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HOTEL IGLU
O quê? Ah, fala sério!
Valeu.
Ai, caramba! Que susto!
Maldito Alasca.
Abaixa! De joelhos, agora!
- De joelhos! - Tá bom.
- Merda! - Vamos lá, princesa.
Estou cooperando. Estou cooperando, tá?
Pronto!
Peguei você.
E aí, Winston. Como tem passado?
O quê?
Sou Madolyn Harris, agente federal. Foi difícil te achar.
Acordo! Quero fazer um acordo. Vamos fazer um acordo.
Ei, ei, calma!
É macarrão instantâneo de frango.
Joguem ele na cama.
Na colcha, não. Ah, não. É áspera.
É muito... áspera.
Winston, se quiser fazer acordo, deponha contra o Moretti.
Tá.
Mas eu quero imunidade total e muita...
e muita proteção.
Tá legal. Vou ligar pro comando.
Tá.
É a Harris. Sim, captura tranquila.
Escute, ele quer fazer acordo.
Entendido. Mantenha-me informada.
O que disseram?
Relaxe. Pode levar alguns dias.
Olha, eu não quero dar trabalho, mas...
eu preciso ir ao banheiro.
Qual é, não me olhe assim.
Esses caras me deram um susto danado.
O que esperava?
Pode me dar um pouco de privacidade?
Você pode fugir.
Tudo bem.
Mas se não tirar as algemas,
é você que vai ter que lidar com a papelada.
Ei, Bob, Jeff.
Sim, senhora.
Tenho um trabalho para vocês.
- Entre. - Mas que porra é essa?
Seu transporte, Winston. Entre.
Tá.
Quando você disse: "Fretamos um avião particular",
eu pensei num Gulfstream ou um Learjet...
Sabe, estilo Jay-Z.
Achei que fôssemos beber champanhe.
Não tomar remédio pra enjoo.
São jatinhos. Eu não disse "jatinho".
Eu disse "avião particular", e este é isso.
Não. Isso não é avião. É uma pipa com cinto de segurança.
Sinceramente, eu preferia voar de econômica.
Bem, Winston, o que quer que eu diga?
Da próxima vez, esconda-se em Miami, e talvez consiga um jatinho.
Você resolveu dar uma de Unabomber,
me arrastou até esse fim de mundo no Alasca,
nossas opções ficaram mais restritas.
Duvido que seja possível pousar um jatinho aqui.
É que é meio difícil sumir do radar em Miami.
Você aprontou muito por lá, né?
Podem ir. Chego em um segundo.
- Van Sant. - É a Madolyn.
Já estava preocupada.
Não fique. Já estamos prontos para decolar.
Ele está cooperando?
Se eu disser "não", posso dar um choque nele?
- Claro. - Estou aqui. Eu ouvi.
Três dias num hotel horrível. E o cara não calou a boca.
Ah, qual é. Você curtiu cada minuto.
Não me diga que está com saudade do escritório.
Não. Não. É sério, Caroline.
Obrigada por me colocar de volta no campo.
Sei que houve resistência.
Não me agradeça ainda. O juiz Martin recusou o caso.
Três chances para adivinhar quem aceitou.
Aeromoça, tem refeição nesse voo ou só...
- Cale a boca, Winston. - Tá, só petiscos.
- Está aí? - Sim. Substituído por quem?
- O juiz troglodita em pessoa. - Falco?
Pois é. E, pra variar,
ele não nos deixou adiar a data do julgamento de novo.
- Está brincando. - Vai dar tudo certo.
A equipe está a postos para recebê-la em Anchorage.
Tá. Chegaremos em uns...
Devemos chegar em mais ou menos 90min.
- Aonde ele foi? - Ótimo.
Os advogados do Moretti querem nos fazer perder o prazo,
mas vai dar tempo.
Ainda dá pra chegar a Nova York de manhã, tá?
- Acelere aí. - Tá.
Muito bem. Me ligue de Anchorage.
Siga o protocolo, tá? Sem surpresas. Preciso desligar.
Então, tem entretenimento a bordo ou algum joguinho?
Agente Harris? Daryl Booth.
Espero que goste de voar. Está um belo dia pra isso.
Olha, não costumo deixar os passageiros embarcarem antes de mim.
É para sua própria segurança.
É sério?
O que tem aí, uma Glock ou...
Estamos com pressa, Sr. Booth.
Sim, senhora.
Tem certeza de que não quer ir lá atrás com ele?
De jeito nenhum.
É que é difícil controlar a tensão sexual.
Perguntei porque não deveria ter alguém de olho nele?
Ele está algemado, Sr. Booth. Não vai a lugar nenhum.
Confie em mim.
Entendi. Você manda. É que...
Nunca voei com um fugitivo.
- Testemunha. - O quê?
Cale a boca, Winston.
Vou testemunhar para o governo, não sou fugitivo.
Winston.
Só falei que, tecnicamente, estamos do mesmo lado.
Nem mais uma palavra.
Teremos poucas nuvens e vento leve.
Gostaria que não se dirigisse ao prisioneiro.
Sim, senhora.
É que eu nunca voei com uma agente americana importante.
Mas já voei com Marshall Faulk. Foi muito irado.
Vamos lá. Centro de Anchorage, N-2-0-8-U-U.
Pronto para decolar de Crooked Creek, pista 3-4.
Entendido. N-2-0-8-U-U.
Prontos para decolar, pista 3-4.
- Podemos ir? - Sim.
É normal sacudir tanto?
Não curtiu a música?
É, eu sei. Mas aqui em cima, precisa de música
pra abafar o som do vento e dos lobos.
Viu só? Ela curte.
Sempre tem turbulência aqui.
Mas deve passar quando atingirmos 900m.
Se vomitar, não se preocupe.
Não imagina quantos passageiros deixaram o almoço aqui.
- Oi? - Dava pra abrir uma lanchonete.
Oi? Oiê?
Conseguem me ouvir?
E se eu precisar mijar?
Você fuma?
- Não, eu parei. - Eu aceito um.
É, não é o mesmo, né?
Tudo bem com seu pescoço?
Tem um arranhão.
Manutenção. Ossos do ofício.
Mais um pouco. Vai, estica.
- Por que ele está algemado? - Droga!
Ele disse que era testemunha. Por que está algemado?
