All language subtitles for Lucy.2014.720p.BDRip.x264.AC3-Mikas-Por

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Original subtitles

L U C Y

A vida foi-nos concedida h� milh�es de anos atr�s.

E o que fizemos com ela?

Lucy?

N�o � para mim. Vai fazer-nos parar.

Faz tu mesmo!

Est�o � espera de um tipo com uma pasta.

Vai l� tu, anda l�.

- O que � isto? - O que achas que �?

Vai tudo melhorar mais tarde. Confias em mim, n�o confias?

Richard, sei que estou em d�vida contigo...

mas neste momento, tenho de tratar de mim mesma.

H� uma coisa que precisa da minha aten��o...

- O que est�s a fazer? - Vou embora para casa.

Tenho uma prova na segunda.

Tenho de tomar um banho, e estudar.

Ontem estive num museu e...

- sabes o que descobri? - O qu�?

A primeira mulher conhecida foi-lhe dado o nome de "Lucy".

- Dizes isso para que me sinta melhor? - Sim.

- Depois ligo-te. - Est� bem!

Vou ter problemas com esse tipo se me v� a entrar a�...

mas tu, passas sem nenhum problema.

Vais at� ali � recep��o e pedes para o Mr. Jang descer.

Ele desce, d�s a pasta...

mostras esse teu belo sorriso, e pronto!

Olha, d� para ver a recep��o daqui.

- Anda l�! - O que tem na pasta?

- N�o sei, documentos. - Sim? Abre para ver!

Est� fechada. S� o Jang tem o c�digo.

Sou s� o entregador.

- Pagam-te por isto? - Um pouco.

- Quanto? - Queres negociar?

N�o, s� quero saber. Anda l� diz-me, quanto vais receber?

Mil d�lares.

Vais receber mil d�lares s� por entregar uns pap�is?

Disseram-me que � um contrato, o resto n�o � nada comigo.

Nem comigo tamb�m.

- Ouve, espera. - O que �?

� a minha maneira de viver.

- 500 para ti e 500 para mim. - Richard, ligo-te depois.

Ouve, preciso disto. Estou sempre no mesmo...

velho hotel, com o meu mesmo velho chap�u.

Problema resolvido. Vai l�, espero aqui.

Lucy. J� fizeste isto, centenas de vezes, � s� papelada.

Queria que tudo fosse mais simples para mim. Mas...

ainda por cima o meu telem�vel n�o funciona.

Olha. Stetson R. Ming, feito em Taiwan.

Adeus cowboy, foi um prazer!

- Querida, por favor. - Tenho de ir.

- Que raio, est�s a fazer? - Desculpa.

- Que raios tu...! - Desculpa, preciso de ajuda.

- P�ra, tira-me isto agora. - N�o posso.

- Tira-me isto agora! - N�o posso, est� com a senha.

- � s� andares-me at� � recep��o. - N�o, tira-me isto agora mesmo!

Desculpa, quanto mais depressa fores, mais depressa voltas.

N�o acredito que est�s a fazer isto comigo.

Vou esperar por ti aqui, tens a minha palavra.

A tua palavra n�o vale uma merda!

Isso vale 500, pagos adiantados.

- �s um palerma! - E tu �s maravilhosa.

Menina, posso ajud�-la?

Sim.

Vim ver... o Mr. Jang.

Sim!

E quem devo anunciar?

Richard.

O Richard... O Richard enviou-me.

Ol� Mr. Jang, algu�m quer v�-lo.

Como se chama?

Richard!

O Richard est� a estacionar o carro.

Ela diz que � da parte do Richard.

O Mr. Jang, quer saber o seu nome.

- Lucy. - Lucy, qu�?

S� Lucy. Pe�a-lhe para despachar, estou com pressa.

Espere um momento. Ela diz que � s� Lucy.

Estou a perceber!

O Mr. Jang j� vem. Fique aqui.

Posso sentar?

O Mr. Jang disse para ficar aqui. Acho melhor obedecer.

Com licen�a. Em que posso ajudar?

N�o!

N�o!

Espere!

Por favor!

Eu imploro, n�o sei de nada!

Imploro! Por favor!

Por favor.

Fala ingl�s?

Fala alguma coisa em espanhol?

Este � certamente um terr�vel mal-entendido!

