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A estibordo. Embarcação suspeita.
- Manter o rumo. - Manter o rumo, 2-0-5.
Quem segue quem?
O navio espião chinês está a seguir-nos.
Mudar rota, 0-5-0.
Sempre que ouves que há um adversário nas mesmas águas,
tens de pensar imediatamente
no pior cenário: "Como vou defender o navio?
Como vou defender ativos americanos?"
É algo a ter em conta.
"Porque estão aqui, tão perto?" Podem tirar-nos fotografias.
Reconhecimento a caminho.
Mudaram agora de rumo.
Estão a seguir-nos em paralelo.
Os nossos adversários são mestres da espionagem eletrónica
e estão sempre a captar as nossas transmissões e ondas
para saberem o que estamos a fazer.
Eles tentam obter informações nossas e nós fazemos o mesmo. É mútuo.
Protejam o uso de Bluetooth e telemóveis em todo o navio.
É o jogo do gato e do rato. Eles observam-nos. Nós observamo-los.
Há sempre uma tensão subjacente.
Estão todos prontos para assumirem posições se for preciso?
Estão prontos para lutar?
Estas interações podem correr mal.
É uma daquelas coisas que pode mudar
o rumo da história.
Além de que seria um confronto entre duas potências nucleares.
Pensem nisso.
Estás a virar?
Deram meia-volta. Continuem.
Tudo pode mudar num ápice.
Não estamos ativamente numa guerra.
Mas o mundo está numa fase estranha, hostil e volátil
que pode ser um preâmbulo para a guerra.
Podíamos perder uma guerra com a China?
Sem dúvida.
E talvez percamos a guerra
por não estarmos dispostos a perder tantos soldados como eles.
A sociedade americana é extremamente consciente das vidas americanas
e acho que o público americano ficaria absolutamente chocado
com o preço de uma grande guerra.
Três mil mortos no 11 de Setembro
e mal conseguimos processar isso psicologicamente.
"O que nos aconteceu? Aqui?"
Não sei o que faríamos
numa guerra onde três mil soldados podiam morrer num único dia.
Vinte mil numa semana.
Nem os militares sabem.
Ninguém sabe como a América reagiria a isso.
UM MÊS ATÉ AO EMBARQUE
Meu…
Porra…
Enviei-te aqueles vídeos da Ucrânia?
Não.
Meu…
É uma loucura.
- Grande… - Merda!
- Meu… - Mano, ele foi pelos ares.
- Mano. - Também é assustador.
Imaginas isso acontecer a um de nós?
Que loucura.
Lançam granadas?
Sim. Lançam granadas.
Imagina que éramos nós lá. Eu ia rir-me tanto.
Eu também me riria, mas caramba.
Essa merda é tão fodida, mano.
Preciso de algo que me faça pulsar o sangue.
A ideia de dois indivíduos a fazerem tudo para levarem a melhor sobre o outro.
Merda.
Outra vez.
Adoro a competitividade.
Não gosto da ideia de haver alguém melhor do que eu.
Irrita-me e não sei porquê.
Sou assim.
Outro carregador?
Não tive a melhor experiência de crescimento.
Não sei se foi algo nessa altura,
mas só queria ser melhor do que tudo o que me rodeava.
Mudei muito de sítio.
O meu pai esteve preso durante a maior parte da minha infância
e a minha mãe tinha os problemas dela.
Abre bem aquele.
No liceu, tive uma grande discussão com o meu padrasto.
Tornou-se física e fui expulso de casa.
A família do Rolan acolheu-me.
Ele tinha uns problemas pessoais e foi viver comigo.
Faz parte da família.
Os meus pais consideram-no um filho.
Em casa do Rolan, vi como devia ser uma família a sério.
A Alicia e o Copen acolheram-me como um deles.
- Olha só. Correu bem. - Sem dúvida.
Ele foi a única figura paterna que tive.
E foi Marine.
Sejam valentes e mantenham a coragem controlada.
- Sim. - Sim, senhor.
Coragem sem cálculo vai magoar-vos.
- Sim. - Sim, senhor.
O Pryce faz parte da nossa família.
Passaram pelo processo juntos.
Fiz tudo para garantir que estavam preparados.
Quando fui, não sabia no que me estava a meter.
Não fazia ideia.
Lutar tem consequências, sejam mentais ou físicas.
São as consequências mentais que, como pai,
me preocupam mais.
Perder os amigos é provavelmente a pior coisa com que lidar.