Porque ele é uma ameaça no ar.
Mas ele disse que vocês estão do mesmo lado.
Ele é um mentiroso.
O que ele fez?
Tá. Deixa pra lá.
É que eu costumo carregar grupos de pescadores bêbados
ou engravatados querendo vivenciar a natureza.
"Oxi, sou apenas um piloto caipirão.
Nunca vi um pitéuzinho da cidade grande igual a você."
Faz tempo que é piloto?
Sim, meu pai é piloto agrícola no Texas.
Tenho pesticida no sangue.
"Obrigada. Sou muito rígida e controladora.
Adoraria me relacionar com você, pra poder controlar..."
"Tá no jeitinho pra mim.
Se a gente fosse primo, já tinha inté casado."
Vim fazer uns fretados no verão há uns 15 anos.
Nunca mais fui embora.
Tô tagarelando. Me desculpe.
Minha ex sempre reclamava disso. Foi mal.
É lindo, né?
É, sim.
É, a gente se acostuma.
SEM SINAL Que droga!
- Está tudo bem? - Tá beleza.
Não esquenta. Essa porcaria vive me deixando na mão.
Não tem GPS?
Não é nada de mais, sério. Acontece duas vezes por semana.
Não pega nada, relaxa. Faço essa rota direto.
Em 75 minutos, estaremos no solo,
e você e seu amigo ou testemunha
estarão a caminho de Seattle, eu prometon.
Não acha que deveríamos voltar?
Não, tá de boa. Quer dizer, você manda.
Vou receber do mesmo jeito.
Tem uma tempestade vindo do Norte.
Se voltarmos agora, provavelmente vai segurar a gente por umas horas.
75 minutos.
Eu conheço o trajeto. Vou levá-los até lá.
Há quanto tempo é agente?
Há uns 7, quase 8 anos.
- Você gosta? - Tem seus momentos.
Ei! Que diabo foi isso?
Tá tudo bem.
- Desculpe. - Ah, tudo bem.
Um passarinho bateu no avião. Tá tudo bem.
A não ser que você seja o passarinho.
Acho melhor subir mais um pouco, caso tenha mais.
Mas não posso subir muito pra não desmaiar.
- Você está bem? - O avião...
O avião tá ótimo.
Vou passar a noite esfregando esse sangue,
mas podia ter sido pior. Podia ter virado picadinho.
Eu passaria a semana tirando penas das entradas de ar.
Olha pra ela. Não é ótima?
Dançando para entreter você.
Qual é. Ela é resiliente.
Eu sei. Nem acreditou que eu usei uma palavra chique, né?
Não espalha.
Mas ela continua dançando durante os sacolejos,
curvas e turbulências. Não tem tempo ruim pra ela.
Dou valor a uma garota assim.
Puta merda.
Ei. Ei! Ei!
Tá me ouvindo?
Caramba.
O que eu faço?
- Ei! - O que foi isso?
- Preciso falar com você. - O quê?
Eu derrubei uma coisa...
no chão perto do meu pé.
- Se vira! - Não, não, não.
Também não tô me sentindo bem.
Tô nem aí, Winston. Engole.
Não, eu tô muito mal. Tô com um mau pressentimento.
Acho que a gente deveria voltar.
Respire fundo, Winston. Você vai ficar bem.
- Qual é o problema dele? - Disse que está enjoado.
Que merda.
Toma.
Tenta respirar no saquinho.
Tá.
Não falei? Todo voo é isso.
Qual é a previsão de chegada?
Uma hora, por aí. Em breve.
Quando vamos ver civilização de novo?
Por aqui? Só quando estiver chegando.
Como sabia de Seattle?
- O quê? - Mais cedo.
Disse que logo estaríamos a caminho de Seattle.
Como sabe que é para onde vamos?
Caramba. Para onde mais seria?
Vocês não são do Alasca. Tá na cara.
Não é possível que fiquem em Anchorage. Nada contra.
Na verdade, se eu tivesse que adivinhar,
eu diria que você tem sangue ianque.
Não tem muito sotaque, mas...
você me lembra uma garota com quem tive um enrosco.
Posso falar com a torre de controle por aqui? Preciso registrar.
- Já? - Protocolo.
Sei. Tá legal. Claro.
Centro de Anchorage,
N-2-0-8-U-U. Responda.
Responda, centro de Anchorage. Aqui é N-2-0-8...
U-U. Câmbio.
- Centro de Anchorage? - Nada?
As montanhas devem estar bloqueando o sinal.
Deve normalizar em alguns minutos.
Ai, porra.
Dá um medinho, né?
Os pilotos locais chamam de sopa de esquimó.
A comunidade de voo daqui deve ser bem pequena.
Deve conhecer quem me trouxe na semana passada.
Jani... Janikowski?
Janikowski? Claro. Um cara ótimo.
Uma vez, em Nome, nós pusemos a mão na massa
e mandamos ver numa solda.
Como eu disse, o cara é incrível.
É. Parecia mesmo.
Só que é uma mulher.
Tá falando da irmã?
Eu tenho boas histórias com ela, também.
No te lo creíste, ¿verdad?
Sabía que nos íbamos a divertir.
¡No le dispares! ¡Lo necesitamos!
¡Mierda!
Sí.
¡Tiene un cuchillo!
Tranquila. No quiero matarte.
Un cadáver no es divertido.
¿Qué...?
Me encanta que se resistan. Sí.
¿Quieres jugar rudo? Guau, guau.
Cómo vamos a divertirnos. Sí.
¡Mierda! ¡La puta madre!
¡Oye! ¡Cierra la boca!
El Sr. Moretti está muy decepcionado y te quiere muerto.
No les dije nada. Ni una palabra.
- Juro que no abrí la boca. - Lo sé.
Basta. Lo sé.
Sé que no abriste la boca.
- ¿No? - No dije nada.
¿Sí? Y ahora, nunca lo harás.
Puedo pagarte.
Vamos, Hermano. Quiérete un poco.
Hablo en serio. Un millón de dólares en cripto.
No se puede rastrear. Tienes que dejarme ir.
¿Tengo cara de operar con cripto?
Bien. Te daré efectivo.
Lo que quieras. ¿Qué importa? Es un millón de dólares.
¿Tanto pudiste acumular?
Era el Contador de Moretti, así que sí, le robé dinero.
