All language subtitles for The.Fall.of.Diddy.S01E01

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Original subtitles

ESTA S�RIE CONT�M DESCRI��ES DE ABUSO E VIOL�NCIA SEXUAL.

PODE N�O SER ADEQUADA A ALGUNS TELESPECTADORES

Era 2010, no fim de semana do Grammy.

E passamos o dia fazendo um ensaio fotogr�fico com Cass.

Puff e Cassie estavam namorando.

Teve uma festa.

Diddy, eu te amo! Diddy!

E ela estava hospedada no Beverly Hills Hotel.

O Beverly Hills Hotel tem uma su�te no quarto.

Adormeci no sof� porque n�o costumo sair.

E ele entrou, furioso. "Onde ela est�?"

Acordei de repente, levei um susto: "O qu�?

Quem? De quem est� falando?"

E ent�o, eles entraram no quarto

e fecharam a porta.

S� o que ouvi foi: "Se mande daqui!"

Ele estava furioso.

Estava sendo o Puff.

E naquela hora, eu s� estava pensando na seguran�a dela.

Ent�o, arrumei as coisas dela.

Mas assim que ele saiu, vi as marcas na Cassie.

Ela tinha galos na cabe�a, olho machucado, l�bio arrebentado.

Era pavoroso. E s� o que consegui pensar

foi: "Precisamos ir para minha casa.

Precisamos dar o fora daqui."

N�o pod�amos chamar a pol�cia nem ir para o hospital.

T�nhamos medo do Puff!

Sempre tivemos medo dele.

Se cham�ssemos a pol�cia, o que podia acontecer?

Ele era uma pessoa muito poderosa no ramo

e podia fazer coisas que fariam voc� desaparecer.

E muita gente tem medo dele at� hoje.

Ent�o, o que pod�amos fazer?

T�nhamos que consertar o que acontecia naquele momento.

E � meio assim que a coisa funciona.

Liguei para minha amiga, que � m�dica,

e disse: "Tem que cuidar de Cass.

Isso n�o est� certo. Tem que ser testemunha.

N�o podemos ligar para ningu�m."

Mas senti que isso tinha acontecido antes,

porque ela n�o parecia preocupada com aquilo.

Cassie e eu nunca falamos sobre esse incidente depois.

� como um assunto de fam�lia. N�o falamos nisso.

O que testemunhei foi em 2010.

E ent�o, em 2024, vi o v�deo da CNN.

Foi um gatilho para mim.

Eu n�o sabia que aquilo acontecia h� tantos anos.

Hoje, o magnata da m�sica Sean Diddy Combs...

- Sean Diddy Combs... - Sean Diddy Combs enfrenta

uma s�rie de acusa��es, incluindo estupro

e tr�fico sexual em um novo e impressionante processo civil

movido por sua parceira de longa data, a cantora Cassie.

Sean Diddy Combs agora � alvo

de uma investiga��o criminal federal.

Agentes do FBI revistaram as casas dele

em Los Angeles e Miami.

Sean Diddy Combs foi preso

depois que um grande j�ri indiciou o magnata da m�sica.

A den�ncia de Cassie foi um ponto de virada.

V�rias novas v�timas est�o se apresentando

- contra Sean Diddy Combs. - S�o alega��es graves.

Estupro, abuso f�sico e tr�fico sexual.

Ele sabia como se manter no centro das aten��es,

sem que olh�ssemos mais profundamente

e v�ssemos quem ele � e o que ele representa.

O lance do Hip Hop � que n�o � s� m�sica, � um estilo de vida.

Combs construiu um imp�rio.

� dele a grife de moda Sean John, a Vodca Ciroc.

Ele tamb�m fundou uma rede de TV.

Ele n�o mudou para se adaptar ao mundo.

Ele mudou o mundo para se adaptar a ele.

E ali estava ele, esse exemplo brilhante

do que ele gosta de chamar de "excel�ncia negra".

Enquanto isso, tinha toda essa viol�ncia e trauma

acontecendo ao fundo.

Eu me dei conta de que n�o era a �nica.

Tenho uma hist�ria �nica que ningu�m mais tem.

O acerto de contas est� chegando.

Todo mundo exige saber at� onde isso foi.