S� tinha que entregar esta pasta.

Perdeu a chave?

N�o corte a minha m�o, corte a algema.

Por favor!

Eu pe�o-lhe! Por favor!

N�o! N�o! N�o!

N�o! N�o!

Por favor!

Ol� menina, eu falo ingl�s e serei o seu tradutor.

Por favor, diga-lhe que... N�o fiz nada.

Eu n�o sei de nada. S� tinha que entregar a pasta.

- Por favor, diga-lhe. - N�o h� problema.

- Quer saber o que tem na pasta. - N�o sei o que ela tem!

Fala ingl�s ou n�o?

Claro que sim, estudei um ano em New York.

O Richard deu-ma a pasta para entregar a ele, � tudo o que sei.

Por favor, diga-lhe isto.

140

Ele deu-me um papel com um n�mero. O que � isto?

� a senha para abrir a pasta.

- E o que h� l� dentro? - Nada perigoso.

Ent�o porque n�o abre ele mesmo?

- Confia no Sr. Richard? - N�o, n�o confio.

Faz s� uma semana que estamos juntos.

Certo, est� bem.

- O Mr. Jang insiste que abra. - Est� bem, est� bem.

Por favor Deus, ajuda-me!

Depressa, o Mr. Jang tem outros compromissos.

Descreva o conte�do da pasta.

� uma esp�cie de pl�stico azul ou violeta...

n�o sei, acho que � isso.

O Mr. Jang est� a oferecer-lhe emprego.

Emprego?

N�o quero nenhum emprego!

Tudo come�ou h� cerca de mil milh�es de anos.

Depois de uns 400.000 anos

surgiu a primeira c�lula nervosa.

� aqui que a vida come�a.

C�rebros rudimentares de alguns miligramas.

Ainda n�o � poss�vel falar de intelig�ncia.

� mais um reflexo de vida com um neur�nio que leva a

2 neur�nios em movimento, e com o movimento

� que as coisas come�am a ficar interessantes.

A vida animal existe h� milh�es de anos.

A maior parte das esp�cies utilizam de 3% a 5% da sua...

capacidade cerebral.

Mas � o ser humano, no topo da cadeia alimentar

o primeiro a fazer uso de uma parcela maior do c�rebro.

10% parece pouco, mas vejamos tudo o que j� fez.

Agora falemos sobre um caso especial.

O �nico ser vivo que utiliza o seu c�rebro

melhor do que n�s.

O golfinho.

Se acredita que este animal extraordin�rio

utiliza at� 20% da sua capacidade cerebral.

Isso permite

que utilize um sistema de eco localiza��o

mais eficaz que qualquer sonar j� inventado pela Humanidade.

Ele n�o inventou o sonar, mas desenvolveu-o naturalmente.

Essa � a quest�o central da nossa

reflex�o filos�fica de hoje.

Podemos concluir que os seres humanos est�o mais

preocupados em ter...

em vez de ser?

Lucy.

O que fez ao meu est�mago?

Nada, s� uma pequena incis�o horizontal, muito bem feita.

E... Em poucos meses

fica invis�vel.

Vai poder ir � praia no pr�ximo Ver�o.

N�o gosto de praia.

Est� com medo que tenham feito alguma coisa ao seu corpo?

Simplificando, eles operaram-na e colocaram

uma pequena bolsa na parte inferior do seu abd�men.

� s�lido, n�o a vai matar. Pode acreditar em mim.

- E o que � isso? - O nome cient�fico � CPH4.

N�o � muito sexy como marca mas ainda...

estamos a trabalhar nisso.

Tem alguma sugest�o?

Com licen�a.

Bem-vindos! Bem-vindos, cavalheiros.

Excelente!

Maravilhoso, fant�stico!

- Est�s bem? - Muito bem.

Rapazes, em primeiro lugar, quero agradecer

pela vossa participa��o.

Tenho a certeza de que vai tudo correr bem.

Estes passaportes e bilhetes v�o permitir que estejam

em casa em 24 horas.

Assim que chegarem, estarei l�, para

recolher o lixo.

E ter�o de volta a vossa liberdade.

Acho que n�o preciso lembrar que

se algu�m for � pol�cia...

Temos os nomes e as moradas de todos os vossos familiares.

E ser�o eles que v�o sofrer.

