All language subtitles for Valéria.S04E01 POR

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Original subtitles

Tudo começa 11 meses depois do casamento da Carmen e do Borja.

A Nerea consolidou a sua relação com a Georgina.

Ainda são muito diferentes.

Gato e rato.

Noite e dia.

Mas amam-se muito.

LEMBRETE - REUNIÃO 10H

Gio. Gio, levanta-te.

Vá lá, Gio. Acorda.

É tarde. Temos de fazer a cama. Vá lá.

Vamos. Mexe-te.

Cheira tão mal aqui.

Vamos arejar num instantinho.

- Vá lá. - Já vou.

Vamos ao trabalho.

A Lola e o Rai ainda estão juntos.

Ele está no último ano do curso de belas-artes.

Não vivem juntos, mas o Rai passa muito tempo em casa da Lola.

Calma. Só preciso de um minuto.

RECUPERA A TUA FIGURA

O Gonzalo nasceu no inverno.

É a coisinha mais fofa de sempre.

MUDAMOS OS SEUS BENS PESSOAIS…

Tiveram de se mudar.

Estão exaustos. Sobretudo a Carmen.

É normal, tem um bebé agarrado à mama.

- Está tudo bem. - E não os vemos muitas vezes.

Estão muito caseiros.

- COMO SE PODE AMAR TANTO UM FILHO? - A VIDA DOS PAIS TAMBÉM MUDA

E eu? Eu estou muito feliz com a decisão que tomei.

Amo tanto o Bruno.

Vem cá nos fins de semana, quando não tem a Aitana,

e também vou lá quando posso.

É tão bom sentir-me segura

numa relação que é calma e descontraída…

Chata.

Ainda bem que estão todas tão felizes.

É ótimo para a tua vida pessoal, mas não ajuda a obra.

Não consigo encontrar material.

O segundo romance voa das prateleiras.

Aproveita para te estabeleceres como escritora.

Chus, escrever um romance todos os anos é muita pressão.

Não sejas tão autobiográfica.

Dá asas à Valéria fictícia,

enquanto continuas a ler livros com o teu namorado no sofá.

VALÉRIA

BASEADA NOS ROMANCES DE ELÍSABET BENAVENT

Ar puro.

4.1 NPC

- Está frio. - Quem achou boa ideia?

Cá vamos nós.

Sei que já perguntei isto, mas alguém me pode dizer porque estamos aqui?

Quem teve a ideia?

Vá lá. É algo diferente para nos juntarmos. E pronto.

Não. Está frio.

Podíamos estar a descontrair e a beber um copo num bar.

Acham que a minha vida agora é chata?

Como assim, chata? Tens uma vida normal.

Não entendo quem quer viver constantemente no limite.

Também não se trata de viver no limite.

Aquilo afasta os mosquitos?

Sei lá, um pouco de entusiasmo de vez em quando não faz mal.

Os romances sempre foram muito pessoais. Agora, parece estranho juntar ficção.

- Esta é que afasta os mosquitos. - É preciso regá-la?

É uma planta. O que achas?

Morria nas minhas mãos.

Ouve, inventa cenas.

Faz a personagem voltar para o Víctor e fode como dantes.

É o que as pessoas querem.

Eu e o Bruno temos uma vida sexual bem satisfatória, obrigada.

Não, claro.

Não há forma de as manter vivas?

- Sim, evitar pessoas como tu. - Sim.

Só estou a dizer que, quando falas do Bruno,

agora que já passou algum tempo, não é como falavas do Víctor.

O Víctor fazia-te sentir…

- Insegura? - Com pouca autoestima?

Obrigada.

Com tantas viagens, é difícil apimentar a relação.

Mas só precisamos de usar um pouco de imaginação.

- Isso mesmo. - Olha, eu não…

Peço imensa desculpa.

Eis a rapariga que queria visitar o horto.

Desculpem. Grande explosão na fralda antes de sairmos.

- Outra com uma vida empolgante. - O que foi isso?

Problemas de escrita.

- Olá. - Olha para ele, Lola.

- Apetece-me comê-lo. - Ele não para de crescer.

Sim. Quando não come, chora ou faz cocó, é muito fofo.

Então… quando está a dormir, certo?

