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Rachel! Deixa ver!
- Posso ver? - Quem achou, guardou.
E fui eu quem achou.
No meu jardim.
Quem achou, guardou!
Bruce?
Bruce?
Mam�! Sr. Alfred!
Tiveste um sonho?
Um pesadelo.
Pior do que este s�tio?
V�o lutar contra ti.
- Outra vez? - At� te matarem.
E n�o podem matar-me antes do pequeno-almo�o?
Est�s no inferno, homenzinho...
e eu sou o dem�nio.
Tu n�o �s o dem�nio...
n�o passas de um treino.
Solit�ria!
- Porqu�? - Por protec��o.
- N�o preciso de protec��o. - Protec��o para eles.
Entra.
Est� assim t�o desesperado por lutar contra criminosos,
que at� se tranca com eles para enfrent�-los um de cada vez?
Na verdade, eram... sete.
Eu contei seis, Sr. Wayne.
Como sabe o meu nome?
O mundo � pequeno demais para algu�m como Bruce Wayne desaparecer,
qualquer que seja o buraco onde se enterre.
Quem � voc�?
Chamo-me simplesmente Ducard, mas represento Ra's al Ghul,
um homem muito temido pelo submundo do crime.
Um homem que pode oferecer-lhe um rumo.
O que o leva a pensar que necessito de um rumo?
Uma pessoa como voc� s� pode estar aqui por op��o.
Tem andado a explorar a fraternidade criminosa.
Mas quaisquer que fossem as suas inten��es originais...
acabou mesmo por se perder.
E que rumo pode Ra's al Ghul oferecer?
O rumo de um homem que partilha o seu �dio pelo mal...
e que deseja servir a verdadeira justi�a.
O rumo da Liga das Trevas.
- Voc�s s�o vigilantes. - N�o, n�o.
Um vigilante � apenas um homem perdido na confus�o para sua satisfa��o pessoal.
Pode ser destru�do, ou condenado.
Mas...
se se tornar em mais do que um homem,
se se entregar totalmente a um ideal...
e se n�o puderem det�-lo...
ent�o torna-se em algo completamente diferente.
Em qu�?
Numa lenda, Sr. Wayne.
Amanh� ser� libertado.
Se est� cansado de zaragatas com delinquentes de segunda
e se quer atingir algum objectivo,
h� uma rara flor azul que cresce nas encostas orientais.
Apanhe uma dessas flores.
Se conseguir lev�-la at� ao cimo da montanha...
poder� encontrar o que desde sempre procurou.
E que procurava eu?
S� o senhor pode sab�-lo.
Volta para tr�s. Volta para tr�s.
Ra's al Ghul?
Esperem.
O que procura?
Procuro...
um meio para combater a injusti�a.
Para aterrorizar...
aqueles que atacam os fracos.
Para manipular o terror dos outros...
primeiro h� que domar o nosso.
Est� pronto para come�ar?
Mal me tenho de p�...
A morte n�o espera at� que esteja preparado.
A morte n�o � nem complacente, nem justa!
E n�o se iluda, aqui vai mesmo enfrentar a morte.
Tigre.
Jujitsu.
Pantera.
Tem habilidade. Mas isto n�o � uma dan�a.
E voc� est� com medo...
mas n�o de mim.
Diga-nos, Sr. Wayne...
o que receia?
Bruce?
Tudo bem. Est� tudo bem.
Est� tudo bem.
Precisamos de uma ambul�ncia, Patr�o Wayne?
N�o, endireito-lhe o osso. Tira-se uma radiografia mais tarde.
Muito bem, senhor.
- Lamento muito, eu disse... - Esque�a, ele est� bem.
Foi uma queda e tanto, n�o foi, Patr�o Bruce?
E para que ca�mos, Bruce?
Para aprendermos a levantar-nos.
Outra vez os morcegos?
Sabes por que te atacaram, n�o?
- Estavam com medo de ti. - Medo de mim?
Todas as criaturas t�m medo.
Mesmo as assustadoras?
Sobretudo essas.
Vou mostrar-te uma coisa.
- Achas que a M�e vai gostar? - Claro.
- Achas que est� na hora de te levantares? - Talvez.
Nada de voltar para a cama.
Constru�ste este comboio, Pap�?
Gotham tem sido boa para a fam�lia, mas a cidade tem passado dificuldades.
Gente com menos sorte do que n�s tem passado por tempos dif�ceis.
Assim, constru�mos um novo sistema de transportes p�blicos baratos
para unir a cidade e,
no centro...
a Torre Wayne.
- � ali que trabalhas? - N�o, eu trabalho no hospital.
Deixo a gest�o da nossa empresa para gente muito mais capaz.
- Mais capaz? - Bom...
mais interessada.
Podemos ir?
Por favor.
Est� bem. Vamos l�.
- Que se passa, Bruce? - N�o, n�o. Era eu.
Precisava de apanhar ar fresco.
N�o sou l� grande apreciador de �pera, pois n�o, Bruce?
V� l�, vamos embora.
Carteira, j�ias! Vamos, depressa!
- Tudo bem. - Depressa!
Calma.
Calma.
Aqui tem.
Tudo bem, est� tudo bem.
Leve tudo e pode ir.
Eu disse as j�ias!
Thomas!
Bruce...
est� tudo bem.
N�o tenhas medo.
� do teu pai?
N�o faz mal.
Vem c�.
Pronto.
Est� tudo bem.
Est� tudo bem.
Gordon.
Boas not�cias...
apanh�mo-lo, rapaz.
Est�s em �ptimas m�os.
N�s cuidamos do imp�rio.
Quando fores crescido, estar� � tua espera.
Preparei uma pequena ceia.
- Muito bem. - Alfred?
- Sim, Patr�o Bruce? - A culpa � minha, Alfred.
Foi por minha causa que eles sa�ram do teatro.
- Se n�o tivesse ficado com medo... - N�o fez nada de mal.
Foi ele e s� ele.
Compreende?
Sinto a falta deles, Alfred. Tenho tantas saudades deles.
Tamb�m eu, Patr�o Bruce.
Tamb�m eu.
Ainda se sente respons�vel pela morte dos seus pais?
A minha raiva supera o remorso.
Venha.
Aprendeu a esconder o remorso com a raiva.
Ensin�-lo-ei a enfrentar a verdade.
Consegue enfrentar seis homens. Podemos ensin�-lo a enfrentar 600.
Sabe como desaparecer.
Ensin�-lo-emos a tornar-se realmente invis�vel.
Invis�vel?
Os ninjas sabem que a invisibilidade � uma quest�o de paci�ncia e agilidade.
Tenha sempre aten��o ao que o rodeia.
O Ninjitsu utiliza pequenas explos�es de p�lvora.
- Como armas? - Ou distrac��es.
A teatralidade e a ilus�o s�o agentes poderosos.
Tem de se tornar em mais do que um homem na mente do seu opositor.
- Quem � ele? - Era um agricultor...
depois tentou roubar a terra ao seu vizinho e tornou-se um assassino.
- Agora � um recluso. - Que vai acontecer-lhe?
Justi�a. O crime n�o pode ser tolerado.
Os criminosos alimentam-se da toler�ncia e da compreens�o da sociedade.
A morte dos seus pais n�o foi culpa sua.
Foi culpa do seu pai.
A raiva n�o altera o facto de o seu pai n�o ter conseguido agir.
- O homem estava armado. - Isso detinha-o a si?
Eu tive um treino especial.
O treino n�o � nada,
a vontade � que � tudo!
A vontade de agir.
Renda-se.
N�o me venceu.
Sacrificou uma posi��o segura pela hip�tese de vencer.
Esfregue o peito.
Os bra�os aquecem sozinhos.
� mais forte que o seu pai.
N�o conheceu o meu pai.
Mas conhe�o a raiva que o move.
Essa raiva imposs�vel que estrangula o sofrimento
at� a mem�ria do seu ente querido ser apenas...
veneno nas suas veias.
E, um dia, acaba a desejar que o seu ente querido nunca tivesse existido...
para ser poupado ao sofrimento.
Nem sempre estive aqui nas montanhas.
J� tive uma esposa.
O meu grande amor.
