All language subtitles for Charlie Chan Behind That Curtain (1929)

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Original subtitles

ATR�S DAQUELA CORTINA (CHARLIE CHAN)

Londres...

Voc� est� a�?

Sim, aqui � Gerard 3232.

Escrit�rio de Hilary Galt.

Eu sou Sir George Mannering.

Mannering Towers, Devonshire.

Voc� j� terminou sua investiga��o sobre este homem?

Voc� compreender� que isso afeta a felicidade e bem-estar de minha sobrinha.

E ningu�m... ningu�m em absoluto...

deve saber de nossa transa��o.

Sir George, os honor�rios que me paga...

garantir�o o meu sil�ncio.

Sim, eu tenho a prova escrita sobre ele.

Trabalharei at� muito tarde esta noite para preparar os documentos.

Os levarei pessoalmente amanh�.

Sim, � claro. Certamente.

Adeus. Adeus.

O Coronel Beetham.

- Sr. Galt. - Coronel Beetham.

Queira se sentar, senhor?

Sr. Galt, entendo que Tem certos documentos...

sobre supostos lucros secretos da minha �ltima expedi��o � China.

- E ent�o? - S�o mentiras e falsidades.

Mas eu sei que os interesses que vVoc� representa

recorrer�o a qualquer coisa...

para desacreditar minha pr�xima expedi��o para a P�rsia para seu ganho pessoal.

Quero que me entregue esses documentos.

E se eu me recusar?

Minha honra pessoal � muito preciosa para mim.

Tomarei as medidas que necess�rias para impedir seu uso.

- � uma amea�a, Coronel Beetham? - Entenda como quiser.

Vou a Mannering Towers pela manh� para uma visita ao Sir George Mannering.

- Amanh�, voc� disse? - Exatamente.

Sir George ajudou a financiar minhas expedi��es.

Ent�o eu preciso destes documentos antes de ir.

O hotel Savoy me contatar�...

at� l�.

� isso � tudo, Coronel Beetham?

Por enquanto, sim, isso � tudo.

- Sr. Galt. - Coronel Beetham.

Quem o entenderia?

Diga-me, Eve. Algo te incomoda?

N�o. Mas eu queria te escrever sobre alguma coisa e eu...

- Ol�, Eve! - Eric!

Como voc� parece bem, menina.

John. Eric, voc� j� conhece o Coronel Beetham.

- John, este � o Sr. Durand. - Prazer em conhec�-lo.

- Como voc� est�? - Bem, muito obrigado.

- Entrarei para dizer ol� a Sir George. - Como ficar� feliz em te ver.

- Est� na biblioteca. - Certo. Desculpe-me.

Sabe? Eu me senti t�o ciumento quando eu o vi aqui com voc�.

Tolices! Voc� sempre foi um idiota com ele.

- Ele � meu melhor amigo. - Contou sobre n�s?

Eu n�o tive a oportunidade, Eric.

Viu, eu pensei que talvez o meu tio deveria saber em primeiro lugar.

Eu n�o posso dizer que estou feliz com a ideia de se encontrar com ele...

dada a sua opini�o sobre mim.

N�o podemos esquecer-nos de tudo e fugir?

Oh, n�o, Eric. Meu tio tem sido um amor para mim.

Ele sempre tomou conta de mim.

Devo-lhe isso, pelo menos...

Embora seja verdade que tenta controlar a minha vida.

Mas se ele entendesse de uma vez...

que nos amamos um ao outro...

com certeza tudo ficaria bem.

Bem, vamos fazer isso de uma vez, ok?

Nada mais me faria feliz, John.

Mas por que voc� n�o nos convida para fazer a viagem com voc�?

Eve precisa de uma mudan�a.

Eu quero ela fora da Inglaterra durante um ano.

Voc� tem algum motivo em particular?

- Sim - Voc� se refere a Durand?

- Voc� o viu com ela. - Sim.

Voc� o conhece?

N�o. Eu j� ouvi falar dele.

Voc� sabe alguma coisa sobre ele?

- Quando voc� o conheceu? - Enquanto estava na China.

Eles sa�ram para velejar juntos e ele salvou sua vida ou algo assim.

Ele fez o que qualquer homem faria, mas a deixou fascinada.

Eles est�o se encontrando muito ultimamente, contra a minha vontade...

e quero por um fim nisso.

Mas sua sobrinha n�o � o tipo de mulher que voc� possa controlar desse jeito.

Tolices. Durand sabe que � uma rica herdeira.

E eu estou esperando certa informa��o sobre ele esta manh�...

de Hilary Galt.

- Hilary Galt? - Sim, eu sei. � um assunto obscuro.

Mas n�o � hora de ter escr�pulos. E eu quero que voc� me ajude.

Mas Sir George, Eu n�o posso interferir, se...

Eu digo que h� de se fazer algo.

Se apenas a afastarmos daqui por um tempo...

Voc� sabe? Eu sempre esperei...

que voc� e Eve...

E se voc� n�o fosse embora, n�o tinha deixado o caminho livre...

Mas eu sei que n�o � tarde demais, at� agora.

Entre.

Desculpe interromper, tio...

mas Eric quer falar com voc�.

Parece-me uma �tima ideia.

- Eu vou indo, Sir George. - Acompanhe-o, Eve.

Eu quero falar com Durand sozinho.

Ah, bom.

Vamos, John.

Eu estarei fora por algumas semanas.

Cruzarei a �ndia e eu vou entrar no deserto persa.

� um lugar belo e selvagem.

Vai ser a viagem mais importante da minha carreira.

Eu estava pensando...

se o seu tio e voc� gostariam de vir comigo.

Isso me alegraria muito e... bem, seria uma mudan�a para voc�.

Eve, voc� n�o est� ouvindo?