Certo.

- Quando mais tempo ficas em casa? - Só um mês.

- Está a ser difícil? - Sim.

Claro. Sim. Não é nada bom.

Vai ser difícil estar longe dele.

- Claro. - Deixaste o carrinho lá atrás.

Posso empurrá-lo?

Claro. Claro que podes.

Preciso de informações para o romance.

Pergunta à vontade.

- Como é o sexo depois do parto? - Normal.

Tudo bem.

Bom.

Boa… merda.

O que foi? Manter alguém vivo requer tempo e energia.

Sabem que mais?

Vou levar estas flores para casa. O Bruno vem passar o fim de semana.

Um fim de semana cheio de aventura, paixão e chama.

CHAMA

- Bom. Já têm as plantas? - Sim.

Sim.

Vou levar uma artificial.

Olá.

Esqueceste-te.

Disse-te que não teria o meu espaço hoje por causa das renovações.

Disseste que a aula podia ser aqui.

Estão a fazer um exercício de criatividade.

Têm de desenhar algo sem pensar muito.

Sem pensar.

- Olá. - Tenho cocó.

- Ai. - Que bom.

Quanto tempo vão ficar? Porque tenho de acabar umas traduções.

O quê? Não sejas tão desmancha-prazeres.

Nem vais reparar que estão aqui. E olha para eles. São tão fofos.

Os meus discos, não.

Não. Está bem.

Vou fechar-me no quarto para trabalhar. Assim, não vejo o que se passa aqui

e tu… ficas de olho neles.

Está bem. Vou resolver… Vejamos.

Muito bem.

Olha, também temos pincéis novos.

Ainda aqui estás.

- Vamos continuar… - Queres que te leve à casa de banho?

Já é tarde.

Aqui está água para limparem os pincéis. Está bem?

E se nos sentássemos

e tentássemos pintar com uma cor que nunca usámos?

Rai.

Ela tem cocó.

Continuem a pintar. Volto já.

Está a dormir.

Que bom.

- O que estás a fazer? - Esta planta purifica o ar.

Põe ao lado do trocador, porque nem vais acreditar.

Um, dois, três.

Sim! É a tua vez.

- Querido. - O quê?

O que é isto?

A apresentação para a campanha do creme. Deixa estar. Vais acordá-lo.

Certo. Mas vais usar cores tão escuras? Quer dizer…

Precisamos de falar sobre isto agora?

É para homens. É por isso que usamos cores escuras.

Está bem.

Certo, mas é exatamente por isso que seria melhor ser diferente.

Todos os cremes para homens usam cores escuras.

Não estou a acreditar nisto.

Um novo creme para uma nova masculinidade.

Não há melhor altura para falar sobre o raio do cre…

"Me…" Repete.

Um novo creme…

- Sim. - … para uma nova masculinidade.

- Gosto. - A sério?

Posso usar isso na reunião de amanhã?

Claro. Sim, claro.

A sério?

- Obrigado. - Certo.

- Agora sai. - Sim. Desculpa.

Sim, vou-me embora. Desculpa.

Vamos, filho. Pronto.

Já está.

Pronto.

- Vais deixá-lo órfão. - Não. A fonte não está bem.

- Como assim, fonte? - É tão feia.

Quem fez isto?

Espera…

Merda.

A seguir, vais tu adormecê-lo.

A CHEGAR!

NÃO SUBAS. ESPERO POR TI NO FRIDA.

CHAMA

Que fantástico.

Estamos mesmo no centro.

- O problema é esse. Há muito ruído. - Não te preocupes.

Se fechares as janelas, não ouves nada.

Este seria o teu quarto.

O do Juan é o primeiro. O meu é ao fundo do corredor.

Os quadros…

Aqueles que podes tirar num ápice?

Fui eu que os pintei.

Que mal têm os quadros?

Como fazem com a limpeza?

- Vamos fazendo. - Ai.

O que foi?

Para mim, isso não é brincadeira.

Felizmente, somos muito arrumados.

Como tu.

Além disso, é do género uma mão lava a outra.

E se ninguém me lavar a mão?

- Qual é a vossa orientação? - Eu sou hétero e o Juan é gay.

- É uma piada. - Claro.