Falamos com o Rolan e o Pryce
para garantir que compreendem que é uma probabilidade.
Perdeu amigos? Perdeu pessoas?
Sim.
Sim.
E é… Quer seja por suicídio ou de outra forma…
Sim, é difícil.
O Copen tinha muitos terrores noturnos.
Isso deixava-me apavorada.
Ele sentia-se horrível, mas…
Dizem sempre que treinam bem estes Marines,
mas não os treinam bem para voltarem à vida civil.
A família não é só de sangue.
É alguém que está sempre lá para ti, seja como for.
Até o facto de poderem ter de ir para a guerra
me assusta como mãe.
Não imagino aquelas mães que receberam um telefonema ou que…
… lhes apareceram pessoas à porta.
Não consigo…
O meu coração parte-se por essas mães.
Adoro-te.
Também te adoro.
Muito bem, Equipa Green Bay, temos disparos no convés de voo.
Afastem-se de lá durante os exercícios de artilharia.
Despachem-se!
TREINO DE PONTARIA
Nos treinos, há a mentalidade de "rastejar, andar, correr".
Temos de perceber quem eles são
e quem devemos colocar em cada função.
Queremos detetar os melhores.
Comparamo-los uns com os outros
para vermos quem está pronto para ser promovido
e preencher os cargos de chefia.
Nós conseguimos.
É melhor ganhar.
Estás pronto para ganhar, entendes?
Recarregam em movimento, em direção à barricada.
Lá, recarregam com um carregador de oito.
Quatro tiros em cada alvo da posição que quiserem.
Ouviste o que ele acabou de dizer?
- Sim, ouvi. - Está bem.
Mas perdi-me a meio.
Estás de pé, certo?
Dois, dois, ajoelhas-te, dois, dois.
Recarregar, correr para a barricada.
E depois quatro e quatro.
Sou eu?
- Próximo. - Sim!
- Depois de as substituir, vais. - Pronto?
- Sim, senhor. - Começa.
Eu e o Rolan competimos em tudo o que fazemos.
O Pryce é muito motivado para ser o melhor.
Quer ser o melhor de todos.
Quando foi viver comigo, tornou-se muito competitivo.
Quero ser o melhor artilheiro que posso ser.
Quero liderar a melhor secção de artilharia.
Quero essa responsabilidade.
É por isso que não posso falhar.
Muito bem!
Merda, não há muitos buracos neste.
Um, dois, três.
Foda-se!
- Três? - Três neste.
Um, dois, três, quatro.
- Sete? Sete no total? - Raios!
Está abaixo da média.
Foda-se!
Meu, sou uma merda.
Rolan, é a tua vez.
Acho que me saí bem.
Catorze e…
Quantos, Smith?
- Catorze. - Catorze. Muito melhor do que o Seymour.
Dá-lhe uma aula ou duas.
Não foi mau.
O Rolan é ótimo. O Rolan está a rolar.
Está a fazer coisas à Rolan.
A tolerância ao fracasso é muito baixa.
Não há tolerância.
Por isso nos dedicamos tanto a treiná-los.
O que torna os Marines especiais
são estes batalhões de infantaria com esquadrões voadores.
E a relação entre as duas unidades.
A 31.ª MEU sempre assentou, no fundo,
em pôr um batalhão de infantaria reforçado,
um esquadrão voador
e apoio logístico em navios da Marinha sob um comando
e enviá-la para a frente.
E o jato está a fazer tanto a tantos níveis diferentes.
Ligações de dados avançadas, recolha de informações,
um verdadeiro caça.
É um equipamento impressionante.
PILOTOS
Apoiamos os Marines no terreno para estarem o mais protegidos possível
e terem o apoio necessário.
Isso requer muita confiança.
Põem a vida deles nas nossas mãos
para podermos voltar para casa para o mais importante, a nossa família.
Sou o capitão Kevin McGinty, nome de código "FUZE",
e sou um piloto de caças F-35 Bravo
destacado no USS America.
Sou o mais novo piloto do esquadrão
na sala de prontidão, no barco.
Tento provar o meu valor e que estou ao nível dos outros.
- Foi bom. - Sim, correu bem.
Arrasaste o tempo.
- Não pensei que resultasse. - Tive dúvidas.
Obrigado.
Queria ser piloto de caças da Marinha,
mas enquanto estive lá, alguns dos maiores exemplos eram Marines.
Depois, recebi ordens para ir para Iwakuni, no Japão.
Sou um Green Knight desde então.
Só quando recebi o meu nome de código
é que senti que fazia parte do grupo.
