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Original subtitles

Já vimos o infortúnio.

Sentimos o gosto da derrota.

A humilhação de uma bolsa e estômago vazios.

Acreditavam que a Casa de Batiatus jamais retornaria à antiga glória,

que desapareceríamos da memória, seríamos esquecidos pela história.

Mas provamos que estavam errados!

-É! -É!

Provamos que o nome Batiatus

viverá após termos virado pó e ossos.

-É! -É!

Então, tenham orgulho perante o que trouxe a chuva!

O Matador da Sombra da Morte!

O novo Campeão de Cápua!

Spartacus!

-É! -É!

-Spartacus! Spartacus! Spartacus! -Spartacus! Spartacus! Spartacus!

Um titã, sua vitória ofusca todas as outras!

Matando nossa sede!

Realizando nossos sonhos e esperanças!

Observem o homem que se torna uma lenda!

-É! -É!

Isso é apenas o começo!

Construirei um império de sangue e glória sobre o seu nome!

Ele não enfrentou Theokoles sozinho.

Crixus não é esquecido. Ele sempre terá uma posição,

se sobreviver.

Mas Spartacus é o nome na boca do povo,

e verei que o falem com cada vez mais espanto.

Derrotei um homem que não podia ser derrotado.

O que mais esperam de mim?

Tudo!

O apetite deles é a grande besta.

Deve ser saciado constantemente com novas delícias.

Começaremos com a mudança de seu estilo de luta.

Duas espadas, como Theokoles usava.

Veremos o prazer do povo dobrar com seu herói duas vezes mais mortal!

E uma nova armadura digna de uma lenda!

Os homens se sentirão menores por isso!

As mulheres ficarão úmidas ao vê-lo.

Mas eu esqueço,

ele não quer estar com qualquer mulher, certo?

Ele e seu propósito não me interessam.

Felizmente, os deuses pensam diferente.

Eles o cobrem com mais chuvas e louvores.

Eles o abençoam com novas que deixam o coração leve.

Sura?

Achada! Nos cantos sombrios da Síria.

Onde ela está? Ela está bem?

Paz.

Tudo será revelado quando a boca se fechar.

O sírio a vendeu a um mercador,

o mar é sua amante.

Eles recentemente aportaram na costa de Neápolis.

Em solo romano?

Ela está entre seus escravos.

Dois dias de viagem de onde está, se não houver incidente.

Quando partimos?

É sábio permitir tal coisa?

Meu homem já está a caminho, fique tranquilo.

Ela se aproxima enquanto conversamos.

Você é um homem honrado

e sempre terá minha gratidão.

E você a minha.

Reunir-se com sua esposa é apenas a primeira de muitas recompensas.

Senhor.

Segredos.

Segredos em cima de segredos.

As novas de sua descoberta acabam de chegar a mim.

E quanto ao bom Ovidius e sua família?

Por que não me contou seu plano de matá-los?

E apenas para pagar umas poucas dívidas.

Não tinha nada a ver com dívida,

exceto uma de sangue.

Foi a mão dele por trás do atentado a minha vida no Fosso.

Ovidius?

Incitado por Solonius.

Não escondi de você por segredo, mas por amor.

Não quero que se contamine com tais coisas.

Somos aclamados por toda a cidade! Vamos parar e desfrutar disso.

Só sua.

Não para ser compartilhada?

Você a conquistou com seu feito.

Que foi possível com o que me ensinou.

Minhas ações apenas o prepararam para a tarefa.

Ao tirar a vida de Theokoles,

pôs um fim à batalha deixada pendente pela minha espada,

um fim à minha vergonha.

Eu vivo para ver minha esposa novamente graças a você.

Uma dívida que não será esquecida.

Não há dívidas entre nós,

somente a promessa da glória futura.

Velas são permitidas?

Sura sempre gostou delas.

Você não entendeu.

Esta cela é só para você.

Esposas não têm permissão para morarem conosco.

Então, onde ela ficará?

Na vila,

sendo mantida em segurança em troca de um bom serviço à Senhora.

Como uma escrava.

Assim como nós.

Mas você sobe rapidamente, como nunca vi antes.

Continue assim e ganhará a liberdade

para vocês dois.