Tiraram-ma.
Tal como voc�, fui obrigado a aprender que h� quem n�o tenha dec�ncia,
que � preciso combat�-los sem hesita��o, sem piedade.
A sua raiva d�-lhe um enorme poder...
mas se a deixar, destr�i-o.
Quase aconteceu comigo.
- O que o impediu? - Vingan�a.
Isso n�o vai ajudar-me.
Porqu�, Bruce?
Por que n�o pode vingar os seus pais?
Vai regressar a Princeton ap�s a audi�ncia, Patr�o...
ou posso convenc�-lo a ficar mais um dia ou dois?
Eu n�o vou regressar.
- N�o gosta de l� estar? - Gosto.
Mas eles n�o sentem o mesmo.
- Preparei o quarto principal. - N�o.
Prefiro ficar no meu quarto.
Com o devido respeito, Patr�o, a mans�o Wayne � a sua casa.
N�o, Alfred. � a casa do meu pai.
- O seu pai morreu, Patr�o Wayne. - E esta casa � um mausol�u.
Por mim, deitava-a abaixo, totalmente.
Esta casa, Patr�o Wayne, foi o lar de seis gera��es da sua fam�lia.
Que te importa, Alfred? A fam�lia n�o � tua.
Importo-me porque, certo dia, um homem bom fez-me respons�vel...
pelo que ele tinha de mais precioso...
neste mundo.
Miss Dawes ofereceu-se para lev�-lo � audi�ncia.
Provavelmente ela pensa conseguir demov�-lo de ir.
Devo ent�o enterrar o passado com os meus pais, Alfred?
N�o tenho a pretens�o de lhe dizer o que fazer ao seu passado, Patr�o.
Mas saiba que h� quem se importe com o seu futuro.
Ainda n�o desististe de mim?
Nunca.
O Alfred ainda mant�m o leite condensado na prateleira de cima.
Ele n�o reparou que j� tens altura para l� chegar?
� dif�cil perder os velhos h�bitos, acho eu.
De qualquer modo, isso nunca nos deteve.
Pois n�o. Como est� a tua m�e?
Tem saudades desta casa.
E eu tamb�m.
Pois.
Mas n�o � nada sem as pessoas que fizeram dela o que era.
- Agora s� existe o Alfred. - E tu.
- N�o vou ficar, Rachel. - Voltaste apenas para a audi�ncia.
Bruce, pelos vistos n�o h� hip�tese de te convencer a n�o ir.
Algu�m tem de representar os meus pais neste processo.
Todos am�vamos os teus pais, Bruce.
O que o Chill fez � imperdo�vel.
Ent�o por que � que o teu patr�o vai libert�-lo?
Na pris�o ele dividiu a cela com Carmine Falcone.
Soube de coisas e vai testemunhar a troco de uma redu��o da pena.
Rachel, este homem matou os meus pais.
N�o posso ignorar isto.
E preciso que compreendas, por favor.
A depress�o atingiu sobretudo trabalhadores como o Sr. Chill.
O seu crime foi invulgar, sim, embora n�o tenha sido motivado por ambi��o,
mas sim por desespero.
E, tendo em conta os 14 anos de pena j� cumpridos, bem como a sua extraordin�ria
colabora��o numa das investiga��es mais importantes deste Gabinete,
apoiamos veementemente o seu pedido de redu��o de pena.
Sr. Chill?
Merit�ssimo.
N�o h� dia em que eu n�o desejasse anular o que fiz.
Claro que estava desesperado, como muita gente naquela �poca.
Mas isso n�o altera o que eu fiz.
Julgo que est� aqui hoje um membro da fam�lia Wayne.
Tem alguma coisa a dizer?
- Ele vai sair pela porta lateral! - Vai sair pela porta lateral, gente!
Joe! Joe!
O Falcone manda cumprimentos!
Vamos, Bruce.
N�o precisamos ver isto.
Eu preciso.
O Promotor P�blico n�o percebeu por que o juiz Faden
insistiu em que a audi�ncia fosse p�blica.
Falcone pagou-lhe para apanhar o Chill em campo aberto.
Talvez devesse agradecer-lhes.
- Tu n�o pensas assim. - E se pensar, Rachel?
O meus pais mereciam justi�a.
N�o est�s a falar de justi�a, mas sim de vingan�a.
- Por vezes s�o a mesma coisa. - N�o, nunca s�o a mesma coisa, Bruce.
A justi�a tem a ver com harmonia. A vingan�a
tem a ver com a auto-satisfa��o.
- Por isso temos um sistema imparcial. - O teu sistema est� podre.
Preocupas-te com a justi�a? V� para al�m da tua dor, Bruce.
Esta cidade est� a apodrecer.
Falam da depress�o como se fosse passado, mas n�o �.
As coisas est�o piores do que nunca por aqui.
Falcone inunda as ruas com crime e droga,
� custa dos desesperados, criando todos os dias novos Joe Chills.
Falcone pode n�o ter morto os teus pais, Bruce...
mas est� a destruir tudo o que eles sempre defenderam.
Se queres agradecer-lhe, aproveita.
Toda a gente sabe onde encontr�-lo.
Mas enquanto ele mantiver os maus ricos e os bons assustados, ningu�m lhe toca.
Boa gente como os teus pais, que se opunham � injusti�a,
desapareceram.
Que hip�teses tem Gotham, se os bons n�o fizerem nada?
- N�o sou um dos teus bons, Rachel. - Que queres dizer?
Todos estes anos desejei mat�-lo. Agora j� n�o posso.
O teu pai envergonhar-se-ia de ti.
� mais alto do que parece nos jornais, Sr. Wayne.
Sem arma? Mas que insulto.
Podias ter mandado uma nota de agradecimento.
N�o vim c� agradecer-lhe.
Vim mostrar-lhe que nem todos em Gotham t�m medo de si.
S� aqueles que me conhecem, rapaz.
Olha � tua volta. Ver�s dois vereadores...
um sindicalista, v�rios pol�cias � paisana...
e um juiz.
N�o hesitaria em rebentar-te os miolos agora mesmo, diante de todos eles.
Este tipo de poder n�o se compra.
� o poder do medo.
N�o tenho medo de si.
Por pensares que n�o tens nada a perder.
Mas n�o pensaste bem.
N�o pensaste na tua amiguinha do Gabinete do Promotor P�blico.
N�o pensaste no teu velho mordomo.
As pessoas do teu mundo...
t�m tanto a perder.
Tu pensas, devido � morte dos teus pais,
que conheces o lado feio da vida, mas n�o.
Nunca experimentaste o desespero.
�s Bruce Wayne, o pr�ncipe de Gotham.
Tinha de fazer milhares de km para encontrar algu�m que n�o te conhe�a.
Por isso, n�o venhas para c� com a tua raiva...
a tentar provar algo a ti pr�prio.
Este � um mundo que jamais vais entender.
E teme-se sempre...
o que n�o se compreende.
Muito bem.
Tens estaleca, mi�do, reconhe�o-o.
Pelo menos mais do que o teu pai.
Na pris�o, Chill contou-me sobre a noite em que matou os teus pais.
Disse que o teu pai implorou miseric�rdia.
Implorou...
que nem um c�o.
Devias ter deixado mais gorjeta.
- Por qu�? - O seu casaco.
Est� bem.
D� c�. � um bom casaco.
Cuidado com quem o vir com isso.
- V�o andar � minha procura. - Quem?
Toda a gente.
�...
um belo casaco.
Quando viveu entre os criminosos, teve pena deles?
A primeira vez que roubei foi para n�o morrer � fome, sim.
Perdi muitas das no��es sobre a simples natureza do bem e do mal.
E enquanto viajava...
senti o medo antes de cada crime...
e a emo��o do sucesso.
Mas nunca me tornei um deles.
Que me importa o teu nome? �s um criminoso.
N�o sou um criminoso.
Di-lo ao dono disto.
EMPRESAS WAYNE FABRICADO NA CHINA
Viajou pelo mundo para entender a mente criminosa
e para conquistar os seus medos.
Mas... um criminoso n�o � complicado.
E o que realmente teme est� dentro de si pr�prio.
Teme o seu pr�prio poder.
