Afrikaans
Akan
Albanian
Amharic
Arabic
Armenian
Azerbaijani
Basque
Belarusian
Bemba
Bengali
Bihari
Bosnian
Breton
Bulgarian
Cambodian
Catalan
Cebuano
Cherokee
Chichewa
Chinese (Simplified)
Chinese (Traditional)
Corsican
Croatian
Czech
Danish
Dutch
English
Esperanto
Estonian
Ewe
Faroese
Filipino
Finnish
French
Frisian
Ga
Galician
Georgian
German
Greek
Guarani
Gujarati
Haitian Creole
Hausa
Hawaiian
Hebrew
Hindi
Hmong
Hungarian
Icelandic
Igbo
Indonesian
Interlingua
Irish
Japanese
Javanese
Kannada
Kazakh
Kinyarwanda
Kirundi
Kongo
Korean
Krio (Sierra Leone)
Kurdish
Kurdish (Soranî)
Kyrgyz
Laothian
Latin
Latvian
Lingala
Lithuanian
Lozi
Luganda
Luo
Luxembourgish
Macedonian
Malagasy
Malay
Malayalam
Maltese
Maori
Marathi
Mauritian Creole
Moldavian
Mongolian
Myanmar (Burmese)
Montenegrin
Nepali
Nigerian Pidgin
Northern Sotho
Norwegian
Norwegian (Nynorsk)
Occitan
Oriya
Oromo
Pashto
Persian
Polish
Portuguese (Brazil)
Portuguese (Portugal)
Punjabi
Quechua
Romanian
Romansh
Runyakitara
Russian
Samoan
Scots Gaelic
Serbian
Serbo-Croatian
Sesotho
Setswana
Seychellois Creole
Shona
Sindhi
Sinhalese
Slovak
Slovenian
Somali
Spanish
Spanish (Latin American)
Sundanese
Swahili
Swedish
Tajik
Tamil
Tatar
Telugu
Thai
Tigrinya
Tonga
Tshiluba
Tumbuka
Turkish
Turkmen
Twi
Uighur
Ukrainian
Urdu
Uzbek
Vietnamese
Welsh
Wolof
Xhosa
Yiddish
Yoruba
Zulu
Parabéns a você
Nesta data querida
Muitas felicidades
Muitos anos de vida
Pede um desejo.
VALÉRIA
BASEADA NOS ROMANCES DE ELÍSABET BENAVENT
4.4 PEDE UM DESEJO
PARABÉNS, VAL. MINHA MACAQUINHA
PARABÉNS!
Disse-te para esperares. Acreditas que o Borja enviou primeiro?
Parabéns, querida.
Mal posso esperar para te dar um grande abraço amanhã. Adoro-te!
Como podes ser tão desmancha-prazeres? Ficar em casa a trabalhar nos teus anos?
Não, os 30 não são os novos 80.
Sei que estás concentrada a escrever, mas tinha de te desejar feliz aniversário.
Adoro-te.
MENSAGEM
Croqueta.
Nada de mal pode acontecer se tiver uma croqueta na boca.
NUNCA GOSTEI DE ENVIAR MENSAGENS DE ANIVERSÁRIO, MAS AQUI VAI! PARABÉNS!
Nada de especial.
NÃO É TODOS OS DIAS QUE MUDAS PARA UMA NOVA DÉCADA, POR ISSO…
QUERES FAZER ALGUMA COISA AMANHÃ PARA FESTEJAR?
O que foi? Somos só amigos. Podemos estar juntos, certo?
MENSAGEM
Não me olhes assim. Enervas-me.
FELIZ ANIVERSÁRIO, FÉRRIZ. DESCULPA NÃO TER LIGADO,
MAS A MINHA CASA FOI INVADIDA POR 15 MIÚDOS CHEIOS DE ENERGIA.
JÁ AGORA, JÁ PENSASTE… NAS ASTÚRIAS?
ASTÚRIAS NÃO! SIM. NÃO. SIM. NÃO! SIM.
Então? A sério?
Foi só um sonho.
Só menti sobre trabalhar com o Quique para não te passares.
Eu sei.
Então, porque te afastaste?
Podemos falar sobre isto como dois adultos?
Neste momento, não me apetece ser o adulto que queres que eu seja.
Falamos depois, está bem?
Vou tomar um duche.
- E agora? - Lola, estou no duche.
Tudo bem. Eu entro e podemos falar tranquilamente.
