sequestro da Chlo� Voutyras.
De 11 anos atr�s.
N�o, n�o � verdade. N�o falei com ningu�m, eu juro.
Pode dar adeus a sua filha.
O som est� muito ruim.
Pode dar adeus a sua filha.
Tem muito ru�do quando ele fala.
N�o, n�o � verdade. N�o falei com ningu�m, eu juro.
No caso dela � diferente, a voz dela � clara.
As duas vozes n�o combinam.
Pode dar adeus a sua filha.
Mas ele altera a voz dele.
Sim, mas mesmo assim, o som n�o deveria ser t�o ruim.
Est� vendo a diferen�a de amplitude entre as duas?
Sim, mas o que isso significa?
Eu n�o sei.
Preciso fazer uma an�lise mais profunda. O que voc� quer?
Quero saber se a voz do homem � a mesma de 11 anos atr�s.
Pode dar adeus a sua filha.
Pode dar adeus a sua filha.
E a�?
Pode dar adeus a sua filha.
Voc� acertou. A voz do sequestrador � a mesma nos dois casos.
O lance � que � exatamente a mesma voz.
Como assim?
Lembra que a voz do segundo sequestrador estava mais distorcida?
Lembro.
Tem um ru�do estranho antes de ele falar. Parece um clique.
Pode dar...
Pode dar...
- Ouviu? - Ouvi.
Isso n�o te lembra alguma coisa?
Um interruptor.
� algu�m dando play em uma grava��o, olha s�.
� id�ntico.
Ent�o a voz do sequestrador do primeiro sequestro foi usada no segundo?
Exatamente. Fitas como essa se degradam em 10 anos.
N�o, n�o � verdade. N�o falei com ningu�m, eu juro.
Pode dar adeus a sua filha.
J� o som de fundo...
est� bem claro.
Voc� comparou a voz dele com a que sussurra no ouvido da crian�a?
Pode dar adeus a sua filha.
Ligue para o seu av�.
N�o bate.
Tem que ser ele. Tenho certeza que ele n�o tem c�mplice.
Me diga, quanto tempo voc� levaria
para comparar a voz dele com todas as vozes dos �udios antigos e novos?
- Todas? - Isso.
Uma hora. Duas horas, no m�ximo.
V� em frente.
� a m�e da Chlo� falando.
Em breve vai receber uma mala azul onde vai colocar o dinheiro.
Pode dar adeus a sua filha.
Olhe.
Olhe. Encontrei a voz.
A voz estava abafada,
mas limpando e amplificando a onda, bate certinho.
� a voz da m�e da v�tima.
Catherine Revel?
N�o, a outra. A de 10 anos atr�s, Anna Voutyras. N�o tenho d�vidas.
Anna Voutyras...
Al�?
Marie? Oi, � a Anna.
Vou te pedir um pequeno favor.
Voc� se lembra de uma inaugura��o em novembro de 2000?
Novembro de 2000? Ah, lembro, sim.
- Foi a do Banco H�r�s. - Banco H�r�s?
Isso, a sede fica em Lille.
Que mem�ria.
Ah, seu marido sempre me dizia isso.
E...
Voc� sabe quem estava com o meu marido?
Bom, como em todas as inaugura��es, os donos das empresas terceirizadas.
Eles distribu�ram presentes nessa ocasi�o?
Sim, como sempre.
- Guarda-chuvas? - � poss�vel, n�o lembro muito bem.
Obrigada, Marie. Um beijo.
Tchau, Anna.
Voc� tamb�m n�o ouve mais minhas mensagens, imagino.
Malik, tenho um �ltimo favor para pedir a voc�.
E depois eu sumo da sua vida.
Voc� poderia encontrar o endere�o atual das seguintes pessoas:
Louis Besson, Yves G�r�me, Henri Berthier,
Ren� Giroud, William Fournier e Franck Revel?
Oi!
Minhas lindas!
Malik?
N�o! Malik!
� o quarto da Chlo�!
Venha.
Venha c�.
N�o! N�o fa�a isso!
Voc� tem no��o do que fez?
Entende a gravidade disso?
Como voc� pode dizer isso?
Voc� que quebrou todas as regras! Foi por isso que acreditei em voc�.
Apesar dos seus fracassos!
E mesmo que, sem voc�, talvez minha filha ainda estivesse viva.
E agora voc� desistiu, como todo mundo.
A�! Agora voc� est� sendo sincera.
Eu precisava fazer alguma coisa. Eu, sozinha.
Sempre estive sozinha.
Puta merda, voc� � maluca, Anna!
Voc� � maluca!
Ele tem que pagar. Voc� entende?
Ele tem que pagar.
Anna, voc� sequestrou uma crian�a.
Foi nela que voc� descontou, n�o nele!
E depois, voc� esperava o qu�?
Trancar ela em um quarto para o resto da vida?
Anna...
Pela Chlo�,
n�o fa�a essa menina pagar pelos crimes dos adultos.
Ele vai se safar de novo.
Vamos.
Fa�a o que achar certo, Malik.
Oi, pode falar.
Cad� voc�, porra? Liguei v�rias vezes.
Estou ocupado. Pode ligar mais tarde?
Espere, tenho uma coisa importante para te contar.
Eu revisei o dossi� do Franck Revel.
A Catherine Revel foi operada do cora��o tr�s dias depois da morte da Chlo�.
Transplante card�aco, tudo.
Catherine estava na lista de espera fazia tr�s anos.
