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Original subtitles

O NOIVO IDEAL

MANS�O DOS SHEN

A falecida tia combinou tudo com a senhora.

Um filho de uma fam�lia, uma filha de outra.

Prometeram ser sogros, unidos para sempre.

Na altura, ela tinha pouco mais de um ano.

Com receio das m�s l�nguas, guardou-se segredo.

H� seis anos, a m�e dela faleceu.

Ela foi com o pai para Hangzhou. Tr�s anos depois, o pai tamb�m morreu.

O luto atrasou tudo.

A dist�ncia dificultou a comunica��o.

Al�m disso, a sua fam�lia � nobre e leal.

A madrasta dela era m� e insens�vel.

Por isso, n�o mandaram ningu�m at� agora.

Esta carta foi escrita por ela, sem d�vida.

Este pingente, um s�mbolo de sorte,

com orif�cios.

Ela usava-o sempre.

� uma heran�a de jade da fam�lia Shen.

Quando ela foi enterrada, n�o o conseguimos encontrar.

Este pingente da fam�lia

� para a futura esposa do Amo Shen.

Cui,

quem decide � a senhora.

Como se atreve a interferir?

Sim.

� um assunto muito importante, ningu�m me disse nada.

Ela fez mal em esconder-me isto.

Talvez ela achasse que eu era doente, que n�o chegaria a esta idade.

A dist�ncia e o tempo cortaram a liga��o,

e o casamento foi adiado.

Perdoe-me a minha sinceridade.

A senhora parece hesitante. O que se passa?

� natural que esteja. O Amo Shen j� tem esposa.

Obrigada por devolver o pingente. Voltou ao lugar onde pertence.

Minha senhora.

Minha senhora.

Haode, como se atreve a ser deselegante com uma visita?

Est� a passar dos limites.

Av�.

Ela perdeu os pais.

Ela n�o tem ningu�m e veio para c� por desespero.

Quanto muito, talvez a aceitasse como concubina.

� a esposa do Huizhao.

Estou sempre do seu lado, sabe disso.

N�o h� necessidade de tornar as coisas t�o embara�osas.

Perdeu todo o decoro.

Quando o meu cunhado se declarou, a Kangning imp�s s� uma condi��o.

Quem se casar com uma das filhas Li, n�o pode ter concubinas.

Como se atreve a dizer isso?

Se a not�cia se espalha, v�o chamar-lhe ciumenta e impr�pria.

Isso far� com que seja mais dif�cil

a sua irm� casar-se.

Av�.

Eu tive uma educa��o humilde, n�o sou nobre,

mas n�o a renego.

Por muita educa��o eu tenha, n�o posso mudar o meu cora��o.

Que mulher partilharia o seu marido de bom grado?

At� a senhora, av�, n�o lhe incomoda ver tr�s concubinas?

Eu jamais aceitarei uma concubina.

Se ceder, ser� um mau exemplo para os meus cunhados.

Violar-se-�o as regras da fam�lia Li.

Desonrar-me-ia a mim e �s minhas irm�s.

Av�, castigue-me como quiser,

- mas n�o cederei... - Sua...

Minha senhora, n�o � que a av� seja insens�vel.

A jovem foi prometida em crian�a.

Os pais j� morreram.

Se n�o a aceitarmos, a fam�lia Shen ser� vista

como desonrosa.

Cham�-la de concubina

j� � uma ced�ncia.

Ser� que n�o entende?

Basta.

N�o vou falar mais deste assunto.

Qingshi.

Meu senhor.

Agora, ningu�m pode entrar neste escrit�rio sem a minha autoriza��o.

- N�o me ouviu? - Sim.

Minha senhora...

Isto s�o documentos de assuntos oficiais. Os casos criminais ficam � esquerda.

Censos e impostos, � direita. Costumes locais, no meio.

Os erros de ambos os tribunais est�o nesta pilha.

