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Original subtitles

No povoado de Nomem Tuum,

o antigo Po�o dos Cervos tem a reputa��o de conter �guas curadoras.

Em alguns casos as pessoas realmente foram curadas

mas a maioria adquiriu uma delicada beleza.

Por essa raz�o, a �rea atraiu os vaidosos, e tanto os corruptos

quanto os enfermos.

Como um lugar de milagres obscuros,

o povoado tornou-se um terreno f�rtil para dem�nios.

Manifestando-se na forma de jovens mulheres,

os succubus, que atraem almas corrompidas para a degrada��o final.

Reivindicando-as, no fim, ao Deus das Trevas.

Salgada!

As marcas em meu rosto sumiram?

Estou jovem?

Bonito?

Voc� me deseja?

Eu te desejo.

O que acontece com uma garota que bebe vinho demais em pleno dia?

Ela � pega.

Qual � meu nome?

N�o consigo lembrar meu pr�prio nome.

Como sabe se sou pura?

�?

N�o.

Est� mentindo.

Est� ferido?

Minha testa.

Lave-a... no mar.

Mas n�o consigo andar.

Eu te ajudarei.

Nadarei com voc�, nua.

Ele era muito rico, irm�.

Rico e sujo e implorando por puni��o.

Fale-me sobre a alma dele.

Sua alma, irm�?

A alma dele era corrompida, podre e com fibras negras.

- Quantas reivindicou hoje? - Tr�s.

Uma crian�a feia morrendo de �dio,

um vi�vo consumido em pesares. E este portador de doen�as.

Sente-se triste, Kia?

Estou triste.

O Deus das Trevas te ama.

Ent�o por que nos faz reivindicar essas almas corruptas?

Por que gastar nosso poderes reunindo porcos?

Estou cansada de atrair o mal, almas feias para o abismo.

Por que temos que gui�-las, tent�-las, seduzi-las?

Encontrar�o seus pr�prios caminhos, nas cloacas do Inferno.

Quando o trigo amadurece, algu�m tem que colh�-lo.

Mas por que nos for�ar a fazer tal trabalho sujo?

Por que o Incubus n�o se levanta das chamas e as mata como ovelhas?

Uma alma n�o pode ser for�ada a se juntar �s Legi�es do Inferno.

A cada uma � dada uma escolha...

e quando elas escolhem nos encontrar, temos que receb�-las.

Irm�, eu quero mais que isso.

Certamente o Deus das Trevas ficaria feliz com a captura de uma alma nobre,

pura e livre de m�culas, sem sombra de corrup��o.

Irm�, tenha cuidado!

Eu tenho poderes, Amael, poderes que devem ser testados!

Voc� � jovem, Kia.

N�o sabe o que � a bondade!

Eu quero saber! Quero achar um santo e cort�-lo ao meio,

corromp�-lo, esmag�-lo, p�r meu p� em seu santo pesco�o.

Kia, n�o!

Faz�-lo delirar e uivar, e sangrar e chorar...

e, depois, mergulha-lo no profundo inferno!

Kia... n�o!

Ent�o eu seria um dem�nio.

Ent�o eu seria a filha predileta da Besta Deus!

Irm�, estou avisando!

Fique longe do bem!

Eles carregam um poder que domina o cora��o! Um grande poder,

misterioso, profundo, al�m de nosso entendimento!

Poder? Que poder?

Eles o chamam de "Amor".

Meu Senhor da Noite, perdoe a sua crian�a tola.

Esta �gua � doce.

Imagino se � verdade que essa �gua tem poderes de cura?

Sua cor melhorou.

O ar puro me revigorou.

Seus olhos est�o claros.

Por tr�s noites pude dormir sem ouvir trov�es,

sem sonhar com batalhas.

Consegue andar agora.

Seus ferimentos est�o sarando.

N�o demora e poder� correr.

Vamos plant�-las no solo e deixar as rosas crescerem.

Ent�o, Marc, decidiu viver,

depois de tudo?

Marc, olhe nossos rostos.

Se parece que pensamos parecido, ent�o por que n�o somos parecidos?

Deve confessar, que se n�o fosse os nossos nomes...

ningu�m jamais iria saber que somos irm�o e irm�.

As pessoas sabem.

Elas sentem.

O mesmo sangue, o mesmo cora��o,

a mesma alma.