Não sei bem, mas é muito luminoso, como podes ver.

Certo. Bem, é óbvio que esta planta precisa de água.

Porque não vamos ver a cozinha? Só nós as duas.

O que estás a fazer?

Conhecemos alguém pela forma como trata os seres vivos.

Não sejas tão dramática. É só uma planta.

Não dirias isso se fosse um cão com sede.

Olha, o apartamento é limpo e luminoso.

Está bem localizado e eles parecem simpáticos.

Simpáticos? É o que dizem sempre sobre psicopatas.

Além disso, a cozinha está suja.

Tu não queres é partilhar um apartamento com estranhos.

Eu conheço-te, Nerea.

E sei que queres dar o próximo passo.

Só há uma pessoa com quem queres viver. Contigo própria.

Precisas mesmo de viver sozinha. As tuas regras, a tua organização, tudo.

- Pensei que íamos… - Podes permitir-te a isso.

Olha. Vais viver sozinha.

Ou posso…

Sozinha. Com o teu cato.

Olá.

- Olá, fofo. - Dás-me um café, por favor?

Um café. Pedi um café.

Eu sei, mas isto é um convite daquela menina ali.

Prefiro não opinar os vossos jogos amorosos

porque estou muito ocupado.

Olá. Como estás?

Sou a Merche.

- Olá. - E o teu nome é?…

Bruno. Não percebo o que se passa.

Estou só a adicionar alguma chama ao nosso dia.

O meu nome é…

Miguel.

Olá, Miguel.

O que fazes na vida, Miguel?

Sou… escritor.

O quê? É uma profissão muito fixe.

Estou cansado da viagem.

E tu?

Eu sou…

… massagista.

- Aqui está o café. - Obrigado.

Não. Vamos beber vinho.

Mas eu quero um café.

Sou a Merche.

- Merche. - Sinceramente, não é um nome muito sexy.

E "Lauri" é?

- Estás stressada com o romance? - Qual romance? Sou massagista.

Querem café ou não?

Quero um chocolate quente e um queque.

Muito bem, Merche.

- Voltei a ser a Valéria. - É tão difícil acompanhar-vos.

Sim.

Obrigado.

Então? Como foi o fim de semana?

Andei na farra nos dois dias.

Conhecem o novo bar em San Vicente Ferrer?

Se me levassem, nunca me tirariam de lá.

Já lá estiveste?

Claro. É a Lola.

Claro. Quer dizer, sou eu, a Lola.

O que está ele a fazer?

Um dia, provei um cocktail…

- Fazem cocktails? - Sim.

- Podes… - Lola.

- Sim? - Podes vir ao meu gabinete?

Sim, com certeza.

Não.

Bem, meninos, que tal continuarmos noutra altura?

Adeus.

Marisa.

Só queria falar contigo porque tens andado tão concentrada.

A sério?

Sim, as traduções estão sempre prontas antes do fim do prazo.

Sim. Saio menos. Acho que é da idade.

Estou muito feliz com o teu trabalho, Lola.

Quero que trates das próximas conferências sobre o clima.

Bem, fo…

Um segundo.

Poderá haver uma promoção.

- E as condições de trabalho? - Isto inclui um aumento de salário.

- Está bem. - Até decidirmos o que fazer.

E vocês podem juntar a vossa própria equipa.

Ótimo. Tenho algumas pessoas em mente. Espera, "vocês"?

Sim, tu e o Quique. Quique?

Quando estavas de férias, o Quique tratou de umas conferências

e correu muito bem.

Ele pode pôr-te a par.

- Seria um prazer. - Igualmente.

Eu dou-vos acesso, sim? Muito bem. Toca a trabalhar.

- Está bem. - Entendido.

Parece que vais ter esta promoção.

Ainda é cedo para dizer, não é?

Seria perfeito. Trabalhar contigo é sempre um prazer.

Quique, as conferências são sobre alterações climáticas.

Vamos tentar não aquecer de mais.

Está bem. Certo.

- Olá. - O que fazes em casa?

Decidi fugir durante o almoço. Queria ver-te.

Certo. Tiveram a reunião? O que disseram?

Adoraram o verde.

Eu sabia. Sustentabilidade, novidade e pureza.