Teme a raiva...
o impulso para feitos grandiosos ou terr�veis.
Agora, tem de fazer uma viagem ao seu �ntimo.
Est� preparado.
Respire.
Respire...
Inspire os seus medos.
Enfrente-os.
Para dominar o medo, tem de se tornar no pr�prio medo.
Tem de se alimentar do medo dos outros homens.
E o que os homens mais temem � o que n�o conseguem ver.
Tem de se tornar num pensamento terr�vel...
um espectro...
tem de se tornar numa ideia!
Sinta o terror toldar-lhe os sentidos.
Sinta o seu poder para distorcer...
para controlar!
E saiba que este poder pode ser seu.
Aceite o seu pior medo.
Una-se � escurid�o.
Focalize-se.
Concentre-se.
Domine os seus sentidos.
N�o pode deixar qualquer sinal.
N�o deixei.
Impressionante.
Purg�mos o seu medo.
Est� pronto para liderar estes homens.
Est� pronto a tornar-se membro da Liga das Trevas.
Mas primeiro tem de demonstrar o seu compromisso com a justi�a.
N�o.
N�o sou nenhum carrasco.
A sua compaix�o � uma fraqueza de que os seus inimigos n�o partilham.
Por isso � t�o importante.
� o que nos separa deles.
Quer combater criminosos. Este homem � um assassino.
- Este homem devia ser julgado. - Por quem?
Por burocratas corruptos?
Os criminosos riem-se das leis da sociedade.
Sabe isso melhor do que ningu�m.
N�o pode liderar estes homens
a n�o ser que esteja pronto a fazer o que for preciso para derrotar o mal.
E vou liderar estes homens para onde?
Gotham.
Como filho preferido de Gotham,
tem a posi��o ideal para atingir o cora��o da criminalidade.
- Como? - A hora de Gotham chegou.
Como Constantinopla ou Roma...
a cidade tornou-se num antro de sofrimento e injusti�a.
J� n�o tem salva��o e h� que deix�-la morrer.
Esta � a fun��o mais importante da Liga das Trevas.
� uma fun��o que desempenhamos h� s�culos.
Gotham...
tem de ser destru�da.
N�o pode acreditar nisso.
Ra's al Ghul salvou-nos dos recantos mais obscuros dos nossos cora��es.
O que ele pede em troca � a coragem de fazer o que � preciso.
Voltarei a Gotham e combaterei homens como este,
mas n�o me tornarei num carrasco.
Bruce, por favor...
para seu bem, n�o pode voltar atr�s.
- Que est� a fazer? - O que � preciso, meu amigo.
Dir-lhe-ei que lhe salvou a vida.
Patr�o Wayne, esteve muito tempo ausente.
- Pois estive. - Est� muito � moda.
A n�o ser pela lama.
Vai ficar em Gotham muito tempo?
O tempo que for preciso.
Mostrarei � gente de Gotham que
a cidade n�o pertence a criminosos nem corruptos.
Durante a depress�o, o seu pai quase levou as Ind�strias Wayne � fal�ncia
para combater a pobreza.
Ele acreditava que o seu exemplo pudesse inspirar
os ricos de Gotham a salvarem a cidade.
E inspirou?
De certo modo.
A sua morte fez com que os ricos e poderosos passassem � ac��o.
As pessoas precisam de exemplos dram�ticos para tir�-las da apatia
e n�o posso fazer isso na pele de Bruce Wayne.
Enquanto homem,
sou de carne e osso, posso ser ignorado, destru�do.
Mas enquanto s�mbolo...
enquanto s�mbolo posso ser incorrupt�vel...
- eterno... - Que s�mbolo?
Algo... elementar,
aterrador.
Como quer combater o submundo,
presumo que esse s�mbolo ser� uma identidade
para proteger os seus entes queridos de repres�lias?
Est�s a pensar na Rachel?
Na verdade, Patr�o, estava a pensar em mim pr�prio.
Disseste a algu�m que eu tinha regressado?
N�o consegui determinar a legalidade de como traz�-lo de volta dos mortos.
- Mortos? - Esteve ausente sete anos.
Declaraste-me morto?
Na verdade, at� foi o Sr. Earle. Est� a p�r a empresa � venda.
Queria liquidar a sua posi��o maiorit�ria como accionista.
Essas ac��es valeram um mont�o de dinheiro.
Ent�o ainda bem que deixei tudo nas tuas m�os.
� verdade, Patr�o.
E pode servir-se do Rolls, se quiser. Mas devolva-o com o dep�sito cheio.
Penso que o Sr. Zsaz � t�o perigoso para si pr�prio como para os outros,
e a pris�o n�o ser� o melhor ambiente para a sua recupera��o.
- Dr. Crane! - Miss Dawes?
Pensa mesmo que um homem que assassina gente para a M�fia
n�o deve estar na cadeia?
N�o o teria dito em tribunal se assim n�o fosse, n�o acha, Miss Dawes?
� o terceiro criminoso a soldo de Carmine Falcone
que declarou mentalmente inapto
e que meteu no seu asilo.
Bom, o trabalho oferecido pelo crime organizado
deve ser atraente para os loucos.
Ou para os corruptos.
Sr. Finch...
� melhor ver aqui com a Miss Dawes
que insinua��es o seu gabinete a autorizou a fazer.
- Que est�s a fazer, Rachel? - E tu, Carl, que est�s a fazer?
Estou a proteger-te.
Falcone tem metade da cidade a soldo.
- Esquece. - Como podes dizer isso?
Porque, por muito que queira apanhar Falcone, gosto mais de ti.
�s um querido.
J� fal�mos de tudo isso.
De novo um aben�oado morcego, Patr�o.
T�m um ninho algures na propriedade.
Acabaram-se os favores. Algu�m anda por a� a meter o nariz.
Eu ajudo-o e voc� ajuda-me a mim, doutor.
Vou mandar vir o produto.
Estamos a pagar-lhe para isso.
Talvez o dinheiro n�o me interesse tanto como os favores.
J� sei que n�o o intimido, Sr. Falcone.
Mas sabe para quem trabalho e quando ele c� chegar...
Ele... vem a Gotham?
Vem, sim.
E, quando chegar, n�o vai querer saber
que p�s em risco a nossa opera��o
apenas para livrar os seus rufias de uns anos de cadeia.
Quem anda a incomod�-lo?
� uma rapariga do Gabinete do Promotor P�blico.
- N�s subornamo-la. - Esta n�o.
Uma idealista, �?
Tamb�m temos resposta para isso.
- N�o quero saber. - Quer, sim.
N�o, estamos com grande crescimento nesses sectores.
Thomas Wayne n�o encararia o fabrico de armamento pesado
como a base do nosso neg�cio.
Bom, isso era h� 20 anos, Fredericks.
Acho que, ap�s 20 anos, podemos
deixar de pensar no que o Thomas Wayne teria feito.
Bom dia, gabinete do Sr. Earle?
Sim, ele j� confirmou o jantar de amanh�.
Bom dia. Vim falar com o Sr. Earle.
Nome?
Bruce Wayne.
Thomas n�o teria posto a empresa no mercado.
Mas n�s, como gestores respons�veis, � o que vamos fazer.
Jessica?
Jessica? Onde est�s?
- Olhe para a bola e agora... - Por que ningu�m atende o telefone?
S�o as Empresas Wayne, Sr. Earle. Decerto voltar�o a ligar.
Bruce? Devias estar morto.
Lamento desiludi-lo.
- Preciso que vejas isto. - J� o viste?
- Quem? - Wayne.
Est�o a dar nas not�cias. Ele voltou.
Decerto compreendes que n�o posso deter esta grande m�quina,
demasiadas engrenagens...
- Vamos p�r a empresa no mercado. - Compreendo.
E eu serei amplamente recompensado pelas minhas ac��es.
N�o vou interferir.
Estou � procura de emprego.
S� quero conhecer a empresa que a minha fam�lia construiu.
E onde queres come�ar?
Fiquei de olho nas Ci�ncias Aplicadas.
� o departamento do Fox.
Vou avis�-lo da tua chegada.
�s muito parecido com ele. Sim, com o teu pai.