¿Un millón de dólares? Sí que tienes pelotas.
¿Tienes idea de cuánto dinero escondí por él?
Porque ni él lo sabe.
No creerías cuánta gente mordía de ahí.
Un tipo en Sankaty, Massachusetts, se llevó $25 000 al mes por años.
Solo tienes que dejarme ir.
- Eso solo, ¿no? - Eso solo.
¿Cuál era tu plan?
¿Ibas a llevarnos a una pista abandonada
y que nos devoraran los lobos?
No.
Más bien osos en esta época del año.
Pero después de divertirnos.
¿Entiendes?
Bien. Pero, escucha.
¿Quién va a saberlo? ¿Verdad?
Digo, desapareceré del mapa.
Di que hiciste tu trabajo
y llévate un millón en el bolsillo.
- Ganamos todos. - Vaya.
¿Y ella?
¿Qué hay de ella?
Mírala.
Si escapas, ella morirá.
Y morirá por tu culpa.
¿Cargarás con eso en tu conciencia? ¿La abandonarás?
¿Así nomás?
No los necesitas, ¿verdad? Ya no.
Igual te ves como un cobarde.
¿Sabes qué nos diferencia, Flacucho?
No sé. ¿Un millón de dólares?
¡Carajo! ¡Dios mío!
No me faltes el respeto.
- Trato de ser amable. - Sí.
No arruines el clima.
Entiendo.
Hago esto por diversión. Gratis.
Te retuerzo las tetas. ¿Te gusta?
- Vamos a divertirnos. - Bueno.
Oye.
Levántate.
Tienes que despertar. Si me oyes, despierta ya mismo.
- ¿Qué...? - ¿Estás bien?
- Winston. - No hay aire aquí.
- Sí hay. Respira. - Quítame esto.
- No puedo, Winston. - Pero no hay aire.
Sí hay. Respira.
¡Es peor a que te viole un calvo!
- Nadie te violará. - ¿Apostamos?
¿Viste dónde está el cuchillo?
¡Dios mío!
¡Dios mío! ¿Así acaba todo para mí?
¡Todos vamos a morir!
¡Por favor, Dios! Me portaré bien. Me haré sacerdote.
¡Quítatelo de encima! ¡Vamos, tú puedes!
¡Levántate!
Da la vuelta. Tira de algo. ¡Tira!
¡Dios mío!
Mierda.
Bien.
PILOTO AUTOMÁTICO
Winston.
¿Estás bien?
¡Winston!
¡No! No estoy bien.
Me oriné encima.
¿Qué vamos a hacer?
Déjame pensar.
- ¿Qué buscas? - El cuchillo, para quitarme esto.
- ¡Oye! - ¿Qué?
El botiquín.
PELIGRO - BENGALA CARGADA
La puta madre.
Vamos. Puedo ayudarte. Desátame.
- Ni lo sueñes. - ¿En serio?
¿Acaso crees que atacaré al piloto?
Está bien.
- Despacio. - Tienes problemas de confianza.
Yo puedo.
Yo puedo.
Gracias.
No fue tan difícil, ¿verdad?
Llevémoslo atrás antes de que despierte.
Al carajo. Dispárale.
Iba a asesinarnos a los dos.
Nadie matará a nadie. Puede que lo necesitemos.
¿Para qué?
¿Sabes pilotear un avión?
Él no nos dirá cómo hacerlo.
Vamos.
Hijo de puta.
¿Necesitas ayuda?
Maldición.
Gracias. Ahora, las esposas.
Puedes moverte igual.
- Carajo. - Vamos.
- Bien. Sin movimientos bruscos. - ¿Yo?
- Esto no es mi culpa. - Tira.
Vamos. Sí.
Espera.
Vamos.
¿Le estás haciendo una pedicura?
La puta madre.
Vamos.
Sabía que algo no cuadraba apenas él llegó,
con ese aire campesino y ese acento falso.
Winston, juro que si no te callas...
- ¿Qué? - Nada.
Mentira. Muéstrame.
- Hay que moverlo. - Primero me lo muestras.
Está bien.
MORETTI DETENIDO, NO SE FIJÓ FIANZA
Alguien hizo la tarea.
Tienen fotos tuyas.
Tienen una mía.
Espera un momento.
Es la casa de mi mamá.
- Winston. - Dios mío. Podrían...
Podrían lastimarla o matarla. Hay que advertirle.
- Hay que llamarla y decirle. - Winston. Concéntrate.
Primero hay que pedir ayuda.
Y para eso, hay que moverlo a él atrás.
- Bueno. - Bien.
Bien. Siéntalo.
Sí.
- ¿En serio? - Son para él.
Espósalo a la manija.
Hijo de puta. Veamos si te gusta estar esposado.
Será una pelea justa.
Bien. Entonces...
- Rayos. - Escucha.
Estamos jodidos.
Dios mío. Estamos muy jodidos.
- Cálmate. - ¿Que me calme?
Mi mamá jamás lastimó a nadie en su vida.
Morirá por mi culpa.
¿Entiendes cómo me siento?
¡Escúchame!
Vamos a resolverlo. Tu mamá sigue viva.
- No lo sabes. - Sí lo sé.
Moretti no podrá presionarte si ella murió, ¿no?
- Supongo que sí. - Sé que está viva.
También sé que no podemos cambiar el pasado.
Solo podemos elegir cómo reaccionar en este momento.
Usaré la radio para pedir ayuda.
Para nosotros. Para tu mamá.
Y llegaremos a Nueva York, así declaras
y Moretti va preso de por vida.
Pero...
¿Dónde estamos?
Al menos, déjame sentarme contigo.
Vamos, puedo ayudar.
¿Quieres ayudar?
¿Cómo supiste lo de Daryl?
No quería que muriéramos.
- Ven. - Gracias.
Si te meas otra vez, vuelves atrás.
Calma. Estoy vacío.
Hola. ¿Alguien me copia?
¿Alguien me escucha?
Mayday.
Enviarán a alguien a buscarnos, ¿no?
- Si no llegamos. - Vamos a llegar.
Sí, vamos a llegar. Seguro.
Pero...
si no llegamos, conocen nuestra ruta, ¿no?
¿Nuestra ruta? Él no nos llevaría a Anchorage.
Empiezo a dudar de su sinceridad.
