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Original subtitles

Tradu��o e sincronia Wiltex

O MUNDO PERDIDO

Sou Ted Bottomly, de Not�cias Especiais da BBC, no aeroporto de Londres.

AEROPORTO DE LONDRES O jato transatl�ntico do meio-dia acaba de aterrissar.

NOVA YORK LONDRES - DIRETO Um in�cio tranq�ilo para o que poderia ser um momento sumamente explosivo.

J� que isto � o regresso para casa do indom�vel professor de Zoologia...

George Edward Challenger.

Como se atrevem!

Cavalheiros, por favor. Permitam a passagem dos passageiros.

- Profesor, por favor. Sou do Mirror. - N�o me diga.

- Ed Malone, Global News. Gostaria de algumas palavras. - N�o duvido.

Ouvimos hist�rias horr�veis sobre sua expedi��o. Gostaria de dizer algo?

Se tenho algo do que dizer sobre a expedi��o...

...o direi esta noite no instituto, e n�o antes.

O que diz de Nova York, h� 8 horas? Por Que bateu no rep�rter?

- O que foi que o provocou? - Te direi o que me provocou.

Cometeu o mesmo erro que voc�:

invadiu minha privacidade, como vc est� fazendo.

O fa�o para obter not�cias. Seguramente me entende...

- Entendo que est� no meu caminho. - Eh!

Est� maluco? Ai, minha cabe�a. Minhas costas.

Tolos! Imbecis!

N�o conhecem a dec�ncia?

- Afastem-se. - Ei, cuidado. Com cuidado.

Andem, andem. S�o um bando de tolos.

N�o h� privacidade em nenhum lugar?

Rep�rteres: invasores de privacidade. Como se atrevem! Como se atrevem!

Tolos. Saiam de meu caminho.

Frosty. Aqui, Frosty.

Frosty, n�o fa�a isso. Venha aqui. N�o fa�a isso.

- Lamento. - Sim.

- Est� maluca pelos homens. - Algu�m est� maluco.

Esse homem me pagar�, mesmo que perca meu emprego.

N�o perda a cabe�a, Sr. Malone.

O professor s� � exc�ntrico.

Suficientemente exc�ntrico para estar em uma cela de isolamento.

Como soube meu nome?

''Ed Malone, Global News Service''.

A� se vai sua reportagem.

- E se vai meu �nibus! - Sinto muito.

Olhe, meu carro est� aqui. Posso lev�-lo � cidade.

Eu agrade�o.

Tenho que trocar a roupa molhada e ir � confer�ncia desse lun�tico.

Somos dois. Tamb�m irei.

- Voc�? - Meu nome � Jennifer Holmes.

Est� certo. Sou filha de seu chefe.

N�o me diga que achou que eu costumo buscar desconhecidos.

Sr. Malone, ser� melhor que me acompanhe.

Tem raz�o.

Examinador! Informe tudo!

Challenger agrediu um jornalista londrino!

F�rum da Tarde. Informe tudo!

O impetuoso professor revelar� os segredos no Instituto Zool�gico esta noite!

Professor.

Summerlee.

- Quem � ele? - O professor Walter Summerlee.

� o cr�tico mais implacavel de Challenger.

O ruivo � Challenger.

Senhores, damas e cavalheiros, sua aten��o, por favor.

Obrigado.

- O homem do charco. Ol�. - Ol�.

Johnny, te apresento o Sr. Edward Malone.

- Lorde John Roxton. - Como vai.

- Ol�. - � o homem da primeira p�gina.

Ser� uma tarde encantadora.

Sa�de.

Me pediram que apresentasse o nosso distinto colega...

cuja posi��o internacional como zo�logo � muito estimada.

A apresenta��o corre sem problemas.

O professor tem uma aptid�o not�vel...

para sair nas manchetes, chocando a imprensa...

de frente, por assim dizer.

Como sabem, o professor regressou recentemente...

de uma prolongada viagem � cabeceira do rio Amazonas...

Viagem que engendrou seu desejo de verificar certas conclus�es...

�s quais eu mesmo tinha chegado...

quanto aos �ndios Cucama.

O professor retornou com um relat�rio...

que ele afirma que por� o mundo cient�fico �s avessas.

Afirma haver visto certas coisas estranhas.

Pelo menos, isso � o que diz.

Mas se sabe que �s vezes exagera.

Portanto, o instituto n�o necessariamente aceita...

nem compartilha qualquer opini�o externada aqui esta noite...

Isto �, pelo professor Challenger.

Mas, para ser justos, devemos admitir, contribuiu muito...

mesmo que ruidosamente...

tanto � Zoologia como � Antropologia.

Assim, temendo o pior, mas com a esperan�a infundada...

que lhe possa convencer de abster-se de usar...

o arma mortal com a qual freq�entemente acentua suas opini�es...

lhes apresento o professor George Edward Challenger.

Damas e cavalheiros...

Quando meu distinto colega insinua que estamos em desacordo...

me h� um grande elogio.

E quando expressa um ceticismo razo�vel...

e n�o � pouco de sua parte...

n�o tomamos em conta o descobrimento fant�stico...

que n�o minimizarei com nenhuma falsa mod�stia.

Este n�o era um dos meus temores, professor.

Senhoras e cavalheiros, preparem-se para um choque...

porque trago not�cias de um descobrimento t�o assombroso...

que chega ao valor das fa�anhas de Colombo...

Edson e Einstein.

A aproximadamente 3200 km no interior...

nesse muito pouco explorado reduto da civiliza��o...

que � livremente descrito como a parte superior do Amazonas...

em um planalto na selva imposs�vel de escalar...

t�o oculta a ponto de isolar a �rea das leis da evolu��o...

l� existem hoje v�rios tipos de criaturas...

que se tinham achado extintas h� muito tempo.

Que tipo de criaturas?

Por Deus, n�o espirre agora.

Os �ndios chamam-nos Curupuri.