Marcou-os para serem entregues ap�s serem corrigidos.

Certo.

Meu senhor, j� me parece bem.

N�o est� baralhado,

mas o m�dico disse que ainda tem dores de cabe�a e n�useas.

As les�es internas s�o graves. Se insistir,

pode desmaiar ou at� mesmo morrer.

Se eu n�o posso ler os processos, pe�a a outra pessoa que o fa�a.

Se recusar, digo � sua av�.

N�o o vou encobrir.

- Mas... - Qingshi, d� conta do recado?

Sei ler, mas n�o sei analisar casos. E estes assuntos s�o urgentes.

N�o s�o para criados.

H� funcion�rios capazes no yamen.

O juiz Yuan, o escriv�o Wang, o magistrado Liu.

Todos eles s�o capazes e conhecedores.

Ent�o, quem gostaria que o ajudasse?

Os documentos n�o podem ser lidos por pessoas desconhecidas.

N�o diga nada. Saia.

Sim.

N�o tenho mem�rias recentes de n�s os dois.

Fa�a o que fizer, � in�til. N�o vai ficar na fam�lia Shen.

Seu...

Onde est� o caso da disputa imperial de terras?

Disse que precisava de aprova��o imperial e eu pu-lo aqui.

Se est� livre, porque n�o rev� o caso Deng comigo?

J� disse que me lembro.

Recuperou as mem�rias antigas e perdeu as recentes.

Lembra-se dos casos, mas esqueceu-se da sua esposa?

Ele ainda ontem estava febril.

Hoje melhorou e j� voltou a trabalhar.

A av� est� preocupada.

Quase mandou um m�dico examin�-lo no tribunal.

Tive de a convencer a desistir da ideia. S� me deixou levar rem�dios.

Onde est� ele?

Est� a tratar do caso Deng agora.

A mulher foi enterrada viva, foi claramente assassinada por eles.

N�o sabe, mas ela cometeu adult�rio. O amante est� a confessar no tribunal.

O qu�?

Eu trabalhava para os Deng.

A mulher dele mandava criadas para ir buscar �gua e acender fogueiras.

Uma vez, Ah Tao adoeceu e a senhora foi ela mesma buscar �gua.

Tive pena dela e ajudei-a muitas vezes.

Eu acabei por a engravidar. Os sogros dela descobriram por acaso.

Ela conspirou comigo em segredo para fingir a sua morte durante o parto.

Esper�mos que os Deng a enterrassem.

Eu devia ir desenterr�-la � meia-noite.

Depois, ir�amos ter com o tio dela a Jiangning.

Mas eu bebi �lcool nessa noite e cheguei tarde.

Vi pessoas junto a outra sepultura e n�o me atrevi a aproximar-me.

Quase ao amanhecer, abri o caix�o.

Infelizmente, o respiradouro que deix�mos ficara cheio de terra.

Ela j� tinha sufocado.

Amo, n�o contei isto antes para n�o desgra�ar a minha fam�lia.

Agora, n�o h� mais como esconder.

Ela engravidou de outro em segredo. Implorou-me para a ajudar a fugir.

Como estavam duas vidas em jogo,

deixei-a ir.

Para mim, ela estava morta. Era melhor isso do que causar dor.

Mas este idiota b�bedo estragou tudo.

Causou esta desgra�a.

Ela morreu por culpa dela.

N�o tem nada a ver com a minha fam�lia.

Eu � que devia fazer queixa.

Eles caluniaram-nos.

Criaram uma filha que nos arruinou.

N�o t�m vergonha!

Vergonha nenhuma.

M�e, porque me escondeu isto?

Mentira!

O senhor atormentava-a todos os dias. Todos os sabem.

Ela nunca se atreveu a gastar o seu dinheiro.

S� usava o dote dela. Ela ia dar � luz no m�s passado.

De repente, come�ou a trat�-la bem.

At� me mandou buscar uma parteira.

