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Acordei-te?
Não. Tudo bem. Sim.
Só te queria dizer…
És um grande amigo, Víctor.
Bem… Sim.
Vou contigo para as Astúrias.
VÁRIAS COISAS
FEIRA DO LIVRO
FEIRA DO LIVRO DE MADRID MAPA
Começo a suspeitar que nesta casa…
Já agora, que livro acabaste por levar?
Levou… o meu livro.
Quer dizer…
Estou radiante, sim, mas…
Acho que talvez os teus colegas não vão entender o que o livro diz.
Sim, certo. Vou levar isto.
Sim, querida, vou no fim de semana. Sim, este fim de semana.
Meninas,
tenho algo para vos dizer.
Lembram-se de estarmos na feira do livro e eu ter olhado como uma tola
para as bancas onde os autores assinavam?
Não era admiração. Eram ciúmes.
Pensava em como seria estar do outro lado,
ver as caras das pessoas que leram os meus livros.
Finalmente saberei como é.
Foram anos de trabalho árduo
e ver os rostos das pessoas que não acreditavam em mim.
Vais-te embora agora?
- Sim. - Eu fico para tratar de umas coisas.
Adeus.
Mas valeu a pena lutar pelo meu trabalho
e provar que tenho o que é preciso.
Além disso, vou fazê-lo com o Bruno.
Acham que é uma experiência que nos pode aproximar-nos como casal?
Trabalharmos juntos.
Afinal, formar uma equipa com o parceiro é importante
para manter a chama viva, certo?
Quem teria previsto tudo isto quando comecei a escrever o Impostora?
É uma decisão que mudou a minha vida.
Se não tivesse publicado o meu livro, nada disto teria acontecido.
E fazê-lo foi, em grande parte, graças a vocês.
E sei que nos veremos em breve,
mas, sei lá, emocionei-me.
VALÉRIA
BASEADA NOS ROMANCES DE ELÍSABET BENAVENT
É verdade que eu e o Borja não fazemos nada juntos há séculos.
4.5 FEIRA
- Mas com o Gonzalo, é impossível. - Sim.
Ultimamente, sinto-me mais ligada aos medicamentos do que ao Borja.
E se ficássemos com o Gonzalo?
Não sei, podemos revezar-nos amanhã,
para terem um encontro. Só vocês os dois, relaxados.
- A sério. - Claro. Certo?
- Sim. - Sim.
- Adoro-vos. Muito obrigada. - De nada.
Eu digo ao Borja.
- Claro. - Claro.
- Pareces muito interessada em bebés. - Sim.
São tão giros.
E, sinceramente, chegamos a uma idade em que começamos a pensar…
- Espera. Queres ser mãe? - Não estou a dizer isso.
Já temos uma certa idade em que devíamos começar a pensar…
- Não sentes isso? - Não.
Gosto de pensar que já perdi o barco.
Um grande barco.
Meninas,
ainda não acredito que daqui a dois dias eu e o Bruno estaremos aqui a assinar.
A Chus agendou duas horas de autógrafos!
Talvez seja demasiado. E se ninguém aparecer?
Podes contar connosco, certo?
Mas vocês são três.
Bem, com o Borja faz quatro.
E a Georgina, se ela vier?
E o Rai?
- Está bem. - Meu Deus.
E se ninguém aparecer? O que faço?
Não sei. Podes sempre ler.
Haverá livros.
- Lola. - Vá lá. Vai ser ótimo.
Vais ver. Está bem?
Sim, vai estar muita gente a querer que assines o livro deles.
Sim, claro. És a melhor.
Meninas, o Bruno pediu-me para ir com ele para as Astúrias.
Que bom.
Vão lá passar uns dias,
respirar ar fresco e puro, não como o ar daqui, que é cianeto.
Acho que ela não se refere a uns dias.
- Não. - Não?
- Não. - O quê?
Vais mudar-te para lá?
Sim.
Faz sentido.
A filha dele está lá e não podíamos continuar assim para sempre.
E quando é que?…
Agora.
- Estás a cometer um grande erro. - Lola, a nossa amizade não vai mudar.
Não, não é por isso. Não é só por causa disso.
Vais-te embora com um tipo que não amas só para fugir do tipo que amas?
Isso não é verdade.