''os terr�veis esp�ritos da floresta''.

Mesmo que nunca tenha chegado ao topo, da base daquele planalto...

vi essas criaturas com meus pr�prios olhos.

Curupuri. Para os �ndios, criaturas sobrenaturais.

E bem que poderiam ser, porque n�s os conhecemos como animais gigantes...

da extinta era Jur�ssica.

Em outras palavras...

dinossauros vivos.

� um farsante!

Absurdo!

Mentiroso!

Quem me chamou de mentiroso?

Nos desculpe, professor, mas disse dinossauros?

Tem um excelente ouvido.

Eram dinossauros grandes, professor?

Eu n�o estudo dinossauros pequenos.

Suponho que tenha fotografias dos dinossauros, professor.

N�o, senhor. N�o tenho fotografias.

Ao viajar pelo rio, o bote virou e toda meu equipamento se perdeu.

Que pena.

Em 40 anos como cientista, nunca tive fama de mentiroso.

Te digo que eram dinossauros vivos.

Dinossauros vivos! E desafio o mundo para que me contesta.

- Pode provar o que diz? - Ponha-me � prova,jovem.

Al�m disso, proponho que uma nova expedi��o...

do professor Summerlee e minha...

mais dois membros imparciais e aceit�veis deste p�blico...

se dirija de imediato ao Amazonas...

para investigar minha afirma��o sobre a exist�ncia de um mundo perdido.

- Escutem! Escutem! - Bem dito. Escutem, escutem.

A temporada da seca no Amazonas termina em novembro. Por tanto proponho...

que sejam iniciados de imediato todos os preparativos necess�rios...

para que possamos partir o mais tardar dentro de quatro semanas.

Professor, eu seria o primeiro que aprovaria essa empreitada...

mas o instituto tem fundos limitados.

- S� temos... - O dinheiro aparecer�...

por donativos p�blicos, se necess�rio.

No entanto, h� algo mais importante.

O professor Summerlee insinuou que eu menti.

Est� disposto a comprovar ou desmentir minha afirma��o?

Me acompanhar� nesta nova expedi��o?

Responda, Summerlee.

Duvido que algu�m contribua para um plano t�o amalucado.

Mas se algu�m contribuir, aceitarei seu convite. Sim irei.

Contanto que se consiga o financiamento...

e o instituto certifique os demais volunt�rios aceit�veis.

Volunt�rios! Volunt�rios!

Sim. Volunt�rios.

H� volunt�rios qualificados?

Damas e cavalheiros, algum volunt�rio?

- Eu. - Quem � o vc, senhor?

Sou Lorde John Roxton.

Ganhei fama como ca�ador e explorador.

Lorde Roxton. Sua grandeza no campo da explora��o � muito conhecida.

Tenho certeza que os professores o aceitar�o.

Certamente. Bem-vindo, senhor. Summerlee?

Eu preferiria um homem de menos notoriedade.

Segundo dizem, as mais famosas aventuras do Lorde Roxton...

s�o as que est�o amplamente informadas nas colunas de intrigas...

e n�o foram pelo bem da ci�ncia.

De qualquer modo.

Que maravilhoso,John. Eu tamb�m irei.

O que disse?

Ou�a, professor. E o senhor tamb�m.

Meu nome � Jennifer Holmes...

Sei cavalgar, pilotar e atirar melhor que qualquer homem.

- Eu tamb�m quero ir. - N�o haver� mulheres em minha expedi��o.

- Mas, professor. - Ponto final!

H� algum outro volunt�rio?

- O mundo � dos homens. - Por que o senhor n�o se oferece?

H� algum outro volunt�rio?

Que disse, Malone? O clima � excelente para os resfriados.

Sabem, o professor me deve algo por machucar-me a cabe�a.

- Bem feito, Malone. - Voc�, senhor.

Por favor, seu nome e suas qualifica��es.

Meu nome � Edward Malone.

Trabalho no Global News.

Lindo grupo de volunt�rios: mulheres e rep�rteres.

N�o teve o bastante no aeroporto?

Tem que seguir invadindo minha privacidade?

Me nego a levar rep�rteres!

- Nem sequer por 100.000 d�lares? - Papai!

Meu nome � Stuart Holmes.

Sou vice-presidente executivo do Global News Service.

E me � grato autorizar a dita contribui��o.

Que disse, professor? 100.000 d�lares cobre a passagem de Edward Malone?

Se expressou muito bem, meu prezado senhor.

E como eu nunca me resisti � l�gica... ou ao dinheiro...

Serei omisso dos meus sentimentos...

e aceitarei o Sr. Malone na expedi��o.

Summerlee?

Um aventureiro e um rep�rter.

N�o � um grupo digno de uma expedi��o cient�fica.

Certamente, eu n�o os escolheria.

Mas, aparentemente, com a solicita��o p�blica... e os fundos...

Com relut�ncia, mas aceito.

Ent�o, � um fato.

Posso sugerir que suspenda esta manifesta��o p�blica?

Senhoras e cavalheiros, agrade�o-lhes por serem complacentes.

A sess�o est� encerrada.

- � um feito. - Para n�s dois.

Mas temo que ambos o far�o muito bem.

- A� vem meu papai. - Ol�,Johnny.

- Stuart. - Ol�, papai.

- Obrigado. - Ol�, Malone.

Sr. Malone.

Prezado professor, n�s do Global News estamos muito contentes...

que um jovem brilhante nos represente nesta �pica expedi��o.

Contentes? � ao menos que poderia esperar.

Boa noite.

Jenny, lamento por terem te rejeitado...

mas estou feliz por Malone.

E contente por voc�,Johnny. E agradeceria se voc� cuidasse do rapaz.

Com prazer, Stuart. Mas, por enquanto, estou cuidando da sua mo�a.

- Com licen�a. - Boa noite.

O que foi, Malone?

O MUNDO PERDIDO A HIST�RIA DE ED MALONE

O MUNDO PERDIDO A HIST�RIA DE ED MALONE

Informe-se de tudo!

