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Zulu
Por favor, v� buscar o Riccardo. Est� tarde.
Deixe-a berrar e avise o clube. Riccardo conhece a Martina.
Quando foi que voc� parou de me ajudar?
Estou indo trabalhar, o que devo fazer?
Avise o cliente que se atrasar� e v� pegar Riccardo.
Arianna, eu j� estou atrasado.
E n�o seja dram�tica, nada vai acontecer
se Riccardo esperar um pouco. Nos vemos � noite.
Mam�e!
M�e!
� isso a�! Quatro a um, Perini.
N�o me deixe vencer t�o f�cil, antes voc� jogava melhor.
Antes eu trabalhava menos e malhava mais.
Voc� n�o passa de um funcion�rio.
N�o me fa�a rir, a verdade � que virou um bola murcha.
V� se ferrar.
N�o posso deix�-la agora, Martina tem muitos problemas.
J� entendi, mas talvez as coisas continuem assim por anos.
Por favor.
Quer tentar relaxar?
Atenda! Atenda, porra!
Socorro!
Algu�m me ajude!
Minha filha!
Equipe inSanos apresenta:
Tradu��o e Sincronia: JuLima
Revis�o Final: LikaPoetisa
N�O MATAR�S 1� Temporada | Epis�dio 6
Ela est� fora de perigo.
Nunca pensei que pudesse fazer algo assim.
Aquela garota n�o est� bem, n�o � culpa sua.
Ela � sozinha,
n�o tem ningu�m e se sentiu abandonada.
Como a compreendo.
Ela podia me perguntar como se sobrevive,
sou especialista.
- Te imploro, pare com isso. - Est� certo.
Cuide dela que precisa tanto.
Eu vou voltar ao trabalho.
Pronto, Andrea?
Me encontre no Clube de T�nis de San Mauro.
- � uma hist�ria horr�vel. - Estou a caminho.
Abram caminho, por favor.
Ol�, detetive.
Ela se chama Arianna Lancise.
Deixou a filha no carro para buscar o filho mais velho.
E quando voltou, a crian�a estava morta.
Foi o garoto que contou, ela n�o est� falando.
Existe um esposo?
Sim, mas o garoto n�o lembra o n�mero do telefone dele.
- Ela n�o tem celular? - N�o...
Sim! Ela jogou o celular fora.
Eu vi porque estava jogando naquela quadra.
Ela segurava o celular e depois o atirou.
Venha conosco � delegacia.
E tamb�m todos que viram ou ouviram algo.
Mas agora tirem os curiosos daqui.
Detetive.
Eu o encontrei.
Verifique o registro de chamadas.
A �ltima foi h� uma hora. Francesco.
� o esposo.
Achei que j� tivesse come�ado.
Antes quero conversar com o esposo.
Sua esposa foi ao clube buscar o Riccardo,
que horas foi isso?
�s 15h.
Ela j� estava atrasada porque...
Martina se negava a sair.
Ela sempre faz isso.
E por qu�?
Come�ou no jardim de inf�ncia, todo dia ela tinha uma crise.
Se eu tivesse ido, talvez teria sido diferente.
Mas voc� precisava ver um cliente.
Estava com ele quando atendi sua liga��o?
N�o, eu estava...
tinha acabado de sair.
Por isso liguei para Arianna,
porque ela tinha me ligado e eu n�o atendi.
Quer dizer, n�o pude atender.
Ent�o estava na rua ou ainda no pr�dio do cliente?
Eu tinha voltado para o escrit�rio.
Digo, estava voltando para o escrit�rio.
Ent�o estava na rua ou no escrit�rio?
Estava na rua. Em frente ao escrit�rio.
Me desculpe, estou um pouco confuso.
Pode me dizer o nome desse cliente?
Olivero.
Obrigada, Sr. De Leo. Me acompanhe.
- Onde est� meu filho? - Conversando com o psic�logo.
E o cachorro?
Qual cachorro? N�o havia nenhum cachorro.
� um labrador preto,
Arianna sempre o leva quando sai com as crian�as.
N�o sei dele.
Pode esperar no corredor.
Andrea.
De Leo mentiu.
Disse que estava em frente ao escrit�rio
quando ligou para a esposa, mas � mentira.
E estava no estacionamento matando a filha?
N�o sei, mas n�o estava na rua. Estava num lugar fechado.
E para n�s muda alguma coisa?
Enquanto n�o descobrirmos por que mentiu, muda.
Quero a triangula��o e os dados telef�nicos.
Soube que ela chegou tarde para pegar o filho,
estava muito nervosa e n�o cumprimentou ningu�m.
Parece que a filha era muito problem�tica
e quase n�o a deixava viver.
Aposto que j� tem gente falando em impulso homicida.
Precisa admitir que � plaus�vel.
Ainda nem a ouvimos e ela j� � culpada?
� mais um grito do que um choro.
E ela �...
era capaz de continuar at� perder o f�lego.
- E como conseguia acalm�-la? - Eu n�o conseguia.
No come�o eu tentava,
mas depois a deixava berrar at� que parasse sozinha.
- E nunca perdeu a paci�ncia? - Constantemente.
Mas n�o fui eu.
Ent�o se n�o foi voc�, n�o h� o que temer.
E n�o pense no motivo das perguntas, s� as responda.
Descreva o que aconteceu ap�s seu esposo sair de casa.
Martina estava no nosso quarto,
e estava chorando.
E a deixei berrar como sempre, mesmo sendo tarde.
E funcionou?
Sim, depois de uns 15 minutos mais ou menos.
E ficou no quarto com ela?
N�o, ela n�o pode ver ningu�m, sen�o n�o para.
E o que voc� fez nesses 15 minutos?