Pero deberían poder localizarnos, ¿no?
Una señal de emergencia, una caja negra o algo.
La radio, el GPS... Él no quería que nos encontraran.
Hola. ¿Alguien me oye?
- Vamos a estrellarnos. - Mayday.
Silencio. Claro que no. ¿Alguien me oye?
Estoy en un avión y necesito ayuda.
Auxilio.
- Auxilio. - ¿Cómo dices?
Sí. Hola. ¿Me oyes?
Te oigo.
Sí, te copio. Repítelo.
Ayuda. Necesito ayuda.
Es una frecuencia de aviación.
Sí, lo sé. Estoy en un avión.
No hablas como piloto.
No lo soy. Mi piloto...
- ¿Sigues ahí? ¿Hola? - Está...
Está incapacitado. Inconsciente.
Estoy piloteando el avión y no sé lo que hago.
- Bien. Entiendo. - Hola.
Frank te hizo hacer esto, ¿no? Es una broma, ¿no?
¿Qué? No, no es una broma. Por favor, ayúdame.
Mierda. Lo lament.
Bien. Primero lo primero.
¿Activaste el... automático?
¿Qué mierda dice?
PILOTO AUTOMÁTICO
Sí. Está encendido.
Bien, eso te mantendrá nivelada.
Puedes soltar el mando.
¿Puedes ver la altitud? Es el reloj grande de adelante.
¿Me oyes?
Tres. Tres mil pies.
Vas un poco bajo, pero después nos preocupamos por eso.
¿Cuál es tu ubicación?
Entre Bethel y Anchorage.
No sé. Solo veo montañas.
Creo que nos desviamos bastante.
Bien. No estoy lejos si puedo...
¿Ves algún hito?
Se corta la comunicación. ¿Puedes repetirlo?
Dije que... si puedo...
- Maldición, vamos. ¿Hola? - Hola...
¿Hola?
- ¿Me oyes? - ¿Hola?
- ¿Hola? ¿Alguien me oye? - Va a reportarlo, ¿no?
¿Qué dijiste?
Va a reporter la situación. Digo, el piloto.
A alguien llamará.
¿Qué?
Madolyn, ¿cómo no se te ocurrió?
- ¿Aquí? - Es un teléfono satelital.
No usa la señal habitual.
Vamos.
- ¿Madolyn? - Caroline.
Gracias a Dios.
- Escucha. - ¿Ya llegaste a Anchorage?
No. Seguimos volando. Tuvimos un percance.
Casi no te oigo, Mads. ¿Hola?
Espera.
Chet, deja ese panecillo y ven aquí.
Los demás, cállense.
Tuvimos un percance.
El piloto es un hombre de Moretti.
- ¿Eso crees? - Espera, ¿qué?
Lo pesqué mintiendo y quiso apuñalarme.
- ¿Estás herida? - Estoy bien.
Está inconsciente y atado atrás.
- ¿Y el testigo? - Winston está bien.
Sí, mejor que nunca. Gracias.
Mads, una pregunta. ¿Quién pilotea el avión?
- Yo. - ¿Tú?
No sé lo que estoy haciendo.
Bueno. Mantengamos la calma.
Estoy calmada.
Bien, entonces, si mal no entendí, tú piloteas el avión.
- ¿Cómo? - Está en piloto automático.
Volamos en línea recta.
Creo que saboteó el navegador.
- Sims, búscala en el radar. - Sí, señora.
Necesito ayuda para pilotearlo.
Te buscaremos un piloto que te guiará. Tranquila.
- Smith, busca un piloto. - Espero su llamada.
- Oye. Mi mamá. - Sí.
Envía agentes a la casa de la madre de Winston.
Podría estar en peligro.
Está bien. No te preocupes. Lo haremos.
- Después te llamo. - Bueno.
- ¿Y? - Nos buscarán un piloto.
¡Oye!
¿Necesitan un piloto?
¡Rayos! Esa Taser no es chiste.
Nos gustan los pilotos crujientes.
Dime cómo pilotear esto.
No.
Creo que me mordí la lengua.
Aunque soñé que me mordisqueabas el pezón, Flacucho.
¿Fuiste tú?
¿O simplemente lo imaginé?
¿Quién te dijo que hoy era lo de Winston?
Te diré algo.
Ven aquí conmigo, y te contaré todo.
Juguemos a esconder el chorizo.
Tranquila. Estás muy cerca.
- Difícil que no acierte. - Dispárale ahora.
- Sí. - Hazlo.
También es muy probable
que la bala me atraviese a mí y la chapa del avión.
Donde está el tanque de combustible.
Podrías agujerearlo.
O la bala rebotará e impactará en sus cabezas huecas.
Sí.
Sé que no sabes mucho de aviones.
Pero seguro sabes algo de balas, ¿no?
Sí. Qué dilema, ¿no?
Hagamos un trato, payaso.
Dime cómo pilotear, y te dejo ir a la cárcel en paz.
Paso. ¿Opción B?
Hago correr la voz de que traicionaste a Moretti.
E irás a la cárcel en estado de alerta
el resto tu corta vida.
Claramente, crees que soy una persona a la que eso le importa.
Pasé todos mis días en prisión en estado de alerta.
¿Entiendes, Flacucho?
- Lo entenderás. - Sí, entiendo.
¿En serio quieres morir aquí?
Cariño, primero debes aterrizar el avión.
Al menos dime tu nombre.
¿Sabes qué es lo último que ves antes de estrellarte?
Tu culo.
- Cielos, no le importa. - O tal vez el de él.
No le importa vivir o morir.
- Sí, Flacucho. - No le importa.
- Habla Harris. - Me importas tú.
- Hola. - Vamos a morir.
- Soy Hassan. - No le importa.
- Soy controlador aéreo... - ¡Moriremos
- en este avión! - ...en Anchorage.
¿Puedes callarte?
Puedo callarme, sí, pero me será difícil ayudarla.
No me refería a usted.
Hassan. O si prefiere, Hassan.
Todo saldrá bien, agente.
Parece que hay tensión ahí.
Ni me lo diga.
No se preocupe. Estamos juntos en esto.
Y vamos a resolverlo.
¿Me dice la velocidad y la altitud?
Sí. Tres mil pies.
Y la velocidad es...
Debería estar a la izquierda.