EXPEDIC�O AO MUNDO PERDIDO, LISTA

Challenger parte para o Mundo Perdido!

O SAF�RI DE CHALLENGER, A CAMINHO Challenger parte em saf�ri! Telegrama.

S�o as Not�cias do mundo.

O �ltimo boletim de Ed Malone, correspodente do Global News Service...

informa que a expedi��o de Challenger sobrevoa selvas inexploradas...

a caminho do destino ainda n�o revelado do professor Challenger:

seu Mundo Perdido, em algum lugar das intermin�veis selvas tropicais.

Segundo o Sr. Malone.

O posto comercial de Tarama, cavalheiros.

O porto sem volta.

Faz calor, eh, Summerlee?

M�sica triunfal.

Parece apropriada.

Quem s�o esses dois ?

Logo saberemos.

Senhores, sou o Sr. Costa. Estou a cargo da organiza��o aqui, em Tarama...

e das provis�es necess�rias para viajar aonde queiram viajar.

Por favor, pode me dar a honra de dizer seu nome?

Lorde Roxton, n�o �?

- Pois, sim. Nos conhecemos? - Estamos agora.

Por favor, senhor. Este e Gomez, piloto de seu helic�ptero.

- Por favor, Gomez. Permita-me. - Voc� fala demais.

Como eu disse, senhorita, sou o Sr. Costa.

� um grande prazer dar as boas-vindas ao seu grupo.

- N�o � meu grupo. - N�o � seu grupo?

Senhor, por favor, desculpe meu compreens�vel erro.

Boa sorte na expedi��o.

Obrigado. Mas quem dar� ordens ser� o professor Challenger.

Senhor Challenger?

Senhor Challenger, por favor, me desculpe. Posso te ajudar.

Seus desejos s�o ordens para mim.

Espl�ndido. Ser� uma mudan�a agrad�vel.

- Vc. � o piloto do helic�ptero? - Sim. Manuel G�mez.

Me alegra servir a algu�m t�o famoso.

Portanto ouviu falar de mim.

Depois de sua �ltima visita ao Amazonas, quem n�o o conhece?

Quando soube que retornaria...

movi c�u, mar e terra para ser seu piloto.

Me parece muito compreens�vel, Gomez.

Muito compreens�vel. O seu helic�ptero est� pronto?

Tudo pronto. Pernoitaremos aqui.

Pela manh�, carregaremos seu equipamento.

- J� organizei. - Ah, sim?

- O que � aquilo? - Isso, professor Challenger, s�o minhas.

- O que � isto? - Johnny e sr. Malone.

- Que ela faz aqui? - Uma garota como ela? Quem sabe.

- Sr. Malone, j� superou seu resfriado. - Como chegou aqui?

Vim com o Sr. G�mez.

- Por que trouxe esta mulher? - Disse que vc. a esperava.

N�o o culpe. N�o teve alternativa.

David, voc� pode sair agora.

- David? - Ol�.

- Quem � David? - Meu irm�o. Iremos com voc�s.

Seu irm...? Em Londres te disse que n�o haveria mulheres nesta viagem.

- Nem crian�as. - N�o se refira a mim. J� passei dos 21 .

Professor, posso lembr�-lo que meu pai investiu $100.000 nesta expedi��o?

Sim, de fato. Ele foi muito generoso.

Mas isso pagou por um passageiro, n�o por tr�s.

Ent�o, que pensa fazer? Nos abandonar em plena selva?

Retornar�o no mesmo avi�o no qual chegamos.

Sinto, professor, mas como s� h� um meio de transporte...

temo que teremos que ficar com seu helic�ptero por uma semana.

- Uma semana? - Um grande atraso, em breve haver� chuvas.

N�o podemos voltar caminhando.

N�o vou discutir com voc�.

Voc� ouviu ele, Gomez.

- Partiremos pela amanh�. - Ser� um prazer.

Tentaremos de enviar-lhe o helic�ptero o mais breve poss�vel.

Voc� Vem, David? Faremos as malas?

- Espere. - Sim, professor?

''Sim, professor''. Essas mulheres.

- O que me diz, Summerlee? - Infelizmente, n�o h� alternativa.

- Gomez? - � perigoso.

- Roxton. - Seria uma loucura levar uma mulher.

- Johnny. - Mas, conhecenda-a, n�o h� outra op��o.

Obrigado,Johnny.

- Malone. - Eu digo n�o. � arriscado demais.

Por favor, n�o se alarme, Sr. Malone.

Se as coisas parecem arriscadas para o senhor, estarei em suas m�os.

Vamos, David.

- Obrigado, professor. Ser� divertido. - Divertido?

Arriscando nossas vidas?

Estamos a ponto de confirmar um grande descobrimento para a humanidade...

E diz que ser� divertido!

Desculpe-me, professor.

E tamb�m trazem c�es!

Tamb�m deveria se deitar. Amanh� sairemos muito cedo.

Em um minuto. Boa noite,Jenny.

Obrigado mais uma vez por confiar em mim.

N�o fiquei a favor. Me mantive neutro.

N�o Queria que os acompanhasse?

Meu amor, lugar de mulher � em casa.

Na casa de quem?

Voc� sabe,Johnny? Casando comigo, n�o te seria t�o mal.

Sou uma das poucas garotas no mundo que poderia te suportar.

- Obrigado pela oferta. - Suponho � uma recusa educada.

N�o, mas...

Jenny, eu nunca me comprometo �s 11h:22m.

Voc� � rid�culo.

Voc� � linda.

Ou talvez seja a luz da lua.

Um dia destes.

Boa noite.

Boa noite.

Roxton.

Ol�.

Algo mal?

A garota n�o deveria viajar conosco.

Estou de acordo, mesmo que n�o pelas mesmas raz�es.

E por que n�o me apoiou?

N�o pode deix�-la arriscar a vida s� para demonstrar que � muito ousada.

