All language subtitles for Maya 1966.pob

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Original subtitles

Algu�m deveria estar me esperando.

Um homem alto, americano como eu.

Hugh Bowen, meu pai. O grande ca�ador.

- Voc� conhece meu pai? - Sim, eu o conhe�o.

- E onde est�? - Se ele disse que viria, ele vir�.

Menino, voc� � filho de Bowen?

Sim, quem � voc�?

Voc� parece com ele.

Espere!

Como chego a casa do meu pai?

Ande 10 km por esta estrada, cruze o rio e atravesse a selva.

MAYA, O VALE DOS TIGRES

Legenda: LABOK Dezembro/2023

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- Est� longe? - N�o muito, voc� vai ver.

Muito obrigado.

Papai!

Que estranho... As jaulas est�o vazias, sem animais.

Papai. Senhor Bowen, o que �?

Acho que aquela chita voltou.

N�o h� nada l�, Sr. Bowen. Vamos, por favor.

- Papai? - Terry?

- Papai, sou eu. - Sheela, que dia � hoje?

Terry... n�o esperava que aparecesse at� amanh�.

� por isso que n�o foi me esperar.

- Deixei minhas malas l� atr�s. - N�s a pegaremos mais tarde, vamos.

Como chegou aqui? Voc� andou?

Acho que sim. � um menino corajoso. Vamos filho, vamos para casa.

Aqui estamos. Nosso lar. Venha.

Papai, quando vamos ca�ar?

Veremos.

� o melhor quarto da casa. � todo seu.

Quatro camas.

Sim... era aqui que dormiam os ca�adores.

� mesmo?

Voc� se parece com sua m�e. Tem os olhos dela

Sim, mas todos dizem que me pare�o com voc�.

Dizem, �?

Mam�e tamb�m achava.

Lamento n�o estar com voc� quando ela morreu, Terry.

Eu tamb�m lamentei.

N�o esperava que os parentes dela deixassem voc� vir me ver.

De quem foi a ideia?

Minha. Eu achei que...

� melhor voc� se lavar.

O jantar ser� servido em meia hora.

- Pode ir. - Obrigado, papai

- Est� feliz por eu ter vindo? - Claro. Voc� � meu filho.

Um, dois, tr�s, quatro. 4 ca�adores.

Terry, n�o precisa comer esse mel�o se n�o gostar.

Sim, papai. N�o � ruim. � s� diferente. Eu me acostumo.

N�o precisa. No pouco tempo que ficar� aqui, n�o precisa se acostumar.

Pouco tempo? Papai, eu vim para ficar.

E os seus av�s? Eles esperam que voc� volte.

Eles est�o felizes em se livrar de mim.

E seus estudos? Voc� � americano.

- Voc� tamb�m, papai. - Sim, mas � diferente.

- Eu vivo aqui. - Eu tamb�m, agora.

Ei, eu te vi na esta��o, certo?

- Voc� o viu na esta��o, Rauchim? - Sim.

- E por que voc� n�o trouxe? - O sr. disse que chegaria amanh�.

- Mas voc� estava l�. - Sr. Bowen, ele � seu filho, n�o meu.

O curry � muito picante, Terry. Experimente primeiro.

E n�o coma muito chutney.

Puxa... isso vai fazer de mim um homem, n�o �, papai?

� necess�rio mais do que isso. Bebe um pouco de �gua.

Me desculpe.

Gosta do seu filho, Sr. Bowen. N�o gosta?

Sim, muito mais do que eu esperava.

Ent�o conte a ele.

- Afinal, quem � ela? - Quem, Sheela?

Bem, ela �...

Ela cuida da casa pra mim. Vive aqui.

Isto � para voc�, papai.

Guardei tudo o que os jornais escreveram sobre voc�.

� tudo o que voc� j� fez.

Achei que voc� gostaria de ler o que eles est�o escreveram.

"Hugh Bowen, o ca�ador corajoso, recebe o pr�mio"

O ca�ador intr�pido.