Uma coincid�ncia e tanto, n�o?
�.
Vou te dar uma segunda chance.
Voc� reconhece essa voz?
N�o.
N�o te diz nada?
Faz quase 48 horas que estou repetindo a mesma hist�ria para os seus colegas.
Eu fui for�ado a cooperar com o sequestrador.
Eu n�o tive escolha. Eu n�o sequestrei minha neta.
Todo mundo sabe que voc� tem problemas financeiros h� anos.
O pai da Louise � rico.
Voc� o odeia.
Ent�o voc� esconde sua neta e pede resgate ao ex-genro.
� simples, n�o?
Na verdade, � absurdo.
Voc�s est�o todos obcecados com isso.
- Vou te dar uma segunda chance. - Voc� reconhece essa voz?
N�o.
Tem certeza?
Tenho.
E ela, te diz alguma coisa?
Chlo� Voutyras. Esse era o nome dela.
O que isso tem a ver comigo?
Me diga voc�. Voc� a conhecia.
Conhecia a m�e dela, Anna Voutyras.
E o sequestro da Louise foi exatamente igual ao da Chlo�.
� uma coincid�ncia.
N�o � uma coincid�ncia.
Desde o come�o, o sequestrador quer te incriminar.
Mas por qu�?
Eu sei l�!
Porque ele usou o seu m�todo!
O mesmo m�todo que voc� usou para sequestrar a Chlo�!
- Pare! - Voc� tirou essa menina da m�e dela!
Voc� viu ela te implorar, viu ela chorar!
E o que voc� fez? Voc� parou?
N�o! Voc� continuou! Voc� matou a Chlo�!
E tudo isso por qu�? Para troc�-la por uma mala de dinheiro!
Ela tinha dez anos!
Eu n�o sou um assassino!
Voc� reconhece essa voz?
- Vou te dar uma segunda chance. - N�o!
Voc� reconhece essa voz?
Sim!
Por qu�?
Por qu�?
Porque � a minha voz.
Eu nunca quis que aquela menina morresse.
Acabou, Franck.
Voc� pode contar tudo agora.
Voc� n�o corre nenhum risco mesmo. Voc� sabe que j� prescreveu.
Mas eu quero saber tudo nos m�nimos detalhes.
Eu nunca quis isso.
Ei.
Ei, acorde.
Mam�e!
Mam�e!
Mam�e!
Mam�e!
Mam�e!
Mam�e!
Chlo�?
N�o! N�o.
Chlo�! N�o!
N�o!
Socorro!
Voc� n�o conseguiu resistir e voltou l�.
Eu nunca faria mal a ela.
Mesmo que ela pudesse me identificar. Nunca.
Por que n�o se entregou, ent�o?
Eu n�o podia.
N�o podia mesmo.
Por causa da cirurgia da sua filha?
Tr�s dias depois da morte da Chlo�.
Voc� tem filhos, Sr. Rezgui?
N�o. Claro que n�o.
Se tivesse, saberia que a gente faz qualquer coisa por um filho.
A Catherine viveu trinta anos com um cora��o fr�gil.
Nos anivers�rios, a gente s� reza para n�o ser o �ltimo
e comemora cada vela nova,
mas n�o dorme.
E quando, finalmente, o �rg�o aparece,
outro paciente passa na frente.
D� para trocar a posi��o na lista de espera.
Mas voc� precisa molhar a m�o de algu�m.
Precisa de dinheiro.
E quando se trata da vida ou da morte de um filho,
a gente vai atr�s do dinheiro onde ele estiver, Sr. Rezgui.
E a Anna Voutyras tinha dinheiro, simples assim?
N�o, n�o foi t�o simples assim.
Eu tinha minha pr�pria empresa terceirizada.
Meu melhor cliente era o J�r�me Voutyras.
Mas quando ele morreu, a Anna vendeu para empresas estrangeiras
que logo deslocalizaram a produ��o.
Depois da morte do marido, a Anna queria recome�ar.
E esse recome�o foi o fim da linha para mim.
Voc� sabe o que � perder tudo, Sr. Rezgui?
Minha filha precisava viver.
Ah, n�o � poss�vel.
Voc� disse que ia fazer uma tran�a em mim.
� cruel.
Mas a vida � cruel, Sr. Rezgui.
O nome disso � instinto de sobreviv�ncia.
Mas eu n�o matei a menina Voutyras.
Foi um acidente.
A gente faz de tudo por um filho, n�?
Sim, foi o que acabei de dizer.
At� onde voc� est� disposto a ir por Louise?
Eu sei onde a Louise est�.
O qu�?
Ela est� segura?
Ela est� viva.
N�o entendo, voc� salvou a Louise ou n�o?
Ela est� com a pol�cia?
N�o, ainda n�o.
Anna...
Sua confiss�o.
Do sequestro da sua neta.
Assine, e eu a ponho em seguran�a.
� cruel, sim, mas foi voc� que quis assim.
Agora escreva.
Eu, Franck Revel,
confesso ter sequestrado Louise Pallois.
N�o tenho c�mplices nem desculpas.
Ela est� s� e salva.
Fiz isso para punir Luc Pallois,
que tem tudo
e n�o divide nada com a minha filha,
e negligencia sua pr�pria filha.
Por favor, v�o logo busc�-la.
Deixo a decis�o para as autoridades.
E a todos que fiz sofrer,
apresento meu sincero arrependimento.
Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.