Estou esfomeado.
- E agora? - Estou a tomar o pequeno-almoço.
Come na universidade. Têm preços muito acessíveis.
Não, o café da universidade cai-me mal.
Este café de cápsula também não é bem um arábica de torrefação lenta.
Rai!
Espera. Ouve…
Não tens de falar, se não quiseres. Conheço outras formas de resolver isto.
Bom dia, Sra. Herminia.
Que dia quente para primavera, não?
- Estou a ver que sim. - Sim.
Até logo. Bom dia.
Não encontro os sapatos de casamento. Viste-os?
Vou atrasar-me para a reunião.
- Tens de lá estar quando? - Daqui a meia hora.
Não vais conseguir. Bom.
Posso ligar para o escritório e sugerir uma reunião online.
Ou, se demorares mais, posso cancelar o almoço com as meninas.
A Segurança Social fica a cinco minutos. Vais aos anos da Val e vais trabalhar.
As reuniões através de Zoom são o futuro. E não posso andar na rua descalça.
O sapato.
- O meu sapato. - O Gonzalo ficará em boas mãos.
É melhor ele habituar-se a passar tempo com ela gradualmente.
Quem vai passar o dia com a avó?
Como entraste?
Com a chave que o Borja me deu. Anda cá, Gonzalito.
Vai para a avó.
Gonzalo.
Foi o que eu disse. Gonzalito.
Parece mais magro. Já lhe dás o biberão?
Não, ele ainda mama.
O teu leite não o alimenta, vês?
- Está a ficar magricela. - Vamos embora?
- Sim. - E não há sapatos?
Eu?
- Onde estão os sapatos que lhe dei? - Pu-los no Walla…
No… armário.
No armário.
Não vi nada.
Talvez o teu ciclo irregular se deva a outra coisa.
Estás sob muito stress?
Sou trabalhadora independente. O que achas?
Vamos ver.
O único problema nas análises ao sangue que fizeste…
… é os níveis de AMH estarem um pouco alterados.
Como assim?
És saudável e não tens problemas graves de saúde,
mas a reserva ovárica não corresponde à de uma mulher da tua idade.
De quanto estamos a falar?
A qualidade e o número de óvulos são iguais a uma mulher de 45 anos.
Não sei se estavas a planear…
Em ser mãe?
Bem, não…
Ainda não tinha pensado nisso. Pensei… que tinha tempo para tomar essa decisão.
Podes congelar os teus óvulos.
Isso dava-te algum tempo.
Se escolheres fazer isso,
recomendo que o faças o mais depressa possível.
Está bem. Assim que possível. Sim.
- Não! Pediste um desejo? - Sim.
- Fixe. - Está bem.
Que bom!
Linda.
Porque não me deixaste planear a festa? Teria sido a festança do século.
A segunda festança do século. Ainda nem passou um ano desde a minha.
Por isso, não era preciso repetir.
Para mim, esta é a festa de aniversário perfeita.
Muito bem. À Val.
E à nossa.
- Também tenho saudades vossas. - Então, vemo-nos mais vezes.
Como te sentes por entrar numa nova década?
Novidades da vida adulta?
Diz-lhes. Está bem, eu digo-lhes.
Pedi à Valéria para vir viver comigo para as Astúrias.
Estamos muito bem e ela precisa de mudar de ares.
Vai ser bom passarmos todos os dias juntos e estarmos mais tempo com a Aitana.
Não. O mesmo de sempre.
O mesmo de sempre? Porque não ouvimos falar de…
Sei lá, um tipo com olhos verdes, energia de garanhão…
- O Víctor? - O Víctor! Foste tu que disseste.
Amanhã, vamos fazer algo para o meu aniversário.
A Puri não responde. Talvez tenha acontecido algo ao Gonzalo.
Sim, o Víctor.
Não se passa nada, por mais que queiras isso.
Ela disse-te que são só amigos. Não insistas.
Vá lá. Um brinde.
- Obrigada. - Saúde!
Carmen?
Ainda bem que está no fim. É melhor ir andando.
- O quê? - Ele não era para ela.
- Ele era um vira-casaca. - Isso era antes. Ele mudou.
- A sério? Como sabes? - Porque eu também mudei.
Estou feliz por ti e por ele.
Mas isso não muda as coisas entre nós.
Bem dito. Sem dúvida. Vou começar a levantar a mesa.