"Aventura em Angola"

Muito interessante. Obrigado.

- S�o para voc�. - Eu n�o os quero!

O que est� acontecendo, papai? Por que n�o foi � esta��o?

E quem � o homem que serviu o jantar?

Eu vi as jaulas vazias. Por qu�? Onde est�o os animais?

Pode me dizer, papai.

Algo est� errado. At� uma crian�a notaria. O que est� acontecendo?

Filho... termine seu jantar.

Voc� encontrar� as respostas se ficar na �ndia.

- Voc� quer caf� da manh�? - N�o, obrigado.

Pra atr�s!

Largue o frango! Largue!

Voc� � domesticado?

Calma... fique calma...

Calma.

Calma.

Bom menino.

Abu... Abu Khan.

Voc� pertence a algu�m. � por isso que � domesticado.

Voc� n�o deve ca�ar galinhas. Se o papai te pegar...

Terry!

Terry!

Papai, vi uma cobra e fiz amizade com uma chita.

Era amarela com manchas pretas. Foi muito amig�vel.

Estava aqui h� pouco. Ele fugiu quando...

- Ele foi amig�vel comigo. - Desta vez, sim.

Da pr�xima vez, pode estar com fome.

� o mais imprevis�vel e trai�oeiro de todos os felinos.

� um animal selvagem, n�o se esque�a disso. Um animal.

Mas papai, ele n�o ia me atacar. Eu sei.

Voc� n�o sabe nada. � s� uma crian�a. Voc� acha que sabe.

- O que mais vamos vender, Sr. Bowen? - Qualquer coisa. Talvez o lugar inteiro.

Rauchim!

- Quero que voc� vigie o menino. - Onde ele poderia ir?

- Para a selva. - E o que h� de errado nisso?

Fique de olho nele.

Abu!

N�o v� muito longe.

Estou chegando, Abu!

Preste aten��o, Abu. Eu vou te ensinar algo.

Espera! N�o corra!

Est� vendo a galinha, Abu?

Voc� a v�? Fique quieto. N�o se mexa, amigo.

Ah, bom menino, � isso!

N�o pode matar galinhas. Voc� estar� em apuros.

Meu pai viu a que matou ontem e ficou muito zangado.

Lembre-se: n�o coma galinhas

Muito bem, bom menino! Vamos, beba um pouco de �gua.

Voc� � um bom menino.

Terry!

N�o se preocupe, Abu. Vou pegar um. Espere e veja!

Eu disse que pegaria um. A� est�. Coma.

Vamos, Abu, coma. Eu peguei para voc�. � a primeira vez que pego um peixe.

Abu, volte!

Espero ter acertado. Espero que n�o. Espero que ele tenha fugido.

Abu!

Ele tinha uma coleira com uma placa com seu nome, "Abu".

Papai, por que atirou nele?

Acho que isso � sangue de cabra.

N�o pode dizer de quem � o sangue.

Voc� n�o vai mat�-lo, n�o �, papai?

N�o �?

N�o �?

Voc� n�o vai mat�-lo!

Eu perdi o rastro.

Vamos.

Abu, v� embora! V� embora!

N�o, papai!

Por favor, papai.

Por favor.

Est� morto.

Arrependi-me de ter vindo. Eu te odeio!

Est� bem, filho.

Sinto muito, Abu. Sinto tanta vergonha dele.

Assassino!

N�o o quero na floresta.

- Seu medo da selva � uma doen�a. - Sim? N�o espere pela cura.

Foi minha culpa. Eu n�o deveria ter atirado. Me assustei.

Mas voc� atirou.

E o tigre me pegou e enfiou suas garras em mim.

Quando um tigre marca voc�, nada � como antes.

Sinto muito que pense assim. Voc� quer que seu filho seja um covarde tamb�m?

Terry!

� hora de entrar no trem.

Adeus, Sheela.

