All language subtitles for (Sub-PT) Sherlock Holmes - 13 of 13 - The Final Problem (Port-pt subs)

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Original subtitles

SHERLOCK HOLMES

O PROBLEMA FINAL

Quando regressei a Baker Street,

ap�s umas curtas f�rias na Primavera de 1891,

poucas vezes vira o Holmes, durante algum tempo.

Tinha lido no jornal que havia sido requisitado pelo Governo Franc�s

devido a um assunto de extrema import�ncia.

Mas dificilmente poderia prever a viol�ncia do desfecho.

Cabe-me agora contar, pela primeira vez,

o que ocorreu entre o Sr. Sherlock Holmes e o Professor Moriarty,

naquele fat�dico ano.

Sra. Hudson, o Sr. Holmes j� regressou?

Regressou, sim.

Chegou cedo, ainda n�o deviam ser sete.

"Bom dia, Sra. Hudson", disse ele. "O que h� para o pequeno-almo�o?"

Como se n�o tivesse estado fora quatro meses.

Apanhei c� um destes sustos!

- E voltou a sair, suponho? - Sim. Tomou o pequeno-almo�o

e voltou a sair, logo ap�s a sa�da da visita.

- Visita? - Sim, um senhor idoso.

Discutiram.

N�o gostei da cara dele, n�o gostei mesmo nada.

Tinha uma cara que parecia a f�ria de Deus,

ou antes, do Diabo. - Deveras?

Abrimos uma garrafa de claret para celebrar o regresso do Sr. Holmes?

- Porque n�o? - Muito bem.

Obrigado, Sra. Hudson.

Mais tarde soube que o Holmes tinha sobrevivido a 3 atentados

nesse mesmo dia,

mas enquanto esperava que ele voltasse,

Baker Street parecia-me t�o calma e segura como sempre.

Espere, espere.

O que �?

Uma espingarda de press�o. Uma espingarda de press�o muito especial.

Watson, tem alguma objec��o

em fechar as cortinas, casualmente,

como se estivesse sozinho nesta sala?

Watson, acho que me conhece suficientemente bem

para saber que n�o sou, de todo, um homem nervoso.

Mas � estupidez, e n�o coragem,

recusar-se a reconhecer o perigo quando este est� t�o pr�ximo de n�s.

Raios!

Watson, tem um f�sforo?

- Holmes, est� ferido! - Arranh�es. Nada de importante.

Voc� n�o me parece bem, Holmes.

N�o tenho cuidado muito de mim.

Estou pressionado pelo tempo.

Qu�o pressionado?

Bem, como n�o posso deixar esta sala antes do anoitecer,

e provavelmente terei de o fazer da mesma forma que entrei,

temos algum tempo.

Tamb�m lhe devo uma explica��o da minha grosseira sa�da,

da �ltima vez que nos vimos.

- Se me permite, vou tomar notas. - Faca favor.

Este caso... este caso...

...� �nico nos anais do crime.

Decerto lembrar-se-�...

...que foi numa fria manh�, no in�cio do ano,

que deixei Baker Street.

N�o fazia ideia para onde ia e nem quem era o meu cliente.

S� sabia que ele era importante e no estrangeiro.

O meu destino era o Museu do Louvre, em Paris

e o meu cliente...

... era nada mais, nada menos, do que o Governo Franc�s.

O Pal�cio do Louvre fica perto do corac�o de Franca.

Era aqui que o grande Rei Sol tinha a sua corte

e foi aqui que Napole�o Bonaparte casou com Maria Louise da Austria.

Isto �, na verdade, uma li��o de hist�ria em pedra.

Agora esta galeria cont�m os nossos melhores quadros.

Meus senhores, vamos directos ao assunto, sim?

Suponho que a "Mona Lisa" tenha sido roubada.

Mas quem lhe disse?

Asseguro-lhe, Sr. Ministro, que ningu�m lhe disse uma palavra.

Quando vi dois ganchos

e o local onde a "Mona Lisa" estava pendurada,

depois a conversa sobre perigo e esc�ndalo.

Agora come�o a compreender a delicadeza da quest�o.

O Louvre fecha � segunda-feira para manuten��o.

O facto de a "Mona Lisa" n�o estar pendurada no lugar habitual

foi explicado pelo facto de ela estar no est�dio fotogr�fico.