A parteira acabara de entrar,

quando ela gritou e morreu.

Devem ter planeado mat�-la!

Mataram-na!

E agora acusam-na de adult�rio?

Meu senhor, eles atacam a minha filha que n�o se pode defender!

Mentira!

Yaoniu, mesmo que a Sra. Deng tenha ajudado,

como enganou toda a gente?

Pedi uma receita a um m�dico

para dizer que ela estava morta h� tr�s dias. Aqui est�.

Diz ter tido um caso com Ji, mas que provas tem?

Roupa interior dela e um poema de amor.

Dobrei-a

e guardei-a.

Rid�culo!

Se teve um caso com ela, porque defende a fam�lia Deng?

N�o receia que eu o acuse?

A infidelidade n�o � punida com morte, como em caso de homic�dio.

Eu n�o tinha rancor a Deng. N�o podia deixar que morresse injustamente.

Isto prova que sou um homem honesto.

Por favor, seja clemente.

Meu senhor, o ad�ltero confessou. Tem de fazer justi�a pelo meu filho!

Nunca.

Meu senhor, Yaoniu confessou no tribunal.

Espalhou-se a not�cia da acusa��o de infidelidade de Ji.

Dizem que Ji incriminou Deng e ele est� a incitar a fam�lia dele.

Eles enchem o tribunal diariamente, exigindo a sua liberta��o.

Apareceu um amante do nada.

Eles conspiraram com parentes para causar caos no tribunal.

Ele disse que tinha uma po��o que simula a morte.

Tragam algu�m para reproduzir a po��o. Ele tem de a tomar.

Se n�o funcionar, mandarei que seja espancado at� � morte.

- Sim. - Meu senhor.

A mesma po��o tem um efeito diferente.

H� quem morra quando a toma e h� quem recupere.

A fragilidade de Ji Rou deixou-a inconsciente.

Pode n�o funcionar nele.

E se ele negar tudo?

O que vai fazer?

Meu senhor, porque � que Yaoniu confessaria que foi ad�ltero?

� �bvio que algu�m lhe pagou para o fazer.

Adult�rio com uma mulher casada d� 20 pancadas.

Deve ter sido subornado para se sujeitar a isso.

Isso � �bvio.

Onde quer chegar?

Adult�rio � um crime menos grave do que homic�dio.

Ele afirma que era criado da fam�lia Deng.

E se o autor do crime foi ele? Que crimes � que ele cometeu?

Mas ele n�o matou ningu�m.

O que acha?

Vamos test�-lo.

Tragam-na.

TRIBUNAL DE KAIFENG

Yaoniu, o senhor mencionou

uma po��o que simula a morte e que Ji tomou.

Sim, meu senhor, � verdade.

Muito bem, ent�o.

M�dico legista.

Meu senhor, eu examinei o corpo

e limpei-o com �lcool.

O corpo apresenta tumefa��o arroxeada.

Tem n�doas negras por se ter debatido no caix�o,

mas n�o h� outras les�es externas.

Tamb�m tenho de verificar a boca e a garganta.

Confirma-se o veneno!

M�dico legista,

Ji n�o morreu asfixiada no caix�o?

Senhor, ela foi envenenada primeiro com ars�nico.

A dose n�o era letal, por isso, ela n�o morreu.

Mas, ap�s acordar no caix�o, ela tentou sair.

E sufocou.

Yaoniu, conspirou para assassinar a sua amante.

Esta agulha prova o seu crime.

Se n�o for punido fisicamente, n�o vai admitir.

Deem-lhe 80 pancadas.

Meu senhor, era um rem�dio para simular a morte, n�o era veneno.

Estou inocente!

Meu senhor!

Meu senhor!

J� que confessou,

vou execut�-lo agora.

Outros tamb�m concordariam com esta decis�o.

Meu senhor, eu n�o envenenei ningu�m.

� verdade!