Ashur.

Barca!

Eu estava vindo conversar com você.

Não quero conversa. Prefiro moedas.

A queda de Theokoles foi uma grande surpresa.

Sua aposta a favor de um resultado inesperado,

o tamanho da vantagem...

Não é simples cobrir uma vitória com tal margem?

Não ligo para margens.

Mendigue, roube ou mate para cobrir o que me deve

ou terá duas pernas inúteis

sem nada no meio para se levantar.

Conversei com o aleijado.

Ele pagou o que deve?

Logo a moeda estará em mãos para comprar nossa liberdade.

Liberdade.

Minha língua desconhece tal palavra.

Ela aprenderá a saborear seu gosto.

E os pássaros?

Voarão daqui assim como nós.

Verei que nossas roupas estejam dobradas e prontas.

Em que direção devemos ir e quão longe?

Tão longe quanto nossos pés desejarem.

Esta capa.

Foi a que usou quando partiu, quando o bom Ovidius foi assassinado.

Não havia nada de bom nele.

Então foi você quem o matou?

Todos os seus escravos? Sua família...

Minhas mãos obedeceram ordens.

E o menino, o filho de Ovidius.

Você também o matou?

Eram as minhas ordens.

Mas conhece minha afeição por coisas delicadas.

O menino foi poupado

e enviado para bem longe.

Quando for descoberto, nós estaremos livres.

E suas mãos?

Limpas para sempre e suas para comandar.

A vitória de Spartacus acende a imaginação do povo!

Pedidos pelos meus homens chegam

de cada família com algum nome e dinheiro.

A prosperidade sem limite está ao nosso alcance!

Assim como aqueles que o querem morto.

Farei que Solonius pague por sua desfeita,

mas essas coisas não devem ser apressadas.

Eu irei saborear cada gota de suor de sua testa

enquanto meu laço aperta seu pescoço.

Eu preferiria apertar rapidamente.

Tudo tem o seu tempo.

Voltando a algo mais urgente...

Reunir o trácio com a esposa?

Não me referia a isso.

Coma a bunda da garota um pouco, eu assisto.

E eu darei prazer aos seus olhos.

A mulher trácia me preocupa.

A promessa de encontrá-la

era a única coisa que o mantinha controlado.

E se a presença dela o fizer voltar aos seus modos trácios

e pensamentos de rebeldia?

Não fará.

Como pode ter tanta certeza?

Viu as lágrimas de gratidão nos olhos dele?

Gratidão não é lealdade.

Ele não é como Crixus.

E Crixus não é mais o que era

e talvez nunca mais seja.

Spartacus se reunirá com sua esposa.

E com isso,

estará preso a nós e ao ludus

até que deus venha clamar a todos nós.

Como irá nos salvar?

Da chuva.

Sua vitória abre os céus.

Como irá fechá-los antes que nos afoguemos?

Acredita no resto dos tolos?

Que sou abençoado pelos deuses?

Milagres costumam sair do seu rabo.

Ouvi rumores de providência mais divina.

Sura. É verdade?

Ela vem de Neápolis para os meus braços.

E ainda duvida que os deuses o favorecem.

Se o que Sura teve de suportar é parte de seus favores,

eu preferiria que virassem as costas para mim,

se é que existem.

Ela vem. É só o que importa agora.

Você já foi livre nessa terra.

De onde ela vem?

O porto de Neápolis fica naquela direção.

Há estradas para as montanhas para o leste?

Muitas.

Quais são as menos usadas?

Uma pergunta estranha que foge ao assunto.

Não muito.

Sim, algumas são pouco usadas,

mas não ao ponto do novo Campeão de Cápua

passar despercebido se for tomado por pensamentos questionáveis.

Quanto tempo antes de Batiatus me deixar comprar a nossa liberdade?

Quantos anos ela será condenada a se curvar e trabalhar?

A alternativa é a morte?

Se tentar escapar para além dos muros,

é certamente o que encontrará.

Ninguém tentou tal coisa?

E viveu? Não.

É uma coisa impossível.

O mesmo disseram sobre derrotar Theokoles.

Então tem um plano?

Está começando a se formar.

Esse é seu plano?