Portanto contamos com a a vossa total... discri��o.

Senhores, menina, permitam-me ser o primeiro a

desejar a todos, boa viagem!

- Vai vender isto? - Esse � o nosso neg�cio.

Para pessoas como n�s, a vida parece ter um �nico prop�sito

ganhar tempo.

E ganhar tempo, parece tamb�m ser o principal

objectivo das nossas c�lulas.

Todas as c�lulas do corpo humano, parecem ter

apenas dois prop�sitos.

A imortalidade

ou a reprodu��o.

Se o habitat n�o � muito favor�vel...

A c�lula vai escolher a imortalidade.

Ou seja, a auto-sufici�ncia, auto-controlo.

Por outro lado, se o habitat � favor�vel...

Vai escolher a reprodu��o.

Desta maneira, quando morrem, os dados essenciais

s�o passados �s outras c�lulas

que por sua vez os passam para outras c�lulas.

O conhecimento e a aprendizagem, andam

de m�os dadas com o tempo.

Acalma-te, � preciso ganhar tempo.

Entra no jogo, leva as drogas.

Ganha tempo, mantem a calma, est�s viva.

Tudo o que interessa � que est�s viva.

N�o estou de bom humor.

Imaginemos por um momento a nossa vida, se us�ssemos

20% da nossa capacidade cerebral.

Nesse est�gio, ter�amos controlo dos nossos

pr�prios corpos.

- Senhor. - Sim?

Foi provado cientificamente?

N�o, por enquanto � s� o que suponho. Admito, mas

pensem nisso. � preciso que saibam que as civiliza��es

antigas j� conheciam as c�lulas

s�culos antes de inventarem o microsc�pio.

E quanto a Darwin? Quantos tolos riram dele quando...

apresentou a sua teoria da evolu��o?

Cabe a n�s empurrar ainda mais as regras e as leis

para ir da evolu��o

� revolu��o.

Cada ser humano possui 100 milh�es de neur�nios.

Mas s� 15% est�o activos.

H� mais liga��es numa pessoa

do que estrelas na Gal�xia.

Temos uma enorme rede de dados de informa��o

e n�o temos acesso.

- Senhor? - Sim.

E qual seria o pr�ximo passo?

Bem, provavelmente, o controlo de outras pessoas.

Para isso vai ter de aceder pelo menos

a 40% da nossa capacidade.

Depois de controlar as nossas c�lulas, e a de outros

vem o controlo da mat�ria.

Mas agora estamos a entrar no campo da fic��o cient�fica.

N�o sabemos sobre isso mais do que um c�o que olha para a Lua.

- Desculpe, Senhor. - Sim?

O que acontecia se algu�m, por raz�es que ignoramos

conseguisse utilizar 100% da sua capacidade cerebral?

- 100%? - Sim.

N�o fa�o a m�nima ideia.

- Falas ingl�s? - N�o!

- Falas ingl�s? - Sim, sim!

Leva-me ao hospital, j�.

HOSPITAL GERAL

- Hospital. - Espera por mim.

CIRURGIA RADIOLOGIA

SALA DE CIRURGIA

Menina. Ol�.

- Menina! - Preciso de ajuda com urg�ncia!

Estamos aqui no meio de uma opera��o.

Por favor, saia.

Era imposs�vel salv�-lo. O tumor invadiu o c�rtex.

Algu�m p�s um saco de drogas dentro de mim

preciso que o tirem. R�pido.

Fa�a agora.

Certo, vou-lhe dar anestesia.

- N�o se preocupe com isso. - Est� bem.

Acalme-se, por favor. Abaixe a arma.

Vou fazer um exame r�pido.

- N�o se importa? - N�o.

- Ol�? - M�e?

Lucy, querida. � t�o bom ouvir-te.

Que horas s�o a�?

N�o sei, � de noite.

Espera, vou para outra linha.

Vou operar.

Voltei. N�o andas de festa em festa, n�o �?

Prometeste ter cuidado com a tua sa�de.

Estou a tentar m�e, estou a tentar.

Bem, isto foi inesperado, mas � bom.

O teu pai n�o vai ficar contente por ter perdido o teu telefonema.

Ele vai estar em casa pela manh�.

- M�e? - Sim.

Desculpa por tudo.

O que queres dizer com isso, minha querida?