N�o disse que teve um caso com ela?

N�o tive caso nenhum!

Meu senhor, � a Sra. Deng!

Subornou-me para mentir

e incriminar a nora.

Sil�ncio, seu miser�vel!

Ser torturado n�o � desculpa para mentir. Merece morrer por ter mentido.

A fam�lia Deng tem um nome de peso.

Porque iriam eles arruinar a sua reputa��o?

Deve ter tentado prejudic�-los.

Continuem!

Meu senhor!

O suborno est� escondido no meu quintal, num frasco.

Vejam debaixo da �rvore grande atr�s da minha casa.

Ela prometeu que eu teria um castigo leve, mas incriminou-me!

A fam�lia Deng vai morrer por causa disto!

Como se atreve a amaldi�oar-nos, vil�o?

M�e.

Parem.

Meu senhor, � tudo culpa da fam�lia Deng.

Eu ia assumir a culpa por eles.

Vou mandar investigar o suborno.

Ah Tao, descreva essa noite em pormenor.

Sim.

A senhora entrou em trabalho de parto.

Fui buscar a parteira enquanto o Amo Deng esperava � porta do quarto.

Os criados andavam numa roda viva, a preparar panos e tesouras.

- Ouviu-se um grito no quarto. - Porque demorou tanto?

Que mulher � que n�o grita durante o parto?

N�o distor�am a hist�ria. Era a criada que cuidava da minha nora.

Se ela comeu algo venenoso,

n�o temos culpa.

Se foi a criada que a matou,

porque subornou Yaoniu para assumir a culpa?

Continua a mentir? A verdade est� a ser revelada.

Meu senhor, lembro-me de uma coisa.

Antes do parto, a minha senhora disse que tinha fome.

Eu fiz uma sopa, mas foi entregue pelo Amo Deng.

Meu senhor, eu entreguei a sopa,

mas n�o a envenenei.

A Ji estava quase a dar � luz e a criada estava perto dela.

Onde compraria ela veneno?

Se ela a matou, porqu� denunci�-lo publicamente?

A morte de Ji est� ligada � fam�lia Deng.

Se o senhor, o filho, a envenenou, a sua m�e encobriu tudo.

Isso faz sentido.

Guardas!

Os Deng subornaram pessoas para dar falso testemunho.

Deve haver uma raz�o.

Levem Deng Jingfu. Castiguem-no j�!

Meu senhor.

- N�o a envenenei! - � uma injusti�a!

- N�o fomos n�s! - Ele est� a ser injusti�ado!

Estou inocente!

Meu senhor.

Eu n�o a envenenei!

Meu senhor.

Meu senhor, eu n�o a matei!

- N�o lhe batam! - Meu senhor!

- Meu senhor! - N�o lhe batam!

O meu filho vai fazer o exame! E se o aleijarem?

A culpada sou eu! Eu envenenei-a!

A culpa � toda minha.

Como matou a sua nora? Fale agora.

Meu senhor!

N�o fa�o ideia de onde veio o ars�nico.

Eu mandei toda a gente sair.

Durante o trabalho de parto, usei uma agulha de 7,5 cm

e piquei-a na coroa.

Quem sabia que ela n�o estava morta? Como � que ela sobreviveu no caix�o?

Devolva-me a minha filha!

Senhora, ela estava gr�vida.

Como p�de fazer isso?

Filho.

Fiz tudo por ti.

Casaste com algu�m inferior a ti. Como te vais refazer disso?

Se ela n�o morresse, como te poderia ajudar

a casar com algu�m nobre?

Foi tudo para teu bem!

O ars�nico? Juro que n�o sabia nada sobre isso.

Juro.

O ars�nico estava no pano que ele usou para limpar a agulha.

Se eu n�o o dissesse,

como � que Yaoniu confessaria?

Como poderia eu provar que o subornou para assumir a culpa?

Por favor, meu senhor!

Ela � minha m�e!

