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Original subtitles

Câmara.

- Certo. Pronto. - Preparem-se para filmar.

- Em dez, nove, oito, sete… - Espera no seis.

… seis, cinco…

O nosso programa era criado no estúdio,

no momento.

Agora!

Deem as boas-vindas ao Sr. Jerry Springer!

É preciso cativar o público e agarrá-lo.

E é o que tentámos fazer.

Obrigado!

Muito obrigado!

Bem-vindos ao programa.

Os convidados de hoje dizem que a relação deles é tão bizarra

que têm de a manter em segredo.

Conheçam o Mark.

Está com a sua esposa há 10 anos.

Mas, antes de falarmos com o Mark,

vamos conhecer a esposa.

Por favor, deem as boas-vindas à esposa do Mark.

"CASEI-ME COM UM EQUÍDEO"

Vou vomitar.

Jerry!

A melhor história de amor jamais contada.

Este gajo casou-se com um pónei.

AINDA TE AMO

Nunca se tinha visto nada como o Jerry Springer.

Queríamos criar um novo género de talk show.

Assim!

Vamos virá-lo de pernas para o ar.

Foi a origem da cultura de choque americana.

O nosso programa era um caos.

Odeio-te!

PROSTITUTA DE 14 ANOS

Era genial.

A versão moderna do Coliseu Romano.

Produzir aquele programa

dá-te um superpoder. - Não!

Convencer pessoas a fazer merdas que normalmente não fariam.

Vai lutar por ela!

Pessoas em plena crise nas suas vidas.

És uma drogada merdosa!

Era vulgar, era repugnante, era exploratório.

O Jerry gostava muito de mulheres, mas as convidadas são convidadas.

E esse limite não se passa.

Os produtores estavam a brincar com o fogo.

Sim!

Era muito perigoso.

- Onde se traça o limite? - Não traça. Não há limite para traçar.

Se pudesse matar alguém na televisão, executá-los-ia na televisão.

É o nosso pior pesadelo.

Vem um triângulo amoroso ao programa e matam-se uns aos outros.

Acabou.

Depois disto, nunca mais falo sobre a merda deste programa.

Jerry!

JERRY SPRINGER: LUTAS, CÂMARA, AÇÃO

No início de 1992,

como jornalistas, recebemos uma dica

de que um tipo vinha a Chicago lançar um talk show.

Já viram a publicidade

em suplementos de jornais ou nos televisores.

Não, televisores, não.

Houve um evento de imprensa onde este tipo foi apresentado aos meios de comunicação

e foi onde ele delineou a sua visão do programa na altura.

Quero que depois de verem o programa, possam dizer

que aprenderam algo que não sabiam sobre a vida

e que o Jerry não atrapalhou a forma de contarem essa história.

Mas havia um problema. Ninguém fazia ideia de quem era este tipo.

Só sabíamos que se chamava Jerry Springer.

Vereador Springer, o que está a fazer?

Estou a tentar ganhar a vida.

Parece que era o antigo mayor de Cincinnati

e também tinha feito muito sucesso nos noticiários

como pivô e como comentador de notícias.

Boa noite, o espírito da América está em altas,

juntamente com o vaivém espacial Discovery.

A empresa para quem trabalhava disse:

"Vamos começar um talk show e tu vais apresentá-lo."

E penso que a ideia seria eu apresentar as notícias à noite…

Até amanhã. Cuidem de vocês e cuidem dos outros.

- Boa noite. - Boa noite.

… e fazer o talk show durante o dia.

Por isso, começou por ser sério.

Este é o nosso primeiro programa.

E estamos a juntar pessoas que não se veem há 35 anos.

A minha primeira impressão foi: "Isto é muito banal."

Temos uma boa surpresa para si.

O quê?

Vai rever a sua filha Sandy, que não vê há 35 anos.

Sandy?

Não havia nada no Jerry ou no programa

que se destacasse das dezenas de talk shows

que inundavam o mercado na altura.

Era apenas mais um programa.

… até à próxima. Cuidem de vocês e cuidem dos outros.

As audiências dos talk shows sempre tiveram importância

e se alguém vos disse que há coisas mais importantes, está a mentir.

Todas as manhãs recebíamos aquilo a que chamávamos a tabela da noite

e tinha a lista de todos os talk shows

e o que fariam.

O número desejado era sempre o dois. Dois milhões de espectadores.

Era o número mágico na altura.

Claro que a Oprah conseguia uns 12 ou 14.

Aquele programa era monstruoso.

- Não é… - Fabuloso.

Fabuloso! É um chapéu fabuloso.

É um dom. A verdade é que eu poderia fazer isto durante 50 anos

e nunca seria tão bom como a Oprah.

É a verdade.

O Brian está na secção de fumadores. Não tem direito a fumar?

Todos sabíamos que nunca derrotaríamos a Oprah.

Tipo, nunca, estão a ver? Era só…

- Finalista do liceu? - Sim.

