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Bem-vindo ao passado.
Um tempo de ritmos cordiais, requintes bem-humorados.
Um período de qualidade.
Um tempo gracioso, sensível.
Ontem.
Alguém inquieto chegou hoje.
Como eu, extinto, mas de alguma forma ainda entre os vivos.
Um dinossauro real no meio de uma cidade moderna.
Esta é a minha propriedade.
Mansfield House para meus convidados,
que ficam uma semana, um mês ou toda a vida.
Mansfield House é um lar para mim.
Se quiser, uma relíquia do que já foi um dia,
um fantasma numa pintura em madeira antiga,
fantasmas da corte de ontem congelados no mundo mais cruel de hoje.
Boa noite.
Oh, boa noite, senhor.
Ah sim, voltando ao nosso assunto sobre dinossauros.
Devo me apresentar.
Meu nome é Essex, Winston Essex.
Mas, continuando,
fantasmas, de alguma forma, parecem os indígenas de antigamente,
parte integrante dos alienígenas góticos da antiguidade,
grotescamente incompatíveis com a era nuclear.
E, no entanto, eles ainda existem,
como Mansfield House, como eu, como você.
Não sejamos indiscretos, mas se olhar no espelho você verá
dois jovens encantadores que estão recebendo
uma garrafa de champanhe com meus cumprimentos.
Seus nomes são John e Eileen Travis.
Os Travis estão hospedados aqui enquanto a casa deles está sendo concluída.
Amanhã eles irão para sua nova casa no campo.
Uma cidade chamada Pleasant Hill.
Acredito que eles construíram uma boa casa lá.
Com um quarto de criança, é claro, o bebê deve nascer em um mês.
Soa altamente promissor, não é?
Vida no campo, juventude, amor, maternidade.
E ainda assim eu me sinto desconfortável,
sinto-me negativo por alguma razão inexplicável.
Eu realmente não queria que eles fossem para lá.
Querido...
Querido...
O que foi?
Algo na casa.
- O quê, de novo? - Shh... ouça.
Querida, eu não ouço nada.
Havia passos, eu os ouvi perfeitamente.
Tudo bem.
John, não... tem alguém lá embaixo.
Tem alguém ou algo lá embaixo praticamente todas as noites desde que nos mudamos.
Mas esta é a primeira vez que ouço passos.
Tem certeza?
Sim.
Deveríamos chamar a polícia?
Querida...
Eu realmente não vou passar por isso de novo.
- Deixe-me verificar primeiro. - John, não.
Eu vou ficar bem.
Operador, você poderia ligar...
Oh, não, tudo bem, obrigada. John?
O que você está fazendo?
John?
O que há?
Você estava parado do lado de fora da porta?
- O quê? - Estava?
Não, eu acabei de subir.
Ele está aqui em cima. Eu o ouvi do lado de fora da porta.
Operador, me chame a polícia.
Já te chamo.
Bem, quem quer que fossem, eles já se foram.
- Muito obrigado, sargento. - De nada.
Você fez a coisa certa ao nos ligar.
Vou verificar o terreno agora, senhora. Boa noite.
- Tranque a porta da frente? - Sim, sim.
- Muito obrigado. - Certo, boa noite.
Boa noite.
Acho melhor dormirmos um pouco.
Você não acredita que eu os ouvi, não é?
- Não estou dizendo nada. - Mas é o que está pensando.
Conversaremos sobre isso de manhã.
Eu ouvi passos, John.
Ok.
Querida, terei um dia longo e horrível no tribunal amanhã.
Oh, desculpe.
Eu tenho ouvido todos os tipos de ruídos estranhos desde que nos mudamos.
A maior parte é minha imaginação, suponho.
Mas eu nunca ouvi passos antes.
Eu não disse que você não os ouviu.
É possível que houvesse um intruso, mas ele se foi agora.
O que acha de dormirmos um pouco?
Olá! Onde você estava?
Comprei uma estátua na lojinha de antiguidades.
- Pode me ajudar, por favor? - Oh, deixe-me carregá-la para você.
- Não é muito pesada, levaremos juntas. - Oh, é pesada.
É muito diferente, espero que John goste.