Acabou o tempo.

A QUEDA DE P. DIDDY

O poder de Sean "Puffy" Combs

levou a uma das carreiras mais bem-sucedidas

da hist�ria do pop americano.

E levou a outras coisas muito, muito horr�veis.

Conhe�o Combs praticamente desde que comecei

a carreira de jornalista e editora.

Fui a primeira mulher editora-chefe da revista VIBE.

Uma das raz�es para compartilhar a minha hist�ria com todos hoje

� porque � meu dever.

E tamb�m fa�o isso

por causa da minha posi��o �nica na hist�ria da m�sica.

E esse � o lugar onde preciso estar.

Era muito dif�cil trabalhar na m�dia musical

sem ter que lidar, trabalhar,

sair ou negociar

com Sean "Puffy" Combs. Era imposs�vel.

A primeira vez que conversei para valer com ele

foi em um ensaio fotogr�fico para a capa da Vibe.

Isso foi por volta de setembro de 1997.

Era para a edi��o dupla de dezembro

e janeiro da Revista Vibe.

Todo mundo estava nesse ensaio. Muita gente da Vibe,

muita gente do universo Bad Boy.

A ideia era p�r asas de anjo no Combs.

Depois do ensaio,

Combs queria ver as capas antes de serem publicadas.

Era nossa pol�tica n�o mostrar as capas para ningu�m

antes de serem publicadas.

Ele me ligou no meu escrit�rio.

E falei de novo para ele que n�o mostr�vamos as capas

nem divulg�vamos as mat�rias.

E disse para ele que n�o faria uma exce��o.

E ele disse que eu ia aparecer morta em um porta-malas

se n�o mostrasse para ele.

Eu disse para ele se desculpar pelo que tinha dito.

E ele disse que n�o ia fazer coisa nenhuma.

Ent�o eu disse que ia ligar para o meu advogado.

Meu advogado ligou para ele para dizer

que, se ele n�o enviasse um pedido de desculpas por fax,

ele ia registrar uma queixa na pol�cia.

Acho que levou de uma hora e meia a duas horas.

E recebi o pedido de desculpas por fax.

O que s� fiquei sabendo recentemente,

por meio de membros da equipe daquela �poca

foi que, nos dias anteriores,

ele tinha ido aos escrit�rios da Vibe com dois capangas,

procurando por mim.

Para minha seguran�a

e para que as p�ginas da revista permanecessem intactas,

fui levada de um escrit�rio para o outro at� ser seguro.

E esperei do lado de fora, parada na esquina,

com as provas, as p�ginas da revista

que estavam sendo preparadas para serem impressas.

Ent�o, meu editor-chefe desceu, pegou as p�ginas de mim

e me p�s em um t�xi para o Brooklyn.

Mas a quest�o � que, sentada aqui, agora,

n�o tenho nenhuma lembran�a de nada disso ter acontecido.

Quando minha chefe de pesquisa me contou essa hist�ria,

eu parei

e, s�rio,

falei para ela que n�o me lembrava disso.

Ela disse: "Claro. Voc� bloqueou, estava apavorada."

Porque n�o me lembro nem agora.

� dif�cil olhar para tr�s.

Continuei trabalhando com ele, continuei sendo cordial com ele

para ser convidada para as festas e tudo.

�s vezes, � muito dif�cil n�o me sentir conivente.

Eu queria que as coisas tivessem sido diferentes.

Ele � um anjo? Um dem�nio?

� uma pergunta que tenho desde que o pusemos na capa,

com as asas. Eu n�o sabia, mas talvez saiba agora.

E me odeio por isso.

Como rep�rter, me identifiquei com a hist�ria da Danyel.

O que � incomum foi o quanto Diddy foi longe.

Ele estava determinado a intimid�-la.

E isso aconteceu relativamente cedo na carreira dele.

Ent�o, com certeza, Diddy

foi ficando cada vez mais descarado.

Agora sabemos que havia dem�nios por tr�s da cortina.

Mas ningu�m escapa dos seus dem�nios t�o facilmente.

Quando penso no Puffy, penso em Nova York.

E na realiza��o de um sonho, do nada para o estrelato,

uma hist�ria da pobreza para a riqueza.