- Acha que est� aqui por isso? - Ela mesma disse.

Malone, n�o sabe muito sobre as f�meas da esp�cie.

Jennifer est� aqui por dois motivos que n�o est�o relacionados.

Primeiro, porque � ousada. T�o brava como uma leoa.

Mas, segundo, e o mais importante: quer se casar com um t�tulo - especificamente o meu.

- Que modesto de sua parte, lorde Roxton. - � a verdade.

Ela tentou conseguir durante dois anos em Londres.

Ela � maravilhosa, mas eu n�o estou com humor para casar.

N�o � suficientemente boa para o senhor, eh?

Digamos que a conhe�o muito bem...

para saber que n�o me quer, quer o que represento.

N�o acredito em uma palavra que disse.

Porque ela te interessa.

N�o � necess�rio negar. Soube quando nos conhecemos.

Esque�a. Temos coisas mais importantes para nos preocupar.

Por exemplo, partiremos pela manh�.

- Boa noite, Malone. - Roxton.

Sim?

Batom.

Isso n�o significa nada... para mim.

Boa noite.

Boa noite.

� uma noite muito bonita, n�o acha?

Onde estaremos amanh� � noite?

O professor Challenger guarda para ele.

Terei que voar aonde me indique.

Mesmo que seja a terra dos Curupuri?

Mesmo que seja.

O que s�o os Curupuri, Gomez?

Conhece algum �ndio que os tenha visto?

Nenhum �ndio que os viu viveu para contar.

O helic�ptero se mexe tanto assim?

Normalmente, sim.

Sentem-se. � uma ordem.

O professor n�o te agrada, senhor David.

Ele n�o se f�cil para mim como eu a ele.

O tremido deixa meu est�mago engra�ado.

Gomez.

Segure-se a�. J� estamos perto.

Como quise, professor.

Terra � vista!

Terra � vista?

- J� chegamos? - J� chegamos?

Este � o momento mais importante de suas vidas.

A� est�, na nossa frente.

H� pouco tempo, estive na base desse planalto.

Muito acima, caminhando pela borda de um rochedo, estava um dinossauro.

Um dinossauro?

N�o posso ter me equivocado. De qualquer forma, em breve saberemos...

a verdade.

A� est� o planalto!

N�o parece muito grande.

Uma terra elevada por uma erup��o vulc�nica h� milh�es de anos...

que ficou isolada da marcha do tempo pela natureza inacess�vel dos seus rochedos �ngremes.

A terra onde vivem os monstros.

O Mundo Perdido de George Edward Challenger!

Reclamo a honra de ser o primeiro a pisar nesta terra.

- A menos que... - � o seu planalto, professor.

- Eu agrade�o. - Espere, professor.

- Oh, voc� n�o se lembra, n�o �?

Um grande momento na hist�ria.

Poderia uma fotografia de Challenger e o seu Mundo Perdido, penso eu.

Trouxe sua c�mara, Malone?

Est� aqui, professor. Tem raz�o sobre a fotografia.

- Rep�rteres. - S� h� uma hora de luz do dia.

Acamparemos l�. � preciso descarregar do que necessitar-mos.

- Tenham os rifles � m�o. - Seguro de que sabe us�-lo?

Ajude-me, Gomez.

Certo.

Est� seguro que � o planalto correto, professor?

N�o h� dinossauros � vista.

Que? Que?

Seja o que for, vem pra c�.

- Todos, voltem! - Vamos! Por aqui!

- Debaixo das �rvores! - Por aqui, professor!

Vamos, professor. Depressa!

- Corra! - N�o posso correr mais r�pido.

Johnny!

- Gomez, use o seu fac�o! - Johnny!

Malone, Gomez, vcs conseguem!

Esta bem?

Tire-a!

Passe, professor.

Que planta.

Tenha cuidado, Summerlee.

Descansaremos aqui.

- Est� bem? - Sim.

V�, incr�dulo.

Summerlee, havia visto planta igual?

N�o vi nada.

Qu�?

Fosse o que fosse, caiu pelo precip�cio.

N�o. Est� em movimento outra vez.

- Em outra dire��o. - Temos que averiguar o que �.

- N�o na escurid�o. - O que pode ser?

Arriscando adivinhar, eu diria o que nos visitou...

foi um dinossauro do Jur�ssico da ordem Sauropoda.

Em outras palavras, um brontossauro.

- Est� louco, senhor. - E vc, senhor, � um lun�tico.

Sil�ncio! Escutem!

- N�o, por favor! N�o ficarei aqui! - Idiota. Volte!

- Costa! - Costa!

Costa! O precip�cio! Costa!

Pare!

Est� louco ou algo parecido? Cale-se j�.

Enlouqueceu por um momento. J� est� bem.

Mas nem tudo est� bem, verdade?

Oh, n�o. O helic�ptero est� destruido.

Corremos en c�rculos e regressamos ao acampamento.

Meu helic�ptero.

O dinossauro, ou o que fora o que escutamos...

o destruiu e o lan�ou morro abaixo.

Est� l� embaixo, em algum lugar.

E o r�dio tamb�m.

Esta � a minha �ltima reportagem.

Perdemos o contato com o exterior.

Estamos acabados.

Esperem a�.

Malone, venha comigo.

Vegetais pr�-hist�ricos, Summerlee. Pelo menos tomaremos o caf� da manh�.

- N�o suportaria com�-los. - � dif�cil te agradar, Summerlee.

Posso ser, mas n�o entendo por que vamos adentrar mais nessa terra.

Estamos no topo de um planalto imposs�vel de escalar...

e nosso �nico meio de transporte ficou em peda�os.

N�o entendo por que n�o buscamos outra forma de escapar.

- Eu tamb�m n�o entendo, senhor. - H� muito que n�o entende, Summerlee...

como, por exemplo, o fato de que ouvimos dinossauros ontem � noite.

- Mas n�o os vimos. - Exatamente.

