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S01 E01 _The New World_
Acertos sun
Legendas HBO
No ano de Nosso Senhor, 1501
a Espanha é abastada,
mas teme pelo seu poder político.
A rainha Isabel
acabou com o domínio mouro de mil anos
e precisa de aliados católicos para manter a soberania.
A Inglaterra enfrenta a pobreza.
Henrique VII e a esposa precisam de aliados ricos
para travar a invasão francesa e escocesa.
Ambos acreditam
que uma aliança é vital para os seus problemas,
por isso, foi firmada uma união
entre o herdeiro dos Tudor,
o príncipe Artur e a princesa espanhola Catarina de Aragão.
Eventualmente, Catarina será rainha de Inglaterra.
Uma promessa feita na sua infância.
O destino de ambos os reinos, e a segurança da Europa
estão nos ombros jovens quando ela deixa o seu palácio
para a viagem difícil por Espanha
até o navio que a levará a Inglaterra.
Mas o destino que lhe foi dado tem um preço.
Catarina nunca mais voltará ao seu amado país-natal.
"Minha querida e amada esposa,"
"desejo ardentemente poder abraçar-te."
"Fiquei encantado com as tuas cartas
"e rendido à tua paixão."
"Vem depressa até mim..."
"para que o nosso amor nos dê alegria e bons frutos."
"O vosso esposo carinhoso, Artur."
Alteza.
Será loucura achar-me apaixonada por um homem
que nunca vi?
Ama Deus e também nunca O viu.
Espero que não tenha lido as minhas cartas,
senão não me acharia crente.
Bom dia, madre.
Muito bem.
Tens sempre de pensar em inglês.
Temos de continuar para a costa.
A viagem é perigosa.
O que foi, madre?
Os Mouros que dizem ter-se convertido
ao Deus verdadeiro revoltam-se.
Dizem que Alá os protege.
Hoje vão conhecer o Deus verdadeiro
e saber que isso é mentira.
Vou lutar contigo.
O teu dever é casares-te.
Protege-nos,
tu em Inglaterra e a tua irmã no Sacro Império
criem um anel de aço católico à volta da nossa terra natal.
Não te vou falhar.
És uma verdadeira filha de Espanha
e, um dia, serás rainha de Inglaterra.
Pela fé verdadeira,
pelo vosso rei,
por Castela e por mim!
Filha de Espanha, rainha de Inglaterra.
Esposa do príncipe Artur, filha de Espanha,
rainha de Inglaterra,
esposa do príncipe Artur, filha de Espanha,
rainha de Inglaterra,
esposa do príncipe Artur,
filha de Espanha, rainha de Inglaterra.
esposa do príncipe Artur,
Filha de Espanha!
rainha de Inglaterra.
esposa do príncipe Artur.
Filha de Espanha! esposa do príncipe Artur.
Filha de Espanha!
rainha de Inglaterra.
esposa do príncipe Artur.
Filha de Espanha...
Rainha de Inglaterra...
Esposa do príncipe Artur...
PALÁCIO DE WESTMINSTER, INGLATERRA
Avé Maria, cheia de Graça,
bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus.
Santa Maria, mãe de Deus.
Henrique?
Já tens notícias?
Primeiro dizem que o irmão morreu
e a mãe não pode ficar sem ela,
depois é uma febre que a atrasa
e agora uma revolta moura impede-lhe a passagem.
De certeza que Deus não a está a afastar de nós?
Deus testa a determinação dela, e a nossa.
Mas já não há ameaças
por isso parece que Deus protege
e guia a nossa princesa até nós.
- A minha noiva já partiu, mãe? - Sim.
Tens de partir para Dogmersfield,
onde a viagem dela termina,
e se vão conhecer.
Não vens?
O teu irmãozinho não aguenta a viagem.
Richard Pole irá contigo, como sempre.
E a tia Maggie.
- Não dormes? - Estamos rodeados de inimigos.
Até a Espanha se tornar nossa aliada,
não temos nem fundos nem homens para nos salvar.
E toda a Europa sabe.
Até a rapariga chegar...
estamos perdidos.
Artur?
O que te diz a tia Maggie?
- Tens de me contar. - Não diz nada, mãe.
A minha prima pode saber de golpes.
Ela só cuida de mim.
Tens de me contar tudo o que ela diz.
Temos muitos contra nós.
Que Deus te proteja.
Alteza?
Diz-me, tens medo?
Nunca estive no mar.
Foi Deus que me enviou para Inglaterra.
Chuva e vento não nos vão parar.
