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O NOIVO IDEAL
Ah Zheng, quando nos conhecemos,
n�o me largou.
Sei que se sente injusti�ada.
O caso foi julgado duas vezes.
Mas n�o revelou a verdade. Algu�m a amea�a?
� algu�m muito poderoso?
Receia que a sua fam�lia sofra?
Tem uma teoria, meu senhor?
Tamb�m pensou nisso?
Deve ser um mercador rico ou um burocrata de alto n�vel.
Temos de encontrar quem a aterroriza.
S� assim descobriremos o culpado.
Mesmo que n�o fale, pode fazer sinais.
Mas tinha muito medo
para testemunhar.
Havia muita gente nesse dia.
Burocratas e trabalhadores a passar.
Porque s� abordou a Haode?
E porque parou quando cheg�mos?
� por isso que quero que a Haode
tente novamente.
Depois de a deterem,
a av� Zhang levou os netos com ela.
Lavava roupa para os vizinhos, mal ganhando 20 moedas por dia.
E agora venderam a casa no campo e vieram para aqui.
Mas vivem em templos e debaixo de pontes.
Se morrer, n�o sobreviver�o muito mais tempo.
O seu �ltimo patr�o...
Assinou um contrato de curto prazo?
Sabe onde �?
Se n�o,
havia uma placa na porta?
Mesmo n�o sabendo ler, reconhece o local, certo?
Era a casa dos Lu,
dos Wang ou dos Li?
Tome,
aponte para a palavra nesta p�gina.
Pense bem e mostre-me.
APELIDOS YU, REN, YUAN, FEI, LIAN, CHEN
APELIDOS XUE, LEI, HE
XUE
Ela � t�mida e do campo.
S� trabalhava, n�o vadiava.
N�o conhece as estradas de Bianjing.
Ela s� sabe que no port�o dizia Xue.
MANS�O DOS XUE
MANS�O DOS XUE
MANS�O DOS XUE
Meu senhor, esta � a �ltima casa Xue em Bianjing.
Vamos regressar.
N�o, n�o � a �ltima casa.
- H� mais uma casa Xue. - Haode.
O juiz Xue Guang. N�o conta?
Procur�mos todas as casas.
Porque n�o procurar nesta?
N�o me diga que n�o confia nele.
Vamos para o Tribunal Kaifeng e vamos execut�-la.
Finja que isto nunca aconteceu.
- Qingshi. - Estou aqui.
- Vamos � casa dos Xue. - Claro, vamos.
Sente-se aqui.
Saia.
Esta � a casa do Xue?
Ele foi ao Tribunal Kaifeng nesse dia.
No dia seguinte, visitei-o aqui. Sim, ele mora aqui.
Jingwei.
- Jingwei. - Senhor.
Senhor.
Sentem-se.
Sou burocrata h� 40 anos.
Tenho um estilo de vida modesto.
Como comida simples e visto roupa b�sica.
Esta casa � tudo o que possuo.
Durante anos, s� tive uma criada velha e incapacitada.
A minha mulher e filho vivem comigo de forma frugal.
Esta � a nossa vida.
Somos s� tr�s, n�o precisamos de criadas.
E receio que um burocrata a viver aqui
possa suscitar rumores
e vergonha.
Por isso, nunca pendurei uma placa.
Algu�m precisava de provas. N�o tive alternativa.
Perdoe-me a intrus�o.
Ora essa, n�o tenho nada a esconder.
Nunca fiz nada de que me sinta culpado.
Logo, n�o temo inspe��es.
Est� satisfeita?
Senhor Xue, perdoe a minha ignor�ncia. O senhor � um s�bio.
N�o h� problema.
Por favor, bebam um ch�. Provem.
O dever chama-me. N�o posso incomod�-lo mais.
Virei visit�-lo outro dia para me desculpa condignamente.
- Adeus. - Fiquem bem.
Ela n�o sabe ler. E se se lembrou mal?
Que apelidos s�o parecidos com Xue?
Quais?
Qingshi.
Senhor.
Diga ao burocrata Du que este caso n�o pode ser adiado.