At� que vejamos um com os pr�prios olhos...

n�o falarei de nenhum m�todo de fuga.

Nesse caso, poder�amos ficar aqui pelo resto da vida.

Dinossauros. Francamente!

O resto de nossas vidas, senhor?

O resto de nossas vidas, senhor?

Summerlee, voc� n�o gosta de vegetais...

mas o senhor se encanta com eles.

Tirem-me deste monstro!

� uma planta muito carinhosa, Summerlee.

Est�o bem?

Sim, estamos bem. Continuem. N�o foi nada.

Como que ''n�o foi nada''?

Vamos.

Malone.

Que diabo � isso?

Challenger! Summerlee!

O que foi agora?

Oh, c�us.

Sim.

Frosty.

Olhe isso.

Gomez.

Sil�ncio.

Summerlee!

Que �?

Provavelmente, o que viemos ver.

Frosty. Frosty. Vem, cachorrinho.

Venha, Frosty. Anda, venha. Muito bem.

Jennifer.

- N�o se mova,Jennifer. - A� est�.

Enorme, como a vida. Sabia que era verdade. Eu sabia!

Haviam visto um monstro igual?

- Um dinossauro! - N�o o posso acreditar.

Challenger, como fa�o para me desculpar?

Que dir�o disto na Inglaterra?

Dir�o que � um mentiroso, um charlat�o.

- Ainda com as fotos de Malone? - Dir�o que s�o falsas.

- Uma amostra, ent�o. - Uma amostra?

Mas como descer uma criatura gigantesca deste planalto?

Como n�s sairemos, senhor? Primeiro que nada--

Corra, Challenger! Corra!

- Corra, professor! - N�o posso.

Olhe l�.

- Depois dela, Malone. Pegue-a. - Ou�a!

- Ela � inestim�vel. - A pegarei.

Ou�a!

Estamos aqui em cima. Encontramos um bom esconderijo.

David.

Onde est�, Malone?

- Que aconteceu, Challenger? - Est� bem?

- Sim. - Onde est� Malone?

- Bem, est� fora, em algum lugar. - Tentarei encontr�-lo.

- � voc�, David? - Onde voc� est�, Malone?

Aqui.

Aqui.

- Bom. Voc� a pegou. - Que diacho.

R�pido, aqui em cima. Depressa, Malone.

- � isso. Vamos - R�pido. Vamos, David.

- Uma garota. - Uma verdadeira beleza.

Nos conhecemos informalmente na selva.

Ou�a.

N�o v� que n�o te entende?

Pobre garota. Pensa que queremos lhe fazer algum mal.

Sim?

Interessante.

Uma �ndia nativa. Certamente, n�o � uma abor�gene.

Demonstra que sua tribo encontrou uma forma de subir...

e, portanto, h� uma forma de descer.

Sim, a sua teoria faz sentido...

exceto que, por que uma tribo ficaria aqui?

Viver rodeado destes perigos seria como acampar em uma jaula de le�es.

� verdade. Bem, se seu cr�nio for mais um pouco primitivo...

Tenha cuidado, Summerlee. Ela morde.

Bem, Summerlee. Dizia que esta jovem criatura poderia ser...

Eu lhes direi o que �.

� 45 kg de dinamite ambulante.

- Dinamite? - � explosiva, mas formosa.

E a trouxe aqui. N�o pensa em atuar?

Eu te disse para peg�-la.

Seu valor paleontol�gico � incalcul�vel. Esta � uma expedi��o cient�fica.

Sim. � uma expedi��o cient�fica.

Mas traz�-la aqui poderia provocar nossas mortes.

N�o vejo como.

N�o podem entender, nenhum de voc�s?

Ela � prova de que aqui h� vida humana.

Sua tribo deve estar � procura dela.

E a menos que o rastreamento seja uma arte moderna, eles nos encontrar�o tamb�m.

- Mas ela j� nos tinha visto. - E os seguiu?

Perseguiu ao irresist�vel norte-americano?

- Pelo menos, n�o queria meu t�tulo. - O que � isto?

- N�o envolva a Jennifer. - Isso eu te pedi.

Mas deu evasivas. Queria que viesse para fortalecer seu ego.

Sr. Malone!

Para presumir que ela anda ap�s seu t�tulo.

Vamos. De p�.

De p�.

O que �?

O que encontrou?

O que �?

- O di�rio de Burton White. - Burton White?

Quem � Burton White?

Ou devo perguntar quem era Burton White?

� melhor vc mesmo ler.

� de tr�s anos atr�s.

''10 de dezembro.

Estamos ao p� do planalto.

Ainda n�o fizemos contato por r�dio com...

Roxton''.

- Com voc�? Voc� esteve aqui? - Continue lendo.

''Em breve come�ar�o as chuvas. Temos que avan�ar r�pido.

Amanh� escalaremos o planalto''.

- Escalar? Como? - White tinha um mapa do caminho.

''11 de dezembro. Chegamos no topo.

Agora n�o tenho tempo para escrever sobre as maravilhas que vimos.

Pode come�ar a chover qualquer dia.

Amanh� iremos para os diamantes''.

Diamantes. Disse diamantes, Gomez.

''12 de dezembro. Nos ocorreu um desastre.

Eles chegaram na noite.''.

'Eles'?

''Levaram Colver, Braddock e Santiago.

Parece que serei o pr�ximo.

Ainda n�o posso fazer contato com Roxton.

Que Deus nos ajude''.

� a �ltima anota��o?

Professor.

- Me permite? - Sim. A mim tamb�m.

Volta a mencionar os diamantes, G�mez?

Eu n�o estou pensando em diamantes.

Nos ocultou, Roxton.

Sabia deste lugar antes de Challenger.

Um momento.

Ser� melhor que nos conte tudo,Johnny.

Suponho que voc� tenha raz�o,Jennifer.

Bem. Suponho que come�ou h� s�culos.

- A lenda � muito antiga. - A lenda dos Curupuri?