Nada, fiquei no sof�. N�s sempre fazemos isso.
E por que n�o ligou para o clube e avisou que se atrasaria?
N�o sei, mas o que mudaria? Eu chegaria em algum momento.
Continue.
Seja o mais precisa poss�vel. Pense nos detalhes.
Quando ela parou,
eu entrei no quarto e vi que ela tinha adormecido.
Ent�o a carreguei,
a cobri com minha blusa
e a coloquei no carro.
Quando chegamos no clube, ela ainda estava dormindo,
eu n�o quis acord�-la e fui buscar o Riccardo.
Quando voltei para o carro,
imediatamente fui verificar se ela estava dormindo.
E vi que minha blusa estava cobrindo a cabe�a dela.
Por que pensou que algu�m a matou?
A fechadura do carro n�o foi for�ada.
Voc� a deixou aberta?
Pensei que ela ficaria presa se houvesse um inc�ndio.
Uma coisa t�o est�pida.
Por que n�o levou o c�o desta vez?
Porque depois ia ao cabelereiro e n�o podia lev�-lo.
- Mas ia levar as crian�as. - Sim, n�s sempre fazemos isso.
Riccardo faz a li��o de casa e Martina brinca com os grampos.
- Qual � o nome do sal�o? - Fashion Style.
Mas n�o marquei hor�rio.
Sra. Lancise, Martina estava descal�a,
ia lev�-la ao cabeleireiro sem sapatos?
Os sapatos est�o no carro, n�o coloquei para n�o acord�-la.
- N�o estavam no carro. - Mas eu os coloquei l�.
- Ent�o quem acha que os tirou? - O assassino, n�o?
Pode procurar em casa, eles n�o est�o l�.
S�o cor de rosa, com florezinhas.
Eu n�o matei minha filha.
Precisa acreditar em mim. Eu n�o fiz isso.
O tempo de perman�ncia no clube corresponde.
O cabeleireiro confirmou que ela � cliente.
Algumas vezes apareceu sem marcar hora,
mas geralmente ela marca.
A Per�cia n�o encontrou os sapatos na casa,
mas achamos isto.
N�o significa nada.
Ela n�o teve tempo de se livrar neles.
N�o voltou para casa ap�s a morte da filha.
Talvez sejam sapatos velhos que ela jogou fora
e agora usa para confirmar sua vers�o.
Voc� j� decidiu que ela � culpada.
Ent�o um monstro surgiu, matou e foi embora?
Ainda n�o podemos descartar.
Minha hip�tese � a seguinte: uma m�e exausta,
uma crian�a dif�cil que chora sem parar.
Ela n�o consegue acalm�-la, tem um impulso homicida,
coloca a blusa no rosto da filha e aperta at� que pare de chorar.
Mas como a menina morreu e ela n�o aceita o que fez,
nega as evid�ncias e prepara tudo.
Coloca a menina no carro, deixa o c�o em casa,
chega no clube, vai pegar o filho,
deixa o carro aberto, de prop�sito,
e quando volta, finge que a descobriu j� morta.
- � plaus�vel, n�o? - Pode ser.
Ou pode ter acontecido como ela descreveu.
Basta que voc� descubra r�pido.
Andrea, nos d� cinco minutos, por favor?
Talvez eu tenha decidido que ela � culpada,
- e voc� decidiu pela inoc�ncia. - N�o.
E por que n�o continuou interrogando e a fez desmoronar?
Pois n�o parecia um dos seus interrogat�rios.
Exatamente, meus.
Por isso eu decido como conduzi-los.
Quero ligar para minha esposa.
J� n�o me pediu isso duas horas atr�s?
Exatamente, mas n�o avisei que ficaria aqui tanto tempo.
Voc� � o mais pr�ximo que temos de uma testemunha.
Espero que colabore mais.
Mas j� contei duas vezes tudo o que vi.
O homem que viu,
tem certeza que n�o lembra de onde ele vinha?
N�o � que n�o lembro, eu n�o sei.
S� o vi por um segundo entre os carros.
Est� certo.
Ent�o o descreva.
Homem, usando roupa escura. N�o muito novo, nem muito velho.
- Altura? - Mediana.
N�o era gordo, enfim... Normal.
- Nariz reto ou aquilino? - Mas eu estava distante.
- Ele tinha bigode, barba? - N�o lembro, n�o o vi direito.
Mas talvez tivesse, talvez n�o.
Cabelos?
Veja bem, n�o sei mais como dizer isso...
Espere, talvez...
Acho que ele n�o tinha. Digo, ele tinha cabelo,
mas n�o o vi, pois havia algo na cabe�a.
Um chap�u, bon�, algo assim.
Um chap�u de que tipo?
- Amor, onde voc� se meteu? - Ainda na delegacia, Claudia.
- Quando ser� liberado? - N�o sei.
Queria estar a� com voc�, para te apoiar.
Eu agrade�o.
Por que n�o nos vemos quando terminar?
Te ligo depois.
Vem c�. Venha.
Tranquilo, agora iremos para casa.
- A Per�cia est� na sua casa. - A Per�cia?
Lamento. Eles n�o devem demorar.
Voc�s t�m para onde ir por alguns dias?
Onde est� minha esposa?
Fique com ele um pouco.
Ou�a, sua esposa est� presa temporariamente
numa cl�nica psiqui�trica, considerando o estado de choque.
Sr. De Leo, sua esposa � a principal suspeita.
- � ele. Massimo! - Que diabos est� havendo?
- Eles vieram por voc�. - O que a pol�cia quis saber?
Foi a m�e?
N�o tenho como responder. Sinto muito.
Conte do cara que viu.
