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ZANDALE Uma Mulher para Dois
Depois venho te buscar.
Caro mr. Norvo, quanto ao acesso aos seus pr�dios no Bairro Baixo
para a expans�o do cabo da Southern Comm...
Impostos sobre o pre�o acordado...
Bl�, bl�, bl�...
Quem, entre n�s, suporta a dor das exig�ncias do amor?
Com ele o seu rude mando traz; Sofro eu ou ser� que me apraz?
O que dizemos depois?
Que sim ou apenas fugimos?
Me cortei...
Sangue da raposa para a ca�ada.
A Tatta j� acordou? - N�o sei.
Tudo est� ao contr�rio;
Me foi tirada em crian�a e agora vivo com ela, em adulto.
Ao ouvi-la, parece que o educou.
N�o sentia saudade dela, no col�gio interno?
Ela me p�s l� para meu bem. E eu era bom menino...
At� te conhecer.
N�o tenho tempo para isto.
Te vejo depois do rufar dos tambores dos solteiros.
N�o tente sair da cidade, srta Martin.
Estou vigiando .
Como vai, garota? - Estou indo.
N�o se meta em encrenca. - Tal como voc�?
Isso, garota, tal como eu.
Lembre-se que nada � t�o bom como se diz, nem mesmo eu.
E eu fa�o bem!
Aperte as bolas!
Agora se faz de santinho, mas daqui uns anos vai at� implorar.
Vou me casar na Fran�a.
O que tem isso? Eu me casei em Cleveland.
J� esperava que voc�s n�o percebessem isto
mas estou caidinho pela Carol Lisa.
Ele est� obviamente muito enganado sobre o amor,
o sacramento do matrim�nio e o objetivo desta festa.
Manny, n�o se esque�a de que agora � vegetariano.
Johnny!
Johnny, como tem andado? Obrigado por vir.
Eu n�o acredito... - O Johnny Collins.
Thierry...
Que ar mais pr�spero. - Imbecil...
Soube que tinha casado e era professor na UNO;
Diga que n�o � verdade. - Fui professor, e estou casado.
Bom dia, senhora.
O rapaz sempre foi um guloso.
Isto � uma combina��o de 1� classe.
Nada mudou em voc�? N�o farei nada, anda.
Ela vai te ouvir.
Tatta? - Estou aqui.
Esconda-se, esconda-se.
Nunca adivinhar� quem trabalha para mim agora na Southern Comm.
Gosto de v�-lo feliz.
- Voc� � a mulher dele? - Sim.
- Quem � voc�? - Sou Johnny Collins.
Dica: crescemos juntos em Baton Rouge e somos da mesma idade.
Sou um velho amigo.
Certo, Sra Martin.
Certo, o qu�?
S� certo, nada mais... Agora sabemos quem o outro �.
Sabe que tem uma estranha no��o de apresenta��es?
O Johnny Collins!
- John Paul Gregory Collins III. - Temi logo que fosse voc�.
H� um ano debaixo do meu nariz, e s� agora revela a sua pessoa.
Esse � o bisav� do Thierry.
A eloqu�ncia dele era divina,
e flu�a atrav�s dele como rel�mpagos sa�dos de Deus.
Tinha um ar impressionante...
Ainda � um Poeta Laureado?
Arcaico, n�o �?
Por acaso, o Estado procura exatamente algu�m...
Aprecio comovido sua confian�a em mim
mas os meus dias de bardo terminaram;
a minha pena pertence agora � Southern Comm.
Bem, vou deixar os tr�s ficarem at� de madrugada.
Boa noite.
Como est� o seu pai?
Ele faleceu... Com um enfarte, h� coisa de um ano.
Lamento.
O Thierry e eu �ramos uns marginais, artistas no ex�lio.
Chegou a se formar?
Nem sequer ia �s aulas.
Enganou todo mundo, pegou o dinheiro do curso,
alugou um est�dio, comprou telas e se p�s a pintar.
S� que o papai descobriu, n�o foi?
O Juiz n�o ficou nada satisfeito...
Me deixou na pen�ria at� eu tomar ju�zo.
Mas sem pintar, a vida � uma merda.
- E se n�o vender os quadros? - Isso n�o me preocupa.
� a nega��o do que chamo de "vida de artista".
Ali�s acho o dinheiro desculpa para a falta de g�nio.