- Muito bem! - Como está o bebé?

Na verdade, está a dormir.

Isto está uma desarrumação.

Estava a pensar que, agora que ele está a dormir…

- Talvez pudéssemos… - Eu lavo a roupa e limpo…

Esquece a roupa.

A câmara está ligada.

O que andaste a tramar, sua marota?

Sinceramente…

Tive muitas saudades tuas.

Amamentá-lo, dar um passeio no parque…

Vocês escolheram a fonte?

- Mudámo-la. - A sério? Ótimo.

Nem acreditas no que fizemos com a embalagem.

Diz-me.

Recipiente monocromático biodegradável

feito de redes de pesca recicladas.

Não. Não toques nas mamas. Tenho de tirar leite. Doem.

Está bem. O que queres que faça?

Quero que me beijes o pescoço.

Combinado.

- E… - O que mais?

Quero… que desças pelo meu estômago. Sim.

Continua a descer mais um pouco.

É isso que procuras?

Sim.

Muito bem.

Um pouco mais para a direita.

Perfeito. Sim.

- Gostas? - Adoro.

Sim. É isso. Continua.

A… doro.

Meu Deus, gosto mesmo.

- O que é isso? - Sim. Continua.

Aí mesmo. Ótimo.

- Sim? - Sim.

Eu quero…

Eu quero…

Eu quero…

Eu quero… voltar ao trabalho.

O quê?

Bem…

E qual é a orientação?

Sudeste. Leste, sul…

Este apartamento tem luz o dia todo.

E tem ventilação cruzada, por isso, no verão, é bom e fresco.

- Tu primeiro. - Obrigada.

- Como são os vizinhos? - Maravilhosos.

São muito calmos.

Já reparaste que foi tudo pintado há pouco tempo?

E os eletrodomésticos são todos novos.

- Está bem. - Claro.

Está mais do que bem. Vivia aqui na boa.

- A sério? - Sim.

Com esta luz?

Sou fotógrafa.

Para mim, a luz é o mais importante numa casa.

Pois, claro.

Se tiver uma câmara escura, mudo-me já amanhã.

- Uma câmara escura? - Sim.

- Dá-nos um segundo? - Sim, claro.

O que estás a fazer? Vais ficar com este apartamento, certo?

Sabes onde estamos?

- Dentro de um armário? - Sim. Sabes para o que seria perfeito?

Não vês?

É uma câmara escura.

Para que queres uma câmara escura?

Não é para mim. Seria para ti.

Porque haveria de querer uma câmara escura aqui?

- Estamos bem, não estamos? - Sim.

Vais passar mais tempo aqui e, com o passar do tempo…

Com o passar do tempo, veremos.

Calma, está bem? Não te estou a pedir para te mudares hoje.

- Nerea. - O quê?

Eu amo-te, sim?

Amo-te muito.

Mas sabes o que também amo? O meu espaço.

Não apagues.

Está tudo bem?

Sim.

A luz no armário… tem alguns problemas.

A luz?

Claro. A luz.

Recebi uma mensagem da Chus.

Ela liga-me mais tarde.

- O que quer? - Não sei.

Espero que não seja para me pressionar sobre o prazo.

Como vai o romance?

No fundo, a escapar

No fundo, a escapar

É a Lola.

Convidou-nos para ir a casa dela.

Hoje? Não posso, Férriz.

Neste momento estou concentrado e quero acabar este capítulo.

Assim, será mais fácil falar com a Chus mais tarde.

- Tens a certeza? - Sim.

Absoluta.

Está bem.

CHAMA?

Não consigo adormecê-lo.

- Não percebo porque não me contaste. - Não queria parecer uma má mãe.

Querer trabalhar não faz de ti má mãe.

Claro. Isso é fácil de dizer quando as pessoas não julgam o que fazes.

Um homem muda uma fralda e é o pai do ano. Mas tudo o que uma mulher faz é errado.

Isso não é verdade.

- Não? - Não.

Está bem. No outro dia,

quando passeavas no parque, não diziam todas as senhoras:

"Meu Deus, que fofo! Um pai com o bebé"? Certo?

É verdade.

E todos me dizem:

"Meu Deus, vai ser tão difícil para ti, coitadinha.