Tchau Terry. Lamento que voc� n�o fique.

Adeus Rauchim.

Boa viagem.

V� embora!

Gosto do seu filho, Sr Bowen. Ele � um bom menino.

Ele n�o est� a caminho de casa. Ele pulou do trem e foi para a selva.

- Voc� vai procur�-lo? - Sim.

Voc� n�o vai com ele?

V� em frente, Sr Bowen.

Vem rapaz. Venha. Eu n�o machucar voc�.

Socorro!

Socorro!

Aguenta!

Eu vou te ajudar.

Estamos quase l�.

Obrigado.

- Est� melhor? - Estou bem melhor.

Vamos, voc� tem que se secar.

- Pega isto. - Obrigado.

- Eu sou Raji. - Bowen. Terry Bowen.

Terry.

Bowen... Terry Bowen. Nome estranho.

Raji... Ra-Ra-Raji! Parece torcida de futebol.

- N�o entendo o que disse. - Esque�a.

� l�gico. Voc� � daqui. Eu sou de Wyoming.

- Wyoming... ming? - Wyoming, Estados Unidos.

- Como eu estou? - Vire.

Como de Wyoming, EUA.

- Tem fome? - Estou morrendo de fome!

Onde est� o resto do seu grupo?

- Eu viajo sozinho. - Sozinho, na selva?

Sim. Meu pai � Hugh Bowen.

- Quem... quem � seu pai? - Hugh Bowen. O famoso ca�ador.

Possui uma reserva de animais silvestres, na nascente do rio.

- E o que faz aqui? - Eu fugi.

"Fugiu"? Eu n�o entendo.

Esque�a. N�o importa. Eu n�o posso contar para voc�.

- N�o sei o que � isso, mas � uma del�cia. - � um ensopado de legumes.

Somos hindus.

Meu pai � um sadhu.

- Um que? - Um homem santo.

Essa � a sua pira funer�ria.

Ele estar� nela muito em breve.

Ele est� doente e muito cansado.

Ele est� pronto para morrer.

Ele sabe o momento exato em que a morte chegar� e ser� esta noite.

Um elefante branco. O que ele est� fazendo aqui?

Raji... Raji...

Voc� deve continuar a peregrina��o que come�amos juntos.

- Eu sei que devo continuar, papai... - Voc� ter� que continuar sozinho.

Leve o elefante branco com voc�, para Dali-Kal.

Sua recompensa ser� um tesouro que poucos alcan�aram.

At� os deuses v�o invejar voc�, filho.

Agora eu devo ir.

N�o se esque�a de mim, papai. Nossas almas estar�o sempre juntas.

Sua voz ainda ecoa em meus ouvidos.

D�-me a for�a para realizar o seu �ltimo desejo.

Adeus, papai.

O pequeno elefante branco nunca chegar� a Dali-Kal.

Em algum lugar... eles v�o tir�-lo de mim.

� uma tarefa imposs�vel que meu pai me confiou.

Mas eu tenho que tentar cumpri-la.

E tentando, eu vou morrer.

- O que? - � o meu destino.

N�o acredito nisso, Raji.

Eu n�o sei do que voc� est� falando.

Eu digo que vamos conseguir.

Sr. Bowen!

O que voc� achou?

� do Terry. Terry! Terry!

� tudo. Suba ent�o.

Ei primo! Deixa isso! Essas bananas s�o para n�s.

O que significa "Primo"?

Significa "Bom", "o melhor".

O melhor de todos...

E "Maya", sua m�e, o que isso significa?

Maya � uma palavra sagrada.

Significa: n�o importa o que aconte�a, a vida deve continuar.

Isso � o que eu estava te dizendo.

Aqui, coloque isso tamb�m. Posso precisar de novo.

- Hora de ir. - Sim.

Pode me dar isso, por favor?

S�o as cinzas do meu pai.

Quando eu chegar ao mar, vou espalh�-los na �gua.