O espa�o.

O ar.

As vibra��es.

As pessoas.

Consigo sentir a gravidade.

Consigo sentir a rota��o da Terra.

O calor a deixar o meu corpo.

O sangue nas minhas veias.

Consigo sentir o meu c�rebro.

As profundezas da minha mem�ria.

Querida, a liga��o est� m�, n�o estou a ouvir bem.

O que disseste sobre a mem�ria?

A dor na minha boca.

E quando estava doente. Lembro-me da tua m�o na minha

testa quando estava com febre.

Lembro-me do pelo do gato, t�o macio.

Gato? Que gato, querida?

O siam�s de olhos azuis e cauda peluda.

Querida, n�o te podes lembrar disso, ainda nem tinhas um ano.

Lembro-me do sabor do teu leite na minha boca.

O calor

l�quido.

Querida.

Do que est�s a falar?

S� quero dizer que gosto de ti e do pai.

Querida.

Obrigado pelos abra�os e milhares de beijos. Eu ainda

os sinto na minha cara.

Amo-te, m�e.

Eu tamb�m te amo, minha querida.

Mais do que qualquer outra coisa no mundo.

Quanto restou?

500 gramas?

Quanto tempo o meu corpo vai demorar para eliminar o resto?

Antes de responder, tenho de saber o que �.

- Posso? - For�a.

CPH4.

Fale-me sobre isso.

Uma mulher gr�vida produz CPH4 a partir da sexta semana,

em pequenas quantidades.

Para um beb� isso cont�m o poder de uma bomba at�mica.

Fornece a energia necess�ria para o feto gerar

toda a sua estrutura �ssea.

Ouvi dizer que tentavam sintetiz�-lo.

N�o sabia que tinham tido sucesso.

Se isto for realmente CPH4, nessa quantidade,

� incr�vel que ainda esteja viva.

N�o por muito tempo.

O crescimento � muito doloroso. Quando se � crian�a os ossos

deformam-se e esticam.

Acredita que me lembro do som dos meus ossos a crescer?

Os m�sculos debaixo da pele?

Tudo � diferente agora. Percebo os sons, a m�sica.

Assim como os flu�dos.

� engra�ado, estava t�o obcecada

com quem era, e

com quem queria ser, e

agora que atingi a profundeza do meu c�rebro vejo

que o pensar em si mesmo e nas suas ambi��es

� primitivo.

E � um obst�culo.

Estou a fazer sentido?

Por exemplo, a dor que sente bloqueia a sua compreens�o.

O seu mundo agora � dor, isso � tudo o que percebe. Dor.

Onde est�o os outros

as outras mulas que andam com a droga, quero tudo.

Para fins medicinais.

Berlin.

Paris.

Roma.

Obrigado por me mostrar.

- Boa noite Professor Norman - J� voltei, boa noite.

- Vai jantar aqui esta noite? - Acho que sim. Estou exausto.

- Bom descanso. - Obrigado.

N�o sabes tocar � campainha? Assustaste-me um bocado!

Senti a tua falta.

Eu tamb�m.

- Perdeste as chaves? - Perdi.

- Posso usar o teu computador? - Sim, claro.

Tive uma audi�ncia com os chineses.

Demais!

Estive sentada o dia todo, e s� falavam em chin�s.

Ningu�m... eu n�o percebo chin�s.

Dizem que te v�o ligar mas nem sequer t�m o teu n�mero.

Excepto um tipo, ele n�o era chin�s.

Trabalha na ag�ncia e � muito bonito!

Meu Deus, t�o bonito!

E tamb�m se mexe de uma maneira... Deus! Que rabo!

E por falar nisso... n�o vou deixar que ningu�m

me magoe.

4 Seasons Hotel, Su�te Real, lua-de-mel.

Desculpa por falar tanto de mim. E tu? Como est� o Richard?

- Morreu. - S�o uns loucos.

Vou tomar banho.

- Sim? - Professor Norman, o meu nome �

Lucy. Tenho lido sobre a sua pesquisa na net e quero v�-lo.

Leu a minha pesquisa toda?

Estou muito lisonjeado, mas � dif�cil de acreditar.

- Devo ter escrito... - 6734 p�ginas.

Posso recitar de cor se quiser.