Diddy nasceu no Harlem. Filho de Janice e Melvin.

A m�e do Puff, Janice Combs, era demais.

Ela sabia dan�ar, se vestir, era muito esperta,

se virava muito bem, era ambiciosa.

Penso nela como a rainha dessa energia.

Infelizmente, Melvin, o pai dele, faleceu.

Sean n�o tinha lembran�as do Melvin. Talvez uma ou duas.

Melvin morreu quando ele era crian�a.

Diddy sempre falou da perda da figura paterna na vida dele

e que tinha esse desejo de saber quem era Melvin.

Quando Combs fala sobre o pai, d� para ouvir na voz dele

e ver no rosto dele que ele lamenta muito essa perda,

de n�o ter tido o pai na vida dele.

Sempre quis ouvir o som da voz dele.

Desde o in�cio, sempre tive trag�dia ao meu redor.

Janice ficou vi�va e teve que se virar sozinha.

Janice disse: "Vamos nos mudar para Mount Vernon."

� uma �rea suburbana para onde os negros com algum dinheiro,

de classe m�dia, conseguiam se mudar.

Conheci Sean quando eu tinha 6 anos.

E ele morava a 13 passos de mim, a dist�ncia de uma escada.

Eu n�o tinha irm�os. Ent�o, foi isso que nos tornamos.

Minha primeira impress�o foi que ele era um garoto diferente.

Era um menino vestido como adulto,

com roupas feitas sob medida. E eu n�o sabia

que crian�as t�o pequenas podiam ser t�o descoladas.

Quando ele sa�a, as outras crian�as olhavam para ele.

"O que � isso?

Ele tem tudo o que n�o temos."

Ningu�m gosta disso.

E ele virou alvo de bullying.

Ele tinha o jeito de algu�m que voc� podia passar por cima.

E era o que os outros tentavam fazer, simples assim.

Desde cedo, ele aprendeu que n�o podia ser visto como fraco

e que o �nico jeito de responder � fraqueza,

ou a essa ideia de que ele estava sendo visto como fraco,

era responder com for�a.

Minha m�e estava me criando para o mundo real.

Ela sempre me ensinou que se algu�m me batesse,

era para revidar com mais for�a, para nunca mais me baterem.

Para acabar com eles.

A m�e dele dizia: "Escute, n�o volte me dizendo que apanhou.

N�o volte dizendo que algu�m tirou algo de voc�.

N�o quero ouvir nada disso. V� pegar de volta.

N�o vai entrar na minha casa at� acertar as contas."

Ele teve que fazer uma escolha, teve que se virar.

"Vou faturar mais do que voc�, vou fazer mais,

vou ser mais bem-sucedido para eu ser o mandachuva."

Ele foi preparado para ter sucesso.

Ele foi minha inspira��o na adolesc�ncia.

Eu via esse cara que veio do Harlem

e p�s o hip hop no mapa mundial.

E a�, se tornou um magnata dos neg�cios.

Por isso, antes que todas essas coisas viessem � tona,

eu n�o tinha nada de negativo para dizer sobre Diddy.

Essa vers�o do Sean Combs que vemos hoje

� um distanciamento completo dessa imagem

que ele mesmo cultivou e construiu.

Comecei a cobrir Sean "Puffy" Combs

logo depois que Cassie o processou em 2023.

A maior pergunta para mim era: "Isso aconteceu antes?"

ETERNO BAD BOY: O HIST�RICO DE VIOL�NCIA DE SEAN COMBS

E quando come�amos a investigar e a falar com mais pessoas,

descobrimos um hist�rico de comportamento abusivo

que remonta aos dias do Diddy na Universidade Howard.

REMONTA � FACULDADE

Parecia ter muito mais coisa nessa hist�ria.

Tomada Um. Marca.

Eu era aluna na Universidade Howard no final dos anos 80

e estou aqui hoje para contar o que sei.

Sean "Puffy" Combs era bem conhecido no campus.

Andava na traseira de carros, jogando panfletos para festas.

Sempre que tinha uma festa da hora,

todo mundo via e ouvia falar de Sean "Puffy" Combs.

Estou muito nervosa

em contar o que o vi fazer

com outro ser humano.

Ele � poderoso.

E assustador.