Tenho uma relação muito estável com o Bruno
e temos um grande futuro pela frente.
- Planos. - Planos.
Como aqueles do teu aniversário, certo?
Passou o aniversário numa cabana, a ver as estrelas com o Víctor.
O quê?
E não aconteceu nada.
Não aconteceu nada.
Bom. Vamos imaginar por um segundo,
hipoteticamente falando, que ainda sinto algo pelo Víctor.
Eu disse "hipoteticamente".
Agora, damo-nos bem porque somos amigos.
Sim. Já decidi. Vou para as Astúrias com o Bruno.
- O que foi? Estou feliz. - Nada.
Feliz.
- Feliz. - Feliz.
Feliz. Felizes as quatro.
Está bem, pronto.
- Quero gelado. - Tenho fome.
Foi tão tenso.
Ficas com a tia Nerea. Adoro-te, pequenino.
Sim. Ele vai divertir-se com as tias, certo?
- Belo apartamento. - Sim.
- Adeus, filhote. Não chores. - Sim.
Não chores. Diz-lhes: "Adeus, pai. Adeus, mãe."
Diz: "Adeus, pai."
Não.
Desculpa. Queremos aproveitar ao máximo.
- Não chores! Adoramos-te! - Não chores.
- Adoro-te mais. - Não, adoro-o mais. Eu.
Não faz mal porque temos uma cama nova.
A tia Nerea tem uma cama nova. Sim.
Vamos ver…
Meu Deus. Tantas coisas.
- Parece delicioso, não? - Não é?
- Isto tem kimchi. - O quê?
- O gamberi leva. - Kimchi não.
- Não podes estar a falar a sério! - O que pedimos?
Não sei! Estou tão nervosa!
A COZINHA
Há tanto tempo que não saímos juntos. Estou enferrujada.
Lembras-te da última vez?
Na noite antes de entrar em trabalho de parto.
Não sabias se eram as contrações ou o caril.
Afinal era o Gonzalo.
Lembras-te da carinha dele quando nasceu?
Aquela coisinha.
- O extraterrestre mais fofo que já vi. - Sim.
Não.
- Como assim, não? - Não.
Temos finalmente a oportunidade de estar sozinhos
e falar de coisas de adultos.
Estamos a desperdiçá-la, não estamos?
- Sim. É verdade. - Claro.
Vamos a isto. Não falamos sobre o Gonzalo.
Sim.
- Já sabem o querem beber? - Vinho tinto.
- Eu quero… - Gonzalo? Chamas-te Gonzalo?
- Como o meu filho. - Têm bom gosto para nomes.
Fica-lhe bem porque é nome de tipo simpático.
E tem uma cara tão gira. Olha.
Quero uma cerveja de malte sem álcool.
- Desculpa. Esqueci-me. - Pá.
- Pois. - Só cenas de adultos.
Sim.
- Podias ter avisado que não tens wi-fi. - Usa o teu 5G. Sempre a resmungar.
Este fofucho está melhor aqui em casa do que no escritório, certo? Não é?
- É tão fofinho. Apetece-me comê-lo. - Queres segurá-lo?
- Nem pensar. Dispenso. - Não?
Talvez tenha jeito para ser mãe.
- Olá. - Não é difícil.
Trouxe-te o catálogo que pediste.
Olá.
Porque trabalhas aqui? O que é isto?
Tenho de tomar conta do filho da Carmen por umas horas.
Podemos falar?
- Talvez noutra altura? - Por favor.
Podem ignorar-me. Tenho muito trabalho.
Sim, bem…
Olha, Georgina, não quero que estejamos zangadas.
Espera.
A chucha.
Avisa-me quando estiveres menos ocupada.
Não, já sei. Espera.
Olha aqui.
Olá.
Sou o Sr. Lixinho.
Quero ser teu amigo.
O Sr. Lixo não gosta quando as pessoas estão tristes ou zangadas.
E ele sabe que meteu a pata na poça.
Santo Deus.
Não devia ter forçado as coisas com a mãe da Georgina.
Mas aprendemos que temos de respeitar os tempos de cada Lixinho.
Ouve, eu também tenho culpa.
- A sério? - Sim.
Às vezes ponho entraves nas relações e impeço-as de avançar.
E acabam por terminar. Não quero isso contigo.
