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Original subtitles

UMA SÉRIE NETFLIX

Dragão a dormir, vulcão ativo, senhora rica maluca.

Vai correr tudo bem.

Aí estás tu.

Afasta-te!

EM BUSCA DA VERDADE

Obrigada, Bunny.

Ele não está a melhorar.

Séculos de estudo, investigação e inquéritos nesta Torre,

mas não se menciona as entidades.

Nem sequer uma sugestão.

Não adianta. Não há nada.

Desce daí. Temos de ser criativos.

Perdoa-me, papá.

Perdoa-me esta violação da tua mente.

Tenho de os ver como tu.

Preciso de saber o que tu sabes.

Não te vou perder. Aconteça o que acontecer.

Cochi.

Só o meu pai me afastaria dos seus pensamentos.

Só ele pensaria em tornar isto tão impossível.

Homem teimoso.

Mãe, tenho saudades tuas hoje, todos os dias, mas hoje em especial.

Ambos sabemos que a princesa sabe cuidar de si,

mas não posso deixar que acorde o que quer que esteja ali.

Agora, se me dás licença.

Se ela estiver certa quanto ao Eldwurm, é louca só por ir…

Merda.

Credo! Basta!

Matará tudo num raio de 160 km.

Comerá sem parar até ficar de barriga cheia

e ninguém poderá fazer nada.

Por favor, deixa-me falar com ela.

Podemos ir juntos, sim?

Uma conversa rápida para salvar centenas de vidas.

Ótimo.

Ouviste aquilo?

Espera. Vou verificar.

Jovens Wyrms em fogo à frente.

Queres tomar conta deles enquanto espero?

Só preciso de um minuto.

Desculpa.

Não me posso preocupar com vocês as duas a andar aí.

Prometo, só quero conversar.

Os ataques à senhora persistem, envenenando-lhe os pensamentos.

Os nossos inimigos destruíam-na e a nós.

A agressão de Helio Imperium exige uma resposta.

O Helio Imperium.

Pedimos-te ajuda e ao teu pai.

Não.

É tudo exatamente como descrevi há semanas.

Tal como avisei.

Violência em pânico não é favorável.

Pânico? A senhora Mene assim o deseja.

Então, a nossa senhora errou.

Não devemos questionar a mente da nossa senhora nestes assuntos.

"Questionar a mente da nossa senhora."

Claro, Vossa Alteza. Claro que não lhe cabe fazer isso.

Perdoe-me.

Cabe a mim.

Mandei-te embora, miúda.

A guerra é um erro.

Os ataques a ti vêm de dentro da lua.

O Helio Imperium não pode ser responsável.

De dentro? Isso não é possível.

Mas encontrei entidades com poder para lá do meu pai.

Para além do Trono Solar, para além de ti.

Ainda vês os fantasmas?

Umas vezes, mais claramente do que outras.

Não há coincidências, Deusa.

Os fantasmas devem ser projeções de memórias,

memórias relevantes, tuas ou de outra pessoa.

Encontra a fonte e podemos desvendar todos os mistérios.

Não podes ter a certeza disso.

Não, mas saberem que estou errada vai ensinar-nos mais do que sabíamos.

O meu pai está num sono reparador do qual temo que não acorde.

Oculto na mente dele está um conhecimento que não consigo recuperar.

A chave, creio eu, para resolver o problema dele e o teu.

Não posso fazer uma busca na mente do meu pai, mas posso fazer uma busca na tua.

Por favor. Posso salvar os dois.

Não quero continuar a ser assombrada.

Chega de jogos.

Não estou a jogar.

Vou mudar as regras.

Merda.

Acordado, às cegas.

Morre, maldito monstro!

Não!

Para.

Para! Por favor!

Desculpa.

Pensamento, memória, é como um rio.

Corre na sua própria direção. É fácil afogarmo-nos ou ficar perdidos.

Não consigo controlar a corrente, mas posso escolher por onde entrar.

E as minhas memórias falam contigo?

Como se eu fosse tu. Aparecerei como te imaginas.

O mundo exatamente como o experienciaste. As pessoas que conheces, as que recordas,

não autómatos, mas vivos à sua maneira.

Reais. E a dor? A dor será a mais real de todas.

Os nossos pensamentos mais indolentes ligam-nos ao universo físico

de formas imprevisíveis e até perigosas.

Podes magoar-me ou pior.

Não é pouca coisa conhecer a mente do nosso deus.

Não é coisa pouca.

O Dyfed, a Adara, o Idwal. Pensaste neles primeiro e mais frequentemente.