- O que se segue? - A faculdade.

Era respeitável, mas não era irresistível.

Não agarrava o público.

Por vezes, tínhamos de mandar gente à rua para trazer público para o estúdio

porque não era algo que entusiasmava as pessoas.

Olhem. Quando falam todos ao mesmo tempo, ninguém ouve.

- Sim. - O que ia…

Quando as audiências começaram a cair a pique,

as estações individuais começaram a tirar o programa dos seus horários diurnos

e a empurrá-lo para a uma da manhã.

Estávamos muito conscientes de que se não subíssemos as audiências,

provavelmente, seríamos cancelados.

Para o Jerry encontrar o sucesso, obviamente, precisávamos de outra coisa.

Basicamente, tinha de acontecer algo.

Achei que o programa era muito mau.

Era aborrecido.

Tinham um péssimo apresentador e um péssimo programa.

O público tinha 90 anos.

Então, quando peguei no programa e me tornei produtor-executivo,

a visão que tinha e que queria que todos abraçassem era

pegar num talk show e virá-lo de pernas para o ar.

Vamos torná-lo louco. Vamos torná-lo sexy.

Deem as boas-vindas a Richard Dominick.

Porque era por isso que eu era conhecido.

O Richard Dominick sempre foi, antes de mais, um homem do espetáculo.

Foi isso que ele foi instruído a fazer.

- Tu escreves as manchetes. - Sim.

E podes jurar-me, inequivocamente, que tudo o que está aqui é verdade.

Sem dúvida.

"Homem de duas cabeças canta em stereo."

Quando trabalhava para os tabloides, criava manchetes malucas.

E reparei que quando isso se tornava numa primeira página,

as vendas subiam.

"Torradeira possuída pelo demónio."

Como sabes que está possuída pelo demónio?

Consegue ver, Richard?

"Satanás está vivo."

Ninguém era a escrava sexual do Pé Grande, mas as pessoas consumiam isso.

Completamente verdade?

Sem sombra de dúvida.

Porque a vida é dura.

"Meu Deus, tenho de me levantar." "Doem-me as costas."

"Não consigo pagar esta conta."

"O Elvis está num óvni." Quero ler isso.

Leva-nos do nosso mundo…

… para outro mundo.

E era o que eu queria fazer com o Springer.

Porque ficou com a torradeira?

Bem, Richard, apesar de tudo

faz umas boas torradas.

Só tinha de convencer o Jerry

a deixar-se ir e fazer o que eu queria.

A Theresa tem… A Theresa é egoísta…

Mas o sonho dele não era o programa. O sonho dele era a política.

É tempo de eleições, por isso, vê-se muita retórica,

mas não se vê compromisso e muito menos dinheiro.

Ele era um pivô vencedor de um Emmy

que sonhava com o Congresso ou o Senado.

E lembro-me de pensar:

"Isso vai ser difícil."

Mas, depois, eu e o Jerry demos uma volta por Michigan Avenue

e, no meio da conversa, apresentei-lhe a minha teoria.

Vamos para o ar às duas da manhã.

Vamos fazer um programa para essa hora. Vamos divertir-nos.

O Jerry achou que era um bocado arriscado.

E eu disse-lhe: "És um tipo engraçado. És um tipo descontraído."

Foi o que pensei.

"Então, vamos mostrá-lo, em vez de o tentar esconder."

Ele acabou por ver o potencial disto.

E, sim, alinhou comigo.

"Muito bem, vamos tentar e ver o que acontece."

Deem as boas-vindas ao apresentador, o Sr. Jerry Springer!

Foi quando o Richard começou a dizer:

"Não me tragam nada

que não seja interessante sem som."

Queria que alguém a passar pelos canais,

passasse pelo nosso programa

e dissesse: "Caraças, que raio é aquilo?"

"RECUSO-ME A USAR ROUPAS"

Olá, Jerry.

Bem, nada do que eu perguntar agora terá importância.

Era disso que se tratava. Fazer com que as pessoas parassem.

"BOB DA FRALDA"

Olá, Jerry.

Bob…

… onde arranjou essas botas?

Gosta delas?

Começou por ser um programa muito engraçado e sensual.

Basicamente, tudo aquilo com que me conseguisse safar às duas da manhã.

Comia, mas estou de dieta.

Podem ver mamas, podem ver alguém a fazer rap.

Parece uma festa.

Aplaudam todos!

Disse ao contrarregra: "Quando ele entra,

quero toda a gente de pé

e quero que cantem 'Jerry!'"

E ele diz: "A sério?"

Sim, é o que eu quero,

porque as pessoas em casa vão pensar que ele é famoso.

Jerry!

Isso foi mais ou menos o início da metamorfose do programa.

Termos tornado o programa mais atraente, percebem?

Acontece que o Jerry tinha um ótimo sentido de humor

e um ótimo sentido de oportunidade.

Pode sair.

E via-se a paixão que trazia ao público.