Oh sim, John. sim!

Eu sempre quis ver o deserto...

mas eu n�o posso ir com o meu tio e voc� agora voc�.

- Veja voc�, eu... - Quer dizer que voc� tem raz�es...

pelas quais prefere ficar na Inglaterra?

Eu acho, John, que devemos voltar.

John, tente entender, por favor.

Voc� deveria ter adivinhado.

Eu n�o poderia te dizer nem machuc�-lo antes...

mas eu devo fazer o que meu cora��o me diz...

E n�o te leva at� mim?

N�o, John.

N�o precisamos gastar saliva.

N�o darei o meu consentimento para que se casem.

Eu n�o tenho boa opini�o de voc�...

e eu n�o gosto da aten��o que empresta a minha sobrinha.

� um homem mais velho, Sir George, e tio dela.

Respeito, � claro, a sua postura.

Mas eu tamb�m acho que tenho certos direitos...

e voc� tem que me dizer o motivo de ser t�o injusto comigo.

- Injusto! - Sim, e injustificadamente.

� um canalha.

J� teve v�rias confus�es s�rdidas com mulheres.

Bem, eu admito que n�o seja um anjo, Sir George...

mas quem �?

Voc� tem o direito de censurar meus erros quando eu tento...?

Eu n�o confio em voc�, meu jovem.

E eu n�o quero que minha sobrinha torne-se uma reformadora.

Sua sobrinha j� conhece... Os erros mencionados.

N�o lhe escondi nada.

Eu n�o tenho tanta certeza sobre isso.

Eu n�o vou ficar aqui ouvindo seus insultos.

Eu insisto que voc� me diga o que eu fiz

para dar o direito de falar-me dessa maneira.

Tudo bem, jovem.

Eu vou te dizer.

Sente-se... e espere.

Telefonista. Queira se apressar com a minha chamada?

Gerard 3232.

Sim, Londres.

Estarei esperando.

Lembre-se, por favor, Eu represento a Scotland Yard.

E quanto tempo voc� trabalhou para o Sr. Hilary Galt?

- Vinte anos, senhor. - Sim?

Obrigado. Voc� j� pode ir.

- Obrigado, senhor. - Espere terminar, Inspetor.

- O seu nome? - Alfred Pornick, senhor.

Vigilante noturno do Edif�cio Galt.

Suponho que na noite passada n�o teve a noite de folga.

N�o, senhor.

Voc� viu algu�m entrar ou sair este edif�cio na noite passada?

N�o, senhor.

Voc� notou algo incomum?

N�o, senhor.

Voc� ouviu qualquer ru�do, vozes, uma luta?

N�o, senhor.

- Ouviu um tiro? - N�o, senhor.

Voc� j� viu por acaso...

esses chinelos chineses?

- N�o, senhor. - Voc� j� ouviu o Sr. Galt falar deles?

N�o, senhor.

� melhor atender Inspetor.

- Ol�? - Isso � tudo por agora.

Sim, este � o seu escrit�rio.

Quer falar com Hilary Galt?

Isso talvez possa ser dif�cil.

Oh, desculpe, senhor.

- Sir George Mannering. - Sim, deixe-me falar com ele.

Como voc� est�, Sir George?

Eu sou Bruce. Sir Frederick.

Sim, da Scotland Yard.

Voc� disse que tinha um compromisso com Galt?

Sinto muito, Sir George...

mas uma coisa lament�vel aconteceu.

Hilary Galt est� morto.

Sim, foi assassinado...

aqui na noite passada.

O qu�?

O que houve?

Hilary Galt?... assassinado?

Quem � Hilary Galt? E por que o chamava ao telefone?

Eu vou te dizer o por qu�.

Ia me trazer informa��es sobre voc�.

- Sobre mim? - Exatamente.

O que isso significa?

O estive investigando durante v�rias semanas.

Galt me disse ontem � noite que tinha certa informa��o...

que haveria feito entrar na raz�o.

Tio, n�o espera que eu acredite...

Eu n�o espero que voc� acredite em nada.

Mas este senhor sabe muito bem...

Tio, eu n�o vou deixar voc� continuar.

Eu n�o me importo o que tudo isso significa ou o que voc� est� tentando fazer...

mas n�o deixarei que continue dizendo mais coisas contra Eric.

Deve saber, Tio...

que Eric e eu...

nos casamos ontem � noite.

Voc�s...

Casaram-se?

Eve, � verdade?

Verdade. Isso que vim dizer.

N�s zarpamos para a �ndia esta noite.

Desculpe, Tio...

se d�i...

que tenhamos feito desta forma...

mas tem sido t�o injusto com ele.

Suponho que j� arrumou as malas.

- Vou mand�-las para a Esta��o. - Tio...

N�o h� nada mais a dizer.

Nem mesmo vai me dizer...

adeus?

Isso � exatamente o que estou dizendo.

Adeus.

Mas Sir George...

Depressa, Eve. Vamos perder o trem do navio.

Tudo bem, Eric.

Adeus, John.

Voc� n�o vai me desejar boa sorte?

Sim, � claro.

Sim. Adeus, Eve.

E boa sorte, para voc�s dois.

Obrigado. Vamos, Eve.

Adeus, coronel Beetham.

Venha ver-nos quando voc� est� na �ndia.

- Vou enviar-lhe o nosso endere�o. - Sim, claro.

- Adeus, John. - Adeus, Eve.

- Ol�. - Ol�, Pornick.

Olha, que elegante.

Sim. As coisas est�o indo melhores com o novo patr�o.

J� faz oito meses que mataram Galt, hein?

� engra�ado. A Scotland Yard nunca encontrou o assassino.

Sir Frederick Bruce nunca desiste.