�s o �nico que resta da fam�lia Wayne.
O teu lugar � aqui. Bem-vindo a casa.
Procedimentos ambientais, projectos de defesa, produtos para consumo.
Tudo prot�tipos. Nenhum deles est� ainda em produ��o.
Nenhum?
Que lhe disseram que era este s�tio?
N�o me disseram nada.
O Earle disse-me exactamente o que era quando me mandou para c�.
Beco sem sa�da...
para me impedir de chatear mais a administra��o.
Vamos.
- O qu�? Estava na administra��o? - Sim, quando o seu pai mandava nisto.
- Conheceu o meu pai? - Claro.
Ajudei-o a construir este comboio.
C� estamos.
Escudo em Kevlar.
Alimentado a g�s, com arma lan�a-grampos.
O mono filamento de teste de 150 kg.
Um projecto maravilhoso, o comboio do seu pai.
Directo � Torre Wayne, bem como a �gua e as ferramentas el�ctricas.
Fazia da Torre Wayne uma esp�cie de centro oficioso de Gotham.
Claro que o Earle deixou-o apodrecer. C� estamos.
Fato de sobreviv�ncia em Nomex para a infantaria avan�ada.
Revestimento duplo de Kevlar, articula��es refor�adas...
- Resistente aos rasg�es? - Isto at� det�m uma faca.
- � prova de bala? - A tudo, menos a uma
- bala disparada � queima-roupa. - Por que n�o o produziram?
Os contabilistas acharam que a vida de um soldado n�o valia 300 mil.
Ent�o, qual o seu interesse nisto, Sr. Wayne?
Quero que me empreste isto.
Para explorar cavernas.
Explorar cavernas?
Sim, sabe como �... escava��es?
Espera encontrar muito tiroteio nessas cavernas?
Oi�a, preferia que o Sr. Earle n�o soubesse que me emprestou...
Sr. Wayne...
na minha opini�o...
tudo isto lhe pertence.
Pronto. Vamos experimentar.
Encantador.
Ao menos vai ter companhia.
Esta deve ser a funda��o mais profunda da ala sudeste.
Durante a Guerra Civil, o seu tetrav� esteve envolvido
no Caminho de Ferro Subterr�neo,
que secretamente transportava escravos libertados para o Norte.
E julgo que estas cavernas davam muito jeito.
Alfred! Vem c� acima!
Vejo muito bem daqui, muito obrigado, Patr�o!
Encomend�mos a Singapura a parte principal deste capuz.
Atrav�s de uma empresa fantasma.
A s�rio. Depois, em separado...
encomend�mos isto a uma empresa chinesa.
- N�s pr�prios montamos isso. - Exactamente.
T�m de ser encomendas grandes para evitar suspeitas.
- Grandes como? - Digamos... dez mil.
Bom, ao menos ficamos com sobressalentes.
� verdade.
N�o queres uma fatia, pois n�o?
Ofere�o sempre, na esperan�a de que um dia sejas esperto.
Nada do que fazes demonstra esperteza, Flass.
Bem, Jim, se n�o aceitas, n�s ficamos nervosos.
N�o sou delator.
Numa cidade t�o corrupta, a quem ia denunciar, j� agora?
N�o se volte.
� um bom pol�cia. Um dos poucos.
Que quer?
Carmine Falcone recebe carregamentos de droga todas as semanas...
e ningu�m o det�m. Porqu�?
Ele subornou as pessoas certas.
O que � preciso para derrub�-lo?
Press�o sobre o juiz Faden...
e um Promotor corajoso para acus�-lo.
Rachel Dawes.
Quem � voc�?
Fique atento ao meu sinal.
� apenas um homem?
Agora somos dois.
Somos?
Quieto!
Que raio foi aquilo?
Apenas um tarado.
Que temos hoje? Mais cavernas?
N�o. Hoje temos salto em altura.
Salto em altura?
- Isso � como p�ra-quedismo? - Mais ou menos.
Tem tecidos leves?
Sabe, acho que tenho o que pretende.
Chama-se tecido com mem�ria. Notou alguma coisa?
Normalmente flex�vel...
mas se o ligarmos � corrente...
as mol�culas reorganizam-se e tornam-se r�gidas.
Que formas pode fazer?
Pode ser trabalhado para servir em qualquer estrutura
com base num esqueleto r�gido.
Caro de mais para o Ex�rcito?
Acho que nunca tentaram vend�-lo
a rica�os que exploram cavernas e fazem salto em altura.
- Oi�a, Sr. Fox. - Sim?
Se n�o est� � vontade...
Sr. Wayne, se n�o quer contar-me o que est� a fazer ao certo...
quando me perguntarem n�o terei de mentir.
Mas n�o me tome por idiota.
� justo.
O que � aquilo?
O Saltador?
N�o ia interessar-lhe.
Foi constru�do como ve�culo para constru��o de pontes.
Em combate, dois destes saltariam sobre um rio rebocando cabos.
Aqui no acelerador, abre-se isto... P�s-combust�o activada.
Acelera-se, impulsionando-o para um salto sem rampa... Agora n�o!
Agora n�o, Patr�o!
P�s-combust�o desactivada.
Nunca conseguimos que o raio da ponte resultasse, mas...
isto trabalha muito bem.
Ent�o, o que acha?
Tamb�m h� em negro?
Quero-o quinta-feira nas docas.
- Algum problema? - N�o quero chatices
- com o �ltimo carregamento. - Claro.
Diz-se que tem um desaguisado com algu�m do gabinete do Promotor.
- N�o me diga? - E que h� uma grande recompensa
para quem tratar desse assunto.
Aonde quer chegar, Sr. Flass?
Viu a rapariga?
� uma atraente assistente do Promotor P�blico.
N�o acha que talvez seja um risco demasiado grande?
- Mesmo para esta cidade... - Nunca subestime Gotham City.
H� pessoas assaltadas todos os dias quando regressam do trabalho.
�s vezes... as coisas correm mal.
� um problema da grafite, Patr�o.
Os pr�ximos 10 mil preencher�o os requisitos.
- Ao menos fizeram-nos um desconto. - � verdade.
Entretanto, posso sugerir que evite aterrar de cabe�a?
Porqu� morcegos, Patr�o Wayne?
Os morcegos assustam-me...
e � tempo de os meus inimigos partilharem o medo.
O que � isto?
Continuem.
Por aqui tudo bem.
Os ursos v�o logo para os dealers?
Sim, e os coelhos v�o para o tipo em Narrows.
- Qual a diferen�a? - A ignor�ncia � uma b�n��o, meu amigo.
N�o se sobrecarregue com segredos de gente assustadora.
Steiss?
Steiss?
Que foi?
Mas que raio...?
� melhor ir ver.
H� aqui um problema. � melhor sair.
Onde est�s?
Aqui.
Arranca. Merda!
Mas que raio �s tu?
Sou o Batman.
Belo casaco.
Obrigado.
Alto!
Isso, � melhor fugir!
Falcone mandou-os para matar-te.
- Porqu�? - Amea�aste-os.
- O que � isto? - Vantagem.
- Para qu�? - Para p�r as coisas a andar.
Quem �s tu?
Algu�m como tu.
Algu�m que os amea�a.
Minha senhora? Est� tudo bem?
- Homens de Falcone? - E isso importa?
Jamais conseguiremos lig�-lo a isto.
Eu n�o estaria t�o certo disso.
Que raio � aquilo?
Solta-o.
Batman Apanha Chef�o do Crime
Inaceit�vel.
N�o quero saber se s�o bandos rivais, vigilantes
ou o Ex�rcito de Salva��o.
Quero-os fora das ruas e das primeiras p�ginas dos jornais.
Dizem que era apenas um homem. Ou uma criatura.
Era um imbecil qualquer de uniforme.
O tipo entregou-nos...
de facto, um dos maiores chef�es do crime.
Na minha cidade, ningu�m faz justi�a pelas suas pr�prias m�os.
Entendido?
- Agora j� n�o podem esconder nada. - Talvez, mas ainda h� o juiz Faden.
- Estou a tratar do Faden. - E esse morcego de que tanto falam?