S� mais tarde, nesse dia, um trabalhador encontrou a moldura

num pequeno arm�rio

debaixo do Salon Carr�.

Pusemos o vidro no quadro h� apenas um m�s.

Rece�vamos um ataque com �cido. Aconteceu um desses em Florenca.

- Que sorte! - Pardon?

Duas impress�es digitais n�tidas.

Muitos artistas v�m para c� fazer c�pias dos quadros.

Este parece-me muito bem feito.

Sim, esse artista � particularmente dotado

e ganha bom dinheiro com as suas c�pias.

Gostaria de conhec�-lo um dia.

Fazer uma c�pia m� � muito f�cil, mas uma boa...

...requer anos de pr�tica.

Por exemplo, DaVinci utilizava madeira de �lamo como tela,

e � muito dif�cil de encontrar.

E misturar as cores originais � quase imposs�vel.

A sfumatura dele, os tons suavemente misturados,

� muito subtil e as pinceladas dele s�o com a m�o esquerda.

E a craquelure, esta textura gretada,

� o mais dif�cil de conseguir.

Mas o senhor consegue. Como?

Esse � o meu segredo.

Parece-me que isto est� muito perto da verdadeira falsificac�o.

N�o, n�o. As c�pias nunca podem ser do mesmo tamanho do original.

E quem compraria uma das minhas c�pias como sendo o original,

enquanto a verdadeira "Mona Lisa" est� no Louvre?

Mas e se, por acaso, a "Mona Lisa" j� n�o estivesse no Louvre?

Est� decerto a brincar, Monsieur.

Felizmente, a Pol�cia Francesa est� muito � frente da Brit�nica

em rela��o �s impress�es digitais.

O grande Bertillion gentilmente referiu-se ao meu pequeno panfieto

sobre o assunto como "a sua b�blia".

Tal como eu suspeitava,

o nosso homem estivera envolvido em crimes menores no passado,

um espanhol chamado Mendoza.

Aqui est� o seu ladr�o.

N�o � um esp�cime agrad�vel.

Sr. Holmes, a Fran�a tem uma grande d�vida para com o senhor.

Ainda n�o apanh�mos o homem,

nem, acima de tudo, os quadros.

- Ele tem de ser preso imediatamente. - Pode j� t�-lo vendido.

N�o. Estou convicto de que o quadro est� ainda na posse do Mendoza.

Ele � apenas um pe�o num jogo muito maior.

Este roubo foi cuidadosamente planeado durante meses, anos at�,

por um mestre do crime.

Mas que criminoso profissional quereria a "Mona Lisa"?

� uma loucura! N�o pode vend�-la.

Acredito que o mestre do crime n�o est� interessado no original,

se conseguir fazer passar as falsifica��es por originais,

pelo mesmo pre�o. Meu senhores,

temos de alarmar o Mendoza,

fazer com que ele se mexa,

para que nos leve ao centro da teia.

Mas como?

Primeiro temos de anunciar ao mundo que o quadro foi roubado.

Mas isso vai provocar um grande esc�ndalo. Eu e o Director...

Sr. Ministro, se me permite, ser� anunciado

que, devido aos esfor�os incans�veis do senhor e do Director,

o criminoso est� prestes a ser detido.

- Sr. Holmes, temos de prend�-lo j�. - N�o.

Agora!

Holmes, compreendo que a recupera��o do original

impossibilitaria os ladr�es de venderem as c�pias,

por muito boas que elas fossem.

Mas tinha alguma pista sobre a identidade do mestre do crime

por detr�s de todo este esquema?

Fiquei satisfeito ao reconhecer um dos agentes do Professor Moriarty.

Moriarty!

Repare no delineamento do rosto,

nas belas m�os,

na disposi��o, no sorriso.

Como Walter Palter a descreveu,

"A cabe�a sobre a qual todos os extremos do mundo se unem

e umas p�Ipebras ligeiramente cansadas."

Ningu�m teve o g�nio de criar esta obra-prima excepto DaVinci.

Veja o trabalho de pincel.

A assinatura do Leonardo em letras grandes,

as pinceladas, mano sinistra,

o brilho, a t�cnica sfumato...

Com licenca.

Diria, sem qualquer hesita��o, que na opini�o geral do mundo art�stico

este � o maior quadro jamais pintado.

Lamento muito ter de lhe dizer

que este quadro j� n�o est� � venda.