Sinceramente, esse evento ainda � muito v�vido para mim.

A noite come�ou comigo no meu quarto no dormit�rio.

Ouvimos algu�m gritando e berrando.

Ent�o, abrimos a janela s� um pouquinho

para termos uma ideia do que estava acontecendo.

Dava para ver que era Sean "Puffy" Combs.

Era um colega nosso. E ele gritava:

"Venha aqui para baixo! Des�a agora mesmo!"

Ele tinha tirado o cinto

e estava chicoteando a parede,

bravo, furioso.

Os dois tinham algum tipo de rela��o rom�ntica.

E quando ela desceu a escada, t�mida e assustada,

sem saber o que fazer, ele come�ou a bater nela,

chicoteando com aquele cinto. E ela estava parada, apanhando.

E a� nos envolvemos, porque ele estava abusando dela.

E gritamos: "Deixe-a! Pare de bater nela!

Deixe-a em paz!" E ele gritou para n�s: "N�o se metam!

N�o � com voc�s!" Mas n�s continuamos gritando:

"Solte-a! Deixe-a em paz!

Ele a empurrou para a entrada do dormit�rio.

N�o sab�amos o que estava acontecendo naquele lugar.

N�o dava para ver.

O que ele fez levou alguns minutos,

antes de parar o que estava fazendo.

Ent�o, ele saiu sozinho.

E ela saiu um pouco depois.

Nossa consci�ncia de 18 anos pesou.

Talvez pud�ssemos ter impedido.

Pod�amos ter chamado a pol�cia, chamado a coordenadora,

envolvido outra pessoa.

A recep��o ficava l� embaixo. Eles n�o fizeram nada.

Ningu�m foi socorr�-la. Dev�amos ter socorrido.

� muito importante contar a hist�ria dessa garota

porque ele nunca foi responsabilizado.

Em vez de manchar a reputa��o dele,

o tempo dele na Howard se tornou fundamental na mitologia dele.

A Howard n�o mudou s� a minha vida,

entrou na minha alma, no meu cora��o.

Entrou no meu ser, no meu esp�rito!

Quando ele recebeu um doutorado honor�rio,

imagine s�, fiquei revoltada com isso.

Como homenagear algu�m assim?

E mesmo que eu tenha completado s� 2 anos aqui na Howard,

foram os dois melhores anos da minha vida.

Foi em Howard que Combs viu, em primeira m�o,

quanta influ�ncia ele tinha com as pessoas.

Apesar do que as pessoas viram no campus,

ele ainda conseguiu ter sucesso.

Quer voc� goste ou n�o, o rap veio para ficar.

O final dos anos 80, quando o hip hop estava crescendo,

foi exatamente o momento em que Sean "Puffy" Combs

estava descobrindo quem ele ia ser.

Eu trabalhava com artistas na empresa Uptown Records.

Ouvi dizer que tinha um rapaz

que estava ajudando alguns artistas a se definirem.

Chamava-se Sean "Puffy" Combs.

A Uptown Records foi uma das primeiras gravadoras negras.

E Andre Harrell estava no comando.

Entendo por que Puffy queria trabalhar com eles.

Estavam em alta naquela �poca.

E Puffy abandonou os estudos para seguir o sonho dele.

Quando ele fez um est�gio na Uptown,

claramente tinha in�meras ideias.

Por isso, ele foi para a divis�o de Artistas e Repert�rio.

Mary J. Blige estava na Uptown e n�o estava pegando.

Eles n�o sabiam o que fazer com ela.

E l� veio Puff. E montou todas essas pe�as ao redor dela,

tamb�m moldando a imagem dela.

Ele deu batidas de hip hop para Mary J. Blige cantar por cima.

E "Real Love" foi um sucesso enorme.

E eles a chamaram de "Rainha do Hip Hop Soul".

Mas, por mais que am�ssemos a Mary, ficou claro de imediato

que Puff estava na vanguarda

para faz�-la acontecer sonoramente.

Puff Daddy, Diretor de Repert�rio da Uptown.

- E a�, como vai? - Meu irm�o, diga a eles

quanto foi f�cil ou dif�cil, ou o quanto foi maneiro

ou complicado montar essa "jam".