Ainda que demore anos.

Obrigado.

Espere. Espere, Inspetor.

Isso vai lhe interessar. � de nosso amigo Chan.

O detetive mais esperto do mundo.

- Tirando voc�, senhor. - Bem, � claro.

Os chineses t�m a estranha habilidade...

para descobrir coisas que n�s deixamos passar.

Quem mais no mundo, al�m de Chan descobriria...

que esses chinelos que foram encontrados juntos a Galt naquela noite...

tinham sido dados a seu dono pelo Imperador da China?

- Mas voc� encontrou o dono? - Sim.

Leia este telegrama de San Francisco.

John Beetham.

Certo.

Filho do Coronel Beetham.

Foram um presente pelo servi�o distinto prestado na China.

Ent�o voc� acha que ele matou Hilary Galt?

N�o, meu amigo, isso n�o � uma prova.

Voc� nunca sabe o que est� escondido atr�s da cortina.

Mas...

Este chinelo vai nos levar...

ao culpado.

Sabe? Ningu�m foi capaz de me dizer o que significa o bordado.

Mas Chan me deu a resposta.

"Caminhe suavemente e voc� vai longe."

Bem, n�s sabemos que Beetham teve uma briga com Galt.

- Sim. - E n�s sabemos que os chinelos eram dele.

Eu acho que, inspetor...

que vou andar suavemente.

E talvez, talvez...

descubra quem matou Galt.

"A caminhada macia...

e voc� vai longe."

Um u�sque com soda, Nuna.

E que seja forte.

Certo.

Voc� n�o est� pronto?

O clima me afetou.

Estou muito cansado.

Muito bem. Eu irei sozinha.

Aonde?

Nos bazares. Talvez tomar um ch�.

N�o se preocupe comigo.

- Apresse-se, Nuna! - Estou indo.

J� era hora.

Assim como voc� gosta.

Bom dia!

- Adeus! - Adeus!

Adeus!

Boa tarde. Existe correio para o Sr. ou a Sra. Durand?

Existe algum correio para a Sra. Brady?

- John! John Beetham! - Eve.

- Como � bom te ver. - O mesmo digo de voc�.

Engra�ado. Eu estava indo para pedir o seu endere�o.

Encontrar algu�m da Inglaterra dessa maneira...

Eu n�o sei se rio ou choro.

N�o fa�a nenhuma dessas coisas. E se a gente tomar um ch� em vez disso?

- Eu adoraria, John. - Certo.

Por que voc� est� me olhando assim?

Eu quero levar comigo uma foto sua...

sentada a� mesmo.

Me sentirei muito solit�rio no deserto.

Voc� n�o se importar� que eu pense em voc�.

De que servir� isso?

� s� que...

Gosto de pensar que voc� est� feliz aqui, com sua casa e...

Sim.

Sim, eu acho que esta � a minha casa agora.

E, no entanto, sinto-me como uma estranha.

Diga-me, Eve. Voc� n�o est� feliz?

Por que voc� pergunta isso?

Porque, se algu�m te magoar...

ou te causar dor...

Eu acho que o mataria.

John, que absurdo.

Bem, vamos colocar de outra maneira.

Se voc� precisar de mim, quando ou onde seja, voc� me avisar�?

- Claro que eu avisarei, John. - Certo.

Mas n�o precisarei de voc� e nem de ningu�m.

Que curioso. Eu sempre tenho a a sensa��o de que preciso de algu�m.

Veja, n�s os exploradores estamos sempre � procura...

de entrar no desconhecido...

procurando por algo que est� al�m do nosso alcance.

Talvez, John, o que n�s dois queremos...

esteja al�m do nosso alcance.

- Tenho que ir. - Eu vou lev�-la para casa.

Oh, n�o, por favor. Despedimo-nos aqui.

- Voc� est� indo hoje � noite? - Sim, na caravana.

E voc� vai ficar no deserto quatro meses, n�o �?

- Longe de todos? - Sim.

�... perigoso?

Um pouco.

Eu n�o quero que nada aconte�a com voc�, John Beetham.

Veja, agora eu estou sozinha...

exceto por meu marido, � claro.

Mas eu n�o tenho amigos aqui.

Eve, eu fiquei triste em saber da morte de seu tio.

Sim.

Ele morreu sem ter me perdoado.

Voc� sabe, John?

Ele sempre quis me casar com outra pessoa.

Adeus.

Adeus, Eve.

Cara Sra. Durand...

Por raz�es que sabemos ele e eu, seu marido deve-me mais 500 libras.

Por n�o envi�-las a mim, como prometeu...

pergunte a ele por que ele partiu t�o de repente para a �ndia...

no mesmo dia em que Hilary Galt sofreu seu infeliz "acidente".

Aguardo a sua resposta imediata.

Sinceramente, Sr. Alfred Pornick.

Porteiro da noite do Edif�cio Hilary Galt.

Voc� pode ir, Nuna.

Eric?

O que foi, querida?

Voc� parece chateada.

Realmente, Eric?

Voc� seria t�o am�vel de dizer a sua amante...

que eu quero que deixe de usar a minha cama...

para a suas... sonecas?

Minha amante?

Por favor, Eve...

N�o gaste saliva, Eric.

E tem mais uma coisa.

Quem � Alfred Pornick?

- Pornick? - Sim. Alfred Pornick.

Nunca ouvi falar dele.

Por que voc� ficou t�o assustado quando eu mencionei o nome dele?

Aonde voc� quer chegar?

A verdade sobre voc�, se eu a encontr�-la.

Bem, voc� j� deveria saber a verdade a essa altura, querida.

N�o ser� que voc� fez algo para que possam te fazer chantagem.

- Chantagem? - Sim.

Pelo vigia noturno do edif�cio em que Hillary Galt foi morto.