Se n�o fosse pela promessa feita ao meu pai, viajar�amos juntos.

Voc� encontrar� a aldeia de Bor, al�m da cachoeira.

L� voc� encontrar� seu povo.

Adeus, Terry. Terry Bowen.

Tenho uma ideia melhor, Raji, irei com voc�.

N�o vou chegar ao templo Dali-Kal. Eu j� te disse.

E eu disse a voc� que n�s vamos conseguir.

Ou�a-me Raji, voc� precisa de mim. Voc� n�o ir� sem mim.

- N�o pode! - Est� bem. Vamos l�.

Algu�m foi cremado aqui.

Um adulto, n�o uma crian�a. As pegadas s�o de Terry.

E de outro menino.

Quando eu os pegar...

Diga-me, quanto tempo vai demorar?

At� esse lugar, Dali-Kal.

� longe.

Quantos km exatamente?

N�o sei.

- Quanto tempo para chegar l�? - O necess�rio. Os elefantes sabem.

Esse lugar � real? Quer dizer, isso realmente existe?

Sim.

- Eles sempre comem tanto? - Sim.

- E temos que aliment�-los. - Sim, por que n�o?

Eu n�o estou reclamando.

Voc� se importa..? Pode me deixar comer uma banana?

Pelo menos n�o preciso descasc�-los para voc�!

Posso comer algo tamb�m?

Delicioso.

Os elefantes precisam de sal, e voc� de comer tamb�m. Al�m da comida da selva.

- Vou para a cidade. - Vou com voc�.

N�o, � perigoso. Voc� deve ficar na selva.

N�o podemos levar Primo para a aldeia. Eu irei sozinho.

D�-lhes mais comida.

- Precisa de algo especial? - N�o.

"D�-lhes mais comida"... "Voc� precisa de algo especial?"

Sim...

Um sundae duplo com creme e uma cereja.

Ou um suculento cheeseburguer.

Com ketchup, mostarda, e cebola.

Tudo menos banana.

Sauda��es, sauda��es, amigo!

Bem-vindo � nossa cidade! Bem-vindo! Bem-vindo!

Deus o aben�oe, meu amigo.

Que os c�us brilhem sobre voc�, como a sua cor branca.

Estas terras pertencem ao meu povo. eu sou o chefe da cidade

Eles estavam com fome. N�o sabia. Eu pagaria com prazer pra voc�...

� um privil�gio sagrado poder alimentar um elefante branco.

Esta humilde cidade lhe dar� tudo o que puder.

Estamos dispostos a pagar por voc� e pelo elefante. Venha.

Os elefantes n�o me pertencem. Disseram-me para esperar aqui.

Eu cuido deles at� que meu amigo volte.

Na aldeia voc�s estar�o mais seguros.

N�s cuidaremos deles. vamos aliment�-los

Forneceremos comida para voc�, e vamos honr�-lo.

Venha.

Arroz, a��car, ch�, fruta...

- Vinte quilos de sal. - Obrigado.

Pegue uma banana.

Obrigado.

- E algo doce para o elefante. - Que elefante?

Com tanto sal � porque est� viajando com um elefante.

N�o, senhor.

- Voc� veio trabalho aqui? - N�o, est� enganado.

Olha, olha, amigos. Os deuses nos aben�oaram.

O elefante branco chegou � nossa aldeia.

Terry, eu te disse!

N�o tenham medo. Nossas inten��es s�o boas.

N�s somos seus amigos. Confiem em n�s.

Calma, Raji. Eles consideram isso algo especial.

Sou grato por voc�s terem trazido o elefante branco para nossa aldeia.

Sua presen�a nos trar� prosperidade nos pr�ximos anos.

Agora toda a aldeia cuidar� dele.

E tamb�m alimentaremos os viajantes cansados.

Senhor, estou em uma miss�o sagrada. Preciso continuar minha jornada.

Voc� est� livre para ir.

Ele precisa ir com os elefantes.