Irm�, pela �ltima vez, te imploro, n�o tente tom�-lo.

Ele � verdadeiramente bom.

Devoto? Temente a Deus?

O que h� de perigoso nisso?

Ele confrontou a morte, Kia.

Todos confrontam a morte. Todos eles.

Ele n�o teve medo.

Isso � t�o puro e nobre?

As feras nos campos t�m coragem.

Os menores p�ssaros bater�o suas asas e arranhar�o invasores em seus ninhos.

Mas a coragem dele foi al�m da autopreserva��o.

Quando a morte apareceu numa tempestade de fogo

ele n�o deu as costas �queles que pereceram.

Avan�ou at� o olho da tormenta e trouxe cada um deles de volta � vida.

Te aviso, Kia. Esse homem quieto e modesto n�o busca honras, nem recompensas,

essa pessoa gentil busca apenas a paz, esse homem � um her�i!

Ele � um mortal!

Um grande her�i, Kia, grande e bom!

Ent�o ele tem uma alma valiosa pela qual lutar!

N�o h� her�is queimando no fogo do inferno!

Nem m�rtires, nem santos!

Pare de me deter, Amael. Estou avisando!

Tenha cuidado ao me proteger!

Cuidado com sua pena e compaix�o!

Cuidado com as l�grimas!

Essa terra � sua?

Eu moro aqui.

Conhece as estradas?

Conhe�o a rua do Moinho e o rio.

Seis de n�s est�vamos indo trabalhar na colheita.

A placa do cruzamento quebrou com o vento, ent�o cada uma seguiu um caminho diferente.

Est� perdida?

Sim.

Quando foi a �ltima vez que comeu alguma coisa?

N�o lembro.

Venha.

Venha.

Sente-se.

Minha irm� fez um pouco de p�o.

Arndis!

Temos queijo e vinho.

Traga alguma comida!

Temos uma viajante perdida e faminta!

Te trarei um pouco de �gua.

Estou bem agora. Obrigada.

Bebi de um po�o aqui atr�s.

O Po�o dos Cervos.

Sup�e-se que tenha poderes de cura.

Mas provavelmente n�o � verdade.

N�o deve andar pela floresta sozinha.

N�o tenho escolha.

De onde �?

Avernus, pr�ximo ao lago.

N�o � um lugar agrad�vel.

Por que n�o?

O vapor levanta da �gua e mata os p�ssaros.

Est� ficando escuro.

Do jeito que fica antes de uma tempestade. Mas n�o vejo nenhuma nuvem.

� um eclipse!

Nunca tinha visto um!

N�o olhe pra l�.

Suas pupilas abrem e o brilho pode queimar seus olhos.

Isso � um sinal?

Como assim?

Um bom ou mau agouro?

Algumas pessoas v�em um drag�o engolindo o sol.

Mas � apenas a lua passando entre a Terra e o Sol,

projetando uma sombra.

Est� frio.

S� por um momento.

O gado est� vindo.

Pensam que � noite.

V�speras ao meio-dia.

As galinhas est�o empoleirando.

Espero que isso n�o as fa�a parar de botar.

Precisamos dos ovos.

Est� com medo?

N�o. Agora n�o.

Onde est� Arndis?

A salvo, dentro da casa.

Pronto, acabou.

Sente a luz voltando?

� manh�.

N�s passamos a noite juntos.

� hora de eu ir.

� bem-vinda a ficar.

Quando o trigo amadurece, algu�m tem que colh�-lo.

Mas n�o pode continuar sozinha. N�o pela floresta.

Posso seguir pela margem, junto aos penhascos.

Fique aqui, por favor.

Diga-me seu nome.

Meu nome � Kia.

Kia.

Ent�o deixe-me acompanh�-la por uma milha ou duas.

Pelo menos at� que encontre a estrada.

E a sua irm�?

Ela est� segura.

Marc?

Marc!

Marc! Onde est� voc�? Me ajude!

Marc! Meus olhos! N�o posso ver!

Marc!

Marc?

Marc!

Me ajude, Marc!

Marc!

Poderia carreg�-la para atravessar, mas duvido que tenha for�a.

� raso. Vamos conseguir.

Tem um caminho do outro lado.

Podemos segui-lo para o mar.

Gosta do mar?

Sim.

N�o t�o r�pido! Espere a sua escolta militar!

Como posso mant�-la a salvo do perigo?

