All language subtitles for Dodge City (1939) PORTUGUÊS 23,97

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Original subtitles

DODGE CITY - UMA CIDADE QUE SURGE

A guerra civil terminou. Os ex�rcitos debandam.

A na��o se volta para a constru��o do oeste.

Ali est� o 23� marcador, senhor.

Trinta e sete quil�metros em uma hora e 14 minutos.

Cavalheiros, isso � se mover.

O maquinista quer bater o recorde na primeira viagem.

Duvido que mantenhamos essa velocidade nas viagens regulares.

Por que n�o? Se este trem pode, os outros tamb�m podem.

Desde que a nova cidade do coronel Dodge valha o esfor�o.

Valer? Espere e ver�.

Agora � s� o fim da linha, mas em alguns anos...

ter� mais neg�cios que qualquer outra a oeste de Chicago.

Espero que sim, coronel. Voc� usa esse argumento h� cinco anos.

Por que n�o?

Eu ergui essa cidade a partir de dois chiqueiros e um charco de b�falos.

Qual � o tamanho agora, coronel?

Pelo �ltimo censo, senhores, havia tr�s charcos de b�falos.

Vejam. A dilig�ncia de Wichita.

Levaremos o correio a partir de agora.

Ou�a essa chaleira. J� est� sufocando.

Jove, vamos acabar com ela.

� melhor usar o chicote.

- Willie. - Sim, chefe?

Diga ao maquinista...

que se a dilig�ncia nos vencer, ele est� despedido.

Sim, senhor. E se este trem andar mais r�pido,...

eu saio e vou a p�,...

porque n�o gosto deste entusiasmo de Deus.

George, ele est� dando um belo show.

- Vamos peg�-lo. - � melhor aumentar a velocidade.

- L� vai ele. - Pegamos ele.

Cavalheiros, isto � um s�mbolo do futuro da Am�rica: o progresso.

Homens de ferro e cavalos de ferro. N�o se pode venc�-los.

Sortudos. Nada para fazer al�m de comer e dormir.

Verdade, cabe�a dura.

A �nica diferen�a entre voc� e eles � um par de cornos.

Cale-se.

Wade, vamos matar alguns.

N�o. Matamos nosso �ltimo b�falo, rapazes.

A ferrovia est� terminada, e nosso contrato tamb�m.

Al�m disso, temos um compromisso.

Vamos.

A� vem nossa comida para seis meses.

Ent�o, assim � uma m�quina a vapor: uma cafeteira sobre rodas.

Vamos cumprimentar o coronel.

- Ol�, coronel. Como vai? - �timo, filho. At� logo.

Estaremos l�.

Dodge, voc� conhece todo mundo no Kansas.

N�o tanto. Esses rapazes trabalharam para n�s...

ca�ando b�falos para alimentar os trabalhadores.

O jovem irland�s � Wade Hatton. Conheci-o na guerra.

Lutou pelos rebeldes na cavalaria de Jeb Stuart.

Esteve em todo lugar, fez de tudo. � uma esp�cie de n�made.

� preciso todo tipo de homem para fazer uma ferrovia.

N�o, senhor. Apenas um punhado de irlandeses.

Preparem-se, homens! Vamos partir.

Vejam que essas peles n�o caiam.

Preparem-se. Vamos partir.

Condutores, fiquem juntos.

Prontos para suas ordens, Jeff.

Muito bem. Vamos r�pido!

- Qual de voc�s � Jeff Surrett? - Sou eu. Por qu�?

Sou John Barlow, comiss�rio de assuntos ind�genas, do Kansas.

- Est� preso. Os tr�s. - Por qu�?

Por abate ilegal de b�falos e venda das peles.

Pegamos esses b�falos em �rea livre. Tal como ele.

Ele tem licen�a para matar b�falos para os trabalhadores da ferrovia.

- Voc� tem essa licen�a? - N�o.

- Isso � assunto seu, Hatton? - Eu tornei assunto meu.

Quando descobri que voc� matava b�falos em territ�rio �ndio,...

roubava as peles e deixava a carne apodrecer.

Quando um �ndio protestava, voc� o matava a sangue frio.

Foi assim todo o inverno.

S� agora nos apanharam?

N�o quisemos. Apenas olhamos e contamos os animais que mataram.

Est� mentindo. Voc� teria nos impedido se soubesse.

Por qu�? Era melhor deixar voc� e seus amigos trabalharem...

guardando e curtindo as peles antes de serem apanhados.

Ent�o foi por isso que esperaram tanto?

Os �ndios podem ter as peles prontas para serem vendidas.

Muito bem, Hatton.

Mas espero que fique no Kansas por muito tempo...

porque vamos cobrar por cada uma dessas peles.

Certo. Se cruzar nosso caminho, nos procure.

Muito bem, rapazes.

- Parab�ns, coronel. - Obrigado, Rusty.

Wade, voc� foi de grande ajuda na constru��o desta ferrovia.

Agora come�a o trabalho de verdade. Temos de torn�-la rent�vel.

Isso � com voc�.

N�o. Tenho outro trabalho. Vamos avan�ar mais para oeste.

Quero que assuma aqui. Ajude a construir esta cidade.

- Organize tudo para a ferrovia. - N�o, obrigado.

Vamos voltar para o Texas. Vamos levar gado at� a ferrovia.

Se ficarmos por aqui, esses dois acabam civilizados.

� melhor irmos antes que o cabe�a de sapo comece a comer com faca e garfo.

Ao menos com a faca.

N�o consegue segurar Wade, coronel.

� o maior viajante que j� se viu.

Primeiro, esteve no ex�rcito ingl�s na �ndia.

Depois se envolveu em uma revolu��o em Cuba.

Ent�o, come�ou a tocar gado no Texas. Isso antes de ir para a guerra.

Ent�o, ele � o maior viajante vivo...

ou o maior mentiroso.

Agora, � um prazer apresentar-lhes...

o homem que tornou esse progresso poss�vel: coronel Dodge.

Senhoras e senhores...

hoje um importante cap�tulo da hist�ria foi escrito.

E temos orgulho...

em trazer esta ferrovia � esta��o mais a oeste do pa�s.

Um dia, e acredito que ser� num futuro pr�ximo,...

uma grande cidade vai se erguer neste lugar onde estamos agora.

Uma cidade que ir� representar tudo o que o oeste significa:

honestidade, coragem, moralidade e cultura.

Todas as nobres virtudes da civiliza��o.

Posso ver uma grande metr�pole com casas, igrejas, escolas.

Uma cidade bonita e decente, que ser� a flor da pradaria.

Uma cidade cujo nome...

Sim, coronel. Como pretende chamar essa metr�pole perfeita?

Como vamos cham�-la?

Que tal o nome do homem que tornou isso poss�vel? Dodge City.

Muito bem. Dodge City.

Dodge City, Kansas - 1872 O centro do mundo do gado

e a Babil�nia da fronteira americana...

cheia de colonos, ladr�es e pistoleiros.

Dodge City...rolando na riqueza dos rebanhos vindos do Texas...

a cidade cuja �nica �tica era o dinheiro e a morte.

BAR DOS VAQUEIROS ARTISTAS

ELITE SAL�O DE ENTRETENIMENTO

SALOON DAMA FELIZ

ESCRIT�RIO DO XERIFE FECHADO

D� bastante sal a esse gado.

Quanto mais �gua, mais peso.

Gado � um bom neg�cio.

Deve ter gente de todo o mundo em Dodge City, n�o �, pai?

Quase, filho. Segure o meu cavalo.

Espere, Surrett. N�o pode levar o gado. Onde est� o meu dinheiro?

Vai receb�-lo, Cole. Por que n�o para de se preocupar?

N�o tem direito de levar o gado at� eu ser pago.

S�o US$ 15 mil em dinheiro. Esse foi o acordo.

Calma. N�o posso correr ao banco sempre que um trem deixa a cidade.

Se n�o confia em mim, outros agentes de gado confiam.

Talvez antes, Surrett,...

mas n�o depois do que aconteceu com Sam Chapin e Kit Sproull.

Eles confiaram em voc�, n�o �? Mas eu n�o.

Vou te procurar esta noite para receber por esses bezerros.

Tenha o dinheiro pronto ou vai ter uma ordem judicial.

Tem que pegar o que � seu quando se lida com homens assim.

Eles n�o prestam.

Claro, pai, mas podemos lidar com eles.

Segure o meu cavalo, filho. S� demoro um minuto.

Leve o tempo que quiser, pai, mas receba tudo o que temos direito.

- Venham, rapazes, � aqui. - A� est� o texano!

Est� �tima esta noite, Ruby. Gostei muito do vestido.

- Obrigada, querido. - Para dar sorte.

Voc� n�o precisa de mais sorte.

� verdade, n�o preciso, enquanto eu tiver voc�.

� a minha vez.

- Ol�, Surrett. Estava � sua procura. - Ol�, Matt.

Preparado para me ver?

- Ia buscar o dinheiro. - Vou com voc�.