Isto deve ser…
Recebemos o nome de código por causa de algo que fizemos,
é um trocadilho do nome
ou se formos parecidos com alguém.
O que significa FUZE? Qual foi a razão?
Sim. FUZE é um acrónimo.
Dizem que pareço o Zac Efron.
É a segunda metade do acrónimo.
A primeira metade é confidencial.
FUZE é "Feio, Urso, Zac Efron."
É o nome de código dele.
OPERAÇÃO DE REABASTECIMENTO AÉREO
Panther 5-3, escuta?
Sumo 5-2, alto e bom som.
Entendido. Estou a 18-5, na vossa direção.
Cinco-dois, pode juntar-se. Escalão à esquerda.
Fazer reabastecimento aéreo
pode ser uma tarefa muito perigosa.
Houve acidentes com aviões-cisternas,
por isso, o mínimo erro…
CAPITÃO - PILOTO LIGHTNING II
… pode ter consequências.
Depois de uma busca desesperada por cinco Marines
desaparecidos após um acidente de reabastecimento aéreo
ao largo do Japão.
O avião-cisterna estava a tentar reabastecer
um caça F-18 quando os dois aviões colidiram.
É a parte mais arriscada da missão.
Entendido. Pronto para os expulsar?
À esquerda.
A sair pela direita.
À direita.
Entendido, Air-2.
A sair pela esquerda.
Panther 5-2, vire à direita à ré.
Panther 5-2 em movimento.
Cinco-três, contacto à esquerda.
Veremos se acerta.
Bate e falha à direita.
A tentar à esquerda.
Falha à esquerda.
Estes tipos estão com dificuldades.
6-6-1-1, daqui Japan 3-9-4.
- Aproxima-se do espaço aéreo japonês. - Tenta à esquerda.
Um avião a sobrevoar a noroeste…
- Raios, não ouço nada. - 6-6-1-1.
Meu Deus!
Desligar contacto.
Inclinar à direita.
Contacto à direita.
Boa.
- Esquerda. - Esquerda, entendido.
Boa.
Abastece à esquerda?
Afirmativo, está estável à esquerda.
- Vamos fazer quatro. - Quatro, entendido.
Panther 5-3, satisfatório.
Panther 5-3, desligar. Escalão à direita.
Panther 5-3, desligar, escalão à direita.
Muito obrigado pela ajuda.
Aprendemos muito sobre estas mortes construtivas.
Não é um problema técnico, é um problema humano, certo?
Muito disto aconteceu porque ninguém assume a responsabilidade.
Não há unidade de comando.
É como um buraco negro burocrático.
Vou fingir ser responsável por tudo,
entrar em sintonia e eles vão fazê-lo.
Se o criar, eles virão. Tem de ser assim.
Alguém tem de estar no controlo.
O que é frustrante, malta,
é que isto não é uma surpresa para ninguém.
- Sim, senhor. - Olá.
- Não sabia que estava aqui. - Olá.
Chris, sabes que tenho estado a ver esta merda.
Não queria interromper a conversa,
mas tinha de dizer alguma coisa.
- Como vai isso, Chris? - Muito bem.
Aprendemos muito.
Comando e controlo, defesa aérea, comunicações de aviação,
muito mesmo.
Estamos a tentar perceber como fazer isso e a natureza rotativa…
Raios partam!
É sempre quando estou lançado.
Era o meu chefe, o tenente-general Roger Turner.
O objetivo da chamada foi explicar o processo de certificação
e fornecer um pouco de contexto.
Muito bem.
Onde me perderam?
No CERTEX, recorrem a peritos de serviço.
São Marines que percebem a função do que estamos a fazer para a avaliação
e também sabem dar feedback para nos tornarmos melhores.
Estou a observar atentamente a OAI.
Uma cadeia de comando saudável requer um ambiente saudável
em que há a sensação de segurança e confiança
para dizer: "Isto não está bem. Temos de resolver."
É um desastre previsível.
Põem-nos na balança, testam, medem e julgam-nos.
Todos adoram isso, certo?
Senhor.
Estamos prontos.
Muito bem.
COMANDANTE
A postos!
Sentido!
Obrigado. À vontade. Sentem-se.
Green Bay, teste de rádio.
SALA DOS OFICIAIS
Boa tarde, senhores.
É a reunião de confirmação da VBSS.
A missão VBSS da 31.ª MEU é o próximo evento de treino.