Alguma ideia sobre que mulher do seu passado o veio confrontar?

Pode ser qualquer pessoa.

Qualquer pessoa?

Mike.

De repente, ele descontraiu.

E foi isso que fez com que resultasse. Ele fez com que resultasse.

Dominique, fale-me desse caso de uma noite.

Tenho de contar, pois não vou mentir mais. Em tempos, fui um homem.

"ESTOU GRÁVIDA DO TEU HOMEM!"

Os chefes não ficaram muitos felizes com as ideias do Richard.

Ficaram meio envergonhados e muito irritados.

Diziam: "Parem com isso, não façam esse tipo de programa.

Senão, cancelamos-vos."

Todos os dias ligavam e gritavam e berravam comigo.

"Transformaste o programa em conversa de café!"

Nem sei o que é isso.

Por isso, tive de ser eu o intransigente.

Tive de ditar eu as leis.

Tive de lhes ligar e dizer: "Isto é o que o público em casa quer."

Quer dizer, eles não estavam contentes,

mas chegavam os números e era do género:

"Querem que ajudemos o miúdo e tenhamos 1,9

ou que venham o chulo e a prostituta e tenhamos 3,7?"

Têm de escolher.

JERRY SPINGER ENCONTRA OURO NO LIXO

Agora, dizem: "Meu Deus, as pessoas veem isto."

Por isso, voltaram a pô-lo no horário diurno

e repetiam a emissão à noite.

É a chamada emissão dupla. Tem-se o dobro das audiências.

TALK SHOW EM ASCENSÃO

Foi quando soubemos que podíamos fazer aquilo todos os dias.

DEIXA O TRABALHO SENSUAL

Não era porque o programa fosse ótimo e interessante,

era porque todos adoravam o Jerry.

E aquela fórmula salvou o programa.

Jerry!

MAIS SEIS ANOS

Era entusiasmante.

Estamos a divertir-nos, a fazer programas bons,

estamos a crescer a nível de audiências.

É fantástico.

Embrulha!

Agora que está salvo, vamos ver até onde conseguimos ir.

Hoje, numa entrevista exclusiva, vamos falar com Earl Zea,

um homem que cortou o seu próprio pénis.

EXCLUSIVO "CORTEI A MINHA MASCULINIDADE"

Na televisão, parece um caos,

mas os produtores tinham de organizar aquilo tudo.

A minha secretária era muito parecida com esta.

A minha secretária tinha a sua própria história.

Eu tinha vindo do mundo dos tabloides.

Obviamente, o Richard procurava pessoas que pensavam daquela forma.

Foi intenso desde o primeiro minuto em que fui contratada.

Onde estás? Preciso que te despaches bem depressa.

Este é o Studio B em Chicago.

Pela primeira vez, vamos levar-vos aos bastidores

para verem como fazemos o The Jerry Springer Show.

Três. Para três. Dois. Vamos!

O Richard era assustador. Provavelmente, ainda é.

Sentava-se à secretária a fumar um grande charuto.

Tira a câmara da minha cara e vai filmar no corredor.

Se alguém não gostar, que venha ter comigo.

Enquanto toda a gente gostava do Jerry.

Uma pessoa conhece-o e é como se fosse o pai que se quer ter.

Ele é calmo, simpático e sabe rir de si mesmo.

E é capaz de combinar uma personalidade intelectual

com problemas mundanos humildes,

o que era brilhante.

Era mesmo.

Resultava.

Fala a Melinda.

Sem história e sem convidados, não há programa.

As histórias eram tudo. Tinha de haver histórias.

Mas fazer tudo sozinha era quase impossível.

Era muita coisa. Por isso, precisei de ajuda imediata.

Está bem, adeus.

Foi quando entrevistei o Toby.

Quando fui entrevistado para o Jerry, eu não sabia o que queria fazer.

Tinha acabado a faculdade tarde

e servia ao balcão há quatro anos.

Ele era um tipo muito extrovertido e realmente ávido. Muito ávido.

"Podes começar já, por favor?"

"Parece-me ótimo.

Não tenho experiência com talk shows. Isso é um problema para vocês?"

- E ela disse… - "Não."

"Eras barman, por isso, és perfeito,

consegues falar com toda a gente."

Springer. Sim.

Não, podem passar.

Os convidados procuravam-se durante os programas, sobretudo, naquela época.

As pessoas ligavam para o número.

Certo.

E eram anotados numas folhas grandes.

"Tem uma relação estranha ou incomum e quer contar às pessoas?"

"Está a trair o seu cônjuge e quer fazer-lhe uma surpresa?"

Sim.

Fosse o que fosse, era a oportunidade deles…

- Não. - … de contar a sua história.

Certo. Até breve.

Era de uma pressão imensa.

Adoro produzir o The Jerry Springer Show.

Acho que têm de nos faltar uns parafusos para o fazer.

A caixa de correio está cheia e não pode aceitar mais mensagens.