Seja l� quem for, at� o Donald Trump,
se n�o tiver criatividade ou apego pela vida,
sobe diretamente pelo cu do Diabo.
Olhe-o no rosto,
sorria e sobreviva.
Paix�o...
N�o tenho que justificar o que fa�o.
Mas tem as modelos...
Sempre tem isso.
Deve ser bom ter mulheres que se despem para voc�.
Pois �, e quando estou de frente para a xana delas
n�o � f�cil me concentrar, pode crer.
Sempre quis contar uma hist�ria para as comer.
Uma hist�ria curta.
E se me lembro bem, foi isso que as convenceu.
Gostaria de pintar o seu retrato, Thier...
claro, sentado no escrit�rio do meu Pai na Southern Comm,
Como um grande industrial?
Nem pensar, cara... Vou pint�-lo aqui.
Fala s�rio?
Est� bem, porque n�o?
O que acha?
Por mim, tudo bem. - �timo.
Bem, vou andando; � melhor me levantar cedo
e chegar na hora, j� que sei quem � meu patr�o...
� mesmo ador�vel.
Senti muito a morte do seu pai.
Se � a Southern Comm, n�o precisa ficar l�.
Preciso, sim.
Thierry, n�o pode omitir quem �.
Decidir ser seu pai e se tornar ele.
N�o quero me tornar ele, s� salvar a firma por ele.
Atirando-me de cabe�a, como o Johnny,
a quem �nimo nunca falta.
Ele te perturbou, n�o �?
Acabar� gostando dele, � s� quest�o de h�bito.
As lombrigas tamb�m.
Eu pergunto-lhes, sentem-se fartos de procurar Deus?
Ele n�o usa Levis 501 !
Te adoro, Zandalee. Adoro, � lindo!
Onde achou?
Agora � s� encontrar algu�m que me leve
e ser a sensa��o no Sweetheart's Ball.
Voc� e Thierry v�o?
- Importa-se...? - desculpa.
Est� ficando perigosamente let�rgica, at� para Nova Orleans;
T� na hora de levar um bom aban�o.
N�o se preocupe, j� levei... Ol�, como est�?
Aqui esta, reservei para voc�.
E mais ningu�m o viu.
Estas cores ficam �timas.
O que acha?
Veja estes bot�es, parecem olhos de gato persa.
N�o tenha pressa, demore o que quiser...
- Vai lev�-lo ao Sweetheart's Ball? - Mas n�o conte a ningu�m.
Volte sempre!
Se tem transado n�o � o suficiente.
- Pare de implicar comigo. - Mas eu implico com voc�.
Parece prestes a sair de uma jaqueta com bot�es de p�rola,
portanto esta na hora de ir a um passeio comigo.
Vou ser a rainha do Sweetheart's balls.
- Voc� � revoltante. - Por isso me adora.
Esquece que sou sua liga��o � realidade.
Quer que desligue o ventilador Johnny?
N�o, eu gosto, aprecio tens�es previs�veis.
Pois a mim me chateia, impede-me de pensar.
N�o se limita a ficar sentado?
Que ironia, acabar me tendo como patr�o.
Que pensa fazer da sua poesia... patr�o?
Desculpe se soou mal.
Nada acabou sendo o que eu esperava.
Ah, as meninas...
Trouxeram as mercadorias?
- Adoro! - Est� ficando parecido?
talento nunca te faltou... Toma, coma um biscoito.
- Seja indulgente. - Zan, vem aqui!
Vou fazer galinha.
A Espanhola, como antes.
Esta gostando?
Ainda � cedo para dizer.
N�o ligue, s� critica as coisas acabadas.
� uma chata.
Est� me abra�ando mas est� t�o longe...
desculpa.
H� s�culos que n�o via isto.
"Os Canhestros Sentimentos de uma Prolongada Adolesc�ncia"...
Voc� era bom.
� t�o auto-cr�tico que acaba sendo cruel.
N�o � verdade N�o � t�o f�cil.
Desde quando � t�o importante para voc� a Heran�a Martin?
Desde 12 de Janeiro do ano passado.
A morte do seu pai foi s� pre- texto para parar de escrever.
Ah, foi s� isso?
Lembra-se de vivermos na St. Charles
e de voc� voltar das aulas, Professor Martin?
Eu fechava a loja e faz�amos amor a tarde inteira.