Dos Curupuri, do terror...

e do que os Curupuri pareciam proteger.

Os espanh�is do s�culo XVI falam dele.

Voltaire o menciona em Candide. Pelo visto, o conhecia.

El Dorado.

Ningu�m conseguiu localiz�-lo.

Mas seu nome sempre significou riquezas incompar�veis.

Em nossa lenda, temos ambos. Os Curupuri e o El Dorado.

Um terror que guarda riquezas.

Afirma que este lugar � o El Dorado?

N�o afirmo nada, professor...

exceto que, para mim, isto come�ou h� tr�s anos...

quando me aproximei de Burton White.

Era americano.

Vivia procurando civiliza��es antigas...

e tudo o que as rodeia.

Me contou que tinha conhecido um homem branco doente...

aqui, em uma aldeia selvagem...

e que disse a ele de um planalto cheio de monstros e diamantes.

Curupuri. El Dorado.

O homem morreu.

Mas deixou um mapa.

Um mapa com a rota para o planalto e para alcan�ar o topo.

O que aconteceu com o mapa?

White sempre o teve.

Seus interesses eram arqueol�gicos, os meus, meramente mercen�rios.

Financiei a expedi��o s� pelos diamantes.

Burton White,Jim Colver...

Jeff Braddock.

E Santiago.

O conhecia?

Muita gente do Amazonas o conhecia.

Foi um grande homem.

Iniciaram a expedi��o sem mim.

Prometi gui�-los, afast�-los do perigo, impedir que morressem.

- Mas n�o cumpriu. - N�o, nunca cheguei.

A temporada das chuvas seria em um m�s. White e seu grupo avan�aram...

esperando que os seguisse com as indica��es do r�dio que trasmitiam.

Eu estava a milhares de quil�metros de dist�ncia.

Mas por que?

Uma garota.

Disse a mim mesmo que os alcan�aria... e deixei para o outro dia.

Mas nunca parti.

E?

Nenhum deles retornou.

Voc� os abandonou.

Poderia tentar segui-los, ainda sem o mapa.

Sim, suponho que sim.

Mas o tempo passou e o dinheiro acabou.

Mas quando voc� teve oportunidade, Johnny, voc� tentou encontr�-los.

Temo que n�o,Jennifer.

Meu motivo foi o mesmo: os diamantes.

Sejamos realistas.

Tr�s anos nesta terra � toda uma vida.

J� ouviram o que diz o di�rio.

Sim, h� uma possibilidade que estejam vivos, mas � uma em um milh�o.

O que diz, Gomez?

Temo que tenha raz�o.

Agora j� sabem o tipo de homem com a qual viajaram.

Presumo que o meu t�tulo n�o significa muito mais para voc�, n�, Jennifer?

Gostaria de n�o ter vindo.

Mas temos que encontrar os diamantes, senhores.

Bem, temos que sair daqui.

O mapa de White mostrar� o caminho.

Perdemos meu helic�ptero e, com ele, todo contato com o mundo exterior.

N�o h� forma de escapar.

Os monstros de Challenger s�o totalmente reais.

Mais esta nova amea�a de nativos hostis.

Bem, Sr. Malone, o que sugere?

J� est� quase escuro. Hoje n�o podemos fazer muito.

Nos revezaremos na vigia desta noite.

O primeiro � sobreviver at� amanh�.

Voc� gosta do viol�o, verdade?

Sim, gosto.

Santiago tamb�m toca muito bem.

Para mim, ele era o melhor.

- O conhecia bem? - Sim. Muito.

Pobre rapaz. Que pena.

- Assim � o destino. - Talvez.

Mas n�o devia morrer antes de tempo.

Vou checar l� atr�s.

- Tudo em ordem? - At� agora.

- Cigarro, Jennifer? - N�o, obrigado.

Obrigado, Sr. Malone.

De nada.

Espere um minuto. Acalme-se.

Voc� Est� bem? Lamento o que aconteceu.

Nem todos somos como Costa.

Voc� sabe, vc � agrad�vel.

Sente-se.

V�? N�o Est� melhor?

Olhe.

Mesmo embora n�o saiba de que falo...

por que n�o tentamos com a linguagem de sinais?

Sabe o que � isto?

� um rifle.

Atira. Bang, bang.

Sim, voc� entendeu.

Ei, tenha cuidado.

Quem te ensinou a fazer isso? Como sabe usar o rifle?

Jovem idiota! Voc� ficou louco? Quem deixou a garota sair?

- N�o tentava escapar, senhor. - Ela te disse, n�o?

No idioma do amor, sem d�vida.

N�o importa a l�ngua, mas ela disse algo que dever�amos saber.

Senhores!

Vamos. Venha c�,jovem criatura.

Summerlee! Srta. Holmes! Cuidem desta jovem.

Malone! Challenger! Venham r�pido!

- Senhores! - G�mez?

- O que �? - Algo se moveu.

A uns 50 metros de dist�ncia.

Agora n�o h� movimento.

Havia algo, debaixo daquelas �rvores.

Me cubram.

- Irei com voc�. - N�o. Por favor.

Irei sozinho.

Malone! Roxton! Ajudem-me!

- Est� por aqui. - Estou sendo atacado.

Gomez, onde voc� est�?

O que aconteceu?

Roxton! Encontrei Gomez. Est� ferido.

- Atiraram nele? - N�o sei.

Estou bem. Estou bem.

Algu�m me agarrou e me bateu por tr�s.

Me bateu na cabe�a.

Onde est� meu rifle?

- Est� gravemente ferido? - N�o. Estou bem.

- Ajudem-me. - Vamos lev�-lo ao esconderijo.

Ajudem-me. S� isso.

Estou bem. N�o me aconteceu nada.

O que h� de errado l�?

N�o foi nada. Uma bala ricocheteou. Foi de rasp�o.

Mas algu�m atirou com o rifle.

Um de n�s � o culpado.

Quem mais sabe usar uma arma?