N�o foi problema. Meus irm�os e irm�s se juntaram...

E come�amos a ver a ascens�o do Puff no mundo do hip-hop.

E ele tamb�m promovia festas.

Sean disse: "Vou armar um jogo de basquete de celebridades,

com todos os famosos jogando.

Vou convencer Heavy D. A ser meu parceiro nessa

e vamos jogar na City College."

Meu irm�o estudava na City College.

E vim aqui para contar minha hist�ria hoje

porque esse incidente foi varrido para debaixo do tapete.

Venho tentando dar sentido a um evento tr�gico h� anos.

E a�? Aqui � a 98.7, Kiss FM!

Tem um grande jogo de basquete amanh�.

- Vai estar l�, garota? - Vou!

- Muita gente vai. - Vai estar lotado!

Tinha muita gente indo

para jogar o jogo de basquete das celebridades.

Jodeci, Boyz II Men,

Brand Nubian, LL Cool J.

Todo mundo que eu conhecia em todos os bairros

estava falando sobre a City College naquela noite.

Eu tinha 17 anos.

Meu irm�o, o Dirk, queria muito ir.

Eu me lembro que Dirk me mostrou o ingresso.

Dirk era algu�m para se admirar.

S� alguns do nosso bairro foram para a faculdade.

Combs estava namorando Misa Hylton na �poca.

Minha irm� Sonya e Misa eram muito amigas.

Eu era o irm�o mais velho.

Com a pouca diferen�a de idade, t�nhamos um v�nculo muito forte.

Ela ia ser enfermeira pedi�trica.

Na �poca, eu tinha duas filhas pequenas.

E ela ajudava na cria��o das sobrinhas.

Era apaixonada por elas.

No dia do evento, ela disse que n�o iria.

Mas Misa procurou Sonya

e disse que Puffy tinha um ingresso para ela.

E ela decidiu ir.

O dia do evento chegou e eu fazia parte da equipe do Sean.

Sean sabia promover eventos.

E a prepara��o para o City College foi t�o fenomenal

que era como se Deus viesse � cidade.

O gin�sio encheu em um piscar de olhos.

Vamos come�ar este jogo!

Podem liberar a porta da frente para mim, por favor?

Porque parece que voc�s n�o ouvem a voz da raz�o.

Eles ainda vendiam ingressos na porta.

Mas tinha uma multid�o l� fora, de gente com ingresso.

Ainda estamos esperando.

Os seguran�as ou algu�m disse: "Acabou. Ningu�m mais entra."

E foi quando a porta do gin�sio foi fechada.

O pessoal viu que as portas estavam fechando.

Muitos tinham o ingresso na m�o. E decidiram empurrar.

Dane-se a porta!

E isso causou um empurra-empurra na escada

sem nenhuma maneira de entrar no gin�sio,

com as quatro portas fechadas.

A multid�o enlouqueceu.

- A porta est� quebrada. - Quebraram as portas.

A porta est� quebrada. Qualquer um pode entrar.

E um monte de gente correu escada abaixo

e tentou passar por aquelas portas.

N�o sei por qual porta Misa passou,

mas n�o estava com Sonya.

Meu irm�o e os amigos dele j� estavam na escada.

Sendo empurrados.

Sonya estava atr�s de uma das garotas que estava com elas.

O rosto dela estava nas costas dela.

Imagine estar esmagado como sardinhas.

E se est� apertado assim, n�o tem para onde ir.

Meu Deus!

Eles tiveram que for�ar para abrir uma porta,

esmagar algu�m para abrir a porta.

Ent�o, come�aram a puxar as pessoas

para dentro do gin�sio, uma por uma,

por uma porta aberta.

D� para todo mundo se acalmar? E n�o entrar em p�nico?

Tinha um monte de gente caindo no ch�o, lutando para respirar.

H� 4 pessoas inconscientes. N�o sinto o pulso delas.

N�o consigo faz�-las respirarem. Estou fazendo ressuscita��o.

H� 3 pessoas em choque e 2 pessoas com fraturas.

Precisamos de 5 ambul�ncias.

H� 7 pessoas aqui que n�o est�o respirando.

H� uma emerg�ncia aqui.

E a pol�cia est� l� fora, sem fazer nada!