Sr. Perini, voc� viu o que aconteceu ou n�o?
Sim, vi um homem...
- Que homem? - O que o viu fazer?
Vi um homem perto do carro, eu nunca o tinha visto antes.
E estou ajudando a pol�cia a identific�-lo.
Certo, mas nos conte mais.
Ele j� disse tudo o que podia.
Por favor, chega! Nos deixe em paz!
Por favor!
Voc� ficou famoso e precisa de guarda-costas.
- E tamb�m de uma roupa nova. - Eu te levo, entre no carro.
Chega!
- Nos d� mais detalhes. - Abaixe o vidro.
Espere, Sr. Perini.
Boa noite.
� tudo culpa minha.
N�o. Nada disso.
Querido...
mesmo se tivesse ido buscar Riccardo,
cedo ou tarde isso aconteceria.
A pol�cia tudo bem,
mas como voc� pode pensar que foi ela?
Arianna estava exausta.
Voc� mesmo me disse h� dois dias.
Eu estava com o advogado,
ele entrou com o pedido de habeas corpus.
E disse que logo ser� concedido, n�o h� raz�o para prend�-la.
Mas ele acha que ser� melhor
mandar Riccardo para outro lugar por um tempo.
� pela reitera��o criminosa, assim n�o haver� d�vidas.
Agora o risco � ela jogar Riccardo da sacada,
pois ele n�o quer fazer a li��o. Voc� est� falando da Arianna.
Sua nora, voc� lembra?
Estou fazendo de tudo para n�o desabar e te ajudar.
Fa�o por voc� e pelo Riccardo.
J� falei com sua irm�, amanh� ela vir� busc�-lo.
Ele estar� melhor com os primos do que com voc�s nesse estado.
Vamos para casa, j� preparei a cama de voc�s.
- Tia! - Ei, pequena!
- Aonde est�o indo? - Para a casa do tio Giulio.
- Esta hora? - Ela vai passar uns dias l�.
Porque ela adora, n�o � mesmo?
Se despe�a da tia.
Tchau.
N�o quero que ela fique aqui com essa inSana.
Ainda n�o sabia? Vai ficar no quarto de h�spedes.
Eu tentei argumentar.
Veja o que consegue fazer.
- A gente se fala, tchau. - Tchau.
Tem frango pronto, se quiser.
- Onde ela est�? - Est� repousando no quarto.
� s� o tempo de se recuperar.
E voc� prefere afastar sua filha para hosped�-la?
N�o. Foi decis�o da Michela, n�o minha.
E essa garota s� precisa de ajuda.
N�o, ela precisa ser o centro das aten��es.
- E conseguiu. - E se fosse isso?
Esse tamb�m � um pedido de socorro.
Quando foi que voc�s viraram t�o ego�stas?
- E voc� n�o diz nada, m�e? - Vou arranjar uma solu��o.
Fa�am como quiserem.
Eu concordo com Michela.
CASO MARTINA DE LEO: "VI UM HOMEM NO ESTACIONAMENTO"
- Que diabos est� havendo? - Vieram por voc�.
- O que a pol�cia quis saber? - Foi a m�e?
Sr. Perini, nos diga quem � esse homem.
Vi um homem perto do carro, eu nunca o tinha visto antes.
E estou ajudando a pol�cia a identific�-lo.
Nos d� uma declara��o.
Voc� conhecia a m�e da garota?
- Al�? - Aqui � a detetive Ferro.
Ol�, pode falar.
Sr. Perini, voc� viu aquele homem ou n�o?
Est� me ouvindo? Entendeu a pergunta?
- Viu ou n�o o homem? - Sim, eu j� disse.
Declarou ao telejornal que nunca o tinha visto,
ent�o o viu bem? Pois n�o � o mesmo que me disse.
Bem, como n�o o conhe�o, n�o lembro bem de certas coisas.
Mas eu o vi.
E se o visse de novo conseguiria reconhec�-lo?
Isso n�o � brincadeira, uma crian�a foi morta.
N�o sei. Posso tentar.
Certo. N�o desapare�a.
- A Per�cia terminou o trabalho. - O que encontraram?
Na cama do casal havia sinal de suor, saliva e l�grima.
Martina ficou chorando naquela cama.
N�o podemos afirmar que foi o local do crime,
- mas nem exclu�-lo. - E no carro?
Havia muitas digitais e nem todas s�o da fam�lia.
Mas na ma�aneta traseira, s� havia digitais da m�e.
O assassino estava usando luvas.
Se existe um assassino, ele poderia estar usando luvas.
Dois dos cabelos achados, ainda n�o foram identificados.
E al�m dos pelos do labrador, havia mais pelos de c�es,
s� que brancos e curtos.
J� pedi para Rinaldi verificar todas as pessoas estranhas
que entraram no carro nos �ltimos meses.
Ainda est� pensando nos sapatinhos?
Eles eram os preferidos dela, j� os amarrei milhares de vezes.
Mas n�o consigo lembrar qual foi a �ltima vez que os vi.
E por que a detetive queria saber isso?
Moretti aceitou fazer a per�cia, ele � o melhor de Turim.
Mas ele n�o sabe que o tribunal j� estabeleceu
que Arianna tem capacidade de discernimento.
N�s apoiaremos a tese que existe um monstro,
como acabamos de dizer aos jornalistas.
Mas se n�o o encontrarem,
o processo terminar� com uma condena��o.
E n�s faremos o poss�vel para limitar os danos
e para que pegue a pena m�nima,
at� apelaremos � per�cia psiqui�trica.
E acho que foram para o lixo h� um bom tempo.
Os sapatinhos.
Outro dia Arianna tentou convencer Martina a jog�-los.
Quando foi isso?
N�o lembro.