- Cansou de perder clientes... - N�s �ramos felizes.
Eu apenas desisti?
Que quer que fa�a,
que me sente junto ao rio e espere pela inspira��o?
Acho que temos um problema...
O Norvo concordou com tudo.
Mas notei uma discrep�ncia nas quantias a pagar.
N�o h� discrep�ncia nenhuma.
A quantia acordada foi de 4.900 d�lares.
Nunca existem discrep�ncias.
Richard Norvo � dono de barracas.
Richard Norvo � dono de bens im�veis.
E amigo do Vereador Lewis.
Merda, homem...
� uma quest�o de cinquenta mil d�lares.
Esquece decimais, Thierry...
Aos 24 anos meu Pai fundou uma emissora de r�dio
Aos 30 era dono de uma rede de emissoras.
E a manteve intacta.
Ele n�o acompanhou os tempos...
N�s fomos comprados, Thierry.
Portanto, se quer preservar o que resta da firma dele,
tem que ser diplomata...
Entrem e vejam, milagres em movimento!
Aqui t�m mais dois Puss Boots, minhas senhoras.
Te odeio, Buckles.
Aquele � um dos que prefiro.
Adivinha onde estive esta manh�?
Na igreja.
Diga duas ave marias e me liga amanh�.
Se fosse voc� pedia cart�o de doador de sangue, antes.
N�o queria te acordar.
Algu�m se divertiu muito...
Se me diverti.
Esta noite segredos n�o fal- tavam, em Bourbon Street.
- Em Bourbon Street? - Sim, Bourbon Street.
- Quem iria imaginar? - Eu � que n�o.
D� uma ajuda aqui com...? Ajude-me.
Gosto como faz�amos antes.
Manda dizer seu nome.
Diga, Zandalee.
Com mais for�a; voc� n�o me quer?
Diga meu nome.
Vamos, fa�a-o!
Droga!
Tudo bem. Achei que pod�amos experimentar.
Tipo exploradores...
Tem que arrumar lugar para n�s na sua vida.
- Por favor. - Eu at� tento...
Sou eu? Quero que me diga.
N�o tem nada a ver com voc�.
Sinto-me... paral�tico.
Um parapl�gico da alma.
Uma met�fora como as de antigamente.
Zandalee, por favor, n�o sei o que fazer!
Sabe o que mais?
Gostaria que fosse parapl�gico, ao menos assim eu podia entender.
Que foi?
Uma lagartixa.
Vem aqui...
Vendo por 5 d�lares. E se for 25 centavos?
Neg�cio fechado.
� uma pechincha!
Pronto, me pegaram... - Muito engra�ado.
Ah, achou? Ele foi apanhado.
Quem n�o quer n�o seja ladr�o.
Que � isso?
A rosa negra do destino.
Te fa�o uma?
Vamos passar a nos ver muito um ao outro.
E ent�o, gostou?
Acho uma interpreta��o muito ousada.
Isso � dizer pouco.
Hoje em dia � imposs�vel registrar seja que fato for
sem causar danos � imagem.
Vou ver como fica no quarto.
Vou beber uma ta�a de champanhe.
Que tal achou?
Nunca duvidei do seu talento.
Lembro da �ltima vez que vi seu pai - paz � sua alma...
Soube que procurava um apartamento no Bairro
e propus um lind�ssimo, no 3� andar da Royal Sreeet.
Os �ltimos inquilinos tinham-no renovado por completo...
Preferi procurar um.
Querendo mudar fala comigo; te arranjo um bom neg�cio.
Obrigado, estamos muito contentes no nosso.
Partilho da sua sensibilidade mas agora � um tipo de peso,
Vice-Presidente Martin.
Esta na hora de jantar l� em casa, conhecer a fam�lia...
Ou melhor, vem passar o fim de semana no Mississipi.
Voc� ca�a?
Tem algo para mim?
Tem uma esmola para um antigo alc�latra?
N�o.
N�o?
Afaste-se.
Por qu�?
Ser� que preciso explicar?
- V� importunar outra. - Eu n�o importuno.
N�o devia insultar os pulhas quem n�o conhece.
N�s somos inevit�veis...
Quero te deixar toda nua e te comer viva, Zandalee.
N�o diga meu nome...
Johnny.
Ningu�m sofrer� por causa do meu desejo.
- E o que voc� deseja? - � muito simples.