Ali.
Vamos colocar na mesinha de centro.
Realmente é pesada.
Sim.
Abaixar aqui?
- Não é interessante? - É linda.
Eu simplesmente não pude resistir a ela.
- O café está pronto, quer um pouco? - Ah, eu adoraria.
- Vai me acompanhar, sra. Ramsey? - Oh, não, obrigada. Estou satisfeita.
É melhor eu terminar de lavar a louça.
Sinto muito, não os lavei ontem à noite, estava tão cansada.
Não seja boba, querida, afinal é para isso que estou aqui.
Venha e sente-se.
- Gostaria de colocar os pés para cima? - Oh, não, obrigada.
Não dormiu o suficiente de novo ontem à noite, hein?
Eu não sei o que há de errado comigo. Estou deixando o pobre John louco.
Noite passada eu ouvi passos fora do nosso quarto.
Não se preocupe.
Quando eu estava grávida do meu primeiro, ouvia sapos embaixo da cama.
- Sapos? - Durante dias.
Sabe, Pleasant Hill não tem sido muito agradável para nós, eu receio.
Hmm, é engraçado, eles não deveriam construir uma cidade nesta colina.
Nunca foi considerada agradável, desde quando eu era criança.
Aqui, em Pleasant Hill?
Sim, sua casa foi construída sobre ela.
Oh, nunca acreditei em nada disso, era superstição.
Você sabe como as crianças adoram se assustar.
O que havia de tão assustador?
Era um boato de que havia um cemitério aqui, mas ninguém nunca realmente soube.
Cemitério?
Oh, eu aborreci você.
Sinto muito.
Não...
Não, estou bem.
São coisas do passado distante, nada a ver com agora.
Você tem uma linda casa nova aqui.
Por que você não acha um lugar para sua estátua?
E depois vá até a cidade comprar mais material para as roupas do bebê.
Limpe sua mente de todo esse absurdo.
É uma boa ideia.
- Com licença. - Posso ajudá-la?
Você tem algum livro de história local?
- Sobre a cidade em si, você quer dizer? - Sim.
Temo que sejamos pequenos demais para um livro escrito exclusivamente sobre nós.
Talvez eu possa te dizer o que você quer saber.
Eu morei aqui toda a minha vida.
Bem, meu marido e eu moramos em Pleasant Hill.
Moram? É um lugar adorável.
Mas nossa governanta nos disse que havia um boato de que lá foi um cemitério.
Não, nunca ouvi falar disso.
No século XIX eu acredito que havia superstições sobre a colina.
Superstições.
Eu não tenho ideia do que era.
Vou te falar quem pode saber. O nosso ex-bibliotecário-chefe, sr. De Witt.
Ele é muito fundamentado em informações sobre esta área.
A história local sempre foi seu passatempo.
- Bem, eu não gostaria de incomodar. - Não, não, não se sinta assim.
Ele adora receber visitantes.
Ele é um pouco solitário, eu acho.
Apenas ele e todos aqueles livros.
Este é o endereço.
Sim, bem, muito obrigada.
O que há, querida?
Acho que foi um barulho de estalo lá embaixo.
O quê?
Bem, vou descobrir o que é.
Espere um segundo, eu irei com você.
Não precisa.
Precisa sim. Você vai cair nas escadas, está tão desequilibrada.
- De onde você acha que veio? - Eu não sei.
Parece tudo bem aqui. Venha.
Espere aqui, já volto.
John!
O que foi?
Qual o problema, querida?
É aquilo, me assustou. Pensei ter ouvido...
Certo, está tudo bem.
Querida, está tudo bem.
Sempre que eu lido com casos de divórcio, como os Johnsons,
eu me pergunto o que faz pessoas assim se casarem, em primeiro lugar.
Quero dizer, eles são inimigos, inimigos implacáveis.
É como a 3ª Guerra Mundial em um quarto.
É como uma explosão.
Às vezes eu e o advogado da sra. Johnson olhamos um para o outro e concordamos.
É tudo que podemos fazer para não cair na gargalhada.
Hei.
Eileen, o que há?
Há algo nesta casa.
- Algo. - Sim.