Então? Perdoas-me?
Só se parares de usar essa voz de rato.
Por favor. Agradeço.
- Tive saudades tuas. - Também tive saudades tuas.
Já que disseste que querias avançar com a nossa relação…
Sim?
Estive a pensar
que talvez pudéssemos ser mães.
- O quê? - Meninas, vá lá. Por favor.
- Quer dizer… - Parece que ele gosta de mim.
Isto não é assim tão mau, pois não?
Não digo que quero ser mãe agora.
Só estou a dizer
que devíamos pelo menos poder falar disso.
Que alegria!
- Obrigado. - Ótimo. Obrigada.
Obrigado.
Gonzalo.
- Muitos clientes? - Sim.
Deve ser difícil lidar com o público, não?
Bem, há todo o tipo de pessoas. Mas, no geral, são simpáticos.
- Estou a ver. - Desculpem.
Trabalhas aqui há muito tempo?
Com licença…
Está bem. Podes recomendar-nos um prato?
Delicioso.
O GONZALO TEVE UMA ÓTIMA MANHÃ. VOU LEVÁ-LO À CASA DA LOLA.
- Quem é? - Nada. Não é nada.
- É sobre o Gonzalo, certo? - Sim.
Dissemos só cenas de adultos.
Lembras-te de alguma coisa?
- É a Nerea. - O que se passa?
Nada. Ela diz que o Gonzalo está a portar-se muito bem com ela.
Ele portou-se bem.
Ela vai levá-lo à casa da Lola. Veremos.
- O meu menino. Ela enviou uma foto? - Sim.
O meu pequenote.
Ele vai morrer.
Já vou!
A sério, é bom que já tenha mijado e cagado porque recuso-me a mudar…
Podemos falar?
Pensei que tu é que não querias falar.
Mas entra.
Olha, Lola.
- Está bem. - Estive a pensar.
No quê?
- Bem… - Olá! Entrega especial.
Ótimo!
Pronto.
- Pensei que não chegaria a tempo. Olá. - Olá.
Desculpa. Vi que a porta estava aberta e…
Não. Estava à tua espera. Claro.
Está bem.
Está tudo bem?
Com isto. Está tudo bem?
Sim, mais do que bem.
Ele já comeu, mas se lhe quiseres dar comida, tudo bem.
- Eu? - Bem, vou-me embora. Tenho uma reunião.
E pronto. Aproveita o dia, está bem?
- Adeus. - Até logo.
Adeus, Gonzalito.
O que faço?
Para começar, não o segures como se estivesse prestes a explodir.
Olá, jeitoso.
Isso mesmo.
E, em segundo lugar, vamos fazer as pazes, está bem?
Tu primeiro. Saíste sem dizer nada.
Eu?
Não respondeste quando perguntei se tinhas a certeza sobre nós.
Não acreditaste em mim quanto ao Quique.
- Vá lá. - Não.
Não. Vou devolver o bebé traumatizado.
- Não, por favor. - Podes ajudar-me com o carrinho?
Sim. Claro.
- Pronto. - Está bem.
- Está tudo bem, Gonzalo. Está tudo bem. - Está tudo bem.
Olha.
- Vá lá. - Está tudo bem.
- Vá lá. - Está tudo bem.
Está tudo bem.
Eu e o Rai estamos só a jogar ao jogo dos berros. Certo?
Sim. Claro.
Só queria dizer à tia Lola
que não pode continuar a duvidar da relação.
E eu só queria que o Rai soubesse
que talvez não me sentisse muito apoiada por ele.
Muito bem!
Foi por isso que decidiu apoiar-se no seu colega Quique.
Vai comer me… mel!
Lola, só estou a dizer que não me podes afastar
sempre que faço algo de que não gostas, não é, Gonzalito?
Isto tem cocó.
Sim.
Sim.
Diz-me que sabes como mudar uma fralda.
No outro dia, numa loja,
encontrei algo
que pensei que talvez pudesses gostar.
Diz-me que é bicarbonato de sódio porque repeti a sobremesa.
Toma.
Adoro.
- A sério? - Adoro isto.
- Não sabes o que é. - Não faço ideia.
Certo. Perfeito.
É um brinquedo sexual.
Sim. Para podermos usá-lo.