Mesmo que jurem em tribunal terem sido apanhados por um morcego gigante,
o Falcone estava no local.
Droga, impress�es digitais, manifestos de carga, este morcego deixou-nos tudo.
Muito bem. Vamos a isso.
- Os morcegos s�o nocturnos. - Os morcegos talvez.
Mas mesmo para playboys milion�rios, 3 da manh� � demais.
Receio que seja o pre�o de levar uma vida dupla.
A sua teatralidade causou muito boa impress�o.
A teatralidade e a ilus�o...
s�o armas poderosas, Alfred. � um bom come�o.
Se este � o primeiro de muitos ferimentos futuros,
seria sensato arranjar uma desculpa adequada.
Jogar Polo, por exemplo.
N�o vou aprender a jogar Polo, Alfred.
Ferimentos estranhos, vida social inexistente...
suscitam quest�es sobre o que faz...
Bruce Wayne ao seu tempo e ao seu dinheiro.
O que faz uma pessoa como eu?
Conduz carros desportivos. Sai com estrelas de cinema.
Compra coisas que n�o est�o � venda.
Quem sabe, Patr�o Wayne, se come�ar a fingir divertir-se...
pode ser que at� o consiga por mero acaso.
Senhor?
- Temos um problema. - Muito bem.
Ontem � noite a Guarda Costeira apanhou um dos nossos cargueiros.
Est� muito danificado. A tripula��o desapareceu toda...
provavelmente est�o mortos.
O navio trazia o prot�tipo de uma arma.
� um emissor de microondas.
Foi criado para a guerra no deserto, mas...
parece que algu�m...
o p�s a funcionar.
Utiliza microondas concentradas
para vaporizar o suprimento de �gua do inimigo.
Os danos do navio foram imensos.
A arma...
Desapareceu?
Belo carro.
Devia ver o meu outro.
Ele fez algo que a Pol�cia nunca conseguiu.
N�o se pode fazer justi�a pelas pr�prias m�os.
Bom, ao menos ele est� a fazer qualquer coisa.
Bruce, d� aqui uma ajuda.
Bem, um tipo que se veste de morcego tem obviamente um desvio mental.
Mas p�s o Falcone na cadeia.
E agora a Pol�cia quer captur�-lo, por isso, qual a conclus�o?
T�m inveja.
Senhor, a piscina � decorativa...
e as suas amigas n�o t�m fato de banho.
S�o europeias.
Vou ter de pedir-lhes que saiam.
N�o � uma quest�o de dinheiro.
Bom...
� que eu vou comprar o hotel...
e criar novas regras para a piscina.
Acho que o Batman merece uma medalha.
E um colete de for�as para p�-la.
Bruce?
Rachel?
Soube que tinhas voltado.
Que est�s a fazer?
Foi s� um mergulho. Que bom ver-te.
Estiveste fora muito tempo.
- Eu sei. Como v�o as coisas? - Na mesma.
O trabalho est� cada vez pior.
N�o podes mudar o mundo sozinha.
Que alternativa tenho...
se est�s ocupado com mergulhos?
Rachel, tudo isto...
Tudo isto...
eu n�o sou assim.
Por dentro, tenho...
tenho mais.
V� l�, Bruce. Anda!
Bruce! Temos mais hot�is para comprares!
Bruce...
l� no fundo talvez ainda sejas o rapaz simp�tico de antigamente.
Mas o que te define n�o � quem tu �s...
mas sim o que fazes.
Dr. Crane, obrigada por ter vindo.
De nada. Ele cortou os pulsos?
Se calhar para alegar insanidade, mas se acontecer alguma coisa...
Claro, mais vale jogar pelo seguro.
Pois �, Dr. Crane. N�o aguento mais. Isto � demasiado para mim.
As paredes fecham-se sobre mim e tudo o mais...
Uns dias mais com esta comida e at� podia ser verdade.
- Que quer? - Quero saber...
como vai convencer-me a ficar calado.
Acerca de qu�? Voc� n�o sabe nada.
Sei que n�o quer que os chuis vejam melhor a droga que apreenderam.
Sei das suas experi�ncias com os reclusos do seu asilo.
Sabe, n�o fa�o neg�cios com algu�m sem conhecer os seus segredos sujos.
E aqueles tipos que usou...
quem manda nos rufias da cidade sou eu.
H� meses que transporto o seu produto,
por isso ele deve estar a planear algo em grande. E eu quero entrar nisso.
J� sei o que ele vai dizer...
que dev�amos mat�-lo.
Nem mesmo ele consegue atingir-me aqui dentro. N�o na minha cidade.
Quer ver a minha m�scara?
Uso-a nas minhas experi�ncias.
N�o sou muito assustador para algu�m como voc�.
Mas estes doidos n�o aguentam.
Ent�o quando � que o tarado tomou conta do asilo?
Eles gritam e choram...
tal como est� a fazer agora.
N�o est� a fingir. Esse n�o.
Falarei com o juiz para ele ser transferido
para uma ala mais segura em Arkham. N�o posso trat�-lo aqui.
Vem a� uma tempestade.
A escumalha est� a ficar nervosa porque derrotou o Falcone.
� um come�o. O seu colega estava nas docas com o Falcone.
Tem outro emprego como rufia de segunda.
Eles estavam a dividir o carregamento em dois. S� metade foi para os dealers.
Porqu�? E a outra metade?
- O Flass sabe. - Ele n�o vai falar.
Comigo fala.
O comiss�rio Loeb criou uma grande for�a de interven��o para apanh�-lo.
- Acha que voc� � perigoso. - O que acha o senhor?
Acho que est� a tentar ajudar...
mas j� me enganei antes.
V� l�, n�o tenho a noite toda.
Flass, tenho filhos para alimentar.
Porqu�? N�o gostam de farinha?
Para onde foi o resto da droga?
Nunca soube. N�o sei.
- Juro por Deus. - Jura por mim!
N�o sei. Nunca soube. Nunca.
Foi para um tipo qualquer por uns dias antes de chegar aos dealers.
Porqu�?
Havia mais qualquer coisa na droga...
- algo escondido. - O qu�?
N�o cheguei a ir ao ponto de entrega. Era em Narrows.
- Os chuis s� l� entram em for�a. - Eu pare�o um chui?
� a este que eu me refiro.
- Qual � o problema com ele? - N�o devia existir.
O navio largou de Singapura com 246 contentores, mas chegou com 247.
Por isso, acho que h� algo que eu n�o devia encontrar a�.
Oi�a, doutor, n�o queremos saber o que h� no caixote do Sr. Falcone.
As coisas agora s�o diferentes. Abra-o.
Que raio � isto?
�s tu, n�o �s? Toda a gente fala de ti.
Os outros mi�dos n�o v�o acreditar em mim.
Livra-te de todos os vest�gios.
- � melhor deitar fogo a tudo. - Muito bem.
Algum problema?
Senta-te. Toma uma bebida.
Pareces um homem que se leva a si pr�prio demasiado a s�rio.
Queres a minha opini�o? Tens de te descontrair.
Alfred, ajuda-me.
Tira. Sangue. Tira o veneno, sangue envenenado...
Venenoso. Venenoso.
Bruce...
por que ca�mos?
- Quanto tempo estive desmaiado? - Dois dias.
� o seu anivers�rio.
Muitos parab�ns.
J� senti este efeito antes, mas foi muito mais potente.
Era uma esp�cie de arma alucinog�nia sob a forma de aerossol.
Tem andado nos clubes errados, Sr. Wayne.
Chamei o Sr. Fox quando o seu estado piorou ap�s o primeiro dia.
Analisei o seu sangue,
isolando os compostos receptores e os catalisadores com base em prote�nas.
Eu devia perceber alguma coisa disso?
De modo nenhum. S� queria que percebesse a dificuldade.
- Em conclus�o, sintetizei um ant�doto. - Pode produzir mais?
Tenciona ser gaseado de novo, Sr. Wayne?
Sabe como �, Sr. Fox. Anda-se por a� � noite, a curtir
e algu�m anda a passar alucinog�nios.
Trarei o que tiver. O ant�doto deve imuniz�-lo por agora.
Alfred, � sempre um prazer.
Lucius.