Estes nomes estão de alguma forma ligados às suas experiências recentes.

Pensa neles. Imagina os fantasmas e deixa-me entrar.

Vou entrar no rio ali.

Lembra-te, estou contigo.

Se te perderes, segue a Lua.

Se começares a afogar-te, eu guio-te até casa.

Foi desagradável.

Mas Duas Luas, uma quebrada, configuração instável,

mas está partida por dentro.

E estas estrelas. As estrelas são iguais.

Da posição em que estão, isso foi há semanas, o que não pode ser.

E o santuário da Mene está escuro.

Fymryn. Aí estás tu.

Pensávamos que já tinhas saído.

Depois encontrei isto.

Não podíamos deixar-te esquecê-los

depois de tudo o que passaste para roubá-los a Selemene.

Selemene? Pertencem à Deusa?

Estás sempre a lembrar-nos.

Anda. A Adara e o Idwal estão à espera. O Idwal fez uma tarte.

Espera. Sempre houve duas luas? Quando partiu a maior?

Como?

Acho que tens o nariz demasiado perto das flores.

Sentes-te bem para viajar?

Depende dos teus planos de viagem.

A luz de Mene, miúda. É o teu plano.

Os Picos Partidos.

A Torre.

Casa.

Parece mais um túmulo.

É grande. Maior do que parece.

Está tão vazio. Tão escuro.

- Não vejo o feiticeiro. - Ele nunca está longe.

Mais memórias de coisas impossíveis.

Não há coincidências.

A Deusa conduz-me a algum lado, mas…

Espera. A biblioteca.

Mostra-me tudo o que tem que ver com as luas. Livros, papel, esboços.

Eu não sou eu.

Sem magia. Fácil de esquecer.

E parece toda igual. O que tem de diferente?

Aquela flor.

Aquele livro.

O Arcrónico. O que és tu?

"A Lua Louca não era uma pedra inerte. Era mesmo uma prisão."

Como encontraste a minha torre?

Muito inesperadamente, garanto-lhe.

Ninguém encontrou esta torre em mil anos,

e tropeçaste nela?

- Mil anos? Isso não é… - Não respondeste à minha pergunta.

Não perguntou nada.

Fez uma declaração e fez passar como se fosse uma pergunta.

É um mau hábito.

Tem o dom de mudar de assunto.

Quem és tu?

Fymryn de Coedwig, ao que parece.

Roubei estes lótus, mas preciso da sua ajuda.

A lua, a lua quebrada e as entidades no seu interior.

Já os vi, ouvi, senti e a criatura aprisionada com eles.

Tem de saber o que são, como contê-los, como detê-los.

Conheço esse olhar, visivelmente vazio, outro hábito encantador.

Ouça.

Estão a levar a Deusa à loucura, destruindo-a a partir do interior.

Não és de Coedwen.

Isto é capaz de ser mais simples se eu puder falar com a Filomena.

Quem quer que sejas, erraste ao pronunciar o nome dela.

Que nome? Filo…

Filomena.

Bunny.

Estás muito quieto. Não estás vivo.

Isto é tudo tão estranho, Bunny.

Parecem memórias, mas há muitos pormenores diferentes.

Errado. Duas luas, santuários negros, os lótus da mãe.

E esta Fymryn?

Talvez a nossa senhora se imagine ser ela própria,

mas com que objetivo?

Quem é ela?

És a ladra.

Quem roubou os meus lótus.

- Mãe? - Mãe.

Que forma estranha de se dirigir à sua Deusa.

- Tu? Tu não és a Deusa. - Talvez tenhas razão.

Pois, aqui estás tu, vieste matar-me.

O quê? Não foi por isso.

Achavas que eu não sabia? Achavas que não estava preparada?

Por favor. Não compreendo isto.

A minha filha dedicou todas as noites o amor dela por mim a isto.

Todas as noites rezava para que eu voltasse.

A sua filha? Onde está a sua filha? Onde está a Filomena?

- Pergunta-lhe quando chegares. - Não!

Não era uma oração.

Estou a ver-te. Eu conheço-te. Filomena.

Vieste com uma pergunta,

mas não a pergunta que iniciou a tua viagem.

A tua verdadeira pergunta levou-te até mim, até ele.

Não podes quebrar a minha vontade com uma manipulação tão óbvia.

Ela é a Deusa.

Mene, renascida.

O que se passa aqui? O que lhe estão a fazer?

Essa não é a tua verdadeira pergunta.

Luta, Deusa. Acaba com ele.