- Aonde vais? Ainda não comi. - Está tudo bem?
Tudo perfeito. Agora sou eu que tomo conta desta criança.
E graças a Deus porque é óbvio que ele precisa da avó.
Não é bom ser menino da mamã.
Sim.
Claro. Está tudo bem. Mas…
Não posso ficar muito tempo porque a Puri tem de voltar para casa.
É para isso que ela está lá, certo?
- Quer dizer… - Olha para ele.
Deixa-me ver.
- Ena. - Ele é tão lindo.
Vocês têm instintos maternais?
O quê? Ver como a Carmen anda stressada é o melhor contracetivo.
- A Puri pode enviar uma SMS. - Idealmente, quero ser mãe, um dia.
Mas ainda não tive aquela vontade súbita.
Não senti esse instinto até ter o Gonzalo nos braços.
Como foi uma gravidez inesperada, não tive muito tempo para pensar. Chega.
Já pensaste nisso?
Os óvulos dela estão nos seus últimos dias.
Ela não sabia se queria ter filhos, mas terá de se despachar
porque se pensar durante muito tempo, perderá a oportunidade de vez.
Não. De todo.
Não, apenas gosto de ver bebés em fotos.
Não sei. Devem ser hormonas.
Como vão as coisas? Já foste promovida?
A Lola não está preocupada com a promoção.
Namoriscamos. Isso e o facto de o Rai não querer nada com ela.
Pobre miúdo. Percebo que esteja preocupado.
Sem pressão.
Não quero ter muitas esperanças.
Porque…
A propósito… temos algo para a aniversariante.
Sim.
Abre!
- Abre! - Vamos ver.
Tira-o!
Eu disse para comprarem em prateado.
Cala-te. Posso ver?
- A sério. Olhem para o meu cabelo. - Pareces um boneco Playmobil.
Eu sei que é uma coisa simples.
- Mas adoro. - Não tens de fingir.
Uma foto é uma prenda barata, mas não tínhamos muito tempo.
Embora…
Somos forretas, mas não assim tão forretas.
O quê?
Ena! Meu Deus!
É tão fixe.
Adoro-vos, meninas! Adoro-vos tanto!
ATÉ AMANHÃ!
ASTÚRIAS NÃO! SIM. NÃO. SIM. NÃO! SIM.
Feliz aniversário!
É um queque de chocolate com recheio de chocolate,
coberto de chocolate.
Ainda assim, acho que precisa de mais chocolate.
O que queres fazer?
- O que quiseres. - Não, é o teu aniversário. Tu decides.
Mas tu sugeriste o encontro.
- Mas é o teu dia. - Pensei que tinhas algo planeado.
- Normalmente… - Está bem.
- Não vamos andar às voltas. - Sim.
E se fôssemos dar um passeio e vemos como corre?
Parece-te bem?
Parece-me bem.
Não!
APETECE-TE COMIDA JAPONESA ESTA NOITE EM MINHA CASA?
ONLINE
ÚLTIMA VEZ ONLINE ÀS 20H33
Aquela parte ali…
Devias, sim.
- A sério? - Sim.
Podíamos ter sido presos?
- Podíamos. - A sério?
Sem capacetes, sem coletes…
Sim. Consegues imaginar?
Já agora, não disse nada,
mas quero que saibas que adoro fazer parte do teu processo de escrita.
É uma grande responsabilidade.
Já leste alguma coisa?
- O quê? Tudo. Sim. - A sério?
Não fui para a cama até acabar a última parte que me enviaste.
Está bem, mas dava-me jeito uma crítica ligeiramente mais elaborada.
Se tivesse de dizer algo… é bastante óbvio o que ela vai fazer.
Mas sinto-o um pouco mais… confuso?
Sim, eu sei.
Ainda não percebi a decisão certa para ele.
Não consigo entrar na cabeça dele.
Sim. O importante já conseguiste e é muito bom.
Vai ser um sucesso, como sempre.
Gosto das coisas boas que te estão a acontecer.
Incluindo… o Bruno.
Que deve estar à tua espera.
- Não te quero empatar. - Sim.
Não. Ele está nas Astúrias.
- Boa. - Sim.
Seja como for, vou andando. Tens coisas para fazer.
- Escrever ou… - Sim. Está bem.
- Sim. - Está bem.
- Adeus. - Adeus.
Só mais uma coisa.
Como pensei que estarias com o Bruno, não ia dizer nada,
mas se estiveres livre amanhã, gostava de te dar o teu presente.