N�o entrem em p�nico! V�o com calma, por favor.

Nas imagens, d� para ver Sean Combs de camisa aberta,

andando para todo lado, estressado.

Eu olhei, ele estava l�, fazendo massagem card�aca

e soprando na boca das pessoas.

Sonya era uma das pessoas

que ele estava tentando ressuscitar.

O c�rebro do Dirk n�o estava recebendo oxig�nio suficiente.

Quando tentaram ressuscit�-lo, o peito dele foi para baixo.

E afundou totalmente.

Tirem-nos daqui! Tirem outras pessoas de l�!

O que ela tem?

Meu Deus!

E ent�o, a minha m�e ligou.

Foi quando eu soube que ele estava morto.

Ela disse: "Ele se foi, Jason."

Voc�s podem, por favor, ir embora de forma pac�fica

para que ningu�m mais se machuque? Acabou.

Minha m�e, meu pai e eu fomos ao City College

para identificar o corpo de Sonya.

Tiraram fotos dela.

Algu�m tentou passar por cima da multid�o.

E claramente na foto d� para ver a marca da bota

na cabe�a de Sonya.

Acho que Puffy tem muita responsabilidade

pelo que houve naquele dia

porque as portas ficaram fechadas.

Poderiam ter sido abertas.

Dwight Heavy D. Myers e Sean "Puff" Daddy Combs

culparam a todos, menos a si mesmos.

Tudo o que for preciso fazer deve ser feito

para garantir que isso nunca mais aconte�a.

Sei que ele e Heavy D. N�o pretendiam

que aquele dia terminasse daquele jeito.

Puffy claramente queria fazer o maior e o melhor evento.

E ele o promoveu muito bem.

Mas n�o fez o suficiente

para proteger todas as pessoas que foram ver.

Houve um processo por todas as coisas

que aconteceram no City College.

Foi um caso enorme. O lit�gio durou anos.

Quando minha m�e me ligou e me disse

que os advogados estavam discutindo um acordo,

era do tipo: "Pegue essa grana e cale a boca."

Na verdade, nada importava para mim

al�m de manter a mem�ria de Sonya viva.

Puff n�o estava me ouvindo. Isso criou muita tens�o entre n�s.

Eu disse: "Sonya era sua amiga?" Ele n�o quis responder.

"Ela comprou o ingresso de voc�, cara!"

Essas brigas come�aram a me deixar fisicamente doente.

Claramente, ele n�o tinha interesse em me ajudar

a manter viva a mem�ria de Sonya. Nem dos outros oito.

O incidente do City College foi um ponto de virada para Puffy

na forma como as pessoas se sentiam sobre ele.

Ele perguntou uma vez: "Quando isso ficar� para tr�s?"

E eu disse: "Quanto mais coisas boas voc� fizer,

mais isso vai ficar para baixo

na lista de perguntas que s�o feitas a voc�."

Diddy conseguiu deixar isso para tr�s

porque ele era bom em criar estrelas e fazer sucessos.

Ele estava tendo sucesso, prosperando, vencendo.

Com o tempo, ele se tornou "grande demais"

para trabalhar com Andre.

E ent�o, Andre o demitiu.

O equipamento dele foi colocado no corredor e disseram:

"Venha pegar seu equipamento." E pensei:

"Acho que n�o vou mais ouvir falar dele."

Quando me tornei milion�rio aos 19 anos,

aquilo mexeu comigo e fiquei um pouco irracional.

Foi uma grande decep��o para mim porque fui demitido

pela primeira pessoa que acreditou em mim.

E a�, algu�m chegou para mim e disse:

"Puff est� tendo uma reuni�o com Clive Davis

sobre abrir uma gravadora." E foi dito dessa maneira:

"Isso � para l� de rid�culo."

Ele vinha sendo o padrinho branco da m�sica negra

nos �ltimos 50 anos. Ele viu uma oportunidade

de trazer a energia de Sean Combs

e deu a pr�pria gravadora para ele, a Bad Boy.

Foi incrivelmente significativo para um jovem negro

ter a sua pr�pria gravadora.

E Puffy tinha pouco mais de 20 anos. Isso foi incr�vel.

De cara, a Bad Boy era diferente das outras gravadoras.