Mantenha a boca fechada, ok? � tudo uma mentira suja.

Se isso � uma mentira, Por que eu tenho que calar a boca?

Isso explica as centenas de libras do meu dinheiro...

que tem me roubado, com uma desculpa ou outra...

e agora n�o temos nada.

Mas eu n�o sabia que o dinheiro era para...

- Esteve abrindo minhas cartas? - Eu n�o desci t�o baixo ainda.

- Ent�o, quem voc� falou? - Ningu�m.

- Esse Pornick te escreveu? - N�o.

Assim como voc� descobriu. Ele lhe escreveu.

- D�-me sua carta. - Eu n�o tenho nenhuma carta.

- D�-me sua carta! - Pare! Voc� est� me machucando!

Pare!

Como � que voc� descobriu? Responda-me. Responda-me!

Pare!

Eu vou te dizer! Eu vou te dizer.

Eu estava ao seu lado agora...

e estava dormindo.

Falou e eu ouvi o que disse.

Ent�o, por que voc� me perguntou?

Para ver se voc� diria a verdade.

Agora eu j� sei. Oh, Eric.

Por que voc� faria algo t�o horr�vel?

Eu fiz isso por voc�.

- Por mim? - Sim.

Eu amei voc�, Eve, e queria me casar com voc�.

Ouvi que o seu tio havia contratado Hilary Galt...

para descobrir coisas sobre mim e impedir nosso casamento.

Eu tentei tomar posse dos documentos, mas recusou-se a entreg�-los.

E n�o suportava a ideia de n�o poder me casar com voc�.

Eu te amo. Eu lhe asseguro, eu te amo!

Oh, n�o. N�o use essa palavra.

O que voc� vai fazer sobre isso?

O que eu fazer? Eu s� posso fazer uma coisa.

Voc� vai me denunciar?

N�o. Mas se voc� voltar a entrar no meu quarto...

Se voc� tentar se aproximar de mim, Eu vou dizer a todos...

- Que voc� � a esposa de... - Sim, at� mesmo isso.

Mas n�o vou dizer nada, se voc� deixar-me em paz.

Voc� vai se divorciar de mim?

Como poderia...

sem que se saiba essa coisa horr�vel?

Eu sou sua prisioneira...

Por toda a vida!

Eve! Voc� tem que me ouvir. Ou�a. Eve!

Desde que chegamos aqui...

desde que eu percebi que voc� n�o era honesto comigo...

Eu passei a te odiar.

Sim, a odi�-lo, porque voc� destruiu o que eu achava que era amor.

E eu descobri que o homem a quem eu tinha me entregado...

� um mentiroso miser�vel e desprez�vel!

N�o permitirei que voc� me deixe! Voc� deve ficar!

Voc� ouviu? Eve! Abra a porta!

- Abra a porta! - N�o.

Abra a porta ou eu vou bot�-la abaixo!

- Eve! - John.

O que foi? O que aconteceu?

- Eu quero que voc� deixe-me ir com voc�. - Comigo?

- Sim. - Hoje � noite?

Eu n�o posso ficar nem um minuto mais...

Neste lugar horr�vel!

Mas, voc� percebe o que voc� est� pedindo?

John, voc� disse que eu poderia pedir a sua ajuda...

quando fosse ou em qualquer lugar.

N�o consigo recorrer a ningu�m mais.

- Voc� percebe que voc� est� pedindo? - Sim.

E eu estou disposta a correr esse risco.

Eu s� quero uma coisa: ir embora daqui. Todo o resto n�o importa.

- Mas ser�o quatro meses no deserto sozinhos. - Eu sei.

- Onde ningu�m me encontre. - Eve, voc� est� louca.

Talvez. Mas eu tenho que ir.

N�o me diga que n�o.

Devo obrigar voc� a me levar?

Olhe.

- Seu... - Sim.

Agora voc� entende por que eu devo deix�-lo.

Machucou-te. Esse...

N�o. Se voc� encontrar ele agora, saber� que eu vim para voc�.

N�o deve contar a ningu�m. Eu tenho que desaparecer.

- Eles devem pensar que estou morta. - Mas Eve...

- � a �nica solu��o! - Mas o que pede � imposs�vel.

Voc� ainda est� duvidando? Devo dizer mais?

Como trouxe sua empregada indiana para o meu quarto...

- Eve! - Sim!

Voc� quer me tirar de tudo isso, longe de seus direitos sobre mim?

Rumo ao sil�ncio. Em dire��o ao deserto.

Voc� vai me levar?

Por favor, John. Leve-me com voc�! Por favor!

Est� tudo bem, Eve?

Sim, John.

Ainda h� tempo para voltar.

N�o, eu n�o posso voltar atr�s agora.

Devo seguir... adiante.

Por que tem sempre medo de sair desde que se foi sua esposa?

A pol�cia n�o vai encontr�-lo. Os nativos das colinas a matar�o.

Eu sei disso. Eu pressinto isso aqui.

Ela est� morta.

Tomara que esteja.

Deseja que esteja morta porque voc� me ama?

N�o.

Ela sabe muito.

Sabe mais sobre voc� do que eu?

- Muito mais. - Por que deseja que volte?

Se estivesse aqui...

n�o saberia tanto... por muito mais tempo.

N�o faz bem essa incerteza...

essa d�vida constante.

Deve haver uma maneira de por fim a isso.

Voc� diz coisas que n�o entendo.

�s vezes voc� fala como se voc� estivesse dormindo.

Quem est� a�?

Ah, me desculpe. Estou procurando o Sr. Eric Durand.

Eu sou Eric Durand.

Eu sou Sir Frederick Bruce...

- Da Scotland...? - De fato.

Como voc� est�, Sir Frederick?