Temo que seja falho.

De que forma?

Para começar, armas.

Temos muitas no ludus.

Mas são trancadas a chave.

Ou acredita que os deuses mandarão uma do céu

junto com a chuva?

Acredito em oportunidade

e o poder de raciocínio para agarrá-la.

É justo.

Digamos que consiga uma arma.

E um cavalo?

Nunca chegará às montanhas sem um.

O Senhor fornecerá um.

Sura chega de carroça.

Bem, não importa.

Armas, cavalos, são a menor de suas preocupações.

E a maior?

O homem que pode impedi-lo.

Eu não tinha pensado nele.

Não pensou em muitas coisas.

Faça uma pausa, eu imploro.

Não.

Teremos nossa liberdade.

Eu a terei em meus braços e a ouvirei dizer meu nome.

Meu nome,

não o nome que os romanos me deram.

Não posso ajudá-lo com isso.

Eu não pediria.

-Se não fosse a família... -Nem pense nisso.

Não há nada que eu possa dizer para dissuadi-lo?

Não.

Então que os deuses em quem não crê o favoreçam.

Uma bela figura, não é?

Um deus entre os homens.

Nunca vi uma armadura tão magnífica.

Se me permitir,

vou usá-la no retorno da minha esposa.

Querendo impressioná-la?

Ela ficará maravilhada ao ver.

Um homem deve sempre estar bem aos olhos da amada.

Pode usá-la.

E até ficarei ao seu lado

enquanto a recebe de braços abertos.

As espadas, contudo...

E para que eu precisaria delas?

Pode ser?

A lenda em pessoa entre nós?

Magistrado Calavius! Que sorte vê-lo!

Não, a sorte é minha.

Meu filho Numerius não para de falar

de Spartacus e de sua vitória contra Theokoles.

Ele exigiu que viéssemos ao mercado comprar algo

da Trácia em honra do seu homem.

Mostre a ele.

O mercador disse ser a arma de um guerreiro.

E é mesmo.

Vê essas marcas?

Trácios marcam o punho,

uma marca para cada morte.

Quantas há no seu punho após matar Theokoles?

Ele deve valer no mínimo dez!

Se eu soubesse usar uma espada metade que você...

Junte-se a nós no ludus do meu mestre,

e lhe ensinarei o golpe que matou a Sombra.

Uma ideia esplêndida.

Pai?

Talvez uma visita mais tarde hoje?

Por que fazer o rapaz sofrer de ansiedade?

Venha agora.

A alegria deve ser atrasada por causa da tristeza.

Trato de assuntos relacionados ao assassinato de meu primo.

Bom Ovidius.

O coração aperta com o pensamento.

Mas se enche com a promessa de vingança.

Venha, Numerius.

Sua hospitalidade generosa será apreciada em breve.

Um convite para ensinar o filho do magistrado?

Me perdoe se fiz besteira.

Que se dane o perdão!

A manobra mais esperta que já vi!

Ainda farei de você um romano!

Os olhos dele não deveriam estar abertos?

É necessária calma para curar a ferida.

Eu o manterei em repouso com ervas.

Ele irá se recuperar?

Eu fiz o que pude.

Está nas mãos dos deuses.

Não.

A vida dele está nas suas mãos,

e eu as cortarei se ele morrer.

Vê como todos olham para você?

Meu pai teve muitos campeões, mas nenhum tão bom quanto Spartacus.

Quase dá para sentir o cheiro das moedas entrando na nossa bolsa.

Posso perguntar, o que resta da minha moeda

depois do transporte de Sura?

Quer comprar algo para sua esposa?

Este mercado é para romanos. Não serviria a um escravo.

Não peço por mim, mas pelos homens.

Vinho e mulheres para celebrar minha vitória.

Um gesto nobre, será apreciado.

Paga com sua própria moeda,

e a alegria deles me beneficia.

Muito bem, que seja feito.

Marcellus sabe escolher bem tais coisas.

Devo fazer os arranjos?

Veja que sobre bastante.

Senhor.

Venha, vamos nos preparar para a chegada do magistrado.

Mais ameaças?

Não.

Moeda, para comprar vinhos e vadias,

o suficiente para molhar a língua e o pau do meu mestre.