Sim h� mais algu�m. � o que tentava dizer-lhe, professor.

Poderia ser um desses homens, Burton White ou Santiago, ainda vivos.

Por que diz isso?

Porque algu�m ensinou a garota a atirar com o rifle.

Onde est� a garota?

V� depois dela!

Separem-se. Teremos mais possibilidades.

Malone, v� por a�. David, aqui.

Roxton! Roxton! Encontrei-a!

- Onde? - Aqui. Irei com ela!

Onde est�?

Onde est�?

Voc� a perdeu, n�o �?

N�o pude alcan��-la. Corre muito r�pido.

Est� bem?

Vamos!

Contra eles, � como um brinquedo.

Vamos.

Vamos,Jenny.

- N�o h� ningu�m de guarda. - David?

� como se tivesse passado um ciclone.

Meu irm�o...

Foi o disparo que ouvimos.

A tribo da garota estava esperando a oportunidade.

N�o h� ningu�m.

Provavelmente, est�o mortos.

Oh, Frosty!

� minha culpa.

Pobre David. Eu o convenci a vir.

- Achou que seria divertido. - Vamos.

- N�o � sua culpa,Jenny. - E tudo que eu queria era Johnny.

Frosty!

Vem, Frosty.

- Onde est�o os outros? - Eles os levaram.

Quem?

Nativos pintados de guerra. Nos arrastaram. Quase n�o escapei.

- Como chegaram? - De cima das rochas...

Ed!

Ed.

- Johnny. - Est� bem, David?

Portanto tamb�m os apanharam, eh? Bem, � isto.

O que fazemos agora, profesor?

Bem, o que fazemos agora, Professor?

Talvez s� nos resta rezar.

Batem os tambores cada vez mais r�pido.

- Est�o me deixando nervoso. - Claro. � �bvio.

Os guardas ainda est�o fora, Malone?

Eles ainda est�o l�. Est�o um pouco suscet�veis.

Mas os de baixo est�o muito nervosos.

Devem estar planejando algo horr�vel.

O que significa?

Significa que a not�cia de meu grande descobrimento nunca chegar� ao mundo.

Sem d�vida, pensam em nos matar.

- Em nos matar? - Por que n�o?

Invas�o de privacidade d� direito a matar. N�s somos os invasores.

Al�m disso, � �bvio que s�o canibais.

Canibais.

Sem d�vida este foi o inquilino anterior.

- Eu n�o quero morrer. - Cale-se.

- Por Que devo morrer? O que fiz? - Cale-se, sim?

- David, olhe! - Olhem quem est� aqui.

Talvez uma inimiga amistosa.

Deve de haver uma passagem l� em cima.

Est� pedindo para David ir com ela.

Mas n�o posso ir sem os outros.

Vc tem que levar a todos.

Todos!

N�o, ele deve vir tamb�m.

Est� bem. Subamos todos. Algu�m ajude Summerlee.

N�o necessito ajuda de ningu�m, professor.

Quem �? Quem �?

White. Burton White.

- Quem �? - Johnny.

Ele deve de ser o que atirou em vc, professor Summerlee.

N�o, ele n�o p�de atirar.

Est� cego.

Outra vez. � a terceira vez esta noite.

Algum dia, far� erup��o.

Burton, ou�a-me. N�o Reconhece minha voz? Sou Johnny Roxton.

Roxton?

Johnny Roxton?

Cheguei... tr�s anos mais tarde.

- Senhor White. - Sim?

O senhor n�o me conhece. Meu nome � Gomez.

Outros vieram com o senhor, Santiago entre eles. Ele est� vivo?

N�o. Sinto muito. Sou o �nico que ficou.

Ent�o...

Santiago est� morto.

Ah, ent�o � isso.

Se o que ela diz � verdade, est�o em grandes apuros.

- T�o grave? - Nos matar�o, senhor?

Certamente sim, eles podem. Mas ela n�o quer que morram.

Esse estrondo foi mais forte.

Burton, voc� tem um mapa dos caminhos deste lugar. Pode nos ajudar?

- Talvez. - Voc� Pode?

J� te disse que talvez. E teriam que arriscar-se pela Caverna de Fogo.

A Caverna de Fogo?

Toda a montanha � um labirinto de corredores vulc�nicos...

mas a maioria s�o becos sem sa�da.

Um deles, s� um, vai desde o topo do planalto...

pelo centro da montanha...

para desembocar em uma caverna a dois quil�metros da base.

Mas esse corredor passa diretamente pela Caverna de Fogo.

O que � essa Caverna de Fogo?

O motivo pelo qual os nativos vieram h� muitos anos.

E o motivo pelo que permanecem aqui mesmo que a morte e o terror os ameace.

� o altar de sacrif�cios a seu deus do fogo.

Sacrif�cios?

Sim. O lugar onde, sem d�vida, pensam em mat�-los.

- N�o! A mim n�o! Por favor! - Costa!

A todos voc�s, logo v�o nos alcan�ar.

Ou�a-me, Burton. Sou Johnny outra vez.

H� possibilidades atrav�s da Caverna de Fogo?

Se chegarem antes deles e fecharem com uma grande rocha m�vel...

talvez uma pedra consiga mant�-la fechada.

Depois, se tiverem muita sorte, o deus do fogo estar� dormindo.

- Mas, senhor - Como chegamos � caverna?

Por aqui. Aqui.

Sigam a passagem abaixo, por um lugar que os nativos chamam o Cemit�rio dos Condenados.

Encontrar�o uma sali�ncia.

Se puderem, v�o por a�. A entrada da Caverna de Fogo est� mais adiante.

Voc� vir� conosco.

J� estou muito velho e cansado.

Se os nativos souberem que nos ajudou, o matar�o.

N�o me far�o mal. Matar um cego � tabu para eles.

- E a garota, Sr. White? - Sim, sim.

T�m que lev�-la com Vcs. A matar�o se descobrirem que os ajudou a escapar.