O quê, Eillen? Fantasmas?
Numa casa nova em folha?
Tudo bem, não são fantasmas.
Mas há algo aqui.
E eu não sou apenas uma tola mulher grávida.
Não, não, claro que você não é.
Você é minha linda esposa.
Carregando nosso primeiro filho lindo.
E agora, minha linda esposa, você pegaria minha linda pasta?
Vou te falar quem pode saber.
O nosso ex-bibliotecário-chefe, sr. De Witt.
Ele é muito fundamentado em informações sobre esta área.
A história local sempre foi seu passatempo.
Ele adora receber visitantes.
Este é o endereço.
- Sim. - Espero não ter te incomodado.
Não me incomoda, filha. Só estava cochilando.
- Desculpe-me. - Oh, não pense assim.
Terei o meu sono eterno em breve.
Entre.
A que devo este prazer?
A bibliotecária me deu seu nome e endereço.
Srta. Tate.
Garota legal.
Não sabe estatística muito bem.
Garota legal, não?
- Você gostaria de um pouco de chá? - Sim.
A chaleira está ligada.
Ela disse que tem um profundo conhecimento sobre a história local.
Oh, sim, tenho mesmo.
Tenho mesmo.
Faz anos desde que uma garota bonita enfeitou essas paredes.
Por favor, fique à vontade.
Será só um momento.
Não posso garantir a qualidade do chá,
mas os biscoitos ajudariam a preencher o sabor.
- Não estou lhe causando problemas? - Oh, problema nenhum.
É um prazer absoluto.
Sua visita faz mais por minhas artérias do que as receitas médicas.
Te garanto.
Então, o que posso fazer para te ajudar?
Bem, veja, meu marido e eu temos uma casa em Pleasant Hill.
Oh, têm?
Sim.
- Creme e açúcar? - Por favor.
Lindo local, Pleasant Hill.
O quê... hum Não era um cemitério?
Um cemitério?
Oh, não.
O que era, então?
No século XVIII eles o chamaram de Colina do Cadafalso.
Cadafalso.
Forca.
Era um local de execução.
Se sua casa foi construída no topo de Pleasant Hill,
e suponho que seja, para aproveitar a vista,
então, provavelmente, é construída sobre o mesmo local em que ficava a forca.
Não deixe isso te perturbar, filha.
Tudo isso aconteceu quase dois séculos atrás.
A forca foi desmontada em 1779,
após a reação pública acalorada ao enforcamento de uma jovem.
Uma garota?
Pela primeira e única vez.
Thomasina Barros. 19 anos.
Um trágico incidente de uma vida que foi uma série interminável de calamidades.
Órfã aos sete anos.
Eu tenho um livro aqui em algum lugar.
Ah, lembrei.
Casada a menos de um ano quando seu marido foi morto na guerra.
Perdeu seu filho logo depois de ele nascer.
Finalmente, condenada à forca por roubar um pedaço de pão.
- Eles realmente faziam coisas assim? - Oh, sim.
Ah, aqui está.
Você poderia me dar essa lupa?
Obrigado.
Malfeitora: Thomasina Barros, dezenove anos, ladra.
Às onze horas da manhã, no sábado, segundo dia de março de 1779.
A condenada gritou para a assembleia que ela iria agora para sua morada final,
da qual ninguém jamais poderia despejá-la de novo.
Depois disso, ela apenas riu,
um riso tão terrível e zombeteiro que aqueles que ouviram saíram em disparada,
pois eram risos do próprio inferno.
Ela morreu sem arrependimentos.
Pequena notável.
Onde ela foi enterrada?
Era habitual naqueles dias enterrar as vítimas da forca no topo da colina.
Ela está lá.
- Ela está lá onde agora é nossa casa. - Sim.
Coitadinha dela.
Assustada.
Agredida.
Ouça-me bem.
Esta é a primeira vez que moramos no campo.
Existem todos os tipos de ruídos estranhos aqui.
Quero dizer, o vento e os galhos das árvores
batendo contra as janelas, pequenos animais.
Não se esqueça, querida, é uma casa nova,
e casas novas levam tempo para se acomodar.