O Richard era um chefe muito exigente com os seus empregados.

Era maravilhoso lidar com ele sendo um repórter externo,

mas, como viria a saber,

os empregados estavam sob uma pressão imensa

para entregarem e produzirem os materiais,

especificamente, apenas para a aprovação do Richard.

Jerry!

Não acredito que o Jerry percebesse

ou até que se importasse com o rumo do programa a longo prazo.

Acho que ele estava lá só por estar.

Tenho contas para pagar, está bem?

Tudo acontecia através do Richard.

Ele era o Svengali que controlava o programa

e controlava os produtores,

falava com o Jerry e quem fazia tudo acontecer.

Ele nem nunca falava.

Sentava-se atrás da merda da secretária com um charuto como um chefe da máfia

e meio que acenava com a cabeça e dizia: "Boa história, vai-te a ela."

Sabem. "É bom que estejas pronto" ou algo assustador.

Quando eu lá cheguei, a filosofia dele era:

"O que estamos a fazer para espantar a concorrência?"

Prontos para começar? Preparados?

Todd, estás preparado? Richard, estás pronto?

Vamos a isso.

- Estás bem? - Está na hora do espetáculo.

Toca a andar.

Sabia que tínhamos de continuar a mudar o programa para que funcionasse.

Se ficasse sensual durante muito tempo,

tornar-se-ia aborrecido.

APLAUSOS

Dar sempre algo novo ao público.

Algo chocante.

- Espera, seis. - Oito, sete, seis…

- Espera, no ar em cinco, quatro… - Espera, entrada do Steve.

Agora, o herói da América,

o Sr. Jerry Springer!

Obrigado.

Muito obrigado.

Obrigado. Bem-vindos ao programa.

Hoje vamos receber novos membros do grupo de ódio racista Ku Klux Klan,

para ver se os convencemos a deixar o KKK antes que seja demasiado tarde.

Acho que ninguém sabia como o programa ia ser tresloucado.

Era desvairado.

Aí vem Mike McQueeney.

Poder branco!

Poder branco!

O conflito nos talk shows costumava ser interno.

Uma mãe e um filho, um marido e uma mulher. Esse tipo de coisa.

Mas o que o Richard fez e, no fim de contas, o programa

foi expandir isso.

Então, seriam membros do Klan em desacordo

e ativistas negros contra ativistas brancos.

Ele esticou o limite.

- De que país vens tu, rapaz negro? - Pronto.

De que país vens?

Nem sequer sabes!

Tu eras um escravo, assim como os judeus.

Há 4 mil anos, os judeus eram escravos…

- Pronto! - … e continuam a ser escravos.

Estamos todos a rir-nos de ti, porque sabemos que és estúpido, mas…

Não sei se o Jerry saberia no que se estava a envolver

quando o Richard sugeriu aquele programa.

Vejamos, o Jerry era filho de sobreviventes do Holocausto.

Ele entendia o verdadeiro perigo do fanatismo e do ódio.

E disponibilizá-lo para consumo público, ele deveria ter tido mais cuidado.

O próximo convidado diz-se muito zangado com o que os convidados estão a dizer

e que vai pôr tudo em pratos limpos.

É o que quer fazer. Ele é um líder controverso dos direitos civis.

É o fundador da JDL, a Jewish Defense League,

uma organização muito controversa.

Aqui está Irv Rubin e os seus guarda-costas, Al e Joseph.

O Richard não queria que o espetador mudasse sequer de canal.

Tinha de acontecer alguma coisa em todos os segmentos.

Ele deixava a emoção agir.

Ele conseguia ver a raiva a aumentar cada vez mais.

Por isso, assim que entraram, acabou-se.

Fim da merda do jogo.

De um momento para o outro, foi o caos.

Uma loucura.

Era como se rebentasse uma bomba atómica.

Foi horrível.

Foi abominável.

Foi genial.

E disparou as audiências.

Não há conversa com eles!

E isso deu-me uma ideia.

Se produzimos algo que queremos que seja de doidos

e diferente de tudo o que já deu na televisão,

o objetivo é aquele, é aquilo que queremos.

Jerry!

Nesse momento, o Richard disse: "Vamos a isso."

"Vamos divertir-nos."

"Ação."

"TESTES DE PATERNIDADE REVELADOS"

"CONVIDADOS ANDAM À BULHA!"

"NÃO VAIS ESTRAGAR A MINHA RELAÇÃO!"

"TENHO UM SEGREDO SENSUAL!"

Tornou-se num talk show onde se falava muito pouco.

Eram gritos, lutas.

Vai-te foder, cabra!

"ESPOSA BRIGA COM AMANTES!"

Começavam-se lutas a toda a hora e as pessoas viviam para essa parte.

Adoravam. O público adorava. Adoravam as lutas.

Era tão primitivo como os cristãos e os leões

e a multidão a gritar por sangue.

E era isso que o Richard queria explorar.

"ADIVINHEM… SOU UM HOMEM"

"PORQUE TRAÍSTE?"