Não te disseram isso quando te escolheram?
Fui escolhida em menina.
Sou filha de Mauro de Cardones.
O conselheiro da minha mãe sobre os mouros.
Embaixador, sabe quando chegamos?
- Desviamo-nos um pouco. - Vou buscar-lhe algo para comer.
Deus é grande. Deus é grande.
Deus é grande.
Que a paz esteja convosco.
Levante-se.
Envergonha a Infanta.
Não estamos em Espanha.
É da guarda dela.
- Tem de servir o Deus dela. - Sou fiel à princesa.
E o meu Deus é Alá. Não é uma contradição...
Tire as mãos de mim.
- Sabe quem eu sou. - Sim.
Serei uma dama na corte de Inglaterra.
O senhor é um mero soldado.
- Não se esqueça. - Chamo-me...
Oviedo. E lembro-me.
Minha senhora.
DOGMERSFIELD HOUSE, INGLATERRA
Tia Maggie!
Os meus caçadores corajosos.
Artur. Assado de coelho.
Foi o tio Richard que os matou.
- Eu hesitei. - És clemente por salvar uma vida.
Quando outras as tomam depressa demais.
A minha mãe estima-a muito, tia Maggie.
Não gosto desta casa, Richard.
Quero ir para casa, para as crianças.
Vão juntar-se a nós em Westminster.
Não falta muito.
Os pensamentos daquele rapaz estão dispersos.
Num nevoeiro de amor, acho eu.
Quase apanhava uma seta nas costas.
Então a rapariga vem?
- Esperava que após este tempo... - É Catarina.
Tens de aprender a usar esse nome.
Pelo bem dos rapazes e dos nossos filhos.
Ouviste o Artur.
A rainha quer esquecer o passado.
Gostava que a espanhola se afundasse no mar
foi ela e a rainha Isabel que provocaram a minha dor.
Mas a vida não é como queremos.
A mãe do rei vai a Southampton para a acompanhar.
Talvez a rapariga fique assustada e volte para casa.
A criança vai sentir-se exausta, confusa e abatida
com Inglaterra.
O embaixador vai acompanhá-la nas docas
depois vai-me fazer uma vénia neste estrado.
Depois parte para Dogmersfield para conhecer o príncipe.
Quando chegar, já vai conhecer os costumes de Inglaterra.
Sua Alteza Real,
Inglaterra.
Lina, deixa-me morrer.
Ótimo, então vamos desembarcar aqui.
Mas as boas-vindas serão na costa de Southampton.
Diz ao capitão que o ordeno.
Rápido.
Está sempre tanto frio?
Que Deus a proteja, minha senhora.
Onde é a igreja?
Na colina, senhora.
Vamos agradecer a Deus a chegada.
Vou procurar uma escolta e cavalos.
Vamos.
Chove sempre em Inglaterra, Duque Stafford?
Chamo-me Eduardo Stafford, duque de Buckingham.
E não. Às vezes cai granizo, neva ou há inundações.
Mas o sol aparece sempre no fim.
Devia ter mesmo saído em Southampton.
Vamos levá-la a Dogmersfield, onde a mãe o rei a vai receber.
Mas a sua beleza anima este dia chuvoso,
tal como a da senhora.
Como se chama, beldade espanhola?
Rosa Vargas, senhor.
Elas vão casar com nobres da corte.
Que serão escolhidos por mim e pelo rei, pela sua devoção.
Pela devoção?
Que pena já ser casado.
O príncipe Artur escreveu-me sobre cavalheirismo e fé.
- Não deve faltar devoção aqui. - Para de olhar para ele, Rosa.
Estou a ver as árvores inglesas.
Inglaterra, recebe o meu sangue!
Lizzie! Lizzie.
Já atracou.
Em Plymouth, por algum motivo. Mas chegou.
Finalmente verei esta criatura mítica.
Deus favorece-nos.
Parto logo de manhã para os ver.
O Henrique gritou-lhe. Esteve furioso o dia todo.
Casa de Tudor,
ofereço-vos a nossa ilustre princesa,
Catarina de Aragão.
Bem-vinda a Inglaterra, menina.
Não falo espanhol, mas podemos conversar em latim.
Sei falar bem inglês.
E não sou uma menina.
Sou princesa de Espanha e de Gales.
- Em breve. - Pelo casamento por procuração.
Que foi realizado duas vezes.
Por lei, sou princesa de Gales, certo?
Vossa Graça, agradecemos a Deus a vossa chegada segura.