Ent�o ele vai ter que ficar aqui, porque o elefantinho n�o vai sair daqui.

- Os elefantes s�o dele! - Eles pertenciam ao meu pai, senhor.

E agora eles pertencem a esta aldeia.

Tire-os daqui.

Maya fica com Primo.

Devemos separar a m�e do filhote.

Espalhe a not�cia em todos os lugares.

Quem trouxer presentes poder� ver o elefante branco.

Mas s� para aqueles que trazem presentes.

Voc� n�o tem direito!

Eis o seu caminho. V� em paz. E voc�...

Pode acompanh�-lo.

Olha o que voc� fez! Viu o que aconteceu? Por que n�o me escutou?

Ladr�o! Mentiroso!

Acha que por ser branquinho, tamb�m � sagrado.

N�o Terry, n�o. Voc� n�o pode lutar contra todos. Vamos embora.

Venha aqui, Primo.

Venha.

Traga Maya.

Calma, Maya.

Vamos.

Vamos, Maya, puxe. Maya, puxe.

Vamos, Primo, vamos!

Vamos, Maya. Depressa.

A cidade inteira ver� Primo. Como vamos lev�-lo at� l�?

N�s damos a volta. Atravessando pela floresta.

A floresta termina aqui.

- Onde voc� est� indo? - Voc� ver�.

O que est� procurando?

- Ninhos. - Ninhos?

Ovos.

N�o sei o que est� fazendo, mas n�o como isso.

N�o s�o para comer. S�o para outra coisa.

Primo, pare de me seguir!

Terra, �gua e ovos.

- � assim que se faz omelete em Wyoming? - J� te disse, n�o � comida.

� pra pintar.

Terra, ovos e �gua se faz uma tinta chamada t�mpera.

Nossa, funciona!

Viu Raji? Na escola, aprendi algo �til.

� genial. Eles est�o apenas procurando um pequeno elefante branco.

E um garoto americano, de cabelos loiros e pele branca.

O que est� fazendo? Pare!

Ei, funciona!

Olha, garoto. A dan�a da cobra. Venha ver.

Olha... Dois meninos com dois elefantes.

Todos os procuram. Se lembra?

Uma aldeia inteira.

Quinhentas almas, mil olhos.

Mas seu miser�vel e pobre pai, com um olho s�

tem que ver um verdadeiro tesouro.

Mas n�o � um elefante branco. Nenhum dos dois � um menino branco. Que pena.

Vem comigo.

O elefante branco seria vendido pela fortuna de um maraj�.

Mas n�o sejamos gananciosos.

Mesmo um elefante beb� mais comum ter� um bom pre�o.

Devemos alivi�-los deste fardo. Vamos, minha filha.

Vamos segui-los. Vamos, burro. Vamos!

Vamos, minha flor!

Precisamos de suprimentos.

Como as crian�as na �ndia conseguem suprimentos? Como em qualquer lugar, com dinheiro.

Toma.

- Como conseguimos dinheiro? - Essa � uma boa pergunta, Raji.

Para cima, Maya! Vamos, Maya. Boa menina.

Para baixo, Maya!

Dinheiro para os elefantes, por favor! Para os artistas!

Para os elefantes. Muito obrigado!

Boa, Mayara.

Levanta, Maya! Pra cima! Vamos!

Levanta, Maya! Vamos! Levanta.

Dinheiro para os elefantes, por favor!

Obrigado! Dinheiro para os artistas!

- Des�a da�! Vamos embora! - Por que?

Nos encontraremos mais tarde.

Deixe-me passar!

Levante-se, Maya. Pra cima!

- Quanto conseguimos? - Aqui est�.

Quem era aquele homem? Por que tem medo dele?

� meu pai.

Por que voc� n�o quer v�-lo?

Ele parece um grande ca�ador.

Uma vez ele foi.

O que quer dizer com "foi"?

Eu vi a cicatriz em seu pesco�o. � por isso que voc� n�o quer falar com ele?