Con un rango verde, amarillo y rojo.
La veo. La velocidad es 120.
Entonces, 120 a 3000 pies. Entendido.
¿Qué hará después de esto?
¿Disculpe?
Yo no he comido en todo el día.
¿Quiere cenar conmigo?
Sí, si insiste.
Primero enfoquémonos en el aterrizaje.
Pero usted paga, ya que me invitó.
Por supuesto. Es lo que corresponde.
Es un compromiso verbal, y haré que lo cumpla.
El día ya mejoró. Al menos, para mí.
Bien. Cuando esté lista,
gire el mando a la izquierda. Bien despacio.
Bien.
- Estamos girando. - Maravilloso.
Sé que está ansiosa por conocerme,
pero no pierda de vista la altitud.
Asegúrese de que sea uniforme.
¿Quiere que haga la reserva?
Parece estar ocupada. Yo me encargo.
Ahora, tire del mando.
Bien.
- Vamos bien. - No tengo dudas.
Debería haber un indicador de rumbo
justo encima del mando, parece una brújula.
Lo veo.
Bien, cuando llegue al sureste, enderece el avión.
- ¿Cómo vamos? - Bien.
Lo enderezo.
- Listo. - Estupendo.
Ahora, hágame el favor de encender el piloto automático.
- Bien. - Fantabuloso. Ya puede soltarlo.
Mire hasta ver el litoral.
Al llegar, vire la izquierda y luego al sur hasta Anchorage.
¿Ve? Ya casi llega a casa.
- Gracias. - No me lo agradezca.
Los tragos que me invitará serán más que suficiente.
- ¿En serio? - Sí. Me gusta beber mucho.
Tomo nota.
Voy a cortar para no agotar la batería,
pero llame a este número cuando divise el litoral.
O si extraña el sonido de mi voz.
Contaré los minutos.
Llámame cuando me necesites.
Aquí estaré. Esperando.
¿Qué esperabas?
¿Por qué no nos mataste y nos tiraste?
¿Y volar solo?
No todos los días tienes un público cautivo.
No hagas gestos.
Conozco a la gente, Flacucho.
¿Y tú?
Sí, a ti te gusta mirar.
Oye.
¡Oye!
Si te sirve de consuelo...
ella también va a mirar.
Será un deleite.
Winnie.
Ven aquí atrás.
Empecemos de nuevo.
¿Quién quieres ser?
¿El esposo o la esposa?
¿No eres tierno como tu mami?
Tu mami es linda y tierna.
Es una dulzura.
Igual que la mía.
Me amaba.
Pero no se callaba.
Ven aquí, Winnie. Quiero mostrarte algo.
Te va a gustar.
Tal vez al principio no.
Pero siempre les acaba gustando.
Sí.
¡La puta madre!
Oye, Winnie.
Cuando te mate, tomaré fotos para mostrarle a tu mamá.
¿Cómo este imbécil sabe la dirección de mi mamá?
¿Moretti tendrá un topo entre los alguaciles?
Solo le di esa dirección al fiscal federal
cuando hablamos de protección de testigos.
Hablo en serio. Fui cuidadoso.
Nadie sabe esa dirección.
Caroline.
Coordinamos con el ejército una búsqueda y rescate.
No tardarán mucho.
Me dicen que vuelan bajo para el radar,
más con tantas montañas.
Trato de conseguir aviones de combate
para que los vigilen.
Vamos hacia la costa, que primero vigilen ahí.
Sí. Escucha, otra cosa.
La policía de Anchorage encontró lo que quedó de Daryl Booth.
Le faltan los ojos, los dientes y los dedos.
Parece que alguien se tomó su tiempo con él.
Alguien habló. ¿Quién sabía de la operación?
Tuvimos que notificar a la policía local,
dar el plan de vuelo, alertar a la TSA...
Sabían que trasladaríamos a alguien, no a quién.
¿Quién sabía sobre Winston?
El fiscal federal, el director, obviamente,
- el procurador general y el asistente.
Y tú.
Sí, por supuesto. Pero no se sabe
quién más tuvo acceso a la información.
¿Viste eso?
¿Qué diablos es eso?
Después te llamo.
No pasaremos. Tienes que subir.
- Dios mío. - Vas bien.
Tienes mucho espacio.
Sube.
- Vamos. - Sube.
- ¡Sube! - ¡Eso hago!
- Te digo que está bien. - ¡Vamos! ¡Maldición!
¡El piloto automático!
¡Vamos!
¡Dios mío!
Dios...
Dios mío.
Gracias.
¡Mierda!
¿No fue divertido?
¡Qué manera de gritar!
Mi ropa interior parece un cuadro de Pollock.
Oye, Winnie. ¿Te cagaste?
En serio. Mi trasero parece el Museo de Arte Moderno.
Oye, Madolyn.
Menos mal que no mataste a Winston bajo tu cuidado.
Odiaría que tuvieras que pasar otra vez por eso.
- ¿Qué dice? - Ignóralo.
¿Qué idiota te dejó volver al ruedo?
En serio, ¿de qué habla?
Flacucho, no soy yo el que debería preocuparte.
No sabe lo que dice.
Flacucho, sé que mató a su último prisionero.
No.
- ¿Qué? - Mierda. Diablos.
¿Era un secreto?
¿Qué pasa, cariño? ¿Se acabó el juego previo?
¿Cómo lo sabes?
¿Cómo lo sabes?
Es verdad, ¿no?
¡Respóndeme!
Qué lindo es desahogarse.
Entiendo. Me pasa lo mismo, nena.
No sabes lo que dices.
Claro que sí.
Te crees distinta.
Pero somos iguales.
Vete a la mierda.
Ya vas a ceder. Vamos.
Aún no usé mi palabra segura.
Sí. Es "quemado vivo".
¿Aún ves su rostro?
¿La ves cuando cierras los ojos?
Seguro que aún la oyes gritar, ¿no?
Sus alaridos de dolor.
Sí.
¡Vamos! Te faltó mi...
No te detengas. Vamos, me estás excitando.
Espero que Moretti venga por ti.
Bien. Cuando te parezca.
Hace dos años,
atrapamos a una joven, María.
Hacía semanas que estaba prófuga,
y el fiscal la convenció de entregar a su novio,
el jefe de un cartel.