Eu quero te dar; uma rela��o perfeita.
N�o temos rela��o nenhuma.
Sabe como gosto?
Gosto que n�o use nada por baixo...
Que est� pensando?
Que � uma mulher triste e insegura.
N�o sou nada.
� dif�cil esconder a clarivid�ncia... do olhar.
Ele n�o � m� pessoa.
� o Pepe, encontrar� comigo amanh� �s 6 no Five Deuces.
N�o se atrase e traga massa, e eu levo o que precisa.
Tenho reparado que tem feito noitadas.
Eu compreendo...
Tamb�m me sinto sozinha.
Apesar do meu marido ter morrido h� muitos anos.
E...?
Tem havido uma pessoa... H� uma pessoa.
Verdade?
Mudou-se agora para Nova Orleans, para estar comigo.
Mas por acaso, sempre vivemos perto um do outro.
Adoraria traz�-lo em casa, mas sabe como � dif�cil...
O melhor seria convidar para jantar.
Tire uma carta, sr. Padre.
Era esta?
Como fez isso?
� segredo... Preciso de outra dose.
Por que os batistas permitem mulheres mas n�o �lcool
e os cat�licos, �lcool mas n�o mulheres?
O Pepe veio te procurar e deixou uma coisa para voc�.
Diz que da �ltima vez falsificou umas notas.
N�o h� problema desde que me deixe p�r isto na conta.
A n�o ser que o Bom Deus trate do assunto...
Esta � a �nica economia que a cidade ainda tem.
Talvez seja a �nica que voc� se permite ver...
Olhe, sabe que mais? N�o preciso de serm�es.
Andei a sua procura.
pelo visto, hoje todos andam.
- Que vai tomar? - O mesmo que ele.
Andava me procurando?
- N�o fique preocupado. - N�o fiquei.
Me irrito quando est�o a minha procura.
Calma, o �nico papel que trago � um convite para jantar.
Tenho planos...
Leve-a tamb�m. Mas preciso de voc� l�.
Vamos ser apresentados ao namorado da Tatta.
Jura?
Juro.
Pague tudo.
Obrigado, patr�o.
O pato est� mesmo delicioso.
Porqu� pato, porque n�o peru ou galinha?
Os Irm�os Marx, reconheceu?
Reconheci, sim...
Deram-lhe o nome R�my por causa do conhaque?
R�my n�o, pronuncia-se Rai-me.
Tureda.
N�o queria mencionar isto, j� que nos sentimos t�o bem...
Mas acho que se casou com a mulher errada, Thierry.
Se tivesse casado com a R�my, se chamaria agora R�my Martin.
Muito engra�ado...
Eu achei.
� Tatta e ao Louie.
E � felicidade eterna no grande mist�rio da vida.
Sr. Medina, pensa fazer da Tatta uma mulher honrada?
N�o � a alian�a que honra uma alma,
mas o cora��o. Um cora��o constante.
Talvez um ligeiro toque de pecado nos d� esta...
Joie de vivre.
Querida vov�, n�o aja como os �ndios.
Cuidado com o que diz;
ainda � uma desculpa para a libertinagem.
Assim, na orelha.
Vou preparar a sobremesa.
No velho bairro mal afamado de Nova Orleans,
a Condessa Piazza, madame de uma luxuosa maison de plaisir,
era famosa por uma ex�tica sobremesa.
"Cherries Jubilee"! - Conta, Tatta.
Imaginem cerejas frescas cozidas em natas adocicadas com absinto
e servidas dentro da genit�lia da gostosona reinante da hora.
� o que a Zan faz?
- N�o te ensinei isso... - N�o se lembra.
Sei que gosta da sobremesa.
N�o traga suas amigas para minha casa.
N�o sou nenhum boboca de quem fa�a gato e sapato.
Est� bem, seja o que quiser.
- Mas sei o que realmente �. - E sou o qu�?
N�o passa de um cabe�a tonta.
Ent�o pegue na minha cabe�a tonta.
Com seu marido na sala ao lado.
- Seria capaz de ousar? - Sim.
Johnny, me salve das horr�veis hist�rias que eles contam!
N�o demoro nada, vim s� lavar as m�os.
... ele mata vadios, gente que ningu�m quer saber.
Que horror.
H� quem consiga escapar ao olhar de Deus,
sendo a consci�ncia o �nico �rbitro do indiv�duo;
sem ela...