Quem me machucaria no meio do rio?

Um dem�nio aqu�tico pode pular e te pegar.

Os dem�nios que conhe�o s�o como gatos.

N�o gostam de �gua.

Kia! Espere! Um deles me pegou!

Est� ferido?

Nenhum osso quebrado, mas meu esp�rito est� molhado.

Que �timo guardi�o voc� �!

Que bom que n�o te deixei me carregar!

N�o consigo levantar.

Kia.

Marc.

Como sabe meu nome?

Sua irm� te chamou de Marc.

Temos que fazer uma fogueira.

O sol vai nos secar.

As dunas s�o quentes como o deserto.

Como sabe?

H� dunas no lugar de onde venho.

Por que me interroga?

Eu quero que tudo d� certo.

Algo errado?

Meu cora��o disparou.

Leve-me at� as dunas.

Kia, volte comigo.

De volta ao povoado.

Fique conosco no casebre.

Podemos deitar no sol... nus.

- Kia... - Juntos.

Eu quero que fiquemos juntos.

Que fiquemos juntos, como homem e mulher.

Do jeito certo.

Quero me deitar ao sol.

- Kia... - Perto do mar...

onde a terra acaba... onde o mundo acaba.

Kia?

Ningu�m nunca te disse o que fazer, n�o �?

Ningu�m nunca te parou ou te disse n�o.

Eu te desejo, Kia.

Sabe que te desejo.

Mas isso � algo maior que deitar nus ao sol.

Desejo seu corpo e quero te entregar o meu.

Mas nossos corpos significam t�o pouco, se n�o entregamos nossas almas ao amor.

Eu n�o tenho alma.

N�o diga isso!

N�o diga nada. N�o fale.

Meu cora��o tamb�m est� disparado.

Minhas m�os tremem de desejo.

Sinto algo como se as mar�s...

o sol e a lua se aproximassem, tornando-se um s�.

Venha comigo, Kia!

Deixe-me mostrar como � poss�vel nos tornarmos um.

Venha comigo.

Amo voc�, Kia.

Durma, Kia... durma.

Te levarei para casa.

Volte! Impe�a-os!

Impe�a-os.

(Meus olhos! N�o posso ver! Estou cega!)

Volte! Para a Catedral! Siga o som do sino!

(Marc!)

Marc est� l�. V� at� ele.

Marc!

Marc!

V� at� ele!

Impe�a-o! Chame-o!

Grite por ele!

Irm�, o que ele lhe fez?

Ele me carregou... para dentro... para o altar.

Ele a poluiu, Kia, a corrompeu com o amor!

Sim, ele disse que me amava.

Ele a violentou!

Irm�, precisa se vingar desse estupro santo!

Cuspa em sua honra sagrada!

Vingan�a, irm�! Vingan�a!

Ele � forte... forte demais para mim.

N�o voc�, Kia.

Rompa a superf�cie da Terra! Abra o po�o!

Liberte o Incubus!

Incubus!

Incubus.

Marc?

Marc!

Marc.

Posso v�-lo!

Est� escuro aqui, mas posso ver as velas e a cruz.

Oh Marc! Gra�as a Deus!

Arndis, o que houve? Conte-me.

Estava cega desde o eclipse.

Te chamei e chamei.

Procurei por voc�.

Era como um pesadelo.

Est� segura agora.

Seu rosto, Marc!

N�o pergunte.

Eu n�o sei.

N�o entendo.

Onde ela est�?

N�o sei.

Algo se apossou dela. Eu vi medo e horror em seus olhos.

Ela gritou e lutou comigo.

Ent�o correu.

Onde ela foi?

Para fora, para longe.

Voc� a ama?

Nem a conhece.

Eu a conhe�o. Conhe�o por toda a minha vida.

A reconheci como algu�m que amo h� mil�nios.

Ent�o ficar�o juntos.

Vamos pra casa.

Est� come�ando a escurecer, e posso ver sem o sol.

Meu Senhor da Noite, uma de suas filhas foi humilhada.

Um mortal lhe tocou o cora��o! A poluiu com um ato de amor!

Deus das Trevas, ela est� aqui perante o Senhor...

implorando com �dio, cheia de veneno,

implorando por vingan�a!

Incubus!

Meu irm�o, vingue-me.

Morte!

N�o! N�o o mate!

Ele est� em estado de gra�a, e morreria aben�oado.