Sim?
Vamos.
- Vamos para a mesa. - Sim! Como costumávamos fazer! Perfeito!
Desculpa. Está bem.
- Ligaste-o? - Não, é…
É o meu telemóvel. Espera. É…
É a Lola. Enviou-nos um vídeo do Gonzalo.
Meu Deus.
Olha como ele dança.
Meu Deus. Que fofura. Como fizemos algo tão lindo?
- Eu relembro-te. Anda cá. - Sim.
O que se passa?
Desculpa. O vídeo distraiu-me.
Ele é tão inteligente. Acho que ele é dotado, não é?
- Vamos ver outra vez? - Por favor.
- Outra vez! - É verdade.
- Estivemos assim o dia todo! - Vamos concentrar-nos no sexo.
- Desculpa! Sexo! - Sexo!
- Sexo. - Sexo, fixe!
Vamos brincar com o nosso novo brinquedo.
- Claro. - Está bem.
Aqui.
Onde queres que o ponha?
- Não é isto. - Não é isto.
Isto não é o brinquedo. Isto é…
Não consigo.
Desculpa. Não consigo. Isto não vai resultar.
Estou exausta.
Tenho saudades do Gonzalo e…
Sinceramente, a última coisa que me apetece fazer é sexo.
Que alívio, porque sinto o mesmo.
Que alívio.
Mas estamos a desperdiçar o nosso dia juntos, certo?
Ainda há tempo. Deve haver algo que possamos fazer.
Sabes o que me excitaria agora?
Desculpa.
Desculpa não ter prestado mais atenção à tua promoção.
Agora sei que era importante para ti e não consegui ver. Desculpa.
Já não importa.
Acho que não vou conseguir.
O Quique é oportunista
e eu sou uma idiota que não previu isto.
Então…
Quero dizer…
Talvez sejas uma idiota.
Olha lá…
Mas também és uma lutadora de primeira.
És incrível, Lola.
Consegue a promoção e esfrega-a na cara do Quique.
Meu Deus, não imaginas as saudades que tive.
Sabes que esta casa não é a mesmo sem ti, certo?
- Cuidado. Vou entrar. - Ainda não são seis.
Não, mas… Tenho uma emergência e preciso que fiques com ele mais cedo.
Estás bem? Aconteceu algo?
Sim.
Eu e o Rai fizemos as pazes e temos de pinar.
Mas estavam zangados?
Sim.
- Mas isto não é uma emergência. - Não é?
- Não. - Olá.
Não vinhas daqui a uma hora?
- Sim, mas tenho de fo… - Surgiu um imprevisto!
Mas ainda não acabei de escrever.
Está tudo bem. Eu trato disso.
- Está bem. Adeus. - Adeus.
Quando escreve, não é tão simpático.
Sim. Mas ele é escritor.
- Sim. - Ele escreve todos os dias.
Como correu com o Gonzalo?
Não!
Não.
Fofo…
- Bem. - Sim?
- Fantástico. - Muito bem.
Muito bem. De certeza que não te importas?
- Estou a fazer as malas… - Sim.
Mas quero estar com ele.
Preparei algumas atividades sensoriais para ele…
Ótimo. Conta-me tudo amanhã.
- Ótimo. - Obrigado pelo favor.
- Tudo bem. - Adoro-te.
- Adeus. - Adeus. Desfruta da noite de paixão.
Ela gostava muito.
Gostas de música?
Está bem.
Não. Deixa estar.
Olha. Vê isto. Vê se gostas.
É relaxante, não é?
E hipnótico. Olha.
Férriz…
- Por favor. - É um pau de chuva.
Não te pode incomodar. Vives nas Astúrias.
Estou a trabalhar.
Muito bem.
Nada de brinquedos barulhentos. Nenhum.
Está bem.
Passaremos da audição à visão e toque. Que tal isso?
Qual?
Escolhe uma. Não?
Queres que ta dê?
Dou-te? Devo? Não, não queres.
É um pompom.
- Os pompons não fazem barulho. - Mas eu ouço-te a falar.
- Sim. Claro. - Podes falar mais baixo?
Bruno, ele é um bebé.
Sim, eu sei que ele é um bebé. Eu tive um bebé.
Esquece.
Queres esta? Talvez gostes mais desta.