"QUERO O TEU AMANTE" "ESTOU GRÁVIDA DO TEU HOMEM!"

Isto é televisão.

O Richard Dominick era um génio diabólico.

Ele estava certo.

Havia uma relação direta entre violência e audiências

porque é o que as pessoas querem ver.

O avô da minha melhor amiga estava nos seus 80 anos

e via-o sempre.

Diz: "Faz-me rir tanto. Adoro esse programa."

Foda-se!

Depois disso acontecer,

nunca tentei fazer nada

que não acabasse em algum tipo de confrontação

ou que não fosse peculiar.

"PORQUE TRAIU?"

Sei que se tivermos duas pessoas

numa situação completamente conflituosa,

provavelmente, elas vão engalfinhar-se.

E quer que o façam, não quer?

A verdade?

Quero que o programa mostre escândalo, sim.

Começamos hoje uma caçada.

Hoje, não são os convidados,

mas o programa Jerry Springer que está sob ataque.

Um programa de variedades e uma revista semanal

comparam as lutas no programa caótico à luta livre profissional.

SPRINGER REBAIXA-NOS

Por toda a América, o programa tornou-se num para-raios de críticas.

Aonde ia a nossa cultura? Aonde ia a nossa sociedade?

Sabendo da luta contra o The Jerry Springer Show,

o padre de St. Sabina, Michael Pfleger e dúzias de manifestantes

exigiram a retirada de Springer

dizendo que o violento talk show é puro lixo e mau para todos.

Agora, o programa é mais conhecido pela violência.

Este tipo de lixo televisivo tem de acabar e não pode ser tolerado.

Fartei-me de ouvir o padre a dizer-me que eu trabalhava para o diabo

e de que estávamos a mostrar o lado errado da natureza humana.

E que ia contra Deus.

A sério? Por favor.

Numa sociedade livre, os média devem refletir todos os elementos da sociedade,

não apenas os convencionais.

Por exemplo, no nosso programa, temos membros do Klan.

Temos neonazis. Eles mataram a minha família.

Eu odeio essas pessoas. Odeio o que representam.

Mas na América, como se diz?

Odeio o que dizes, mas luto até à morte pelo teu direito de o dizeres?

Nós acreditamos mesmo nisso.

A beleza de Jerry Springer, a pessoa,

e uma das razões por que o programa teve tanto sucesso,

era porque ele não julgava.

Ele não dizia: "Não quero fazer este programa.

Não quero fazer isso. Não quero receber essa pessoa."

Ele não quis censurar ninguém.

Esperava que o senhor sentisse alguma responsabilidade

pelas crianças que são influenciadas pela violência

que ocorre no seu programa.

Se pensasse por um segundo que seja, que o programa seria prejudicial à sociedade,

não o faria.

É um programa de televisão.

Todos sobreviveremos a isso.

Obrigado por me receberem.

Sentíamo-nos os párias da televisão.

Toda a gente ao nosso redor nos dizia que produzíamos lixo.

"DEVOLVE-ME O AMANTE!"

Até a minha família o detestava.

O meu pai não gostava do The Springer Show

nem do que representava.

Sr. Sulu, o que aconteceu ao molho russo?

O doseador está encravado. Vai levar dias a arranjar.

Não temos dias!

O meu pai é o designer de produção para o Saturday Night Live desde 1975.

E sinto um profundo respeito.

É o Saturday Night Live, caraças.

- Ouviu a minha ordem, Sr. Sulu. - Sim, senhor.

Ele estava sentado no topo do mundo

e eu andava a raspar os restos no fundo da cadeia alimentar.

Um Natal, o meu pai disse:

"O que tu fazes não é televisão. O que eu faço é que é."

Ainda consigo ver a cara dele

e era como se… Era repugnância.

Não falei com o meu pai durante quatro anos.

Então, o Richard tornou-se o meu pai.

E foi… Foi duro, sabem.

Neste momento, estou muito zangado.

Deves-lhe um pedido de desculpas e quero que o faças.

- Imediatamente. - Está bem.

Se vais revirar os olhos, põe-te a andar.

Não estou a revirar os olhos.

Eu disse ao Toby:

"Preciso de ti para fazer isto,

para me dares os programas de que preciso."

Nunca lhe disse como eram,

mas sabia que ele percebia o que eu dizia,

que queria as cenas maradas.

Depois disso, a minha vida girava à volta do programa.

Tentava chegar a todo o lado

e fazer do programa o melhor de sempre.

Era preciso concretizar.

Olá, fala a Mary do The Jerry Springer Show.

Queria saber se tem uma história bizarra.

Pensando bem, tínhamos de fazer 200 programas por ano.

Qualquer coisa, traição, prostitutas, transexuais, algum tipo de drama.

Quer dizer que cada produtor fazia 30 a 40 programas por ano.

A sério? Isso é um triângulo amoroso.

E nem todos o conseguem fazer.