Sim.

Johnny, agora!

Sr. White, me chamo Challenger.

Gostaria de ajud�-lo. H� algo...?

Esque�a-o. R�pido. A caminho.

H� um assunto pendente. Os diamantes. Se falou de diamantes.

- V�o ver pelo caminho. - Veremos?

Se chegarem at� l�. V�o.

Diamantes.

Johnny! Armas. Espere. Aqui. Aqui.

Talvez essas o ajudar�o.

- Burton... - Vamos!

N�o, Gomez. N�o agora. Vi a foto. Entendo. Mas n�o o mate agora.

- � culpado da morte de Santiago. - Sim, sim. Eu sei.

- Mas haver� um melhor momento. - Qual, se n�o agora?

Depois de nos ajudar a encontrar os diamantes.

A mim n�o me importam os diamantes.

Mas talvez haja um melhor momento.

Burton White tinha raz�o.

Este planalto poder� ter uma erup��o.

Tomara que n�o tenha se enganado sobre o caminho de fuga.

N�o podemos passar!

Vamos!

Desculpem.

Olhem o tamanho desse esqueleto!

Deve ser o cemit�rio mais antigo do mundo.

O velho tinha raz�o.

� o cemit�rio dos condenados.

Deus queira que n�o seja o nosso.

White disse que f�ssemos pela esquerda, por esse esqueleto.

Sigamos adiante.

Esses gases s�o mortais.

Com cuidado. Olhem por onde andam.

Adiante.

- O que h� l� em cima? - N�o sei.

O que h� com a garota?

Est� com medo. Deve de ser um tabu dos nativos.

Um de n�s deve tomar a frente.

V� voc�r. Eu cuidarei dos outros.

Certo.

Professor.

N�o. D�-lhe um minuto.

Vamos, professor.

Eu levo a tocha.

- Eu posso alcan��-lo. - Segure isto.

Segure-se!

N�o! Suba! � uma ordem!

Resista, professor. Te subir�o. D�-me a m�o.

Jovens lun�ticos. Viram o que h� abaixo?

Vamos. Isso.

Muito bem.

- Segure-se, rapaz. - David. David.

Resista!

- D�-me a m�o, rapaz. - J� posso subir.

- Professor? - Sim.

D�-me isso.

Bem. Vamos continuar.

Depressa!

- Gomez? - Vou!

- Meu fogo n�o os deter�. - Ajudem-me.

Empurrem!

Empurrem!

- Encostem essa pedra contra a rocha. - Sim.

Vamos.

Muito bem. Talvez os detenha.

- Est� bem, professor? - Sim, Summerlee.

Tenho que agradecer a todos por salvar a minha vida.

Malone, nunca pedi desculpa por bater em sua cabe�a com o meu guarda-chuva.

Est� certo, Professor. Que foi agora?

Olhem.

Um lago de lava fervente.

Os nativos o represaram.

Mas pode ser rompido. Vejam esse tronco?

Se romper, a lava nos cobrir�.

Porque os nativos iriam querer romper a represa?

Um novo tremor, romper� de qualquer maneira. Encontraremos uma saida daqui.

- Se a passagem n�o existir. - Existe sim! Est� aqui!

Vamos!

Esperem! Os diamantes! Seremos ricos para sempre!

- Diamantes. - Olhe, Challenger.

- Olhe. - Ovos de dinossauro.

Summerlee, que sorte incr�vel.

Ser� m� sorte, porque isto � o final da viagem.

Roxton, deixe o seu rifle.

Ficou louco, Gomez?

N�o, professor, n�o.

Quisera estar louco.

Mas isto � algo que tenho que fazer. N�o se mexa, Costa.

N�o sou seu s�cio, Gomez?

Nunca foi.

Queria os diamantes s� para voc�.

Quero sua vida, Roxton.

Em troca da do homem que enviou para morrer...

quando abandonou Burton White.

- Mas White est� vivo. - N�o me refiro a White.

Me refiro a Santiago... meu irm�o.

- Seu irm�o? - Deixe a arma, Gomez.

- Aqui ningu�m matar� ningu�m. - Fiz um juramento, professor.

J� tentei uma vez, mas minha bala feriu ao homem errado.

- Ah, foi voc� que atirou em mim. - Sim, foi.

Seja razo�vel, Gomez. Que estas pessoas te fizeram?

Nada.

- Infelizmente, tenho... - Gomez, n�o me mate. Te pe�o.

- � preciso buscar outra sa�da! - H� uma possibilidade.

Preparem-se para correr. Romperei a represa.

O comeu vivo.

Horr�vel. Horr�vel.

Somos s� n�s agora. Uma vida por outra.

Jovem tolo. O que est� fazendo agora?

Estou em d�vida com voc�s.

Meu tiro despertou o monstro.

- Vamos, Gomez! J� basta! - N�o basta!

- Vamos, G�mez! Est� se rompendo! - V�!

G�mez! Solte-o!

Pule, Gomez!

Vamos! Corram para a caverna!

- Professor... - Ed! Ed!

- Onde est� Gomez? - Olhe!

Meu Mundo Perdido.

Perdido para sempre.

Nunca poderemos provar nada em Londres.

Sim, sim poderemos.

Pensei que isto poderia ajudar.

Um dos ovos de dinossauro.

N�o vale pelas vidas desses homens.

Os diamantes tamb�m n�o as valem.

Como voc� os pegou?

Nenhum monstro de fogo poder� priv�-los de seu presente de casamento.

Bem, ''senhora'' continua sendo o melhor t�tulo para uma garota.

Voc� n�o quer nenhum?

Guardei um pouco, para os demais.

Um beb� dinosauro!

Tyrannosaurus rex.

Mas viver�, professor? Sobreviver�?

O tempo suficiente para ser do tamanho de uma casa e aterrorizar Londres.

Ent�o o que faremos?

Bem, vamos nos mudar de Londres o mais r�pido poss�vel!

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