Importa-se de esperar um pouco? Tenho algo a tratar antes.

N�o me importo. Mas n�o tente fugir.

� a �ltima chance que te dou.

N�o se preocupe. Vou te atender em um minuto.

Venha molhar o bico.

- Ei, Jack. - Sim, senhor?

Sirva ao Sr. Cole o que ele quiser, por conta da casa.

Sim, senhor? O que vai ser, Sr. Cole?

- Uma cerveja, por favor. - Sim, senhor.

Belo rebanho de reses que enviamos hoje, Cole.

Seriam mais bonitos se eu tivesse sido pago.

O que quer dizer? N�o pagamos sempre?

N�o segundo eu soube.

Talvez tenha ouvido muita conversa.

Talvez sim. Talvez n�o.

Est� me chamando de mentiroso?

N�o estou te chamando de nada, Yancey. Ali�s, prefiro n�o falar com voc�.

- N�o toque nessa arma. - Eu...

"...na certeza da ressurrei��o dos mortos".

"Pai nosso que est�s no c�u, santificado seja o vosso nome".

"Venha a n�s o vosso reino, seja feita tua vontade, assim na terra como no c�u".

"O p�o nosso de cada dia nos dai hoje. Perdoai as nossas ofensas".

"Assim como n�s perdoamos a quem nos tem ofendido".

"N�o nos deixeis cair em tenta��o, mas livrai-nos do mal. Am�m".

Ele ter morrido assim.

� t�o cruel, t�o in�til.

Voc� prometeu que n�o ia chorar, m�e.

John, pode cuidar da Sra. Cole?

N�o � preciso, Sr. Orth. Eu posso cuidar dela.

Est� certo, Harry. Voc� � o homem da casa agora.

O funeral terminou.

L� est� o homem, delegado. Cumpra o mandado.

J� era tempo de p�r esses bandidos na linha.

O que est� esperando? V� em frente.

N�o me pressione. Conhe�o o meu dever.

Ol�, delegado.

Yancey, tenho um mandado para prend�-lo pelo assassinato de...

Matt Cole.

Por que n�o cumpre? O que est� esperando?

- Importa-se de ir comigo? - Sim.

Tudo bem, Yancey. V� com o delegado.

Claro, delegado. Venha.

Vamos, rapazes. Vamos, Al. Afinal, a lei � a lei.

S� um minuto, delegado.

- Esta � a sua... - Esperem, rapazes.

- Esperem um minuto! - Ponham-no l� dentro. R�pido.

Vamos, rapazes. Vamos expuls�-lo da cidade com estilo.

Para que tentar fazer de Dodge City uma cidade honesta?

O bando de Surrett aterroriza os colonos que cumprem a lei.

Eles est�o indo para Wichita e Kansas City.

Eu te digo, Ellen. Somos a vergonha da Am�rica.

Sabe o que os jornais de Nova Iorque est�o dizendo?

N�o h� lei a oeste de Chicago. E a oeste de Dodge City, n�o h� Deus.

Acho que n�o est�o muito errados.

Est� ficando perigoso para uma mulher andar pelas ruas.

E quanto �s crian�as...

Quase desejaria que Lee e Abbie n�o tivessem vindo para c�.

Eles v�o ficar bem, a menos que sejam t�o teimosos quanto o pai.

N�o tivemos not�cia deles desde que chegaram ao Texas.

Quando acha que chegar�o aqui?

Tenho um registro por aqui.

- Eu costumava... - Est�o na mesa.

Sim, as datas.

Deixaram Fort Worth h� tr�s semanas com um grupo de tocadores gado.

Vamos ver.

Sim, devem ter atravessado o Rio Vermelho aqui...

e subido pela Trilha Chisholm no territ�rio �ndio.

Diria que devem estar em Broad Plain agora.

Tex! Tex.

- Viu o meu irm�o? - Sim, senhora.

Foi por ali a toda a velocidade.

Pegou um dos cavalos do chefe e acho que est� b�bado outra vez.

Considero esse coment�rio muito impertinente.

Sim, senhora. Acho que eu n�o deveria ter dito que ele est� b�bado,...

mesmo que esteja.

N�o sei o que vou fazer com voc�.

Broad Plain, hein?

� onde os �ndios devem estar?

Sim. Se continuar fazendo esse barulho,...

vai t�-los bem na sua soleira.

Gostaria que nos atacassem.

� aborrecido ficar assim todos os dias.

� aborrecido, mas n�o � motivo para voc� agir como um louco.

Talvez n�o saibam que estamos aqui. Vamos avis�-los.

Pare!

Foi o senhor que atirou, Sr. Irving?

- Claro que foi ele. - Claro. E da�?

Nada, mas parece um tolo desperd�cio de muni��o.

Ele n�o far� isso de novo. S� estava aborrecido.

Acredito. � uma pena.

- Eu tamb�m estou. - S�rio? Lamento muito.

Talvez voc� se anime se os tiros provocarem um estouro do gado.

J� que parece saber o que o aborrece,...

sugiro que o fa�a beber menos.

Esses dois causam mais problemas do que valem.

Ficarei feliz de entreg�-los ao tio em Dodge.

Apesar de ela ser muito bonita.

Sim. Ainda assim trocaria ambos por um bom charuto.

Muito bem, � aqui! Tex! Rusty!

Tex, d� �gua aos animais.

Rusty, alinhe as carro�as no final daquele declive.

- Mexa-se, magricela. - Cale-se. J� vou.

Muito bem, amigos. Vamos acampar.

Cuidado com as fogueiras. O capim est� muito seco.

- N�o se afastem. - M�e, estou com fome.

Certo, re�nam suas equipes. Vamos embora.

- Saiam assim que estiverem prontos. - Tex, toque o rebanho.

Wade, � melhor vigiar o cabe�a dura aqui.

Peguei-o aprontando na carro�a ontem.

- Cale-se. Eu estava... - Cale-se.

Bom dia, Sra. Harper. Dormiu bem?

- Obrigada. Muito bem. - �timo.

Ferva essa �gua antes de beb�-la.

Aposto que dois minutos depois de nascer, voc� estava dando ordens ao m�dico.

Acha que sim? Lamento, Srta. Irving.

N�o me agrada bancar o chefe,...

mas algu�m tem que dizer o que fazer, n�o �?

Sabe, aqui...

um chefe de trilha �s vezes tem que tomar as leis nas m�os.

Sim. "Ser pioneiro". Acho que foi assim que voc� disse, n�o foi?

Exato. Parece que voc� n�o est� gostando muito disso.

Gostando?

Algu�m pode gostar de sacolejar semana ap�s semana,...

em um pesadelo de calor e poeira,...

com areia nos dentes, olhos e cabelo?

Se voc� n�o gostava de areia, n�o deveria ter sa�do de casa.

Eu n�o teria.

Mas n�o tivemos escolha ap�s a morte de meu pai.

Entendo. Lamento.

Posso levar isso? Parece pesado para voc�.

N�o, obrigada. Eu consigo.

Sei que consegue, at� maior, um em cada m�o, se quiser.

Mas por qu�?

- Porque estou com pressa. - N�s esperamos voc�.

Pronto. Viu?

Se todos obedecessem ordens com tanta vontade e charme como voc�,...

n�o ter�amos nenhum problema.

Parece que meu irm�o e eu causamos muitos problemas, Sr. Hatton.

N�o, apenas seu irm�o.

Acho que voc� o mima como se fosse sua m�e, n�o �?

Talvez sim.

Posso dar uma sugest�o? Por que voc� n�o...

Olhe, Sr. Irving. Isso n�o � piquenique.

Guarde essa arma antes que provoque um estouro do gado.

Des�a de seu cavalo, certo, vaqueiro?

Veja como acerto o cabo com um �nico tiro.

- Voc� est� louco? - Sim, Abbie.

Chegou bem a tempo de ver uma exibi��o de tiro de categoria.

Guarde essa arma antes que algu�m a tire de voc�.

Quem vai tir�-la de mim?

Voc� est� b�bado. N�o sabe o que est� fazendo.

N�o comece com serm�o. J� estou farto disso.

Lee, n�o!

� um estouro!

Tex, ponha os l�deres � frente e os mantenha andando.

Veja o que voc� fez. Espero que esteja satisfeito.

Espero um pouco de a��o desde que essa viagem come�ou.

Seu idiota maluco! Viu o que quase aconteceu.

Apenas dei a voc�s pregui�osos um pouco de exerc�cio.

Irving, voc� est� causando muitos problemas.

- Est� me for�ando a ser duro. - Me deixe em paz.

N�o trabalho para voc� e fa�o o que quero.

Vai fazer o que eu quiser.

Voc�s nos procuraram em busca de prote��o.

Pagaram por isso e est�o tendo isso.

V�o obedecer ordens at� chegarmos a Dodge City.

Pode n�o ter notado, mas a guerra civil acabou...

e voc� n�o est� mais no ex�rcito, Sr. Hatton.