Eu quero a alma dele.

Olho por olho!

Est� tarde. Deveria ir dormir.

Seus olhos est�o melhores?

Sim. Posso ver perfeitamente � noite.

A escurid�o parece me acalmar.

Te levarei a um m�dico pela manh�.

N�o est� realmente lendo, est�?

N�o.

N�o consigo.

Pense nela.

Se quiser chorar, n�o vou ouvir.

N�o ligo que ou�a.

Estou vivo.

� bom que tenha algu�m por quem chorar.

Te amo, irm�.

Rezarei por ela e por voc�, Marc. Voc�s dois, juntos.

Reze com muita f�.

Boa noite.

Boa noite.

Marc.

Marc.

Marc.

Marc.

Marc.

Marc.

Marc.

Arndis!

Arndis... ouviu algu�m chamando?

Ouvi um c�o latindo.

N�o consigo descansar.

Caminharei com voc� pelo campo.

Est� meio dormindo ainda. Fique aqui.

Darei uma olhada pela �rea.

N�o v� muito longe.

Marc.

Marc.

Kia?

Marc.

Kia?

Kia?

Marc.

Kia!

Ela o est� levando para o mar.

A irm� dele est� sozinha, esperando por voc�.

Apare�a para ela como um jovem.

Traga-a aqui, para a c�mara nupcial.

Quem � voc�?

O que quer?

Quem � voc�?

Seu irm�o precisa de voc�.

Ele me pediu para busc�-la.

Onde ele est�?

Na casa velha... l� adiante.

Ele entrou para procurar algu�m.

A madeira � fraca e podre, o ch�o se abriu sob ele.

Est� ferido?

Ele est� surpreso. Confuso.

Vou pegar minhas roupas.

N�o!

Deixe-me ver seu robe.

Seu vestido de noite � branco, pois � pura.

N�o posso respirar.

N�o feche os olhos! Olhe para mim.

Olhe pra mim.

Venha comigo, irm�zinha.

Venha comigo, venha comigo.

Venha.

Reze a missa.

Ele est� vindo pra casa.

Tape a boca dela. N�o a deixe fazer barulho.

Ela n�o tem l�ngua.

Arndis?

Arndis!

Arndis...

Oh, meu Deus!

Arndis!

Marc, salve-se,

em nome de Deus.

Que a alma dela queime no Inferno!

N�o! N�o o mate! N�o! Deixe-o transgredir!

Deixe que manche a sua alma com assassinato.

Deixe-o... deixe-o...

Ele � nosso agora.

Sua alma est� manchada de sangue.

Venha. Venha comigo.

Podemos nos esconder nos mangues perto no mar.

Ele est� morto?

Olhe.

Voc� me viu fazendo isso?

Voc� o matou para se vingar.

Vingan�a?

Esconderei o corpo. Ningu�m vai saber.

Podemos fugir juntos.

Posso sentir minha alma se esvaindo, caindo, aos meus p�s.

Posso ver nuvens e luz.

Marc, venha comigo!

Marc, venha comigo.

O fogo est� se espalhando abaixo de n�s. Est� vendo?

Como se a Terra fosse uma placa de vidro, como uma folha de vidro.

Veja as incandescentes chamas brancas. Um campo de fogo...

chuvas e tempestades redemoinhos!

Sinto o h�lito queimando meu rosto!

Minhas m�os! Olhe para elas!

Cicatrizes... cinzas.

Kia, vejo rostos horr�veis no ar queimando.

Reflexos de sol, corpos luminosos...

o homem e a mulher...

a m�e!

O c�u noturno.

Eu vejo o cora��o das trevas...

o universo descoberto, tirando meu f�lego...

meu sangue...

minha vida...

cada vez mais para baixo...

para baixo...

para baixo...

Venha comigo!

N�o ou�a!

Marc! N�o!

Eu quero salvar minha alma!

Sua alma � minha!

N�o, Kia,

minha alma pertence a Deus.

Eu te amo, Marc!

Ajude-me!

Ajude-me, Kia!

Ajude-me, Kia!

Eu o amo.

Ele est� morrendo!

Leve-o para a morte, irm�. Empurre seu her�i para o abismo!

Pare!

- Eu o amo. - Voc� pertence ao Pr�ncipe das Trevas!

Eu perten�o ao Deus da Luz!

FIM

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