Voc� tem vergonha dele?

Sim, ele tem uma cicatriz. Por que eu deveria sentir vergonha?

Na �ndia h� um ditado:

Um homem marcado por um tigre nunca mais � o mesmo.

Est� dizendo que ele tem medo? Est� chamando meu pai de covarde?

- Estou dizendo que n�o deve ter vergonha. - Cuidado com o que fala, Raji!

Voc� n�o teve coragem de enfrentar a viagem. Eu tive que convenc�-lo.

Voc� n�o me convencer de nada. Eu nunca chegarei l�.

Lembre-se que eu n�o queria que viesse comigo.

Foi voc� quem insistiu em me acompanhar.

� verdade. Talvez eu esteja errado.

Ser� que vamos sair daqui? Por que tudo demora tanto tempo?

Na �ndia voc� aprende a esperar.

Obrigado.

Ei, Raji!

- Olha, podemos atravessar por ali. - Tem uma placa de proibi��o.

"Intrusos s�o pass�veis de puni��o". Isso n�o significa nada.

Pode ter um trem passando .

Voc� � medroso, Raji. Espere, eu vou te mostrar.

Raji? Podemos passar por aqui.

Terry, olhe, o trem est� vindo!

Consigo passar tr�s vezes antes dele chegar.

Primo!

Primo, volte!

Volte, Primo!

Terry, fique onde est�!

Pra tr�s!

Estou bem.

- Eu fiz bobagem de novo, certo? - Sim.

- Sinto muito. - Deve sentir mesmo.

Ou�a, eu j� me desculpei.

Est� bem.

Foi muita coragem o que fez. Muita coragem.

Arriscando sua vida por um pequeno elefante...

Mas tamb�m foi uma tolice. Os elefantes t�m muito instinto.

Vendo o perigo, ele teria se afastado de qualquer maneira.

Vamos, vamos continuar nossa jornada.

Papai...

ajude-me a realizar o seu desejo.

Dai-me coragem para continuar a viagem.

Aben�oe Maya, Primo e meu amigo, Wyoming-Estados Unidos.

� claro. Voc� n�o sabia? Um garoto loiro do oeste.

Ent�o o elefantinho tamb�m estar� disfar�ado.

De que cor ele �?

- De que cor? - Branco.

Branco.

- D� uma fumada. - N�o!

Vamos!

Eu me enganei sobre meu pai. Eu menti a respeito de tudo.

Nada aconteceu como eu pensei.

A �nica raz�o pela qual vim, foi para ficar com meu pai.

A coisa toda foi um fracasso.

Ele n�o me quer, porque � um covarde.

Por isso eu fugi.

- Voc� n�o ama seu pai? - N�o.

Ele n�o me quer. Ele nunca me amou.

Eu nunca vou voltar.

Mam�e, olha o que eu trouxe. Eu trouxe sal para voc� e seu beb�.

Venha, prove. � delicioso. Vai gostar.

Vamos, pequenino. Depressa.

Ande, seu animal est�pido!

� aquele caolho. Ele estava tentando roubar Primo.

N�o se preocupe. Ningu�m nos segue.

O que � tudo isso?

Um festival. N�o ser� um problema.

- Tem certeza? - Sim.

- Vamos atr�s do �nibus. - Ok.

Senhoras e senhores, este � um costume local.

Um festival onde toda a cidade participa.

A popula��o jovem da �ndia expressa a exuber�ncia de um

belo esp�rito, jogando cores alegres uns nos outros.

Voc� n�o deve se preocupar. Vamos continuar.

Espera aqui. Aqui mesmo.

Eu vou participar do festival.

Pare! Pare!

Esta � a nossa chance. Vamos passar.

Pare! Pare!

Acho que vi o homem caolho.

- Hei! Dinheiro! - Ai est� ele!

Ele foge com Primo!

Vem comigo!

Socorro!

- O que est� acontecendo? - � um elefante assassino!