N�o vou discutir com voc�.

Fique s�brio e continue assim, ou vou confiscar sua bebida.

Se puser a m�o na nossa carro�a, eu a estouro.

Olhe, Irving...

temos um tratamento especial para meninos maus como voc�.

Comporte-se ou vai entrar em Dodge City de costas numa mula.

Vai parecer um idiota.

Vamos partir. � melhor se preparar.

- Lee, seja sensato. - Me deixe em paz.

Mal posso esperar para v�-lo na mula. Vai ser divertido.

Tire esse sorriso est�pido da cara, sua grande hiena.

Largue essa arma, Irving! Largue-a, j� disse!

Voc� o matou.

Aqui est�, Tex. � para o Dr. Irving.

Pegue o atalho em Twin Forks.

Vire � esquerda. Fica a tr�s horas de Dodge, certo?

Certo, Wade.

Tentei explicar. Diga-lhe que o procuro quando chegarmos.

Espero que esse doutor seja mais compreensivo do que sua sobrinha.

- Boa sorte. V� em frente, Tex. - Adeus.

Srta. Irving.

Sei como deve se sentir sobre isso...

e sei como deve se sentir sobre o que eu fiz.

Tive que atirar.

Eu nunca teria atirado se n�o fosse para me defender.

N�o tenho palavras para lhe dizer o quanto me sinto mal.

Pode me deixar sozinha, por favor?

Ent�o, isso � Dodge City, hein?

Tem o mesmo cheiro de Fort Worth, n�o �?.

N�o � o cheiro da cidade. � o seu.

� melhor tomar banho antes que atirem pensando que � um b�falo.

Senhores, posso olhar os cavalos? Senhora, posso levar seu cesto?

Senhores, posso olhar os cavalos?

Senhores, posso olhar os cavalos? Vou vigi�-los com muito cuidado.

- Que ideia � essa, filho? - Estou trabalhando.

Sou o homem da casa agora.

Est� realmente come�ando cedo. Quanto cobra?

S�o 25 centavos para vigiar os cavalos.

E 50 centavos para vigi�-los muito bem.

Certo. Vamos ficar com US$ 1 de "muito bem".

Shakespeare n�o come�ou olhando cavalos?

- Quem? - Ei, forasteiro, e o dinheiro?

Ent�o, voc� tamb�m n�o d� cr�dito?

Aqui est�.

- Obrigado, senhor. Muito obrigado. - De nada.

William Shakespeare.

Nunca ouvi falar. De que parte do Texas ele �?

Stratford-on-Avon.

- Bom dia, rapazes. - Bom dia.

- Voc�s parecem bem empoeirados. - Com certeza.

Uma polegada de poeira por cada estado.

A �NICA BANHEIRA ENTRE CHICAGO E DENVER

Quais as novidades em Dodge?

As mesmas de sempre.

Jogo, bebida e mortes. Sobretudo mortes.

Houve uma na noite passada. O mais sangue frio que j� vi.

Um tal de Yancey matou Matt Cole no Dama Alegre.

Matt Cole? Eu o conheci no Texas. Qual foi o problema?

Qual foi o problema? H� quanto tempo n�o vem a Dodge?

Bastante tempo. Sempre embarcamos o gado por Wichita.

Esta cidade � governada por um homem chamado Jeff Surrett.

Cole estava tentando receber por um gado que vendeu.

US$ 15 mil. Surrett devia a ele.

Bom dia, senhores.

Quanto tempo vai levar com esse camarada?

Cerca de 10 minutos, Sr. Surrett.

Certo, apresse-se. Vou tomar um banho. Yancey.

Lamento, j� tem outra pessoa l�.

Ei, feche essa porta! Tem uma corrente de ar.

O que � isso, Charlie?

Voc� sabe que sempre tomo banho aos s�bados de manh�.

Tire aquele sujeito dali.

Desculpe. N�o posso, Sr. Surrett. N�o tem meia hora que ele est� l�.

� o bastante. Diga-lhe que se vista.

Est� bem, est� bem.

- Um momento. - O que disse?

Meu amigo pagou por aquela banheira.

Como voc�, ele precisa ainda mais de um banho.

Se n�o � nosso velho amigo Hatton!

Certo. Que coincid�ncia, n�o �?

Pretende ficar em Dodge City muito tempo?

N�o. Apenas o necess�rio para terminar meu trabalho.

Talvez mais, se achar interessante. Alguma obje��o?

N�o. Acho que podemos tornar interessante para voc�.

Sim. Tenho certeza disso.

Ouvi dizer que tornou interessante para Matt Cole na noite passada.

Voc� sempre ouviu demais.

Talvez voc�s fa�am sempre muito barulho.

Vamos, Charlie. Termine.

Ponha um pouco daquela coisa verde. Me faz cheirar como ger�nio.

- Diga, Wade. - O qu�?

Me lembrei quem era aquele sujeito.

Lembrou? �timo.

Claro, a morte de nosso sobrinho foi um duro golpe para n�s.

Mas com a sua explica��o, entendi como aconteceu.

N�o faz sentido guardar qualquer rancor contra voc�.

Obrigado, senhor.

Estamos acostumados com a morte em Dodge City, Sr. Hatton.

Mesmo das pessoas que amamos.

� duro dizer, mas � a verdade.

Sim, suponho que sim.

Obrigado novamente, doutor.

Ser� que posso dar condol�ncias � Sra. e � Srta. Irving?

N�o, meu rapaz. Eu n�o aconselharia.

Walter, o Sr. Evans quer v� assim que puder.

- Com licen�a. - Ellen, este � o Sr. Hatton.

- Como vai, Sra. Irving? - Ele veio nos falar de Lee.

Pena que nos conhe�amos nessas circunst�ncias, Sra. Irving.

Sinto muito, meu rapaz.

Mas, veja, nunca tivemos filhos.

E para a minha mulher, Lee era...

Bem, pode entender como ela se sente.

Sim, claro.

Seja como for, foi muito generoso por me receber.

N�o se incomode com isso, senhor. Eu posso...

Senhorita Irving.

N�o vou incomod�-la com mais desculpas.

Mas gostaria que soubesse que, se eu puder ajudar,...

- ficaria muito feliz. - Obrigada.

A �nica forma de me ajudar � ficar longe da minha vista.

Eu n�o tomaria isso muito a s�rio, meu rapaz.

A l�gica e as emo��es das mulheres s�o sempre muito confusas.

Acho que ouvia meu pai dizer a mesma coisa.

Acho que a Srta. Abbie tem a l�ngua muito mais afiada...

do que a da minha m�e.

Senhores, vamos dar in�cio ao leil�o.

S�o 1.619 cabe�as do melhor gado do Texas.

Bem alimentado, gordo, rec�m-sa�do da Trilha Chisholm.

Est� correto, senhor?

Continue. Mas n�o venda nada sem a minha aprova��o.

O agente reserva-se o direito de recusar qualquer oferta.

Agora, quem come�a? Quanto me oferecem?

US$ 25 por cabe�a.

US$ 25 do Sr. Surrett. Vou para US$ 28.

US$ 28 pelo melhor rebanho que j� saiu do Texas.

- Quem d� US$ 28? Sr. Cagle? - N�o, senhor.

Senhor Orth?

Aqui est� um lucro de US$ 50 mil implorando para ser apanhado.

- Est� bem, US$ 28. - Obrigado, senhor.

O lance est� em US$ 28. Quem d� US$ 30?

- Ningu�m d� mais? - US$ 30.

US$ 30 do Sr. Surrett. Algu�m d� mais? Algu�m d� US$ 32?

E o senhor, Sr. Orth?

Vai para o Sr. Surrett por US$ 30. Dou-lhe uma, dou-lhe duas.

Um momento.

O Sr. Surrett e o Sr. Orth poderiam se aproximar.

Sr. Surrett, Sr. Orth, podem vir aqui, por favor?

Voc� ofereceu US$30. � em dinheiro?

O que voc� tem a ver? O gado � seu?

Sou o agente. Estou defendendo os interesses do dono.

Compreendo.

Dou-lhe uma parte esta noite e o restante em 30 dias.

Entendo. E o senhor?

Posso pagar tudo em dinheiro hoje.

- Pode? S�o suas. - Minhas?

- Mas ele ofereceu... - Eu disse, vendido.

O que est� fazendo? Eu fiz a maior oferta pelo gado.

Eu ouvi, mas prefiro negociar com quem paga em dinheiro,...

que n�o paga nos fundos dos saloons.

Estou no Drovers Hotel, Sr. Orth.

Se puder me encontrar �s 3h no quarto 15, fechamos neg�cio.

- Estarei l�. - Certo.

Neg�cio feito, senhor leiloeiro. Obrigado. Bom dia.

Vendido ao Sr. Orth.

- Joe, ouviu aquilo? - Vou p�r na primeira p�gina.

- Quem � aquele sujeito? - N�o sei.

Mas vou descobrir.

- Como vai, Harry? - Ol�, Sr. Orth.