E o que você tem ouvido poderia ser qualquer uma dessas coisas.
Com a ajuda da sua imaginação.
Mas nada como isso aconteceu comigo antes.
Bem, você também nunca esteve grávida antes.
Oh, você é muito persuasivo, sr. Travis,
você deve ganhar todos os seus casos.
Bem, o ponto é: eu ganho este?
Sim.
Essa é uma bela vitória.
Thomasina Barros, você foi condenada por um Tribunal legítimo,
e agora será pendurada pelo pescoço até que esteja morta.
Eileen?
Querida, o que houve?
A execução...
O quê?
Eu ouvi a execução. Era Thomasina sendo enforcada.
Amor, eu ouvi o rádio na sala, nada além de música.
Está tudo bem.
Eu não entendo esta casa... Leve-me embora...
Tudo bem, querida, te levarei para sua mãe de manhã.
John?
John, onde você está?
John!
Com licença, doutor. Estou aqui embaixo.
Algo errado?
- O que você está fazendo? - Falando com o dr. Ridley.
Por quê, ele está aqui?
Não, não, ele está ao telefone.
Bem, por que você não usou o telefone daqui de cima?
Eu não queria acordar você, querida. Tudo bem?
Sim, eu só fiquei com medo porque não sabia onde você estava.
Tudo bem. Volte para a cama, eu estarei lá em um minuto.
Desculpe, doutor.
Não, eu não sei por que ela acordou.
Até dei a ela um comprimido para dormir.
Sim, eu sei que não deveria ter dado a ela sem te ligar,
mas ela estava praticamente histérica.
Mas doutor...
Você não acha que ela está tendo um colapso nervoso ou algo assim?
Arrependa-se de seus pecados, Thomasina Barros.
Prepare sua alma imortal, ou estará perdida para sempre.
Não... nunca!
Nunca!
John!
John!
O que foi?
Leve-me para o hospital.
Ela não é linda?
Oh, sim, ela é um amor.
- Você gostaria que eu a levasse para cima? - Sim, por favor, sra. Ramsey.
Oh, meu deus.
Ela não é uma gracinha?
Ela anseia pelo mundo.
Outra conquista para Caroline.
Estarei com você a cada segundo.
Que lindas!
Não é todo dia que nossa esposa volta para casa.
Eu te amo.
Eu também a amo.
Eu acho que deveríamos começar de novo, sem nada para te assustar.
Então, me livrei da estátua.
Você está feliz?
Sim, estou feliz.
Vamos, ordens do médico.
O andar de cima é melhor para você, querida.
Sabe de uma coisa? Você e o dr. Ridley estavam certos.
Foi minha imaginação.
Eu ficarei bem.
...foi condenada por um Tribunal legítimo,
e agora será pendurada pelo pescoço.
Querida...
Eu só estava olhando.
E?
Vamos dormir.
Querido, você não tem que esperar até ela chegar.
Não, tudo bem, eu espero.
Depois de três dias eu acho que eles podem
dispensar meu gênio legal por mais alguns minutos.
Oh, aqui está ela.
Bom dia.
Bom dia, sra. Ramsey.
- Como vai essa fofura esta manhã? - Com fome.
É melhor eu ir andando.
Bem, você pode pegar chuva ao dirigir.
Mmmm, percebi que o tempo está fechando.
Parece que uma tempestade de outono está a caminho.
- Dirija com cuidado na chuva. - Sim.
Até logo.
E você também, princesa.
Tenham um bom dia.
Princesa!
Sra Ramsey, devo retornar por volta das 6:30, você pode ficar até a noitinha?
Oh, sim, minha família pode esperar um pouco pelo jantar.
Está tudo bem.
Bom.
- Adeus. - Adeus, querido.
Sem mais problemas.
Sem mais problemas.
É difícil de acreditar que foi só a gravidez,
mas já se passaram três dias e está tudo bem.
Bom.
Eu sabia que era a gravidez.
Quando eu estava grávida do meu segundo, aí houve problemas de fato.
Que tempestade.
Oh, você vai se acostumar com elas, amor.
Espero que não acorde o bebê.
Bebês dormem com qualquer coisa.