Sou Sir Richard Pole, esta é a minha esposa.
Gostaria de entrar e tirar estas roupas molhadas.
Elas levam as suas coisas.
Vou tomar banho e depois, siesta.
"Siesta"?
- É alguma comida? - É "dormir", senhora.
"Dormir"? Ainda é de tarde.
Não, será apresentada formalmente ao príncipe.
Não, eu...
não posso até estarmos na presença de Deus.
Mas já são casados.
Duas vezes, como disse.
Deus não a julgará por estar com o seu marido.
Não estamos abençoados perante Ele.
E não vou conhecer ninguém até lavar esta lama inglesa,
e dormir a minha siesta.
- O que raio é isto? - Papagaio.
Não aguento. Dói-me só olhar para ela.
Tu consegues.
E terás de o fazer.
Rosa, apressa-te.
- Vou trazer o seu popurrí. - Onde está a luz?
É você, señora.
É você a luz.
Estou feliz...
por a terem escolhido para minha dama, Lina.
Minha querida, minha esposa.
Quero abraçar-te ardentemente...
Tragam já a banheira para o quarto da infanta.
Isso é para a cozinha. Guardem-nos num sítio seco.
O que é aquilo?
Não precisamos das vossas acendalhas.
Sabemos fazer uma fogueira.
É baunilha, senhora. Para o banho da Infanta.
E a menta, pétalas de rosa secas, óleo de manjerona...
Também trouxeram a vossa água?
Têm água quente aqui?
Ela tem de se banhar todos os dias.
Todos?
Disparate.
Uma vez por semana serve-lhe a ela e a todos.
Na Alhambra, temos termas com água quente.
Já ficou sem isso.
Vou ver se os soldados estão instalados nos estábulos.
- Nos estábulos? - Onde vão dormir.
Ali.
Aqui?
Não. Não são animais.
Chegava para Nosso Senhor.
Chega para si?
São soldados de Espanha.
Lutaram ao lado da rainha Isabel de Castela.
Já dei as minhas instruções.
O vosso príncipe deseja que o castelo cheire a caca?
Estes homens são um presente. Vieram no dote da infanta.
Podem sair daí.
Venham.
Agradecemos a gentileza.
Foi pela nossa Infanta.
Alteza, acorde por favor.
Abra a porta.
É o rei.
Abra a porta.
A Infanta está a dormir, Vossa Graça.
Que se levante e me deixe entrar.
Não farei tal coisa.
A Infanta foi criada modestamente.
E obstinada.
Tendo em conta o que foi preciso para a trazer,
fará a cortesia... - Cortesia?
E bate com os punhos à porta?
Juro pela minha coroa que vou chamar os soldados
para arrancarem esta porta maldita se não abrir.
Um rei não se comporta assim.
Não tem o direito de entrar nos meus aposentos.
Foi um mau começo
e vou falar do seu desrespeito à minha mãe.
Só quero por os olhos no que esperamos meio ano para ver.
Retire o véu.
Vou usar o véu até casar.
Os nossos costumes são diferentes.
Parece ter medo.
Porquê? Tem medo que seja feia? Qual seria a diferença?
Estou aqui para fazer um tratado pela minha mãe e país.
Precisa mais de mim do que nós de si.
Bem-vinda.
Venha conhecer o meu filho.
Talvez lhe permita vê-la.
Fico feliz por conhecê-la finalmente.
Está a chover.
Queria ir para dentro.
É só um chuvisco.
- É chuva. - Chuvisco.
Temos muita chuvas diferentes.
Aguaceiros, chuviscos, nevoeiro, granizo, chuva lateral.
É por isso que os nossos jardins são tão verdes.
É água do céu. É molhada.
Não podemos estar sozinhos até casarmos.
Se formos para dentro, ouvem-nos. É muito apertado.
Vou tentar ser um bom marido.
Vou ouvir sempre as tuas preocupações,
e estar atento às tuas necessidades.
Só não quero estar á chuva e apanhar uma constipação.
Eras mais carinhoso nas cartas.
Dizias que me ias estimar
manter-me em segurança
e amar-me.
Eu disse...
Como ansiavas por me ter nos teus braços até darmos frutos.
Eras afetuoso e poético.
- E respondeste? - Claro que sim.
Quantas? Quantas vezes?
Não entendo.
Artur?
Vamos voltar para casa.
Já se conheceram, vamos levar o príncipe para Londres.
Depois, vai com a princesa, Stafford.
Claro, minha Senhora.
Ele não sabia das cartas.