Vai destruir tudo para se libertar,

e recriar o universo à sua imagem.

Refazer o universo? Claro.

Os factos não eram inconsistentes, a minha compreensão estava incompleta.

São recordações de outro universo.

Noutra vida.

Que universo? A vida de quem?

A Fymryn. A Fymryn é a Mene, mas não a minha Mene.

Também te escondes em hipóteses como ele.

Medo de perguntar porquê. Medo da verdade.

Tudo isto é para ti.

A causa és tu. Tu és a razão.

Cada pergunta reduzida a uma conclusão.

E aqui estás tu, à deriva no fim do rio.

Sozinha no mar.

Estou morta, é isso?

Neste mundo, neste mundo de um eco vazio, estou morta.

Pobre rapariga. Como sofreste.

Como te deixou ficar mal. Não conseguiu salvar-te e isso destruiu-o.

O que queres de mim?

Eu quero o mesmo que tu.

Quero dar sentido ao universo.

Não. Aprendi o que posso aqui.

Eu tinha razão. E estava errada.

A deusa disse-me para olhar para a lua e guiar-me-ia até casa.

Aqui, sou a Fymryn.

A Fymryn é a Mene, por isso, olho por mim.

Eu sou a lua.

Deusa. Deusa, tu também…

Eu sei quem sou.

Leva-me ao teu pai.

Não te preocupes. Vim para ajudar.

Kaden? O que…

Deuses.

Vai. Avisa o Fortaleza do Dragão.

Tu é que vais avisá-los.

Davion. Eu devia ter voltado.

Enganei-me. Os vivos precisavam de mim.

Ela precisava de mim.

Sabes o meu nome?

A espada é minha, a vida é minha.

Não, não consigo.

Pela Fortaleza do Dragão.

Estou a ver-te, ratinho.

O rato que sonhou o céu.

Um olho que não vê.

Ou talvez tenha visto demasiado.

Pai do Fogo, lembras-te do mundo antes deste?

Um sonho esquecido, um sussurro.

O Diabo da Lua matou os teus irmãos e irmãs.

Ele usou-os para destruir o meu mundo, o nosso mundo.

E, contudo, o sol ergue-se, o Trovão canta.

Por favor, preciso da tua orientação. Diz-me o que devo fazer.

Nada.

Nada?

Não há nada a fazer nem a desfazer.

A ilusão de carne a que te agarras não era mais real do que esta.

Não compreendo.

O meu mundo foi perdido, destruído.

Vocês estão tão preocupados com aquilo que é vosso.

No entanto, ignoram tudo.

Estás aqui. Estás viva.

Fica a paz ou escolhe a loucura.

Impossível.

Ninguém pode ter feito isto.

Nada disto é o que pensas.

Mataste o Kaden.

Eu sei quem ele era. Eu sei o que ele significava para ti.

Não podes dizer isso.

E não podes sair deste vulcão.

Não vou lutar contigo.

Não te vou fazer mal. Nunca.

Já me magoaste!

Larga-me!

Eras a única pessoa no mundo que esperava que me ouvisse.

Marci, deixa-o ir.

Eu disse-te que precisava da orientação do Slyrak.

Na verdade, precisava de ti.

O Davion que eu conhecia, confiava e amava

perdeu-se numa vida que já não existe.

Não podia deixar que fosse o fim da história dele.

Não podia deixá-lo morrer em vão.

Isto foi tudo um erro.

Davion, não nos sigas.

Deixa-nos, por favor.

Anda, Bunny.

Deusa.

Lembro-me de tudo. Lembro-me do que fizeste.

Não estou aqui para te julgar.

Não sei se tenho competência para isso.

Nem tenho a certeza do teu crime.

Mataste-nos a todos e trouxeste-nos de volta.

Prejudicaste-nos, mas aqui estamos nós, só a conversar.

Não me arrependo de nada.

Mas arrependes-te. Eu sei porque tinhas de o dizer.

Convences qualquer um de qualquer coisa, especialmente a ti próprio.

Confessa. Conta tudo à Filomena.

Desabafa.

Ela não compreenderia.

Ambos têm segredos. A verdade tem de começar por algum lado.

Mostra-me o Arcrónico.

E se estiver errada sobre tudo?

Alteza!

Graças à Estrela da Alvorada que te encontrei.

- Capitã? O que foi? - Guerra.

O Principado lançou um ataque através da fronteira.

E o teu pai precisa de ti.

Todos precisamos de ti.

BASEADO NO JOGO DOTA 2 POR VALVE

Legendas: Miguel Alves

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