Faz um tempo, voc� n�o estava.
Voc� tem certeza?
Eu n�o a vi jogar, mas eles estavam muito velhos.
Eu sei, Claudia, tamb�m estou aqui.
N�o darei entrevistas.
N�o sei mais em quem acreditar.
- Mas e se foi ela? - Francesco?
Me desculpe, preciso desligar.
Eles v�o solt�-la.
Falei com Lamberto Lamberti,
ele quer fazer um programa sobre o caso.
A opini�o p�blica � fundamental em processos midi�ticos.
Viram midi�ticos se formos � TV.
Esse caso se tornar� p�blico de qualquer jeito.
Mas poderemos cont�-lo como quisermos.
Avisei que voc� ir� sozinho, � melhor Arianna n�o ir ainda.
Quero falar com a detetive Ferro.
Quando estacionei, parei entre dois carros.
E foi dif�cil sair pela falta de espa�o,
quando voltei e abri a porta da Martina, havia espa�o.
- O carro n�o estava mais l�. - E da�?
O assassino estava naquele carro.
Preciso ir at� a delegacia.
Voc� est� um pouco agitada, vamos para casa agora.
Preciso falar com a detetive, me d� o telefone.
Aqui est�.
O registro dos autom�veis de Turim e regi�o.
Destacamos os modelos de carros que nos interessa.
Visto que a Lancise falou de um carro grande,
consideramos todos os modelos de caminhonete, SUV,
e sedans da cor cinza, matriculados nos �ltimos anos.
Eu come�aria pelos residentes de San Mauro Torinese,
se � que ela n�o inventou tudo.
Achem esse carro o mais r�pido poss�vel.
Saiu o laudo da per�cia no carro?
Ainda n�o. Mas descobri por que o esposo mentiu para voc�.
H� um tr�fego telef�nico com uma certa Claudia Olivero.
Ela � cliente dele, de fato, a empresa dela �.
Durante a liga��o que voc� atendeu,
o rastreamento o coloca na Via Chivasso, em San Mauro.
Onde coincidentemente existe um pr�dio
e um dos apartamentos est� no nome de Claudia Olivero.
Ele j� esteve l� v�rias vezes, mas n�o � o endere�o da empresa.
Enquanto a filha morria, ele estava com a amante,
n�o com um cliente.
Por isso se foi a esposa, � uma trag�dia dupla.
Mas ao menos ele se sentiria menos culpado.
Poderia ter acontecido em qualquer momento.
Mas se um louco esteve naquele estacionamento,
parte da culpa recairia nele.
Se tivesse ido buscar o filho, Martina ainda estaria viva.
Que situa��o horr�vel!
Talvez ele espere que tenha sido ela.
Eu me pergunto...
n�o � melhor ficar sozinho se quer sair transando por a�?
Ent�o meio mundo deveria estar sozinho.
Eu n�o sou assim.
E aposto que nem voc�.
Viu s�? Dois em dois.
Ao menos aqui, o meio mundo que voc� diz, n�o existe.
Entre.
Precisamos trocar a roupa de cama.
Voc� me ajuda?
N�o, eu n�o vou dormir aqui.
Por que deixou que levassem Riccardo?
Foi ideia do advogado, para que te deixassem sair.
Eu preferia ficar presa,
se acham que sou capaz de matar meu filho.
� melhor que ele fique um pouco longe disso tudo.
- Disso tudo o qu�? - Por favor, Arianna.
S� se fala em voc�, nem posso sair na rua.
Sua filha morreu e seu problema � n�o poder sair?
Me perguntaram sobre os sapatinhos.
- Aquela policial. - E o que voc� disse?
Que n�o lembro.
Quer dizer, n�o lembro a �ltima vez que os vi.
Talvez por n�o cal�ar nela h� um bom tempo.
Voc� n�o faz mais nada h� um bom tempo.
Sou sempre eu que a visto.
Minha m�e disse que voc� queria jog�-los.
Voc� tamb�m pensa que fui eu?
Por que me deixou sair se acha que sou louca?
N�o matei minha filha! Me diga por que pensa isso?
- Acalme-se, Arianna! - N�o me acalmo porra nenhuma!
Diga por que eu faria isso? Por qu�?
Pois n�o era f�cil cuidar dela! E essas coisas acontecem!
Mas se a matou, deve me contar, pois tamb�m � culpa minha!
E eu irei embora assim que puder!
Se voc� a matou, me conte e vou entender.
Saia daqui.
Arianna, voc� est� exausta.
Talvez tenha feito isso e n�o lembra.
Por que voc� j� n�o foi embora?
Por ter pena de mim?
Voc� n�o me serve assim.
V� embora.
Se chama Gualtiero Migliaccio.
� consultor de vinhos e tem 56 anos.
Nada o conecta ao clube,
mas ele admitiu ter estacionado l� aquele dia.
O carro cinza que a Lancise lembra, � dele.
O professor de t�nis disse que j� o viu outras vezes.
E lembra por ser do mesmo modelo que ele queria comprar.
- Quais outras vezes? - Ele n�o lembra os dias,
mas foi logo ap�s o almo�o, que � o hor�rio das aulas.
Bom dia, Sr. Migliaccio.
Sou a detetive Ferro.
Obrigada por ter vindo.
O senhor usa gorros de l�?
Como �?
Costuma usar gorros de l� ou algum tipo de bon�?
N�o, nunca uso bon�s. Por qu�?
O que fazia segunda � tarde em San Mauro Torinese?
Ou�a, n�o sei nada sobre esse caso.
Nunca vi a garota, nem a m�e, mas estou aqui por isso, n�o?
Est� aqui porque seu carro estava ao lado do carro
em que a menina dormia.