- Bem-vindo � �ndia. - Obrigado.

Obrigado.

O que te traz aqui, Sir Frederick?

Ia a caminho de Teer�.

Eu ouvi a triste not�cia do desaparecimento de sua esposa, Durand.

O escrit�rio central pediu-me para ajudar a pol�cia local...

se poss�vel, para tentar encontr�-la.

Temo que seja in�til, Sir Frederick.

�ramos t�o felizes juntos.

Eu daria qualquer coisa para v�-la novamente.

Talvez eu possa ajudar.

O chefe da esta��o de correios disse-me...

que o dia em que sua esposa desapareceu...

recebeu uma carta da Inglaterra.

Voc� disse que recebeu uma carta?

Nesse dia?

Sim. Sabe...?

Voc� sabe o conte�do dela?

Eu n�o sabia que tinha recebido uma carta.

Ent�o, se n�o foi isso...

Estava... perdoe a pergunta...

interessada em outro homem?

O que quer dizer?

Bem, as mulheres �s vezes o est�o, sabe?

Eu sei que a noite em que sua esposa o deixou...

tamb�m partiu a caravana de Beetham.

Beetham?

Voc� viu Beetham aqui?

Sim.

E como me pediram para ajud�-lo...

e uma vez que eu tenho um avi�o...

� minha disposi��o...

Eu proponho...

que voc� e eu...

viajemos juntos para encontrarmos com a caravana de Beetham.

Juntos?

Sim.

E... iremos imediatamente.

Imediatamente?

Sim.

Eu...

Eu quero fazer algumas perguntas ao Coronel Beetham.

Sobre outro assunto?

Sim.

Obrigado.

Disse sobre outro assunto.

Sobre o assassinato de Hilary Galt.

Que voz linda...

de fato.

Em 01 de junho...

veio me ver...

l�.

E esta noite...

estamos aqui.

Apenas dois pontos...

na solid�o.

"John... Beetham".

"Eve... Durand".

Amanh�...

Amanh� vamos chegar ao nosso destino...

e a� vamos dizer adeus.

Mas por que adeus?

Todas as coisas belas tem que acabar.

- N�s n�o podemos viver assim. - Mas, Eve, querida...

Voc� tem sido t�o gentil...

t�o atencioso.

N�o foi f�cil.

Eu sei disso.

Voc� deveria saber que, pelo meu olhar o quanto eu...

- N�o diga isso. - Por que n�o?

N�o � melhor...

dizer adeus...

sem pronunciar as palavras?

Mas por que devemos dizer adeus?

Por que seus l�bios N�o deixam de dizer essa palavra?

Porque � como um sino...

tocando no meu cora��o.

O que voc� esconde?

- N�o confia em mim? - Confiar em voc�?

Eu confiei em voc� todas essas semanas.

Sim, mas voc� n�o me contou tudo.

Voc� acha que � f�cil ser um homem e saber...

h� uma mulher como voc� na tenda ao lado...

contemplando o mesmo deserto...

sentindo a mesma solid�o...

olhando para a mesma lua...

divagando...

separados apenas por uma pequena lona?

H�...

H� mais coisas que nos dividem.

- Quer dizer... - Afinal de contas, ele � meu marido.

Voc� pensou sobre isso � noite em que veio at� mim...

e me pediu para proteg�-la, com hematomas em seu corpo?

Ou � noite no o�sis, quando eu li nos seus olhos...

coisas que voc� n�o se atreveria a pronunciar?

Ser� que ele tem algum direito sobre voc�...

depois de ter violados todos os direitos que tinha sobre sua vida?

Voc� n�o entende, Eve?

� a sua vida que eu amo.

Sua vida para proteg�-la para sempre.

Eu quero que voc� seja minha esposa.

Eu n�o posso.

Eu n�o conseguia me separar dele sem que ele saiba.

Sem que saiba o qu�?

Nada. Nada.

N�o suportaria o esc�ndalo.

Esc�ndalo? N�o estamos acima disso?

N�o nos importamos o que os outros pensam...

desde que saibamos que o que fazemos est� certo?

Voc� n�o entende.

Voc� n�o sabe.

Voc� nunca poderia saber.

Tudo o que eu sei � que eu te amo...

Eu sempre amei...

talvez at� mesmo antes de nos conhecermos.

Eu te amei na Inglaterra antes de eu ir para a China...

e cada momento solit�rio desde ent�o.

Eu n�o posso permitir voc� me deixe agora.

Eu n�o vou deix�-la ir.

N�o, John. N�o.

Necessariamente...

diremos adeus amanh�.

Eu te amo.

- Eu amo voc�. - N�o.

N�o diga isso.

Olhe em meus olhos, Eve, e me diga que voc� quer me calar a boca.

Eu estive com tanto medo das palavras...

mas eu vou te dizer, se voc� quiser.

Eu te amo.

Por favor deixe-me dizer-lhe calmamente...

pela primeira...

e �ltima vez.

Eu te amo.

De alguma forma...

Eu nunca te esqueci...

desde o momento quando nos despedimos...

na Inglaterra.

Se ao menos me tivesse feito ver que o seu cora��o estava � espera...

tudo poderia ter sido t�o diferente...

mas...

Agora...

s� pode ser...

uma lembran�a.

que sempre, me lembrarei.

Eu n�o vou deixar voc� ir.

Apesar do que voc� disse, me pertence.

Eu te amo.

Eu te amo.

Um avi�o. Estar� fazendo um pouso de emerg�ncia.

John, eu tenho medo por algum motivo.

De um �nico avi�o, querida?

Com todos aqui para te proteger?

Vem atr�s de mim. Eu sinto isso, eu sei!

Bobagem, querida. Deve ser uma autoridade que vem me ver.