� amiga da Emily? Porque parece

uma das suas brincadeiras.

- Ela est� a� consigo? - N�o, estou aqui.

- Quem � voc�? - Acabei de dizer.

Lucy? Certo? Sim, desculpe.

Tenho lido a sua teoria sobre a capacidade do c�rebro

- e est� no caminho certo. - Obrigado.

As minhas c�lulas regeneram-se a uma taxa fenomenal de

7 milh�es por segundo.

N�o consigo avaliar com precis�o o meu tempo de vida, mas

acho que n�o tenho mais de 24 horas.

Do que est� a falar?

Estou a dizer que a sua teoria n�o � uma teoria. Absorvi uma

grande quantidade de CPH4.

Quero usar 100% da minha capacidade cerebral.

Agora estou com 28%. O que o senhor descreveu, � verdadeiro.

Depois dos 20% o c�rebro abre-se.

E a partir da� � uma reac��o em cadeia...

Conquistei o meu c�rebro.

Eu n�o sei,

o que dizer.

� verdade, trabalhei nisto durante 20 anos. Mas era s�...

Eram s� hip�teses. Ideias de investigador.

Nunca considerei que algu�m...

- Controla o seu metabolismo? - Sim.

E come�o a controlar o corpo dos outros e os campos

el�ctricos e magn�ticos.

Nem tudo, s� o b�sico.

Televis�o...

Telefone...

R�dio...

Espantoso!

N�o sinto dor.

Nem medo.

Nem desejo.

� como se tudo o que nos torna humanos desaparecesse.

Sinto-me menos humana.

Al�m disso, todo o conhecimento

a f�sica qu�ntica, a matem�tica.

A infinita capacidade do n�cleo da c�lula.

� como se esse conhecimento explodisse no meu c�rebro.

N�o sei o que fazer com isto.

Pergunta-me o que fazer...

Sabe...

Chegou a pensar

na pr�pria natureza da vida...

Refiro-mo, ao princ�pio, �s origens...

A primeira c�lula que se dividiu em duas c�lulas.

O prop�sito da vida �,

passar para a frente o que se aprende.

N�o h� objectivo mais nobre.

E se me perguntar o que fazer com esse

conhecimento, eu diria...

Passe em frente.

Como uma simples c�lula b�sica

que viaja no tempo.

Tempo!

Sim, claro.

Estarei na sua porta em 12 horas.

- Vais embora? - Vou.

- O que � isto? - A tua prescri��o.

- Desde quando sabes chin�s? - Desde h� uma hora atr�s.

N�o percebo nada disto.

Os teus rins e o teu f�gado n�o funcionam bem.

Tens de mudar o teu estilo de vida.

Toma os rem�dios, faz exerc�cio, come alimentos org�nicos...

e vais ficar bem.

Na noite passada, uma mulher...

matou um paciente.

Foi o que aconteceu no Hospital Tri Service...

A mulher de tamanho m�dio, loira, jovem...

est� a ser procurada por todo o pa�s.

Ela anda armada...

- Del Rio... - H� uma chamada bizarra

de uma americana que vive em Taiwan.

A jovem diz que tem informa��es sobre uma importante...

opera��o de tr�fico de drogas.

- Eu atendo. - Certo, a transferir.

- Est�? - Tenho informa��es sobre...

uma opera��o importante de tr�fico.

Quero falar com a maior autoridade da�.

Est� com sorte, eu sou a maior autoridade por aqui neste momento.

Vamos come�ar do princ�pio. Como se chama?

Ou�a Del Rio, sente-se na cadeira, pegue na caneta vermelha

� sua esquerda e fa�a o que eu disser.

N�o h� c�maras, despache-se. N�o tenho tempo a perder.

Diga l�.

Aqui est�o os detalhes de tr�s mulas que v�o chegar � Europa

com 1 kg de droga, cada uma.

Preciso que os prenda e apanhe a droga.

- Que tipo de droga? Em c�psulas... - Em p�.

Numa bolsa cozida nos ventres.

Desculpe?

Tenha cuidado para n�o morrer, o produto � poderoso.

Acredite. Est� a ver?

Sim.

Ainda bem.

Estou a contar consigo.

� verdadeiro?

BERLIN - ALEMANHA

Prestem aten��o!

Venha connosco.