Fuimos a un motel de mala muerte hasta que pudiera declarar.
Hacía tres días que estábamos ahí,
y ella quería ducharse sin supervisión.
Un momento de privacidad.
Era contra el protocolo, pero se lo permití.
La esposé a la tina y salí.
Un sicario arrojó una molotov por la ventana.
Giré y...
vi humo, calor, llamas...
Y salí corriendo.
Pero María estaba esposada y...
Ella...
Y te dieron trabajo de oficina.
Ya no confiaban en mí.
Hasta ahora...
conmigo.
Mads, ¿cómo vas?
Caroline, el espía no está en la fiscalía o el FBI.
Es de los nuestros. De los alguaciles.
Muy bien. ¿Cómo dedujiste eso?
El piloto conoce mis antecedentes.
Mis antecedentes confidenciales.
Espera, Mads.
- Salgan. Necesito la sala. - Sí, señora.
Hay que avisarle al director.
Sí, claro. Apenas aterrices.
¿Por qué no ahora?
La situación está encaminada.
Deben aterrizar a salvo así los recibe mi equipo.
- ¿Tu equipo? - Sí. Son de confianza.
- Yo misma los investigué. - ¿Sí?
- ¿Qué opina Coleridge? - ¿Por qué? Es mi operación.
- ¿No confías en el director? - No dije eso.
Digo que si el espía está en nuestra oficina, como dices,
debemos tener cuidado.
- No sabemos en quién confiar. - Tienes razón.
Déjame averiguar más.
Tú concéntrate en aterrizar.
¿Está bien, Mads?
Sí. Tengo que colgar. Me llama Hassan.
Oye. ¿Cómo van ahí?
¿No muy bien?
Si quieres hablar, avísame.
Puedes venir a visitarme otra vez.
Alguaciles de EE. UU.
Soy la agente Harris.
Comunícame con el director.
Perdón, no está disponible.
Dile que lo llama la agente Harris y que es una emergencia. Él sabe.
El director no vino.
- Puedo llamar... - Escucha.
...a su supervisora
- o a otro departamento. - No. Escúchame.
- Janine, tengo que hablar con él ahora.
Lo siento...
Morirá gente si no me comunicas con él.
Mierda.
Veré qué puedo hacer.
Gracias.
Oye, Winston.
- ¿Hablaste con tu mamá? - Ignóralo.
Es una señora muy tierna.
Ojalá se haya puesto la dentadura.
Janine.
Sí, señora. Ubiqué al director Coleridge.
La comunico con su casa de playa.
- Sí, por favor. Gracias. - Un momento.
- Habla Coleridge. - Señor, habla Harris.
Ya me informaron. ¿Dónde está Van Sant?
- Señor, hay un espía. - ¿Qué?
Moretti nos metió un topo. Puedo demostrarlo.
Y creo que es la agente Van Sant, señor.
¿Hola?
- Puso las manos en el fuego por usted.
Lo sé, señor. Lo sé bien.
Creo que, dados mis antecedentes,
ella esperaba que volviera a fracasar.
- Van Sant. Está en Nueva York, ¿no? - Correcto.
Bien. Haré algunas llamadas.
Tiene un equipo esperándonos. Hay que detenerla y...
Entiendo, agente. Cancelaré su operación.
De ahora en más, llámeme a mi casa en Sankaty.
¿Agente?
Lo haré. Gracias, señor.
La costa. ¿La ves? Veo la costa.
Dios mío.
Vamos.
Hassan, vemos la costa.
- ¡Fantabuloso! - La costa. Vimos la costa.
Me alegra el día.
Estamos para servir.
Bien, ahora ladéese despacio a la izquierda
- y siga el litoral hacia el este. - Bien.
Voy a ladearme.
Estupendo. Ahora, diga la verdad.
¿Ese paisaje no es bellísimo?
¿Cómo está el combustible?
Está a 95 litros.
Y sí, es muy lindo.
¿Hassan?
Sí, perdón.
¿Dijo 95 litros en ambos tanques?
¿Es un problema?
No, para nada. Es solo un dato.
Es una buena noticia.
La haremos aterrizar enseguida.
Encienda el piloto automático y mantenga el rumbo.
Bien, mantenme informada.
Claro. Estoy aquí si me necesita.
¿Qué?
- Carajo. - ¿Qué?
¡La puta madre!
El pago del que le hablaste a Daryl.
¿Oíste eso? Estaba alardeando.
Juro que jamás te traicionaría.
- No soy así... - No, Winston.
Dijiste que le pagabas a un tipo 25 000 al mes.
¿Adónde iba el dinero?
A Sankaty.
¿Estás seguro?
Creí que no se rastreaban.
Las cuentas no se rastrean, pero...
Hace unos años, estaba en Florida cuando vino el huracán Michael,
así que los pagos se demoraron.
No fue para tanto, salvo que un idiota codicioso
me envió una solicitudde Transferenciaa
de una IP de Sankaty, Massachusetts.
- ¿Por qué? - Mierda.
Vamos.
- Mad, ¿qué pasa? - Coleridge es el topo.
- ¿Qué? - Sal de la oficina ahora mismo.
- Espera, más despacio. - No hay tiempo.
Cuéntame sobre Coleridge.
Winston le hacía los pagos.
- Mierda. - Escúchame. Lo llamé.
Bien, ¿y?
Lo siento. Debí confiar en ti.
Bien. ¿Qué le dijiste?
Que había un topo, y pensé que...
- Dilo. - Que pensé que eras tú.
Pensaste que era yo. Carajo.
Lo siento. Tienes que salir de ahí.
Irá por ti.
Bien. Concéntrate en aterrizar a salvo ese avión, ¿sí?
- Yo me encargo de esto. - Sí.
Y Madolyn, sabes que te quiero.
- Gracias, perra. - Bueno.
¡La puta madre!
¿Qué es eso? ¿Lo ves?
- ¿Qué es eso? - Sí, lo veo.
Hassan.
Soy todo oídos. ¿En qué la ayudo?
Vemos algo. Parece...
- Es como un barco de pesca. - Un barco grande.
Un naufragio.
Me parta un rayo. Eso nos sirve.
- ¿Ve el nombre? - ¿Ves el nombre?
- Tengo que acercarme. - Estamos muy alto.