- Eles n�o podem me encontrar. - N�o tenha medo, querida.

N�o temos nada a temer. Quem quer que seja, n�s vamos enfrent�-lo juntos.

- N�o, n�o! - N�s apenas temos que explicar.

Como podemos explicar a verdade sobre esta viagem?

Quem iria acreditar em n�s?

Voc� n�o v� como prejudicar� a sua carreira se as pessoas pensassem...?

Por favor, n�o pense em mim.

Mas eu penso em voc�...

porque voc� � parte da minha vida.

Se voc� me ama, n�o deixe que me encontrem aqui.

N�o sei o que isso significa Eu n�o posso dizer!

Eve, o que �?

Aconte�a o que acontecer, lembre-se, John...

Eu te amo.

Tudo bem, eu vou fazer o que voc� pede.

Mas quando eles se forem, vai me dizer o segredo que guarda.

- Deve dizer. - Eu...

Eu prometo.

Ok, querida. Esconda-se dentro da barraca.

Bebidas.

E... voc� n�o sabe nada.

Entendido?

Muito bem, senhor.

Est� quente como o inferno, certo?

- Coronel Beetham. - Ol�, Sir Frederick.

Perdoe-nos por ter vindo v�-lo de forma t�o imprevista.

Fico feliz que viajaram aqui para me ver.

N�o se lembra de mim, n�o �, Coronel Beetham?

Lembro-me muito bem, Sr. Durand.

E este cavalheiro � o Sr. Hana.

- Querem entrar? - Obrigado.

Sintam-se em casa, meus senhores.

A que devo a honra dessa visita?

A um par de chinelos, meu querido Beetham.

- Um par de chinelos? - Um par famoso.

Um presente que lhe deu o imperador da China.

Ah, sim.

Pode mostr�-los?

Como? J� n�o os tenho.

- Onde eles est�o? - Eu dei a uma amiga.

Que amiga?

A Srta. Mannering...

antes de se tornar a Sra. De Durand.

- Mente! - Cavalheiros.

Por favor.

Obrigado.

Por que me faz todas essas perguntas?

� este um deles?

- Onde voc� conseguiu? - Ent�o, reconhece que � sua sapatilha.

Bem, sim.

N�o existe outro igual.

Seus chinelos...

foram encontrados sobre Hilary Galt...

na noite em que foi morto.

O qu�?

E a pessoa que os colocou l�...

� a pessoa que assassinou Hilary Galt.

E por isso que eu vim aqui para interrog�-lo...

sobre esses chinelos...

e a raz�o pela qual agora Eu devo interrogar Eve Durand.

Voc� n�o est� sugerindo...

Por que continuar investigando? Aqui tem o culpado.

- Malandro. Me acusa de... - Ladr�o!

Roubou-me a Eve. Onde est�?

Coronel Beetham?

Temos raz�es para acreditar...

que a Sra. Durand est� aqui com voc�

Sim. E por isso viemos para revistar sua caravana.

Com que direito? Isso � ultrajante. N�o permitirei isso.

Represento a Scotland Yard.

E este senhor representa o Governo Persa.

O desaparecimento da Sra. Durand tornou-se um assunto oficial.

Em Ingl�s, por favor.

Encontra-se nas areias do meu pa�s.

Eu ordeno que obede�a.

Lamento que seja necess�rio.

Muito bem.

- Fa�a uma revista. - Obrigado.

Sinto muito, Coronel Beetham.

De quem � essa tenda?

Onde est� a tenda da senhora?

O cara n�o fala Ingl�s.

Bem, vamos come�ar.

Sim, nos designaram um bom rapaz.

Eu me pergunto se fala Su��o.

Voc� est� satisfeito?

N�o totalmente, mas foi muito simp�tico.

Tinha certeza de que que n�o a encontrar�amos aqui.

Durand, o verei no avi�o.

"Au revoir", Coronel Beetham.

� uma grande honra para eu dizer adeus.

Eu...

Eu gostaria de pedir desculpas por esta intrus�o, Coronel.

N�o � necess�rio.

Estar� em Teer� amanh�?

Eu estarei l� pela manh�.

Eu ficarei no Palace Hotel.

Voc� vir� me ver...

e traga a Sra. Durand?

- Sra. Durand? - Sim.

Sim, eu...

Eu quero falar com ela sem o marido estar presente.

Enquanto isso, Coronel...

tenha cuidado onde voc� deixa seus mapas.

Reconhecer� que minha revista foi um pouco desleixada.

Obrigado, Sir Frederick, mas eu posso explicar...

Aqui n�o, aqui n�o.

Em Teer�.

Eu estarei l� amanh�.

Eu n�o preciso dizer que eu confio em sua honra, Coronel.

Voc� n�o vai ter raz�o...

para duvidar dela.

Eve, j� se foram.

Voc� pode sair.

Eve, onde voc� est�?

Eve, onde voc� est�?

Eve, onde voc� est�?

Eve?

- Envie este telegrama, por favor. - Sim, senhor.

E...

Voc� entendeu bem que quero que mantenham o olho em Durand?

- Eu cuidei de tudo, Sir Frederick. - Bem.

- O Coronel Beetham est� esperando. - Ah, sim. Diga a ele para entrar.

Coronel Beetham?

Coronel.

- Sir Frederick. - Eu estava esperando.

- Sente-se, sim? - Obrigado.

Sir Frederick, eu dei a minha palavra...

que traria a Sra. Durand aqui.

Bem, onde ela est�?

- N�o sei. - Coronel Beetham.

Ela deve ter ouvido na tenda e fugiu para evitar ser interrogada.

Eu perdi o rastro. Dois dias eu estive buscando por ela.

Agora compreende por que eu n�o cheguei antes.