- Que fez no cabelo? - Foi uma experi�ncia.
� esquisito...
N�o te fica bem.
Onde est� o Louie?
Ficou na cama.
O reconheci logo.
Esteve sempre na periferia, nas f�rias, fins-de-semana...
E claro quando voltava para o col�gio...
- Foi por ele que voltou. - Voltei por voc�.
E o Louie voltou, por mim.
H� regras muito simples, no amor entre duas pessoas.
N�o � capaz de aceitar? Isto � entre voc� e eu...
Entre voc� e a Zan.
E entre mim e o Louie.
E o seu marido, onde estava?
N�o me arrependo de nada.
- Porqu�? - Porqu� o qu�?
Por que fez?
Por que fiz o qu�?
Por que casou com ele?
Ele era poeta... E nada mau, at�.
E isso?
Tamb�m n�o � poesia?
N�o sei...
N�o sei.
Zanda.
Hoje � seu dia, Zan.
Thierry...
O que disse?
Me come. O tempo todo quis isso.
- Ele � meu marido... - Ent�o que faz aqui?
Diga meu nome. Diga...
- Diga! - Johnny.
N�o posso mais continuar!
N�o sei como me quer.
Sabe, sim.
Esta n�o sou eu.
Para saber como eu quero, s� precisa relaxar.
Quando estou dentro de voc� me sinto perdido no Universo,
viajando, explorando...
Vire de barriga para baixo.
- N�o quero me drogar. - Eu n�o te pedi.
Pedi para que exprimisse
a necessidade de libertar nossos corpos.
Para transarmos como animais.
O altar � primordial.
- S� tenho vinte d�lares... - Chega para fazermos neg�cio.
Sente-se.
Me d� o dinheiro.
- N�o podem ir para outro lado? - O pa�s � livre.
Querem que chame a Pol�cia?
- Fora! E n�o voltem aqui! - Est� linda, bicha.
O Bairro est� uma droga...
N�o culpe o bairro Zandalee.
Isso tem em todos.
O problema n�o � o Bairro.
- Obrigada, Scarlet... - � verdade.
Vou contar uma hist�ria tipo "Era uma vez..."
Tive um tio, o Tio Arthur, que tinha um emprego t�o bom
que o vendeu a quem lhe deu mais por ele.
Ele era xerife... Neste pa�s vende-se tudo.
Diz � Tata que fui almo�ar?
N�o estou convidado?
Certo, eu escondo o seu casinho...
- Diminui a tens�o. - � o que sempre diz.
Johnny, onde tem andado? Estou doida por voc�...
Me liga um dia desses.
Como vai?
Foi posto na rua?
Promovido.
Como pode ser promovido quando j� � o patr�o?
N�o sou o chefe. A firma n�o � do meu Pai.
Meus parab�ns.
Sim, parab�ns...
Est� se transformando num executivo s�rio.
- � hora do almo�o... - Sim, eu sei.
Eu cuidei disso; coma.
Obrigado. Quer uma mordida no meu p�ssego?
N�o, obrigado.
Dizem que anda tendo almo�os muito demorados.
- Assuntos particulares... - Eu imaginei...
Tenho impedido que te demitam, fiz bem?
N�o preciso de prote��o, Thier. Mais alguma coisa?
- Algum lugar para ir? - S� voltar ao trabalho.
- Tem uma amante, n�o �? - N�o sou casado.
- Entendo... - Entende?
Comprometendo a honra perde-se tudo,
e Deus nos ajude...
Parab�ns pela promo��o.
Tesouro, fala a sua R�my... Tesouro, est� a�?
Vamos, Johnny, atenda.
Quando sorria, Quando sorria
O mundo inteiro sorri com voc�
E quando ri... E quando ri...
� como o Sol a despontar.
Mas quando chora � como fizesse chover
Ent�o seque as l�grimas
Seja feliz novamente.
Quando voc� sorri...
N�o te dei o bolo Foi o meu trabalho.
- Como me encontrou? - Como te encontrei?
Te conhe�o por dentro e por fora.
N�o, n�o fa�a isso aqui.
Quero que v� viver comigo.
N�o, isso o mataria.
Eu te ensino uma coisa sobre as pessoas...
Pessoas morrem, todos morrem.
Portanto, deixe-o.