VBSS é a visita, abordagem, inspeção e apreensão
de navios alvo dos quais queremos saber mais,
mas que temos de ocupar fisicamente e talvez assumir o comando.
Vamos localizar e seguir o nosso objetivo, Echo.
A investigação inicial é feita pelo Green Bay.
O Green Bay ficará a 300-500 jardas de bombordo.
Cavalheiros, com o convés limpo, o Panther 5-1 e o 5-2 serão lançados,
descendo 500 pés
para sobrevoarem a proa do navio
e voltam a subir para mais de seis mil pés.
Esta fase começa com uma inserção rápida
do nosso MH-60 para o convés de voo.
Depois começamos a mover-nos em direção à ponte.
Levaremos 41 soldados como força de assalto,
força de atiradores e COMMSTRAT.
Fizemos um plano para os atiradores com a ajuda da minha equipa no Green Bay
para informar o comandante da MEU.
O que acha de estar diante dele?
Depende de ficar nervosa com superiores.
Este é o Bobcat 8-1. Próximo diapositivo.
Cavalheiros, vou informá-los do plano dos atiradores
da Equipa Green Bay.
Será a Ronin 3, liderada pelo sargento Owens.
O objetivo é permitir que o Green Bay assuma a posição
e proteja a força de assalto.
As armas deles serão a SASR calibre 50 e a Mark 22.
- Obrigada. - Obrigado, Miller.
A equipa VBSS, apoiada pela Ace,
rapidamente controlará o CCOI
para criar condições para a tripulação CPR-11.
Temos CSAR, TRAP, CASEVAC e MASCAS de reserva.
Entendido. Obrigado.
Somos viciados em acrónimos.
Há quem ache que dá mais autoridade quando falamos assim.
Costumo perguntar se sabem o significado. É uma boa regra.
Se não sabem o significado,
não deviam usá-lo.
Não me lembro o que significa VBSS.
Sei o significado de tantos acrónimos, mas desse, não sei.
É "busca e apreensão de veículos" ou "busca e apreensão de embarque".
É algo assim.
Que figura de parvo.
Visita, abordagem, inspeção e apreensão?
"Visita"?
Só viemos de visita. É tudo.
Não queremos incomodar.
Vamos só fazer uma visitinha.
Vamos abordar e inspecionar, queiram ou não.
Depois, apreendemos. É só uma visitinha simpática.
DOIS DIAS ATÉ À VBSS
Counts, queres disto?
Põe na meloa. Força.
- Está bem. - Agora!
Agora.
Não vai ficar bom.
Aqui estamos na messe.
Esta é para os campónios e assim,
a classe inferior que mal conta como forma de vida.
Eis algumas das formas de vida inferiores.
- Sim. - Sim, porra!
Aqui,
é a messe da Associação dos Suboficiais.
Através desta portinha
e é algo especial.
É uma área mais pequena onde comer.
Viram a televisão no canto? Vão querer ver. É grande.
O próximo escalão em cuidados culinários,
a messe dos chefes.
Esta porta com estes símbolos pagãos
é para quem está uma patente acima de mim.
É pateta haver separações arbitrárias
de quem pode comer onde ou assim.
Aqui é a sala dos oficiais.
Mais uma vez, tecnicamente, não posso entrar,
mas podem espreitar.
É onde os oficiais comem.
Há tipos alistados por ali
com um pano branco no braço.
"Mais Coca-Cola, senhor?"
É só para oficiais.
Se algum tipo alistado viesse cá
e tentasse sentar-se com os oficiais,
seria despromovido e atirado borda fora
para pensar no que fez.
Podem dar meia-volta e recolhê-lo
ou talvez não.
Senhor.
Ouviram? Viemos da sala dos oficiais e chamou-me "senhor".
Presumiu que sou um oficial.
Pareço velho e viemos da sala de oficiais.
Porque me alistei, nunca poderei sentar-me lá
com aquelas patentes militares.
Teria de tirar uma licenciatura.
Detesto computadores.
E sou muito velho.
Sou velho e tenho dependentes para tentar recomeçar com outra coisa.
Tudo bem?
Ser oficial não é o melhor caminho para mim.
Não me querem no comando de demasiadas pessoas,
não sou muito de fazer o esperado.
O festeiro Jeff!
Só quer cabras gordas.
Mostra o teu top curto, Jeff.
É um livro do Louis L'Amour?
- Sim, tenho muitos. - A sério?
Sim, quer?
Não só deve ser sobre o pistoleiro mais rápido do Oeste,
como também é do maior escritor americano de westerns.