Eu entendo perfeitamente, Coronel.

Mas, afinal, talvez uma caravana...

Eu espero que sim.

Ela veio a mim para proteg�-la.

De seu marido?

Sim.

Algo aconteceu entre os dois no dia que partiu minha caravana.

Nunca quis me dizer o por qu�.

Nesse mesmo dia recebeu uma carta da Inglaterra.

Poderia ser algo que continha essa carta...?

Eu n�o sei, mas n�o parava de dizer que n�o poderia se livrar dele...

sem que se soubessem de algo horr�vel.

Beetham...

Voc� e eu podemos ter nossas suspeitas...

sobre um certo assassinato.

Diga-me.

A Sra. Durand sabe a verdade.

Precisamos encontr�-la.

Voc� est� certo, Sir Frederick. N�o podemos descansar at� encontr�-la.

Mas, se a encontrarmos...

Quero que voc� prometa que n�o a obrigar� a dizer algo contra sua vontade.

- Mas... - Voc� n�o entende?

Ela fugiu de tudo... sim, tudo...

porque queria permanecer em sil�ncio.

N�o a obrigar� a responder qualquer pergunta?

Mas, meu caro Coronel, a lei...

Eu n�o estou pensando na lei, Sir Frederick.

Estou pensando... s� na mulher que eu amo.

CORONEL JOHN BEETHAM

Este c�lebre e famoso explorador visitar� o clube Cosmopolitan...

para dar uma palestra hoje � noite sobre o deserto persa.

Subindo? Subindo?

- Andar, por favor. - Terceiro, senhorita.

Andar, por favor.

Quinto andar, Sra. Durand.

Eric!

Sim. Eric.

O que voc� est� fazendo aqui?

A segui de um lugar para outro durante o ano passado e agora, finalmente...

- O que voc� quer? - A carta de Pornick.

- Ele me disse que ele escreveu. - Eu n�o...

� a �nica coisa que jamais me entregar�...

� tudo que voc� tem contra mim.

Eu n�o...

Se voc� n�o a der para mim, irei a confer�ncia de Beetham hoje...

sobre o deserto persa...

e anunciarei publicamente que voc� e ele estavam l� juntos.

N�o o meta nisso.

Algo terr�vel vai acontecer se...

Por que eu deveria me importar sobre o que aconteceria agora?

Vivo atormentado pelo medo de ser pego.

Desde que escapei da armadilha de Sir Frederick em Teer�...

tem-me rastreado e seguido...

e est� me dando nos nervos.

As �nicas provas que tinha contra mim eram um homem e uma carta.

Eu cuidei do homem.

Sim! Pornick n�o vai dizer nada.

E agora eu quero sua carta.

Eric, porque mantive minha promessa de nunca us�-la contra voc�...

por que eu fugi quando eu vi que Sir Frederick estava me seguindo...

porque eu fugi quando o coronel Beetham...

estava na mesma cidade � procura de mim...

sen�o, porque n�o queria ganhar minha pr�pria liberdade e felicidade...

enviando-te para a forca?

Sua felicidade n�o me importa.

Minha preocupa��o � a minha seguran�a.

Se voc� n�o entregar essa carta...

O que aconteceu com Pornick Acontecer� a...

Sim! Vai me dar agora?

Ok, se voc� prometer que sair� daqui.

- Onde est�? - Est�...

Ele est� l� em cima no meu guarda-roupa, no quinto andar.

Eu n�o me separei dela desde aquele dia na �ndia.

V� at� a carta.

Vamos ver quem sobe agora...

Olhe. Para que assustar faxineiras respeit�veis como eu

com mandados!

E o mesmo digo eu!

- Boa tarde. - Boa tarde.

O que aconteceu?

Olhe voc� mesma com esses olhos inocentes.

Eles abriram a for�a!

Mas levaram apenas uma carta?

Sim. A minha carta! Por que voc� n�o os deteve?

Como eu poderia deter se eram dois?

- Quem eram eles? - Detetives.

Um deles foi Charlie Chan, cujo nome aparece em todos os jornais.

Ele disse que tinha suas ordens.

Sir Frederick.

Quando eu os questionei, o Chin�s me perfurou com o olhar.

Louvado seja San Patr�cio, Eu cometi erros na minha vida...

mas nunca se casei com um homem que tivesse os olhos assim.

Vamos, vamos. Sei que aconte�a o que aconte�a...

uma menina de trabalhadora e respeit�vel como voc� n�o tem culpa.

N�o, n�o, querida.

Mas escute. Eu n�o tentaria fugir.

Eu acho que est�o te vigiando.

O qu�?

Vamos. Eu vou fazer uma x�cara de ch�.

Obrigado.

Douglas 1101. Douglas 1101.

Douglas 1101. Douglas 1101.

Douglas 1101, por favor.

Sim.

O clube Cosmopolitan?

O Coronel John Beetham est� a�, certo?

Coloque-me com ele, por favor.

Voc� tem certeza?

N�o at� esta noite?

N�o. Nenhuma mensagem.

Oh, espere. A que horas a confer�ncia vai come�ar?

Posso comprar os bilhetes?

Obrigado.

Voc� pode me dizer Onde est� o Sr. Chan?

- Quer dizer que o Inspetor Charlie Chan? - Sim, sim.

- Na pr�xima quadra. - Por al�?

- Avenida Grant 306, sim. - Obrigado.

- Descendo a ladeira. - Adeus.

Adeus.

Sim.

- Na confer�ncia de... - Sim?

Se assegurar�, � claro, que todas as sa�das estejam monitoradas.

- Eu j� cuidei disso. - Bem feito.

Chan, eu acho que tudo...

vai sair exatamente como o planejado.