- Eu cuido do seu cavalo. - �timo.

- Por 25 centavos. - � justo.

- Aqui est�. - Obrigado.

Como vai, Frank?

- Bem. Com est�, Sr. Orth? - �timo.

- Viva, Sr. Orth. - Viva.

M�os ao alto.

Rusty, estamos prontos.

� o Perigoso Ambrose, o terror da pradaria. Ele nos pegou.

Sim, senhor. Sou um tipo sanguin�rio.

Posso ver.

Aceitaria resgate se o oferecermos?

Tentem.

Que tal isso?

Obrigado, senhor.

Vou cuidar de seus cavalos como nunca foram cuidados.

� justo.

Espero que fique na cidade por muito tempo.

Aposto que sim.

O Sr. Orth j� chegou?

Ele subiu h� poucos minutos, Sr. Hatton.

Meu nome � Joe Clemens. Sou editor do "Star".

Queria publicar suas impress�es sobre Dodge City, se n�o se importa.

Jack Orth. Algu�m atirou nele. Est� ca�do na porta do quarto 15.

� uma pena, Hatton.

N�o creio que seu neg�cio com Orth v� em frente.

Mas ainda ofere�o US$ 30 por cabe�a por aquele gado.

Surrett, aquele gado n�o est� � venda para voc� por nenhum pre�o.

Pena Jack Orth ter sido morto, n�o �?

Deve ter sido uma surpresa para voc�.

Com licen�a.

JACK ORTH ASSASSINADO

Outro homic�dio. Quatro ou cinco por dia.

Surrett est� se tornando o melhor amigo do coveiro.

Est� ficando perigoso viver aqui.

Por que n�o v�o embora?

Clemens, vejo pelo cartaz que est� procurando confus�o de novo.

Qual � o problema? S� publicamos os fatos.

J� aturamos voc� e seu jornal. Vamos aos neg�cios.

Yancey, n�o est� com medo do sujeito do Texas, est�?

Vamos cuidar dele.

Mas n�o publique nada sobre Surrett. Est� claro?

Estou esperando uma resposta.

Acho que entendeu agora.

Rusty, n�o gosto dessas roupas.

Parece que est� pronto para algo ruim.

N�o visto roupas novas h� tempos. Achei que deveria me arrumar.

Tenho um assunto a tratar. Est� por sua conta.

Tente ficar s�brio e longe de problemas.

Fiz um voto de modera��o antes de sairmos do Texas.

Sei. Voc� estava b�bado quando fez.

Est� confundindo as coisas. Sou um novo homem.

Um novo homem tamb�m arruma confus�o quando o pessoal est� pagando.

N�o vou tocar numa gota.

Vou apenas andar por a� e apreciar a vista.

Cuidado para n�o virar uma delas.

N�o se preocupe comigo.

N�o acha que depois de vestir essas roupas...

vou deixar algo acontecer comigo, n�o �?

Senhor.

Pode me ajudar, jovem?

Aproxime-se.

A� est�, senhora. Foi um prazer.

- Ei, Rusty. Entre, beba algo. - Ei, Rusty.

Venha conosco molhar o bico.

- Desculpe, Tex. Estava de sa�da. - O que quer dizer?

Temos muita poeira do Kansas para lavar. Vamos.

Gastar meu dinheiro em �lcool e jogo? N�o, rapazes. Fiz um voto.

N�o fala s�rio, Rusty.

Estou dizendo, rapazes. Eu vi a luz.

Estou cheio dessa vida de pecado e confus�o.

Deve ter enlouquecido com o calor.

Ei, seu safado. Que tal um copo?

N�o quero isso. D�-me uma daquelas.

Assim est� melhor.

Meu Deus!

Ol�, jovem. � novo na cidade?

Sim, senhora. N�o sabia que isso era apenas para mulheres.

Mas n�o �. Estamos felizes por t�-lo aqui.

Mas antes, deixe-me apresentar-lhe a nossa presidente, a Sra. McCoy.

Encantada por conhec�-lo nesta institui��o de caridade.

Senhora, meu nome � Hart. Algernon Hart.

Sr. Algernon Hart.

Sr. Hart, chegou na hora da reuni�o.

Mas primeiro tome uma x�cara de ch�, Sr. Harvey.

Hart, senhora.

Desculpe-me, Sr. Hart. Venham, garotas. Me ajudem.

Aqui est� o seu ch�. Espero que goste.

- Uma ou duas? - Tr�s, senhora.

� casado?

- Ei, Joe. - Sim?

Que tal aquela "Dixie"?

Esta foi para a 5� Infantaria do Kansas.

Perseguimos tanto eles desde Fredericksburg...

que ainda n�o pararam de correr.

Devem ter parado o tempo certo para tirar aquela fotografia.

Ningu�m perseguiu a 5� do Kansas.

- Fez parte dela? - Todos n�s fizemos.

� verdade?

Devem ter corrido muito para voltar ao Kansas.

Vai ser uma corrida maior para voltar ao Texas.

� aquele horr�vel saloon ao lado.

Mabel, por favor, feche as persianas.

Sinto muito, Sr. Hart.

E l� estava eu, um pobre �rf�o, sem m�e nem pai.

Criado pelos comanches.

N�o importa aonde se v�, brigar n�o � bom.

N�o adianta nada brigar.

Brigar � algo que eu... Eu n�o gosto. E agora eu...

� um presente do U.S. Grant.

Isto � por Robert E. Lee.

Sim, senhor. E queria lhes dizer, irm�s...

que quando a honradez flui das...

Foi suave.

Quem � o pr�ximo?

Venha tirar essas moscas do meu cabelo.

Parem, seus tolos. Parem, j� disse. Parem! Parem!

Obrigado, Rusty. Bem na hora.

Parem, seus tolos!

Certo, rapazes. Parece que limpamos bem este lugar.

Essa � uma luta que voc�s ianques n�o venceram.

Mas calma. J� vamos mandar um veterin�rio.

Vamos!

Algu�m vai pagar por isso, e n�o vai ser com dinheiro.

Quando vi a luz, foi como uma vis�o.

E fui salvo.

Jeff, um daqueles her�is do Texas foi deixado para tr�s.

- Deixe-me acert�-lo. - N�o, eu trato disso.

Divertiram-se bastante, n�o foi?

- Com certeza. - �timo.

Esperei muito que voc� e seu amigo cometessem um erro...

- e parece que fizeram isso. - O que vai fazer.

Vou me divertir cobrando uma d�vida antiga com juros.

Vamos, rapazes. Vamos lev�-lo para a pra�a.

Tragam-no.

- Ei, doutor! Sr. Hatton! - O que foi, Joe?

Seus homens destru�ram o saloon "Dama Feliz".

- Algu�m ferido? - N�o sei.

V�o enforcar um dos seus rapazes.

- Onde est�o os outros? - Voltaram ao acampamento.

- Onde est� o grupo de linchamento? - No meio da pra�a.

Est� "loco".

- N�o fiz nada para ser enforcado. - Cale-se.

Um momento, rapazes.

Tenha cuidado, Sr. Hatton. Calma.

Aquela corda � bastante forte para os dois.

O que acham disso?

N�o quero estragar a sua divers�o, Surrett.

Mas poderia dizer �queles homens para solt�-lo?

Claro. Vamos deix�-lo assim que ele pare de espernear l� em cima.

Acho que ouviu o que eu disse. Diga-lhes que o soltem.

Est� bem. Pendurem ele, rapazes.

M�os ao alto. Bem alto, rapazes.

Continuem assim, rapazes, ou sabem o que acontece com Surrett.

Venha para c�, Rusty. Pegue a arma dele.

Talvez n�o fiquemos t�o pr�ximos assim de novo, Surrett.

Estou ansioso por ouvir o que o xerife tem a dizer sobre isso.

Comece a andar.

- O que vai fazer com ele? - N�o h� ordem de pris�o para ele.

Ele tinha uma para enforcar este homem?

N�o pode prend�-lo sem uma ordem do xerife.

� para aonde estamos indo. Buscar uma ordem do xerife.

Um momento. O que � isso? Onde est� o xerife?

Algu�m o expulsou da cidade.

O Sr. Surrett � a lei agora em Dodge.

Entendo.

Por que n�o o elegem xerife?

N�o � uma m� ideia.

Por que n�o?

Se eu puder ajud�-los, cavalheiros, me avisem.

� a primeira cadeia que vejo onde voc� n�o conseguiu entrar.

Vamos. Bom dia, cavalheiros.

- Foi tudo um mal-entendido. - Um mal-entendido?

Achei que tinha prometido que n�o ia entrar em confus�o.

Raios, Wade, n�o me meti em confus�o.

Voc� � do tipo que n�o arranja confus�o...

at� que comecem a fechar a tampa do seu caix�o.

O que � isso?

"Liga da Pradaria Pura de Dodge City".

Espere at� eu contar ao Tex sobre isso.

N�o diga ao Tex.

Cavalheiros, do que se trata?