Este foi o primeiro de capa mole.
A sério?
Sou um grande sonhador.
Adoro escrever, adoro poesia e adoro livros.
"A Última Neve."
O aquecimento global, certo?
O Jon Messman estava à frente do seu tempo.
Certo?
O Roos… Sim, ele é interessante.
Um jovem interessado na temática western
e isso é fixe.
Mas a malta goza com ele por vezes,
com gozamos com todos.
Roos, traz-te recordações?
Sim. Está concentrado.
Está concentrado, meu.
O vaqueiro…
O que é?
Ouviu tanto desta conversa como se não tivesse auscultadores.
Sou muito antiquado.
Se tivesse escolha,
voltaria a meados do século XIX.
Sinceramente.
Imagino viver naquela época,
a fugir da lei,
a apaixonar-me.
Leio histórias de como os homens eram naquela altura
e penso: "Eram homens a sério."
Tipos que tinham de resolver as coisas e de proteger a família.
Leva o meu…
Tenho uma família grande.
É difícil estar longe,
mas sinto que, ao estar aqui,
estou a protegê-los
o máximo que posso.
TERRA NATAL DO LOGAN ROOS
Estou ansioso que o Logan volte para podermos ir aos lagos.
Ele volta para casa…
PAI DO LOGAN ROOS
… lá para o início do outono.
Poderemos ir pescar.
Então, terá de beber aquela cerveja.
Sim, beberá a cerveja Pabst Blue Ribbon
que temos guardado para ele.
Todos tínhamos saudades do Logan.
Não só eu, mas toda a gente.
Os vizinhos, os amigos, a família.
Tenho uma amiga que trabalha numa tipografia
aqui na cidade, em Morris, e ela ajudou-me a imprimir isto.
Ele vai connosco a todo o lado.
Vai a aniversários, formaturas.
CRIAÇÃO DE UM MARINE
Era um miúdo turbulento.
Não diria que era incontrolável.
Talvez ele diga que o era.
Mas nada na juventude dele indicava que queria alvejar pessoas
e ser letal.
Não sei de onde isso veio ou onde aconteceu
quando era mais novo.
Sei que ele via todos os filmes de guerra
e imaginava ir para a linha da frente,
dar tudo, talvez dar a própria vida.
Estava sempre a pesquisar diferentes batalhas e assim.
Acho que o apresentei à sua primeira espingarda calibre 20
quando tinha seis anos.
Ele deixou-se levar como o vento.
Matou o primeiro veado.
Matou esquilos, coelhos, faisões.
Apaixonou-se por isso.
Quero alistar-me nos Marines.
Matar pessoas más.
Diz-me o que sabes sobre os Marines.
Armas, lutas, tiros, matar, treinar, ganhar músculo.
Provavelmente, morre-se lá.
Quando ele escolheu ser atirador nos Marines,
fiquei tão orgulhoso.
Vi o meu menino
tornar-se um homem.
Sei que ele compreendia os perigos
e que seria treinado para matar pessoas.
E isso é…
Eu apoiei-o.
- Foi bom. - Tenho andado a ler contos.
Tiras-nos uma foto? Tipo…
Tenho um lado de Billy the Kid.
Penso: "Foda-se, só quero desatar aos tiros
e fazer o trabalho para o qual fui treinado."
Empilhar cadáveres com os rapazes. É tudo o que…
É o que sinto no peito e no coração.
Green Bay, é o oficial tático.
O Green Bay recebeu avisos de embarcações de ataque
nas imediações da área operacional.
Ativar alerta DATF 60.
- Ativar alerta… - Sessenta? Raios, logo para 60.
Para o armeiro.
- Prontos? - Sim.
Vamos a isto.
Há vários pequenos exercícios em que podemos participar,
incluindo o DATF.
O DATF é a Defesa Anfíbia.
Usamos os nossos recursos navais,
os sistemas de defesa do navio,
as nossas armas,
e combinamo-los com os ativos dos Marines.
Se houver uma força naval hostil que possamos detetar,
temos de estar prontos para a defesa.
Se alguém decidir disparar contra o USS Green Bay,
primeiro tem de lidar connosco.
Normalmente, o DATF é em contrarrelógio.
Quanto tempo demoramos a ir buscar as armas,
a notificar o pessoal,
a obter munições
e a posicionar tudo
para defendermos o navio?
Não podemos querer matar e ir para a guerra e sermos maus nisso.
Temos de treinar para o fazermos bem.