Estava baralhada, agiu impulsivamente.

N�o pode ser clemente?

Seja misericordioso, meu senhor.

Por favor, meu senhor!

Sil�ncio!

O senhor, ao n�o orientar a sua m�e, ao n�o proteger a sua esposa,

levou a este crime hediondo.

Falhou como filho, marido e pai. Receber� 80 pancadas.

A Sra. Deng matou a nora porque queria ser rica.

At� matou o pr�prio neto, um crime desumano.

Perderam-se duas vidas por culpa dela e depois tentou incriminar outros.

O crime � demasiado grande para clem�ncia ou exce��es.

Vou pedir a Sua Majestade que a senhora seja executada.

Servir� de aviso para outros.

Meu senhor!

M�e!

M�e!

Minha senhora, n�o desanime. N�o pode continuar assim.

Aquela Li Haode � uma mera vendedora de ch�.

� astuta e calculista.

Ela foi ao tribunal

levar ch� e rem�dios, lisonjear e conspirar.

Ela tomou o seu lugar como esposa e negou-lhe um lar.

Tem de fazer algo.

A fam�lia Shen faltou � promessa

e tirou-me o pingente.

Estou sozinha, desamparada,

sem fam�lia para me apoiar.

O que posso eu fazer?

N�o desespere.

Domina todas as artes desde a inf�ncia.

O seu pai estimou-a, tratou-a como um tesouro.

Como p�de ter uma madrasta t�o cruel que a vendeu por um dote de noiva?

Viemos de longe e suport�mos muito.

Finalmente cheg�mos � casa dos Shen. N�o podemos desistir.

Cui, diga-me. O que devo eu fazer?

N�o.

N�o posso fazer coisas t�o vergonhosas.

Recuso-me.

N�o posso.

Minha senhora, n�o � altura para mod�stias.

Quer voltar e sofrer novamente?

N�o quero.

N�o quero.

Meu senhor, Cui, a criada de Fang, est� aqui.

Diz que precisa de falar consigo com urg�ncia. Por favor, receba-a.

Ela j� chegou?

A senhora ainda n�o trouxe o rem�dio.

Se ela vier, traga o rem�dio, mas n�o a deixe entrar.

Sim.

O meu senhor est� ocupado e n�o pode vir agora.

Por favor, pe�a desculpa em nome dele. Ele n�o vir�.

N�o fa�a isso. Ela est� � espera dele.

Por favor, informe-o novamente.

Diga que � para falar dos pertences do tio dele.

A senhora quer entreg�-los.

- Trate disso. - N�o me atreveria.

N�o posso. Por favor, n�o fa�a isso.

Bem, vou tentar outra vez.

Obrigada.

Haode, ouve-me.

Apesar de ela estar numa situa��o m�, � de uma fam�lia nobre.

Como se pode rebaixar tanto?

N�o acredito nisso.

Mandaste-me averiguar e eu estou s� a comunicar-te.

Em breve, saber�s a verdade.

Yan'er, Xi'er.

- V� � despensa. - De que precisa?

V� l�.

Traga Qingshi at� aqui

e diga que a av� quer falar da refei��o de hoje.

S� isso.

Com certeza.

A av� quer falar com o meu senhor. Ele passar� aqui daqui a pouco.

O objeto que quer entregar?

Ela disse

que o seu falecido pai lho confiou.

Deve entreg�-lo em pessoa para cumprir o seu dever.

Claro.

O senhor disse

que vir� em breve.

Sim.

Ent�o, eu vou inform�-la.

N�o seja t�mida.

Se ele entrar aqui, j� ganhou.

Chore discretamente e conte a sua hist�ria.

Ele n�o a ignorar�.

Onde est� a Rui'er? Ainda n�o trouxe a �gua quente.

Onde estava? Eu...

Traz pouca roupa, est� frio l� fora.

Cobre-a.

Assim est� melhor.

