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OURO
Olá, Antoine.
Monsieur Serra?
O meu cliente não tem nada a declarar. Vamos, Antoine.
Eu responderei às perguntas.
O seu cliente esteve envolvido?
Antoine Serra não está detido nem será acusado.
- O que trafica ele? - Nada.
Tem a sua empresa agrícola.
- Estou? - Fala o Serra.
Liguei para o campo e não atendem. Vai ver.
- Obrigado. - De nada.
A Claire está com a tua mulher e com a tua filha.
Vamos lá ou vamos ao gabinete
Nem uma coisa nem outra. Vamos ver a viúva do Jeannot.
A Huguette Baradat agora?
Ela precisa de alguém que a console.
- Quantos anos tens? - 23 anos.
És muito bom.
Combustível, máquinas. Sabes fazer tudo.
Sem ti haveria menos ouro aqui?
Sim. Sim, é verdade.
- Falas bem francês. - Vai-te foder.
Trabalhei para os franceses. São uns idiotas.
Se ficarmos contigo, podemos confiar em ti?
Não.
O Messala é o chefe. Pode substituir-te.
Não, não pode.
O Serra era o quê para ti? Teu pai, teu amigo?
Era meu chefe.
O Serra morreu. Já não tens chefe.
Acho que tenho um chefe novo.
Não, não. Sou eu, o Claudio.
Onde estavas? Há uma hora que estava à tua espera!
Calma, Louis. Louis, sou eu, o Claudio.
São quatro. São quatro!
O Tomasinho, dois tipos e a rapariga.
A rapariga. Trata dela. Tens armas, granadas?
- Ligamos ao Serra? - Sim, liga-lhe.
Diz que precisamos de armas. Vamos matá-los.
Vamos matá-los!
- Ele morreu por tua culpa. - Não. Ele montou a armadilha.
Não o fez sozinho. Foi mandado.
Quero saber quem foi. Quem foi o mandante?
- Quem sabia do encontro? - Não sei.
Pára de gozar comigo.
Quem lhe vendia o ouro?
Quem vinha à loja? Ele falava com quem?
Vais responder-me?
Vais responder-me?
Antoine!
TInha livros de contas.
Estás a ver? TInha livros de contas.
Vais dar-mos.
Sou tua advogada e conselheira.
Os contractos, a avaliação de riscos jurídicos,
e eventualmente, os processos são da minha responsabilidade.
A violência física e a intimidação agradeço que se passe longe de mim.
Mesmo que mo contes depois. Como sempre.
Certo.
Elarche, é o Claudio. Passa ao Serra.
É para ti.
- É o Claudio. - Sim?
Estive com o Louis e está ferido com gravidade.
Duas balas.
- Está consciente? - Mais ou menos.
Liga à Nathalie.
Diz-lhe para pedir um helicóptero que o leve ao hospital.
E se a polícia a apanhar?
Estou-me a lixar para a polícia. Faz o que eu te digo.
- O que é que se passa? - É o Louis.
Bom apetite.
É a tua miúda? Dorme na tua cabana?
É uma puta.
Foi o Serra que me alugou.
Já não tens como pagá-la. É dele.
Misturas o etanol com óleo de palma.
Cabeludo, ensina-nos? E a soda cáustica.
Aquecemos a 60ºC para facilitar...
Ele não quer saber. Para quanto tempo dá isso?
Cinco dias com duas motobombas.
Tomás.
- Tudo bem, Vincent? - Não, nada bem.
O Tomasinho é um pirata, não é um chefe.
Se alguém lhe pagar, ele vai-se embora.
Ele não é doido.
Não procura a Sarah Bernhardt.
Daqui a cinco dias está orientado. Sabes o que isso quer dizer?
Que estou morto.
Tem cuidado.
Ao trabalho.
Vamos!
Louis, consegues ouvir-me?
Muito bem.
Muito bem. Aperta a minha mão se me ouves. Aperta!
Boa. Merda, a tensão está a baixar.
- Quando tempo falta? - 10 minutos.
Ouça, estou no hospital.
O meu cliente recebeu uma má notícia.
Não quero ser desagradável, mas estamos aqui...
Está implicado.
Em quê? O amigo está hospitalizado.
Parece uma perseguição da vossa parte.
Com licença. Fala com ele.
Olá, doutor. Sou a advogada.
Como é que ele se deixou apanhar? Ele não era assim..
Idiota!
Idiota!
- Ele vai ficar bem. - Não sabes nada.
Vai para casa. Não estás a fazer nada aqui.
Vai ver a tua mulher e a tua filha.
Abraça-as.
E pensa, por favor.
Pensa se vale a pena desistir de tudo e continuares vivo.
Vai.
Heléne!
Não me ouvias?
Vou de férias com a Laetitia. Duas semanas em França.
O que achas?
É boa ideia.
A Laetitia está bem?
Está a dormir. Dei-lhe um calmante.
Certo.
Boa noite.
Desculpa, acordei-te?
A mãe deu-me uns comprimidos.
Está tudo bem?
Tiveste medo?
Não, eu estou bem. A mãe teve um ataque de histeria.
Disse-lhe que a culpa não era tua, mas ela não compreendeu.