E quando voc� foi embora, ela foi achada morta.
Por acaso est�o achando que fui eu?
O que fazia em San Mauro?
Nunca vi a garota e n�o sei que carro estava ao lado do meu.
Ent�o responda a pergunta.
- Tenho clientes na regi�o. - E sempre estaciona l�?
Onde tiver vaga.
Mas seu carro foi visto outras vezes no estacionamento.
- Pode ser, � pr�tico. - Pr�tico para ver os clientes?
- Isso. - E quem s�o esses clientes?
- Alguns restaurantes. - Quais?
- O L'Otre Giallo. - Ent�o se eu ligar para l�,
eles confirmar�o que o viram segunda � tarde?
Sr. Migliaccio, o que fazia em San Mauro?
Eu me apresentei sem problemas.
Acha mesmo que viria se fosse culpado?
Se n�o viesse, estaria admitindo sua culpa.
N�o fui eu!
Ent�o me diga o que fazia em San Mauro.
Estava no quarto da Giovanna. A esposa do zelador do clube.
Est� certo.
Desculpe te envolver, mas n�o tive escolha.
Agora voc� me criou problemas.
Eu sei, por isso estou me desculpando.
Mas agora meu marido ficar� sabendo.
A mulher confirmou.
Eles se conheceram num curso de sommelier
e v�m se encontrando nos dias da fisioterapia do esposo.
Ela implorou para n�o contarmos.
Segunda, ele quase os descobriu, pois voltou mais cedo.
Por isso Migliaccio precisou ir embora.
- Ent�o? - Ent�o n�o � ele.
N�o tem motivo, estava l� por outras raz�es
- e precisou ir embora correndo. - Ent�o foi a m�e.
Ou um terceiro suspeito ainda n�o identificado.
Chame o Perini para fazer o reconhecimento.
Precisamos saber se o homem que ele viu � Migliaccio.
E avise o esposo da Lancise.
Como pode ver, o meio mundo ao qual me referi, vence.
Qual meio mundo?
Nada, � uma estat�stica nossa.
CRIMES E MIST�RIOS
O CASO MARTINA DE LEO, QUINTA-FEIRA, �S 21h
Quanto de a��car?
N�o, eu n�o tomo caf�. � para Lucia.
Ela ainda n�o levantou.
Ent�o levarei at� o quarto.
Est� certo.
Pode levar.
Enquanto estiver aqui.
Porque n�o vai durar muito.
A prop�sito, o corte deve ser na vertical.
Do contr�rio, n�o consegue se matar.
Sim, entendi. Pode me ligar a qualquer hora.
Eu que agrade�o.
- O que houve? - Encontraram o dono do carro
que estava estacionado ao lado do carro da Arianna.
Mas disseram que n�o pode ter sido ele.
E ent�o?
Foi ela?
Ainda tem a testemunha que disse ter visto algu�m.
- Qual testemunha? - O que estava jogando t�nis.
Ele viu um homem no estacionamento.
Se for o mesmo do carro,
ent�o n�o sobra mais ningu�m.
E nesse caso parece
que Arianna ser� incriminada.
Hoje far�o um reconhecimento,
para se certificarem.
Talvez voc� esteja se preocupando � toa.
Espere.
Vamos ver o que acontece.
Ainda n�o provaram que foi ela.
- Oi. - Oi.
- O que faz aqui a esta hora? - Preciso ir at� a delegacia.
Acharam o homem que estacionou ao lado da Lancise.
� mesmo? E quem � ele?
N�o sei.
Mas preciso ir v�-lo.
Querem saber se � o mesmo que eu vi.
E qual � o problema?
Como fa�o para ter certeza se era ele? Eu estava longe.
Talvez consiga reconhec�-lo mesmo assim.
A verdade � que n�o vi quase nada.
Me convidaram para o programa "Crimes E Mist�rios".
Mas o que farei l�?
Fale que era ele.
Massimo...
Acho que voc� viu muito bem.
Mas novamente est� deixando sua inseguran�a vencer.
Pense nos fatos.
H� uma mulher exausta como tantas,
sei que � terr�vel, mas � a verdade.
H� um homem que vai at� seu carro
e provavelmente n�o tem nada a ver com isso.
Do contr�rio, ele teria sido preso.
Quais as chances que naqueles poucos minutos,
no mesmo estacionamento, tenha outro cara que ningu�m viu
que sufocou uma garotinha e foi embora?
Fa�a-me o favor.
Garanto que o reconhecimento � s� uma formalidade.
� algo que a pol�cia deve fazer.
Mas eles sabem que o homem que voc� viu � o dono do carro.
Diga que � ele. Pode ir tranquilo.
Devo ir a Mil�o ver um cliente, ficarei fora por alguns dias.
Tchau, amor.
� ele mesmo.
- Voc� tem certeza? - Tenho.
Voc� falou de um gorro de l�.
- Evidentemente me enganei. - Sr. Perini...
Obrigado. Pode ir, � o suficiente.
Eu que agrade�o.
Fa�a a Lancise confessar, n�o foi o Migliaccio.
N�o havia mais ningu�m, ent�o foi ela.
Valeria...
- Eu sinto muito. - Me poupe dos belos discursos.
S� me interessa que ela v� embora.
- N�o � f�cil. - J� est� sendo bem complicado.
Voc� n�o pode levar para casa uma inSana que s� d� problemas.
Por que voc� a odeia tanto?
� ela que me odeia porque queria que voc� fosse m�e dela.
Visto que j� se livrou da dela.
Se eu fosse voc�, dormiria com os olhos abertos.
Tem at� amanh� para mand�-la embora.
Pode deixar.