Para descender,
mantenga el nivel a cinco grados o menos
y manténgase arriba de mil pies.
- ¿Está bien? - Bueno.
Un poco más cerca.
¿Ves el nombre?
Bien. Dice...
¿Suena...
bailarina?
- El Suena bailarina. - ¿Suena bailarina?
No tiene sentido. Mis lentes. No sé.
Qué nombre raro para un barco.
- Buena bailarina. - Buena bailarina, sí.
- Tiene más sentido. - Buena bailarina.
- Buena bailarina. - Sí.
Entendido, aguarde.
- Hablamos con la Guardia Costera. - Bueno.
BUENA BAILARINA
Soy bastante buen bailarín.
No tengo dudas.
A mover el cuerpo, porque identificaron el naufragio.
Pudimos localizar su ubicación.
- ¿Sí? - Sí.
Nos ven.
A mover el esqueleto.
Lo logramos. No puedo creerlo.
- Gracias a Dios. - Qué sube y baja de emociones.
En algún momento, tendremos que aterrizar.
Como una pluma.
Sea tan amable de girar a la izquierda a 120,
eso la traerá a Anchorage en unos 30 minutos.
- Entendido. - Aquí vamos.
- Giro a 120. - Aquí vamos.
Estupendo. Mantenga ese rumbo.
La llamaré en diez minutos para hablar del aterrizaje.
Y de sacarle chispas a la pista de baile.
Estoy ansiosa. Gracias.
¡Vamos a salir de esta!
No.
¡Flacucho! Presta atención a la mejor parte.
¿Viste alguna cara de este color?
No. Eso es para después.
¿Sabes qué? Dámelo.
¿Mejor? Sí. Creo que te clavé una costilla.
O tal vez el bazo.
Calma. No lo necesitas para vivir.
¿Quieres saber mi nombre?
Te daré tres oportunidades.
No. Ese no es un nombre.
Vamos. Adivina otra vez.
No, no es un nombre. Te queda un último intento.
¡Mierda!
¡Puta de mierda!
A nadie le importa tu puto nombre.
Bien. Veamos.
- Vamos. Déjame ver. - Bueno.
Déjame ver. Vamos.
Está bien.
- Está bien. - No está bien.
- Vas a estar bien. - No estoy bien.
Aplica presión, ¿sí?
Te pondré uno de estos.
Perdón.
Otro aquí. Muy bien.
- Bien. - Está bien.
- ¿Quieres morfina? - No. Les temo a las agujas.
Sí. Al carajo. Hazlo.
Voy a morir, ¿no?
- Claro que no. - No me mientas. Es así.
- No vas a morir. - No me mientas, carajo.
Escúchame. No vas a morir.
Vamos a salir de esta, ¿sí? Respira.
Muy bien. Ya viene.
Sí.
Bien.
- La siento un poco. - Bien.
Genial. Muy bien.
Sigue presionando.
A propósito, gracias.
¿Qué hice?
Me habría matado.
Te dije que le dispararas.
Sigue presionando.
Sí.
- Hola. - ¿Cómo van?
Escucha, apuñalaron a Winston.
¿Disculpe?
El piloto, Booth o como se llame,
se soltó y lo apuñaló.
- Dios mío. - Y yo le disparé una bengala.
Una bengala, bueno.
- ¿Hola? - Sí. Entendido. Aguarde.
Está bien.
- ¿Sigue ahí? - Sí, aquí estoy.
No ubico a la agente Van Sant.
¿Cómo está el testigo?
- Grave. - Entiendo.
Vamos a necesitar atención médica de emergencia.
El servicio de emergencias está preparado.
Bien. ¿Qué tan lejos estamos?
A 18 o 20 minutos.
¿Se puede ir más rápido?
- Hassan. - Bien.
- Puede aumentar la velocidad. - Genial.
Pero se agotará todo el combustible.
No tenemos opción.
- Agente, necesito que entienda... - Escucha.
Si Winston no declara, Coleridge y Moretti saldrán libres.
Entienda que el aterrizaje será más difícil.
No voy a perderlo, ¿sí?
Bien. Abra la manija roja que dice "mezcla de combustible"
y empuje el acelerador hasta el fondo.
Bien, llegamos a 160.
Revise el combustible.
La llamo en breve para coordinar el aterrizaje.
Bueno.
¿Todo bien, Winston? Aguanta.
- Eso hago. - No falta mucho.
¿Cómo estás, Winston?
¿En general, dices?
Estás en problemas.
Aguanta.
Lo lamento.
Esto es mi culpa.
Todo es mi culpa.
La morfina te pone así.
No.
Pude haber hecho algo.
En la escuela, era de esos que pudieron haber hecho algo.
Pude haber ido a la universidad
o haber tenido un buen trabajo.
Pero...
busqué el camino fácil.
Sabía lo que pasaba con Moretti.
Yo me decía...
que no era mi culpa.
Solo era un tipo
que ingresaba números en una computadora de un sótano.
Pero sabía lo que pasaba.
Y...
Lo lamento, carajo.
El periódico
que tenía nuestros nombres...
- Es la dirección de mi mamá. - No te preocupes.
¿Podrías ir a verla por mí?
- ¿Yo? - Sí, ve a verla, por favor.
Dile que hice algo.
Algo bueno.
Dile que hice algo bueno.
No sé, inventa algo, lo que sea.
Significaría mucho para ella.
Por favor.
Sí. Está bien. Se lo diré.
Bueno.
Hice lo correcto.
- Alguaciles de EE. UU. - Janine, habla Madolyn.
Comunícame con Caroline Van Sant.
- ¿Janine? - Sí, un momento.
Harris, habla Coleridge.
Coleridge.
Yo me encargo, Janine. Gracias.
Me temo que tenías razón
sobre la agente Van Sant, Madolyn.
Hubo un accidente,
la chocaron cuando salía de la oficina.
Madolyn...
Falleció.
- Lo lamento mucho, Madolyn. - ¡Carajo!
El conductor se dio a la fuga. Debe ser un hombre de Moretti.
Voy para allá ahora mismo.
- ¿En serio? - Sí.
Deben haber estado esperando, no sé.
Si puedo ayudarte en algo, por favor, dímelo.
Sé que las dos eran muy unidas.
- Con razón está a cargo. - ¿Qué dijiste?
Usted tenía todo arreglado, ¿no?