Escolheste uma seda linda.

Meu senhor, a Sra. Fang insiste que v� ter com ela.

A sua esposa foi l� no seu lugar.

Que disparate.

Est� aqui. Ent�o, quem est� l� dentro?

Senhor, a prima chegou de repente. Receei que lhe faltassem coisas.

Por isso, escolhi sedas finas e joias para ela.

Mandei-as durante a noite.

Tamb�m est� preocupado com ela? � por isso que est� aqui?

Entregou tudo?

- Sim. - Ent�o, v�-se embora.

Cui, como ama da minha prima,

tem de a orientar.

Ela � ing�nua, n�o sabe o que est� em jogo.

O pai dela confiou-lha para que cuidasse dela.

� assim que a aconselha?

Uma filha boa

nunca seguiria tal caminho.

Meu senhor, eu jamais me atreveria.

Primo.

Primo, a Cui pode ser tonta, mas tem boas inten��es.

Por favor, por mim, perdoe-lhe desta vez.

Primo, eu vim de longe em busca de ref�gio.

N�o quero causar problemas.

A minha madrasta levou-me ao limite.

N�o tenho alternativa.

Diga � av� que n�o quero ofender ningu�m. Sei que sou simples e indigna.

Nunca fui ambiciosa.

Se me considera incapaz,

limparei o p�tio para o compensar.

Mas n�o me mande embora.

Primo,

n�o me mande embora.

Imploro-lhe, n�o me ponha fora daqui.

Ent�o,

quer ficar como concubina?

Servi-lo at� ao fim da vida seria a minha sorte,

mas receio ofender a sua esposa.

N�o me atreveria a causar-vos problemas.

Se for esse o caso, arranje-me um lugar num templo para eu viver.

Prefiro rapar a cabe�a e ser monja

do que desgra�ar-me e desonrar o nome da fam�lia.

Quando passou pelo jardim, viu um po�o velho?

O que est� tapado no canto sudeste?

- Eu... - Tenho muitos inimigos.

N�o os posso matar a todos.

A minha irm� Yingying tinha seis anos.

Foi capturada por bandidos para me chantagearem,

mas eu n�o cedi.

Ela morreu nos meus bra�os.

Depois disso,

a minha m�e ficou doente e louca.

Uma noite, um ano depois,

ela desapareceu.

Encontr�mos os sapatos dela junto ao po�o.

Tia...

Ent�o, foi assim que ela morreu.

Antes de a Haode se casar comigo, era s� a filha da dona de uma casa de ch�.

Era despreocupada

e tinha uma vida simples.

No dia anterior � sua chegada, ela quase morreu.

Um grupo de bandidos quase a matou. Ficou aterrorizada, mas aguentou.

Ela salvou a av�.

Quando se juntar aos Shen, ter� de lidar com incertezas como a morte.

Ser� que tamb�m vai acabar no po�o?

A minha esposa pode morrer a qualquer momento.

N�o h� espa�o para uma concubina.

Ningu�m se importa com ela.

Primo, est� a brincar, certo?

O qu�?

Quer experimentar?

Muito bem.

Vou dar-lhe metade do dote que a minha m�e trouxe dos Fang.

Com ele, arranjar� um bom marido.

N�o d� ouvidos �quela criada tola.

Ela vai estragar-lhe a vida. Lembre-se disso.

As senhoras s�o visitas. N�o devem incomodar a anfitri�.

Quem n�o for respeitador, ser� castigado.

N�o me culpe por n�o ser misericordioso.

Amanh� mando-a para casa.

Cui, est� velha e baralhada e este foi o seu primeiro abuso.

Vou dar-lhe dez chibatadas em nome do pai dela.

N�o voltarei a errar.

Isto n�o se repetir�.

CAMINHO CONSTANTE E PONDERADO

Minha senhora.

MANS�O DOS SHEN

O que se passa?

O senhor diz que est� ocupado e que vai passar um tempo fora.