N�o fale assim, lembre-se onde est�.
Me dar o fora aqui � menos pecado?
Pois foda-se! Merda!
Castigue-me, Senhor, porque se n�o consegue deix�-lo,
Eu te obrigo a deix�-lo.
Cale-se. Cale-se!
Qual a verdadeira igreja?
N�o � esta a maneira dele se revelar a n�s?
N�o �?
Posi��o. Amor verdadeiro, milagre.
Obrigado, Pai.
Eu te libertei, sabe disso.
Vai, Tata...
Ol�, Zandalee.
- Quer jogar conosco? - N�o, obrigada.
Eu volto j�.
Sabe, Zan,
muitos casamentos sofrem,
mas os bons, conquistam-se.
Mas n�o sem luta...
N�o tenha medo.
Quanto mais tempo pensar em um problema, maior ele se torna.
Isso se aplica �s solu��es.
V� at� ele, � seu marido.
Fale com ele.
O obrigue a falar.
Temos mesmo que falar...
Est� bem, sejamos civilizados.
Ol�...
- Eu preciso que saiba... - N�o!
N�o quero saber.
S� sei que n�o quero saber... nada.
N�o quero.
Thierry, pensei que...
V� se danar!
N�o posso dar a absolvi��o, n�o sou seu confessor.
Tentei deixar a Southern Comm.
- �timo. - �timo?
Mas n�o consegui.
Mas vai se libertar.
Como voc�?
"Vento do Oeste, Quando soprar�?
"A chuva miudinha sobre n�s pode cair.
"Quem me dera nos bra�os ter o meu amor,
"E poder de novo sentir o seu odor...
Lembra disso?
J� n�o sabemos falar,
j� n�o sabemos transar...
Sinto muito.
Eu tamb�m sinto.
Mas lamentos n�o nos v�o servir de coisa nenhuma.
E se f�ssemos para longe uns dias, s� n�s dois?
Deixando tudo para tr�s,
come�ando de novo.
Johnny, como vai?
- Como v�o as pinturas? - O tempo � curto...
Sei que a exposi��o vendeu tudo.
Na "Grande Ma��" � que se ganha dinheiro.
Vou dar meu cart�o;
me liga um dia destes e pomos a vida em dia.
Gostei de v�-lo, cara.
Dei dez d�lares para fertilizar o jardim com o cavalo dele.
Um gamb�!
Est� b�bado como um gamb�.
Sr. Collins...
- O Pepe deixou alguma coisa? - Disse que esta devendo.
Sabe como gosta de capinar... Temos o nosso terreninho.
Como n�o quero encrenca
� melhor parar com isso por um tempo.
Ele n�o deu isto?
Onde est� sua mulher?
Anda por a�.
Ela arranjou um amante. Acho eu...
Caramba, onde vai parar este mundo?
Mas tudo se resolver�.
A partir de amanh�, um novo contrato;
pelo meu perd�o e absolvi��o dela.
Vamos para o bayou, recome�ar tudo outra vez.
Para o Bayou Tesche, onde costum�vamos pescar?
Exatamente. Que outro lugar existiria no mundo?
Jack, prepare o �ltimo para a viagem.
Devido ao seu tamanho, falo figurativamente, claro...
Um cavalheiro sabe sempre o seu lugar entre gente bem educada.
Exceto quando a honra esta em jogo.
Ent�o � duelo!
Honra... a quem interessa?
Mentiras e manipula��es; eis os floretes dos nossos dias.
Sabe quem � ele?
Pelo que sei pode ser at� voc�.
Eu devia desprezar o tal amante dela.
Mas n�o...
Estou at� grato por satisfazer a minha Zan.
Mas n�o o desprezo.
Isto n�o tem a ver com a Zan.
Voc� est� perdido.
Perdido e encontrado, perdido e encontrado...
Sei o que fa�o.
Se ficar de p� vou cair.
Bebi como um rei e agora estou enjoado com uma pescada.
Que forma aflitiva de recome�ar.
N�o me fa�a rir.
Por qu�, d�i quando ri?
Precisa de uma Sta. Soda Pop.
Que maldade...
N�o sei por que fa�o estas coisas.
Devo ser a esc�ria.
Nasceu um s�culo tarde demais.
Estou deslocado e fora do meu tempo.
Mas o maior problema � que n�o quero mudar.