E um grande débito ao gladiador Barca,

no qual preciso de ajuda.

Não tenho jeito para isso.

Seu cinto e adornos,

eles escondem seu propósito.

A armadura é pesada demais e você é rápido.

Com o tempo, você também.

Um guerreiro verdadeiro só precisa da espada para traçar seu destino.

Entendo o que quer dizer.

Vamos de novo.

Faça Theokoles, e eu tentarei trazer as chuvas.

Desculpe o atraso.

Minha investigação na vila de meu primo foi esmagadora.

Como assim?

Como esperado ao encontrar parentes mortos.

Seu filho aprende rápido a usar a espada.

Nasceu fascinado por gladiadores.

Seu aniversário de 15 anos se aproxima.

Não para de pedir um par

para uma demonstração na festa.

Pensei em contratar os homens de Solonius,

mas seus produtos estão fora de moda

desde sua vitória sobre Theokoles.

Seu filho tem bom gosto.

E verei que seja satisfeito.

Venha. Vamos negociar o preço da refeição.

Com licença, Senhor.

Trago notícias importantes ao magistrado Calavius.

Um homem importante, raramente está longe dos assuntos públicos.

Essa mensagem é mais pessoal.

O menino de Ovidius vive!

Isso é fantástico. Como pode ser?

Uma benção de Júpiter.

Ele foi achado quilômetros ao norte de Cápua

vagando pela estrada!

E o que ele conta?

Descreveu os horrores? Como sobreviveu?

Os detalhes não são claros.

Venha, Numerius!

Não esqueça as suas coisas.

Grato pela lição.

Foi uma honra.

Numerius!

Como o menino pode estar vivo?

Não poderia.

Viu com seus olhos a morte dele?

Não.

Deixei nas mãos de Barca.

E as nossas vidas também.

O que irá fazer?

Droga. Pense!

Desculpe a intrusão.

Provisões para a celebração chegaram.

Que se dane a celebração!

Fomos traídos pela Besta de Cártago,

e você fala de vinho e vadias!

-Barca? -Sim.

Ele sempre foi leal.

Como uma cobra ao seio.

O filho de Ovidius vive.

Que má notícia.

O menino reconheceria o seu rosto?

Não, eu estava na sombra.

Mas Barca estava no claro.

Não acredito que Barca o trairia.

E mesmo assim...

Se sabe de algo, fale logo.

Barca fez uma aposta contra Theokoles,

ganhando muitas moedas.

Eu o ouvi cochichando com Pietros

intenções de comprar a liberdade dos dois.

Barca nunca mencionou desejo de deixar esses muros.

Ele deseja fugir antes da descoberta.

Se a criança puder ver seu rosto,

saberá que ele é um dos seus homens.

Reúna guardas e volte com Barca.

Quero ouvir a verdade de sua boca.

Quando um homem é pressionado, as mentiras fluem com facilidade.

Mate-o e acabe com isso.

Não antes de olhar em seus olhos e ver a deslealdade lá.

Talvez haja outro caminho para a verdade.

Um usado com mais sensibilidade.

Amanhã, os homens estarão lentos pela bebida.

E metade dos guardas com eles.

Há um que não compartilha

as suas alegres oferendas.

Um homem de princípios, que não se distrai facilmente.

Como está Crixus?

Vagando pela terra dos sonhos,

mantido lá pelo médico, com esperança de recuperação.

Vou visitá-lo.

Você me afoga!

Em mais que vinho.

Pietros,

você foi chamado.

O que está fazendo?

Vim compartilhar uma bebida com meu parceiro em vitória!

Bem, faça isso e vá embora, ele precisa repousar.

E não lhe dê vinho.

Sem você, irmão,

meu sangue teria sido derramado na arena

no lugar da chuva.

Que os deuses honrem sempre Crixus, o gaulês invicto!

E perdoe a dor que causo.

Saia!

Sua ferida foi reaberta. O pote marrom! Depressa!

-Isso o curará? -Não.

Mas o fará dormir para que eu sele a ferida.

Ele vai ficar bem?

Saia daqui!

Eu bebi vinho demais...

Nada que preste.