Gostas desta. A rosa.
Já agora, sabes o que os bebés adoram?
- O quê? - Passear.
Que rabugento, não é?
Dormi como um bebé.
Achas que voltaremos a ter tempo para nós?
Sim.
Quando o Gonzalo fizer 18 anos e sair de casa.
Não.
A sério.
- Tenho saudades tuas. - Também tenho saudades tuas.
Mas, antes de nos apercebermos, este capítulo vai acabar.
E também vamos sentir falta.
Acho que não vou sentir falta de tanto cocó.
Entretanto,
promete-me que arranjamos tempo para nós.
Prometo.
Na verdade,
ainda temos algum tempo, certo?
Estás a pensar o mesmo que eu?
- Sim. - Sim.
Vou pedir poke.
Queres?
Georgina, estou a perguntar se queres o mesmo.
Não me parece.
Há mais opções.
Também podes comer sushi ou piza.
Tens a certeza do que queres?
Claro. Adoro poke.
É a melhor coisa do Havai desde a piza de ananás.
Não falamos de comida, pois não?
Não.
Eu não quero ser mãe, Nerea.
Tenho a certeza disso.
Se tiveres uma decisão diferente, claro, vou respeitá-la.
Mas não será comigo.
Embora não tenha tanta certeza que seja o que realmente queres.
- Porque dizes isso? - Não sei.
Porque nunca disseste nada sobre ser mãe.
Nem quando mencionaste os teus planos futuros.
E agora falas nisso?
Antes não sabia que tinha os ovários de uma mulher mais velha.
Não foi algo que planeei a curto prazo. Acabou de acontecer.
Eu percebo.
Diz-me quando tiveres a certeza, está bem?
Tenho a certeza.
Quero poke.
O resultado das conferências do clima
tem um saldo positivo graças à organização…
- Não acabaste há uma hora? - Sim, mas tenho uma reunião.
- Podias ter-me dito. Não preparei nada. - É privada.
- O tema? - Não é da tua conta.
Lola, ouve. Espera um minuto. Um segundo. Está bem.
Não o fiz para te lixar. Enviei-o para reduzir a carga de trabalho.
Lola, quando estiveres pronta.
Aonde vais?
Nós os dois temos de falar sobre o relatório, certo?
Somos uma equipa.
Não te preocupes.
Sei que estás ocupado a adiantar trabalho. Eu trato disto.
- Vamos? - Claro.
Marisa, acho que, agora, a coisa mais importante
sobre as conferências do clima é a equipa que temos.
Carmen!
Ena. Queria mesmo ver-te.
Sim, quem é o menino mais lindo do mundo?
É para ti.
- A Val deu-te um presente! - Está tudo bem?
Sim. Tudo ótimo.
Divertimo-nos imenso. Não foi, Gonzalito?
- Sim? - Gonzalo.
- Gonzalo é melhor. - Gonzalo.
Bem, ele comeu. Brincámos.
- Ótimo. Que bom. - Fomos dar um passeio.
Um pouco mais…
E é tudo.
- É tudo. - Vais ter saudades dela?
Um pouco, sim. Tia Val.
Como foi o vosso dia? Muitas posições?
Bem…
- Quer dizer… certo? - Vamos ver.
- Sim? - Bem, alguma…
Não podemos contar tudo, mas…
Claro.
- Mas foi… - Sim, mas…
- Sim? - Sim.
- Obrigada por ficares com ele. - Sim.
A sério. Muito obrigada.
Claro. Quando quiserem.
- Adeus. - Adoro-te.
Tudo bem.
- Voltem noutro dia. - O quê?
- Adeus. - Adeus.
Já se foram embora?
Sim.
Porque não te despediste?
- Estou concentrado. Não estou disponível. - Estou a ver.
Bruno, o que aconteceu esta tarde…
Sim?
Esquece.
Esquece. Eu vou…
Vou fazer o jantar.
Ótimo.
FEIRA DO LIVRO
Onde andará ela?
- Ali! Val! - Val!
- Assinas o meu livro, por favor? - Por favor!
Vai ser ótimo.
- Vamos. - Vá lá.
FEIRA DO LIVRO DE MADRID
PÁTRIA CANIBAL
Olá. O teu nome?
Caramba, eu não…
Olá!