Que horas são?
Não se preocupe, ele vai chegar logo.
- Pode atender, por favor? - É claro.
Alô.
Oh, sim, sr. Travis.
Sim.
Sim.
Oh, céus.
Algo errado?
Quanto tempo vai demorar?
Sei.
Claro, claro que vou.
Tudo bem.
Você gostaria de falar com a sra. Travis?
Vou dizer a ela, é claro.
Dirija com cuidado, senhor.
Adeus.
O que há?
A estrada principal foi bloqueada pela queda de algumas árvores
e ele vai ter que voltar pelo caminho da ponte oeste.
Mas isso é muito longe.
Vai demorar uma hora, no mínimo.
Ele está bem?
Sim, está. Ele teria falado com você, mas ele pensou que
você preferia que ele chegasse em casa mais cedo.
Uma hora...
Odeio fazer isso com você, mas você se importaria...
Está tudo bem.
Minha família vai ficar bem até eu chegar. Eu gostaria de ligar se puder...
Não se assuste, querida, isso acontece o tempo todo.
Eles vão acender as luzes antes que você perceba.
- O telefone está mudo! - Vou olhar meu bebê.
Espere, vou te dar uma vela.
Tem uma aqui.
- Meu deus! - É só uma tempestade.
É só uma tempestade.
- Você quer eu vá até lá para você? - Não, obrigada.
Oh, vou acender algumas velas e buscar o jantar.
É só uma tempestade.
Você está tão fria.
Vou pegar seu cobertor.
Sra. Ramsey...
Eu só vou tirar os biscoitos do forno, querida.
Tudo bem, eu quero que você vá para casa.
Oh, não, eu não poderia. Eu prometi ao sr. Travis.
Não, vá para casa. Sua família deve estar preocupada com você.
- Você tem certeza? - Tenho sim.
Te vejo de manhã e agradeço por você ficar até tão tarde.
Está bem.
- Eu coloquei seu jantar em fogo baixo. - Obrigada.
Pode dormir tranquila, Caroline.
Sra. Ramsey!
Sra. Ramsey!
Amada, está tudo bem, é a mamãe.
Por que ela foi embora? Ela disse que não iria.
Não se preocupe, tudo vai ficar bem.
Eu não vou ficar nesta casa nem mais um minuto.
Já sei.
Vamos esperar na caminhonete até o papai chegar em casa.
Não!
Saia!
Saia daqui!
O bebê...
Não...
O bebê...
Não, meu bebê, não!
O bebê...
Ela não é seu bebê!
Eu quero o bebê...
Ela é minha filha!
Ela é minha!
Ela é minha!
Você não vai pegá-la!
Em nome de Deus...
Você não vai pegar minha filha.
Eileen!
Eileen...
O que há de errado, você está bem?
Caroline está bem?
Então, o que é, o que há de errado?
Onde está a sra. Ramsey?
Ela te deixou sozinha.
Querida, você está gelada.
Deixe-me segurar, Caro...
Não!
Bem, eu...
Vou pegar um pouco de conhaque para você.
Thomasina Barros parece que, finalmente,
encontrou uma casa da qual ninguém jamais poderá despejá-la de novo.
Ouvi dizer que a menina Caroline é linda e saudável,
e que o pai dela a ama.
Ele parece não perceber os sinais de selvageria ou sua risada incomum.
Ele acha, é claro, que todo o incidente foi psicológico por parte de sua esposa.
Quanto à mãe...
Bem, ela nunca fala sobre isso com ninguém.
Ela é uma mulher bastante quieta hoje em dia.
Agora elas se evitam, dizem.
É uma pena, porque enquanto estava morando em Mansfield House
ela era uma criança adorável.
Ah, novos convidados.
Vou descer para conhecê-los.
Quero que eles sejam felizes aqui.
Mansfield House tem uma história muito estranha, sabe?
Nem todo mundo, sinto dizer, tem sido feliz aqui.
Já me disseram que partes da casa são assombradas.
Um dos meus convidados alegou ver fantasmas.
É claro que não pode ser verdade.
Veja, eu não acredito em fantasmas.
Você acredita?
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