Mas a culpa é minha.
Não, pai. A culpa não é tua.
A culpa não é tua, pai.
Não trago nada. Vim falar com o Silva.
- Não te aperto a mão. - Um café.
Roubaste-me o sítio.
Antes de ele chegar com o café, vais devolver-mo.
Não sei do que estás a falar.
Recolhes para os Quinteiro.
Recolhes o ouro.
Ficas com duas ou três onças por quilo e revende-las.
Mas não no Brasil. Não és parvo.
Vendes ao Jeannot Baradat.
Mas o Jeannot era tão estúpido que contabilizava tudo.
A Huguette deu-me a contabilidade.
Cuidado, Serra.
Vires aqui contar-me essas coisas é perigoso.
Perigoso é contar isto à tua chefe.
Ela não te corta os dedos.
Mesmo que quisesse, não podia dizer-to.
Quem manda? A Clara ou a velha?
A velha.
- Marcar uma reunião. - Não é possível.
Se fores lá reclamar, não voltas.
Vai receber-te, oferecer-te um chá no jardim,
ouvir-te-á educadamente e dirá:
"Lamento, mas o que oferece já eu tenho."
E morrerás numa cave.
Conheço bem essa cave.
Então estamos lixados.
Os dois.
Se conseguires recuperar o sítio,
e fizeres uma boa proposta, talvez resulte.
Silva, vais ter de fazer melhor do que isso.
O Tomasinho.
Espera que eu o abasteça depois de amanhã.
Muito bem.
340 gramas. Tu viste. Ele está feliz.
Vamos festejar.
Vamos festejar.
Vamos festejar.
Não, obrigado.
Não, a sério...
Eu nunca...
Vamos festejar.
Vao!
- Vao! - O que é?
É de loucos. Parecem todos... felizes.
Claro. Álcool e raparigas grátis.
Com o Tomasinho todas as noites são Sábado.
Ele é bom.
- Ele é muito bom. - Muito, muito bom.
O quê?
O quê? O quê?
Não estás a ver? Os javalis estão a comer o corpo.
Sim, sim.
Amanhã trabalhamos.
- Olá, Velho. - Olá.
- Onde está o Claudio? - Lá atrás
Olá, Clara.
Claudio. Vamos.
Linda senhora...
Tens novidades do teu pai? Há uma hora que lhe liguei.
Ele foi embora.
Pensei que sabias.
Perguntou à minha mãe se podias dormir lá em casa.
Não podia esperar por ti. A minha mãe disse que sim.
- Diz que gostava de te ver. - Está bem.
Olá, fala Antoine Serra. Deixe mensagem após o sinal.
Sim, sou eu.
Gosto de falar com o atendedor.
Mas assim é melhor porque o que disser, fica gravado.
Ouve bem, seu bandido de merda.
Achas que és um aventureiro, mas sabes o que és?
És um burguês provinciano.
Um comerciante miserável que vai recuperar o sítio aos tiros.
Tu não tens amigos, Antoine. Tu tens escravos.
E é às pessoas que mais te amam que mais magoas.
Mas não te preocupes, porque a este ritmo...
... não magoarás ninguém.
Espero que ouças a mensagem antes de morreres
como um cão no fundo do teu buraco.
Porque no fundo, vais morrer sem eu saber quem és.
Adeus.
Quem era?
A Nathalie.
O Louis está melhor.
Deixou-te pendurada?
Desculpa. Não tem piada.
Fico feliz pelo Louis.
Tenho uma dúvida.
Quando salvas um assassino, pensas nas futuras vítimas?
Vai-te lixar também! Estás a chatear-me.
-- Vou para um hotel. - Pronto, desculpa.
Eu fico nervosa. Toda a gente se chateia.
Quase alvejaram a minha filha.
Gostava que ficasses.
Se quiseres.
No teu lugar, também me riria de mim.
O nosso homem liga-nos.
Dá-me a tua arma.
Ouve, vamos esperá-los ali.
Sou dois, no máximo. Precisam de gente para guardar o acampamento.
Quando chegarem, ficas atento. Espera o meu sinal para disparar.
Toma.
E pára de ter medo. Se tiveres medo, morres.
Sim.
- Onde está o Tomasinho? - Não o vi.
O Serra está vivo.
Se eles se mexerem, mata-os.
Vamos, todos aqui. Vamos! Vamos, depressa!
Vamos. Sentem-se. Vá, depressa.
Vá, mexe o rabo! De joelhos. Sentem-se.
O outro joelho no chão. Depressa.
Vamos festejar!
Estou aqui!
Sai do meu acampamento ou mato-a!
O que é que ele disse?
Não quer saber! Vai queimá-lo.
Diz-lhe que não quero saber. Tinha de fazê-lo eu.
Cala a boca!
Cale a boca!
Esquadra de Saint-Elias?
O Tomasinho está no quilómetro 76 do Oyapok.
Vai sozinho numa piroga rio abaixo.
Quem fala?
Temos de pôr isto a trabalhar.
Toma. Preciso de ti.
Afinal não estás queimado.
O biodiesel não arde.
Melhor.
Já agora...
... encontrei a Sarah Bernhardt.
Ripadas por: darkdevil
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