Ela veio da energia do cara no topo.

Entrei na Bad Boy.

Vi uma frase pintada na parede.

"Dormir � para ot�rios."

Vire-se a�. Eu volto para o est�dio.

� s� me pagar para voltar para o est�dio

e me dizer exatamente o que quer.

Fui a primeira assessora de imprensa dele.

Um dia, Clive Davis me ligou na minha mesa. Ele disse:

"LaJoyce, de hoje em diante, quero que ponha Puffy na m�dia."

Eu tamb�m entendi

que devia proteger o jovem g�nio negro.

Puffy era um vision�rio.

Tudo que ele tocava virava ouro. E platina!

� isso a�. Est� valendo.

Todo santo dia, e digo isso sem exagero,

Puffy me ligava entre 14h15 e 16h.

"O que est� rolando? O que est� rolando com tal artista?

Quem vai aparecer em qual programa de TV? Tive uma ideia."

E cabia a mim fazer tudo, a prop�sito, em 48 horas.

Bad Boy, est� ligado?

FESTA NA PISCINA DE PUFFY COMBS

Temos Biggie, Craig Mack...

O ano da Bad Boy foi 1994.

Craig Mack lan�ou "Flava in Ya Ear".

"Flava in Ya Ear" foi uma coisa que eu inventei.

Eu sampleei uns sons bem doidos. Escute isso.

Eu estava tipo...

E ent�o, no refr�o, eu pus aquela sirene alta.

Era especial. Eu sabia que era especial.

Puff falou que precisava de umas faixas

para o novo artista dele, Craig Mack.

Peguei e dei a fita para ele.

Ele tocou e disse: "Vou lhe dar um cheque por isso agora."

Sabe o que eu disse, n�o �?

"Vendido".

E ent�o, Notorious B.I.G. p�s a Bad Boy no mapa.

O que Biggie fez foi dar ao selo

e dar ao Sean Combs credibilidade nas ruas.

As ideias de Combs com Biggie eram:

"Como podemos fazer uma coisa que seja barulhenta e das ruas,

mas fazer com que todos gostem?

Como podemos fazer isso em uma m�sica?"

E a�, surgiu "Juicy".

Apesar de a rima falar em ficar na esquina vendendo drogas,

a imagem mostrava uma festa na piscina.

A coisa toda ia parecer boa, glamorosa e divertida.

Essas minijustaposi��es no repert�rio do Biggie,

para mim, s�o o que fizeram com que ele desse certo.

Puff certamente pensou: "Vamos elevar a cultura!"

Mas muito disso, pensando bem, era sobre elevar a si mesmo.

Ele estava nos v�deos, nas m�sicas.

Estava nos shows no palco.

Era parte importante da hist�ria.

Ele entendeu que representava a marca.

Ent�o, quando algu�m o via, via a marca Bad Boy.

Mas a Costa Oeste era uma amea�a leg�tima

ao hip hop da Costa Leste.

O pessoal da Costa Oeste vendia muito mais discos.

E nesse momento, come�amos a ver uma batalha geogr�fica.

Puff percebeu que o hip hop era uma guerra.

Lut�vamos pela primeira posi��o e jogando muito sujo.

E muita gente se machucou.

A Bad Boy fazia o maior sucesso.

Era intoc�vel, mas quanto mais dinheiro, mais problemas.

Tudo foi intensificado. A trai��o aumentou,

a desonestidade, a desconfian�a, a deslealdade.

Toda essa merda come�ou a rolar.

Suge Knight comandava a Death Row Records na Costa Oeste.

S�o duas vers�es muito diferentes de magnatas.

Suge Knight era uma figura assustadora para valer.

Suge Knight volta para a cadeia.

Knight estava em liberdade condicional por les�o corporal.

E agress�o.

E Sean Combs parecia um pouco mais fofinho

para as pessoas, certo?

A disputa entre a Costa Leste e a Costa Oeste

assumiu propor��es �picas.

E os dois astros de destaque naquele momento,

que representavam essas duas vertentes muito diferentes,

eram Notorious B.I.G. e Tupac Shakur.

Tupac era uma megaestrela, um �cone do rap.

O que muita gente n�o percebe � que a Death Row

estava tentando criar a Death Row East.