Parece que perderam um d�lar e acharam 10 centavos.

Certo. Diga-lhe, doutor.

Sr. Hatton, n�s o convidamos por um motivo especial.

Queremos que nos ajude a limpar a nossa cidade.

Nossos agentes da pol�cia n�o est�o � altura da tarefa.

Ou foram mortos ou expulsos da cidade.

Aceita o trabalho?

Cavalheiros, aprecio a confian�a em mim.

Mas acho que um cargo desses n�o � para mim.

Querem que me transforme em um policial.

Tenho tanta qualifica��o para isso como para professor de bal�.

Voc� pareceu qualificado outro dia na pra�a.

Tive que tirar aquele cabe�a dura de l�.

Qualquer um de voc�s faria o mesmo. N�o.

Sabemos o que estamos pedindo e os riscos que iria correr.

Mas chegamos a um impasse. Quem vai governar Dodge, n�s ou Surrett?

Chamamos gente pac�fica para c�. Fam�lias com mulheres e filhos.

E os recebemos na que passou a ser chamada de "Rua do Inferno".

Compreendo tudo o que disse.

Mas no que me diz respeito, n�o � poss�vel.

Estou no neg�cio de gado. Isso requer todo meu tempo e aten��o.

Lamento.

Pense um pouco mais, meu rapaz. Precisamos de voc�.

Est� pedindo ao homem errado, tio Walter.

Ele n�o est� interessado nas vidas de pessoas inocentes.

Por que se importaria com voc�s e suas fam�lias?

Com sua luta para viver em uma cidade decente?

Dodge City precisa de um homem com senso de orgulho p�blico...

e a coragem para enfrentar homens com destreza igual � sua.

Mas a bravura do Sr. Hatton consiste em duelos com rapazes impulsivos.

Abbie, pare com isso!

Cavalheiros, acho que n�o resta muito para ser dito.

Sra. Irving, obrigado. Adeus, cavalheiros.

R�pido. Venham.

Harry, afaste-se desta cesta.

N�o consigo deixar de pensar naquelas tortas, Srta. Abbie.

- Quando comemos? - N�o at� chegarmos a Sycamore Springs.

- Venham. - Farei o poss�vel para esperar.

Todos entraram?

A� vamos n�s. Vamos.

Cruzamos o rio aqui, Rus, e vamos para oeste em Wichita.

Quando pretende partir?

Assim que amanhecer. Estou farto desta cidade.

Bom dia.

Conhe�o aquele homem.

Ol�, forasteiro.

Ol�, Shakespeare.

- A� vai. - Obrigado.

� bom ter aten��o com o leito do rio. Deve estar seco.

Quietos!

Eu a ajudo. D�-me as r�deas. Eu conduzo.

Deixem-me passar. Querido!

Ele estava tentando me ajudar.

Chamem um m�dico, depressa.

Acho que um m�dico n�o vai adiantar.

At� crian�as.

Isso tem que parar.

Oh, meu querido. Meu beb�.

HATTON TORNA-SE XERIFE

DODGE CITY SER� LIMPA!

Vamos.

TIROTEIOS NAS RUAS T�M QUE PARAR, DIZ NOVO XERIFE

Est�o todos presos.

Levem-nos, rapazes.

Entrem a�.

REINADO DE SURRETT ESMAGADO!

PROIBIDAS ARMAS DE FOGO AO NORTE DA RUA PRINCIPAL

Sujeito a cinco dias de pris�o e multa de US$ 100

Queria ter certeza de que viu isso, Surrett.

Ent�o, fiz uma visita especial.

J� vi.

Parece que quer expulsar todo mundo de Dodge City.

N�o todo mundo. S� os indesej�veis.

N�o h� lei no Kansas que impe�a um homem de andar armado...

- ou de ir para onde quiser. - Vai haver uma.

Sente-se, Hatton.

Os comerciantes n�o v�o apoiar isso.

Acho que v�o. Eles me ajudaram a criar essa lei.

Est�o dispostos a arriscar.

S� queria ter certeza quanto a voc�.

- Vamos aos casos, Hatton. - Certo.

Que casos?

Voc� e eu tivemos alguns problemas.

Mas eu esque�o, se voc� esquecer, e podemos trabalhar juntos.

Se for sincero, isso vai facilitar meu trabalho.

- Seu trabalho � o que faz dele. - Assim eu ouvi.

Os �ltimos xerifes n�o se sa�ram muito bem, n�o �?

N�o eram do seu tipo. Um bando de carneiros com distintivo.

Nunca nem conversei com eles.

Se tivesse, teria lhes dito uma ou duas coisas.

Mas n�o o que vou lhe dizer.

Escute, Hatton.

N�o h� raz�o para que Dodge City n�o seja governada adequadamente.

Desde que n�o tente mudar demais as coisas.

Porque essa � uma cidade de gado. A maior de todas.

E � o que sempre ser�.

Mais de US$ 20 milh�es em carne e peles...

passam por aqui todos os anos.

Voc� sabe porque voc� traz.

Voc� tem estado do lado errado.

O dinheiro de verdade n�o est� com aqueles criadores do Texas.

Est� aqui em Dodge City porque � aqui que eles pagam.

Quer dizer, nas suas roletas.

Claro. Entrando e saindo.

Se n�o fosse o "Dama Feliz", esse dinheiro sairia de Dodge City.

E o com�rcio iria para Wichita.

Voc� conhece esses cowboys.

Depois de meses de trabalho trazendo o gado para c�,...

querem divers�o e liberdade.

Se n�o tiver aqui, ir�o para onde tem.

- E voc� quebraria. - Claro. Mas n�o pretendo.

Veja, eu ganho US$ 100 mil por ano, de uma forma ou de outra.

Sinceramente, n�o preciso de tanto dinheiro.

Claro que eu faria um acordo com qualquer um que...

visse as coisas do meu jeito.

Seria um belo neg�cio para n�s dois.

Quer dizer, um suborno amig�vel?

Apanham-se mais moscas com mela�o do que com vinagre.

� verdade. Espero que n�o se ofenda,...

mas n�o gosto do cheiro do seu mela�o.

Livre-se da arma at� segunda-feira. Voc� est� a norte da rua principal...

e a cadeia est� um pouco cheia.

Qual � o problema? N�o deu certo?

Ele n�o ouviu a raz�o?

N�o.

Certo, Rus, vamos embora. Temos muito o que fazer.

N�o fa�a nada disso a menos que eu diga.

N�o � o momento. Temos que esperar.

Eles sabem fazer um homem se sentir em casa aqui.

At� te "cavam" uma casa se for simp�tico com eles.

TODAS AS ARMAS DEVEM SER DEPOSITADAS AQUI

Um de cada vez, rapazes. Fa�am fila.

Assim.

- Vou ter isso de volta? - Claro que sim.

- Me desarmar? Homem nenhum. - Ningu�m pega minha arma.

JOGOS E BEBIDAS REGULAMENTADOS

- Que ideia. - Quem ele pensa que �?

N�O � PERMITIDO JOGO DEPOIS DAS 2H DA MANH�

- Aposto dois. - Pago para ver.

- Subo para cinco. - Pago os cinco.

- Estou fora. - Rei.

- � melhor pararmos, rapazes. - Por que est� ganhando?

- Leu o aviso, n�o leu? - N�o acreditamos em avisos.

Aquele xerife � um blefe, e esse aviso me deu azar a noite toda.

Acho que isso mostra que Hatton n�o est� blefando.

� verdade, cavalheiros. Hatton n�o est� blefando.

- Est�o todos presos. - Por qu�?

- Por n�o acreditarem em avisos. - Certo, ajudantes, levem-nos.

- Vamos. - Vamos, agora.

Tentei avis�-los, mas acho que tinham que aprender pela experi�ncia.

N�o sei o que est� avisando �s pessoas.

- O que quer dizer? - Est� a norte da rua principal, n�o �?

- E est� armado, n�o est�? - Sim.

- Certo. Est� preso. - O qu�?

Vamos.

Mas me sinto nu sem a minha arma.

Para onde vai, n�o vai precisar de roupas.

No seu lugar, eu prenderia antes o meu irm�o.

Rusty, voc� � um traidor.

Lamento, rapazes, n�o posso fazer nada.

Wade, n�o vai me manter aqui, vai?

Desculpe, Tex. Voc� leu o aviso como todo mundo.

Tr�s dias a� n�o v�o te fazer mal.

N�o pode fazer isso comigo depois de tudo o que passamos.

Lutamos juntos na guerra, constru�mos a ferrovia.

Comemos, bebemos, vivemos e morremos juntos.

Agora ficaremos juntos na cadeia. Voc� a� dentro e eu aqui fora.

N�o � �timo? Sete fam�lias j� chegaram esta semana.

Isso faz bem ao cora��o.

Ali est� a fam�lia Turner, voltando de Wichita.

Depois de ela dizer que nunca mais poria os p�s em Dodge.

Bem-vindo ao lar, Sr. Turner!