Eu fui...
Partilhei o meu coração e paixão.
Eram íntimas.
Para quem terei escrito?
- Qual é o selo? - Uma rosa Tudor.
O nobre que nos cortejar também vai escrever cartas?
Achei que estivesse apaixonada.
Foi tudo um truque?
E o rei disse,
"o que foi feito para a trazer aqui?"
O que queria dizer?
- Mãe! - Olá, queridos!
- Aqui estão! - Tive saudades vossas!
Mãe!
Vamos arranjar o quarto do pai?
Venham.
Finalmente vi a Catarina.
É verdade que é obstinada,
mas a aliança está garantida e estamos seguros.
É agradável?
É parecida com o retrato?
É sim.
Tal como tu, quando nos conhecemos.
Tem a tua atitude.
E sim, é bonita.
Agora, dá-me licença.
Acho que vamos ter problemas com ela.
É arrogante e privilegiada.
Ideal para uma rainha.
Mas para si seria melhor humilde e penitente.
Não gosto dela.
Ela traz-nos a riqueza de Espanha.
Não importa se gostamos dela ou não.
Não ficamos muito tempo.
Vamos embora depois do casamento.
- Vossa Graça. - Olá, Maggie.
Anda, Úrsula.
Já não nos vemos há muito.
Temos estado ocupados com a família
e a gerir a casa do Artur.
E agora temos de o dar a outra.
É estranho, não é?
Um dia faremos o mesmo com o Henrique e com o teu.
Vossa Graça.
Maggie,
gostaria que te juntasses a mim
na minha reclusão.
Assim podemos conversar.
O Artur e a esposa
querem que trate da casa em Ludlow. Depois do casamento...
Ouviste dos traidores do meu marido?
Só cuido do Artur.
Vira-lo contra mim?
Não podes ser assim comigo para sempre.
A nossa princesa
precisa de um coração de pedra para sobreviver.
TORRE DE LONDRES
- Não é o palácio. - É a torre.
Vai ficar aqui alojada antes do casamento. É a tradição.
É muito confortável.
Olá.
Apresento-lhe o príncipe Henrique,
duque de Iorque.
Harry.
Chamam-me Harry.
Gosta deste sítio?
É confortável, não é?
Sou o Charlie Brandon. E sou solteiro.
Vou ser eu que a vou levar ao altar amanhã.
Sorte a sua.
Obrigada pelas suas boas-vindas, Harry.
Só usam este sítio para eventos especiais.
Para que é o véu?
É para o meu irmão não te beijar?
Porque se é, vou contar-te um segredo.
O meu irmão tem medo de raparigas.
Estás em segurança sem ele.
Eu não sou uma rapariga.
Dá-me isso, deixa-me ver.
- Senhor é... muito perigoso. - Sim.
Dá-me uma seta.
- Uma seta? - Sim, experimente-a.
- Tenha cuidado. - Cuidado.
Meu Senhor, contra o corpo.
O ombro.
Gosto disto!
Ensine-me a usá-la.
Princesa Catarina,
a rainha quer vê-la em Westminster.
Vou precisar de alvos melhores.
Talvez...
os selos das cartas de amor?
Que bom quereres beijar-me o pescoço.
- Vais ser um noivo lindo. - Saiam todos.
O maldito escreveu-lhe cartas.
O Harry.
Eu tentei escrever há um ano.
Queria que fossemos amigos antes de ela chegar.
Mas não encontrei as palavras.
Parecia um menino da escola ou demasiado manso.
Ele encontrou-as e gozou comigo.
- Por isso não voltei a tentar. - E ele sim?
E ela respondeu-lhe.
- A pensar que eras tu. - Não importa.
Fizeram amor. Pelo menos com palavras.
Ele arruinou-a. Já não é minha.
Ele tem ciúmes porque tu é que vais ser rei.
E o teu casamento trará paz a Inglaterra.
É um casamento que te dá poder.
Cuidado!
Quando vamos conhecer os nossos maridos, Lina?
Serão homens
ou rapazes tolos?
A Infanta irá escolher os maridos adequados.
Lina?
As ervas para o banho da Infanta.
A mãe do rei deve tê-las deixado à chuva.
Temos de as substituir.
Ela casa-se amanhã. Vai quere-las.
Onde vamos? Não conhecemos a cidade.
Porque vivem nestas cavernas?
Vou perguntar onde podemos encontrar ervas.
Rosa! Bela Rosa. Tive saudades tuas.
Para onde vais no escuro?
Rosmaninho.