- De certeza que n�o quer entrar? - Tenho de voltar.
- S� queria deixar isto. - Obrigado.
Rachel?
Parece que algu�m andou a cometer excessos.
- Deve ter sido uma festa e tanto. - � o meu anivers�rio.
Eu sei. Lamento, mas n�o posso vir esta noite. Vim deixar a tua prenda.
- Tens outros planos? - O meu chefe desapareceu h� 2 dias
e, nesta cidade, significa que devo come�ar a procurar no fundo do rio.
- Rachel. - Com licen�a.
Rachel Dawes.
Quem autorizou isso? Chame o Crane, imediatamente. N�o aceite recusas.
Ligue ao Dr. Lehmann e diga-lhe que precisamos da avalia��o
na secret�ria do juiz logo de manh�.
- Que se passa? - Falcone.
O Dr. Crane transferiu-o para Arkham por receio de suic�dio.
Vais para Arkham agora? Isso fica em Narrows, Rachel.
Diverte-te na tua festa, Bruce.
- H� quem tenha de trabalhar. - Tem cuidado.
Parab�ns.
Quem Encontra, Guarda
Mas, Patr�o Wayne, os convidados est�o a chegar.
Mant�m-nos divertidos at� eu chegar.
Conta-lhes aquela tua anedota.
Divertido?
Bill? Que faz um tipo importante como tu num s�tio destes?
Preciso de informa��es.
O 47-B, 1 M-E das Empresas Wayne.
1 M-E...
� um emissor de microondas para vaporizar o suprimento de �gua inimigo.
Diz-se que o testaram dispersando agentes qu�micos no ar,
mas isso n�o � ilegal?
Quero todos os dados sobre o desenvolvimento desse projecto,
ficheiros, discos de backup, tudo na minha secret�ria, imediatamente.
Perdeste um?
Vou fundir o teu sector com o Arquivo...
e vou despedir-te.
N�o recebeste o memorando?
Espantalho.
Espantalho.
- Espantalho. - Ali em baixo, Dr. Crane.
Miss Dawes, isto � muito irregular.
N�o tenha mais nada a acrescentar ao relat�rio que entreguei ao juiz.
Tenho algumas d�vidas sobre o seu relat�rio.
Tais como?
N�o � conveniente para um homem de 52 anos, sem antecedentes mentais,
ter de repente um colapso psic�tico quando est� prestes a ser indiciado?
Como pode ver por si, os sintomas dele nada t�m de conveniente.
- Espantalho. - O que � o "espantalho"?
Os doentes que sofrem de alucina��es fixam muitas vezes a sua paran�ia
num atormentador externo...
geralmente em conformidade com arqu�tipos de Jung.
Neste caso, � um espantalho.
Ele est� medicado?
A psicofarmacologia � a minha principal especialidade.
Aconselho-a vivamente.
Por fora, era um gigante.
Aqui dentro, apenas a mente pode dar-lhe poder.
O senhor apreciou a invers�o.
Respeito o poder da mente sobre o corpo.
Por isso tenho esta actividade.
Eu tenha esta actividade para manter rufias como o Falcone na cadeia,
e n�o para estarem internados.
Quero que o meu consultor de psiquiatria tenha total acesso a Falcone,
incluindo an�lises ao sangue.
Quero saber exactamente o que lhe ter� feito.
- Amanh� logo de manh�. - Esta noite.
J� chamei o Dr. Lehmann do County General.
Como queira.
Por aqui, por favor.
Tenho algo para lhe mostrar.
� aqui que fazemos o f�rmaco.
Talvez devesse tomar um pouco. Desanuviava-lhe a mente.
Quem sabe que est� aqui?
Quem sabe?
Ele est� aqui.
Quem?
O Batman.
- Que fazemos? - O que toda a gente faz
quando aparece um intruso.
- Chama a Pol�cia. - Quer a Pol�cia aqui?
Nesta altura j� n�o podem deter-nos.
Mas Batman tem um talento para a rotura.
Empurra-o l� para fora. A Pol�cia det�-lo-�. Vai.
- E ela? - N�o lhe resta muito tempo.
Dei-lhe uma dose concentrada.
A mente s� aguenta uma pequena quantidade. Agora vai.
O que dizem sobre ele...
ele pode mesmo voar?
Ouvi dizer que consegue desaparecer.
Bom, em breve vamos saber.
N�o vamos?
O feiti�o virou-se contra o feiticeiro, doutor?
Que tem andado aqui a fazer?
Para quem trabalha?
Ra's... Ra's al Ghul.
Ra's al Ghul morreu. Para quem trabalha?
Crane?!
O Dr. Crane n�o est� de momento...
mas se quiser marcar consulta...
Batman! Largue as armas e renda-se.
Est� cercado.
- Por que espera? - Refor�os.
- Refor�os? - O Batman est� ali dentro.
O Grupo de interven��o vem a caminho, mas se quer entrar agora,
vou logo atr�s de si.
O Grupo de interven��o n�o tarda.
Que lhe aconteceu?
Crane envenenou-a com o alucinog�nio psicotr�pico.
Uma toxina indutora de p�nico.
- Vou lev�-la aos param�dicos. - Eles n�o podem ajud�-la, mas eu posso.
Leve-a para baixo. V� ter comigo ao beco, do lado de Narrows.
Crane tem andado a traficar a toxina escondida na droga do Falcone
para depois a introduzir na rede de abastecimento de �gua.
- Que est� ele a planear? - N�o sei.
Ele trabalhava para o Falcone?
Ele referiu-se a outra pessoa. Algu�m bem pior.
Tenho de lhe dar o ant�doto antes que o dano seja permanente.
- Quanto tempo tem ela? - Pouco.
O que � isto?!
- Refor�os. - Mas que...?
- Como est� ela? - Est� a enfraquecer. Temos de ir.
Vou buscar o carro.
Eu trouxe o meu!
O seu?
Tenho de comprar um desses.
- Ele est� num ve�culo. - Marca e cor?
� um tanque...
negro.
Fique calma.
Foi envenenada.
Vou atr�s dele.
Respire devagar.
Segure-se.
- Que est� a fazer? - Um atalho.
Ar 1 a solo, bloqueiem a rampa!
Certo, ele n�o tem sa�da do telhado.
Desligue o motor! Saia do carro.
- Confie em mim. - Armamento activado.
Quem � este tipo?
- Aonde vai ele? - Est� no telhado!
- Por que rua vai ele? - N�o est� numa rua!
Est� a voar de telhado em telhado!
Ao menos diz-me como � ele.
Esquece.
J� o tenho.
Estamos mesmo em cima dele.
Avist�mos o ve�culo do suspeito em direc��o a oeste na I-17.
- Ar 1 a solo... - Perdi-o.
Perdemos contacto visual. A sa�da 9 est� bloqueada.
Vamos voltar para verificar as ruas da frente.
Modo furtivo activado.
N�o desmaie.
Mas que... Ei-lo!
Segure-se!
Rachel!
Patr�o Wayne, o Fox mandou isto.
- Puseram esta porcaria nas condutas? - Sim.
Avisem a companhia das �guas.
Tem de haver um modo de isolar a �rea.
N�o est� a entender, eles puseram tudo. Devem andar nisto h� semanas.
Toda a rede de abastecimento de Gotham est� saturada com a toxina.
Por que n�o sentimos os efeitos?
Deve ser um composto que tem de ser absorvido pelos pulm�es.
Como se sente?
Onde estamos?
Por que me trouxe aqui?
Se n�o o tivesse feito, a sua mente estaria perdida.
- Foi envenenada. - Foi...
- Foi o Dr. Crane. Eu... - Descanse. Gordon prendeu o Crane.
O sargento Gordon � seu amigo?
N�o posso dar-me ao luxo de ter amigos.
Vou dar-lhe um sedativo. Acordar� em casa.
Quando acordar, entregue estes a Gordon
e apenas a ele. N�o confie em ningu�m.
- O que s�o? - O ant�doto.
Um para Gordon se inocular e o outro para produzir em massa.
Produzir em massa?
O Crane era apenas um pe�o. Temos de preparar-nos.