Vivia-se no trabalho, seis dias por semana, dias e noites,

facilmente, 10, 12, 14 horas diárias.

E esse tipo de pressão constante era muito difícil,

porque houve algumas…

Houve algumas histórias que, provavelmente, foram longe de mais.

"ESTOU GRÁVIDA DO MEU IRMÃO"

Dê-me lá uma ajudinha.

Acha mesmo que não faz mal um irmão e uma irmã dormirem juntos?

Acho.

Vamos conhecer o seu irmão que a engravidou.

David.

Muitas das pessoas que vinham ao programa tinham problemas de verdade.

Mas a forma de conseguir ajuda para problemas graves

não é ir a um programa de televisão nacional,

em frente a um público, onde se é gozado e ridicularizado.

Engravidou-a. Não foi à distância.

Sim.

- Dormiu com ela, não dormiu? - Dormi.

Muitos convidados eram sinceros.

Achavam mesmo que vinham resolver um problema.

Não acreditariam na quantidade de pessoas que me disse ao telefone:

"Mal posso esperar por conhecer o Jerry, espero mesmo que ele me consiga ajudar."

O Jerry não ajudava ninguém com nada. Ele ficava ali e fazia o seu papel.

- Diz que ainda a ama? - Sim.

Diga-lhe como lamenta alguma vez ter dormido com ela.

Por amor de Deus, ela é sua irmã.

Estes convidados desabafavam num ambiente realmente extremo

em que há muita gente a olhar para eles e a julgá-los.

Muito, muito duro.

Sobretudo, tendo em conta que eram pessoas reais

que vinham à cidade

da vilazinha na América em que viviam.

Pode desenhar-se um triângulo do Tennessee até Ohio e até Georgia.

Como o Triângulo das Bermudas, o Triângulo do Springer.

Cerca de 75 % de todos os convidados da história do programa

vieram dessa região do país.

Eram pessoas de origens humildes, certo?

E uma pessoa tentava mesmo convencê-las: "Tem aí uma grande história.

Queremos dar uma oportunidade às pessoas de verem isto.

Se o fizer no programa,

vai resolver isso de uma vez por todas."

Mas, para eles partilharem isso connosco, têm de gostar de nós.

Certo, fixe.

Por isso, tratamo-los

como se fossem reis.

Mandamos uma limusina para os levar ao aeroporto.

AEROPORTO INTERNACIONAL DE CHICAGO O'HARE

Aterram em Chicago O'Hare e entram numa limusina.

Ficam boquiabertos.

Muitos convidados nunca tinham estado numa cidade grande.

Nunca tinham visto piza recheada.

A FAMOSA DEEP DISH

Chegámos a Chicago e juro por Deus

que assim que nos apanharam no aeroporto,

fizeram tudo ao alcance deles para nos deixarem o mais fora de nós possível.

Deram-nos tantas senhas para bebidas.

Disseram: "Soltem-se, divirtam-se."

E, então, embebedámo-nos.

Depois, fomos para o hotel e continuámos com a festa.

Deitámo-nos às quatro da manhã,

dormimos talvez uma hora.

Arrancaram-nos da cama às cinco da manhã e disseram: "Está na hora."

E nós: "O quê?"

Lembro-me de ir a descer no elevador

e alguém de outro programa dizer:

"Passei a noite a dar no speed!"

Devo ter chegado à sala verde lá pelas seis horas ou assim.

Muito bem, de novo.

Os produtores estavam lá desde o primeiro minuto,

a instruir-nos quanto ao que dizer e a como agir.

O que fizeste por mim? Nada!

Fiz tudo! Levo os teus filhos ao…

Isso é treta! Cabra mentirosa de meia tigela!

Os convidados iam buscar o seu estado de espírito aos produtores.

Chama-se ser "Springado". Está a ser-se produzido.

Odeio-te!

Podes odiar-me à vontade, mas eu fodo com o teu homem!

Não quero saber! Fica com ele!

Não, não desistas dele. Estás a ir muito bem.

Não desistas dele, tu és a vítima.

Diz-me o que fizeste. Ela sabe quanto o amas?

Está bem.

Tu sabes quanto o amo!

Tinham de ser o tipo de convidado que, quando entrasse,

soubesse contar a sua história,

talvez até estivesse pronto para andar à pancada.

Mas, por vezes, os convidados entram e não fazem o que deveriam fazer

e o nosso trabalho enquanto produtores é assegurar-nos de que o fazem.

Não me estás a dar nada.

Estás a viver esta vida. Eu não sei como é viver a tua vida.

Faz-me entender o que é viver a tua vida.

Batia com a porta aberta do camarim,

pegava numa cadeira e atirava-a pela sala verde

e começava a gritar, tipo…

- Queres saber da tua irmã? - Não, não quero.

Podes crer que não.

Temos de os acordar.

Queres que te lave os dentes nojentos? Que te limpe o rabo? Tresandas.