Tenía todo resuelto.
¿Disculpa?
Sé que fue usted.
No entiendo qué insinúas, Madolyn.
¿Veinticinco mil al mes? Vea sus registros. Fue descuidado.
¿Quieres comparar registros, agente Harris?
- Nadie te creerá ni una palabra. - Un jurado sí.
- Cuidado, Harris. - ¿Cuidado?
- Ten mucho cuidado. - ¿Cuidado?
¿Cree que tengo algo que perder?
- ¡Maldición! Estás loca. - ¡Váyase a la mierda!
- Escúchame. - Usted tenga cuidado.
Agente, háblame, maldita sea. Cálmate, Harris.
Me llama mi piloto. Váyase al carajo.
Lo veré en Nueva York.
- Hassan. - Adivine quién está en el radar.
Gracias a Dios.
Está a 18 km y todo se ve bien, agente.
Bien.
Hágame un favor. Póngase los audífonos
y encienda la radio en la frecuencia 121.5.
Bien.
¿Me oyes?
Controlador aéreo apuesto y seguro busca una piloto intrépida.
¿Apuesto?
- Aterrice el avión y lo verá usted misma.
Bien, agente, con todo.
Bien.
Winston.
Oye, Winston.
- Ya casi llegamos. - Bien.
Tú.
Estúpida.
¿Por qué no me mataste?
¡Oye! ¿Por qué no me mataste?
Porque no soy como tú.
¿Sí? Voy a cortarte en pedacitos.
Necesitarán un equipo forense para identificarte.
Y también lo disfrutaré.
Sé que es la droga, pero...
¿Ese es otro avión?
Hassan.
Nos sigue un avión. Parece de la fuerza aérea.
Sí, entendido. Es de los nuestros.
La acompañarán el resto del viaje.
Es para protección.
Eso es bueno.
¿Protección?
¿Qué? ¿Crees...?
¿Crees que es para ayudar?
¿Cómo van a hacerlo?
Es para proteger a otros de ti.
Por si te desvías y te estrellas contra una escuela.
- Es para derribarte. - Mentira.
¿A quién preferirían perder?
¿A nosotros tres?
¿O a un grupo de niños en el patio de una escuela?
Diablos, Flacucho. ¿Acaso no eres contador?
Haz los cálculos, imbécil.
Está mintiendo. ¿Verdad?
No pasará eso. Aterrizaremos este avión.
No te preocupes. Yo lo aterrizaré.
Voy a disfrutarlo.
Oye, la veo.
Hassan, veo la pista.
Entendido. También la veo. La trayectoria es buena.
Bien.
Bien. Paso los 1500 pies. Velocidad aérea a 90 nudos.
- ¿Hassan? - Sí, aquí estoy.
Agente, hay viento cruzado.
Recomiendo un aterrizaje de prueba.
Winston.
Winston.
Aumentarán sus chances de un aterrizaje exitoso.
No sobrevivirá. Apenas siento el pulso.
- Igual... - Debo aterrizar ya.
Quiero traerla a casa, pero usted es la piloto al mando.
Usted decide.
No hay tiempo. No se me morirá.
Aterrizaré este avión.
Cómo voy a disfrutar esto.
Bien. Puede aterrizar.
Alínee la trompa al punto que ve en la pista
y baje la aceleración a 25 por ciento.
Aceleración a 25.
Cómo voy a disfrutar esto.
¿Altitud, agente?
La altitud es de mil pies.
- Alerones a pleno. - Alerones.
No veo los alerones.
Hassan, ¿dónde están los alerones?
Ahí. Una palanca gris redonda a la derecha del acelerador.
La vi. Alerones a pleno.
Bien, Winston. Ya casi llegamos.
¡Suéltame!
Agente, debe estabilizarse.
No iré a la cárcel. ¿Me oyes?
¿Me copia, agente? Se está desviando.
Debe estabilizarse.
¿Qué diablos sucede ahí?
¿Son disparos?
¡Agente!
Agente Harris, ¿sigue ahí?
- Sí, aquí estoy. - Gracias a Dios.
Bien. Va muy bien.
- Volvamos a lo nuestro. - Mierda.
Se apagó el motor, Hassan.
Se agotó el combustible.
Eso es bueno. Es menos inflamable.
Qué alivio.
No necesita el motor para aterrizar.
- Será más fácil así. - Carajo.
- Manténgalo estable. Ya casi llega. - Bueno.
¿Todo bien, agente?
Sí. Pasamos los 600 pies.
El viento cruzado la está desviando.
Pise el pedal del timón hasta estabilizarse.
- ¿El de la izquierda? - No, el otro.
Dios mío.
Bien, mejor. Mantenga esa línea.
- Muy bien. - Quinientos pies.
Tire suavemente del mando.
Bien.
Cien pies.
- Usted puede. Suerte. - Espera, ¿es todo?
Tenemos una cita en tierra.
La paso a buscar a las 6:05.
Veinte pies. Diez pies.
Tocamos tierra.
¡Carajo!
EMERGENCIAS DEL AEROPUERTO AMBULANCIA 2
BOMBEROS
Oye, Winston.
Winston.
¡Winston!
Bien.
Oye.
Genial. ¿Aterrizamos?
Sí, aterrizamos.
Buen trabajo.
¿Está bien? ¿Está herida?
No. No estoy herida.
Llévenselo rápido. Recibió dos puñaladas.
Perdió mucha sangre.
Había otro pasajero. ¿Adónde fue?
Lo siento. Salió disparado del avión.
No sobrevivió.
Gracias a Dios.
Cuidado con él.
- Despacio. ¿Listo? - Perdió mucha sangre.
- Dios mío. - Aquí vamos.
Vete al carajo.
- Sí, estoy bien. - ¿Está bien?
Gracias, estoy bien.
SERVICIOS DE EMERGENCIAS DE ANCHORAGE
¿Qué mierda?
Dios mío.
Qué día de mierda.
Bien.
¡Milko! ¿Qué carajo pasa ahí?
Dije que sin disparos.
¡Te enviaré de Vuelta a Bulgaria, imbécil de mierda!
¡Contesta!
¿Se acabó, Milko?
No, director Coleridge. No se acabó.
- ¿Harris? - Pero usted está acabado.
AMENAZA EN EL AIRE
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