PARIS - FRAN�A

- Senhor, acompanhe-nos. - N�o fiz nada.

ROMA - IT�LIA

Bem-vindo a Roma!

Por favor, venha connosco.

N�o h� problema.

Pare!

Del Rio!

- Par�mos Kobelsky. - Obrigado por ligar.

Coloquei-o sob cust�dia.

Obrigado, vou acertar a transfer�ncia dele.

- Adeus. - J� apanh�mos os tr�s.

Estamos preparados para aterrar

no aeroporto Charles de Gaulle em Paris.

Menina, tenho de pedir que desligue o computador agora.

Limpe o nariz.

- Desculpe? - Traga-me uma ta�a de champagne.

Sim... Sim, claro.

Menina. O seu champagne.

Obrigada.

Desculpe, mas vai ter de dobrar o tampo da mesa agora.

Claro.

Ao conhecimento!

Se o seu habitat n�o � muito favor�vel...

A c�lula escolhe a imortalidade.

A auto-sufici�ncia e o auto-controlo...

Menina.

N�o seja tola.

Menina.

OCUPADO Menina.

Abra a porta. Tem de voltar para o seu lugar. Menina?

�ltimo aviso. Por favor, abra a porta.

Diga alguma coisa. Est� bem? Menina.

Menina.

Menina, por favor abra a porta.

Fa�am alguma coisa!

Por favor, menina! Abra a porta!

Menina, est� bem? Diga alguma coisa!

Lucy, nascida em 10 de Mar�o de 1988 na Pensilv�nia.

- Tinha alguma cicatriz? - Uma recente, tipo cesariana.

- Como � que ela est�? - Por enquanto est� a dormir.

Sob sedativos, ainda n�o est� pronta para acordar.

- Doutor, ela est� acordada! - Tem a certeza?

Sim, est� sentada em cima da cama.

- Ela est� ali. - Tem a certeza?

Sim.

Menina.

- N�o se mexa. - Preciso falar consigo a s�s.

E eu preciso que levante as m�os, por favor.

Tem os pacotes?

Sim.

- Onde est�o? - Em lugar seguro.

Aqui, em Paris.

Estar�o mais seguros nas minhas m�os.

D�-nos cobertura aqui, vai para o parque.

Um pol�cia v� muitas coisas loucas.

Mas, francamente, o que fez l� atr�s, foi assustador.

Aquelas pessoas l� no hospital est�o feridas?

- N�o. - Ainda bem.

- N�o se importa? - N�o.

- O que � isso? - � coreano. Eu guio.

N�o, n�o, n�o. Isto aqui � um carro da pol�cia.

N�o pode!

Isso n�o � poss�vel menina, isto � um carro da pol�cia.

Pr�ximo!

Bem, � a vossa vez. Vamos, vamos!

Senhor, senhor... Desculpe, senhor.

- Preciso falar com algu�m! - Fale com o pol�cia.

Sou cidad�o alem�o e exijo um advogado.

- Vou ver l� na cirurgia. - Traz comida para todos.

Volto j�.

- Guia sempre assim? - Nunca guiei antes.

Bestial!

- � contram�o! - Estou a ver.

- Quer morrer? - Por acaso, nunca se morre.

Desculpe senhor, n�o me sinto bem.

Calma.

Vou dizer a eles para pararem de nos perseguir.

N�o se incomode.

Trouxe frang...

D�-me a pasta.

Matem-na que eu levo a pasta.

N�o fiquem a� parados, matem-na.

Abra.

Vamos embora.

N�o tenho a certeza... se posso ajudar.

- Pode, pois. - Para qu�?

Para me lembrar... Podemos ir?

- Para onde vamos? - Vire na pr�xima � direita.

N�o, n�o. Fora daqui.

Mexam-se!

Segue aquele carro.

- Professor? - Obrigado.

- Quem �? - Lucy.

Sim! Sim... onde...

- Ent�o? Est� em Paris? - Sim, estou.

Boa! Boa... excelente!

Ent�o... olhe. J� n�o estou no hotel agora,

estou na universidade.

Tomei a liberdade de chamar os meus colegas

para esta ocasi�o especial. Os mais ilustres nas suas �reas.

- Pode confiar neles. - Eu confio em si.

Obrigado. Pode vir � universidade?

� um...