NOVA YORK, 1996

Eles pensaram que poderiam vir e tomar Nova York. E tentaram!

� perturbador assistir a este v�deo do Tupac,

sabendo o que aconteceria pouco tempo depois.

Estamos chegando na Costa Leste para derrubar o governo

que voc�s t�m agora, que � a Bad Boy.

Acreditem na Death Row East. Acreditem nisso, na real.

Aquela foi uma atitude ousada.

A rivalidade era t�o ferrenha naquela �poca

que voc� podia se encrencar fazendo gestos da Costa Oeste

na Costa Leste.

Eu poderia ter sido uma v�tima

da rixa entre Costa Leste e a Costa Oeste.

Eu cresci na ind�stria musical como promotor de shows.

E uma noite, eu estava em um lugar chamado PJ's, no Harlem.

E chegou um cara promovendo a Death Row East.

Ele tinha umas camisetas brancas e estava distribuindo de gra�a.

Eu disse: "Legal. Gostei. D�-me uma." E ent�o, eu vesti.

Mais tarde, fomos ao centro da cidade.

Eu estava com Lance Calfay, que era meu seguran�a.

Chegamos na boate. Eu com a camiseta da Death Row East.

Estava lotada.

Uma hora depois, sa� da boate.

Atravessamos a rua at� meu jipe.

Entrei, sentei no banco do motorista.

E Puffy chegou, em um carro esportivo.

Ele estava no banco do passageiro.

Ent�o ele me disse: "E a�, vadia?"

Eu disse: "Puff, n�o quero treta com voc�. Guarde seu drama."

Eu tentei acalmar a situa��o.

E ele disse: "N�o. Voc� � uma vadia!"

Ele ligou a rixa dele com Suge Knight,

a Death Row e a Costa Oeste com aquela camiseta.

Foi tipo: "Como voc� ousa ir para o outro lado?

Como ousa promover a Death Row?"

E seguimos dirigindo.

A�, o carro dele desviou, me deu uma fechada

e me for�ou a subir em uma ilha.

Lance e eu sa�mos do carro.

Ouvi um tiro e Lance gritou: "Arma, arma!"

E n�o sei quem atirou. Voltei para o volante

e ent�o, virou uma persegui��o de carro.

E eu estava lutando pela vida naquele momento.

Eu s� sabia que precisava fugir.

Ent�o, eu estava dirigindo.

Eu estava em uma rua de m�o �nica

e teve uma hora em que subi na cal�ada.

Virou uma persegui��o em alta velocidade por Manhattan!

Agrade�o a Deus por ter escapado daquela situa��o.

O que vemos � essa rea��o exagerada

e tend�ncia � viol�ncia brutal.

Se ele podia perder o controle t�o facilmente

por uma coisa t�o pequena, do que mais ele seria capaz?

Voc� me perguntou antes por que estou aqui.

Bem, eu quase n�o estaria aqui, ponto final.

Todo o meu futuro seria apagado.

Cara, voc� � uma amea�a � sociedade!

A minha hist�ria � s� uma pe�a do quebra-cabe�a maior,

do caos dele.

Sean Combs tem sido o personagem mais associado � morte,

� trag�dia e � destrui��o do que qualquer d�spota.

Ele prosperava com medo e intimida��o. Era abusivo.

Combs tem o que quer. E na hora que quer.

Ele dizia: "Vire-se a�. Deixe-me ver essa bunda."

De repente, eu o vi soc�-la do nada.

E Deus me disse: "Fique quieta. Voc� vai ser agredida."

Eu acredito que monstros n�o nascem. Eles s�o feitos.

EM RESPOSTA �S PERGUNTAS DO PRODUTOR,

A EQUIPE JUR�DICA DE SEAN COMBS DECLAROU:

"COMBS CONFIA NOS FATOS E NA INTEGRIDADE DO PROCESSO.

NO TRIBUNAL, A VERDADE PREVALECER�:

QUE AS ACUSA��ES CONTRA COMBS S�O PURA FIC��O."

O ID EST� COMPROMETIDO EM EDUCAR OS ESPECTADORES

SOBRE VIOL�NCIA DOM�STICA E DAR SUPORTE AOS QUE PRECISAM.

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