- Como vai, Sr. Clemens? - Ol�, Joe.

N�o � lindo o chap�u dela? � tafet� marrom.

Tafet�. Como se soletra? T-A-F-E-T-A?

Quem se preocupa com o que a Sra. Turner est� usando?

Apenas todas as mulheres da cidade.

O que aconteceu na luta entre o �ndio e Jim Kendall?

Eu estive l�. N�o houve luta.

Eles se xingaram, e o �ndio atirou uma faca.

Kendall deu alguns tiros. Ningu�m se feriu.

Sei. N�o foi uma luta de verdade. Apenas uma discuss�o amig�vel.

- Ol�, Tex. - Ol�, rapazes.

Entre e se sente.

O que est� fazendo com esse armaz�m no ombro?

Onde esteve? N�o o vemos h� dias.

Por a�. Fazendo v�rias coisas.

Pensando?

Espero que aceite o emprego que te ofereci.

Precisamos de outro bom ajudante.

Foi nisso que estive pensando. Decidi voltar para o Texas.

- Para qu�? - N�o sei.

Este lugar est� ficando muito grande, calmo e pac�fico.

Quer dizer que Rusty e eu acabamos com a divers�o?

� bom para mulheres e crian�as, mas decidi voltar para o Texas.

Se j� decidiu, est� feito.

N�o h� nada que possamos fazer para que fique?

- N�o. - At� logo, Tex.

- At� logo, Wade. - Devolva-lhe a arma. N�mero 27.

Se voltar, o emprego estar� � sua espera.

N�o. N�o me encaixo em uma cidade frouxa assim.

Detesto te ver partir.

Tamb�m vou sentir falta de voc�s. Nos divertimos muito juntos.

At� logo, cabe�a dura.

Se eu ficar aqui mais um pouco, vou acabar montando de lado.

Sim, acho que sim.

Muito bem, Rusty. Prenda este homem.

- Quem? Eu? - Por qu�?

Ele est� armado, n�o est�?

D�-lhe seu antigo quarto.

AVISO! A PARTIR DE AGORA OS SEGUINTES IMPOSTOS ENTRAR�O EM VIGOR:

- Bom dia, Joe. - Ol�, Wade. Quais as novidades?

Deveria saber. N�o tem lido o seu jornal?

Os avisos de impostos est�o prontos?

- Hack est� aprontado. - �timo.

- Entre. - Est� bem.

Sente-se.

Voc� parece estar ocupado...

- Fred? - Sim, senhora.

- Pode acertar isso na minha c�pia? - Est� bem, senhora.

- Joe... - Bom dia.

Quer alguma coisa?

Gostaria de satisfazer a minha curiosidade. O que faz aqui?

Obviamente, estou trabalhando.

Obviamente. Mas em qu� e por qu�?

A cidade est� crescendo, e o jornal precisava de algu�m...

que escrevesse coisas do interesse das mulheres.

Entendo. Diga-me, quais s�o os interesses das suas leitoras?

O que as outras mulheres est�o vestindo,...

como fazer o bolo Lady Baltimore com dois ovos,...

quem convidou o vig�rio para o ch�

e o beb� de quem vai nascer e quando.

- Fascinante. - Quer saber mais alguma coisa?

O que o doutor e a Sra. Irving pensam disso?

Fizeram as mesmas obje��es est�pidas que voc� est� fazendo mentalmente.

Mas quando tomo uma decis�o, vou at� o fim.

J� notei isso.

Voc� sabe que as pessoas tendem a pensar que um jornal...

� um local estranho para uma bela mo�a como voc� trabalhar, n�o sabe?

Voc� foi enviado para me dizer isso?

N�o.

Eu acabo com os problemas. N�o os come�o.

- Qual � o problema com meu trabalho? - N�o � digno. N�o � para uma mo�a.

Deveria estar em casa costurando. Coisas assim.

Pregando bot�es para algum homem, eu suponho.

Bot�es caem. Algu�m precisa preg�-los.

� uma bela carreira para uma mulher inteligente.

- Aqui est�o os avisos, Wade. - Obrigado.

Haver� reclama��es quando forem divulgados.

Abbie, sei que n�o � seu estilo,...

mas j� que insistiu no trabalho,...

pode parar de cham�-las "vacas no curral"?

S�o reses. Reses.

N�o vejo a diferen�a.

"Um aumento � esperado no pre�o das vacas longhorn."

Tudo bem. Eu mesmo corrijo esta c�pia.

Bem, tenho que ir andando.

A prop�sito, posso contar um pequeno segredo?

O qu�?

Tem uma mancha de tinta no seu nariz.

Adeus. Adeus, Joe.

Adeus, Wade.

Desculpe. Abbie.

Isso � respeito pela lei?

Nunca vi a lei cair com a cara no ch�o.

N�o ca�.

H� um ditado no ex�rcito brit�nico:

"A lei deve sempre livrar sua cara perante os nativos".

E se os nativos se opuserem � sua cara?

N�s os colocamos nos joelhos...

e batemos neles.

N�o est� sugerindo que eu seja uma nativa?

N�o. O �nico nativo do Kansas � o b�falo.

Ele tem a cabe�a dura, temperamento inconstante...

e um futuro solit�rio.

Tirando isso, n�o h� qualquer compara��o entre voc�s.

- Adeus, Joe. - Adeus, Wade.

Adeus.

Gosto daquele sujeito.

"Vacas no curral".

Claro, n�o sou um homem que acredita em impostos.

mas reconhe�o que s�o um mal necess�rio.

Algu�m tem que pagar pelas escolas, igrejas e essas coisas.

Especialmente agora que a cidade est� crescendo tanto.

Sim, senhor.

Dizem que nada � certo, exceto os impostos e a morte.

Levante-se, Hatton.

Por qu�?

Alguns rapazes est�o l� fora para ter uma conversa com voc�.

Entendo.

Estou surpreso com Surrett.

Pensei que ele fosse mais inteligente do que envi�-lo para algo assim.

- Voc� n�o tem chance... - Cale-se e saia dessa cadeira.

Dez dias para esse cliente. Cinco para se acalmar e cinco para pensar melhor.

Pode apostar. Cuido disso pessoalmente.

Vamos, filho. Eu te compro um doce.

- O que dizia sobre impostos? - Que impostos?

N�o me lembro. Aparo o bigode?

N�o, obrigado. Eu dou um jeito.

V� aquela manada de b�falos pastando t�o tranquilamente?

O problema com os b�falos � que tiveram tudo f�cil no in�cio.

Mas funciona ao contr�rio tamb�m. Veja a gente, por exemplo.

Tivemos um come�o t�o mau. E teremos um futuro maravilhoso.

A t�pica l�gica irlandesa: totalmente desconectada.

Voc� acha?

Pode ser irlandesa, mas n�o � desconectada. E posso provar.

H� trinta anos, meu pai conheceu minha m�e na feira de Londonderry.

Ele foi l� vender porcos premiados. Eram grandes, gordos e ador�veis.

Minha m�e estava l� por ter ganhado o grande pr�mio por suas rosas.

Rosas de Sharon t�o grandes quanto sua cara e quase t�o belas.

Acho que n�o havia rosas como aquelas em toda a Irlanda.

O que aconteceu? No �ltimo dia da feira,...

Os porcos do meu pai sa�ram e comeram as rosas da minha m�e.

Ra�zes, caules, flores e tudo.

Algu�m j� teve um come�o pior que esse?

Veja-os agora. Seis grandes e bonitos filhos, v�rios porcos premiados...

e o mais bonito roseiral de todo o Antrim.

Invejo voc�s que beijaram a "Pedra de Blarney".

Ah, sim?

� fria nos l�bios.

Acho que � melhor voltarmos.

Vai estar escuro antes de chegarmos.

- Tem certeza que � do escuro que tem medo? - O que quer dizer?

- Talvez tenha medo de que eu a beije. - Voc� n�o ousaria.

Gostaria de estar t�o certo disso quanto voc�.

Posso?

Obrigada.

Sabe, estava pensando...

que o b�falo n�o estaria t�o mal se n�o tivesse um c�rebro t�o limitado.

Mas ent�o n�o seria um b�falo.

Acho que n�o.

E n�o seria voc� se n�o pensasse que poderia gostar desse beijo.

- Parece seguro das minhas rea��es. - Ah, n�o.

Isso � algo de que nunca se pode ter certeza at� ter experimentado.

N�o �?

Bom dia, Abbie.

Bom dia, Sra. Cole. Como vai?

Mais ou menos.

Por que n�o entra e se senta?

Posso fazer alguma coisa por voc�?

Queria publicar este an�ncio no seu jornal.

Isto �, se n�o for muito caro.

Nossos pre�os s�o baixos. Acho que podemos fazer isso.

Quer vender a sua casa?

N�o quero. Mas preciso, Abbie.

Vamos dar uma nova linha nesta mat�ria do bazar da igreja.

Como vai, Sra. Cole? Como est� hoje?