Sem provas s�lidas, executem o veredicto.
Se matou o marido, merece a pena de morte.
Continue a investigar.
- Claro. - V�.
XUE
Pai.
J� est� bem agora?
Filho maldito!
Os meus anos de bom nome foram arruinados por ti.
Lamento ter-te mimado.
Agora matas e pecas!
Para que preciso de um filho como tu?
Outros s�o burocratas. Como o pai.
E vivem uma vida de luxo.
Mas eu vivo nesta cabana h� 20 anos. Porque n�o posso divertir-me?
Um reles agricultor morreu. E ent�o?
Se me matar por isto, n�o ter� descend�ncia.
Tu!
Kaifeng j� a condenou.
Ela n�o voltar� a recorrer.
Mas j� limpaste o bordel?
Sobretudo os que te ajudaram.
Est� tudo bem com o bordel.
N�o se preocupe, eu trato deles.
Tamb�m pedi a algu�m que retirasse a placa.
Tolo!
N�o h� muitas casas Xue aqui.
Agora � que tiras a placa? � muito suspeito!
Pai.
Pai, sou seu filho.
Salve-me, por favor.
O Shen � seu aluno, certo?
Ele ir� ouvi-lo! E o magistrado. Ele ir� ouvi-lo!
- Basta. - Pai.
Vai ver o seu filho morrer?
Imploro-lhe, pai.
Ajude-me!
Eu n�o queria vir.
A av� mudou a minha cama.
Leshan e Yinhong partilham uma cama. Eu n�o podia dormir l�.
Finja que n�o estou aqui, v� dormir.
Digo para me ignorar e ignora mesmo?
Por favor.
Ela � inocente.
Ela � inocente.
Pediu-me que investigasse Xue Sizu.
Encontrei um bordel.
Depressa!
Depressa!
Cuidado.
Quem diria que o Sr. Xue tem uma vida t�o frugal.
Mas o filho dele tem bord�is e mulheres.
Al�m disso, tem uma trupe.
- A Zheng Su'e confirmou? - Sim, senhor.
Prendemos os empregados da casa. Est�o a ser interrogados.
Quanto ao culpado, Xue Sizu,
prendemo-lo agora?
Deixe isso comigo.
Claro.
Ent�o?
Porque n�o est�s no Tribunal Kaifeng?
E est�s aqui a estragar o meu bordado?
Estou farta, n�o volto l�.
Shouhua, o Du diz-te sempre o que pensa?
Bem, na verdade, ele carrega esse fardo
e toma as decis�es sozinho, nunca deixando que me preocupe.
Dizem que os casais devem ser francos um com o outro.
Mas quantos o s�o realmente?
� preciso andar sempre a adivinhar.
Sem parar.
O adivinhar faz parte da divers�o.
Caso contr�rio, o casamento seria aborrecido.
Haode,
vais ver a Sra. Shen agora. Ouve o teu marido.
A vida ou morte de Zheng n�o te diz respeito.
Mas n�o consigo esquec�-la.
Cortaram-lhe a l�ngua e partiram-lhe os dentes.
Ela era t�o bonita.
Quem poderia ser t�o cruel?
Torturaram-na para lhe partir do dentes?
Shouhua, tens ideias geniais.
Aqueles patifes, todos confessaram.
Yangxi.
Qual � a ocasi�o? Est�o todas c�.
Sauda��es, Sr. Du.
- Voltou. - Sim.
O caso Zheng Su'e perturba-as.
Que caso?
Porqu� o entusiasmo?
N�o � da vossa conta.
N�o o ou�am.
� um esc�ndalo amoroso.
Senta-te na Casa Mestre um dia
e ouvir�s dez iguais. Porque n�o podes dizer?
� um caso rid�culo.
Uma mulher chamada Gao acusou o vizinho de ass�dio.
Mas era dif�cil verificar as provas.
Que provas?
Pergunte � Shouhua. Vou lavar-me.
Shouhua.
Ela disse
que Liusheng entrou � socapa em casa dela.
Ele assediou-a quando estava sozinha.