- � um prazer conhec�-la. - Igualmente.

- Capit�o Del Rio. - Como est�?

Permita-me apresentar os meus colegas.

Este � o professor Cartier, neurocirurgi�o...

J� os conhe�o a todos.

Sim, claro.

Senhores, esta � a Lucy, a primeira mulher a...

Quero dizer...

Como eu j� vos disse a, a menina Lucy...

� um completo mist�rio para mim.

Ela desbloqueou certas partes do seu c�rebro

que ofereceram acesso a zonas ainda inexploradas.

Ela tem habilidades...

Pode dar-nos um exemplo?

A sua filha morreu num acidente aos 6 anos

atropelada por um carro azul.

Tem um pav�o pendurado no espelho retrovisor do seu carro.

Chefe, 5 homens apanhados no hospital. Desculpe.

Quantos homens restam?

Tenho � volta de 25 comigo.

Aquela maldita, n�o cede.

� uma bruxa.

Eu sei disso.

Eu pr�prio a mato.

Os homens est�o a chegar. Pode proteger a zona?

- Tenho de me concentrar. - Claro.

Despachem-se.

Como tem acesso a todas essas informa��es?

Impulsos el�ctricos.

Todas as c�lulas comunicam com outras c�lulas...

a trocar informa��es a 1000 bits por segundo.

As c�lulas agrupam-se e formam pacotes de sinais.

O sinal converte-se em mat�ria.

As c�lulas agrupam-se e tomam uma forma...

transformam-se, deformam-se...

Muitas formas diferentes. � tudo uma coisa s�.

Os seres humanos acham-se �nicos...

e a sua pr�pria exist�ncia depende desta unicidade.

O um � uma unidade de medida, mas est� errado.

Todo o sistema social est� constru�do em conceitos...

similares � certeza de que 1 mais 1 � igual 2.

Mas 1 mais 1 nunca � igual a 2.

De facto, n�o h� n�meros, ou letras.

Codificamos a nossa exist�ncia para faz�-la do tamanho humano...

para torn�-la compreens�vel.

Criamos escalas para esquecer das escalas sem limites.

Mas se os seres humanos n�o s�o a unidade de medida...

e o mundo n�o est� sujeito a leis matem�ticas...

o que governa tudo isto?

Imagine um carro numa estrada e...

acelere a imagem infinitamente.

O carro desaparece.

Ent�o, o que prova a sua exist�ncia?

O tempo � a raz�o da sua pr�pria exist�ncia.

O tempo � a �nica verdade.

A medida final.

Ele atribui a sua exist�ncia � mat�ria.

Sem o tempo...

n�s n�o existimos.

O tempo � a unidade.

Procurem por todo o edif�cio e descubram-na.

N�o posso segur�-los por muito mais tempo.

Est� na hora de ir, ent�o.

Tem a certeza que vai tomar essa dose brutal?

Temo que n�o v� sobreviver.

Algumas das minhas c�lulas v�o lutar e resistir at� ao fim.

Para atravessar as �ltimas percentagens t�m de as for�ar.

T�m de explodir os seus n�cleos.

Todo esse conhecimento, Lucy...

A Humanidade n�o est� preparada para ele.

Andamos com fome de poder.

O homem abusa do conhecimento.

S� a proporcionar instabilidade e caos.

A ignor�ncia traz o caos, n�o o conhecimento.

Vou carregar os meus conhecimentos num computador

e dar acesso a ele.

Espero que possamos corresponder

ao seu sacrif�cio.

Ningu�m se mexa!

Compreende ingl�s?

- O que est� a fazer? - Procura energia e mat�ria.

Est� a tentar ligar-se aos computadores.

Estou aqui, chefe.

Faz alguma coisa em rela��o a isto.

Rapazes, vamos l�.

Prepara-te.

Est�s bem?

Depressa!

- Acorde... - O que aconteceu?

O que � isto?

Est� a fabricar o seu pr�prio computador.

Onde � que ela est�?

Onde � que ela est�?

Respondam!

Respondam!

Olha! Tu!

Vejam, o computador. Est� a mexer-se.

Onde � que ela est�?

ESTOU EM TODO O LADO

A vida foi-nos concedida � mil milh�es de anos atr�s.

Agora j� sabes o que fazer com ela.

imfreemozartTeam

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