N�o compreendo, Professor. E o pre�o?

Posso reconsiderar...

Ofere�o-lhe uns quatro milh�es certos. Que tal?

Lamento, Sr. Morgan.

O quadro j� n�o est� � venda.

Que est�o a tramar? Tire as m�os de cima de mim.

Aquele miser�vel do Holmes recuperou o original.

Estes n�o valem nada.

Destr�i-os.

Queima-os.

F�-lo tu pr�prio.

- N�o deixes que ningu�m te veja. - Sim, Professor Moriarty.

Tenho de felicit�-lo, Holmes.

Tanta honra e t�o merecida!

N�o foi grande problema, o caso praticamente resolveu-se sozinho.

Sei que teve uma visita esta manh�.

N�o estava em Baker Street nem h� meia hora, quando...

N�o pode subir, senhor!

Tem...

...menos desenvolvimento cerebral do que eu esperava.

� um h�bito perigoso,

brincar com armas carregadas no bolso do casaco.

� evidente que n�o me conhece.

Pelo contr�rio. Parece-me muito evidente que conhe�o.

Posso dispensar-lhe cinco minutos,

se tem algo a dizer.

Tudo o que tenho a dizer j� lhe passou pela cabe�a.

Ent�o possivelmente a minha resposta j� ter� passado pela sua.

- Vai ficar quieto? - Sem d�vida.

Fez-me fracassar no neg�cio do ouro franc�s.

Ent�o era voc� quem estava por detr�s da "Liga dos Ruivos".

Uma ideia muito engenhosa e muito bem concebida.

Elogios vindos de si...

Atravessou o meu caminho pela primeira vez a 4 de Janeiro.

A meio de Fevereiro, eu estava seriamente incomodado consigo

e no final de Mar�o, os meus planos tinham sido anulados.

E agora este �ltimo assunto em Franca...

P�s-me numa posi��o, atrav�s da sua persegui��o constante,

que estou consideravelmente perto de perder a minha liberdade.

A situa��o tornou-se imposs�vel!

Tem alguma sugest�o a fazer?

Tem de esquecer o assunto, Sr. Holmes.

Tem mesmo de esquecer.

E se eu recusar?

Estou certo de que um homem com a sua intelig�ncia

ver� que este assunto s� pode ter um desfecho.

� necess�rio que se afaste.

Fez as coisas de tal maneira que s� tem um recurso.

Para mim, foi muito estimulante a n�vel intelectual

ver a forma como tratou desta quest�o.

E digo, com sinceridade,

que seria penoso para mim tomar uma medida t�o extrema.

Est� a sorrir, senhor.

Seria mesmo, garanto-lhe.

O perigo faz parte da minha profiss�o.

Isto n�o � perigo. E a destruic�o inevit�vel.

Est� no caminho n�o de um indiv�duo, mas de uma poderosa organiza��o,

cujo verdadeiro alcance, nem o senhor com toda a sua intelig�ncia,

conseguiu ainda compreender.

Deve afastar-se, Sr. Holmes, ou ser� destru�do.

Receio que o prazer desta conversa me tenha afastado de assuntos vitais

que me aguardam.

Ora, ora...

...� uma pena.

Mas eu fiz o que pude.

Isto � um duelo entre o senhor e eu, Sr. Holmes.

Espera acabar comigo.

Espera derrotar-me.

Se for suficientemente inteligente para me destruir,

fique descansado que lhe pagarei na mesma moeda.

J� me elogiou muito, Sr. Moriarty.

Deixe-me retribuir dizendo que tivesse eu a certeza

da sua eventual destruic�o

e, no interesse p�blico,

aceitaria de bom grado a minha.

Posso prometer-lhe uma,

mas a outra n�o.

Ele � o Napole�o do crime.

Durante anos, tentei penetrar no v�u que o envolvia.

E, finalmente,

agarrei o fio da meada que levava ao pr�prio Moriarty.

Agora, estou pronto a cerc�-lo.

Se ele n�o o cercar primeiro.

Na pr�xima segunda-feira,

a quest�o estar� resolvida.

O professor e todos os membros principais do seu bando

estar�o nas m�os da pol�cia.

Ent�o acontecer� o maior julgamento criminal do s�culo,

o esclarecimento de mais de 40 mist�rios

e a forca para todos os envolvidos.

Nada mais posso fazer a n�o ser afastar-me at� l�.