E mordeu com for�a o seu seio esquerdo.
Como podem os burocratas verificar isto?
Como se resolveu o caso?
Diz-me o que fizeste.
O que achas?
O qu�?
Verificar um seio � complicado, mas as dentadas na comida s�o �bvias.
Se as marcas de dentes coincidirem, j� est�.
Isso � genial.
Devias ser magistrada. Ent�o, ningu�m ser� incriminado.
O que est�s a fazer?
Du, que m�todos de coa��o usa o tribunal?
A Zheng ter� sido for�ada a confessar?
Com as mulheres, usam tenazes de dedos e chicotadas.
A lei pro�be mais de 200 por dia.
Se ela aguentar, n�o podem fazer nada.
Mesmo que confesse falsamente,
quando as inst�ncias superiores descobrirem que foi espancada,
com mais de 100 chicotadas, quando s� podia levar 20,
o magistrado pode ser clemente. Chama-se reverter a pena.
Porque arrancam dentes?
Pedem uma confiss�o verbal. Para qu� arrancar dentes?
Isso seria mesmo uma confiss�o falsa.
Obrigada.
Haode. Haode.
Haode.
Shouhua.
Elas...?
Permita-me.
� raro v�-lo a descansar hoje.
Em vez de ir passear com a sua mulher, veio visitar-me.
N�o tenho iguarias para lhe oferecer,
mas fiz estas conservas.
Fi-las com frutos imperiais.
Prove.
� um bom professor e preocupa-se comigo.
Vou beber este ch� em sinal de respeito.
Somos professor e aluno, � como pai e filho.
Porque n�o fala sinceramente? N�o tem de ser vago e evasivo.
Perdoe a minha ousadia. Posso fazer uma pergunta, Sr. Xue?
Se um nobre na cidade
abusar do poder e infringir a lei sob autoridade do seu pai,
- n�o deveria ser responsabilizado? - O que fez ele?
Raptou uma criada chamada Ah Zheng, matou o marido dela,
culpou-a pelo crime
e ordenou ao magistrado que cortasse a l�ngua de Ah Zheng.
Os seus atos s�o vis e cru�is,
depravados, horrendos,
sem reden��o poss�vel.
Sr. Shen,
sabe quantos casos j� me passaram pelas m�os?
J� lhes perdi a conta.
As minhas d�cadas de m�rito
podem ser trocadas pela vida dele?
Nunca � dif�cil jogar um caso,
s� os cora��es humanos.
Ontem � noite, s� pensava nisto.
A lei foi feita segundo a natureza humana.
Logo, as exce��es devidas a emo��es humanas s�o desejos ego�stas.
Sentimentos desenfreados levam � injusti�a.
Gan�ncia desenfreada leva ao caos.
Perante estas exce��es,
os que julgam os casos
nunca devem ser comprometidos.
Espero que compreenda, Sr. Xue.
Senhor, o jovem mestre insiste em ir.
Est� a testar a minha paci�ncia.
Meu senhor, pode proteg�-lo.
Sim, posso proteg�-lo.
Mas comparado com a reputa��o que levei d�cadas a construir,
um herdeiro diz-me pouco.
Viu aquele homem, n�o viu?
Naquele dia n�o teve medo ao ver o Sr. Shen.
Mas assustou-se ao ver Xue Guang.
Tem medo dele.
Talvez o tenha visto em casa,
sabia que era um burocrata importante
e n�o podia pedir justi�a.
Pai, porque est� aqui?
Quem te deixou abrires um bordel aqui?
Pai, vamos falar l� dentro.
C�us.
Agora percebo.
Os seus dentes n�o foram arrancados durante o interrogat�rio.
Foi quando resistiu � agress�o.
Sei que n�o confia nos burocratas.
Mas o meu marido n�o � como eles.
Se confia em mim,
confie nele tamb�m.
Tenho provas contra o assassino.
Qingshi j� me disse. Muito bem.
Foi mesmo � casa de Xue?
E falou-lhe nisto?
Ele � o �nico filho do Sr. Xue.
Se fosse eu, deixava-o escapar.