Essa � a �nica maneira pela qual os que honoravelmente se amam...

possam encontrar a felicidade.

Sim.

Meu honor�vel pedido de desculpas.

Tudo bem, Sr. Chan.

Minhas honor�veis desculpas, Sir Frederick.

Muito bem, muito bem.

Voc� sabe?

Quando Beetham me disse em Teer� o que tinha acontecido...

Eu decidi n�o deter a pessoa culpada...

at� ter certeza que a pessoa inocente...

n�o sofreria um esc�ndalo desnecess�rio.

Sua sensibilidade nesta quest�o deixa-me orgulhoso.

Chan, tenho observado durante um ano...

e onde suas pistas e as minhas falharam...

Eu vi como o cora��o de um homem...

leva a uma mulher...

atrav�s do tempo e da geografia.

Uma intui��o estranha trouxe Beetham aqui...

e quando eu soube que voc� havia encontrado ela...

Eu pensei que era tempo...

para representar a �ltima cena...

e correr a cortina.

Voc� pode prever o futuro?

Medo e amor, meu amigo...

criam seu pr�prio destino.

Fiz planos para esta noite...

para que o medo e o amor se encontrem.

- Voc� n�o est� feliz em vir? - Sim, claro.

Na verdade, eu tinha outro compromisso, mas decidi que eu prefiro estar aqui.

Desculpe-me, senhor.

Eles est�o esperando.

Voc� tem sido muito bom n�o querendo se separar de mim.

Temo que, no ano passado...

n�o fui um mestre muito atencioso.

Eu entendo.

Eu n�o tenho nenhuma vontade de dar a confer�ncia esta noite.

O deserto est� muito cheio de mem�rias.

O deserto d�...

e o deserto tira.

Senhoras e senhores...

Tenho a honra de apresentar...

o distinto explorador...

Coronel John Beetham.

Eve.

Senhoras e senhores...

esta noite, meu servo fiel disse:

"O deserto d�...

e o deserto tira."

O deserto me deu o que h� de melhor na vida.

E �s vezes parece...

que todas as coisas belas devem terminar...

n�o podem realmente terminar...

ao se lembrar de tudo que significou para mim o deserto persa.

Pois a�, � onde eu passei os 4 meses mais felizes da minha vida.

ATR�S DA CORTINA SE ENCONTRA O MIST�RIO DO ORIENTE

Acho que � dif�cil expressar com as palavras...

porque as maiores emo��es que h� na vida...

devem ficar em sil�ncio como o pr�prio deserto.

Ainda assim, desde que eu deixei o deserto...

e o trouxe comigo pelo mundo...

novamente a esperan�a de encontrar...

a felicidade que me deixou...

quando eu sa� de suas areias amarelas.

Pensem, vendo esta caravana cruzando lentamente o deserto...

como pequenos pontos na solid�o...

como cada alma carrega os problemas da vida...

felicidade, tristeza e talvez amor.

Amor, talvez...

por que ela renuncia a tudo, sacrificando-se para proteg�-lo.

Amor Eterno...

pelo qual ele a segue ao redor do mundo...

Para possu�-la.

Voc� ouviu o mesmo que eu?

Sim, acho que sim.

Mas quando ele come�ar� a confer�ncia?

Algu�m aqui...

Tenho certeza que me entender�...

quando eu digo que, apesar do o deserto ser grande...

o cora��o humano � ainda maior...

quando ele retorna para encontrar o que tem estado... Procurando...

para nunca mais perder...

enquanto dure a vida.

Deus! John!

Eric, n�o!

Sil�ncio, todos!

As luzes! M�sicos! Por favor! Por favor, todos...

As luzes! As luzes!

M�sicos! Toquem!

Vamos, toquem! As luzes!

Todo mundo! Por favor!

- Saiam. Saiam, por favor. - Obrigado. Obrigado.

Para fora, pessoal.

Sir Frederick, � horr�vel o que aconteceu.

N�o saiu exatamente como planejado...

mas me alegra ter podido ajudar...

a t�o encantadora senhora.

E eu estava fugindo de voc�

Agora, deve me responder.

Eu sei que seu marido...

levou os chinelos chineses para incriminar o Coronel Beetham.

Como os conseguiu?

Bem, veja voc�...

Ele sempre teve ci�mes do Coronel Beetham.

E um dia... antes de nos casarmos...

As levou.

Mas que importa isso agora?

Sir Frederick, o m�dico estar� aqui em breve.

- Obrigado. - � melhor voc� se sentar.

N�o importa.

Eu...

Eu tenho algumas perguntas que quero fazer a Sra. Durand.

- Veja, a prova final... - Oh, n�o, Sir Frederick.

N�o fa�a perguntas, por favor.

Mas o seu testemunho sobre a carta � necess�rio se...

Sir Frederick, nunca me esquecerei...

tudo que voc� fez por n�s...

mas a Sra. Durand se foi por que...

queria permanecer em sil�ncio sobre seu marido.

N�o fa�a mais perguntas, por favor.

Bem, nesse caso, devemos interrogar o marido.

N�o! Eu nunca mais quero v�-lo.

Voc� nunca mais vai v�-lo, querida.

John, est�...

morto?

Sim.

Chan disse que ele resistiu � pris�o.

Que descuidado foi Chan.

Mas talvez, seja melhor depois de tudo que n�o possa falar.

O que ningu�m ouve, ningu�m nunca vai saber.

Sir Frederick, agora eu entendo.

Obrigado.

Caminhamos suavemente...

e chegamos longe, meus amigos...

e a viagem est� conclu�da.

- Sir Frederick, deixe-me... - N�o se preocupe comigo.

Caminhe suavemente.

e cheguem longe.

Oh, John.

Eve, minha querida.

FIM

Tradu��o - Kilo

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