O meu presente?
Não é nada de especial. Deves estar ocupada.
- Mas… - Não, adorava.
- A sério? - Claro.
- Até amanhã. - Até amanhã.
- Sim, amanhã. - Até amanhã.
Tenho de entrar na cabeça dele.
Está bem. Ainda bem que estamos em sintonia.
Também é autobiográfico?
Não. É ficção.
Decisão inteligente.
E tenho ótimas notícias.
Lembras-te da possível sessão de autógrafos na feira do livro?
- Sim. - Eles confirmaram.
É? Uma sessão de autógrafos?
Numa barraquinha? Com a minha foto e os meus livros?
Sim, e 40 graus à sombra e filas de três horas.
E vais fazê-lo com o Bruno.
- A sério? - Falaste com ele?
Esta manhã, por uns minutos.
- Como está ele? - O mesmo de sempre. Porquê?
Rejeitaram a série. Tenho de encontrar a altura certa para lhe dizer.
Há decisões empresariais mais importantes do que as criativas. Já vou.
Sei que é difícil, mas assim pode ir às Astúrias quando quiser.
- Ele tem lá uma filha, certo? - Sim.
- Tenho de ir. - Está bem.
Não queres esta mama hoje, filho?
Vamos ver se esta funciona porque… Vamos ver.
- Puri. - O que estás a fazer?
E se o homem do gás aparecer?
Até parece que o homem do gás tem as chaves.
O que foi? O Gonzalo tem de comer.
Ele não pode comer de duas em duas horas.
Está a usar-te como chupeta.
Sim, claro.
O meu menino.
Queres ir para a avó? Que bom.
- Para a avó. - Olha.
- Olá. És tão lindo. - Para a avó. Que bom.
Ele tem sorte, não é? Parece o pai.
- Sim, claro. - Que fofo. Para onde vamos?
Se ele fizer cocó, tens de usar a pomada de calêndula.
Não é a outra. Ele tem de dormir uma sesta às 11h.
Não mais do que duas horas ou não dorme a sesta à tarde.
Deixei dois purés no frigorífico. Não lhe dês mais nada.
Ainda não começámos a dar-lhe glúten ou ovos.
Estás a ouvir?
Não. Eu sei como cuidar do meu neto, Carmen.
Não preciso que me digas o que fazer. Está bem?
Está com sono.
- Ele não… O quê? - Para a cama.
- Puri… Não, Puri… - Deixa a avó deitar-te.
São nove. Ele só dorme às 11h. Acabei de te dizer.
Não posso…
Não faz mal, está tudo bem.
- Porque não usas as chaves? - Porque não me contaste?
Porque ele é só um colega.
Rai.
Não podes ficar zangado por causa de um sonho.
Então, adiciona o Chris Hemsworth à lista negra.
- Queres dormir com ele? - Quem não quer foder o Thor?
Refiro-me ao Quique.
Olha.
Não controlo o que sonho, mas posso controlar o resto.
E… está bem.
Sim, posso ter namoriscado com ele. Sim.
Ai namoriscaste?
Mas não significa nada.
E passo mais tempo no trabalho e ele está lá,
a passar por este calvário da promoção comigo…
E eu não?
Quer dizer…
Rai.
Não aconteceu nem vai acontecer nada.
Sim, por enquanto.
Desculpa?
Lola, nós conhecemo-nos.
Se calhar, não.
Estou a dizer-te que não aconteceu nada.
É uma pergunta direta.
Acreditas em mim?
Claro que sim, Lola.
E tu? Acreditas em ti?
Não se trata da promoção.
Lola, eu confio em ti.
Mas vejo que pareces confusa em relação a nós.
Estavas stressada com a diferença de idades, sobre partilhar casa,
e agora… com monogamia?
Queres mesmo isto?
Vou-me embora, está bem?
Com o lançamento global da campanha,
o alcance do nosso anúncio pode aumentar em 25 %.
Talvez até 30 %
se selecionarmos um grupo diverso e expandirmos a gama de cores.
Até uma paleta de néon.
… selecionámos várias fontes de letra.
Pessoalmente, acho que devíamos escolher a terceira.
É menos formal, mas destaca-se.
E liga a marca com uma geração global…
Que filha da puta!
Não esperava que a apresentação…
… fosse tão boa.
Ótima.
- Foi, não foi? Ótima. - Ótima.