A erva. Para a Infanta.
Anda.
Rosa?
Rosa?
Olá.
Gatinha negra.
Anda beber comigo.
Anda, vamos divertir-nos.
- Tira as mãos. - Vamos divertir-nos!
A senhora não gosta disso! É de uma casa real.
- Não andes sozinha. É mal visto. - Devias ter-me protegido.
A Infanta precisa de ervas para o banho.
O que são "ervas"?
- Rosmaninho. Romero. - Rosmaninho.
Vamos perguntar ao...
Ali. Há comida ali.
- Chama-se despensa. - Sí. Despensa.
Pode ser que também haja cerveja.
Então é muçulmano, mas bebe.
O chá de romã e a água não são seguros para beber, por isso...
Queres beber comigo?
Catarina de Aragão.
O meu marido diz é bonita. Ficou encantado.
- Foi rude comigo. - Não. Não foi rude.
Ávido. Desesperado.
É um homem faminto e a menina é pão.
Pagámos muito por si.
Que preço?
Sim, estou a ver.
Ele disse que era...
Disse que era idealista e certa da nobreza.
Quando vim para a corte, só queria liberdade e amor.
A minha mãe diz que a senhora tem aço no sangue.
Disse isso?
Fico lisonjeada. Nem sempre foi assim.
Aprendi a lutar todas as batalhas.
Sou um galho que se dobra quando sopra o vento, mas não parte.
Aqui estou eu.
Não parti.
Que preço pagaram?
A sua mãe não lhe contou o que foi feito para a trazer?
Nem a Lady Pole quando a viu?
A Lady Pole foge quando me vê.
A sua mãe só nos daria a sua mão
se o trono fosse só para o Artur.
Por isso foram mortos dois jovens.
Um deles era um impostor.
Mas o outro era um rapaz amado na nossa família.
Eduardo Plantageneta, conde de Warwick.
Era irmão de Maggie Pole. Uma criança simples.
Não sabia porque tinha de morrer.
Foi a piedade que Deus teve.
- Ela não ordenaria isso. - Mas ordenou.
Ela não mata inocentes, só inimigos.
Foi decapitado na Torre onde vai dormir hoje.
Porque me conta isto?
Na véspera do meu casamento?
Tem de saber o fardo que tem.
As esperanças de Espanha, Inglaterra
e do Sacro Império.
Juntamo-nos para combater os nossos inimigos
para que o meu filho esteja protegido no trono.
Tem de nos dar filhos, Catarina.
Não raparigas, só rapazes.
Herdeiros, para o reino possa sonhar como já sonhou.
Sei qual é o meu dever.
Mas não partilho a sua culpa.
Se derramou sangue, é seu.
Não há culpa.
Só amor pelos meus dois rapazes.
Não se meta comigo, Catarina.
Não há nada que não faça por eles
ou pelo meu amor.
O Lord Stafford deu-me isto.
E que mais?
Não estás aqui para ficar com um homem à tua escolha.
Vão escolher-nos maridos.
- Não te querem desgraçada. - Ele é gentil.
E engraçado.
Tem mãos suaves.
- Gosto dele. - É uma honra servir a Infanta.
Tens de merecer, Rosa.
Infanta, temos de a vestir.
Quero mais água no meu banho.
Já não há mais espaço.
Saiam, por favor.
A Infanta quer privacidade.
Infanta, é tudo estranho em Inglaterra.
Sempre a observei.
Sempre soube que a ia servir.
Um dia, ouvia-a conversar com o senhor Colombo.
Perguntou-lhe como é que ele sabia navegar
até aos confins do mundo.
Ele sorriu-lhe e disse-lhe...
Quando está longe de tudo o que conhece
e o chão começa a tremer,
lembre-se de onde veio.
Isso irá dar-lhe força.
Olá mais uma vez, alteza.
Porque me escreveu? Para magoar o seu irmão?
Inicialmente, sim.
Mas depois gostei das suas cartas.
Entusiasmaram-me.
Então mostra-me a sua fraqueza. Dá-me poder sobre si.
Nunca daria o meu poder.
Filha de Espanha, esposa do príncipe Artur.
Filha de Espanha, esposa do príncipe Artur.
Filha de Espanha, esposa do príncipe Artur.
Filha de Espanha, esposa do príncipe Artur.
Filha de Espanha.
Esposa do príncipe Artur.
E, em breve, rainha de Inglaterra.
OS EVENTOS E PERSONAGENS FORAM ALTERADOS PARA A NARRATIVA.
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