Tudo ficar� bem.
Deus, � t�o linda...
Deixe-me s� olhar.
V� como todas as pe�as encaixam?
N�o querendo explorar, amarra o barco?
Eu espero aqui.
Que calor...
Quente � voc�.
Me d� uma isca, vou ca�ar peixes.
Tenho isca fresca,
mas n�o pode cozinhar em casa com a mulher.
Se quer peixes, use sangue de galinha.
O sangue de galinha atrai os peixes.
Como vai?
Por que demorou tanto?
A conversa sobre o bayou me deixou com ci�mes.
A Zan est� l� fora.
N�o vou ficar sobrando?
H� um tempo para tudo.
Olha quem encontrei!
Dan�amos?
Mostro como �.
Vamos.
Lembra-se?
- Quem quer uma cerveja? - Eu bebo uma.
- Venha buscar. - N�o, eu levo.
Vim para te levar para casa.
- Isso acabou. - Voc� n�o o ama.
Se me deixar em paz, o amarei para sempre.
Thierry, parece um aut�ntico babaca.
Isso acontece a quem vai a babacol�ndia!
Isso acabou.
Quem quer pescar?
Sr. Christian!
O nosso antigo local n�o era do outro lado?
� por aqui e mais a frente.
N�o quero saber pare em qualquer um.
Quem pensaria que o velho tinha tanto sangue dentro dele?
E se me deixasse guiar um pouco?
Credo, tenha cuidado!
O Marinheiro Collins est� de volta.
- Faz�amos isto quando crian�as! - V� mais devagar.
Porqu�, se assim � que � bom?!
Algu�m pode se ferir...
- Mais depressa! - Que falta de vigor, Zan.
Mais depressa. Pegue o safado!
- Que h� com voc�? - Cobras.
Voc� e eu vamos resolver uns assuntos, querida.
E vamos resolv�-los agora.
Ele est� preso nas ra�zes!
Tem uns trocados?
- Como vai? - N�o trago nenhum.
N�o faz mal...
Quer frango e bolachas?
N�o, sou vegetariano.
Merda, o que aconteceu? Est� com uma cara...
Matei meu marido.
� a sepultura dele?
Dizem que se afogou...
Quem se afoga, sabendo nadar?
O seu homem o esfaqueou enquanto estava vendo...
Tenho raz�o ou n�o?
Tenha cuidado com o que deseja.
- Ele pode se realizar. - Eu nunca desejei isto.
� s� desejar de cora��o e am�m, aleluia, acontece.
� um fato religioso.
Por acaso tem fogo?
Estou bem.
Estou bem.
Estou bem...
Collins, est� mesmo desligado das coisas.
Com o Pepe n�o se brinca.
Se souber pegar numa agulha e coser...
Acho que temos que envenenar as intrusas.
� melhor ir ao mercado.
- Eu vou. - N�o.
Eu quero ir.
Me sirva uma tequila.
- Devia deixar essa coisa... - Tamb�m gosto de v�-lo.
Os babacas me despediram.
Tem ido trabalhar?
Que se danem os cabos.
Tire umas f�rias, homem, muda de ares...
N�o estou preocupado, tudo acontece por uma raz�o.
Eu devo � pintar.
Onde est� a garrafa?
Gramas, Rog?
Nada mal...
Transmite movimento, n�o �?
Capturei a sensa��o de brutalidade.
E nem estava doid�o.
Este � o melhor... Se libertou mesmo.
Este � velho.
Estava na dire��o certa; e se tentasse retom�-la?
Em 75 anos estarei morto e enterrado!
� um aut�ntico Picasso, ent�o, se manda do est�dio
Quer um caf�?
Me liga quando tiver novidades.
Depois nos falamos.
Morre, porra!
Morre! Morre logo!
V�o se foder!
A porta estava aberta...
Tenho me sentido...
Meio esquisito.
Sinto-me doente,
enojado.
Tentei salv�-lo, mas ele n�o queria ser salvo.
Queria mesmo ir.
Voc� quis.
N�o eu s�... Quando vou a cozinha,
fazer uma torrada, sinto o cheiro da sua pele.
N�o consigo te tirar de mim.
N�o entende nada do amor.
Como pode n�o perceber nada?
Nunca me libertarei de voc�.
Thierry.
Ei Johnny!
Aqui se faz, aqui se paga, cara!
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