- Aonde vai? - Preciso assinar a condicional.
- Al�? - Sra. Lancise, detetive Ferro.
- Pode falar. - Estou indo busc�-la.
- Por qu�? - Precisamos voltar ao clube.
Sente-se no banco do motorista.
O que voc� quer fazer?
Verifique se Martina dorme e v� buscar Riccardo.
N�o. Eu n�o consigo.
Por favor.
- Foi assim que a viu, n�o? - N�o.
Ela n�o est� dormindo.
A blusa j� est� cobrindo a cabe�a dela.
Est� im�vel, pois j� est� morta, certo?
Martina chora na cama, como de costume, mas est� tarde.
Riccardo est� te esperando e ela continua chorando.
Ent�o voc� tapa a boca dela com sua blusa,
com muita for�a, por muito tempo e assim a mata.
Acha mesmo que nunca pensei nisso?
�s vezes ela chorava de um jeito...
E eu sabia que poderia esmag�-la porque ela era t�o magra.
Me senti um monstro, mas n�o a matei.
Eu acredito em voc�.
Ainda n�o sei como ajud�-la, mas acredito.
HOMIC�DIO INFANTIL
CRIAN�AS DESAPARECIDAS
GIADA ROSSI, 5 ANOS, SAN MAURO TORINESE
Poder�amos ir ao restaurante.
Seria assim t�o grave?
Por favor, Claudia, n�o � o momento.
Somos um caso nacional,
basta uma foto nossa e acabaremos na primeira p�gina.
N�o quero esperar at� o fim do processo.
Esperaremos ao menos o in�cio do processo,
at� sabermos se Arianna ir� a julgamento.
Claro que ela ir� a julgamento.
N�o pense mais nela.
Eu estou aqui.
Vai levar um tempo, mas...
conseguiremos refazer nossas vidas.
Prometo cuidar do Riccardo como se fosse meu filho.
E depois...
daremos a ele alguns irm�ozinhos.
Identificamos os cabelos encontrados no carro.
De uma amiga da Lancise e de um colega do filho.
Ningu�m estranho.
O assassino usava um gorro de l�.
N�o existe assassino.
- E o pelo branco de c�o? - Sem resultados.
Mas sabe que h� mil maneiras de ter ido parar l�.
� imposs�vel dizer quem mexeu com um c�o branco.
Ou teve contato com o dono de um c�o branco.
H� tr�s anos, uma garota sumiu em San Mauro Torinese.
Giada Rossi, 5 anos, nunca foi encontrada.
Martina n�o desapareceu.
Ela foi vista pela �ltima vez numa das entradas do parque.
O estacionamento do clube � pr�ximo ao parque.
� um argumento que n�o se sustenta.
- E voc� deve encerrar o caso. - Com o qu�?
A Lancise n�o confessou.
N�o importa, fa�a o relat�rio e o juiz decidir�.
Foi ela.
Por que todos voc�s decidiram isso?
Voc� decidiu que a m�e � inocente,
pois queria que fosse assim.
H� quanto tempo trabalhamos juntos?
J� deixei quest�es pessoais me influenciarem?
Sim, desde que sua m�e voltou.
E � perfeitamente normal.
Mas voc� vai encerrar o caso agora.
Era este o lugar que queria me mostrar?
Sim, � este.
N�o quero que fique sozinha naquele apartamento.
Mas agora estou na sua casa.
T�nhamos combinado que seria s� por alguns dias.
Aqui todas s�o ex-presidi�rias.
Elas sabem pelo que passou e n�o te julgar�o.
E com o tempo voc� far� novas amizades.
- J� perguntei e h� um quarto... - Voc� quer se livrar de mim.
N�o! O que est� dizendo? S� n�o quero que fique sozinha.
N�o, voc� quer se livrar de mim.
- Por que me salvou? - Me escute...
Seria melhor se tivesse me deixado morrer.
Sabe o que farei agora? Contarei a verdade � sua filha.
Assim voc� ficar� feliz.
Pare.
O que voc� vai fazer?
Est� com medo agora?
Pare, acalme-se.
Calma, fique calma.
Seja boazinha.
Estou indo.
- M�e, o que faz aqui? - Por que desligou o telefone?
O que voc� acha?
Poderia ficar na minha casa.
N�o � um bom momento, depois passo na sua casa.
Preste aten��o.
O que voc� fez com o pessoal do programa?
Voc� deixou o advogado fazer papel de trouxa.
- N�o aparecerei na TV. - Sei que � dif�cil,
mas devemos mostrar que somos uma fam�lia unida.
- Mas ela me expulsou de casa. - Eu sei, j� sei.
Querido, quem est� a�?
- Quer ir embora agora? - Sim. Estou indo.
N�o sei quem est� l� dentro e nem quero saber.
Mas este n�o � o momento para fazer besteira.
Lombardi te enviou?
Posso saber por que tem certeza que existe um monstro?
Porque aquela mulher � inocente.
Ao menos me ajude.
Pegue o depoimento da testemunha e dite para mim.
Reconhecimento
de Gualtiero Migliaccio...
Nascido em Cuneo, em 18 de fevereiro de 1959.
Residente em Bra, Via San Rocco, n�18.
Com a ajuda da testemunha...
Massimo Perini.
Nascido em San Mauro Torinese, em 29 de junho de 1974.
E residente em Via Chivasso, n�12.
Ele tamb�m mora em Via Chivasso, n�12?
N�o � o endere�o da Olivero, amante de Leo?
� verdade.
Intime o Perini, agora mesmo.
Sr. Perini, voc� ama sua esposa?
Sim.
Amo muito.
Falou com ela sobre o caso Lancise?
Sobre o reconhecimento que fez ontem?