Fala-se de lutar e de vencer
e isso significa mesmo matar.
E é difícil falar disso.
Mas temos de aceitar a realidade.
Aplicamos muito tempo e esforço a gerar letalidade,
a preparar e a treinar.
Temos de pensar violentamente nestas coisas.
O objetivo é matar os nossos inimigos e destruir as coisas deles.
E eles estão a pensar em fazer o mesmo.
Treinam para nos matarem.
Equipa Green Bay, fala o capitão. Queria falar a todos.
Vamos para sul, mais para longe,
e esperamos mais agitação marítima.
Hoje esperamos ondas acima de 2,5 a 3 metros.
Verifiquem se está tudo bem guardado
e se estamos prontos.
Para quem tem tendência a enjoar, a escopolamina serve para isso.
Usem os adesivos e preparem-se.
Capitão a desligar.
O que se passa com este novo amigo?
Quanto tempo até intercetarmos e mudarmos a rota?
- Sete minutos. - Está bem.
Eles vêm para aqui, mas, em sete minutos, nós iremos para ali.
Certo.
Os últimos dias foram muito longos.
Levantar cedo e deitar tarde.
Todos os dias pensamos: "Temos de continuar."
Parece sombrio, mas o túnel não tem fim.
Por isso corro sempre para o marco seguinte.
O marco seguinte para mim
seria um comando marítimo.
O meu objetivo é tornar-me capitã de um navio.
Vamos ao seguinte.
A oficial executiva gere toda a agenda administrativa
e os horários do navio.
Sempre que venho cá,
há fila à porta para falarem com ela.
Pode ser difícil falar com ela,
mas temos de esperar.
- Então? - Seguimos o outro.
É fácil. Acho que são só comunicações.
- Sim. - O mais fácil.
Quando cheguei aqui, colei fotografias
do bebé e do meu marido.
Mas leio muitos livros sobre liderança e gestão
e dizem que as mulheres não devem pôr fotos da família.
Parecem pouco empenhadas no trabalho.
Os homens podem ter fotos da família no gabinete,
pois parecem mais fiáveis.
- Olá. - Bom dia, como estão?
- A trabalhar muito. - Ótimo.
Acho que é muito importante que as mulheres a bordo
vão além do padrão
para provarmos o nosso lugar.
Pedido de posição da sua embarcação.
Posição da nossa embarcação, câmbio.
Posição da nossa embarcação, câmbio.
UM DIA ATÉ À VBSS
PILOTOS
Temos de fazer uma certa quantidade de exercícios
para sermos certificados.
Por isso, treinamos muito.
O objetivo aqui é sempre tentar melhorar.
Os pilotos de caça são os tipos dos jatos.
Eu sou um piloto de helicóptero de ataque.
Aquele que eu piloto é um helicóptero de serviço.
Serve muitas funções.
Tentamos ser mestres em todas.
- O que vos torna durões? - O que nos torna durões?
Piloto a aeronave mais histórica dos Marines dos EUA.
O meu esquadrão existe desde o Vietname.
Combateram em vários sítios do Médio Oriente…
… a apoio em desastres naturais.
Temos os pilotos instrutores mais profissionais e duros
e é uma mentalidade incutida desde o início.
Mike, tens o teu modelo?
Tens dez minutos.
Estamos a fazer pequenos helicópteros
para a apresentação que vamos fazer.
- Fizeste-o em 3D. - Sim.
Está muito bom.
O teu não presta, meu.
O DAD foi atingido.
Chamam-me DAD. É um pouco estranho.
DAD significa pai e não o sou. Nunca me casei.
É engraçado quando me perguntam como isso aconteceu.
O que significa?
- Sim. - Isso é…
É um período sombrio da minha vida.
Muito bem, então,
eu era um jovem copiloto numa noitada de diversão.
Mandaram-me para casa num táxi.
O meu nome de código vem do que aconteceu depois.
Desculpa, mãe, mas significa "desordeiro a delirar".
Sim.
Fixe. Vamos até lá.
Não gosto do nome de código,
mas depois de o ter, assumo os erros e sigo em frente.
APRESENTAÇÃO DE VOO DA VBSS
A liderança assume várias formas.
Aprendi que fazemos asneiras,
mas podemos recuperar disso.
Podemos trabalhar arduamente e provar que não é o estereótipo
que te seguirá.
Vamos demonstrar exatamente como será o voo.
Quanto mais realistas forem os modelos e a apresentação,
melhor representará a realidade.
- Começa. - Reduz a potência.