Dar-me-ia grande prazer se viesse ao Continente comigo, Watson.

Ao Continente? Ser� um prazer, Holmes, mas onde?

Qualquer lado. Para mim � igual.

N�o temos de nos livrar do Professor Moriarty primeiro?

Parece-me que estamos cercados at� nesta sala.

Isso lembra-me que tenho de ir.

N�o passa c� a noite?

N�o. � demasiado perigoso para si, se eu ficar.

Vou sair como entrei e dormir em casa do meu irm�o, Mycroft.

- Partiremos amanh� de manh�. - Amanh� de manh�?

Sim, � extremamente necess�rio.

Aqui est�o as instru��es, pe�o-lhe que as siga � letra,

porque agora est� a jogar um jogo a pares comigo, Watson,

contra o sindicato de criminosos mais poderoso da Europa.

Vai entregar a bagagem que entender levar

a um mensageiro de confian�a para Victoria Station, esta noite.

De manh�, vai pedir � Sra. Hudson que chame um cabriol�,

mas que n�o aceite o primeiro ou o segundo que passar.

Ir� at� Lowther Mews, na esquina da Strand,

e entregar� a morada ao condutor

pedindo que ele n�o a deite fora.

Tenha o pagamento pronto e, no minuto em que ele parar,

atravesse a Mews rapidamente

e fa�a por chegar � outra esquina

�s 9... 15 em ponto.

A� vai encontrar um pequeno carro fechado � sua espera,

perto da curva, com um condutor com um sobretudo preto,

com um colarinho debruado a vermelho. Entre no carro

e chegar� a Victoria Station a tempo do Expresso Continental.

Por favor, senhor. Por acaso fala Italiano?

Lamento, n�o. Procuro o senhor que reservou este compartimento.

Nem sinal dele, senhor. Se vai viajar, � melhor entrar.

Meu caro Watson, nem sequer se dignou a dizer-me "bom dia".

Santo Deus, Holmes!

Voc� pregou-me um susto de morte!

� necess�rio tomar todas as precau��es.

Foi por pouco, Watson.

Este expresso faz liga��o ao barco,

por isso acho que afast�mos o Moriarty de vez.

- Que far� ele ent�o? - O que eu faria.

- Arranjar� um comboio especial. - Mas chegar� tarde de mais.

Como pode ver no seu hor�rio,

este comboio p�ra na Cantu�ria e a seguir no barco.

O Moriarty tenciona apanhar-nos l�.

Santo Deus, qualquer um pensaria que os criminosos somos n�s.

Vamos prend�-lo assim que chegar.

N�o, isso estragaria tudo.

Apanhar�amos o "peixe grande" mas os "peixinhos" libertar-se-iam da rede.

N�o, uma deten��o � inadmiss�vel.

Que fazemos ent�o?

Vamos sair... na Cantu�ria.

Mas, Holmes... a nossa bagagem!

Temos de dar ao Moriarty algo que ele possa seguir.

Mas que faremos?

Vamos pelo campo.

C� estamos, Holmes. Este hor�rio nunca nos desilude.

De Ashford Junction, podemos apanhar o da uma para Hastings,

depois o de Londres-Brighton e costa do sul,

de Bexhill para Lewes, sem paragens,

depois para Newhaven

e o barco do fim da tarde para Dieppe.

Acho que temos tempo para um almo�o mais cedo.

T�o cedo?!

H� limites at� para a intelig�ncia do nosso amigo.

E agora, Watson,

vamos comprar uns sacos artesanais,

para encorajar os fabricantes dos pa�ses que visitaremos

e vamos p�r-nos a caminho, calmamente,

da Su��a,

via Bruxelas, Luxemburgo e Basileia.

Tudo aconteceu como o Holmes tinha previsto.

Fic�mos duas noites em Bruxelas

e partimos calmamente em direcc�o ao sudeste.

Durante uma semana encantadora, progredimos pelos Alpes.

O que acha?

Acontece muito nas montanhas.

Danke, Fraulein.

Nada como beber o vinho no s�tio onde ele � feito.

"Todo o bando apanhado. S� Moriarty escapou. Mycroft."

Ele conseguiu engan�-los.

Seria melhor voc� regressar a Inglaterra, Watson.

Porqu�?

Agora sou uma companhia perigosa.

O Moriarty vai concentrar todas as energias

numa vingan�a contra mim.