Quando me contou o seu grande plano para salvar Gotham...
a �nica coisa que me impediu de chamar os homens de branco
foi ter-me dito que n�o se tratava de procurar emo��es.
- N�o �. - O que chamaria a isso?
�LTIMA HORA CAOS NA AUTO-ESTRADA
- Televis�o boa como o raio. - � um milagre ningu�m ter morrido.
N�o tive tempo de cumprir as regras do C�digo, Alfred.
Est� a perder-se dentro desse seu monstro.
Estou a usar esse monstro para ajudar pessoas, como o meu pai fez.
Para Thomas Wayne, ajudar pessoas...
n�o significava provar nada a ningu�m. incluindo a si pr�prio.
� a Rachel, Alfred. Estava a morrer.
Est� l� em baixo, sedada. Preciso que a leves a casa.
Bom, ambos gostamos da Rachel, Patr�o.
Mas o que est� a fazer tem de estar para al�m disso.
N�o pode ser pessoal, ou n�o ser� mais que um vigilante.
- O Fox ainda c� est�? - Sim, senhor.
Temos de mandar esta gente embora.
S�o os convidados de Bruce Wayne, Patr�o. Tem um nome a manter...
N�o me interessa o meu nome.
N�o � apenas o seu nome, Patr�o. � o nome do seu pai.
E � tudo o que resta dele.
N�o o destrua.
- Sr. Earle. - Parab�ns, Bruce.
Obrigado.
Como correu a oferta de ac��es?
Os pre�os subiram em flecha.
Quem estava a comprar?
Todos os tipos de fundos e corretores.
� um pouco t�cnico.
O principal �...
que o futuro da nossa empresa est� assegurado.
�ptimo.
Receio que tenha bebido de mais.
Qual era o plano, Crane?
Como ia espalhar a toxina no ar?
Espantalho. Espantalho.
Para quem trabalhava, Crane?
Tarde de mais.
J� n�o pode det�-lo.
Tome.
- Parab�ns, Bruce. - Obrigado. Obrigado.
E agrade�o aquela oferta.
De nada.
- Sei que lhe dar� bom uso. - J� o fiz.
Quanto tempo levar� a produzi-lo em grande escala?
Semanas. Porqu�?
Algu�m tenciona disseminar a toxina atrav�s da rede de �gua.
A rede de �gua n�o ajudar� a disseminar um inalante.
O qu�?
A n�o ser com um emissor de microondas suficientemente poderoso
para vaporizar a �gua nas condutas.
Um emissor de microondas como o que as Empresas Wayne perderam.
Perderam?
Earle acaba de me despedir por fazer perguntas a mais sobre ele.
Preciso que volte j� �s Empresas Wayne e comece a produzir mais ant�doto.
A Pol�cia vai precisar da maior quantidade poss�vel. Certo?
A minha autoriza��o de circula��o foi cancelada.
Isso n�o vai deter um homem como voc�, pois n�o?
Acho que n�o.
- Bruce, est� aqui algu�m que tem de ver. - Agora n�o, Sra. Delane.
Terei pronunciado bem o nome...
Sr. Ra's al Ghul?
Voc� n�o � Ra's al Ghul.
Eu vi-o morrer.
Mas ser� Ra's al Ghul imortal?
Ser�o os seus m�todos sobrenaturais?
Ou meros truques de ilusionista para esconder a sua identidade, Ra's?
Certamente um homem que passa as noites a trepar aos telhados de Gotham
n�o vai protestar contra o facto de eu ter dupla identidade, pois n�o?
Salvei-lhe a vida.
Eu avisei-o sobre a compaix�o, Bruce.
O seu conflito � comigo.
Deixe sair esta gente.
Sinta-se � vontade para lhes explicar a situa��o.
Todos!
Toda a gente?
Quero agradecer a todos a vossa presen�a e o facto de me terem esgotado a bebida.
N�o, a s�rio.
� uma coisa boa ser um Wayne...
nunca nos faltam penduras, como v�s,
para encher a mans�o. Por isso, � vossa. Obrigado.
- Basta, Bruce. - Ainda n�o acabei.
A todos v�s...
seus falsos, seus amigos da on�a,
seus engraxadores que passam a vida a mostrar-me os dentes...
por favor, deixem-me em paz.
V�o, por favor.
Parem de sorrir, n�o � piada. Saiam, por favor.
A festa acabou. Rua!
A ma�� caiu bem longe da �rvore, Sr. Wayne.
Divertido.
Mas in�til. Nenhuma destas pessoas viver� muito mais.
As suas ac��es no asilo obrigaram-me a medidas dr�sticas.
Ent�o o Crane trabalhava para si.
A toxina dele deriva do composto org�nico das nossas flores azuis.
Ele conseguiu transform�-la numa arma.
Ele n�o � membro da Liga Das Trevas.
Claro que n�o. Pensou que o nosso plano fosse pedir um resgate pela cidade.
Mas o que vai fazer � libertar o veneno do Crane por toda a cidade.
E depois, ver Gotham desmoronar-se atrav�s do medo.
Vai destruir milh�es de vidas.
S� um c�nico designaria por "vidas" o que essa gente tem, Wayne.
Crime. Desespero.
N�o � assim que o homem devia viver.
A Liga das Trevas tem sido uma for�a contra a corrup��o humana
desde h� milhares de anos.
Fomos n�s quem saqueou Roma.
Carreg�mos navios mercantes de ratos infectados com a peste.
Reduzimos Londres a cinzas.
Sempre que uma civiliza��o atinge o cume da sua decad�ncia,
nos voltamos para repor o equil�brio.
Gotham n�o � um caso perdido.
D�-me mais tempo. H� aqui gente boa.
Est� a defender uma cidade t�o corrupta,
que nos infiltr�mos em todos os n�veis da sua infra-estrutura.
Est� na hora de brincar.
Quando o encontrei naquela cadeia, voc� estava perdido.
Mas eu acreditei em si.
Tirei-lhe o medo e ensinei-lhe o caminho.
Foi o meu melhor aluno.
Devia estar ao meu lado para salvar o mundo.
Estarei onde � o meu lugar...
entre si e a gente de Gotham.
Ningu�m pode salvar Gotham.
Quando uma floresta cresce desordenadamente, um inc�ndio purgador
torna-se inevit�vel e natural.
Amanh� o mundo ver� com horror a autodestrui��o de uma das suas cidades.
Desta vez, o movimento de regresso � harmonia ser� impar�vel.
- J� atacou Gotham antes? - Claro.
Com o tempo, as nossas armas ficaram mais sofisticadas.
Com Gotham, experiment�mos uma nova. A Economia.
Mas subestim�mos certos cidad�os de Gotham...
como os seus pais.
Abatidos precisamente por uma das pessoas que tentavam ajudar.
Se for criada raiva suficiente, todos se tornam criminosos.
As suas mortes galvanizaram a cidade para se salvar
e, desde ent�o, Gotham continuou coxa.
Volt�mos para terminar a tarefa.
E, desta, nenhum idealista transviado vai meter-se no caminho.
Tal como o seu pai, n�o tem coragem para fazer o que � preciso.
Se algu�m se meter no caminho da verdadeira justi�a...
vamos por tr�s deles e apunhalamo-los no cora��o.
- Eu vou det�-lo. - Nunca aprendeu
a prestar aten��o ao que o rodeia.
A justi�a � equil�brio.
Incendiou a minha casa e deixou-me � morte.
Estamos quites.
Ningu�m sai. Certifica-te disso.
Fugiram todos?
- Quantos estavam em seguran�a m�xima? - Todos.
Assassinos em s�rie, violadores.
Manda levantar as pontes, n�o quero ningu�m fora da ilha.
Sim, vou mandar levantar as pontes.
Depois de mandar vir todas as unidades para apanhar os man�acos homicidas
- que andam por a� � solta. - Vamos!
Oxal� n�o seja dos bombeiros.
Patr�o Wayne! Patr�o Wayne!
Para qu� tantas eleva��es se nem levanta o raio de um tronco?
O que � que eu fiz, Alfred?
Tudo o que a minha fam�lia...
o que o meu pai construiu...
O legado dos Wayne � mais do que tijolos e argamassa, Patr�o.
Eu queria salvar Gotham.