Muito boa.
Continua. Bom trabalho, Ana.
Cheguei.
- Como correu? - Está a dormir no berço.
Agora? Ena. Então, ele não dormiu a sesta das quatro.
Dormiu, mas comeu muito e cansou-se.
Puri, é curioso as bolachas terem desaparecido.
Sim. Quando tenho pouco açúcar no sangue, fico tonta se não comer nada.
Estou a ver.
Claro. Faz sentido.
E…
Que cheiro é este?
Cheira…
Cheira a…
… água de Colónia, não é?
Devo ter posto demasiado perfume hoje.
Sim, deve ser isso.
O que fizeram hoje?
O quê? Fomos passear ao parque,
depois deitei-o no tapete para brincar com os brinquedos de madeira.
Não lhe deste o telemóvel, pois não?
- Jamais faria tal coisa. - Nunca se sabe.
Nem pensar.
Só vou perguntar, sim? Só perguntar. Bom.
Porque é que está a dar desenhos animados no teu telemóvel?
Porque gosto de ver séries enquanto ele dorme.
Não sabia que eras fã da Patrulha Pata.
- Sempre adorei cães. - Para de mentir na minha cara!
Que se passa aqui?
A tua mãe tem andado a fazer o que lhe dá na gana.
- Eu… - E ela tem a lata de o negar!
Querido, segui à risca as instruções que a tua mulher me deu.
- Ela diz que seguiu as instruções… - Mas não seguiu!
- Como sabes? - Vi tudo pela câmara!
O quê?
Borja?
- Que horror. Não consigo sozinha. - O quê?
É um pesadelo. É impossível trabalhar assim.
O quê? Tens inspiração à tua volta.
Olá? Pareço uma fotógrafa de guerra?
Espera!
O que acabou de acontecer significa que falas comigo outra vez?
Mas espera. Não fujas.
Porque se for esse o caso, gostava de falar sobre uma coisa.
Já que estamos numa festa de crianças…
Sim.
Gostava de saber a tua opinião sobre as crianças.
Está bem. Diz "banana".
Merda!
São pequenos demónios.
Estas crianças, não. No geral.
Sei lá. De onde é que isso veio?
Mesmo que estejamos zangadas, é normal perguntarem-te.
Certo? E quero saber…
Queres ter filhos?
Acho que não seja a altura certa.
Quando será a altura certa? Porque estou a ficar sem tempo.
O quê?
Não quero que nós continuemos assim.
Não queria que acontecesse aquilo com a tua mãe.
A sério? Devias ter pensado nisso.
Sim, bem… Espera. Espera um segundo.
Está bem. Eu desço.
Desculpa.
Podias ter-me dito que a tua mãe não fazia ideia.
Agora a culpa é minha? Tornaste-te amiga da minha mãe nas minhas costas.
Podes parar de vomitar e olhar para a máquina?
Obrigada.
Não sou a única que guarda segredos aqui.
Não te ouço.
Podias ter-me dito que és bissexual!
Pelo menos esta não fica desfocada.
- Estão contentes com o vosso trabalho. - Obrigado.
O relatório está pronto. Quando o revermos, enviamos-te.
- Qual? - O que te enviei esta manhã.
Não te preocupes. Foi revisto. Acabei-o.
Marisa, eu mando-te os horários daqui a pouco, está bem?
Os que fizemos juntos?
Sim, acabei-os quando tiveste de ir porque o teu namorado chegou. Lembras-te?
Ainda bem que os enviaste antes do previsto.
- Muito obrigada, Quique. - Sim, muito obrigada, Quique.
Eu envio os horários quando os verificar na quinta-feira.
Avisa-me se precisares de alguma coisa. Posso fazer tudo hoje à noite.
Espera lá.
Como assim, podes fazer hoje à noite?
Chama-se trabalho de equipa porque fazemo-lo juntos.
Lola, não é nada de especial. Adiantei-me num trabalho. É tudo.
Quique, obrigado por enviares os horários.
- De nada. - Lola.
E assim temos mais tempo para outros projetos de equipa.
Há quanto tempo fazes isto?
O quê?
Namoriscar comigo enquanto me fazias a folha, Quique.
Estás a tentar roubar-me o cargo.
- Como assim? - Foda-se!
Foda-se! Quer dizer, andas a foder-me
enquanto finges querer foder comigo. Foda-se!
Quique, vai-te foder.