N�o � preciso.

Diga-lhe que esta � a mans�o dos Shen. Se algu�m deve sair, sou eu.

Diga-lhe que n�o se preocupe. N�o o voltarei a incomodar.

Quero o div�rcio!

Senhor, vamos mudar-nos na mesma?

Ponham isso no s�tio.

Est�o � espera de qu�? Ponham no s�tio.

REGISTO DE CASAMENTOS

Sua Majestade enviou o Sr. Du para fazer forma��o aqui.

Ir� servir-me cerca de um ano antes de ser promovido,

mas tem de se focar no caso.

Se houver algum erro, n�o serei clemente.

Meu senhor,

h� alguma coisa errada com os processos?

Ainda n�o.

Ent�o, est� bem.

Embora tenhamos categorias diferentes, conhecemo-nos e somos parentes.

Como estamos sozinhos...

... devemos falar como parentes.

Porqu� essa frieza?

N�o admira que n�o tenha um amigo h� anos.

Mas inimigos n�o lhe faltam.

Porque est� com rodeios? Seja direto.

A Haode diz que se quer divorciar.

Esta � a lista do dote que ela trouxe. Por favor, devolva tudo o que a� est�.

Entendido.

- O que disse? - Disse que entendi.

O qu�?

A fam�lia Li n�o � nobre, mas comigo como cunhado delas,

a Haode n�o ter� dificuldade em arranjar um bom marido.

Mas ela s� o queria a si. N�o entendo.

� mais velho, frio e teimoso.

Ap�s o vosso casamento, ela teve muitos problemas.

Quase perdeu a vida.

Porque olha para mim? Ainda n�o est� divorciado.

Sou seu cunhado. Qual � o problema de dizer isto?

A culpa � minha por ser casamenteiro.

A minha esposa p�s-me na rua. Tenho as minhas coisas � porta.

Qual � o problema de eu falar? O que se passa?

A riqueza � f�cil, mas o amor verdadeiro � raro.

Onde vai encontrar outra como ela? Arriscou a vida dela por si.

V� para casa e pe�a desculpa j�. Vamos fingir que isto nunca aconteceu.

LISTA DE DOTE

Vou mandar preparar o dote.

Devolverei documentos de propriedades, terras, arrendat�rios e lojas.

Que crime cometeu ela para merecer isto?

O senhor devia saber!

Arriscou a sua vida quando acusou o seu pai.

E o que fez?

Cortou rela��es com a Shouhua.

Porqu�?

Espero que ela viva em seguran�a.

Ela arriscou a vida dela por mim. Devo-lhe isso.

Se eu n�o acabar com isto, � porque n�o a amo.

- Mas falou com ela acerca disto? - Se ela concordar, eu n�o posso aceitar!

Sabe como a minha m�e olhou para mim antes de morrer?

Culpou-me por ser frio

e culpou-se a ela mesma por falhar � Yingying.

N�o suportou continuar viva.

N�o quero ver essa mesma dor

na cara da Haode.

N�o aguento.

Nem por um momento!

Haode, est�s determinada a divorciar-te?

Ele � frio, antip�tico e n�o se preocupa comigo.

Que se separem.

O teu cunhado disse que conhece dois bons partidos.

S�o ambos solteiros.

Seja como for, eu ganhei esta aposta.

V�, chama-me irm� mais velha.

- Porque me bateste? - �s atrevida.

Estavas errada desde o in�cio em p�-lo num pedestal.

Os homens querem ternura e n�o submiss�o cega.

Deixaste-o fazer o que queria e subjugaste-te.

E agora ficas s� com algumas terras? N�o te casaste por dinheiro, certo?

Ent�o, n�o te contentes com isto.

Ent�o, o que queres?

O Sr. Shen tamb�m gosta dela. O incidente do templo, lembras-te?

Haode, o que achas?

Um casamento n�o s�o apenas alguns dias.