És um ser humano horrível. És um desastre genético…

Tínhamos de entrar no cérebro deles

e tocar naquilo que os fazia rir, chorar, gritar ou lutar.

Vai lutar por ela!

És uma drogada merdosa!

Começas uma luta merdosa.

Nós instigamo-los até ao nível de um tornado

e depois mandamo-los para o palco.

Durante todo o tempo em que estive no camarim,

ia ficando cada vez mais zangada.

E eu não sou pessoa de me chatear.

Bem-vindos. Os convidados de hoje querem pôr em pratos limpos

as suas aventuras sexuais.

Conheçam o Darren.

Ele e a namorada têm falado de casamento

mas, antes de fazer isso, ele quer fazer uma confissão.

Conheçam a Melanie.

O meu coração estava a mil.

Sentia que me ia saltar do peito.

Eu estava cansada, perturbada,

pronta para fazer merda.

Seja como for, tenho dormido com outra pessoa.

Não te tratavam com sensibilidade.

Não queriam saber que impacto aquilo teria em ti.

Era tudo para o programa.

Vamos conhecer essa pessoa. Pode entrar.

Se não se conseguissem aquelas audiências, o programa acabava.

Era o mais importante.

Não queremos ajudar ninguém.

Não queremos salvar ninguém.

Vocês vieram aqui contar a vossa história

de forma a que seja interessante e que alcance aquelas audiências.

Era só isso.

No final dos anos 90,

a fórmula que Richard Dominick tinha criado era tão eficiente,

que o Springer tinha-se aproximado da Oprah.

AUDIÊNCIAS SOBEM

GUERRA DE AUDIÊNCIAS

Nessa altura, ela falou contra eles.

O Jerry Springer é um outro nível,

se se pode chamar isso de nível.

Acho que ele apenas…

Ele não está lá, todo o programa.

É chocante?

Eu acho que é chocante. Não acredito no que vejo.

A Oprah dizia: "Como é que o Jerry pode pôr estes convidados no ar?"

O Jerry não os punha no ar.

Eu punha os convidados no ar.

Estás a criticar o tipo errado.

No outro dia, vi o programa e um homem baixou as calças

e ali está ele, abre-se…

Quando vejo aquele programa, não acredito no que estou a ver.

A Oprah abriu caminho para uma televisão confessional onde se desnuda a alma.

Confessar e desnudar a alma é uma coisa.

Desnudar o pénis é outra.

O comportamento da Oprah comparado com o do Jerry,

o Jerry teve classe.

Ela faz um talk show de verdade. Eu não faço isso, faço um circo.

Só não há leões.

É…

Ele deu-lhe primazia e ela respondeu com ataques.

Foi tão desnecessário.

Ela diz que o programa é mau para a TV.

Bem, então, desculpem. Estou a fazer o melhor que posso.

UM CIRCO DE VULGARIDADE

A Oprah irritou-me

sobretudo, porque…

… o Jerry era tão simpático.

O Jerry era o homem mais simpático do mundo.

Era um grande homem e um homem amável

e achei que ela tinha de aprender uma lição.

QUEM ESTÁ ELA A CHAMAR VULGAR?

E foi quando fomos atrás dela. Comecei a gostar da rivalidade.

A disputa com a Oprah

era como se fosse uma panela de pressão em que o máximo já não chega, certo?

Mas nós não éramos uma grande produtora.

Éramos um grupo de gente doida

que tentava sobreviver a mais uma semana.

Às vezes, tentávamos arranjar uma história

até à véspera do dia do programa sem conseguir nada.

É quando o melhor é dormir no escritório e continuar a fazer chamadas.

E se tivesse sorte, acontecia algo.

Programa do Springer.

Deviam ser umas três ou quatro da manhã

quando recebi a chamada de um homem.

Ele diz: "Olá, chamo-me Mark."

E eu respondo: "Olá, Mark."

E ele diz: "Há muito tempo que quero ligar para o programa."

Certo, fixe.

"Porque vocês são os únicos que me conseguirão entender verdadeiramente."

"Deixei a minha mulher e as minhas duas filhas

por um pónei Shetland."

A sério?

E eu fiquei: "Isto é a porra de um sonho."

Então, qual é a diferença entre o bestialismo e o Mark?

O animal também o ama.

Ele disse que ele e a Pixel olharam um para o outro

e sentiram uma ligação imediata.

Está bem. Isso é estranho.

Eu estava aterrorizado de o apresentar.

Como vou passar de um simples triângulo amoroso

para um gajo que dorme com um pónei Shetland?

O Toby veio ter comigo e disse:

"Tenho um homem que se casou com um equídeo e quer vir ao programa."

A minha primeira reação foi: "Bem, o equídeo também vem?"

Sei lá. Imagino que se ponha numa carrinha.

Eu alinho. Para mim, era entusiasmante.

E eu disse: "Tudo bem, foi fácil."

Jerry!

Muito obrigado.

Obrigado.

Obrigado.