Falhei.
Por que ca�mos, Patr�o?
Para aprendermos a levantar-nos.
Ainda n�o desististe de mim?
Nunca.
Para baixo!
Abuso de autoridade! Vejo abuso de autoridade!
Talvez queiras ver for�a excessiva?
Um louco armado.
Com os residentes furiosos pelo uso de for�a pol�cia sem precedentes
no sentido de capturar os reclusos, a situa��o � muito vol�til.
Minha senhora, vamos levantar as pontes.
Sr. Agente, sou do Gabinete do Promotor P�blico, deixe-me passar.
- Caluda! - Calma!
Impe�am essas pessoas de passar.
Gordon, est� aqui uma pessoa para ti.
Que est� aqui a fazer?
O nosso amigo m�tuo mandou-me com isto.
� um ant�doto para a toxina do Crane.
Oxal� n�o precise dele.
N�o, a n�o ser que ele tenha modo de espalhar essa porcaria no ar.
Muito bem, o �ltimo.
Vamos, gente, querem levantar a ponte no m�ximo dentro de 3 minutos.
� melhor sairmos da ilha antes que levantem as pontes.
V�o!
N�o encontro a minha m�e!
Que raio est� a fazer?
Cavalheiros...
est� na hora de disseminar a palavra.
E a palavra �...
p�nico.
CONTROLO DE ABASTECIMENTO DE �GUA
Meu Deus! A press�o disparou.
Ali mesmo.
Aquela conduta de �gua passa mesmo sob Narrows.
Tudo bem.
Fala o comiss�rio Loeb.
Vamos, falem comigo.
V� l�!
Daqui Gordon.
Que raio se passa a� dentro?
Precisamos de refor�os. Equipas a�reas, de Interven��o, Anti-Motins!
Gordon, Gordon! Toda a Brigada Anti-Motim est� na ilha consigo!
Pois est�o totalmente incapacitados.
Tudo bem, tudo bem. Ningu�m vai fazer-te mal.
Claro que vai!
- Crane? - N�o. Espantalho.
Gordon...
n�o temos mais ningu�m para mandar.
Ent�o estou sozinho?
Narrows est� a desfazer-se.
Isto � apenas o in�cio. Se atingirem a cidade com a toxina,
nada impedir� que Gotham se auto-destrua com o p�nico.
- Como v�o fazer isso? - V�o usar o comboio.
O monocarril segue as condutas de �gua at� � central sob a Torre Wayne.
Se meterem a m�quina deles na Esta��o Wayne,
causar�o uma reac��o em cadeia que vaporizar� toda a �gua da cidade.
V�o cobrir Gotham com este veneno.
Vou impedi-lo de carregar o comboio, mas posso vir a precisar da sua ajuda.
- De que precisa? - Sabe conduzir com caixa manual?
Aqui est�o!
N�o h� nada a temer...
a n�o ser o pr�prio medo!
Vim ajud�-los!
Batman salvar-nos-�, ele vai aparecer.
- Ele vai aparecer. - N�o espreites.
Fala Gordon. Preparem-se para baixar a ponte.
Eu disse que ele aparecia.
Espera!
Podes morrer.
Ao menos diz-me o teu nome.
O que me define n�o � quem eu sou por dentro...
mas sim o que eu fa�o.
Bruce?
Ora bem. Levou o meu conselho sobre teatralidade um pouco � letra de mais.
- Acabou-se. - Para si e para a Pol�cia, talvez.
Mas a minha luta reside no resto de Gotham.
Agora, se me d�o licen�a, tenho uma cidade para destruir.
N�o consigo vencer dois dos seus rufias?
Como queira.
GPS ligado.
A 100 metros...
Cavalheiros.
Quem � que autorizou isto?
Dist�ncia para a Torre Wayne: 5 Km.
A press�o est� a aumentar nas condutas, fazendo explodir as tubagens.
E se essa press�o chega at� n�s,
todo o abastecimento de �gua pela cidade ir� pelos ares.
No pr�ximo cruzamento, virar � direita.
Nunca mais aprende.
Pe�o desculpa.
- Bem conhecido. N�o tem nada de novo? - Que tal isto?!
Chegou � Torre Wayne.
Evacuar o edif�cio.
Estamos mesmo sobre a conduta principal e vai explodir!
Sistema de armamento activado.
Bela carripana.
Artilhado.
ATEN��O SISTEMA COM PRESS�O CR�TICA
N�o tenha medo, Bruce.
V� l�. V� l�.
� apenas um homem comum de capa.
Por isso n�o p�de combater a injusti�a e n�o vai poder deter o comboio.
Quem falou em det�-lo?
Boa!
Nunca aprendeu a prestar aten��o ao que o rodeia!
Aprendeu finalmente a fazer o que � preciso?
N�o vou mat�-lo...
mas n�o sou obrigado a salv�-lo.
- A reuni�o j� come�ou. - Que reuni�o?
Fox, parece-me que te despedi.
E despediste.
Mas tenho um novo emprego.
O teu.
Com que autoridade?
Batman pode ter vindo na primeira p�gina,
mas Bruce Wayne foi empurrado para a 8�.
Bilion�rio B�bedo Incendeia a Pr�pria Casa
Bruce Wayne.
O que o leva a pensar que pode decidir quem dirige as Empresas Wayne?
- Bom, o facto de ser eu o dono. - Que est� a dizer?
A empresa foi vendida h� semanas.
E eu comprei a maioria das ac��es
atrav�s de v�rias funda��es de caridade, fundos de investimento e por a� fora.
Oi�a, � um pouco t�cnico, mas o importante...
� que o futuro da minha empresa est� assegurado.
Certo, Sr. Fox?
Cert�ssimo, Sr. Wayne.
N�o recebeste o memorando?
- Lamento n�o te ter dito, Rachel. - N�o. N�o, Bruce.
Pe�o desculpa.
No dia em que o Chill morreu...
eu disse coisas terr�veis.
Mas verdadeiras.
Eu era um cobarde armado...
e a justi�a � mais que vingan�a, por isso obrigado.
Nunca deixei de pensar em ti...
em n�s.
E quando soube que tinhas voltado...
comecei a ter esperan�a.
Mas depois descobri tudo sobre a tua m�scara.
Batman � apenas um s�mbolo, Rachel.
N�o, esta...
� a tua m�scara.
A tua verdadeira face � aquela que agora os criminosos temem.
O homem que amei...
que desapareceu...
nunca mais voltou.
Mas talvez ande por a� algures.
Talvez um dia, quando Gotham j� n�o precisar do Batman...
eu possa tornar a v�-lo.
- Provaste que estava enganada, sabes? - Sobre qu�?
O teu pai ficaria muito orgulhoso de ti.
Tal como eu.
Que vais fazer?
Reconstru�-la.
Tal como era, tijolo a tijolo.
Tal como era, Patr�o?
Sim, porqu�?
Achei que seria boa oportunidade para...
melhorar as funda��es.
- Na ala sudeste? - Precisamente, Patr�o.
- Bonito. - N�o encontrei nenhum mafioso.
- Ent�o, sargento? - Agora � "tenente".
Voc� deu mesmo in�cio a algo.
Os pol�cias corruptos est�o aterrorizados.
Esperan�a pelas ruas...
- Mas...? - Narrows perdeu-se.
E ainda n�o apanh�mos nem Crane, nem metade dos reclusos que ele soltou.
Vamos apanhar.
Podemos trazer Gotham de volta.
- E a escalada? - Escalada?
Come��mos com semi-autom�ticas e eles compraram autom�ticas.
Come��mos a usar Kevlar e eles muni��es perfurantes.
- E? - E voc� usa uma m�scara...
e anda a saltar de telhado em telhado.
Veja este tipo.
Assalto � m�o armada, duplo homic�dio.
Tomou o gosto � teatralidade, tal como voc�.
Deixou um cart�o.
Vou investigar.
Nunca cheguei a agradecer.
E nunca ter� de o fazer.
BATMAN O IN�CIO
Subtitle Ripped by BULLS23 @ iNSPiRE
Sincroniza��o e correc��o de caracteres por: Mr.Scudester
BATMAN O IN�CIO
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