Um bom casal tem de se entender.

Ele diz que o faz por mim, mas � sempre ele que decide.

Trata-me como uma crian�a,

sempre � disposi��o dele.

- Mas eu... - N�o o esqueces?

Ela ainda � jovem.

Mesmo que ela volte,

vai bajular a fam�lia Shen, na esperan�a de manter a paz.

Quando as coisas estiverem bem, ele mudar� de novo.

Ser submissa n�o � uma solu��o a longo prazo.

Ent�o, t�m um plano?

Temos uma ideia, mas talvez te fa�a ter pena dele.

Ele n�o vai aguentar.

Kangning, diz-me.

Primeiro, vais ser meiguinha e depois vais control�-lo com castigos.

Tens de o castigar severamente para que ele se lembre das li��es.

Sedas e cetim finos,

tragam para aqui.

Para onde levam isso?

Pouse isso.

Jovem amo, estes s�o os presentes de noivado enviados � fam�lia Li.

Este ba� cont�m sedas finas.

Aquele, flores sazonais.

As joias est�o nessa caixa.

L� fora, h� vinho e ch� prensado.

A fam�lia Li devolveu tudo.

A av� recusou-se a guardar isto.

Ela insistiu em enviar tudo para aqui

para que trate disso.

Meu senhor, empurre.

V�, depressa.

Veio � minha procura?

N�o me vai deixar?

Ia divorciar-me, mas a minha m�e disse

que os presentes em dinheiro n�o se devolvem.

Mas ela deu-lhe a sua filha querida.

Ela espera que a acarinhe e proteja.

Se a perder outra vez, vai arrepender-se para sempre.

Sabendo do perigo que me rodeia,

� imprudente voltar.

N�o sei o que fazer consigo.

Diz-se que as pessoas iguais se atraem.

� teimoso. E eu tamb�m sou.

Felizmente, � uma combina��o perfeita.

Mas o amor verdadeiro � raro.

Agora, estamos num impasse.

Vamos ver quem cede primeiro.

Li Haode.

Eu sei o que teme. Por isso, fa�o esta promessa.

Vou proteger-me

e viver em seguran�a.

Mas nada � certo na vida.

Como pode garantir que serei feliz se me for embora daqui?

Deu-me terras para voltar a casar,

mas quantos pretendentes s�o sinceros?

E se eu confiar no homem errado?

Estas malas cheias de dinheiro podem ser o meu caix�o.

N�o diga isso.

Nem o senhor me pode dar seguran�a e paz.

Como posso confiar noutros?

N�o a quero obrigar a ser forte

nem que receie ficar vi�va.

Eu entendo.

Ent�o, s� lhe darei metade do amor que sinto por si.

De agora em diante, seremos respeitosos, n�o teremos intimidade.

Vamos manter uma rela��o distante, mas cordial.

Estarei aqui quando chegar a casa.

Assim, se nos divorciarmos novamente, n�o sofrerei tanto.

E se n�o a puder acompanhar no final?

Se morrer antes de mim, n�o farei luto

nem ficarei sozinha para sempre.

N�o ter� de se preocupar comigo no Al�m.

Farei tr�s anos de luto e voltarei a casar-me.

Tr�s anos � muito tempo.

Ent�o, um ano.

Tr�s meses?

Fica combinado.

Ent�o, deixa-me ficar?

N�o se vai arrepender?

O escrit�rio est� uma confus�o. Vou mandar algu�m limp�-lo.

- Mas eu... - Qingshi.

Sim, minha senhora?

Leve estas caixas daqui. N�o incomode o senhor.

� para j�, minha senhora.

Eu ainda n�o comi. Estou de est�mago vazio.

Vou deix�-lo ler.

Boa leitura. Vou deix�-lo sozinho.

Depressa, venham!

Levem isto tudo.

Estas aqui. Depressa.

Legendas: Georgina Torres

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