Sim, eu...
Tenho certeza que ela n�o contou para ningu�m.
Certo.
Mas sua esposa te disse algo?
Como assim?
Algo que possa ter influenciado seu testemunho.
E por que ela faria isso?
Sim, pensando bem...
Creio que fui influenciado no meu julgamento.
N�o acho que o homem que vi no clube � Migliaccio.
Na verdade...
acredito que n�o era ele.
Continuo pensando no chap�u. Naquele gorro de l�.
Obrigada, Sr. Perini. Est� dispensado.
Eu que agrade�o.
O que faremos agora?
Eu n�o sei.
Mas precisamos voltar ao in�cio.
O que voc� quer aqui?
Bom dia, Sr. Rossi. Sou a detetive Valeria Ferro.
Esquadr�o de Pol�cia de Turim.
Eu n�o falo com a pol�cia.
- Por que n�o? - Voc�s n�o acharam minha filha.
Minha esposa morreu por culpa de voc�s.
Eu n�o sabia disso, sinto muito.
Posso saber como aconteceu?
Ela adoeceu porque voc�s juraram que achariam a Giada.
Eu sabia que n�o era verdade.
Tentei ficar ao lado dela, mas...
voc�s a mataram.
O senhor estava no parque com a Giada aquele dia?
N�o quero mais falar sobre essa hist�ria.
N�o fizeram nada na �poca,
n�o entendo por que preciso falar com voc� agora.
Porque estamos tentando descobrir se h� liga��o
com o caso de Martina De Leo.
Principalmente pelo lugar. O parque.
O assassino poderia frequent�-lo regularmente.
E sabemos que ele tem um c�o branco.
Quanta bobagem!
Voc�s n�o t�m ideia do que aconteceu.
Est�o tentando de tudo para mostrar servi�o.
Exatamente como fizeram naquela �poca.
Mas n�o resolver�o nada.
Nem o caso dessa menina, nem o caso da Giada.
Espero poder desmenti-lo em breve, Sr. Rossi.
Eu tamb�m espero.
Fui eu que insisti para que minha esposa
me deixasse levar a Giada ao parque comigo aquele dia.
Eu tinha um servi�o que duraria uma hora,
depois ficar�amos juntos, brincar�amos.
Carrego a minha cruz dia ap�s dia.
N�o preciso que venham aqui para cutucar a ferida.
Oi.
Michela e Costanza foram jantar no restaurante.
E de quem � este prato?
N�o consegui.
- S� precisava mand�-la embora. - N�o � t�o simples.
Eu tentei e tive medo que ela fizesse outra loucura.
- Me d� mais uns dias. - N�o.
Eu n�o a quero mais aqui. Que se mate, se quiser.
Visto que ela n�o tem coragem, eu vou te explicar.
� hora de voltar para a sua casa.
Pelo que vejo voc� j� est� melhor.
Que diabos est� fazendo?
Voc� ir� embora amanh�.
Posso?
Voc� precisa acalm�-la.
Monica.
Voc� precisa ir embora.
- O que aconteceu? - Nos d� uma declara��o.
Arianna Lancise...
teve reconhecida sua capacidade de discernimento
e por isso foi solta.
Ainda n�o foi exclu�do que teve um impulso homicida
e as investiga��es continuam.
� poss�vel que haja um monstro rondando por San Mauro
e que algu�m o tenha visto?
Qual homem?
Vi um homem perto do carro, eu nunca o tinha visto antes.
E estou ajudando a pol�cia a identific�-lo.
Mas se j� o identificou e disse que � o mesmo do carro.
Que monstro � esse?
- Onde voc� leu isso? - O qu�?
Como voc� soube disso?
Eu sei porque...
a testemunha...
� meu marido.
- Est� de brincadeira? - N�o.
- E por que n�o me disse? - N�o queria te criar problemas.
As coisas j� estavam complicadas demais, n�o acha?
Francesco.
Agora quero apresentar um convidado
que j� esteve conosco h� um tempo.
E que provavelmente sustenta a teoria de um monstro.
Cosimo Rossi, h� tr�s anos,
estava com sua filha no parque de San Mauro.
Num dado momento, ele a perdeu de vista
e assim teve in�cio o pesadelo.
Giada nunca mais foi encontrada.
Cosimo Rossi.
- Al�? - Giorgio, est� assistindo?
Estou. Como Lamberti soube de Cosimo Rossi?
N�o sei.
- Voc� disse alguma coisa? - Claro que n�o.
Verei com o assessor de imprensa e voc� fale com sua equipe.
Tentarei descobrir, agora vou voltar a assistir.
- Te ligo depois. Tchau. - Sim. Tchau.
Mas garanto que a pol�cia est� fazendo o poss�vel
para resolver o caso.
Voltaremos com esse caso, ap�s os comerciais.
O que voc� quer?
Preciso te dizer uma coisa.
Eu sei quem matou seu pai.
� mais uma das suas mentiras?
E tamb�m sei onde ele mora.
Se quiser, posso te levar at� l�.
Pare aqui, � esquerda.
- Voc� tem certeza? - Tenho.
Que estrada � esta?
Por aqui chegar� antes, n�o se preocupe.
Voc� precisa seguir esse caminho
e depois do bosque ver� a casa.
Voc� n�o vem?
N�o, vou te esperar aqui.
Boa noite.
Eu me chamo Valeria.
Sou filha do Mario Ferro.
Este homem era meu pai.
E esta � minha m�e, Lucia.
Talvez voc� tenha errado a casa. N�o conhe�o estas pessoas.
Foi uma mo�a que me deu o endere�o.
Monica.
Monica, minha filha? O que ela te disse?
Ela me fez crer que o senhor era o assassino do meu pai.