NOVO ROMANCE
O que escreveste?
- Mais um pouco. - Não!
Bom dia. Olá!
Obrigada.
Olá.
O teu nome?
Com licença. Pode?…
Claro. Como te chamas?
Sergio. É com cartão de crédito.
O Juan aceita o pagamento.
Olá!
- Olá. - Lucía.
- Pode assinar, por favor? - Claro. Obrigado.
- Adoro o Pátria Canibal. - Muito obrigado.
Li que estão a tornar o livro numa série. Quando sai?
Não, afinal não vai haver nenhuma série.
Ena. Ouvi dizer que estava a trabalhar com os argumentistas.
As plataformas de streaming são assim.
- Muito obrigada. - De nada.
Olá. O teu nome, por favor?
Sofian. Muito obrigado. Mudou a minha vida.
O livro dela mudou a tua vida? Não sei. Eu percebo
que te pode entreter ou ajudar-te a esquecer os problemas, mas…
Mas dizer isso é exagerado. Não achas?
Talvez a experiência da personagem principal
o tenha ajudado a dar um passo que precisava de dar.
Sim. Foi muito importante para mim.
É o meu preferido.
Claro. Uma pergunta,
além da Valéria, de que outros autores gostas?
- Outros géneros literários ou… - Para.
- O que foi? - Chega.
Desculpa.
Agradeço muito as tuas amáveis palavras. Obrigada por teres vindo.
Obrigada.
Olá. O teu nome?
Espero ver-te em breve, Elísabet.
És uma grande escritora. Não deixes que te façam sentir inferior.
- Obrigada por tudo, Valéria. - Eu é que agradeço. Obrigada.
Desculpa aquilo de há bocado.
Não tem sido um dia fácil.
Quando é um dia fácil? Diz-me.
- Olha, Férriz… - Não. Humilhaste os meus leitores.
Desculpa. O que queres que diga? Desculpa.
Agi como um idiota.
Se gostas de escrever isso, não posso dizer nada. Ponto final.
"Isso"?
"Isso"?
- O que foi? - Ena. Que crítica sofisticada.
Do que não gostas exatamente no meu último romance?
Não.
Não acredito.
Tenho andado… muito ocupado… com a série.
Não tive tempo.
Não gosto de quem és quando estás sob pressão.
Pois.
Alguns escrevem coisas que exigem muito esforço.
Amo-te muito, Férriz.
Eu sei.
Mas isto não está a resultar, Bruno.
Disseste-me antes que não era isto que querias.
O que queres?
Não faço ideia.
Até agora, só sei o que não quero.
Mas já chega. Certo?
Meninas,
tenho algo para vos dizer.
Acabei com o Bruno.
Sinceramente, estamos muito felizes.
Ontem tivemos um dia fantástico com a Valéria Férriz,
o Bruno Aguilar e a Elísabet Benavent.
E hoje parece que vai ser igual.
Só falta uma sessão de autógrafos. Francisco Campos, às 16h30, na banca 216.
E que mais posso dizer?
A feira do livro é uma grande oportunidade
para os nossos autores conhecerem os leitores cara a cara
e partilharem as suas opiniões, o que acaba por ser o objetivo disto tudo.
Para que possam receber esse feedback…
Desculpa, assinas o meu livro?
- Assinei ontem. - Não disseste a data nem a hora.
- A Lola disse que era dia 16 às 15h. - Não.
- Era dia 15 às 16h? - Sim.
Ela confundiu tudo.
Duvido.
Parece uma confusão orquestrada.
Para eu não vir.
É a Lola. Tudo é possível.
Dá cá. Queres que assine?
Obrigado.
Vamos ver o que escreves.
- É uma antevisão do próximo? - Não.
TUDO COMEÇOU CONTIGO, SACANA. IMPOSTORA
Obrigado.
Quando vais para as Astúrias?
Ainda não tenho a certeza.
Estou a perguntar porque pensei que nos podíamos encontrar antes.
Se conseguires, claro. Para nos despedirmos.
Claro.
Vim ter com a editora.
- Sim. Vou dar uma volta. - Ótimo.
Mando-te mensagem e veremos quando podes.
- Sim. - Está bem.
Adeus, Sacana.
Adeus, Impostora.
Legendas: Carla Chaves
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