Muito obrigado.

Havia um sentimento estranho no estúdio,

ninguém podia falar sobre isso.

Tínhamos todos prometido silêncio,

porque tinha de ser uma surpresa.

Tem havido muita controvérsia sobre todas as lutas.

Mas hoje temos uma história de amor.

Conheçam o Mark.

Está com a sua esposa há 10 anos

e são casados há cinco.

Por favor, deem as boas-vindas à esposa do Mark.

Víamos as transições para o público e as pessoas estavam…

Foi tão chocante. Ninguém conseguia falar.

Houve efetivamente uma cerimónia em que se casou com este pónei?

Sim.

O Mark vive com este pónei?

Sim.

E tem relações íntimas com este pónei?

Sim.

É verdade.

Isto é um bocado doentio, não é?

Pronto, muito bem.

Ter um homem que se casou com um pónei,

que beijava o pónei no palco,

foi o programa de aberrações

mais repugnante e grotesco jamais visto na televisão.

Foi o programa perfeito.

Foi tudo o que eu sempre quis que fosse.

Sim!

Foi tipo…

Isto é mesmo incrível.

Jerry!

Foi o melhor programa de sempre.

Jerry!

E umas duas semanas depois, o programa é emitido.

E é quando a merda acontece.

ESTAÇÕES CONTRA PROGRAMA SOBRE BESTIALISMO DE SPRINGER

EPISÓDIO DE SPRINGER CAUSA ALVOROÇO

O BESTIALISMO FOI UM ABUSO

O primeiro sítio onde foi emitido naquele dia foi na cidade de Nova Iorque

e impediram-no de ser emitido onde quer que fosse nesse dia.

BANIDO

O facto de ter sido banido,

de ter saído em praticamente todos os grandes jornais do país

que o The Jerry Springer Show tinha feito esse programa,

mesmo não indo para o ar, as pessoas ficaram muito curiosas.

Estão a ver, enojadas, mas atraídas.

É o desastre do qual não se consegue desviar o olhar.

ADORAMOS O JERRY

O Jerry Springer é um dos maiores do mundo do entretenimento.

É um dos nossos ídolos.

Sejam notícias, telenovelas, televisão no horário nobre,

qualquer imagem que tenhamos da vida,

nenhuma é crua e verdadeira.

Jerry Springer.

Ele faz este talk show há sete anos.

Mas foi só agora que as suas audiências e a sua popularidade dispararam.

Esta fórmula gladiatória tem invocado instintos primários suficientes

para catapultar o programa para o topo das audiências diurnas.

JERRY VENCE OPRAH

Springer é o primeiro talk show de sempre a derrubar Oprah Winfrey do seu trono

de rainha dos talk shows diurnos.

Meu Deus.

- Estão a gozar comigo, porra? - Conseguimos!

N.º 1 PROGRAMA MAIS VISTO NO MUNDO

Foi um momento de viragem incrível.

REI DO LIXO TELEVISIVO

Eu fiquei só: "Sim!"

Pensem bem.

Nunca ninguém venceu a Oprah.

Foi quase como uma vingança.

Costumavas sempre olhar-nos de cima, falar de nós

e gozar connosco, que somos lixo e vê o que aconteceu!

Hoje o lixo ganhou! Sabem?

O resultado concreto foi que o Jerry saiu disso

mais poderoso e mais popular do que nunca.

Detonou aquilo tudo.

Como uma explosão enorme. Havia sempre uma entrevista com o Jerry.

Boas-vindas a Jerry Springer!

Jerry Springer!

Jerry Springer!

Ele tornou-se num ícone cultural.

Tornou-se num fenómeno.

Agora, o herói da América, o Sr. Jerry Springer!

Não havia dúvida,

o Jerry e o Richard estavam no auge.

A riqueza e a fama que lhes trouxe eram muito atrativas.

Jerry!

"SOU IMPARÁVEL!"

Mas o que tiveram de fazer para as conseguirem?

O nível a que o Jerry se vendeu

e o ponto até que foi cúmplice do Richard

ao explorar quem ia ao programa

é algo que teve consequências sérias.

Tal como em qualquer outra situação manipulativa,

é preciso sacar-lhes instintivamente

aqueles pontos de tensão que criam uma telenovela.

Muito bem. Aqui está ela. Nan.

Se vens a este programa, vais fazer aquilo que esperamos que faças.

Vais dar uma coça no fulano tal. É bom que o faças.

Era basicamente a Experiência da Prisão de Stanford,

na qual se brinca com a cabeça das pessoas

até se conseguir um resultado.

Aqui está ele. Ralph.

É quando as coisas ficam mesmo sombrias.

Um triângulo amoroso termina em morte

e o homem no meio dele é agora suspeito de homicídio.

As três pessoas envolvidas tinham estado nesse dia no The Jerry Springer Show.

Até à próxima. Cuidem de vocês e cuidem dos outros.

Legendas: Helena Cotovio

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