- Se eu tiver um companheiro... - Quer livrar-se de mim?

N�o.

S� pelas raz�es que lhe dei.

J� estivemos em situac�es complicadas juntos.

Nunca t�o complicadas como esta.

N�o vou deix�-lo, Holmes.

A n�o ser que me mande embora.

Eu nunca tinha estado na Su��a, mas a beleza da paisagem

lembrava-me as regi�es fronteiri�as do noroeste da India.

Mas, apesar do deslumbrante cen�rio que nos rodeava,

era evidente para mim que nunca, nem por um s� instante,

Sherlock Holmes esquecia a sombra que sobre ele pairava.

Podia ver pelo escrut�nio rigoroso que fazia a cada rosto

que ele estava convencido que, f�ssemos onde f�ssemos,

n�o ficar�amos livres do perigo que nos perseguia a cada passo.

Que foi aquilo?

V� alguma coisa?

N�o, nada. � hora de nos pormos a caminho.

Hans! Vamos andando!

Finalmente cheg�mos ao cora��o da regi�o de Berna.

E cheg�mos � aldeia de Meiringen,

onde nos hosped�mos no "Englischer Hof",

gerido na altura por Peter Steiler s�nior.

A caminhada pelas montanhas at� Rosenlaui

� muito bonita.

Podem passar a� a noite e regressar no dia seguinte,

mas n�o podem, de forma alguma,

perder as cataratas de Reichenbach.

� apenas um pequeno desvio...

Aqui est�.

- Gute reise. - Danke schon.

�, na verdade, um local aterrador.

A torrente, engolida pelo glaciar a derreter,

mergulha num abismo tremendo,

do qual a espuma sai como chamas de uma casa a arder.

Herr Doktor Watson...

Herr Doktor Watson...

Herr Doktor Watson...

Sim?

O Herr Steiler pediu-me que lhe desse isto.

� muito urgente.

Parece que levaram uma inglesa para o hotel ap�s a nossa sa�da.

La ver uns amigos a Lucerna... uma hemorragia grave.

- Tuberculose. - Sem d�vida.

Parece estar a morrer.

Um m�dico ingl�s seria um grande conforto.

- Receio ter de regressar. - Claro.

O Steiler sugeriu que este rapaz o levasse a Rosenlaui,

irei ter consigo mais tarde. - E um bom plano.

- Suponho que ela n�o piorou... - Bitte?

N�o escreveu isto?

N�o h� nenhuma inglesa doente no hotel?

N�o.

Mas tem o carimbo do hotel.

Claro!

Um senhor ingl�s, alto e idoso chegou depois dos senhores sa�rem...

Foi a vis�o do bord�o que me deixou petrificado.

Ele n�o tinha ido para Rosenlaui.

Levei um minuto ou dois para me recompor,

pois ficara estonteado perante o horror da situa��o.

Depois comecei a pensar nos m�todos muito particulares do Holmes

e tentei p�-los em pr�tica.

Holmes!

Holmes!

Holmes!

"Meu caro Watson,

"escrevo-lhe estas linhas por cortesia do Sr. Moriarty

"que aguarda o in�cio da discuss�o final

"das quest�es que est�o pendentes entre n�s.

"Agrada-me pensar que libertarei a sociedade dos futuros efeitos

"da presen�a dele,

"apesar de recear que este pre�o cause dor aos meus amigos

"e especialmente, meu caro Watson...

... a si."

Como sabe,

a minha carreira estava em crise,

e nenhum fim poderia ser mais conveniente para mim do que este.

Na verdade, se me permite que lhe fa�a uma confiss�o,

estava convencido de que a carta de Meiringen era uma armadilha.

Antes de deixar Inglaterra, fiz um testamento

e entreguei-o ao meu irm�o Mycroft.

Adeus e boa sorte.

E acredite que sou, meu caro amigo,

muito sinceramente seu. Sherlock Holmes.

Nesta situa��o,

n�o tenho d�vida que contenda pessoal entre estes dois

terminara como n�o podia deixar de terminar.

�...

...com o cora��o pesado que pego na minha pena para escrever isto,

as �ltimas palavras com que registarei os dons �nicos

pelos quais o meu amigo Sherlock Holmes se distinguia.

Record�-lo-ei para sempre

como o homem melhor e mais s�bio que jamais conheci.

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