Mas ele � juiz.
N�o pode violar deliberadamente a lei.
Precisamente por Xue conhecer a lei
� que os seus crimes prejudicam mais.
O Sr. Xue e o filho vieram entregar-se.
Leve-os para o tribunal.
Yang Zigao, o magistrado chama-o.
A JUSTI�A PREVALECE
Zheng Su'e,
olhe bem para estes homens.
De entre eles,
qual matou o seu marido?
SIL�NCIO
Mulher audaz.
Nem me conhece, mas acusa-me? Acha que pode limpar o seu nome?
Voc�s tr�s, saiam.
A 16 de mar�o do ano passado,
levou Zheng para a sua mans�o como criada.
Cobi�ou a beleza dela,
sempre a assedi�-la.
Mas Zheng era virtuosa e sempre recusou.
A 3 de abril,
para evitar o seu ass�dio,
Zheng fugiu para casa, sozinha.
Se tivesse parado por a�, talvez pudesse redimir-se.
Mas em vez disso, seguiu-a.
No anivers�rio de Buda, 8 de abril, a av� Zhang foi rezar ao templo
e o senhor entrou de novo em casa dela.
Zheng resistiu aos seus avan�os.
Furioso, bateu-lhe e partiu-lhe um dente.
O marido dela, Zhang Min, ouviu-a gritar
e entrou brandido uma faca, para a salvar.
E o senhor e dois criados mataram-no.
O que o Sr. Shen alega
� uma conjetura infundada.
Onde est�o as provas?
Mandem entrar Han Neng e Wang Hong.
Han Neng e Wang Hong s�o seus criados e confessaram tudo.
N�o me diga que n�o os conhece.
Sim, eles os dois s�o meus criados.
Mas h� uns dias,
eu despedi-os
por me roubarem as pratas.
Est�o ressentidos
e inventaram isto.
Do que est� a falar?
N�o t�nhamos problemas com Zhang. Porque o matar�amos?
Meu senhor, ele subornou-nos com as pratas. Foi para nos calarmos.
Aquelas pratas eram uma rel�quia da minha m�e.
Como poderia desfazer-me delas?
Se n�o acredita, reviste as casas deles e logo ver�.
Eu participei o furto na altura.
Mas era demasiado trivial
para o incomodar com isso.
Ent�o incriminaram-no por terem sido despedidos?
Porque � que o magistrado lhe cortou a l�ngua?
Que entre Yang Zigao.
Meu senhor. Yang Zigao faleceu na pris�o.
Sr. Shen, al�m destes dois criados,
se n�o h� mais provas,
tenho de sair para uma palestra na academia.
Vou retirar-me.
- Largue-o! - Sua meretriz assassina!
Vou cort�-la �s postas!
Afastem-na.
Pare!
Separem-nos.
Zheng diz que mordeu o ombro esquerdo do assassino.
Guardas. Vejam o ombro dele.
Shen Huizhao!
O meu pai tratou-o como fam�lia.
Como se atreve a tra�-lo?
Sua cobra sem cora��o!
Levem-no!
Meu senhor,
as marcas antiga e recente coincidem.
At� o dente partido est� alinhado.
Xue Sizu, como se atreve?
Negou conhecer Zheng Su'e,
mas como podia ela saber da sua dentada?
Confesse ou ser� chicoteado at� � morte.
Ent�o, o Sr. Xue n�o sabia mesmo nada do que o filho fez?
Minha salvadora!
Isto n�o � preciso. Levante-se.
N�o, guarde isso.
Tome.
V� para casa e viva uma boa vida.
Levem-na a casa em seguran�a e deem not�cias.
Compreendido.
Salvou-a. Porque chora?
N�o sei.
Os injusti�ados ser�o compensados. Receber�o moedas e roupa.
Uma vez em casa,
a vida ser� melhor.
Mas s� me apetece chorar.
Ent�o chore um pouco.
Ponha parches molhados sobre os olhos.
Viemos caminhar, n�o chorar.
A av� pensar� que a perturbei.
Pronto,
vamos voltar.
S� isso?