Câmbio. Para trás. Vá.
Vira.
Está à tua esquerda. Continua a puxar.
Assume a liderança.
Sentimos orgulho sempre que enviamos uma aeronave numa grande missão
ou uma aeronave que não voa há algum tempo.
E poder ser um dos pilotos a fazer isso é uma honra.
Agora, começa a aumentar a altitude
e a reduzir enquanto consegue virar.
Se ele vos puser os dois de um lado,
é o cenário menos ideal.
Provavelmente estará do lado de fora a disparar através de vocês.
A última coisa que eu, com 14 anos, teria pensado seria:
"Vais para os Marines pilotar helicópteros, disparar
e trabalhar com as pessoas mais porreiras."
Se, com 14 anos, me pudesse ver agora,
ficaria muito empolgado.
DIA DA VBSS
Bom dia, Equipa Green Bay.
O plano para hoje
é a missão VBSS que começa a partir das 12 horas.
Força, Pack!
Comecem a preparar-se. Esperam-nos na ponte agora.
Está bem.
Vamos matar coisas.
Só umas notinhas.
Vamos encontrar-nos com um navio para fazer a VBSS,
visita, abordagem, inspeção e apreensão.
A VBSS que vamos fazer é um treino com os Marines
que vão abordar outra embarcação.
É perigoso de muitas formas,
pois aproximamo-nos muito do outro navio.
É um ótimo exercício de treino para azuis e verdes trabalharem juntos.
Um, arrasem.
Dois, deem tudo. Três, divirtam-se.
Quatro, tenham cuidado. Cinco, repitam.
Estes exercícios podem ser muito stressantes.
É o culminar de tudo o que fizemos até agora.
- Senhor. - Como estão?
Três jatos a postos daqui a sete ou oito minutos.
Muito bem.
A postos.
Aos vossos postos.
Convés de voo para pista. A postos.
A pilotar o F-35 Bravo.
Vamos rasar o navio.
Vamos sobrevoar a baixa altitude e a alta velocidade
o navio que é o nosso alvo hoje.
Se houver alvos hostis ou contacto com forças inimigas,
podemos sobrevoar e fornecer apoio aéreo.
Boa tarde, capitão Rees.
Vou ser o Bobcat 8-3.
Bobcat 8-3. Responda, comunicação 1 segura.
Rotor em três, dois, um.
Bobcat 8-3, a caminho. Área de espera, a aguardar alvo.
Panther 5-3, entendido.
Cem metros para sobrevoo.
- Vêm aí. - Vem alguém rápido.
Merda.
Caraças!
Foi tão fixe, mano.
Alvo confirmado. Prossigam para o navio alvo.
Entendido, a 300 pés.
Estou a chegar aos 100 nós.
Tenho um ponto dois.
Lá vem o Big Twink.
Estão perto para caraças.
Sim, estão.
- Assalto. - Força de assalto.
- Que porreiro. Estão a mexer-se. - Sim.
Aquele piloto está a arrasar!
Força de assalto em posição, câmbio.
A força de assalto marítimo entrará no navio,
arrombará portas,
mas as minhas equipas apoiarão com fogo de precisão.
Temos uma das minhas equipas, a Ronin 1, no ar no Huey.
E depois temos a Ronin 3
no LPD,
a fornecer segurança à força de assalto.
Mais importante, quando estiverem no navio, estarão mais vulneráveis.
ATIRADORES
Sim, foda-se.
Preparem-se. Verifiquem as merdas todas.
Que ninguém lhes aponte armas.
Tenho dois em 1.1.
Armados?
Não.
Estou a vê-lo. Vigia.
Para efeitos do treino,
haverá uma mistura de inimigos e civis lá.
Terão armas falsas. Temos de deduzir quem é quem.
Temos de ter cuidado.
Não podemos matar à toa no navio que queremos tomar.
Quem é inimigo e quem é amigo? Conseguem ver?
Não sabemos.
Não há armas à vista.
Que loucura do caraças.
Por baixo do convés à popa, um tipo armado!
Está deitado.
- Está deitado de costas. - De costas?
Saiu armado e deitou-se de costas.
Sim.
Acabaram de sair mais dois. Um-um.
Sim.
- Duas espingardas. - Duas espingardas.
Três espingardas.
Viram aquele tipo atrás do pilar?
- Duas espingardas. - Sim.
- Ficas de olho nele? - Sim.
Estou no tipo que apareceu.
Está escondido atrás daquele pilar.
E tem duas M4, uma em cada mão.