Esse é falerniano, nada de vinho barato.

Tem um gosto divino.

E nos aproxima dos deuses.

Como está o Barca?

Alegre, como todos os homens.

Posso confiar em você?

Sim, claro, Senhor.

Dias atrás,

fui forçado a me vingar de Ovidius, o mercador de grãos.

Ele tinha tentado me matar no Fosso.

O homem era um perigo e um traiçoeiro.

Teve de ser tratado de acordo, entende?

Agora há rumores que não só Ovidius

morreu. Toda a sua família foi morta.

Havia até uma criança.

O resto eu posso esquecer,

mas o menino, ele perturba a minha consciência.

Se Barca foi além de minhas ordens e botou a mão em...

Não, ele não matou o menino.

Talvez esteja me dizendo o que eu quero ouvir.

Não. Ele mesmo me disse.

Ele jurou que nunca feriria uma criança.

Bem, minha consciência pode ficar tranquila.

Ele ficará feliz em saber.

Não vamos contar a ele ainda.

Não quero macular a celebração com pensamentos tão sombrios.

Sim, Senhor.

Obrigado pela honestidade, Pietros.

A natureza verdadeira do homem é revelada.

Eu não teria pensado isso dele.

Deixe Barca beber por enquanto.

Quando estiver embriagado,

eu farei que seja recompensado por sua lealdade.

Senhor.

Você fede a vinho.

Trago copos cheios de celebração.

Honro sua vitória

com reza.

Seus ensinos tornaram possível a reunião com minha esposa.

Eu ergueria copos em gratidão.

O sentimento é bem recebido,

mas o vinho não passa por meus lábios há anos.

Seus deuses o proíbem?

Não.

É uma questão de disciplina.

Sura sempre me advertiu sobre isso.

Uma mulher sábia.

Muito mais que o marido dela.

Se ela não tivesse entrado em minha vida...

E agora ela retorna.

Os deuses realmente o abençoaram.

Sura diria o mesmo.

E você?

Os deuses e eu não pensamos igual,

apesar de ela ter tentando muitas vezes me convencer.

Sábia e compreensiva.

Para amar um homem apesar de suas falhas.

Ela é a única razão do coração bater em meu peito.

Encontrar um amor assim

é raro e auspicioso.

Fala de conhecimento próprio?

Minha esposa.

O pensamento dela sempre está em minha mente.

Ela vive?

Na lembrança.

Eu gostaria de conhecê-la

e lhe contar do valor de seu marido.

Peço desculpas por perturbar suas orações.

Spartacus.

Não posso beber à vitória.

Mas à sua esposa

e seu alegre retorno...

O momento deixa de lado a disciplina.

Você nos honra.

Puxa, o que o Senhor queria?

Nada importante.

Você beija com vontade.

Pela ideia da liberdade.

Uma palavra, por favor.

Danem-se suas palavras, a menos que moedas as acompanhem.

Vim falar disso mesmo.

Consegui um empréstimo do bom Marcellus

para cobrir o que ganhou.

Os juros são ultrajantes.

Passe para cá.

Marcellus trará ao buscar sua vadia

pela manhã.

Interrompe minha transa de mãos vazias?

E informação.

Batiatus sabe de seu desejo por liberdade

e quer negociar os termos.

Suas habilidades, impressionantes na arena,

não possuem a gentileza necessária na arte da negociação.

Posso barganhar um valor melhor de Batiatus

para sua liberdade.

Metade da diferença a ser subtraída da minha dívida com você.

Batiatus está de bom humor.

Se nos apressarmos...

Vá.

Vamos chamá-lo de Senhor pela última vez.

Soube que busca sua liberdade.

Ashur me representa na discussão.

Discussão?

Não há nenhuma discussão a respeito.

O laço entre mestre e escravo já foi quebrado...

No momento que me desobedeceu.

Desobedeci?

O filho de Ovidius vive.

Impossível.

O magistrado está indo buscá-lo.

Ainda respira, seus dedinhos tremem

para revelar a besta que matou sua família.

Não pode ser.

Com minhas mãos em sua garganta, vi a vida esvair-se dele.

Seu amante disse outra coisa.

Pietros?