Preciso de mais consolo.
N�o prometeu � av� que me levava a passear?
Dei-lhe a escolher. Quis despedir-se delas.
Mas, por favor...
Beba ch� comigo antes de irmos.
Ou compre-me espetadas de borrego.
Tamb�m pode ser. Por favor.
Estou cheia de fome. Imploro-lhe.
Isto parece bom, t�o fresco!
Cheira t�o bem.
Venha ver, � caseiro.
Pare a liteira.
Pare.
- � tudo bom! - Escolhe uns frescos.
Isto � bom, certo?
Fique � vontade.
Gosto deste.
Senhor,
pode escolher.
Experimenta esta, � linda.
- Est� bem. - Fica bem?
- Claro. - Este fica-me bem?
Toma, experimenta.
Deixa ver.
Tem bom gosto.
Este anel de jade � uma obra-prima.
O par de patos simboliza o amor.
Uma prenda ideal para a sua mulher. Todas adoram.
Este tamb�m te fica bem.
Esta pulseira � linda.
Levo esta.
Pode embrulhar.
� para j�.
N�o � preciso isso.
Deixa-te de coisas.
Haode, ontem aconteceu algo bom?
Nada de especial.
Ent�o diz-me porqu� essa risada.
N�o dei nenhuma risada.
Minha senhora, uma prenda da anci�. Sopa e papas frescas.
Acabadas de fazer.
- Deixe a�. - Com certeza.
Ela ouviu tudo?
Ela j� est� desconfiada. Anda sempre � ca�a de respostas.
Agora tem provas. O que vai ela fazer?
Vai contar-lhes!
Ainda agora,
ouvi-as falar � porta do quarto.
Ela disse que � irm� dela.
O lago Jinming est� a fervilhar.
Barcos e teatro em todo o lado.
E baloi�os sobre a �gua.
Parece que voam ao vento.
Mais animado do que noutros anos.
Tens o dia de folga.
Leva a tua mulher a dar um passeio.
N�o deixes que ela se aborre�a.
Tem raz�o, av�.
Meu neto, concordas sempre, mas nunca fazes nada.
Sempre que pe�o para ires sair,
amuas e ficas melanc�lico.
Nem parece um passeio, mas sim um funeral.
Com esta atitude, quando terei bisnetos?
Av�, vim cumpriment�-la.
Entra.
Sauda��es, av�.
- Tamb�m c� est�? - Quem � esta?
Pe�o desculpa, av�.
Quando visitei a minha fam�lia,
disse-lhes que era bondosa comigo.
Que me trata como fam�lia.
Mas a minha irm� n�o acreditou.
Diz que os sogros n�o s�o bondosos. Ela achava que era mentira.
Convidei-a para vir c�, mas ela hesitou.
Disse que teria de se disfar�ar de criada
para p�r isso � prova.
Agora finalmente acredita em mim.
V� que existem anci�os
bondosos e compreensivos.
Ela mudou de roupa para a saudar.
Perdoe o atrevimento dela, av�.
Ela queria comunicar mais cedo, mas mandei-a esperar e ver mais.
J� que falou t�o bem da av�,
devemos estar � altura dos elogios.
Convide algu�m para nos testar,
para que se espalhe a verdade.
At� parece que busco elogios.
� por isso
que achei esta jovem parecida contigo
e agora vejo que � fam�lia.
Av�, segui a liteira da minha irm�.
Ela ficou chocada e quis mandar-me de volta.
Insisti ficar, de qualquer maneira.
N�o a culpe por esconder isto.
Esconderam isto de mim muito bem. Quem disse que n�o estou zangada?
Venham c�.
Gosto muito de meninas alegres.
Devias ficar c� mais tempo.
Fazes companhia � tua irm� e a mim. E assim compensas o teu delito.
Noutro dia, sairemos juntos.
Av�, ainda tenho trabalho para fazer no tribunal.
N�o posso estar convosco, lamento.
Quem te convidou para vires?
�s c� um desmancha-prazeres.
Haode, acompanha-me tu.
Claro.
Por aqui.