Pega nas tuas coisas com calma e vai lá ter.
Vou andando para lá, sim?
- Está bem. - Dá-me um minuto.
Muito bem. Eu espero.
DEPOIS DAS NOTÍCIAS, SÓ QUERO VOLTAR PARA AS ASTÚRIAS.
EU PERCEBO.
E, SE POSSÍVEL, CONTIGO, CLARO.
ASTÚRIAS NÃO. SIM. NÃO! SIM.
Entra pela porta amarela. Está quase pronto.
Não gostas?
Bem…
É uma cabana no meio do campo para nós os dois?
Não. Quer dizer, sim…
- Sim. - Mas não.
É…
Não vês?
- O sítio do teu romance. - O quê?
No romance, descreves uma cabana como esta.
Lembrei-me que, há uns anos, remodelámos uma cabana semelhante.
Uma cabana de madeira com vista para a floresta.
Ontem disseste ter dificuldade para entrar na cabeça da personagem.
Sim.
Pensei que se entrasses em casa dele…
… ouvisses a música que ele ouviria…
… visses o que ele veria
e te sentasses onde ele se sentaria,
- … talvez… - Víctor.
Isto é…
Não sei o que dizer.
Desde que te inspire, é suficiente. Parabéns.
Deixei-te o caderno e a caneta para o caso de quereres anotar alguma coisa.
Vou lá para fora.
Demora o tempo que precisares, sim?
- Ele está a dormir? - Apagou-se.
Céus. Demorou um bocado hoje, não foi?
Está bem. Eu sei que fiz asneira com a tua mãe.
Das grandes.
Mas fiquei nervosa deixá-lo com outras pessoas.
- É a avó dele. - Mas ela ignorou tudo o que eu disse.
- É o que as avós fazem. - Dificultar a educação do neto?
Isso mesmo.
Eu sei que é frustrante, mas só estará com ele ocasionalmente.
Não podes controlar tudo, ou vais acabar por enlouquecer.
Espiei a tua mãe com uma câmara. Acho que já estou a enlouquecer.
- Perdeste um pouco a cabeça. - Sim.
Tens de aprender a delegar. Temos de aprender a delegar.
- Quando chegaste, ele estava feliz? - Sim.
E, mais importante, ele está vivo?
- Sim. - Então, está tudo bem.
Vou falar com a minha mãe para garantir que cumpre as regras.
Mas tens de confiar nela.
- Está bem. - Porque ela criou-me.
Olha como me saí bem.
És um pouco estranho.
Não é altura para piadas.
- Isso é duro. O que estás a fazer? - Mal te bati.
Isso doeu.
Já sei.
Sei o que aconteceu na infância dele.
Sei o passado dele e sei o que quero explicar. Digo-te?
Não. Nada de spoilers.
- Está bem. - Prefiro esperar pelo livro.
É um bom sítio para pensar, não é?
- Precisas de mais tempo lá dentro? - O quê?
Queres…
Não, não, é…
Não é nada.
O Bruno?
Pediu-me para ir viver para as Astúrias com ele.
Desculpa, não devia estar a falar disto contigo.
Não, não te preocupes. Está tudo bem.
- Não estava à espera disso. - Sinceramente, eu também não.
Posso procurar outra cabana para te ajudar a decidir.
Não sei o que fazer.
A minha vida é aqui, mas…
O Bruno tem razão. Não podemos continuar assim.
E a filha dele está lá.
Mas… as minhas amigas estão aqui
e o meu trabalho também…
… e outras coisas.
Sim, claro.
O que devo fazer?
Um amigo dir-te-ia para ires. Que Madrid estará sempre cá…
Um amigo como tu?
Não. Eu diria para ficares.
Mas é o que os bons amigos fazem. Eles ouvem e dão bons conselhos.
Porque é que tudo tem de ser tão difícil?
Na vida, temos de fazer escolhas.
Se lhes virares as costas, as oportunidades desaparecem.
Dito por um perito.
O que foi?
As meninas não vão acreditar que nada aconteceu entre nós hoje.
És um grande amigo, Víctor.
Olha.
Consegues ver Júpiter.
Como sabes que é Júpiter?
Acho que é Júpiter porque é muito grande.
Não brilha e acho que nesta altura do ano…
Estás a gozar comigo? Porque é grande? Mas que?…
Bem, sim.
ASTÚRIAS NÃO! SIM.
Legendas: Carla Chaves
Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.