Você lhe disse que o menino vive, não foi?

Disse,

mas apenas para acalmá-lo.

Se soubesse que o sangue da criança sujava minhas mãos...

Então, mentiu para ele?

Ou ele mente a você agora.

De qualquer forma, temos um problema sério de confiança.

Senhor, permita-me...

Parem-no!

Agora você está livre.

Barca comprou a liberdade dele.

Lhe desejamos felicidades

e o acompanhamos pelos portões da vila.

Entendeu?

Sim, Senhora.

Entendeu?

Sim!

Abra!

Caramba! O que agora?

Abram caminho para o magistrado!

-Droga! -Feche as cortinas!

Santos, limpe tudo. Limpe!

Abra caminho!

Batiatus!

Magistrado.

Chega em hora inesperada.

Trazido por assuntos que não podem esperar pelo amanhecer.

Que nova ofensa é essa?

Nada. Um escravo desobediente que foi recém-punido.

Não o único desgraçado que merece sangue hoje.

Acabei de voltar da prometida reunião

com o filho de Ovidius

e gostaria de conversar com um homem visto em sua casa.

De que homem você fala?

O mensageiro que encheu meu coração de falsas esperanças.

Mensageiro?

O filho de Ovidius não foi visto em nenhuma estrada.

Voltando à cidade, soubemos que seu corpo foi encontrado

nas cinzas da vila de meu primo.

O mensageiro mentiu.

E eu saberei a razão

e terei a língua do tolo.

Não pouparei esforços até que o vilão seja encontrado.

Moeda

e minha gratidão.

O mensageiro surtiu o efeito desejado?

Minhas preocupações acabaram

assim como a vida de Barca e sua sede por dinheiro.

Não há chance do magistrado

descobrir a fonte da mensagem?

Não a menos que Hades fale dela do inferno.

O mensageiro foi enterrado.

E você o seguirá

se uma palavra sobre esta transação deixar seus lábios novamente.

Eu me caguei.

Ashur?

Ashur.

Jovem Pietros!

Como está neste dia?

Como à noite, cheio de preocupação.

-Barca não voltou. -Nem voltará.

Ele tem sua liberdade.

-Liberdade? -Sim.

Comprada do Senhor.

Mal consegui acompanhá-lo quando saía pelos portões.

Ele ia me levar junto.

O preço da liberdade era alto demais para vocês dois.

Mas não se preocupe.

Sei que Barca achará outro buraco para seu pau,

um pelo qual não tenha de pagar.

Por Júpiter, minha cabeça.

Mal consigo ficar em pé com ânsia de vômito.

Não está sozinho.

Ninguém em condições de parar um homem resoluto.

Foi o que planejei.

O professor se levanta antes do Sol, de chicote na mão.

Ele se levantará de novo?

Sim,

mas não por muitas horas.

Suas chances melhoram então.

Ao ponto da certeza absoluta.

Nada é assim.

Mesmo se cavalgar além dos portões,

os guardas o seguirão.

Eles receberão ordens para não fazer isso.

Espera que eles o obedeçam?

Não.

Espero que obedeçam a seu mestre.

Larguem as espadas!

Andem!

Eu o soltarei quando estivermos nas montanhas.

Spartacus!

A carroça da sua esposa aponta na estrada!

Já estou indo!

Eu imploro que reconsidere pela última vez.

Sura será livre

nesta vida ou na próxima

com seu marido ao lado dela.

Que os deuses levem os dois às planícies de Trácia.

A piscina está limpa,

como se nunca tivesse acontecido.

Um infeliz desentendimento.

O homem ainda era leal.

Ele desejava a liberdade.

Uma traição em si.

Venha, a pensamentos mais alegres.

A esposa do trácio se aproxima.

Como isso é causa de alegria?

A chegada dela irá apenas lembrá-lo

de sua antiga vida.

Por que não enxerga isso?

Nossas esperanças e fortunas estão ligadas a Spartacus.

Prometi reuni-lo com sua esposa.

Em honra do homem, manterei minha palavra.

Eles apareceram do nada na estrada.

Atacaram... Nos atacaram na estrada.

Estou aqui.

Minha palavra foi mantida.

Foram reunidos.

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