Voltar ao trabalho quando o Gonzalo é tão pequeno."

E só consigo pensar

em como me vou sentir ao tomar duche todos os dias.

Está a adormecer.

Graças a Deus. É isso, querido.

Lindo menino.

Olá. O Gonzalo vai odiar-me, não vai?

Como? Olha para ele.

- Ele vai admirar-te. - Claro.

Terá uma mãe que lhe ensinará a paixão pelo seu trabalho.

E pelos duches.

Tenho andado para te dizer algo.

O que se passa?

Quero passar mais tempo com o Gonzalo.

Não me consigo concentrar no trabalho. Quero estar aqui.

Queres?…

Quero antecipar a licença e ficar em casa com ele.

Acho que é a solução perfeita.

Assim, poderás trabalhar, que é o que tu queres.

E serei um "ótimo pai" no parque.

É a coisa mais linda que já disseste.

Somos uma boa equipa.

Somos uma boa equipa.

Vou-me embora.

Adeus.

Adeus.

CHAMA

- Querido da mãe. Que susto. - O que foi?

- Coitadinho. - Pronto.

- Vais levar o polvo? - Sim.

- O dinossauro? - Polvo, dinossauro…

- O livro? - Tudo.

- O livro. - Queres?

Sim, eu levo.

Porque choras?

O quê?

Cocó.

Vou sair. Adeus.

Telemóvel.

Vinho… Adeus, Miriam.

- Diz olá às meninas, querida. - Está bem.

Não posso estar em dois sítios ao mesmo tempo.

Não, não posso. Não posso mesmo.

O que devo fazer? Quem é que ele pensa que é?

De…

Não, quero dizer, não. Não o posso substituir.

Está bem. Então, teremos de lidar com isso.

Estou a dizer-te que nem pensar.

- Olá. - O Bruno ficou em casa a trabalhar?

- Sim. - Lola, podes vir aqui?

- Claro. - Está bem.

- Olha, é a tia Valéria. - Olá.

- Lavaste as mãos? - Não.

- Depois. - Desculpa.

Vou adormecê-lo.

- Carmen. - Olá.

Olá, meninas.

No outro dia, abri a porta assim e o estafeta quase desmaiou.

É compreensível.

Toma, tu podes beber.

- Borja. - Como estás?

- Ótimo. Tu? - Trouxe-te o livro.

Obrigada. Ótimo.

Diz-me o que achas.

Val.

Ouve, decidi que hoje é o melhor dia para dar o passo,

por isso, hoje será a primeira vez.

A primeira vez a fazer o quê?

Lembras-te de quando falámos sobre estar bem com o Víctor

porque também é meu amigo

e é uma trabalheira ter sempre planos diferentes

porque já passou quase um ano e reconstruíste a tua vida?

Por isso, sim. Hoje vai ser a primeira vez.

Sabias disto?

Olá!

- Desculpa. - Desculpa.

- Olá, malta. - Olá.

CHAMA?

A mesa está linda.

- Sim. A sério. Serves-me vinho? - Claro.

Só um segundo.

Já agora, obrigada por virem mais cedo. Depois das oito, o Gonzalo fica rabugento.

Bom, vamos ver.

O meu limite é jantar cedo.

Não serei a tia que serve petiscos e Tang.

O que é Tang?

E diziam: "A idade não importa."

Quando vão trocar as licenças?

Para a semana.

Assim, temos tempo para preparar um banco de leite materno.

E, já agora, muito obrigada pelo tapete para gatinhar, porque…

Ele deu-te o quê?

- A mim, não. Ao Gonzalo. - Sim.

O Gonzalo passa o dia inteiro a gatinhar nele.

A minha irmã disse-me que se dá prendas aos recém-nascidos

e pensei que seria boa ideia dar algo para mais tarde.

Sim, e…

Agora que tomo conta do bebé, teremos de mudar o horário do padel.

Claro. Diz-me só quando funcionaria para ti.

- Gostaste do livro? - Emprestei-lhe. Adorei.

Sim. O que diziam sobre o padel?

- Padel. - Nada.

Jogamos de vez em quando.

- Estamos a ficar bons. - Ai sim?

- Está bem… - E jogam há muito tempo?

Nem por isso.