- Havia dois meninos com o elefante? - Dois meninos? Que dois meninos?

Est� bem. Obrigado.

Corra Primo, corra!

� um elefante assassino! Esse � um elefante assassino!

Olha o que ele fez nesta casa!

Onde essas pobres pessoas viver�o agora?

Olha o que ele fez com a minha pobre menina!

Voc� tentou matar minha garotinha. O elefante tentou te matar, n�o foi?

- N�o! - Pobrezinha, est� apavorada!

Se n�o o matarmos, ele atacar� mais pessoas.

Matem aquele elefante!

Olhe!

- L� est�o eles! - Eles est�o perseguindo Maya. Vamos.

� a estrada para Dali-Kal.

- N�o h� outro? - S� pela montanha.

Estamos cercados aqui. Temos que escalar a montanha, Raji.

N�o podemos, eles est�o perseguindo Maya.

Ent�o, vamos sem Maya.

Temos que deixar voc�, Maya.

Primo ter� mais chance sem voc�.

Te prometo. Agora v�. Vamos v�!

Por favor, v�.

V�, seu animal! V�!

Voc� vai de uma vez, v�!

Ei cuidado!

Vamos Primo, voc� consegue.

Vamos garoto, voc� consegue!

Muito bem. Bom rapaz.

� um aviso para a gente desistir.

- Achei que eles s� queriam Maya. - N�o. Eles tamb�m nos querem.

N�o vamos desistir. Vamos.

- N�o... - N�o podemos desistir. Venha!

Olhem. L� em cima!

Parem! Voltem! Voltem!

Olhem o sinal do Senhor.

N�o � um elefante assassino, � uma imagem sagrada.

Querem que a ira dos deuses caia sobre voc�s?

Voltem para a aldeia. Voltem!

- J� estive aqui antes. - N�o, nunca.

Atravessamos esta montanha pelo lado norte.

- Voc� quer dizer, o Vale dos Tigres? - Sim, o Vale dos Tigres.

- Vou encontr�-los. - Est� bem.

O Vale dos Tigres.

O que � isso?

� o vento.

Estou cansado. Vamos descansar um pouco.

Terry!

Fuja, Primo! Fuja!

Corra Primo, corra!

Terry!

- Ele levou Primo? - Sim.

- Voc� est� sangrando. - N�o � nada.

- Voc� tamb�m. - N�o muito.

Primo!

Vamos, pequenino.

Vamos...

Venha! Vamos embora!

N�o! Me largue! N�o!

Primo, volte!

Primo!

Afaste-se... lentamente.

Venha, vamos.

Venha!

Deixe-me...

Vamos!

Deixe me ir.

Papai!

Eu ia mandar voc� de volta, mas mudei de ideia.

Eu queria nunca mais te ver, mas tamb�m mudei de ideia.

H� uma coisa que tenho de terminar. De acordo?

Se acha isso. Pode ir.

Raji, espere por mim!

Dali-Kal.

Dali-Kal!

Eu disse que era imposs�vel. Eu disse que n�o chegar�amos aqui.

Agora que estamos aqui, acho que tinha raz�o.

- N�o sei como conseguimos. - Porque voc� foi corajoso.

Eu n�o sabia o bastante para ter medo.

Eu n�o sabia o que meu pai queria dizer ou o que era esse tesouro.

Agora n�s dois sabemos.

O verdadeiro tesouro � que conseguimos chegar at� aqui.

Voc� e eu. Somos como irm�os.

Cumprimos o desejo de seu pai.

E o meu pr�prio pai me encontrou.

Esse � o nosso tesouro, Raji.

Legenda: LABOK Dezembro/2023

The King Brothers e Metro-Goldwyn-Mayer empresas

expressam sua sincera gratid�o ao governo e ao povo da �ndia,

cuja coopera��o tornou poss�vel fazer este filme

em sua loca��o nas selvas e em aldeias desta terra emocionante.

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