- Liu, uma palavrinha. - Com certeza.
Tudo o que se passar no quarto dela,
a minha av� saber� imediatamente.
Sempre se op�s � minha mulher.
Fala mal dela � minha av�.
Pensou que eu n�o repararia?
Meu amo, fi-lo por si e pela fam�lia. N�o foi com um intuito ego�sta.
Alega servir a minha av� lealmente,
mas em vez disso,
arranja sarilhos e fomenta rumores.
Espia os seus amos, mas diz-se uma criada dedicada?
Ela � minha esposa.
Seja boa ou m�,
n�o lhe cabe a si julg�-la.
N�o tem lugar aqui. Arranje um motivo e demita-se.
Desculpe, amo, n�o voltarei a fazer isso.
Por favor, ajude-me, minha senhora.
Meu senhor,
se a Liu for embora,
a av� poder� ficar perturbada.
Porque n�o a deixa ficar,
servir a av� de forma mais leal
e compensar o erro?
- Agrade�o-lhe, senhor. - N�o a mim.
Se quer agradecer a algu�m, agrade�a � minha mulher, a Sra. Shen.
Fui tola e ofensiva.
� generoso da sua parte perdoar-me.
Vou melhorar
e ser uma criada dedicada, nunca mais falarei quando n�o devo.
Tudo bem. Pode ir.
Ent�o...
... admite por fim que sou sua esposa?
Para compensar a que ofereceu.
N�o pense demasiado nisso.
N�o pense demasiado, n�o.
Quem �?
Um novo burocrata. Resolveu casos bem importantes.
� um jovem inteligente e tido em boa conta pelo mestre.
Capaz e talentoso.
Ele j� � casado?
Mestre Qiao, por ocasi�o do Festival dos Barcos Drag�o,
deixamos zongzi l� fora para honrar os deuses.
Atrai sempre uma multid�o.
T�mara vermelha, pinh�o, castanha.
Noz, gengibre, di�spiro, ginkgo.
Redondo, pontiagudo, em forma de pagode, com nove camadas.
Ela faz de todas as formas.
De todas as irm�s,
s� a Qiongnu consegue fazer isso.
Mais ningu�m se compara a ela.
E estes bolos de arroz de cinco cores.
Se n�o provar um, como saber�?
Se n�o provar um,
como saber�?
Devagar. Beba ch�.
N�o se engasgue.
Meu senhor, vim comunicar um caso.
Encontrei o mestre Qiao e convidei-o a vir c�.
N�o atrasou o caso.
N�o se zangue.
Como vai o caso?
Senhor, os Deng e os Ji tinham um acordo de noivado.
Os Ji eram ricos, mas ficaram pobres.
H� tr�s anos, os Deng tentaram anular o casamento.
Os Ji processaram-nos e o caso chegou a Kaifeng.
O tribunal decidiu contra os Deng.
Foram obrigados a casar, como planeado.
E viveram em harmonia depois disso.
Mas no m�s passado, a Madame Ji morreu subitamente no parto.
Depois do funeral, os Deng enterraram-na logo.
Os Ji, vivendo muito longe, chagaram tarde.
Ela j� tinha sido enterrada.
Ela tinha uma criada consigo, Ah Tao,
que alega que os Deng mataram a sua senhora.
E o funeral apressado foi para encobrir o crime.
O caso deu que falar.
E muitos ainda falam dele. Mas n�o h� resolu��o.
Ent�o abram o caix�o para inspecionar.
Exumar um cad�ver � um assunto s�rio.
Se n�o encontrarmos nada,
os Deng poder�o retaliar, prejudicando a sua reputa��o.
Os vivos podem dizer cem mentiras.
Mas os mortos dizem sempre a verdade.
Se os Deng protestarem, assumo toda a responsabilidade.
V�.
Compreendido.
Mestre Qiao.
Mestre Qiao.
Porque corre t�o depressa quando o chamo?
Ainda n�o acabei de falar.
Ele comporta-se de forma estranha.
J� terminou?
Ent�o v� para casa.
V� l�.
Legendas: S�nia Pereira Cardoso
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