N�o se preocupe, sou da pol�cia.
E como est� minha filha? Onde ela mora?
Mora em Turim, sozinha, num apartamento.
H� quanto tempo n�o a v�?
Ela nunca mais quis me ver.
Quando foi solta, eu s� soube pelos jornais.
Mas ela n�o apareceu e n�o sei onde ach�-la.
O que aconteceu?
Por que ela matou a m�e?
N�o existe uma raz�o.
Ela a odiava.
N�o sei o motivo, nunca entendi.
Talvez eu nunca tenha perguntado.
N�o dava import�ncia.
At� que um dia, ela a matou a facadas.
Ela tinha 14 anos.
Eu encontrei as duas.
Minha esposa na cozinha
e Monica coberta de sangue, sentada no gramado.
Eu sinto muito.
E me desculpe aparecer aqui,
a esta hora.
Se voc� encontr�-la,
diga para voltar para casa.
Que merda voc� tem na cabe�a?
Saia daqui.
Eu n�o tenho pena de voc�, tenho pena do seu pai.
Meu pai � um imbecil.
Pode ser, mas n�o tanto quanto voc�.
E ele te espera h� anos, apesar do que voc� fez.
Agora saia daqui.
Tire a minha blusa e suma daqui.
Por isso te deixamos com sua tia.
Mas n�s erramos, sabe por qu�?
Porque a mam�e precisa de voc�.
Me escute com aten��o.
Ser� muito dif�cil.
Vai levar meses, anos, precisaremos ir ao tribunal,
falaremos com advogados e com jornalistas.
Apareceremos na TV.
Dir�o que a mam�e � louca.
Mas em todo esse tempo,
n�s nunca poderemos deixar de defend�-la
e apoi�-la.
E n�o importa o que aconte�a, n�o interessa o que ouvir,
n�o esque�a do que estou dizendo agora.
Sua m�e � inocente.
- Voc� entendeu? - Entendi.
- J� voltou? - Sim.
Aconteceu alguma coisa?
- N�o se entendeu com o cliente? - Estou cansada.
Ou talvez...
sei l�, o cliente preferiu voltar para a esposa.
- O que est� dizendo? - Voc� me contaria algum dia?
Contar o qu�?
N�o entendo do que est� falando.
- N�o entende? - N�o.
Francesco De Leo te diz alguma coisa?
Massimo, aconteceu somente duas vezes.
Mas agora acabou.
Acabou entre n�s, com certeza.
Como pude ser t�o cego?
Voc� est� exagerando. Est� fazendo uma trag�dia...
Voc� tentou me manipular. Na verdade...
devo te parabenizar, pois conseguiu.
Nem teve escr�pulos de atacar uma mulher
que estava vivendo a maior trag�dia que existe.
Para mim, ela � culpada. Eu acredito mesmo nisso.
Voc� queria se livrar dela para ficar com ele.
Olhe s� para voc�.
Olhe para voc�.
Nem agora consegue ser sincera.
Vou embora hoje � noite.
Depois voltarei para pegar minhas coisas.
Massimo!
S� quero que Giada volte para casa.
Eu rezo todos os dias,
mas Deus n�o me escuta.
Ele n�o me ouve.
Jamais perca as esperan�as, Sr. Rossi.
Esta � a casa onde morava Giada Rossi.
Aqui o tempo parou no dia em que ela sumiu.
Seus brinquedos ainda esperam por ela.
O balan�o onde passava a maior parte do tempo,
a casinha de bonecas que amava tanto.
E este � o seu c�ozinho, com quem sempre brincava.
De quem era o pingente de cora��o?
Quantas garotinhas existiram?
Poucas.
E todas muito distantes entre elas.
Eu fui cuidadoso.
E fiz com que nunca fossem encontradas.
E Martina?
Foi um erro.
Eu sempre a via com a m�e.
Naquela manh�, a m�e n�o estava.
N�o sei por que resolvi olhar dentro do carro.
Teria dado tudo certo
se aquele cara n�o tivesse aparecido.
Qual cara?
Aquele do carro, ele poderia ter me visto.
Martina tinha acordado.
Precisei apertar a boca dela para que n�o gritasse.
Depois cometi outro erro.
Porque ainda assim, deveria t�-la trazido comigo.
Andrea Russo.
O que aconteceu com a Giada?
Voc� abusou da sua filha e a matou para silenci�-la?
Minha filha era minha filha.
A morte da Giada foi um acidente.
E se n�o tivesse acontecido,
as outras tamb�m n�o teriam.
Porque eu teria ficado com ela
por toda a minha vida.
Eu usarei aquela.
Mas s� depois.
- Sim? - Bom dia.
- Bom dia. - Estou procurando a Valeria.
Ela n�o est�, saiu bem cedo.
- Por qu�? Devo me preocupar? - N�o.
Achei que nos ver�amos na delegacia,
mas talvez eu tenha me enganado.
Ela n�o atende o telefone e agora ele est� desligado.
- Posso ver se o deixou aqui? - Claro. Vou pegar a chave.
Deve ser esta.
- Ela n�o deixou nenhum recado? - N�o.
Jogue a arma no ch�o!
Eu estava te esperando.
- O que houve no seu olho? - Nada. O que voc� quer?
Voc� pode me acompanhar?
At� minha casa.
Pode parar aqui, por favor.
Ent�o, tchau.
Ou�a...
Sei que acha que sou louca.
Mas...
precisa acreditar em mim, devo te dizer algo importante.
N�o foi ela que matou seu pai.
De novo com isso, Monica?
N�o foi sua m�e.
Ela � inocente.
E como voc� sabe?
Ela me confidenciou.
N�O MATAR�S
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