- Nem por isso. - Também te dás com a Nerea?

Não. Vejo-o nos eventos da empresa dele.

- Desculpa? - Ela organiza os eventos.

- A festa do meu sobrinho… - Foi uma boa festa.

Que agradável a convivência de um casal.

O Rai ainda não se mudou.

Disse à Georgina que podíamos passar mais tempo juntas em casa.

Mas não. Ela foge dos compromissos.

Não percebo porque é que alguém

que se sente à vontade com o parceiro evita um compromisso.

Exato. Porquê?

- Então… - Já provaram a?…

- É deliciosa. - Fantástica.

- É ótima. - Deliciosa. Fizeste tu?

Claro que não.

Talvez não seja a altura certa ou sente-se pressionada.

Há diferentes formas de compromisso.

- Posso provar a tortilla? - Claro!

- Come com as mãos. - Que tal antes um brinde?

- E uma selfie. - Claro!

Uma selfie! Vá lá. Um, dois…

- Querido, estás a gravar um vídeo. - Desculpem.

- Olá. - É um vídeo? A sério?

Alegria!

- Mais um pouco. - Tens sede?

É bom?

Fantástico.

Exercício…

Podemos patinar. Já não fazemos isso há séculos.

- Ele está a dormir há muito tempo. - Espero que não acorde porque…

- E isto? - Já leste alguma coisa do César Benítez?

- Não. - Vais adorar.

- A sério? - Vais ver.

Ótimo.

Premiado.

AQUI E AGORA

Sim. E onde os compras?

Isto foi…

Não foi?

Isto foi…

Sim. Foi… Bem…

Sim. O que podemos dizer?

Sim.

- Vou para casa. - Está bem.

- Adeus. - Sim, adeus.

- Está bem. Isto é para ti. - Adeus.

- Para mim? Mas… - Sim, caso tenhas fome.

Tenho o carro ali. Se quiseres, vou pelo outro lado.

- A tort… - Não!

Por mim, podes ir por ali também.

- Não, a tortilla é para ti. - É melhor ficares com ela.

- Adeus. - Adeus.

Adeus.

Ui, já vamos ter podcast.

- Isto parece-me familiar. - Já aconteceu connosco.

- Como vai o romance? - Muito bem.

E o teu estúdio?

Na verdade, muito bem.

Já estamos na fase final dos apartamentos da baixa.

Aqueles de que gostaste tanto. Lembras-te?

Espero que não fiques chateada por me dar com eles.

Quem, eu? De todo.

Só me surpreende o facto de o fazerem à revelia.

Não te queríamos chatear.

Mas não havia outras pessoas em Madrid para te dares?

Gosto muito deles.

Não os queria perder só porque as coisas não resultaram entre nós.

Com eles já te comprometes?

- Pensei que não estavas chateada. - Não estou.

Se me perguntasses, também gostava de ser teu amigo.

Mas não perguntei.

Já passou muito tempo. E agora estás com o Bruno.

Devíamos poder estar juntos sem chamas a voar.

Quero dizer, chamas más, ressentimentos, tudo isso.

Eu vou…

- O meu carro está ali. - Ali. Eu vou para ali.

Muito bem.

Olá?

- Olá. - Olá.

O que é isto?

- Primeiro, como correu o jantar? - Bem. Muito bem.

As meninas estavam lá.

E o Borja, o Rai…

E…

O Víctor.

Ele também estava lá.

E como correu?

Bem.

Foi desconfortável em certas alturas porque não sei…

A Chus ligou.

Pois é. O que?…

Uma plataforma de streaming gostou do Pátria Canibal.

- Querem o guião do piloto. - O quê?

- Sim. - Parabéns!

Meu Deus!

Caramba.

E a produtora quer que me envolva no guião.

- Claro. - Talvez tenha de me mudar para Madrid.

- A sério? - Sim.

Primeiro, tenho de falar com a Amaia para nos organizarmos com a Aitana,

mas, aqui, tenho tudo organizado.

E… sei que vai correr bem

porque os fins de semana que vim cá foram como um teste.

- Com licença. - Um teste para?

Como assim? Para vivermos juntos.

Saúde. Desculpa. Amaia.

Legendas: Carla Chaves

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