- Bom dia, Joe. - Quanto cobra por isso?

Um, dois, tr�s, quatro...

Est� vendendo a sua casa? N�o vai deixar a cidade, vai?

N�o, apenas... Joe, n�o posso mant�-la.

Nem consigo pagar os impostos sobre ela.

N�o compreendo. Matt sempre ganhou bem.

No dia em que morreu...

recebeu US$ 15 mil de Surrett, n�o foi?

Foi o que pensei tamb�m. Mas nunca vi um centavo.

E o que fez quanto a isso?

Falei com Jeff Surrett v�rias vezes,...

mas ele nunca me deu uma resposta direta.

Parece que a Sra. Cole precisa de ajuda. E podemos ajud�-la.

Sim, parece que sim.

Sra. Cole, se importaria se cuid�ssemos disso?

Me importar? Eu consideraria um grande favor.

H� muitas contas nessa cidade para serem ajustadas. Vejamos.

Qual a melhor forma de resolver isso?

Aqui est�. A entrada, a data e o valor. US$ 15 mil.

O que Matt Cole fez com o dinheiro depois � assunto dele.

Ele tinha US$ 10 quando foi encontrado. Ele n�o deixou o saloon.

Eu nunca discuto os casos dos meus clientes.

Mas como voc� me obriga, vou contar-lhe os fatos.

Matt Cole perdeu os US$ 15 mil jogando na roleta.

Na roleta? Quero que se lembre disso, Abbie.

N�o se preocupe, vou me lembrar.

De fato, vamos todos nos lembrar. Ele nem se aproximou da roleta.

Ele foi at� o bar, e Yancey o matou.

- Quem afirma isso? - Vai descobrir no tribunal.

Se tem um caso t�o claro, por que n�o me prende agora?

Vamos esperar alguns dias.

Quero falar com outras pessoas...

antes de lhe darmos alojamento �s custas do estado.

Est� blefando, Hatton.

Suas cartas s�o ruins. Est� blefando.

Estou?

Munger matou Orth porque ele estragou um neg�cio seu de gado.

Yancey matou Cole porque ele tentou cobrar US$ 15 mil de voc�.

E mais cidad�os foram mortos tentando negociar com voc�.

� o que n�s tr�s vamos provar na corte.

Veremos se o j�ri acha que estamos blefando.

Leve esse livro, Joe. Quero olhar isso de novo.

Mal posso esperar para escrever essa hist�ria.

Senhoras e senhores, este ser� o mais importante artigo...

j� publicado no Dodge City Star.

Aqui est�. Vai estar nas ruas amanh� � tarde.

Como descobriu todas essas coisas sobre Surrett?

Abbie, um bom jornalista tem duas tarefas.

Uma � escrever as not�cias conforme v�o acontecendo.

A outra � estar pronto e escrever antes.

Tudo menos o final.

Este � o funeral de Jeff Surrett.

No fundo devo ser um otimista.

Estou preparando isso h� muito tempo.

Voc�s dois n�o t�m casa? J� passa da meia noite.

� melhor correr, Abbie. O doutor vai me esfolar vivo.

Temos Surrett preso pelo pesco�o.

Por que n�o deixa isso esta noite e retoma pela manh�?

Voc�s notaram que s�o um alvo f�cil de l� de fora?

Vou lev�-la para casa antes que seu tio venha atr�s de Joe com uma arma.

Seu manto. Eu volto e fico at� terminar, Joe.

A mat�ria est� pronta. N�o se preocupe comigo.

Vou marcar para imprimir e depois encerro. It�lico.

N�o demore ou Surrett pode vir e marcar para voc�.

Eles n�o tentariam nada a esta altura.

Acha que n�o? Espero que tenha raz�o.

Boa noite, Abbie. Te vejo de manh�.

- Boa noite, Joe. - Boa noite, Wade.

Tranque a porta quando sairmos.

Sr. Hatton, estou acostumado a ficar at� tarde.

- Tranque. - Est� bem.

- Boa noite. - Boa noite.

"As leis de Dodge City t�m que ser respeitadas..."

"n�o apenas por um grupo de cidad�os,..."

"mas por todos". Par�grafo. Gostei.

O que foi isso?

Quem matou Joe Clemens tem que ser enforcado.

E eu dou a corda.

Se ele tiver pesco�o para p�r uma corda.

Eles o pegaram de surpresa. N�o lhe deram chance.

A bala atravessou o cora��o.

Sou o culpado disso.

Mas eles n�o v�o se livrar dessa.

O baixinho era boa gente. � uma pena.

N�o entendo.

Joe n�o tinha inimigos a n�o ser Surret e seu bando.

Quem mais poderia ter feito isso?

N�o � prova suficiente o artigo e o arquivo sobre Surrett terem sumido?

Esta porta estava trancada. Eu sei porque testei.

A fechadura � velha. Qualquer chave servia.

- Nada aqui. Tem certeza? - Ele deixava sua c�pia em cima.

Assim pod�amos ajust�-la de manh�.

Xerife, isso � tinta de impress�o. N�o d� para lavar. Ela vai sumindo.

Voc� leu os arquivos de Joe sobre Surrett?

Com certeza. Havia o suficiente para enforcar Surrett.

N�o fale disso com ningu�m. Acho que deve ir agora.

Parece cansada. Boa noite.

Pode levar o doutor e a Srta. Irving para casa?

Certo.

- Qual o pr�ximo passo, Wade? - Acho que vamos...

Tem certeza de que ele n�o est� em cima no escrit�rio?

Surrett deixou a cidade no trem das 4:30 esta tarde.

Se n�o acredita, pergunte ao agente da esta��o.

Jeff estava indo para Wichita quando ocorreram os tiros.

Est� batendo na porta errada.

Obrigado.

Sua aposta.

- Sua aposta. - US$ 3.

Eu cubro.

Quem est� ganhando?

Est�o jogando h� muito tempo?

Pergunte ao barman. Ele tem um rel�gio.

O que sabe sobre Joe Clemens, Yancey?

N�o mais do que voc�, exceto que est� morto.

Como soube que ele est� morto?

Ouvi os rapazes falando.

As pessoas entram e saem daqui o tempo todo.

Aposto US$ 5.

Eu cubro.

Tr�s cincos.

- Est� preso, Yancey. - Por qu�?

Pelo assassinato de Joe Clemens.

Olhe meu monte, Bud. Volto daqui a meia hora.

Eu n�o contaria com isso. Leve-o, Rusty.

O que foi, Taylor? Est� nervoso?

V� em frente. D� as cartas.

Yancey parecia distra�do do jogo.

Conte-me o que aconteceu.

Como eu saberia?

- Por que n�o pergunta a eles? - Estou perguntando a voc�.

Yancey saiu da mesa depois que o jogo come�ou?

N�o. Ele n�o saiu da sala.

J� lhe disse cem vezes. Ele n�o saiu da sala.

Est� perdendo tempo.

- Responda � pergunta. - Ele n�o saiu da mesa.

Pare de mentir. Voc� � ruim nisso.

Yancey saiu da sala entre meia-noite e 1:00, n�o foi?

- N�o. - A que horas, ent�o?

Ele n�o saiu.

Deixe ele comigo, Wade. Eu fa�o ele falar.

Se voc� n�o pode, eu posso.

Deixe-o. Se voc� � t�o burro que n�o percebe...

que vai ser acusado de homic�dio, merece o que vai lhe acontecer.

O que quer dizer?

Vou indici�-lo por participa��o em homic�dio.

N�o tive nada a ver com isso.

Vai dan�ar na forca como Yancey.

Quer balan�ar ou vai me contar e salvar o pesco�o?

Est� bem. Vou contar.

Vamos l�.

Ele saiu por volta de 00:30. Voltou meia hora depois.

Assim est� melhor.

Vou fazer-lhe um favor, Taylor.

Tranquem ele.

- Bom dia, Srta. Irving. - Bom dia.

Bom dia. Conseguiu algo com Taylor?

Sim. Onde est� o doutor?

- L� dentro. O que foi? - O que ele disse?

Bom dia, Sr. Hatton. Nos faz companhia?

N�o, obrigado. Vim para lhe dizer...

que tire a Srta. Abbie daqui o mais r�pido poss�vel.

Por qu�?

Porque s� duas pessoas al�m de mim ouviram Surrett mentir...

que viu Matt Cole perder o dinheiro na roleta.

Uma foi Joe Clemens. Por isso Surrett o matou.

Voc� � a outra pessoa que pode me apoiar na corte.

Sem voc�, ele pode negar e o j�ri pode acreditar nele.

� mais uma raz�o para eu ficar.

Eu comecei isso e vou terminar.

N�o est� sendo burra?

Sua vida n�o vale nada enquanto Surrett estiver fora da cadeia.

Voc� � a chave do caso, e ele sabe disso.

S� vamos a j�ri em duas semanas. Sua vida estar� em perigo at� l�.

Nesta casa, na rua, em todo lugar.

Conhe�o Surrett e sei o que ele far�.