Parece esperar para uma emboscada.
Pergunta se posso atacar. Parece ter intenções hostis.
No convés inferior, duas espingardas e quatro pessoas
entraram na casa do leme.
Inimigos?
Pelas espingardas, parecem combatentes.
Sim.
Confirmado, alvo neutralizado.
Está bem. Voltem ao vosso setor.
- Tenho dois… - 25 Mike, Mike está fora.
Canhão de 25 mm.
- Temos de fazer algo. - Está bem.
25 Mike, Mike está fora.
Está orientado para os helicópteros. Podemos disparar?
Bobcat 8-3, atenção,
25 Mike, Mike imediatamente abaixo.
Aumente a altitude para os atiradores poderem disparar.
Recebido.
Está bem.
Estamos bem.
Eu trato dele.
Vai, Roos.
- Eu trato dele. - Está bem.
Bobcat 8-3, 25 neutralizado.
Entendido, Bobcat.
Forças de assalto na ponte.
Entendido. Dachshund.
- Têm os espaços fulcrais. - Todos?
Sim.
Afirmativo.
Vão-se embora?
Parece que sim.
Acho que nos saímos bem até agora.
Mas é raro as equipas ganharem dois campeonatos seguidos,
pois deixaram de fazer as coisas
que as levaram ao campeonato.
Se fizermos algo várias vezes e não acontece nada,
é fácil sermos complacentes
e não tratarmos estes eventos com o devido respeito.
Correu muito bem.
Ótima comunicação entre a equipa.
É sempre divertido apontar uma arma destas a outro navio.
Oxalá pudéssemos mesmo alvejar alguém.
Vou ficar furioso e atirar a merda da arma.
Comigo agarrado a ela.
- Foi muito rápido. - Muito rápido.
Teria sido bom termos dado mais alguns tiros,
mas não fazia sentido no cenário, por isso, não o fizemos.
Sempre que passas meses num barco
só a fazer exercício, a comer e a ler,
anseias por algo que pareça valer a pena fazer.
Um dia vamos morrer todos.
Não quero morrer num acidente de carro, de doença, cancro ou ter uma morte lenta.
É como se quisesse abraçar a morte ao máximo. Percebem?
Não há nada mais honroso do que morrer numa batalha
onde tens um propósito maior.
Quero sentir que fiz a minha parte, que fiz o meu trabalho
e quero sentir-me validado como Marine.
Estamos todos no mesmo barco e…
Uma parte de ti quer esse conflito. Queres saber que tens o que é preciso.
O outro tipo do outro lado do campo de batalha
está a tentar fazer-te o mesmo.
O prémio e a consequência
sãos os maiores de todas as disputas.
Não é um resultado, não é o direito de se gabar,
é quem vive e quem morre.
E acho que testarmo-nos dessa forma
é algo pelo qual muitos homens anseiam.
Estou sempre a pensar no…
… Collin Teem.
ARVORADO - ARTILHEIRO
Estava na Companhia Charlie comigo.
Um tipo engraçado.
Fazia qualquer um rir.
Tinha muito cabelo encaracolado.
Era artilheiro
e queria fazer coisas com metralhadoras.
Então, ele saiu.
Surgiu uma oportunidade para ir ajudar na Ucrânia.
Sei que, em grande parte, foi
a pensar: "Dediquei tantos anos da minha juventude,
com 20 e poucos anos,
a aprender a fazer isto.
É a minha oportunidade de viver aquilo para que me alistei."
Estava na metralhadora e foi atacado por russos.
Aquele miúdo…
Ele podia ter fugido.
Podia ter-se saído dali. Sabia fazê-lo.
Mas prometeu defender aquele terreno.
As metralhadoras são a pedra angular de uma defesa
e ele não cedeu.
Quando se alistam, pensam:
"Vou provar a mim mesmo que sou digno,
que sou corajoso,
que sou valente e que sou forte."
Mas, para isso,
têm de querer ir combater.
É uma espécie de rito de passagem.
Soube que há grupos de apoio para quem não esteve em combate.
Uma espécie de reflexo estranho
dos grupos de apoio para os traumatizados em combate.
E é interessante haver um trauma equivalente,
que é a vergonha.
"Tenho vergonha de não ter feito mais.
Tenho vergonha quando me dizem que sou um herói e me pagam um copo."
E…
A vergonha é um dos mais devastadores sentimentos humanos.
É muito incapacitante.
Como encontrará um propósito se não for em combate?
Legendas: Lígia Teixeira
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