Sabe que tenho raz�o, doutor. Tire-a da cidade.

E fique longe at� que eu a chame.

- Tem raz�o. - Eu entendo.

Abbie tem que pegar o pr�ximo trem para Wichita.

Ela pode ficar com os Merrils. Vou fazer a mala.

Me ajude a tirar isso da prateleira.

Nunca me perdoaria se algo acontecesse a ela.

- N�o irei. N�o pode mandar em mim. - N�o posso?

Eu sou a lei aqui, e far� o que eu disser.

N�o me interessa. Vou ficar aqui.

Tia Ellen, n�o fa�a...

Voc� � a mulher mais teimosa que j� conheci.

N�o entende que estou fazendo isso porque te amo?

Muito bem, voc�s dois. Parem de discutir.

N�o se preocupe, Sra. Irving. J� paramos.

O que ele precisa � de uma corda. N�o merece um julgamento.

Entregue-o a n�s. N�s vamos julg�-lo.

Assim est� melhor.

A �ltima vez que vi uma multid�o assim foi no Texas...

quando enforcaram Curley Hawks.

Sr. Grant, quero falar com o senhor.

A� est� ele. Tem 10 minutos.

- Ol�, Yancey. - Ol�.

O que est� acontecendo? O que a multid�o...

Calma, Yancey.

Voc� vai saber cedo ou tarde.

Taylor contou que voc� saiu por meia hora.

N�o v�o me enforcar por isso. Eu poderia ter ido a qualquer lugar.

Talvez um j�ri n�o o enforque,...

se voc� chegar at� um j�ri.

O que quer dizer?

O que est� tentando dizer?

Joe Clemens era um homem muito estimado, Yancey.

Tinha muitos amigos.

Metade da cidade quer entrar aqui � noite...

e fazer justi�a com as pr�prias m�os.

Onde est� o Jeff? Ele tem que me tirar daqui.

Telegrafei a ele h� uma hora. Ele saiu do trem em Spearville.

Saiu? Para qu�?

Jeff � esperto para saber que esta cidade vai esquentar.

Ele est� indo devagar at� que a agita��o passe.

Muito quente para ele?

E eu sou enforcado por fazer o trabalho dele.

- Se voc� pensa que eu... - Cale-se, seu tolo!

- Quer contar � cidade toda? - Pode apostar que vou contar.

Vou contar quem me pagou para matar Joe Clemens e Matt Cole.

Deixe que me enforquem. Mas se eu for, Jeff vai comigo.

Telegrafe e diga-lhe isso.

Ele tem que me tirar esta noite ou conto tudo ao Hatton.

Mas como Jeff pode tir�-lo daqui?

N�o sei. � problema dele.

Fique preparado, Yancey.

Tenho uma ideia de como Jeff e eu vamos lidar com isso.

Primeiro, vou falar com Hatton.

Est� com o homem certo, Hatton. O que est� esperando?

Sim, o que est� esperando?

Se n�o sabe o que fazer com Yancey, n�s sabemos.

- Pode apostar. - Vai fazer alguma coisa?

Se ele n�o fizer, n�s vamos fazer.

Por que est� enrolando? Voc� sabe que ele matou ele.

Se n�o entreg�-lo a n�s, vamos peg�-lo esta noite.

Ou�am. Voc�s me deram este cargo para eu aplicar a lei.

E eu vou fazer isso.

Isso significa um julgamento justo para todos.

Incluindo Yancey.

E compreendam isto:

N�o haver� lei da selva nesta cidade enquanto eu for o xerife.

Est�o trazendo um tronco para arrombar.

Est� vendo? Est�o na porta. Ou�a-os.

Est� no comando, xerife. O que vai fazer?

Wade, o que vamos fazer? Toda a cidade quer pegar Yancey.

N�o podem det�-los. Voc�s cinco contra a cidade.

Eles destruiriam o local para entrar.

Evitar�amos problemas se o entreg�ssemos � multid�o.

Quer atirar meu cliente �quela matilha de lobos?

Ou�a, ningu�m vai pegar seu cliente a n�o ser um j�ri.

- Eu lhe prometo. - S� h� uma forma de proteg�-lo.

Yancey tem que ser levado de Dodge antes de anoitecer.

Ter�amos pouca chance se o lev�ssemos � esta��o.

Pode pegar uma carro�a fechada, lev�-lo at� Spearville...

e tomar o trem para Wichita.

Mantenham ele preso l� at� que possa ser julgado.

- Sim, isso pode dar certo. - Vai dar.

Meu cliente tem direito a um julgamento justo...

e � nosso trabalho garantir que ele tenha.

Quer que eu arrume uma carro�a, Wade?

Espere um minuto. Tenho uma ideia melhor.

Mas voc� concordou em tir�-lo depressa.

Sim, mas vamos fazer do meu jeito.

- Isso � uma amostra do seu futuro. - Entre, Rus. Entre.

Segure-os o m�ximo que puder. Eu mando not�cias de Wichita.

- O que...? - Calma. Isso � oficial.

Sou o xerife Hatton, de Dodge City. Tenho um prisioneiro para Wichita.

- Tudo bem se formos com voc�? - Tudo bem, xerife.

- Importa-se de trancar a porta? - Nem um pouco.

V� para ali.

Pode se sentar ali e descansar.

Quantas paradas daqui at� Wichita?

- Nenhuma. - �timo.

Continue. Vou lhe dizer o que fazer.

M�os ao alto.

- Mas, senhores... - Leve-o, Joe.

Entre ali.

Ponham as m�os para cima.

Para cima, eu disse!

Agora, abra essas algemas.

Temos que parar. O trem est� em chamas.

N�o diminua at� a torre de �gua.

Pare, Jeff! Vamos todos pegar fogo.

Temos uma amiga sua, Hatton. D� uma olhada.

Joguem suas armas!

Pegue-as.

Abra essas algemas.

Vamos! R�pido!

Tranquem esta porta.

Rusty, por aqui!

Cuidado!

Depressa!

Ent�o a ca�a matou o ca�ador.

Ou�am isto. Hinos, e nem sequer � domingo.

Ningu�m � vista. Nem um b�bado amigo.

Este lugar est� ficando t�o puro e nobre que n�o se pode viver aqui.

Agora sei que vou voltar para o Texas.

Me pediram para liderar a Liga da Pradaria Pura.

Por que n�o? Voc� � um dos far�is de l�.

Antes de tudo, v�o criar uma c�mara de com�rcio.

- N�o � poss�vel. - O qu�?

Vejam. � o coronel Dodge.

- Ol�, coronel. - Como vai, coronel?

Ol�, coronel.

Como v�o, rapazes?

Por Deus, Wade. � bom v�-lo vivo.

- � bom estar vivo. - Suba.

- Ol�, coronel. - Wade. Filho, � bom v�-lo.

Ol�, Tex. Como vai, Rusty?

N�o posso me queixar, coronel. N�o seria bom.

Sente-se ali, senhor.

Vim de Virginia City, em Nevada, s� para v�-lo.

Estou construindo uma ferrovia l� saindo de S�o Francisco.

� o terreno mais rico na terra.

Ouro, prata, cobre. Temos uma montanha cheia.

Mas � uma cidade ruim, Wade. Selvagem e assassina.

Pior do que Dodge City era antes de voc� limp�-la.

E isso vendo o lado bom.

- Quero que venha comigo. - Sabia que nossa sorte ia mudar.

Temos 4.000 pessoas l�.

Homens e mulheres com fam�lias aterrorizadas.

Pense nessas pobres 4.000 pessoas.

E haver� mais quando chegarmos l�.

Precisamos de voc�, filho.

A cidade transborda crime e corrup��o.

A lei que tentamos impor falhou...

porque os homens n�o tinham c�rebro nem coragem.

Pode arranjar muitos homens para essa tarefa aqui, coronel.

Eu me caso na pr�xima semana. Tenho passagens para Nova Iorque.

Voc� pode se casar a qualquer hora.

At� vamos em sua lua de mel em Virginia City.

Obrigado.

O casamento arruinou muitos bons homens.

N�o significa nada para voc� saber que...

em algum lugar h� terror e morte que voc� poderia deter?

Significa, coronel. Mas a decis�o n�o � t�o simples.

Se eu fosse livre, seria diferente. Mas terei uma mulher para cuidar.

Abbie n�o quer mais ser pioneira.

Estamos planejando vir de Nova Iorque e nos instalar aqui.

H� uma caravana saindo na pr�xima semana para Nevada.

Seria uma grande viagem, n�o?

Querida, eu estava justo dizendo aos rapazes que vamos nos assentar...

- Limonada? - Obrigado.

- Limonada? - Obrigado, senhora.

Querida, eu estava contando ao coronel Dodge sobre a lua de mel.

Como vamos ver todas as lojas, teatros e as Cataratas do Niagara.

Coronel Dodge, quando partimos para Virginia City?

Wade, parece que vai se casar com a garota certa.

Virginia City!

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